segunda-feira, abril 27, 2026

Autor: Redação

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Mesmo com tarifaço, Brasil pode ampliar exportação de carnes



Embora o tarifaço preocupe o setor de proteína animal, especialmente o de carne bovina, os impactos nos mercados de aves e suínos devem ser mínimos. Sobre essa afirmação, Alexandre Camargo Costa, médico-veterinário e sócio-diretor da FNF Ingredients Brasil, é bastante enfático. “Os EUA são nossos concorrentes, não nossos clientes”, diz.

A expansão da carne de frango, por exemplo, pode acontecer com a suspensão do embargo das nossas exportações para a União Europeia. A possibilidade decorre do reconhecimento do Brasil como livre da gripe aviária pelo bloco no começo de setembro. O status permite o retorno dos embarques brasileiros da proteína. Para Costa, além da possibilidade de aumentar a produção, a medida também abre espaço para o redirecionamento de cortes entre mercados.

“Não é um salto de produção imediato, mas melhora o mix e o preço nas plantas habilitadas, usando capacidade ociosa e contratos de longo prazo. Além disso, redirecionar os cortes para UE, Oriente Médio e Sudeste Asiático suaviza picos de oferta interna e sustenta margens ao longo de 2025/26”, afirma.

Novos destinos para a carne bovina

Além de China e União Europeia, a carne bovina brasileira desperta interesse em países do Oriente Médio, Norte da África, América Latina e Ásia. Segundo o especialista, há demanda tanto por carne de dianteiro para processamento quanto por cortes premium para foodservice e varejo.

“Programas halal e padronização de especificações têm acelerado habilitações, enquanto o câmbio competitivo e a previsibilidade sanitária sustentam o ganho de participação”, avalia.

Em 2024, o Brasil exportou cerca de 2,89 milhões de toneladas de carne bovina, com receita de US$ 12,8 bilhões, aproveitando uma diversificação gradual além do mercado chinês. Os dados são da Secretária de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

Espaço deixado pelos EUA

Com menor oferta exportável dos Estados Unidos, o Brasil encontra oportunidade para ocupar nichos estratégicos, principalmente em cortes de dianteiro e carne para processamento. Mercados como Golfo, Egito, Hong Kong e Filipinas já demonstram apetite por esse tipo de produto, enquanto a Ásia mantém demanda consistente por brisket e short plate.

Para Costa, o diferencial brasileiro está na combinação de custo competitivo e regularidade de entrega. “O Brasil consegue ofertar volume estável, com contratos halal de ciclo curto no Golfo, programas de qualidade para varejo no Chile e nas Filipinas e fornecimento contínuo de subprimes para a China”, explica.



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Soja cai em Chicago com impasse EUA-China



Com estoques internos robustos, Pequim sinaliza paciência


Com estoques internos robustos, Pequim sinaliza paciência
Com estoques internos robustos, Pequim sinaliza paciência – Foto: Pixabay

A soja negociada na Bolsa de Chicago encerrou a semana em queda, pressionada pela falta de avanços nas negociações comerciais entre Estados Unidos e China, segundo a TF Agroeconômica. Os contratos de soja para novembro recuaram 1,16%, a $ 1.025,50 por bushel, enquanto janeiro caiu 1,11%, a $ 1.044,75. O farelo de soja para outubro fechou praticamente estável, com baixa de 0,04%, a $ 282,90 por tonelada curta, e o óleo de soja recuou 1,07%, a $ 50,03 por libra-peso.

Nesse contexto, o mercado reagiu à decepção com a ligação entre o presidente Donald Trump e o presidente chinês Xi Jinping, na qual nenhum produto agrícola específico foi mencionado. “Nada que se possa apontar para dizer que fizemos um avanço”, afirmou Randy Place, analista do Hightower Report. A China é responsável por cerca de 45% das exportações de soja dos EUA na temporada 2024-25, mas até 11 de setembro não havia reservado nenhum carregamento, pela primeira vez desde 1999, conforme a Bloomberg.

