domingo, abril 26, 2026

Autor: Redação

AgroNewsPolítica & Agro

Produção de ovos cresce 9,1% no Brasil


Segundo o Boletim de Conjuntura Agropecuária divulgado na quinta-feira (18), elaborado pelos analistas do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), ao divulgar em 10 de setembro os resultados da Pesquisa Trimestral de Produção de Ovos (POG), informou que a produção total de ovos para consumo — “in natura”, industrializados ou projetados à origem — atingiu 2.028 bilhões de dezenas no primeiro semestre de 2025. “Esse resultado representa um crescimento de 9,1% em relação ao período do ano anterior, quando o volume produzido foi de 1.858 bilhões de dúzias”, detalhou o IBGE. O volume, equivalente a 24.336 bilhões de unidades, significou acréscimo de 2.040 bilhões de ovos frente à produção em 2024.

Durante o primeiro semestre de 2025, o Paraná ocupou a sétima posição no ranking nacional de produção de ovos para consumo, com 102,102 milhões de dúzias (5% do total), um volume 2,8% maior que no ano anterior, quando foram produzidos 99,337 milhões de dúzias. O estado é precedido por São Paulo, com 560,976 milhões de dúzias (27,7%), Minas Gerais (216,212 milhões de dúzias / 10,7%) e Espírito Santo (194,294 milhões de dúzias / 9,7%). Pernambuco aparece com 169,626 milhões de dúzias, Mato Grosso com 128,082 milhões de dúzias e o Rio Grande do Sul com 114,932 milhões de dúzias.

Segundo o levantamento, todos os sete principais estados produtores de ovos para consumo cresceram no primeiro semestre em comparação com igual período de 2024: São Paulo registrou alta de 5,3%, Minas Gerais de 11,5%, Espírito Santo de 7,5%, Pernambuco de 16,4%, Mato Grosso de 7,8%, Rio Grande do Sul de 11% e Paraná de 2,8%.

O IBGE ressaltou que a produção de ovos elevados abrange granjas com mais de 10 mil aves poedeiras, não se limitando apenas aos ovos destinados ao consumo humano, que representam 82,9%, mas incluindo também ovos para incubação (17,1%), usados ??na produção de pintos de corte ou de postura comercial. Participaram da Pesquisa de Produção de Ovos de Galinha (consumo), no segundo trimestre de 2025, 1.141 informantes no Brasil e 150 no Paraná. No mesmo período de 2024 foram registrados 1.103 informantes no Brasil e 150 no Paraná.

O plantel de galinhas poedeiras situa-se no seguinte patamar (milhões de cabeças): no segundo trimestre de 2025, Brasil com 169,853 milhões e Paraná com 8,483 milhões; e no segundo trimestre de 2023, Brasil com 144,723 milhões e Paraná com 7,919 milhões. O IBGE destacou que seu levantamento não abrange estabelecimentos produtores com menos de 10 mil poedeiras. “Como esses se multiplicam aos milhares por todo o Brasil, a produção eficaz de ovos de consumo é maior do que a apontada”, afirmou o Instituto.

Segundo a Associação Brasileira de Produção Animal (ABPA), em 2024 a produção brasileira de ovos foi de 57,6 bilhões de unidades, com exportação de 18,61 mil toneladas e consumo per capita de 269 ovos. Ainda segundo o POG/IBGE, a produção total de ovos para consumo atingiu 3.836 bilhões de dúzias em 2024 (46.032 bilhões de unidades).

No segmento de ovos para incubação, de janeiro a junho de 2025, o país produziu 418,770 milhões de dúzias (equivalente a 5,025 bilhões de unidades), 0,2% a mais que no mesmo período de 2024, quando foram 415,462 milhões de dúzias (4,986 bilhões de unidades). O Paraná liderou nessa categoria, com 129,177 milhões de dúzias (30,8% do total nacional), seguido por São Paulo com 61,395 milhões de dúzias, Santa Catarina com 55,471 milhões, Goiás com 54,994 milhões e Rio Grande do Sul com 44,518 milhões de dúzias.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

México e EUA ampliam compras de carne bovina goiana


De acordo com informações divulgadas na edição de setembro do boletim mensal Agro em Dados, da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Goiás, após o pico registrado em novembro de 2024, de R$ 338,76 por arroba, as cotações do boi gordo mantiveram-se em níveis elevados quando comparadas aos dois últimos anos, oscilando entre queda e recuperação de preços ao longo do primeiro semestre de 2025.

