domingo, abril 26, 2026

Autor: Redação

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Operação identifica plantas raras e produção irregular de cultivares protegidas



Em parceria com a Polícia Civil de São Paulo, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) deflagrou a Operação Phyto X na manhã desta terça-feira (23). O objetivo é combater o trânsito irregular de sementes, mudas e material de propagação vegetal pelo país.

A ação aconteceu em Batatais, município do nordeste paulista, onde está localizado um dos maiores viveiros de mudas do país.

A fiscalização identificou plantas adultas e material de propagação sem comprovação de origem, incluindo espécies raras e de interesse para colecionadores. De acordo com a Vigilância em Defesa Agropecuária para Fronteiras Internacionais (Vigifronteiras), há indícios de comércio interno e exportação em desacordo com normas brasileiras e internacionais.

Além do risco fitossanitário, a operação identificou possível produção irregular de cultivares protegidas, o que pode caracterizar biopirataria.

Proteção à agricultura nacional

O material foi apreendido cautelarmente e só poderá ser liberado mediante comprovação de origem e regularidade, conforme nota do Mapa. Amostras foram coletadas para identificação das espécies e análise da presença de pragas ou doenças.

“Essa ação reforça a importância do controle do trânsito de sementes e mudas, protegendo a agricultura nacional contra pragas e doenças e combatendo a concorrência desleal”, destacou o secretário de Defesa Agropecuária, Carlos Goulart.

Os responsáveis foram autuados e terão prazo regulamentar para apresentar defesa e documentação comprobatória.

O Mapa lembra que o trânsito internacional de material vegetal depende de autorização oficial e que, para importação, produção, exportação e comércio de sementes e mudas, é obrigatória a inscrição no Registro Nacional de Cultivares (RNC) e no Renasem.

Segundo Goulart, tais medidas buscam proteger a agricultura brasileira e assegurar a segurança fitossanitária, considerada essencial para a competitividade do setor produtivo.



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Paraná: semeadura de soja alcança 13% de área, aponta Deral



O plantio da primeira safra de soja 2025/26 no Paraná atingiu 13% da área estimada até esta segunda-feira (22), de acordo com o Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento. A área total destinada à oleaginosa foi calculada em 5,798 milhões de hectares, ligeiramente acima dos 5,763 milhões registrados na temporada 2024/25.

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Lavouras de soja no estado

As lavouras apresentam boas condições, com 99% classificadas como boas e 1% como médias. Em relação ao desenvolvimento, 91% das áreas estão em germinação e 9% em crescimento vegetativo. Na semana anterior, de 15 de setembro, o avanço do plantio era de 3%, com todas as áreas em condição boa.

Produção

A produção da primeira safra de soja 2025/26 é estimada em 22,048 milhões de toneladas, crescimento de 4% em relação às 21,153 milhões de toneladas da temporada passada. A produtividade projetada é de 3.803 quilos por hectare, acima dos 3.670 quilos por hectare registrados em 2024/25.



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AgroNewsPolítica & Agro

Tratores projetados para as demandas da pecuária moderna


Entre os destaques da LS Tractor, os produtores de todo o país poderão ver de perto os equipamentos da Série Plus que aliam toda tecnologia sul-coreana com a robustez, economia de combustível e alta performance nas operações do campo.

A eficiência no campo passa, necessariamente, pela escolha dos equipamentos certos. No manejo da pecuária, onde as tarefas são intensas e diárias, contar com tratores versáteis, robustos e eficientes é um diferencial que garante produtividade, segurança e redução de custos operacionais. É com esse foco que a LS Tractor, fabricante sul-coreana com coração brasileiro, desenvolve soluções inovadoras para o produtor rural.

Entre os destaques apresentados pela marca está a Série Plus, projetada para atender às mais diversas demandas da pecuária moderna. Com modelos de 80 cv, 93 cv e 105 cv, disponíveis nas versões ROPS e cabinada, os tratores da série são equipados com motores Perkins de 4 cilindros, com alto torque, economia de combustível e baixa emissão de poluentes — características essenciais para quem precisa de força, desempenho e eficiência no campo.

