O Brasil costuma demandar mais fertilizantes no período que antecede o verão, algo já esperado pelo mercado, destaca relatório semanal da StoneX.
No entanto, o movimento está mais intenso por conta da busca de produtos menos concentrados, como o sulfato de amônio (SAM), que vem ganhando destaque no país nos últimos meses.
“Neste momento, estima-se que a quantidade de sulfato de amônio esperada nos portos do Brasil, especialmente em Santos e Paranaguá, supere em larga medida o volume de ureia estimado para chegar ao país”, ressalta o analista de Inteligência de Mercado da empresa Tomás Pernías.
Segundo ele, em 2025, os preços elevados de fertilizantes e as relações de troca desfavoráveis levaram os importadores a buscarem alternativas mais competitivas.
“A necessidade de nitrogenados e de fosfatados está sendo, em parte, atendida justamente por esses produtos de menor concentração, que exigem maiores quantidades em toneladas para fornecer as mesmas quantias de nutrientes que estariam presentes em produtos de maior concentração”, diz.
Como consequência, essa escolha aumentou o volume total de fertilizantes que entram no Brasil, intensificando a movimentação nos portos, justamente em uma época de demanda tradicionalmente firme.
“Conforme informações coletadas pela StoneX, é provável que essa preferência por produtos de menor concentração se mantenha nas próximas semanas”, realça Pernías.
Frente a esse cenário, a expectativa é de que as importações de nitrogenados continuem aquecidas nos últimos meses do ano, principalmente devido à necessidade de abastecimento para a safrinha de milho, uma cultura que demanda altos níveis de nitrogênio.
“Diante disso, o mercado segue atento para identificar se o sulfato de amônio manterá a liderança nas importações ou se a ureia voltará a recuperar espaço até o fim de 2025”, conclui o analista de Inteligência de Mercado.
Na penúltima semana de setembro, dedicada à proteção do Cerrado, produtores rurais de São Paulo e Mato Grosso do Sul receberam uma novidade importante: uma cartilha gratuita sobre restauração de áreas degradadas. A iniciativa é da Bracell, com apoio de especialistas em legislação ambiental, e tem como objetivo orientar produtores e demais interessados sobre os caminhos para a regularização ambiental e a recuperação de paisagens.
De acordo com o especialista em meio ambiente Jaemir Grasiel Kroetz, a cartilha nasceu da necessidade de esclarecer dúvidas frequentes de produtores do Cerrado. “Percebemos que muitos parceiros tinham questionamentos semelhantes sobre regularização, técnicas de restauração e como poderiam adequar seus imóveis à legislação. Pensamos, então, em um material prático, com exemplos e ilustrações, para facilitar esse processo”, disse.
Conteúdo prático e foco no produtor rural
O material foi elaborado para atender, principalmente, os produtores rurais de São Paulo e Mato Grosso do Sul, regiões com imóveis já inscritos no Cadastro Ambiental Rural (CAR). A cartilha reúne orientações detalhadas sobre etapas de regularização, adesão ao Programa de Regularização Ambiental (PRA), cômputo de reserva legal e definição de Áreas de Preservação Permanente (APPs).
Segundo Kroetz, a inscrição no CAR é o primeiro passo essencial. Ele lembrou que, para imóveis de até quatro módulos rurais, o prazo de adesão segue aberto até 31 de dezembro. “É fundamental que os produtores não deixem passar essa oportunidade, pois a inscrição garante benefícios previstos na legislação”, destacou.
Benefícios ambientais e sociais
Além de atender às exigências legais, a restauração de áreas degradadas do Cerrado promove ganhos que vão além dos limites das propriedades. Kroetz ressaltou que a regularização ambiental favorece toda a sociedade.
“Quando falamos em restauração, falamos também de conservação da biodiversidade, proteção dos recursos hídricos e do solo. São benefícios que ultrapassam os imóveis e impactam positivamente a comunidade como um todo”, afirmou.
Acesso gratuito ao material
O guia está disponível para produtores, estudantes e profissionais da área. O download pode ser feito no site oficial da Bracellnas versões para São Paulo e para Mato Grosso do Sul. “É um material gratuito, acessível e fundamental para quem deseja se adequar à legislação e contribuir com a sustentabilidade”, completou o especialista.