“Em agosto, a média mensal alcançou R$ 307,25 por arroba, um acréscimo de 2,4% em relação ao mês anterior”, informou o boletim. O setor, segundo a publicação, sustenta os preços pela combinação de exportações aquecidas, escalas de abate curtas e oferta restrita de animais prontos para o abate.

Paralelamente, desde outubro de 2024, o preço do bezerro vem apresentando trajetória de alta. Em maio de 2025, o Indicador Cepea/Esalq (MS) registrou a máxima mensal de R$ 2.921,02 por cabeça. “Em agosto, as cotações do bezerro atingiram o menor valor dos últimos três meses, negociado a R$ 2.854,04 por cabeça”, aponta o levantamento. Para o boletim, no momento atual, é necessária uma gestão estratégica de custos e atenção às oportunidades de aquisição de animais de reposição.

No panorama internacional, mesmo diante de incertezas geopolíticas, as exportações de carne bovina alcançaram em julho um recorde para o mês, tanto para o Brasil quanto para Goiás, consolidando o estado como terceiro maior exportador de carne bovina. No contexto estadual, em julho, houve uma diminuição de 33,9% no volume de carne bovina adquirida pela China em relação ao mesmo período do ano anterior, correspondente a 5,4 mil toneladas. “Apesar de ser o principal destino da proteína goiana, esse recuo não gerou prejuízos relevantes para o setor”, destaca o boletim, indicando que a queda foi compensada pelo crescimento das aquisições realizadas no mesmo mês por México, Estados Unidos, Rússia e Itália.





Source link

News

Missão chinesa inspecionará cadeia avícola brasileira antes de retomar importações



As exportações de carne de aves brasileiras à China pode estar perto de retornar. Uma missão técnica chinesa começou nesta segunda-feira (22) a auditar o sistema de inspeção federal nacional para comprovar que o Brasil está definitivamente livre de gripe aviária.

A expectativa do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) é que, após esse trâmite, os representantes asiáticos emitam um parecer favorável sobre a situação para a normalização do comércio.

Os chineses não compram mais a proteína nacional desde maio deste ano em virtude do caso de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP), identificado em plantel comercial do município de Montenegro, no Rio Grande do Sul.

A boa notícia pode vir na esteira da autorização da União Europeia para o retorno às importações do produto brasileiro, divulgada pelo Mapa e comemorada pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) também nesta segunda.

Em 2024, os chineses compraram 354 mil toneladas de carne de frango brasileira, com receita de US$ 786,9 milhões, conforme dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

De acordo com o professor da FGV Agro, Felipe Serigati, o retorno do país asiático como parceiro comercial do Brasil deste mercado específico não quer dizer que esse mesmo nível de aquisição continuará, uma vez que os chineses estão cada vez mais empenhados em aumentar a sua produção avícola para depender menos das importações por uma questão de segurança alimentar.

Além disso, Serigati ressalta que o objetivo da missão técnica chinesa não é inspecionar apenas as granjas brasileiras, mas validar todo o sistema de defesa e inspeção sanitária, o que também inclui laboratórios, frigoríficos, distribuidores e os demais elos dessa cadeia.



Source link

News

Brasil buscará reforçar papel do agro sustentável durante a COP30



A expectativa é que o Brasil exerça protagonismo na Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), que será realizada em Belém, Pará, em 2025. O país busca mostrar que o agro não é vilão, mas parte da solução para os desafios climáticos globais.

Tempestades mais severas, aumento da seca e incêndios florestais devem se tornar mais frequentes com o avanço das mudanças climáticas. Segundo a Organização Meteorológica Mundial (OMM), 2024 foi o ano mais quente já registrado, com temperaturas cerca de 1,55ºC acima dos níveis pré-industriais. 

Segundo o embaixador e presidente da COP30, André Côrrea do Lago, o impacto das mudanças climáticas está mais grave do que se imaginava e há risco de atingir o chamado “tipping point”, (ponto em que os efeitos não podem mais ser revertidos). 