Com estoques internos robustos, Pequim sinaliza paciência e utiliza as commodities como instrumento de negociação em um contexto comercial mais amplo. O cenário contribuiu para que a soja acumulasse perdas semanais de 2,01%, o farelo recuasse 1,6% e o óleo de soja caísse 3,17%, refletindo cautela e incerteza entre os compradores. Especialistas alertam que, enquanto não houver definição nas negociações, a volatilidade deve permanecer elevada, exigindo atenção de produtores e traders para o planejamento das vendas futuras e para o gerenciamento de riscos no mercado internacional de soja.

 





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Empreendedora paulista transforma tradição em negócio e estreia na FE25


A Feira do Empreendedor 2025 (FE25), promovida pelo Sebrae, será palco de histórias inspiradoras entre os dias 15 e 18 de outubro em São Paulo. Uma delas é a de Nadieli Cardim de Oliveira, produtora rural em Eldorado (SP), que participa pela primeira vez da feira.

“Estou animada para fazer novas parcerias e expandir minha marca, irei expor minhas bananas chips e bala de banana”, conta Oliveira que prepara uma novidade para o evento.

“Chips de banana pelipita, uma variedade rara no Brasil. Pretendo vender o produto em versão tradicional e também banhado no chocolate. É algo que ainda não existe no mercado”, revela a produtora.

Além de processar as frutas cultivadas em sua propriedade, Oliveira também compra bananas de agricultoras locais. “Meu objetivo é motivar essas mulheres a conquistar independência financeira. Eu amo empreender nesse setor, apesar de ainda ser um espaço majoritariamente masculino”, afirma.

Para se ter uma ideia, o projeto Bananadi nasceu em 2020, após sua separação, quando encontrou no empreendedorismo uma forma de gerar renda e apoiar outras mulheres em situação de vulnerabilidade.

“Sou a quarta geração de produtores rurais”, conta Oliveira ressaltando o apoio do pai neste momento: “meu pai é o meu maior incentivador.”

  • Participe do Porteira Aberta Empreender: envie perguntas, sugestões e conte a sua história de empreendedorismo pelo WhatsApp

Apoio que faz toda diferença

Para se consolidar no mercado, Oliveira conta com um apoio essencial para gerir seus negócios. “O Sebrae/SP entrou na minha vida desde o começo com orientações e cursos. O consultor Anderson sempre tira minhas dúvidas”, conta a empreendedora.

Com vendas consolidadas em redes de supermercados do Paraná, Oliveira agora mira novos mercados com o apoio de quem entende do assunto.

“A agricultura é um segmento importante no Vale do Ribeira e temos apoiado e incentivado os produtores a participarem da Feira do Empreendedor, inclusive como expositores”, afirma Michelle dos Santos, gerente regional do Sebrae/SP no Vale do Ribeira.

Além disso, a FE25 vai oferecer muitas oportunidades de negócios como acesso a novos mercados e tecnologias: “além de palestras, painéis e consultorias sobre temas importantes para melhorar a gestão, desenvolver habilidades, inovar e fortalecer a propriedade rural, impulsionando a competitividade no agronegócio e a geração de mais renda”, reforça a gerente do Sebrae/SP.

A 14ª edição da FE25 terá o conceito ‘Inteligência Empreendedora’ e será realizada de 15 a 18 de outubro, no São Paulo Expo. As inscrições para visitantes estão abertas e podem ser feitas aqui.

Porteira Aberta Empreender

Quer saber mais? Assista ao programa Porteira Aberta Empreender, uma parceria entre o Sebrae e o Canal Rural, que traz dicas, orientações e mostra histórias reais de micro e pequenos produtores de todo o país.

Às sextas-feiras, às 18h, no Canal Rural. Foto: Arte Divulgação | Canal Rural



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Brasil apresenta propostas de investimentos para recuperação de pastagens


O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) apresentou, nesta quinta-feira (18), em Santos (SP), o Programa Caminho Verde Brasil a representantes do Departamento de Relações Econômicas Internacionais da China. A iniciativa busca atrair investimentos internacionais para recuperar 40 milhões de hectares de pastagens degradadas em dez anos.

Os assessores especiais do Mapa, Carlos Ernesto Augustin e Pedro Cunto, conduziram a apresentação. “O programa já conta com R$ 30,2 bilhões, obtidos por meio do Eco Invest Brasil, para financiar a primeira fase e recuperar até 3 milhões de hectares de terras abandonadas ou pouco produtivas”, informaram. Desse total, R$ 3,5 bilhões serão destinados à Amazônia, R$ 3 bilhões à Caatinga, R$ 1,2 bilhão ao Pampa e R$ 1,1 bilhão ao Pantanal.

