sábado, abril 25, 2026

Autor: Redação

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Cade analisará recurso contra a suspensão da Moratória da Soja



O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) deve analisar, na próxima terça-feira (30), o recurso apresentado pela Associação Brasileira de Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) contra a decisão que suspendeu preventivamente a aplicação da Moratória da Soja e abriu investigação por suposta prática de cartel entre as empresas signatárias do acordo.

Em agosto, a Superintendência-Geral do órgão antitruste determinou a suspensão do pacto, mas a associação que representa as principais tradings recorreu. O caso será relatado pelo conselheiro Carlos Jacques Vieira Gomes. Desde então, empresas e entidades do setor têm apresentado informações ao Cade. Nesta semana, representantes e advogados da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) se reuniram com membros do tribunal administrativo.

Produtores rurais e exportadores de soja intensificam a articulação junto a conselheiros do Cade. De um lado, agricultores defendem que o tribunal mantenha a decisão da Superintendência-Geral, que considerou que cerca de 30 empresas privadas formaram o chamado Grupo de Trabalho da Soja para monitorar o mercado e estabelecer condições para a compra da commodity no país.

Para a área técnica do Cade, esse pacto configura um acordo anticompetitivo entre concorrentes e pode prejudicar as exportações de soja, levantando suspeita de cartel de compras.

Já as tradings pressionam em sentido contrário: querem que o tribunal derrube a suspensão preventiva, o que abriria espaço para buscar um novo entendimento sobre a Moratória da Soja ao longo do processo administrativo.



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Sebrae e Mapa impulsionam pequenos produtores com programa inovador



Em Rio dos Cedros, Santa Catarina, Sebrae e Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) firmaram uma parceria inovadora: SIMples asSIM – do pequeno para o Brasil

A iniciativa visa apoiar micro e pequenos produtores rurais, oferecendo orientação técnica e capacitação para que seus produtos alcancem mercados em todo país.

Além disso, acelera a formalização das agroindústrias com a certificação do SISB. Assim, os alimentos passam a ter garantia de qualidade e segurança, possibilitando a expansão das vendas.

Samuel Ferreira da Silva, apicultor da Paraíba, recebeu durante a cerimônia o selo SISB.

“Antes eu só vendia no meu município. Agora, com o SISB, posso alcançar novos mercados e aumentar a renda da minha família.”

Durante o evento, o ministro Carlos Fávaro, do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), destacou a relevância da parceria, “o programa oferece estrutura e orientação para que o pequeno produtor avance com segurança e eficiência.”

Para reforçar o apoio, Décio Lima, presidente do Sebrae, reforçou “O Sebrae acompanha o produtor em cada etapa, garantindo que a formalização se traduza em oportunidades reais de crescimento e sustentabilidade.”

Além da assinatura da parceria, a cerimônia também marcou a entrega de máquinas e equipamentos do Programa de Modernização e Apoio à Produção Agrícola (Promaq), fortalecendo a infraestrutura da agricultura familiar.



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Mercado de carne bovina apresenta baixa liquidez em setembro



Os volumes negociados no mercado pecuário estão reduzidos, de acordo com os levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Segundo pesquisadores, a necessidade de compra dos frigoríficos no spot, nas últimas semanas, tem ficado abaixo das ofertas. Esse fator vem ocasionando alongamento das escalas e pequenas quedas dos preços em quase todas as regiões acompanhadas pelo instituto.

No estado de São Paulo, o Indicador do boi gordo Cepea/Esalq se mantém relativamente estável desde quarta-feira passada, abaixo dos R$ 305.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Conversa entre Trump e Lula deve impactar setor do café, avalia especialista



O anúncio de uma reunião entre os presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, reacendeu a expectativa de negociações que podem impactar diretamente o setor de café. A avaliação é de Guilherme Mória, analista setorial de café da consultoria Rabobank.

O mercado atravessa um período de forte volatilidade, marcado pela recuperação recente dos preços após meses de queda, efeito das tarifas impostas pelos EUA e das incertezas climáticas sobre a safra brasileira. Apesar de o Brasil continuar como o maior fornecedor global, produtores e exportadores enfrentam desafios logísticos, comerciais e climáticos.

Segundo Mória, a instabilidade é resultado de diversos fatores, entre eles os baixos estoques globais desde a geada de 2021. “A oferta de café não foi mais a mesma e pouco a pouco fomos consumindo os estoques até chegar ao atual momento, no limiar dos níveis de segurança. Isso tem sido preponderante para a volatilidade dos preços, somado aos desafios climáticos e às tensões geopolíticas dos últimos meses. As tarifas impostas por Trump também trouxeram mais um ingrediente para esse cenário”, explicou.