A iniciativa reforça a importância de práticas sustentáveis no campo, especialmente em um período em que a preservação do Cerrado e de outros biomas brasileiros está no centro do debate ambiental.
As fortes chuvas que caíram na madrugada e manhã desta segunda-feira (22) deixaram estragos em São Paulo. A Ente Nazionale per l’Energia Elettrica (Enel) informou que cerca de 900 mil clientes ficaram sem energia. Na região central da cidade, a queda de uma árvore na Alameda Santos, nos Jardins, prejudicou o trânsito de toda a região.
Segundo a companhia, a falta de energia se deu em razão de um desligamento em subestação da empresa de transmissão Isa Energia Brasil, por volta das 10h50 de hoje.
De acordo com a Enel, o fornecimento já foi restabelecido nas regiões mais afetadas, como as cidades de Santo André, São Bernardo, São Caetano e Diadema, além dos bairros do Jabaquara, Vila Mariana e Ipiranga.
Várias cidades do interior de São Paulo chegaram a registrar fortes ventanias, casos de Ourinhos, com 92 km/h; Bragança Paulista, com 86 km/h, e São Miguel Arcanjo, com 72 km/h. A Defesa Civil emitiu novos alertas de rajadas de chuvas e ventanias para hoje.
De acordo com o Corpo de Bombeiros de São Paulo, no período da manhã e início desta tarde foram registradas 284 chamadas em todo o estado para quedas de árvores, oito para desabamentos e 13 para enchentes. De acordo com a Defesa Civil, oito pessoas ficaram feridas por causa de desabamentos.
Chuvas no litoral
O litoral sul também foi bastante afetado pelas chuvas e ventos. A queda de uma estrutura de um show em Peruíbe deixou quatro pessoas feridas, uma delas em estado grave. Outras duas pessoas ficaram feridas em Dracena por causa da queda de uma árvore. Em Marabá Paulista, o destelhamento de uma casa também feriu uma pessoa.
As chuvas foram consequência das altas temperaturas. A Defesa Civil apontou que nos municípios de São Sebastião e Caraguatatuba, no litoral Norte, por exemplo, as temperaturas atingiram mais de 40º C. A expectativa é de novas chuvas e ventos fortes durante toda a tarde de hoje.
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A Associação Brasileira dos Criadores de Sindi (ABCSindi) divulgou nota em que lamenta a morte do Dr. Mário Silveira, ex-deputado, ex-diretor do Banco do Brasil e ex-secretário do estado da Paraíba.
De acordo com a entidade, tratava-se de uma pessoa idealista, nobre e de reconhecida sabedoria. “Deixa um exemplar legado para os criadores da Raça Sindi no Brasil. A ABCSindi registra os sentimentos dos amigos, admiradores e companheiros de sua trajetória inspiradora na seleção do Sindi MS”.
Silveira morreu na noite da última sexta-feira (19), em João Pessoa, aos 90 anos. Ele enfrentava o Alzheimer há três anos e faleceu de causas naturais. Foi velado e sepultado no Parque das Acácias, na capital paraibana.
Economista e advogado, nasceu em 5 de março de 1935. Foi eleito deputado estadual por três mandatos consecutivos, entre 1959 e 1969. Sua atuação foi interrompida com a cassação do mandato pelo regime militar.
Ele era pai de Sílvia Maria Almeida Silveira, atual secretária de Finanças e Orçamento da Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB).
Diante de uma produção global de leite elevada, a tendência é que as cotações internacionais do produto enfrentem alguma pressão de baixa até o final do ano. O cenário é resultado do crescimento contínuo de produtividade nos principais exportadores, conforme análise divulgada pelo Centro de Inteligência do Leite (Cileite), da Embrapa.
A nota de conjuntura de setembro aponta que a expansão ocorre principalmente nos Estados Unidos, Europa e América do Sul. Aqui no Brasil, a produção de leite também está acelerada, reflexo da melhor rentabilidade nos últimos anos. “O segundo trimestre de 2025 registrou um expressivo crescimento de 9,3% em relação ao mesmo período de 2024, sendo o décimo trimestre consecutivo de expansão na produção”, diz a Embrapa Gado de Leite.
