domingo, abril 26, 2026

Autor: Redação

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Primeira etapa do Plano Clima é concluída; agro vê iniciativa com ressalvas



A primeira etapa da estratégia de monitoramento do Plano Clima foi aprovada na última semana pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA). De acordo com a pasta, a estratégia busca organizar a gestão, avaliação e transparência do programa. Também permite que a sociedade acompanhe os resultados e a efetividade das políticas de adaptação e mitigação às mudanças climáticas.

Especialistas e o agronegócio, no entanto, defendem que o plano precisa ser revisto. A Sociedade Rural Brasileira (SRB), por exemplo, ressalta que o modelo atual não considera adequadamente o setor produtivo. A entidade, inclusive, já manifestou preocupação com o tema por meio de consultas públicas e notas técnicas.

“O Plano Clima precisa ser pautado em consenso técnico, clareza metodológica e alinhamento político, para garantir sua efetividade e proteger a competitividade do agro brasileiro nos mercados globais”, afirma Sérgio Bortolozzo, presidente da SRB.

Segundo a entidade, a proposta atual altera significativamente a lógica do Inventário Nacional de Emissões de Gases de Efeito Estufa (INGEE), ao transferir para o setor agropecuário a responsabilidade pelas emissões de desmatamento em propriedades rurais — cerca de 70% das emissões ligadas a mudanças de uso da terra.

Aprimoramentos para o Plano Clima

O novo Plano Clima proposto para consulta pública tem gerado debates sobre a política que deverá orientar a descarbonização da economia na próxima década. Por definição, deve reunir todas as ações setoriais visando chegar em 2035 a um teto de emissões entre 1,05 Gton CO2eq e 850 milhões de ton CO2eq. As definições são estabelecidas conforme a Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC).

Na prática, o Plano pretende orientar políticas em todos os setores da economia, direcionar financiamentos e monitorar resultados de mitigação e adaptação. Trata-se de uma política nacional negociada entre setores produtivos, com atribuição de responsabilidades e metas alinhadas à NDC, considerando desenvolvimento sustentável, transição energética e segurança alimentar.

Avaliação do especialista: avanços e desafios

Para Rodrigo Lima, sócio-diretor da Agroicone, embora o Plano apresente avanços, ele ainda precisa de ajustes estratégicos. Ele elogia a separação da contabilidade das emissões de desmatamento por categorias fundiárias. Porém, alerta que faltam detalhes sobre custos e recursos para viabilizar metas como desmatamento ilegal zero até 2030 e restauração de milhões de hectares de florestas.

“O Plano Clima é positivo, mas depende de planejamento detalhado e recursos que vão além do orçamento corrente. Sem isso, sua efetividade e credibilidade internacional podem ser comprometidas”, afirma.

Além disso, Lima recomenda manter a gestão e contabilidade do desmatamento no setor de uso da terra e fortalecer o pilar de mobilização de recursos financeiros, garantindo que o plano funcione como ferramenta central para o desenvolvimento de baixa emissão de carbono.



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CMN regulamenta condições para renegociação das dívidas de produtor rural



O Conselho Monetário Nacional (CMN) regulamentou as condições para a renegociação das dívidas de produtores e cooperativas rurais prejudicados por eventos climáticos adversos. Na prática, o CMN regulamenta a Medida Provisória 1.314/2025, que autoriza a renegociação das dívidas rurais. A medida consta da resolução 5.247/2025 publicada na sexta-feira (19), após reunião extraordinária do colegiado.

O CMN autorizou a criação de duas linhas de crédito para a amortização ou liquidação de operações de crédito rural e de Cédula de Produto Rural (CPRs) de produtores rurais cujas atividades foram prejudicadas por eventos adversos. Uma das linhas é com recursos do Tesouro, de fontes supervisionadas pelo Ministério da Fazenda, enquanto a outra envolve recursos livres das instituições financeiras.

Foi criada uma linha de crédito rural de até R$ 12 bilhões de recursos do Tesouro para a renegociação dívidas rurais, conforme já havia anunciado pelo governo. Parcelas ou operações de crédito rural de custeio e investimento no âmbito do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), do Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp) e contratadas pelos demais produtores rurais poderão ser renegociadas, conforme prevê a resolução.

Também poderão ser alvo de amortização ou liquidação Cédulas de Produto Rural (CPRs) registradas e emitidas por produtores rurais em favor de instituições financeiras.

Renegociação

O colegiado autorizou a renegociação de operações de crédito rural e CPRs contratadas até 30 de junho de 2024 e em situação de adimplência até 30 de junho de 2024 e que estavam em situação de inadimplência em 5 de setembro de 2025 (data de edição da MP).