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Mesmo diante das barreiras comerciais, o analista aponta que o Brasil tem conseguido expandir a participação em outros mercados. “Já que temos um desafio grande para exportar aos Estados Unidos, vemos oportunidade de ganhar market share em outras regiões, como Oriente Médio, Ásia e Europa. Os estoques estão apertados e não há excedente de café no mundo. Isso abre espaço para o Brasil aumentar sua presença nesses destinos”, disse.

Mória acrescenta que alguns importadores americanos têm adotado uma estratégia de cautela. “O café brasileiro está chegando aos EUA e sendo armazenado em áreas alfandegadas, sem o pagamento imediato das tarifas. Se houver algum avanço na negociação entre Trump e Lula, esse café já poderá ser internalizado em condições mais vantajosas”, observou.

No campo, as preocupações seguem relacionadas à próxima safra. Após chuvas de pedra em julho, uma nova geada em agosto afetou lavouras no Cerrado Mineiro e elevou a incerteza sobre o potencial produtivo do café arábica. “Havia a expectativa de uma grande safra que pudesse aliviar o mercado, mas os eventos climáticos reacenderam a dúvida. Estoques apertados e riscos sobre a produção são fatores que sustentam a volatilidade e os preços elevados”, afirmou.

Apesar das dificuldades, Mória vê espaço para otimismo, principalmente no caso do café robusta. “Em 2025 tivemos uma colheita frustrante, mas a safra de conilon deve repetir o bom desempenho. Já no arábica, apesar dos desafios, ainda há potencial para produzir mais do que neste ano”, concluiu.



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Baixa taxa de investimento do Brasil inibe crescimento da economia e prejudica o agro


Sem investimento público não há crescimento. O Brasil enfrenta quedas absurdas nos aportes federais, revelando um colapso de prioridades. O Estado se ausenta, transfere ao setor privado a responsabilidade de financiar infraestrutura e abre mão de seu papel de indutor do crescimento.

Hoje, a taxa de investimento do país é de apenas 17% do PIB, e grande parte vem da iniciativa privada. Na China, são 45%, com o Estado liderando a expansão de portos, aeroportos, estradas e energia. Enquanto eles constroem, o Brasil improvisa.

A falta de infraestrutura encarece a produção e trava a competitividade. Juros altos sufocam crédito, e a instabilidade política paralisa decisões. Para agravar, o governo quer taxar as LCA, encarecendo um dos poucos canais de financiamento do campo. É como se cortasse de um lado (infraestrutura) e estrangulasse do outro (crédito).

O paradoxo é claro: o agro sustenta mais de 25% do PIB e a maior fatia do superávit comercial, mas não recebe em troca a infraestrutura mínima para seguir competitivo. Em vez de apoiar quem sustenta o país, o Estado sufoca o setor com omissão e má política econômica.

O Brasil vive um apagão de investimentos. Com apenas 17% do PIB aplicados, contra 45% da China, e com a taxação das LCA, o agro, motor da economia nacional, corre o risco de travar.
A pergunta que fica é: como sobreviver em um país onde o governo abdica de investir, desmontar instrumentos de crédito e esquecer que sua missão é ser indutor do crescimento?

Se nada mudar, não será apenas corte: será o desmonte completo da capacidade do Estado de planejar o futuro.

Miguel DaoudMiguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.



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tempo segue frio e chuvoso em boa parte do país



A atuação da área de alta pressão associada à massa de ar polar deve seguir mantendo a condição de tempo firme em praticamente toda na região Sul nesta quinta-feira (25). Excepcionalmente, algumas cidades do litoral paranaense podem contar com a ocorrência de chuva fraca a moderada durante o dia, devido à incidência de ventos marítimos sobre a costa. Por conta da persistência da chuva, não estão descartados volumes acumulados mais expressivos.

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.

Ainda nas primeiras horas da manhã, as temperaturas seguem significativamente baixas, sobretudo no Rio Grande do Sul, e algumas áreas da serra do sudeste gaúcho podem contar com a formação de geada isolada. Nas demais regiões, o sol aparece entre algumas nuvens e as temperaturas seguem mais amenas. Apenas em áreas do oeste, norte e noroeste paranaense, por conta da maior distância até o centro da massa de ar polar, os termômetros já devem se elevar mais no decorrer das horas. No período da tarde, algumas cidades dessas regiões devem sofrer queda acentuada da umidade relativa do ar, que pode atingir níveis críticos.

No Sudeste, a presença da frente fria ainda na altura da costa do Espírito Santo deve manter as instabilidades sobre o estado capixaba, e a circulação de umidade marítima sobre o continente também realiza a manutenção das pancadas de chuva entre o leste e litoral de São Paulo e o Rio de Janeiro. As instabilidades seguem presentes também sobre boa parte do estado de Minas Gerais.