Além disso, o Brasil atingiu um recorde histórico na série que contabiliza os últimos 12 meses, com 26,1 bilhões de litros produzidos. Enquanto isso, a perspectiva é que esse volume continue subindo, especialmente com investimentos de grandes produtores.
Produção em alta, mas e o preço pago ao produtor?
A Embrapa destaca que o preço pago ao produtor de leite, apesar de ter começado o ano em um bom patamar, exibe sinais de declínio desde abril. Para o final de 2025, a entidade prevê um cenário mais desafiador, mas com ressalvas.
“A demanda por lácteos não cresceu no mesmo ritmo da oferta. Apesar dos desafios, não deve ser tão desfavorável quanto o segundo semestre de 2023, que foi marcado por margens muito apertadas”, diz.
Entretanto, no âmbito de custos de produção o contexto continua favorável para o produtor por causa dos preços baixos de soja e milho. O alerta, porém, fica por conta do clima e das margens apertadas no setor de grãos. Tudo isso, somado a escassez de crédito e taxas de juros mais altas, é um ponto de atenção no campo.
Morreu nesta segunda-feira (22) o pecuarista José Vida Hilgert. Pioneiro na pecuária na região de Ji-Paraná (RO), José tinha 72 anos e comandava a Fazenda Paraíso. Ele foi um dos fundadores do Fundo de Erradicação da Febre Aftosa, que contribuiu de forma significativa para a eliminação da doença no estado de Rondônia.
José Vidal deixa a esposa, Sônia Hilgert, além de quatro filhos e 11 netos. O velório está sendo realizado na Igreja São João Dom Bosco, em Ji-Paraná. O sepultamento acontecerá no mesmo local, a partir das 9h de terça-feira (23).
A pressão da colheita norte-americana ditou o tom negativo na Bolsa de Chicago (CBOT) durante a última semana. De acordo com informações fornecidas pela plataforma Grão Direto, o relatório de Acompanhamento de Safras do USDA indicou que 5% da área de soja já foi colhida, um ritmo que supera a média histórica e sinaliza a entrada de uma volumosa oferta no mercado global.
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O cenário desanimador, somado à falta de anúncios de novas compras chinesas após uma ligação entre os presidentes dos EUA e da China, levou o contrato de novembro/25 a acumular uma desvalorização de quase 2% na semana.
A força da soja brasileira
Em forte contraste, o mercado brasileiro demonstrou notável resiliência, com os preços domésticos sustentados por prêmios de exportação em patamares elevados. Essa valorização nos portos funcionou como um escudo, protegendo as cotações internas da queda em Chicago e neutralizando a desvalorização do dólar, que fechou a semana cotado a R$ 5,32. A força dos prêmios refletiu no preço da saca no porto de Paranaguá, que encerrou a semana a R$ 140.
A principal razão para a firmeza dos prêmios brasileiros continua sendo a tensão comercial entre Estados Unidos e China, que desvia a demanda chinesa quase que exclusivamente para a América do Sul. Essa demanda concentrada é confirmada pelas projeções da ANEC, que indicam embarques para setembro entre 7,2 e 7,85 milhões de toneladas, volume muito superior ao registrado no mesmo mês do ano anterior, reforçando a forte procura pelo produto nacional.
O que esperar do mercado de soja?
As atenções do mercado se voltam para o início do plantio da safra 2025/26 no Brasil, que começou de forma cautelosa em estados como Paraná e Mato Grosso. O ritmo dos trabalhos de campo está diretamente dependente da chegada de chuvas mais regulares, aguardadas para as próximas semanas, e as previsões climáticas serão o principal vetor de influência no mercado, moldando as expectativas sobre o potencial da nova safra.
La Niña chegará?
Adicionando um fator de risco, a probabilidade de formação do fenômeno La Niña durante a primavera aumentou, com agências meteorológicas elevando o nível de alerta. Um La Niña, mesmo que de fraca intensidade, está associado a um padrão de chuvas mais irregular e abaixo da média para a região Sul, o que poderia comprometer o potencial produtivo em estados importantes e adicionar um prêmio de risco climático ao mercado futuro.