Parcelas de operações que tenham sido renegociadas ou prorrogadas com vencimento entre 5 de setembro de 2025 e 31 de dezembro de 2027 e em adimplência na data de contratação desta linha de crédito também poderão ser renegociadas.

Produtores rurais ou cooperativas poderão acessar a linha crédito controlado para renegociar as dívidas, desde que estejam em municípios que tenham decretado estado de calamidade pública ou situação de emergência em pelo menos dois anos no período de 1º de janeiro de 2020 a 31 de dezembro de 2024. Os decretos, em razão de enxurradas, inundações, granizo, secas, geadas, vendavais, precisam ser reconhecidos pelo Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional.

Poderão ser renegociadas dívidas de produtores com perdas de pelo menos 20% no rendimento médio da produção em pelo menos duas das três principais atividades agrícolas. Produtores e cooperativas com perdas de pelo menos 30% em duas ou mais safras entre 1º julho de 2020 e 30 de junho de 2024 poderão renegociar as dívidas para as atividades financiadas com amortização do saldo devedor.

Produtores e cooperativas com dificuldades no fluxo de caixa devido ao impacto acumulado de perdas de safra decorrentes dos eventos climáticos adversos que causaram aumento do endividamento no Sistema Nacional de Crédito Rural e impossibilitaram o reembolso integral das operações de crédito rural também poderão renegociar as dívidas.

Crédito

O crédito para renegociação terá limite de até R$ 250 mil por produtor o Pronaf, de até R$ 1,5 milhão por beneficiário do Pronamp e de até R$ 3 milhões por beneficiário para grandes produtores. Para cooperativa de produção agropecuária, o limite será de até R$ 50 milhões por cooperativa e de até R$ 10 milhões para associações e condomínios de produtores rurais.

Beneficiários do Pronaf que excederam o limite de enquadramento poderão contratar outra operação de crédito para liquidação ou amortização até o limite de R$1,250 milhão, bem como beneficiários do Pronamp poderão contratar outra operação de crédito para liquidação ou amortização até o limite de R$ 1,5 milhão. Pelo menos 40% do crédito deve ser alocado para pequenos e médios produtores, prevê a MP.

Os produtores poderão contratar o crédito para renegociação das dívidas rurais até 10 de fevereiro de 2026. O crédito para renegociar as dívidas terá prazo de até nove anos de pagamento com um ano de carência incluído, de acordo com a capacidade de pagamento do beneficiário, prevê o CMN.

A taxa de juros será calculada considerando a remuneração dos recursos das fontes do Tesouro de 2% a 6% conforme o porte do produtor, da remuneração do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) que vai operar a linha, variando de 1% para operações indiretas e 4% para operações diretas, e da remuneração das instituições financeiras credenciadas, de até 3% ao ano.

Os recursos das fontes do Tesouro destinados à linha de crédito deverão ser repassados ao BNDES, que poderá operar diretamente ou por meio das instituições financeiras por ele credenciadas, prevê o CMN. A distribuição dos recursos pelo BNDES entre as instituições financeiras credenciadas deverá obedecer a participação dos agentes financeiros na carteira de crédito rural referente ao conjunto dos municípios elegíveis para a renegociação.

O CMN veda, ainda, a contratação da linha de crédito de recursos controlados para liquidação de operações de crédito contratadas ao amparo de recursos do Fundo Social do Rio Grande do Sul no exercício de 2024.



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AgroNewsPolítica & Agro

Produção de sementes de algodão enfrenta longo caminho



Mesmo diante desses desafios, o trabalho segue com foco no controle de qualidade


Mesmo diante desses desafios, o trabalho segue com foco no controle de qualidade
Mesmo diante desses desafios, o trabalho segue com foco no controle de qualidade – Foto: Divulgação

A colheita de algodão desta safra foi concluída, trazendo novos aprendizados e desafios para o setor. Segundo Kelyane Ribeiro de Sousa, Especialista de Campo e Sementes na Amaggi, as condições climáticas impactaram diretamente o desenvolvimento da planta e a qualidade do produto.

As chuvas mais extensas ao longo do ciclo resultaram em maior investimento da planta na produção de pluma, mas em contrapartida comprometeram a formação adequada do tegumento da semente. Esse desbalanço trouxe dificuldades adicionais na regulagem das máquinas durante a colheita, exigindo ajustes constantes para conciliar menores perdas de pluma no campo com a redução de danos mecânicos nas sementes.