Entre o litoral e sul capixaba, boa parte do Rio de Janeiro, zona da mata e vales mineiros, além do litoral paulista, haverá risco de intervalos com chuva mais forte. Atenção maior para áreas entre o litoral paulista e fluminense, além do litoral sul capixaba, onde os acumulados podem ser mais expressivos. Pode chover de maneira isolada também no leste, centro-leste e norte paulista, mas sem expectativa de chuva forte. Nas demais regiões do interior paulista, o tempo já deve seguir mais aberto.

Enquanto no Centro-Oeste, as instabilidades seguem presentes no estado de Mato Grosso, ainda decorrentes da presença de umidade e calor na atmosfera. Ao longo do dia, as pancadas de chuva ganham força e se espalham, mas ainda ocorrem de maneira irregular.

Haverá risco de chuva forte e até mesmo eventuais temporais , especialmente a partir do período da tarde. Pode chover de forma isolada também em alguns pontos do leste de Goiás e no Distrito Federal – não sendo descartados eventuais intervalos de chuva mais forte. Já nas demais regiões do estado goiano e no Mato Grosso do Sul, o tempo já deve seguir mais aberto, com predomínio de sol e calor ganhando força no decorrer das horas.

Já no Nordeste, a chuva começa a aumentar no litoral da Bahia, com condições para fortes pancadas de chuva e volumes mais elevados ao longo do dia. No extremo sul baiano, não está descartada a ocorrência de alguma chuva mais volumosa. Nas demais regiões da costa leste, a incidência dos ventos que sopram do oceano mantém as pancadas de chuva irregulares. Pode chover também de maneira isolada no sul do Maranhão. No interior nordestino, o tempo segue predominantemente estável e sem condições para chuva significativa, com calor e alerta de baixa umidade do ar à tarde.

E no Norte, as instabilidades seguem se espalhando entre o Amazonas, Acre, Rondônia e o sul do Pará, com condições para pancadas de chuva no decorrer das horas. Haverá risco de chuva forte e até mesmo temporais, com volumes mais elevados. Pode chover forte no extremo norte do Tocantins. A metade norte do Pará, boa parte de Roraima e o Amapá seguem com predomínio de tempo aberto e calor durante o dia.



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AgroNewsPolítica & Agro

Custo do algodão sobe 12% em Mato Grosso e acende alerta para cotonicultores



Relatório mostra elevação nos gastos com defensivos, fertilizantes e pós-produção



Foto: Embrapa

O custo de produção do algodão para a safra 2025/26 segue em alta em Mato Grosso, maior estado produtor do país. Segundo informações divulgadas pelo Imea, com base em dados do projeto CPA-MT, o custeio da lavoura em agosto foi estimado em R$ 10.776,94 por hectare — uma elevação de 12,27% em relação à safra passada.

A variação mensal também registrou aumento, ainda que mais modesto: 0,56% em relação a julho de 2025. O crescimento está relacionado, sobretudo, ao encarecimento dos defensivos agrícolas (+0,65%) e dos fertilizantes e corretivos (+0,47%).

Além dos insumos, o custo de pós-produção mais que dobrou — um aumento expressivo de 104,90% — tornando-se um dos principais vetores de pressão sobre a rentabilidade do cotonicultor.

Com isso, o Custo Operacional Efetivo (COE) saltou para R$ 15.407,20/ha, o maior desde a safra 2022/23. O aumento representa 17,69% a mais em comparação ao ciclo anterior e reforça a necessidade de planejamento cauteloso diante do atual patamar de preços do algodão.

O ponto de equilíbrio, também monitorado pelo Imea, é outro indicador que merece atenção. Em setembro, a paridade de preços para julho de 2026 caiu 1,36%, sendo precificada em R$ 128,66/@, valor inferior ao custo operacional.

 





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AgroNewsPolítica & Agro

Victam LatAm 2025 dobra público e expositores


Com o dobro de expositores em relação a 2023 e 20 mil m² de exposição, a VICTAM LatAm atraiu mais de 300 empresas de 20 países e um público de mais de 6 mil visitantes no Expo Center Norte, em São Paulo, entre 16 e 18 de setembro. O evento se consolidou como o maior ponto de encontro da América Latina para inovação, tecnologia e negócios para às indústrias de nutrição animal e processamento de grãos.

“Essa expansão comprova como o Brasil é estratégico para o setor. Em apenas duas edições, a feira se consolidou como principal ponto de encontro da nutrição animal da América Latina”, afirmou Sebas van den Ende, diretor-geral da VICTAM Corporation.