A agenda da semana trará dados importantes, como o novo relatório de Acompanhamento de Safra do USDA na segunda-feira, que mostrará o ritmo da colheita nos EUA. À medida que a oferta norte-americana aumenta, a janela de oportunidade para o Brasil capitalizar os atuais prêmios elevados se estreita, tornando as próximas semanas cruciais para a comercialização do restante da safra 2024/25.
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O pico da safra ocorreu em agosto – Foto: Canva
Na última semana, durante reunião com o grupo Grandes Produtores de feijão e trigo da Syngenta (GPFT), foi apresentada uma análise sobre o abastecimento de feijão no Brasil até o final de 2025. Segundo o Instituto Brasileiro de feijão e Pulses (IBRAFE), os dados confirmam um quadro desafiador, em que a oferta limitada tende a pressionar os preços no mercado interno.
O pico da safra ocorreu em agosto, mas já em setembro os novos patamares de preços se mostram sólidos, indicando que os cálculos de mercado estão corretos. No caso do Feijão-carioca, a expectativa é de que os valores subam de forma significativa para reduzir o consumo. A própria Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), em sua primeira previsão para a safra de 2026, já projeta redução na área cultivada de Feijão-cores, refletindo também os relatos do campo: a comercialização de sementes foi muito abaixo do esperado.
Nesse contexto, os produtores mais atentos têm optado por negociar de forma gradual, sem pressa em liquidar seus estoques. Essa estratégia ganha força diante da perspectiva de alta contínua, reforçando a importância do uso do preço médio como ferramenta para mitigar riscos e garantir melhores resultados.
Com menor oferta e expectativa de preços em ascensão, o consumidor deve sentir os efeitos já nos próximos meses. Para os produtores, a paciência e a gestão de estoques se consolidam como as principais armas em um cenário de incertezas, em que os movimentos do mercado tendem a favorecer quem adota uma postura de cautela e planejamento. As informações foram divulgadas na última sexta-feira.
Um médico e um mecânico de confiança. Reza a lenda que bastam esses dois profissionais para garantir uma vida plena. No entanto, quando se tratam de propriedades rurais, soluções mais completas são necessárias para atender toda a complexidade de culturas e animais que ali convivem.
Assim, nasce o conceito de Farmácia da Pecuária, com a Zoetis, líder global em saúde animal, reforçando o seu compromisso com o produtor ao oferecer ciência aplicada e orientação prática para o uso responsável de medicamentos veterinários.
Afinal, ter um rebanho saudável não é apenas uma questão de sorte ou genética. A capacidade de reagir com agilidade a doenças, feridas ou emergências pode fazer toda a diferença nos índices produtivos, no bem-estar animal e, principalmente, no desempenho econômico da fazenda.
Mesmo com todos esses benefícios, muitos produtores rurais não estruturam adequadamente sua Farmácia da Pecuária, o que compromete o sucesso do manejo sanitário. Nesse cenário, a Zoetis, empresa com mais de 70 anos de história, se consolida como parceira estratégica ao oferecer ciência aplicada ao campo e, também, conteúdo educativo que ajuda a organizar o dia a dia da propriedade e a garantir mais produtividade sustentável.
Organização e prontidão: os pilares da Farmácia da Pecuária
Uma Farmácia da Pecuária bem estruturada garante resposta rápida, uso racional de medicamentos e evita desperdícios, além de reduzir o impacto ambiental causado por sobras e descartes incorretos.
Por outro lado, a falta de organização tende a atrasar o início de um tratamento e agravar problemas que seriam simples de resolver com as ferramentas corretas à disposição, ou seja, resposta rápida reduz sofrimento e tempo de recuperação, melhorando o bem-estar animal.
Soluções Zoetis para uma farmácia eficiente e eficaz
A Zoetis oferece um portfólio robusto que cobre desde infecções comuns até emergências veterinárias, com destaque para produtos de alta eficácia, fácil aplicação e amplo espectro de ação. Veja:
Controle de infecções
Terramicina® Mais, Clamoxyl® e Pentabiótico®: antibióticos de referência no tratamento de pneumonia, metrite, diarreias bacterianas e outras infecções de importância clínica.