Essa é uma linha que atende muito bem à pecuária atual, principalmente pela capacidade operacional na produção de alimentos para o gado, como silagem, além de sua versatilidade em tarefas como limpeza de currais e cochos, manejo de confinamento e distribuição de ração.

Diferenciais técnicos da Série Plus

Motor Perkins – O motor diesel de 4 cilindros, projetado para o trabalho agrícola, é o coração desses modelos. Com desempenho em média 26% superior ao dos concorrentes, o torque disponível e a reserva de torque são elementos cruciais para a operação. O sistema eletrônico de gerenciamento e proteção do motor minimiza falhas, otimiza o desempenho da máquina e garante maior vida útil.

Transmissão LS – Synchro Shuttle com 20 opções de velocidades à frente e 20 à ré. Totalmente sincronizada, inclusive o reversor, é fácil de operar e altamente eficiente no trabalho. O sistema de super-redução (Creeper) permite realizar tarefas que exigem velocidades extremamente baixas.

Tomada de Força (TDP) – Com disponibilidade de potência 15% superior à dos concorrentes diretos e cinco opções de rotação (540, 540E, 540SE, 750 e 1.000 rpm), proporciona grande flexibilidade no uso de implementos. O acionamento eletro-hidráulico garante conforto, precisão e facilidade, enquanto a ergonomia do sistema aumenta a produtividade e a segurança operacional.

Sistema Hidráulico – Com 36% mais rendimento e eficiência operacional, destaca-se pela alta capacidade de levante e maior vazão dos comandos. A presença de três conjuntos de válvulas de controle remoto (VCR) amplia a versatilidade, consolidando a superioridade técnica da Série Plus.

Modelos para demandas especiais

A LS Tractor também desenvolveu modelos voltados para atender demandas específicas do campo. Entre eles estão dois lançamentos recentes:

MT4.70 – Conhecido como o “SUV dos tratores”, é fabricado no Brasil. Projetado para diferentes tipos de propriedades, combina tecnologia, eficiência operacional e o menor consumo de combustível da categoria. Equipado com motor LS Diesel de 4 cilindros e 62 cv, oferece excelente torque e 11% a mais de reserva de torque em relação à média dos concorrentes. Disponível nas versões cabinada ou plataformada (ROPS), conta com transmissão LS de 32 marchas à frente e 16 à ré, reversor sincronizado e super redutor integrado. O sistema hidráulico possui válvula de vazão variável ajustável de 0 a 35 litros/minuto.

MT2.27E – Voltado para a agricultura familiar, é um trator compacto, mas robusto, ideal para mecanizar propriedades que ainda não contam com soluções modernas. Vem equipado com motor LS Diesel de 3 cilindros e 25 cv, além de transmissão LS de 12 marchas à frente e 12 à ré, com reversor sincronizado.

Esses equipamentos foram projetados para trazer ainda mais eficiência e produtividade ao manejo da fazenda.





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Ibama apreende mais de 9 toneladas de pescado irregular em operação



A Operação Decapoda, realizada entre 17 e 19 de setembro, registrou a maior apreensão de pescado irregular no Espírito Santo em 2025. O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) apreendeu mais de nove toneladas de peixes e frutos do mar, incluindo corvina, peroá, bom-nome, camarão, sardinha e tainha.

De acordo com o instituto, foram aplicadas multas superiores a R$ 300 mil aos responsáveis pelo transporte irregular, que também terão de responder a processos administrativos ambientais e tiveram os produtos apreendidos.

Durante a operação, os agentes abordaram veículos transportando pescado sem documentação que comprovasse a origem da carga, impossibilitando a rastreabilidade e a verificação da legalidade da pesca.