O dióxido de carbono (CO2) é apontado como um dos principais responsáveis pelo aquecimento global. Ele permanece na atmosfera por pelo menos 100 anos e é emitido principalmente pela queima de combustíveis fósseis, como petróleo e carvão, presentes nos setores de energia, transporte e indústria.

De acordo com o chefe da Assessoria de Relações Internacionais (Arin) da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Marcelo Morandi apesar do cenário global preocupante, o Brasil possui vantagens estratégicas.

“O país tem uma matriz tanto elétrica quanto energética muito favorável, tanto com a questão da bioenergia, da energia renovável pelas hidrelétricas, pela biomassa, quanto pelos biocombustíveis”, afirma. 

O setor agropecuário brasileiro também contribui para a preservação ambiental. Dados da Embrapa mostram que as propriedades rurais mantêm 282,8 milhões de hectares de vegetação nativa, correspondendo a 33,2% do território nacional. 

Segundo o professor emérito da Fundação Getúlio Vargas, Roberto Rodrigues, o Código Florestal de 2012 obriga cada região a preservar áreas mínimas: 80% na Amazônia, 35% no Cerrado e 20% no Sudeste. Apesar de todas as regiões cumprirem essa exigência, os produtores ainda não recebem compensações pela preservação. 

“A ideia é avançar em projetos que permitam aproveitar o carbono sequestrado por essas florestas para ter uma renda adicional ao produtor rural. Produtor rural é quem preserva, portanto faz sentido que ele receba alguma coisa por esse trabalho também.” afirma.

COP30 fortalecerá compromisso global

A COP30 será a primeira realizada no Brasil e reunirá representantes de mais de 190 países em Belém, no Pará. O objetivo é debater soluções sustentáveis, envolver a sociedade civil e pesquisadores, e fortalecer o compromisso global com a preservação ambiental.

“É uma grande oportunidade fazermos do maior evento de mudanças climáticas e de discussões sobre o meio ambiente na Floresta Amazônica um grande chamamento aos líderes globais, à sociedade civil, à comunidade científica, à inovação e ao conhecimento, para que possam estar juntos com o Brasil na construção de soluções sustentáveis”, conta o governador do Pará, Elder Barbalho.



Source link

News

Leilão do terminal de contêineres do Porto de Santos ganha data



O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, antecipou nesta segunda-feira (22), em São Paulo, que o leilão do terminal de contêineres do Porto de Santos (Tecon 10), no litoral paulista, deve acontecer entre os dias 15 e 18 de dezembro deste ano.

A informação foi divuldaga pelo ministro durante o Macro Day, evento promovido pelo banco BTG Pactual e que discutiu a questão de infraestrutura no país. O evento também contou com a participação do ministro dos Transportes, Renan Filho.

“A nossa expectativa é que nós façamos esse leilão possivelmente entre os dias 15 e 18 de dezembro, na B3 [bolsa de valores de São Paulo], o que vai ser fundamental para o desenvolvimento do Porto de Santos”, disse Costa Filho.

“Nós tomamos a decisão de fazer esse leilão, que é muito importante, porque vai dobrar a capacidade de operação de contêineres no Porto de Santos. Nós estamos aguardando agora o Tribunal de Contas da União, mas eu defendo a democratização, desde que não haja a concentração de mercado prejudicando as operações do porto”, acrescentou.

Segundo o ministro, a expectativa do governo é de que esse leilão do megaterminal de contêineres do Porto de Santos possa gerar mais de R$ 5 bilhões em investimentos.

Vendas da Embraer

No mesmo evento, o ministro dos Portos e Aeroportos também comentou sobre o fato de a companhia aérea Latam ter anunciado um acordo com a Embraer para a aquisição de 74 aeronaves do modelo E195-E2.

O pacote inclui 24 entregas confirmadas e 50 opções de compra, com as primeiras aeronaves previstas para chegar no segundo semestre de 2026.