Associar com Flucortan®: anti-inflamatório que pode ser associado aos antibióticos, promovendo alívio rápido dos sintomas e acelerando a recuperação, sem comprometer o desempenho do animal.
O uso responsável de antibióticos ajuda a prevenir resistência bacteriana.
Feridas e miíases
Terra-Cortril®: spray antibiótico e anti-inflamatório para lesões de pele, escoriações e feridas abertas. É ideal para o pronto atendimento.
Matabicheiras Forte SV: atua no controle e prevenção de miíases (bicheiras), com efeito duradouro e cicatrização rápida.
Atendimento a emergências
Epinefrina e Prometazina: fundamentais para tratar choque anafilático e reações alérgicas.
Soro antiofídico: item obrigatório em áreas com risco de acidentes com serpentes.
D-500®: analgésico potente e de ação rápida, ideal para situações de dor intensa ou procedimentos de emergência.
Suporte à recuperação
Potenay® 50C: complexo vitamínico e energético que estimula o apetite e a imunidade em animais convalescentes, acelerando a retomada da produtividade.
Parceira no campo
Foto: Divulgação
A missão da Zoetis vai além da entrega de medicamentos. A empresa atua ao lado do produtor, oferecendo ciência aplicada e orientações práticas para promover uma pecuária mais organizada, eficiente e sustentável.
Com um plano claro para a Farmácia da Pecuária, o produtor está mais preparado para enfrentar desafios do cotidiano, garantir o bem-estar do rebanho e alcançar resultados financeiros mais consistentes.
Quer montar uma Farmácia da Pecuária eficiente, segura e funcional em sua propriedade? A Zoetis preparou um e-book exclusivo com tudo o que você precisa saber: como organizar, armazenar corretamente, montar kits de emergência e usar os produtos com responsabilidade. Não perca tempo e baixe agora!
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse na manhã desta segunda-feira (22), em São Paulo, que acredita que a taxa de juros deve começar a cair de “forma consistente e sustentável” em breve. Embora não tenha dado expectativas ou prazos para que isso ocorra, o ministro disse crer que, no próximo ano, “as coisas vão melhorar muito”.
“Acho que o juros vão começar a cair e vão cair, na minha opinião, de forma consistente e de forma sustentável”, reforçou. “Eu não sei em que momento, mas em algum momento ─ com os indicadores de inflação que nós estamos colhendo, com o dólar no patamar que está e com tudo que está acontecendo ─ eu acho que as coisas vão melhorar muito a partir do ano que vem. E eu acho que vai ser uma trajetória sustentável”, acrescentou.
Na semana passada, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central anunciou a manutenção da Taxa Básica de Juros (Selic) em 15% ao ano. A Selic é o principal instrumento do Banco Central para o controle da inflação, que é freada com o encarecimento do crédito e a desaceleração da economia.
No comunicado oficial, o Copom justificou a manutenção da Selic nesse patamar pela incerteza do ambiente externo, “em função da conjuntura e da política econômica nos Estados Unidos”.
Ao participar nesta manhã do evento Macro Day, promovido pelo banco BTG Pactual e realizado na capital paulista, o ministro defendeu que a alta na taxa de juros não se refere somente à questão fiscal no país.
“Existem outras coisas que explicam o juro no Brasil. Muitas outras coisas. O fiscal é muito importante, mas não é a única explicação para esse patamar de juros”, disse ele. Ainda durante o evento, o ministro ponderou que a política fiscal não depende só do Executivo, mas que também é responsabilidade do Judiciário e do Congresso Nacional. Haddad ressaltou ainda que é preciso criar condições políticas para que o arcabouço fiscal seja fortalecido.
“Para ele [arcabouço] ser fortalecido, você precisa criar as condições políticas de sentar com os parlamentares e falar: ‘nós vamos precisar ajustar algumas regras, senão o arcabouço não vai ser sustentável no longo prazo’”, explicou o ministro.