Duas apreensões de pescado

As ações de fiscalização resultaram em apreensões em dois pontos do Espírito Santo. Na BR-101, em São Mateus, sete toneladas de peixes e frutos do mar foram retidas em uma barreira montada pelo Ibama. Na rodovia ES-060, na divisa entre Itapemirim e Marataízes, duas toneladas de camarão sete-barbas sem comprovação de origem legal também foram apreendidas.

Segundo o chefe da Divisão de Proteção Ambiental do Ibama no Espírito Santo, José Vicente da Silva, a ampla apreensão reforça o impacto das fiscalizações.

“Em apenas nove meses, a fiscalização já retirou de circulação mais de 14 toneladas de peixes e frutos do mar pescados irregularmente no estado”, declara.

Doação da carga

Todo o pescado apreendido, após verificação de condições adequadas para consumo, foi doado ao programa alimentar Mesa Brasil, do Serviço Social do Comércio (Sesc), iniciativa que é referência no combate à fome e ao desperdício de alimentos.



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Exportações de carne bovina crescem 49% em agosto com demanda da China



As exportações brasileiras de carne bovina somaram 359,4 mil toneladas em agosto, alta de 19% em relação ao mesmo mês de 2024. A receita chegou a US$ 1,66 bilhão, um avanço de 49% no comparativo anual. Esse foi o segundo melhor resultado do setor em 2025.

Os dados são da Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo), a partir de informações da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). O levantamento inclui carne in natura, industrializados, miudezas comestíveis e subprodutos como sebo bovino.

Queda nos embarques para os Estados Unidos

Apesar do desempenho positivo geral, as vendas de carne bovina in natura e industrializada para os Estados Unidos recuaram 46% em agosto, em meio às tarifas adicionais aplicadas pelo governo de Donald Trump. Com isso, o país perdeu a posição de segundo maior destino da carne brasileira.

Quando considerados todos os itens da cadeia, incluindo o sebo bovino, no entanto, os EUA seguem como o segundo principal comprador. Em agosto, as exportações para o mercado norte-americano somaram US$ 136,4 milhões em receita.

Balanço de janeiro a agosto

No acumulado de 2025, as exportações de carne bovina renderam US$ 10,8 bilhões, crescimento de 34% sobre o mesmo período de 2024. O volume embarcado foi de 2,41 milhões de toneladas, alta de 19%.

A China segue como o principal destino da proteína brasileira. Entre janeiro e agosto, as compras do país alcançaram US$ 4,96 bilhões, aumento de 41,2% em relação a 2024. Os embarques passaram de 796,7 mil toneladas no ano passado para 948,4 mil toneladas em 2025.

Os Estados Unidos aparecem na sequência, com 557,1 mil toneladas adquiridas nos oito primeiros meses do ano. O avanço foi de 66,5% em volume e de 73,2% em receita, que totalizou US$ 1,6 bilhão.

Chile, México e Rússia completam a lista dos maiores importadores. O México se destacou pelo salto de quase 200% nos embarques, chegando a 81 mil toneladas entre janeiro e agosto. Ao todo, 132 países ampliaram suas compras da carne bovina brasileira no período, enquanto 42 reduziram.



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Preços do diesel começam setembro em queda, diz pesquisa



O preço do diesel apresentou recuo na primeira quinzena de setembro, segundo levantamento do Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL). O tipo comum foi comercializado a R$ 6,17 em média, enquanto o S-10 ficou em R$ 6,21. Os dados apontam que as reduções, embora leves, indicam continuidade de um cenário de estabilidade no mercado de combustíveis.

Na comparação com o mesmo período de agosto, o diesel comum caiu 0,48% e o S-10 recuou 0,16%.

Para Renato Mascarenhas, diretor de Rede de Abastecimento da Edenred Mobilidade, a proximidade dos valores entre os dois tipos pode influenciar a escolha de motoristas e empresas no momento do abastecimento. “O diesel comum apresentou recuo mais expressivo do que o S-10, mas ambos seguem em patamares próximos”, destacou o executivo, em nota.