“Hoje, a Latam anunciou a compra de até 74 novos aviões, o que vai fortalecer a aviação brasileira, criando novos destinos, novas rotas e ampliar a nossa rota com a América do Sul. Isso deve acontecer também com a Gol e com a Azul, que possivelmente, agora em outubro, deve estar saindo da recuperação judicial. Então, nós estamos trabalhando muito para o fortalecimento da aviação”, afirmou o ministro.

Leilões até o fim do ano

Durante o mesmo evento, o ministro dos Transportes, Renan Filho, projetou que o atual governo deve completar 21 leilões rodoviários até o final deste ano.

“No primeiro ano do governo do presidente Lula, como havia poucos projetos, nós fizemos apenas duas concessões. No segundo ano, fizemos sete. E, neste ano, vamos fazer 12 concessões rodoviárias, chegando a aproximadamente 21 [concessões] no governo [atual]. No ano que vem, vamos fazer entre 10 e 15 [concessões], para encerrar o governo com 35 concessões rodoviárias”, falou Renan Filho.

“Esse é hoje o maior pipeline de concessões rodoviárias do mundo”, ressaltou ele.

De acordo com Renan Filho, o governo federal tem avançado no diálogo com o mercado para proporcionar melhores condições financeiras e garantir segurança jurídica às empresas interessadas em integrar o atual cardápio de projetos do ministério.

“A carteira de rodovias é sólida, robusta e traz investimento, porque tem bons projetos, garante rentabilidade ao investidor e tudo isso com transparência e com segurança. O governo passado, que dizia ter capacidade de atrair investimento e dialogar, realizou apenas seis concessões. Nós já realizamos 16 concessões, com 14 ganhadores diferentes, entre fundos de investimento e novas empresas entrantes. Voltamos a receber investimento internacional de algumas das maiores operadoras de concessão do mundo”, afirmou.

Ainda segundo o ministro, o governo federal também pretende realizar novos leilões de ferrovias até 2026. “Nós vamos lançar editais no mercado, estamos discutindo o Ferroanel e o Anel Ferroviário do Sudeste, que é também uma obra muito importante”.



Source link

News

Descartar novilhas imaturas na 1ª cria é a melhor opção? Veja a opinião de especialista



A gestão de rebanho na pecuária de corte é um desafio constante, e uma das decisões mais cruciais para a rentabilidade da fazenda é a seleção das matrizes. 

Quando o assunto é novilha de primeira cria, a pergunta que muitos pecuaristas se fazem é: vale a pena manter um animal que não demonstrou boa habilidade materna ou a melhor opção é descartá-lo? Segundo o zootecnista Ricardo Abreu, a resposta é categórica: o descarte é a decisão mais estratégica e lucrativa. Veja o vídeo abaixo.

Ao programa Giro do Boi desta segunda-feira (22), Abreu afirmou que a habilidade materna, definida pela capacidade de uma fêmea criar um bezerro com alto peso à desmama, é uma característica de forte herança genética e, por isso, dificilmente melhora de forma significativa ao longo das gestações.

Insistir em uma novilha que teve dificuldade para criar seu primeiro bezerro é uma aposta arriscada, que pode comprometer a eficiência de todo o rebanho.

A importância do descarte estratégico

Manter uma novilha de primeira cria com baixa produtividade é, na prática, manter um animal que consome recursos sem gerar o retorno esperado. Ela ocupa espaço no pasto, demanda suplementação e manejo, mas não entrega o resultado financeiro necessário, que se traduz em um bezerro pesado e de qualidade. Essa ineficiência prejudica a margem de lucro e a sustentabilidade do negócio.

A habilidade materna é uma característica decisiva em todas as categorias de fêmeas do rebanho, seja ela novilha (primípara), vaca secundípara ou multípara. Em qualquer cenário, a fêmea que consistentemente produz um bezerro mais pesado está comprovando a sua capacidade produtiva. Esse é um indicativo claro de que ela possui a genética desejada e deve ser mantida.

Para otimizar a genética do seu rebanho e aprimorar a habilidade materna, Ricardo Abreu, especialista no assunto, recomenda o investimento em melhoramento genético. Na hora de selecionar touros para a estação de monta, é fundamental buscar por DEPs (Diferença Esperada na Progênie) que indiquem uma alta Habilidade Materna à Desmama, representada pela sigla DEP HD. Esse índice é crucial para garantir que as futuras crias herdem essa característica valiosa.