No encontro, realizado no prédio do Museu do Café, Augustin apresentou dois modelos de investimento. Um deles é o Equity, que prevê a aquisição de propriedades rurais em sociedade com agricultores brasileiros, com o investidor estrangeiro como sócio minoritário. Os recursos seriam aplicados na restauração do solo e no aumento da produção com tecnologia e assistência técnica. O outro modelo é o Barter, no qual o financiamento é pago com parte da produção obtida nas terras recuperadas.

Segundo o Mapa, a comitiva chinesa demonstrou interesse nas propostas e fez questionamentos. “Novas agendas serão marcadas para dar continuidade à negociação com a China”, informou o Ministério. A reunião contou com a presença de integrantes do Ministério da Fazenda, incluindo a embaixadora Tatiana Rosito, secretária de Assuntos Internacionais.

O representante da Autoridade Portuária, Wagner Gonçalves, apresentou a estrutura e os investimentos do Porto de Santos. Em seguida, os participantes fizeram uma visita técnica ao local para conhecer a movimentação do terminal.

De acordo com o Mapa, o Caminho Verde Brasil cria condições para ampliar a produção de alimentos e biocombustíveis sem desmatar novas áreas. A iniciativa “promove a segurança alimentar, apoia a transição energética e conserva o meio ambiente”, reforçando a posição do Brasil na agenda global de desenvolvimento sustentável.

Os produtores que aderirem ao programa poderão obter crédito com juros abaixo do mercado em um dos dez bancos vencedores do leilão, como Banco do Brasil, BNDES, Caixa Econômica Federal, BTG, Itaú, Bradesco, Santander, Banco Votorantim, Rabobank e Safra. Para isso, será necessário assumir o compromisso de não desmatar novas áreas durante o financiamento e apresentar balanço anual de carbono, entre outras exigências.





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“O futuro do agro está na inovação”


O ano de 2024 foi marcado por desafios inéditos para o agronegócio brasileiro, com alta inadimplência, retração do crédito e aumento das recuperações judiciais, exigindo das empresas resiliência e disciplina. Segundo Henrique Mazzardo, CEO e membro do Conselho Administrativo da Fiagril, a empresa conseguiu navegar esse cenário mantendo solidez financeira e foco no apoio ao produtor rural.

A companhia encerrou o ano com faturamento bruto acima de R$ 3,5 bilhões, superando R$ 1 bilhão em vendas de insumos e movimentando mais de 1,5 milhão de toneladas de grãos. Esse desempenho reflete a força do modelo de negócios da Fiagril, baseado em governança, controle de riscos e otimização de processos, aliado ao compromisso com fornecedores e clientes.

A estratégia de crescimento da empresa incluiu a expansão dos bioinsumos, que avançaram 13% em 2024, e o fortalecimento do Barter Ultra, modalidade que permite ao produtor travar preços mínimos e participar da valorização das commodities. Cada vez mais, os produtores buscam o barter como alternativa ao crédito tradicional, valorizando previsibilidade e segurança.

“Nossa estratégia foi guiada pela otimização de processos, pelo controle rigoroso de riscos e pela disciplina na gestão de custos. Ao mesmo tempo, reforçamos os investimentos em governança e compliance, com o objetivo de garantir previsibilidade e manter a confiança de fornecedores e clientes. Com isso, preservamos a saúde financeira da operação e honramos todos os compromissos, mesmo em um ano de tantas turbulências”, comenta.

Além dos resultados financeiros, a Fiagril manteve investimentos em sustentabilidade, com mais de 400 mil horas de capacitação, apoio a iniciativas sociais e esportivas e fortalecimento de ferramentas digitais como o aplicativo Confia. Em 2025, a empresa celebra 38 anos reforçando proximidade com o produtor, integridade e compromisso com um agronegócio mais competitivo e sustentável.

“Estamos prontos para avançar. E vamos juntos, com responsabilidade e visão de futuro, fortalecer ainda mais a parceria com o produtor rural e contribuir para um agronegócio brasileiro mais sustentável, competitivo e inclusivo”, conclui.