O processo de produção de sementes de algodão, diferentemente da soja, apresenta uma complexidade maior, já que envolve etapas adicionais como o beneficiamento na algodoeira, o deslintamento, o tratamento e o plantio. Em cada uma dessas fases há riscos que podem comprometer a qualidade final do produto, demandando maior atenção técnica e controle rigoroso.

Mesmo diante desses desafios, o trabalho segue com foco no controle de qualidade, reforçando a dedicação das equipes em assegurar que o material entregue ao campo mantenha seu potencial produtivo. A experiência desta safra reforça a importância de aprimorar continuamente os processos para reduzir perdas e garantir maior eficiência na produção de sementes de algodão.

“O processo de produção de sementes de algodão, diferente da soja, tem ainda um longo caminho pela frente, em grande parte na algodoeira, deslintamento, tratamento e plantio, cada processo pode ainda comprometer a qualidade final do produto!”, conclui.

 





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Congresso na Embrapa Soja debaterá agricultura de baixa emissão de carbono



As ações de mitigação aos efeitos das mudanças climáticas para a agricultura paranaense estarão no centro das discussões do 3° Congresso Paranaense de Agricultura de Baixa Emissão de Carbono, que começa amanhã (23), às 8h, na sede da Embrapa Soja, em Londrina (PR).

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O evento, que segue até quarta-feira (24), das 8h às 18h, é uma iniciativa do Grupo Gestor do Programa ABC+ do Paraná e está sendo promovido pela Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Paraná, Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), Federação dos Engenheiros Agrônomos do Paraná, CS Consultoria Ambiental, Federação Brasileira do Sistema Plantio Direto, Associação dos Engenheiros Agrônomos de Londrina, Clube de Engenharia e Arquitetura de Londrina e Embrapa.

“Nosso objetivo é atualizar os participantes sobre iniciativas de adaptação e de mitigação às mudanças climáticas para a agricultura no Paraná. Neste sentido, estamos trazendo especialistas para apresentar e discutir temas relevantes para técnicos e produtores agropecuários, assim como compartilhar as iniciativas e as ações que vêm sendo realizadas no Paraná”, afirma a chefe de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa Soja, Roberta Carnevalli.

Programação do congresso

A programação do primeiro dia, 23 de setembro, será aberta pela manhã com palestra sobre a Conferência das Partes (COPs), seguida do painel sobre a conjuntura das negociações da COP, com discussões sobre os avanços e necessidades da COP 29 para o setor agrícola, expectativas para a COP 30 e estratégias para fortalecer a imagem da agricultura sustentável brasileira.

À tarde, entre 14h e 16h, o painel sobre mercado de carbono tratará do papel do Sistema Plantio Direto na restauração do estoque de carbono do solo e das políticas públicas necessárias para sustentar o setor agropecuário. Encerrando o dia, das 16h às 18h, o painel sobre carbono na produção agropecuária abordará as práticas de agricultura, pecuária e floresta de baixo carbono, destacando técnicas de sequestro e redução de emissões ao nível de fazenda.

Na quarta-feira, 24 de setembro, as atividades começam às 8h com o painel sobre o carbono no mercado financeiro, com análises dos cenários internacional e nacional. Em seguida, entre 10h e 12h, haverá discussões sobre movimentações financeiras baseadas em carbono, incluindo oportunidades em linhas de crédito, seguros agrícolas e investimentos em fundos de carbono.

No período da tarde, das 14h às 17h40, o congresso se dedica ao papel dos biocombustíveis na agricultura de baixa emissão de carbono, tratando dos desafios e oportunidades, da política brasileira RenovaBio e das perspectivas de mercado para o setor.



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União Europeia libera retomada das importações de carne de frango do Brasil



A partir desta terça-feira (23), o Brasil retoma as exportações de carne de frango e de peru para a União Europeia. O bloco autorizou a volta das compras após suspender as importações em maio, quando foi registrado um foco isolado de influenza aviária no Rio Grande do Sul. Segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), a medida confirma a recuperação do status sanitário do país.

Em nota, a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) celebrou a reabertura para o mercado europeu. “O anúncio é a confirmação de um trabalho de alta eficiência realizado pelo Mapa, em um amplo esforço para a consolidação das negociações pelo restabelecimento deste que é um dos mais relevantes destinos da carne de frango do Brasil”, diz.

Na prática, a retomada das exportações ocorre de forma escalonada, mas já vale para produtos brasileiros com data de produção a partir de 18 de setembro. O comunicado do ministério reforça também que a liberação é resultado da rápida contenção do foco da doença. Diz também que o reconhecimento do bloco reafirma a posição do Brasil como maior exportador mundial de carne de frango.