Comportamento nacional

A pesquisa mostra que a tendência de queda atingiu a maioria das regiões do país. O Sul registrou a maior redução no preço médio do S-10, de 0,33%, enquanto o Norte apresentou a maior baixa no diesel comum, de 1,18%. Apesar disso, o Norte continua liderando com os preços mais altos: R$ 6,71 para o tipo comum e R$ 6,59 para o S-10. Já o Sul mantém os valores mais baixos, com médias de R$ 5,99 e R$ 6,04, respectivamente.

Destaques por estado

O Acre segue com os preços mais elevados entre os estados, superando R$ 7,50 para os dois tipos de diesel. No Amazonas, o combustível comum teve a maior queda do período, de 4,27%, chegando a R$ 6,50. No caso do S-10, a maior redução foi registrada no Rio Grande do Sul, de 0,82%, fazendo o preço médio cair para R$ 6,03.

O menor preço médio do diesel comum foi observado no Rio Grande do Sul, a R$ 5,97. Para o S-10, o valor mais baixo foi registrado em Pernambuco, de R$ 5,92. Entre as altas, Alagoas liderou no diesel comum, com avanço de 1,44%, enquanto o Piauí registrou a maior elevação do S-10, de 1,10%.



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soberania, democracia e clima no centro do discurso


Na abertura da Assembleia Geral da ONU, em Nova York, nesta terça-feira (23), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva utilizou o espaço mais simbólico da diplomacia mundial para expor sua visão sobre os principais desafios globais. O tom de seu discurso reforçou a imagem de um Brasil que busca protagonismo internacional: defensor da soberania, mediador em conflitos e referência climática.

Para o público interno, a fala funcionou como uma reafirmação de que instituições e democracia seguem sólidas. Para o setor produtivo, em especial o agronegócio, a mensagem é clara: o mundo exigirá cada vez mais compromisso ambiental, mas também reconhecerá o Brasil como ator indispensável na segurança alimentar global.

Defesa da soberania e das instituições

Lula classificou como “inaceitáveis” os ataques externos ao Judiciário e às instituições democráticas brasileiras. Segundo ele, práticas como sanções econômicas, tarifas unilaterais e restrições diplomáticas ferem a autonomia dos países e aprofundam assimetrias globais.

A mensagem foi entendida como recado direto a nações que, em nome de interesses comerciais ou geopolíticos, tentam pressionar governos soberanos.

Democracia como linha vermelha

O presidente também reforçou que democracia e Estado de direito são pilares inegociáveis. Citou o funcionamento das instituições no Brasil como exemplo de que a justiça deve atuar com independência e alertou para o avanço de forças antidemocráticas que buscam fragilizar esses sistemas em diferentes partes do mundo.

Outro ponto central foi a defesa da diplomacia. Lula mencionou conflitos como a guerra da Ucrânia e a crise na Faixa de Gaza, criticando o uso indiscriminado da força e distorções no conceito de “direito à defesa”. Para ele, apenas negociações multilaterais podem garantir soluções duradouras. O Brasil, disse, está disposto a atuar como mediador em conjunto com outros países.

Crise climática e desigualdade

Lula vinculou a luta contra o aquecimento global ao combate à desigualdade. Argumentou que não é possível avançar na agenda climática sem atacar as profundas diferenças sociais, especialmente em países em desenvolvimento.

Destacou ainda o papel do Brasil como protagonista na preservação ambiental e no combate ao desmatamento, apresentando a Amazônia como ativo estratégico para o planeta.

O recado para o agronegócio

Embora não citado diretamente, o discurso tem forte impacto para o setor agropecuário. O presidente sinalizou que a agenda internacional cobrará cada vez mais práticas sustentáveis, o que pode afetar acordos comerciais, tarifas e certificações. Ao mesmo tempo, ao defender soberania e diálogo multilateral, Lula busca abrir espaço para que o Brasil negocie melhores condições de acesso a mercados, especialmente na Europa e na Ásia.