 





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Boa disponibilidade hídrica acelera plantio na Argentina



O plantio de girassol também apresenta avanço


O plantio de girassol também apresenta avanço
O plantio de girassol também apresenta avanço – Foto: United Soybean Board

A recente boa disponibilidade de água no solo tem impulsionado a aceleração do plantio de milho no país, segundo dados da Bolsa de Cereales de Buenos Aires (BCBA). Nos últimos dias, os produtores intensificaram as semeaduras de milho para grão, antecipando-se à chegada de um novo frente de tempestades. Até o momento, estima-se que 6,2% das 7,8 milhões de hectares projetadas para a safra 2025/26 já foram plantados. Em Córdoba, a semeadura precoce pode representar até 25% dos plantios, acima dos 15% registrados na campanha anterior. Na região núcleo, a umidade favorável faz com que a semeadura inicial supere 80% do total da área.

O plantio de girassol também apresenta avanço, com 25,6% da área projetada já semeada, refletindo aceleração frente à média das últimas cinco campanhas. As atividades concentraram-se no centro-leste do país, enquanto em Santa Fé a prioridade foi o milho. No norte, as plantações têm respondido bem às chuvas recentes, favorecendo boas implantações.

O trigo, por sua vez, é beneficiado pelas precipitações no NEA, com 93% da área entre espigamento e enchimento de grão. No centro e sul, a elevada disponibilidade hídrica exige maior aplicação de fungicidas contra royas e manchas amarelas. Apesar de alguns casos de clorose e lavagem de nutrientes em áreas alagadas, 97,1% das lavouras seguem em condição de Normal a Excelente, e 54,6% já atingem estágios críticos, mantendo altas expectativas de produtividade.

Na cevada, 91% da área apresenta condição hídrica adequada a ótima, com 88% das lavouras em estado Normal/Bom. Cerca de 66% das plantações estão em pleno perfilhamento, enquanto 32% iniciaram alongamento do caule, principalmente na região central. Nos núcleos cevadeiros do sul, 82,5% da área apresenta condição Normal/Buena, e fungicidas começaram a ser aplicados após as últimas chuvas.

 





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Maior do que o esperado! USDA e Conab confirmam ampla oferta mundial de soja na safra 25/26



Os mais recentes relatórios do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) e da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) confirmam um quadro de ampla oferta mundial de soja na temporada 2025/26.

O USDA surpreendeu o mercado ao indicar uma safra americana maior que o esperado, enquanto a Conab projetou produção recorde no Brasil, consolidando o país como maior produtor global. As informações são da Safras & Mercado.

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No relatório de setembro, o USDA estimou a produção norte-americana em 4,301 bilhões de bushels, equivalentes a 117,05 milhões de toneladas, com produtividade de 53,5 bushels por acre. Os números superaram as expectativas do mercado, que aguardava 116,3 milhões de toneladas. Os estoques finais foram projetados em 8,16 milhões de toneladas, também acima da última previsão.

Safra mundial de soja

A safra mundial de soja em 2025/26 foi indicada em 425,87 milhões de toneladas, contra 424,2 milhões de toneladas em 2024/25. Já os estoques finais globais foram revisados para 124 milhões de toneladas, levemente abaixo da expectativa do mercado.

O USDA manteve a produção brasileira de 2024/25 em 169 milhões de toneladas, mas projetou a safra 2025/26 em 175 milhões de toneladas. Para a Argentina, a estimativa foi de 48,5 milhões de toneladas, abaixo do ciclo anterior (50,9 milhões). As importações da China seguem firmes, com 112 milhões de toneladas previstas para 2025/26.

Brasil caminha para novo recorde de soja

No cenário doméstico, a Conab prevê uma produção de 177,67 milhões de toneladas em 2025/26, avanço de 3,6% frente à safra anterior. O resultado é sustentado pelo aumento da área plantada, estimada em 49,083 milhões de hectares (+3,7%), e pela recuperação da produtividade no Rio Grande do Sul.

A estatal ressalta que, mantidas as condições climáticas, o Brasil poderá alcançar mais um recorde produtivo, reforçando sua liderança global. A produtividade média deve ficar em 3.620 quilos por hectare, praticamente estável em relação ao ciclo passado.