Ferramentas como o PMGZ (Programa de Melhoramento Genético de Zebuínos) da ABCZ são essenciais para auxiliar nessas decisões. Eles fornecem dados confiáveis sobre o desempenho genético de touros e matrizes, permitindo que o pecuarista tome decisões baseadas em ciência e estratégia, não apenas na intuição.

Descarte não é prejuízo, é receita

A decisão de descartar uma novilha de primeira cria que não cumpriu sua missão produtiva é mais do que se livrar de um animal improdutivo; é uma ferramenta para gerar receita. Ao vender essa fêmea, o pecuarista transforma um custo em capital, que pode ser reinvestido na compra de novas matrizes de maior qualidade ou em genética superior. Esse movimento estratégico eleva a média de produtividade do rebanho e potencializa os lucros.

Para o especialista, o critério de descarte para novilhas de primeira cria deve ser rigoroso. Uma matriz só deve ser mantida se atender a dois requisitos: ter produzido um bezerro de alta qualidade e ter emprenhado novamente dentro da estação de monta. Se ela não atingir esses objetivos, a decisão mais acertada é descartá-la.

O sucesso na pecuária moderna está diretamente ligado ao planejamento e ao conhecimento do seu rebanho. Saber quais animais geram lucro e quais não, e agir de forma estratégica, é o que separa um negócio rentável de um que apenas sobrevive. Investir em genética de ponta e em programas de melhoramento é um passo fundamental para construir um rebanho mais produtivo, lucrativo e resiliente.



Source link

News

confira como a arroba estreou na semana


O mercado físico do boi gordo abre a semana contando com algumas tentativas de compra em patamares mais baixos, a exemplo do que tem ocorrido nos últimos dias.

De acordo com o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, esse movimento se mostra mais efetivo em Mato Grosso.

“Em estados como São Paulo, Goiás e Minas Gerais o mercado conta com maiores sintomas de acomodação”, declara.

Segundo ele, o momento é de acompanhar com proximidade o comportamento das escalas de abate de boi. “O encurtamento delas em um momento de aquecimento da demanda será fator relevante para uma eventual retomada do movimento de alta, situação que a B3 já sinaliza nos últimos dias, enquanto as exportações seguem contundentes”, disse.

Preços médios do boi gordo

  • São Paulo: R$ 305,67 — na sexta: R$ 304,33
  • Goiás: R$ 288,75 — R$ 287,14
  • Minas Gerais: R$ 287,94 — R$ 287,65
  • Mato Grosso do Sul: R$ 321,05 — R$ 320,48
  • Mato Grosso: R$ 295,00 — R$ 297,91

Mercado atacadista

O mercado atacadista se depara com acomodação em seus preços no início da semana. Conforme Iglesias, o ambiente de negócios ainda sugere por uma semana fraca em termos de consumo, o que sinaliza para novas retrações dos preços da carne bovina no atacado.

“A competitividade do frango frente às proteínas concorrentes seguem no radar, em especial na comparação com a carne bovina”, ressalta.

O quarto traseiro segue no patamar de R$ 23,50 por quilo; o dianteiro ainda é cotado a R$
17,50 por quilo; e a ponta de agulha se mantém precificada a R$ 16,50, por quilo.

Exportação de carne bovina

carne bovina exportações Chinacarne bovina exportações China
Foto: Pixabay

As exportações de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada do Brasil renderam US$ 1,179 bilhão em setembro (15 dias úteis), com média diária de US$ 78,633 milhões, de acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

A quantidade total exportada pelo país chegou a 209,645 mil toneladas, com média diária de 13,976 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 5.626,20.

Em relação a setembro de 2024, houve alta de 45,4% no valor médio diário da exportação, ganho de 16,6% na quantidade média diária exportada e avanço de 24,6% no preço médio da proteína do boi.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,31%, sendo negociado a R$ 5,3370 para venda e a R$ 5,3350 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,3205 e a máxima de R$ 5,3655.