Reabertura total será feita de forma gradual

Embora a medida abranja todo o território nacional, ainda não há liberação para a proteína vinda do Rio Grande do Sul. Nesse caso, o estado, exceto a área onde o foco de gripe aviária foi confirmado, poderá voltar a exportar a partir de 2 de outubro. Já em relação à zona de 10 km em torno da granja afetada, a retomada só ocorrerá em 16 de outubro.

Com a oficialização da reabertura, a ABPA projeta que as exportações brasileiras retornem aos patamares anteriores à suspensão. Além disso, a entidade aponta a possibilidade de incremento nos embarques devido à demanda reprimida no período.

A associação lembra ainda que, no intervalo entre janeiro e maio, quando foi registrada a ocorrência de gripe aviária, os embarques de carne de frango para a União Europeia somaram 125,3 mil toneladas, volume 20,8% maior que o de 2024. No mesmo período, a receita alcançou US$ 386,3 milhões, alta de 38% em relação ao ano anterior.

Perspectivas a partir da reabertura: olho na China

De janeiro a agosto de 2025, o Brasil exportou 3,28 milhões de toneladas de carne de frango. Em receita, foram gerados US$ 6,15 bilhões.

Paralelamente à decisão europeia, teve início a auditória da China no Brasil para avaliar os controles sanitários relacionais à influenza aviária. Na avaliação do Mapa, essa missão técnica faz parte de uma etapa essencial para a retomada dos embarques ao mercado chinês, que agora é o último grande destino a manter restrições contra a carne de frango brasileira.



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Estiagem dificulta colheita de mandioca



A ausência de chuvas por mais uma semana limitou os trabalhos no campo em diversas regiões. Assim, pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), observaram a interrupção da colheita de raiz de mandioca. 

Além disso, diante da expectativa de novas altas e da busca de maior rentabilidade, muitos produtores reduziram as entregas. 

Do lado da demanda, houve sinais de melhoras na procura por novos lotes. Nesse cenário, os preços da matéria-prima tiveram novo impulso. Para a fécula, a movimentação no mercado esteve maior ao longo da semana passada, com crescimento no volume de negócios e valorizações mais expressivas.

Compradores, inclusive, já demonstraram interesse em garantir volumes para os próximos meses. Quanto às farinhas, o mercado registrou forte aumento da procura, com compradores buscando maiores lotes do derivado. 

No entanto, diante da baixa oferta de matéria-prima e das incertezas quanto ao comportamento dos preços, algumas empresas limitaram as vendas.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Frente fria causa chuva forte e coloca estado em alerta



A chegada da nova frente fria coloca toda a região metropolitana de São Paulo em situação de risco nesta segunda-feira (22). A Climatempo alerta para a ocorrência de temporais, com chuva generalizada de intensidade moderada a forte, acompanhada por raios e rajadas de vento fortes entre 60 a 80 km/h.

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.

O deslocamento da frente fria e o contraste nas temperaturas pode formar linhas de instabilidades, que costumam provocar ventos mais intensos e chuva volumosa em uma região maior. Por isto a Climatempo adverte que há alto potencial para queda de galhos e árvores, além de pontos de alagamentos em toda a Grande São Paulo e capital paulista, além do risco elevado para o fornecimento de energia pode ser bastante afetado.

A chegada da primavera acontece no decorrer da tarde de segunda – com equinócio às 15h19 da tarde (horário de Brasília). Esta é a primeira forte e grande frente fria que se formou no último final de semana de inverno e avança entre esta segunda (22) e a terça (23), aumentando a condição de chuva forte inclusive no interior do estado – a semana começa com alerta em Presidente Prudente, Bauru, São José do Rio Preto, Barretos, Mococa, São Carlos e Campinas.

Na terça-feira (23), o risco ainda é elevado para temporais com a chuva durante o período da madrugada em toda a Grande SP e capital. Os ventos podem chegar até os 70 km/h e há risco para descargas elétricas. Até o final da manhã a chuva tende a ficar mais fraca, diminuindo até à noite, os ventos perdem intensidade conforme a frente fria e o ciclone se afastam mais.

A primeira semana de primavera será um pouco mais encoberto e nublada na cidade de São Paulo com uma queda bem acentuada nas temperaturas com máximas que não devem passar dos 17 °C entre quarta (24) e a quinta-feira (25).



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Etanol se mostra mais competitivo que a gasolina em 4 estados



Os preços médios do etanol hidratado registraram alta em 16 estados e no Distrito Federal entre os dias 14 e 20 de setembro. Os dados são da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). No mesmo período, houve queda em seis Estados e estabilidade em outros quatro.