Apesar da pressão sobre os preços internos e dos desafios de rentabilidade, a demanda mundial pela oleaginosa segue firme, impulsionada pelo esmagamento para ração animal e pela maior produção de biocombustíveis no Brasil e no exterior.



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Inovação e negócios marcam a Victam Latin America em São Paulo


A Victam Latin America voltou a São Paulo reunindo 250 expositores de 30 países e destacando o Brasil como protagonista mundial do setor. O país é o terceiro maior produtor de ração e líder nas exportações de proteína animal, o que faz da feira uma vitrine estratégica para negócios e inovação.

Criada há mais de 60 anos na Holanda, a Victam é considerada referência global em nutrição animal e processamento de grãos. O evento é bienal e itinerante, com edições na Europa, Ásia, África e América Latina, sempre com o propósito de conectar a indústria local às principais tendências internacionais.

Para a organização, o Brasil se tornou um mercado estratégico. “Há dois anos lançamos a feira no Brasil justamente pela força desse mercado brasileiro. Normalmente entramos em novos países quando expositores e a indústria nos pedem. E acreditamos que, nos próximos cinco anos, as exportações e importações devem pelo menos dobrar e com isso a feira cresce junto”, ressaltou Sebas van den Ende, diretor-geral da Victam Corporation.

Entre as oportunidades de negócios discutidas durante o evento, o segmento de pet food ganhou destaque. De acordo com o Sindirações, esse subnicho já representa 53,5% do faturamento do chamado pet care.

“Esse mercado de pet care envolve toda a cadeia, ou seja, médicos veterinários, medicamentos e acessórios dos cães, gatos, peixes, ou seja, dos animais de companhia. Mais de 50% corresponde a alimentação e o Brasil tem um grande potencial de crescimento já que a população de pets segue em expansão e há uma evolução constante na demanda por alimentos industrializados”, disse Ariovaldo Zani, CEO do Sindirações.

No espaço de exposição, empresas brasileiras se destacaram com inovações. De acordo com Daniel Costandrade, coordenador de engenharia da Matisa, a máquina lançada na feira destinada ao processo final de embalagem e empacotamento, oferece selagem dupla para evitar contaminação cruzada durante o processo de transporte.

“Essa tecnologia é uma novidade 100% nacional. Com a selagem dupla, conseguimos garantir que o produto esteja livre de qualquer contaminação depois do ensaque, trazendo mais segurança ao consumidor final. Além disso, o equipamento aplica todas as normas regulamentadoras para evitar acidentes tanto ao operador quanto ao ambiente industrial.”

Na área de automação, a STW apresentou soluções para fábricas inteligentes com uso de robótica. Segundo Júnior Sulzbabach, sócio-fundador da companhia, o robô suporta muito mais peso do que a indústria está acostumada.  “Ele [robô] tem capacidade acima de uma tonelada, podendo movimentar até 30 toneladas em processos de paletização e transporte. 

Além disso, já é possível usar inteligência artificial nas fábricas de ração. “O operador pode perguntar qual é o melhor processo ou como obter mais eficiência e o sistema responde com base em dados acumulados há mais de dez anos. É como um ‘chat GPT’ voltado para o processo produtivo”, afirma.

Além das novidades tecnológicas, a feira também foi palco para discussões globais sobre sustentabilidade. Um dos pontos altos foi a plenária da RTRS (Round Table on Responsible Soy) ou Mesa Global da Soja Responsável. O objetivo da plataforma é promover discussões e ferramentas para impactar na produção de baixo carbono. O foco da conferência no Brasil, neste ano, foi encontrar soluções para o futuro da soja sustentável.

“Conseguimos, em certa medida, enxergar as necessidades dos diferentes elos da cadeia de valor que compõem a soja. Os desafios são aqueles que nós já conhecemos, sobretudo, na agricultura regenerativa e no mercado de carbono e, em breve, certamente vão surgir também as questões de certificações sociais e ambientais, que, de certa forma, vão orientar toda a estratégia da plataforma nos próximos anos.”





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Quais estados brasileiros mais produzem peixes e camarões?



Pesquisa divulgada na última quarta-feira (18) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelou dados da aquicultura e carcinicultura do país em 2024.