Source link

AgroNewsPolítica & AgroSafra

Legisladores dos EUA apresentarão projeto para eliminar tarifas sobre café


Logotipo Reuters

(Reuters) – Parlamentares da Câmara dos EUA, Don Bacon e Ro Khanna, apresentarão uma legislação bipartidária que isentaria os produtos de café de quaisquer tarifas, disseram porta-vozes dos legisladores à Reuters na sexta-feira.

O Brasil costumava fornecer um terço de todo o café utilizado nos Estados Unidos, mas os embarques diminuíram desde que uma tarifa de 50% foi imposta às importações brasileiras no final de julho.

“As famílias de todos os Estados Unidos estão sentindo o custo dos preços mais altos do café, que já subiram 21%, e a imposição de tarifas sobre um produto que não podemos cultivar em grande escala comercial só piora a situação”, disse o legislador republicano Bacon.

Os preços do café torrado nos supermercados dos EUA subiram 20,9% em agosto em relação ao ano anterior, de acordo com dados do Bureau of Labor Statistics.

“Estou ansioso para trabalhar com o deputado Khanna para apresentar esse projeto de lei bipartidário e acredito que ele pode ajudar a desencadear um debate mais amplo sobre o Congresso, recuperando seu papel constitucional na política tarifária”, acrescentou Bacon, uma das poucas vozes republicanas no Congresso que assumiu posições independentes do presidente Donald Trump.

Os preços do café arábica, a variedade suave mais usada por cadeias de café como a Starbucks e a Dunkin Donuts, subiram cerca de 50% na bolsa de Nova York desde que o governo Trump impôs sua tarifa sobre as importações brasileiras, incluindo o café verde.

“Se você toma café todas as manhãs, como pode não ficar chateado com isso?” Disse Khanna, que é democrata, à Reuters, referindo-se ao aumento de preços.

O projeto de lei busca isentar o café de quaisquer tarifas impostas após 19 de janeiro de 2025, incluindo café torrado e descafeinado, bem como cascas de café e substitutos do café que contenham café em qualquer proporção.

Um porta-voz de Khanna disse à Reuters que a legislação seria apresentada na sexta-feira.

O Washington Post noticiou pela primeira vez a apresentação do projeto de lei.

(Reportagem de Anusha Shah, Preetika Parashuraman, Abu Sultan, Gnaneshwar Rajan em Bengaluru e Kanjyik Ghosh em Barcelona)





Source link

News

Argentina zera temporariamente imposto sobre exportação de grãos e carnes



O governo da Argentina anunciou nesta segunda-feira (22) que os impostos retidos na fonte sobre as exportações de grãos, carne bovina e de aves — as chamadas retenciones — serão temporariamente eliminados até o dia 31 de outubro.

De acordo com o porta-voz presidencial, Manuel Adorni, a medida tem como objetivo “gerar uma maior oferta de dólares durante esse período”. Tal decisão afeta soja, milho, trigo, girassol e outras culturas, além das proteínas.

A ideia é estimular a entrada de US$ 7 bilhões no país e fortalecer as reservas do Banco Central que, conforme informações do jornal La Nacion, vendeu US$ 1,1 bilhão na semana passada em meio a tensões cambiais.

Entre o setor produtivo, não houve consenso a respeito da eficácia da medida. O presidente da Sociedade Rural Argentina (SRA), Nicolás Pino, por exemplo, elogiou o anúncio e pediu que a isenção seja permanente.

Já a presidente da Federação Agrária Argentina (FAA), Andrea Sarnari, disse que os pequenos e médios produtores não serão beneficiados, uma vez que já venderam a sua produção. Assim, o impacto positivo do fim provisório das retenciones deve se concentrar apenas nos grandes exportadores capazes de estocar grãos à espera de melhores preços.

Mudanças anteriores na Argentina

O anúncio desta segunda integra uma série de mudanças anteriores nas retenções, visto que em 30 de julho deste ano, por meio do Decreto 526, o governo de Javier Milei havia oficialmente reduzido as alíquotas de diversos grãos e produtos cárneos.

Assim, foi implementado um corte de 20% para a cadeia de grãos e de 26% para a de carnes. Para milho e sorgo, as alíquotas caíram de 12% para 9,5%; no caso do complexo girassol, o DEX (Excedente de Derivados) permaneceu em 5,5% para grãos e 4% para seus derivados.