Na média nacional, o valor do litro passou de R$ 4,22 para R$ 4,29, alta de 1,66% em uma semana. Em São Paulo, maior produtor e consumidor, o preço subiu 0,74%, de R$ 4,07 para R$ 4,10.

Altas e quedas regionais

Goiás registrou a maior variação positiva da semana, com alta de 12,03%, chegando a R$ 4,47 por litro. Já Alagoas apresentou a maior queda, de 1,89%, com preço médio em R$ 4,68.

O levantamento da ANP também apontou forte diferença entre os valores praticados. O litro mais barato foi encontrado em São Paulo, a R$ 3,19, enquanto o mais caro chegou a R$ 6,49 em Pernambuco. O menor preço médio estadual foi de R$ 3,89, em Mato Grosso do Sul. No outro extremo, o Amazonas teve a maior média, de R$ 5,51.

Etanol mais competitivo que a gasolina

Na mesma semana, o etanol mostrou-se mais vantajoso que a gasolina em quatro estados: Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná e São Paulo.

De acordo com a ANP, a paridade média entre etanol e gasolina ficou em 69,19% no Brasil. O índice é considerado favorável ao biocombustível, que tende a ser competitivo sempre que esse percentual fica abaixo de 70%. Especialistas do setor, no entanto, ressaltam que a vantagem pode variar conforme o modelo de veículo.



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Feijão tem alta de preços generalizada entre as variedades



Os preços dos feijões carioca e preto estão em alta generalizada. Isso é o que apontam os levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Segundo pesquisadores, para o grão carioca notas 9 ou superior, o impulso vem da procura aquecida e também da posição firme de produtores, que buscam negociar novos lotes a valores maiores. Além disso, a oferta de grãos com padrão superior está menor.

No caso do feijão preto do tipo 1, o mercado foi sustentado pela necessidade de demandantes de repor estoques em meio ao período de entressafra.

Apesar da reação, os valores do grão preto seguem próximos ou ligeiramente abaixo das médias históricas do Cepea. No campo, a colheita da terceira safra 2024/25 segue na reta final, e produtores já estão semeando o primeiro ciclo de 2025/26.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Lula na ONU vai focar em democracia, soberania, paz, fome, clima e tarifaço de Trump


Nesta terça-feira (23), em Nova York, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva abre oficialmente o Debate Geral da 80ª Assembleia-Geral da Organização das Nação Unidas (ONU), tradição que o Brasil cumpre há décadas. O discurso deve girar em torno dos eixos centrais: defesa da soberania, tarifas, compromisso climáticocombate à fome e agenda de paz.

O pano de fundo inevitável é o tarifaço de 50% imposto por Donald Trump contra exportações brasileiras, que Lula deve transformar em símbolo de como políticas unilaterais enfraquecem o multilateralismo e encarecem os alimentos no mundo. A mensagem esperada: “soberania não se negocia” e tarifas não podem ser arma de disputa política.

Outro ponto de destaque será o clima. Lula pretende usar a vitrine da ONU para projetar a COP30, que o Brasil sediará em Belém em 2025, como palco de liderança global. O desafio é provar coerência: mostrar metas claras e resultados concretos, sob pena de o discurso soar vazio diante das cobranças internacionais.

No eixo social, o presidente deve vincular a luta contra a fome à necessidade de facilitar o comércio internacional e garantir financiamento climático. A lógica é simples: barreiras e tarifas elevam preços, travam o acesso e penalizam os mais pobres.

Mas é na pauta da paz que Lula também buscará protagonismo. O Brasil deve cobrar um cessar-fogo imediato em Gaza, com foco em ajuda humanitária e reconstrução, além de reforçar a necessidade de negociações de paz na Ucrânia, sustentando a posição histórica de que a guerra não terá vencedores e só o diálogo diplomático pode encerrar o conflito.

Por fim, Lula deve reiterar o pedido de reforma da ONU, especialmente do Conselho de Segurança, para incluir países da América Latina e da África. Trata-se de um discurso de prestígio, que busca colocar o Brasil como protagonista em um mundo em crise.

O risco para Lula é escorregar na retórica anti-EUA sem apresentar propostas práticas. Se conseguir transformar o tarifaço em debate multilateral, vincular clima e fome a comércio e paz, e oferecer pontes críveis para Gaza e Ucrânia, poderá sair de Nova York fortalecido. Caso contrário, a fala será apenas mais uma promessa no palco da ONU.

Miguel DaoudMiguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.



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