Miguel DaoudMiguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.



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União Europeia propõe adiar lei antidesmatamento para 2026



A União Europeia deverá adiar a entrada em vigor da lei antidesmatamento, que proíbe a importação de commodities associadas ao desmatamento de florestas. A informação foi confirmada pela Comissária do Meio Ambiente, Jessika Roswall, nesta terça-feira (23). Essa é a segunda vez que o bloco econômico adia o início da nova legislação.

Em carta publicada pela mídia europeia, Roswall afirmou que um dos motivos principais para o adiamento foi a preocupação com a operação da plataforma digital, que processa as declarações de conformidade previstas no regulamento.

Segundo a comissária, seguir adiante sem resolver as falhas do sistema de tecnologia da informação poderia causar transtornos às empresas e às cadeias de suprimento europeias.

“Diante disso, a Comissão considera adiar a entrada em aplicação do EUDR (Regulamento dos Produtos Livres de Desmatamento), atualmente prevista para 30 de dezembro de 2025, por um ano, a fim de evitar incertezas para as autoridades e dificuldades operacionais para as partes interessadas na UE e em países terceiros, além de permitir tempo para corrigir os riscos identificados”, afirmou Roswall.

Controvérsias sobre a lei antidesmatamento

Aprovada em dezembro de 2022, a lei antidesmatamento da União Europeia proíbe a importação de commodities que tenham qualquer ligação à destruição de florestas. Soja, café, carne bovina, cacau, madeira e borracha são alguns dos produtos afetados. Países como Brasil, Indonésia e Estados Unidos já se mostraram publicamente resistentes à legislação europeia.

Essas nações alegam que o cumprimento das novas regras seria oneroso e prejudicaria as exportações para a Europa. A aplicação, inicialmente prevista para dezembro de 2024, já havia sido adiada para dezembro de 2025. Agora, com a nova decisão, passará a valer a partir de dezembro de 2026 para grandes empresas e junho de 2027 para companhias menores.

Segundo a Reuters, no entanto, a decisão está estrita a questões técnicas ligadas ao sistema de TI, e não a fatores políticos internacionais. A proposta de adiar a legislação depende da aprovação do Parlamento Europeu e dos países-membros da UE.



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AgroNewsPolítica & Agro

Produção goiana de soja já comercializou 85% do total


De acordo com informações divulgadas na edição de setembro do boletim mensal Agro em Dados, publicado pela Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Goiás, o mercado da soja no Brasil permaneceu estável em agosto de 2025, com preço médio de R$ 140,50 por saca, conforme dados do Cepea/Esalq. “Apesar da elevação mensal de 2,6%, o patamar segue 5,5% acima do registrado em 2024, sustentado pela demanda firme do grão e derivados”, informa o boletim.

Segundo o Agro em Dados com base nas informações do Boletim Logístico da Conab de julho, cerca de 85% da produção goiana já foi comercializada, enquanto o restante permanece estocado à espera de melhores condições de mercado.

A destinação da soja brasileira reforça a relevância da diversificação da cadeia produtiva. Para o acumulado de janeiro a julho, foram exportadas aproximadamente 77,2 milhões de toneladas em grão, tendo a China como principal destino. No mesmo período, 13,5 milhões de toneladas seguiram como farelo, principalmente para a União Europeia, e 949,5 mil toneladas em óleo, com destaque para Índia e Bangladesh. Em Goiás, os embarques de 9,7 milhões de toneladas de grãos de soja consolidaram o estado como o segundo maior exportador do país. O boletim também destaca o crescimento da indústria esmagadora voltada à produção de farelo para nutrição animal, setor em expansão no Centro-Oeste.