Já para a soja, uma das principais commodities do país, o grão foi tributado em 26% e seus derivados em 24,5%, em vez dos 33% e 31% anteriores. Trigo e cevada continuarão com DEX de 9,5%.

O decreto 526 destacou que, em 2024, os volumes de exportação de produtos agroindustriais aumentaram 56%, com um aumento de 26% em valor. Enquanto isso, em junho, as vendas externas de trigo cresceram 29%, as de girassol 26% e as de milho e soja 4%.

“Este governo entende que é necessário continuar criando condições favoráveis ​​à produção e ao comércio exterior, para fortalecer a estabilidade macroeconômica e impulsionar o desenvolvimento do setor produtivo em cada região do país, proporcionando segurança aos produtores, processadores e exportadores nas diversas cadeias de valor”, destaca o documento.

O texto ainda ressalta que o setor exportador gera US$ 48 bilhões, com as cadeias de grãos e carnes contribuindo com 75% desse valor, e que a medida do governo “busca dar maior competitividade a um dos setores produtivos mais dinâmicos e importantes do país”.

Em 2024, o governo argentino já havia removido as taxas de exportação (DEX) sobre carne bovina, suína, economias regionais e laticínios.



Source link

News

Zero novidades? Confira o fechamento do mercado de soja desta segunda-feira



Nesta segunda-feira (22), o mercado brasileiro de soja encerrou o dia praticamente zerado. De acordo com Rafael Silveira, analista da consultoria Safras & Mercado, o porto ficou travado com preços em queda na Bolsa e nos prêmios, pressionando ainda mais as cotações.

No mercado doméstico, não houve movimento relevante, com apenas algumas vendas no Tocantins. No geral, o produtor segue fora e as ofertas do dia foram escassas.

  • Fique por dentro das novidades e notícias recentes sobre a soja! Participe da nossa comunidade através do link! 🌱

Preços de soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): caiu de R$ 132,00 para R$ 130,00
  • Santa Rosa (RS): caiu de R$ 135,00 para R$ 131,00
  • Cascavel (PR): caiu de R$ 133,50 para R$ 131,50
  • Rondonópolis (MT): caiu de R$ 126,00 para R$ 125,00
  • Dourados (MS): caiu de R$ 124,50 para R$ 123,00
  • Rio Verde (GO): caiu de R$ 124,00 para R$ 122,00
  • Paranaguá (PR): caiu de R$ 138,50 para R$ 136,00
  • Rio Grande (RS): manteve em R$ 137,00

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja recuaram na sessão desta segunda-feira na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). O mercado ainda sente os efeitos da pouca demanda chinesa, após a falta de evolução nas conversas comerciais entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e o líder chinês, Xi Jinping. Além disso, o governo argentino zerou as retenções até 31 de outubro, aumentando a competitividade do produto do país.

A China, maior importadora mundial de soja, ainda não adquiriu volumes da safra norte-americana, optando por suprimentos provenientes da América do Sul. Nos Estados Unidos, a colheita já se inicia no Meio-Oeste, com temperaturas acima da média acelerando a maturação das lavouras.

O ritmo de registros de exportação de grãos deve aumentar após o decreto 682/2025, que exige que exportadores liquidem pelo menos 90% das divisas obtidas em até três dias úteis após o registro, válido até o fim de outubro ou até US$ 7 bilhões em operações. Quem descumprir a regra volta a pagar a alíquota original.

As inspeções de exportação norte-americana de soja chegaram a 484.116 toneladas na semana encerrada em 18 de setembro, segundo o USDA.

Contratos futuros de soja

Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com baixa de 14,50 centavos de dólar, ou 1,41%, a US$ 10,11 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 10,30 1/2 por bushel, baixa de 14,25 centavos ou 1,36%.

Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com baixa de US$ 3,90 ou 1,37%, a US$ 280,10 por tonelada. No óleo, os contratos de dezembro fecharam a 49,69 centavos de dólar, perda de 0,93 centavo ou 1,83%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,31%, sendo negociado a R$ 5,3370 para venda e R$ 5,3350 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre R$ 5,3205 e R$ 5,3655.



Source link