Segundo o levantamento, em comparação a 2023, a piscicultura cresceu 10,3%, alcançando 724,9 mil toneladas, com a tilápia respondendo por quase 70% da produção.

Já a produção de camarão chegou a 146,8 mil toneladas. O município de Morada Nova de Minas, na região central de Minas Gerais, lidera a produção de peixes, enquanto Aracati, Ceará, é destaque na produção de camarão.

A estimativa da produção de peixes em 2024 mostrou um aumento de 10,3%, chegando a 724,9 mil toneladas, o que resultou em um valor de produção de 7,7 bilhões de reais, crescimento de 15,8% em relação ao ano anterior.

Peixe mais produzido

O peixe mais produzido no Brasil, desde o início do levantamento da piscicultura, é a tilápia. Em 2024, sua produção correspondeu a 68,9% do total de peixes. Em relação ao ano anterior, foi um aumento de 12,8%, resultando em 499,4 mil toneladas.

Quase metade desse total (47,5%) é proveniente da região Sul, devido principalmente ao Paraná, responsável por 38,2% da produção nacional, ou 190,5 milhões de quilos.

Produção de camarão

Já a produção brasileira de camarão criado em cativeiro atingiu 146,8 mil toneladas, um crescimento de 15,2% com relação ao ano anterior. O valor de produção foi de R$ 3,1 bilhões, equivalente a um aumento de 16,3%. Essa estimativa corresponde a um recorde na série histórica da produção, que vem crescendo continuamente desde 2017.

Do total, 99,7% são provenientes da região Nordeste:

  • Ceará: 57,1%;
  • Rio Grande do Norte: 21,5%

Ambos os estados registraram aumentos que, somados, resultam em cerca de 18 milhões de quilos.

Os maiores produtores municipais estão concentrados nesses dois estados, começando por Aracati, Ceará, que, com produção de 18,0 mil toneladas, é origem de 12,2% da produção nacional e 21,4% da produção estadual. Na sequência, aparecem Jaguaruana, Ceará, com 8,8% e Pendências, Rio Grande do Norte, com 6,5% da produção nacional.



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Acordo Mercosul-EFTA é positivo, mas efeito sobre tarifaço é limitado



O Mercosul assinou nesta semana, no Rio de Janeiro, um acordo de livre comércio com a Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA). O bloco reúne Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein, países de alto poder aquisitivo.

Atualmente, esses parceiros representam menos de 1% das exportações brasileiras e pouco mais de 1,5% das importações. O potencial de crescimento é apontado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), que enxerga mais de 700 oportunidades de exportação para a região.

Segundo estimativas do governo, o tratado pode acrescentar R$ 3,34 bilhões às exportações brasileiras até 2044. Em 2024, o Brasil vendeu US$ 3,1 bilhões aos países da EFTA, sendo 38% em alumina calcinada.

Impacto do acordo é limitado

Especialistas ouvidos pelo grupo Estado avaliam que o acordo tem peso mais político do que comercial. Para José Augusto de Castro, presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), a parceria mostra que o Mercosul consegue negociar com países desenvolvidos, mas dificilmente trará ganhos expressivos. “O simbolismo é mais forte que as oportunidades reais. Estamos falando de mercados ricos, mas altamente competitivos”, disse Castro.

O ex-secretário de Comércio Exterior, Welber Barral, destacou que o tratado segue moldes semelhantes ao acordo com a União Europeia, ainda em negociação. Para ele, a aproximação com a EFTA serve como argumento político para destravar a negociação com os europeus.

Reação da indústria

Setores impactados pelas tarifas norte-americanas observam o tratado com cautela. A indústria de máquinas e equipamentos, atingida pela alíquota de 50% nos EUA, avalia positivamente a abertura de novos mercados, mas prevê efeito econômico limitado.

Segundo Patrícia Gomes, diretora de mercados externos da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), a relevância está no movimento de ampliar a rede de acordos internacionais. “O Brasil tem poucas parcerias comerciais. Avançar nesse campo é essencial”, afirmou.

A entidade, no entanto, defende que futuros tratados incluam redução gradual de impostos sobre bens de capital, com prazos de até dez anos para zeragem. A expectativa é que a reforma tributária reduza custos industriais e aumente a competitividade do setor.



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