Em julho de 2025, o complexo soja registrou desempenho histórico no comércio exterior. O Brasil exportou 12,2 milhões de toneladas de soja em grão, o maior volume já embarcado para o mês, representando alta de 9,0% em relação a julho de 2024. Goiás também se destacou com a exportação de 1,2 milhão de toneladas, o segundo melhor resultado de sua série histórica, ficando atrás apenas do recorde estabelecido em 2024.

Referente à programação da próxima safra, variações de preços e mercado dos insumos indicam um momento de atenção para os produtores de soja em Goiás e no país. Segundo a Conab, no primeiro semestre de 2025, as importações de fertilizantes somaram 19,41 milhões de toneladas — um aumento de 9,3% em relação ao ano anterior. “O comércio desse setor, embora ainda marcado por volatilidade e preços elevados, mantém-se consistente”, avalia o boletim, destacando que a oferta restrita e a relevância do agronegócio no Brasil sustentam esse cenário. Dentro desse contexto, os produtores goianos precisam estruturar estratégias comerciais mais ajustadas, combinando comercialização escalonada e controle de custos para atravessar o vazio sanitário e iniciar a próxima safra com planejamento





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Plantio de soja avança, mas clima e custos de produção desafiam sojicultores em campo



O plantio da safra de soja 2025/26 já começou em algumas regiões do Brasil. O levantamento da AgRural aponta que, até a última semana, 0,9% da área estimada estava semeada, contra 0,1% na semana anterior. Até agora, o ritmo dos trabalhos está de acordo com o observado no mesmo período da safra passada.

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Avanço no plantio de soja

Entre os estados que encerraram o vazio sanitário, período em que é proibido manter plantas de soja no campo, estão Paraná, que tem puxado o avanço das máquinas. Rondônia, Mato Grosso e São Paulo também aparecem na sequência.

Apesar da baixa umidade ainda limitar os trabalhos, a previsão de chuvas volumosas para os próximos dias deve acelerar o ritmo do plantio em diversas regiões.

Situação em Mato Grosso

Outro estado que deve ganhar protagonismo é Mato Grosso do Sul, onde o vazio sanitário terminou recentemente. O plantio ainda é tímido, mas a Aprosoja-MS projeta uma produção de 15,2 milhões de toneladas. Caso as condições climáticas sejam favoráveis, o estado pode superar o recorde do ciclo 2022/23, quando colheu 15 milhões de toneladas.

Em Mato Grosso, maior produtor de soja do país, o plantio chegou a 0,55% dos 13,01 milhões de hectares estimados, segundo o Imea. O ritmo está um pouco mais acelerado em relação ao ano passado e levemente acima da média de cinco anos. Ainda assim, muitos produtores aguardam a regularização das chuvas para avançar. Paralelamente, a comercialização antecipada segue lenta. Até agosto, apenas 27,40% da safra havia sido negociada, o nível mais baixo das últimas duas safras e inferior à média histórica.

O cenário econômico também pesa no planejamento do produtor. Um estudo do Imea em conjunto com o Senar-MT aponta que, até julho, o custo total de produção subiu 7,69%, atingindo R$ 7.657,89 por hectare. O aumento foi puxado principalmente por fertilizantes e defensivos, que registraram altas de 9,23% e 4,33%, respectivamente. Além disso, o custo de oportunidade do capital cresceu 24,28%, refletindo a taxa Selic em patamares elevados.

No lado da receita, a produtividade média projetada é de 60,45 sacas por hectare, com preço médio de R$ 110,10 por saca. Isso gera uma receita bruta estimada de R$ 6.656,00 por hectare, queda de 8,23% em relação à safra anterior.

O valor cobre o Custo Operacional Total (COT) e garante uma margem de R$ 256,12 por hectare, mas não é suficiente para cobrir o Custo Total, resultando em uma lacuna de R$ 1.001,89 por hectare. Segundo o Imea, os gastos com fertilizantes e defensivos, que representam 37,58% do custo total, seguem como um dos principais gargalos da produção.



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