Organizada pela holandesa VICTAM Corporation em parceria com a Interlink Exhibitions, a mostra conectou fornecedores, produtores, pesquisadores e profissionais do setor, promovendo negócios globais e troca de conhecimento. “São Paulo se consolidou como centro estratégico da nutrição animal na América Latina. Mais de 100 horas de debates entre academia, institutos, governo e indústria proporcionaram trocas de conhecimento. Recebemos profissionais de grandes indústrias, empresas e cooperativas como BRF, JBS, Bunge, Cooperval, Oi Frango e Vibra Food, o que confirma a relevância da feira como espaço de negócios e networking qualificado. O resultado confirmou a importância do evento, que retorna em em 2027 com mais expositores, visitantes e conferências”, reforçou Cassiano Facchinetti, diretor geral da Interlink Exhibitions.

Nesta edição, entre as novidades, destacaram-se a estreia do pavilhão da Feed Formulation Latin America, dedicado exclusivamente à formulação de rações e aditivos e o pavilhão holandês de nutrição animal, apoiado pelo governo dos Países Baixos. A programação paralela também incluiu a conferência internacional Feed Formulation Latin America, que reuniu especialistas e empresas para debater o mercado, inovações em ingredientes, aditivos e tecnologias de formulação. 

Para 2027, a expectativa é manter o ritmo de crescimento, com projeção superior a 50% do volume de negócios e a criação do novo pavilhão Animal Farm Equipment Zone, voltado a equipamentos e soluções para manejo e produção animal dentro das fazendas, como sistemas de ordenha, climatização, bem-estar e automação.

Setor reforça integração entre ciência e indústria

O setor de alimentação animal brasileiro segue aquecido, registrando alta de 2% no primeiro semestre e atingindo 43,5 milhões de toneladas de rações e concentrados produzidos, segundo Sindirações. “Com isso, a VICTAM LatAm permitiu a troca de experiências e abriu oportunidades comerciais entre Brasil e União Europeia”, disse o CEO da Sindirações, Ariovaldo Zani. Com foco na produção e saúde animal, a Sociedade Brasileira de Zootecnia (SBZ) também destacou a relevância do evento. “Eventos como este fortalecem a conexão entre ciência, indústria e produtores”, afirmou a vice-presidente da SBZ, Marina Danes.

Presente no encontro, a chefe adjunta de pesquisa e desenvolvimento da Embrapa Soja, Roberta Aparecida Carnevalli Monteiro, destacou a importância do espaço para aproximar os diferentes elos  da cadeia. “Foi uma importante oportunidade de alinhamento entre setor produtivo, mercado, indústria e pesquisa. A Embrapa trouxe uma programação com temas como certificação de grãos de baixo carbono, estratégias para reduzir emissões de metano e nutrição de precisão, mostrando como a pesquisa pode apoiar a indústria de rações diante dos desafios climáticos e da necessidade de sustentabilidade”, comentou.

Empresas reforçam presença e negócios na América Latina

O encontro reuniu empresas locais e multinacionais de diversos países, apresentando equipamentos, tecnologias de automação e insumos voltados à nutrição de pets e rações aquáticas, segmento em expansão, que representou mais de 50% dos expositores nesta edição. A presença de profissionais de grandes indústrias reforçou a diversidade do público e a conexão entre diferentes elos da cadeia. 

Para Rodolfo Cibotto, coordenador de produção da Vibra Foods, uma das principais empresas brasileiras de avicultura e exportação de carne de frango, que mantém fábricas de ração próprias para abastecer sua produção, a VICTAM, se destacou pela organização, diversidade de expositores e pela oportunidade de conhecer de perto as inovações tecnológicas voltadas para a indústria de nutrição animal. “O ambiente de networking possibilitou a construção de novas parcerias e a abertura de oportunidades de negócios”, destacou. 

Na avaliação de Diego Crivelli, gerente de qualidade da Comgroup Agroindustrial, empresa dedicada à comercialização de cereais e à industrialização de soja para farelos e óleos vegetais, o saldo também foi positivo. “Trouxemos muitos contatos práticos, inclusive com fornecedores-chave para melhoria de nossos processos, além de todo o conhecimento técnico adquirido nos seminários que será aplicado para melhoria contínua de nossas operações”, afirmou.

E, pelos estandes, o ambiente de negócios favoreceu a conclusão de projetos. A ANDRITZ Feed & Biofuel, multinacional de engenharia, fechou dois contratos estratégicos com clientes da região durante o evento para o fornecimento de projetos e soluções em automação e digitalização na indústria de nutrição animal. “Fechamos negócios e tivemos a oportunidade de desenvolver novos projetos, realizar reuniões e conversas importantes com clientes, e isso nos permitiu avançar em negociações estratégicas. A feira foi uma excelente oportunidade para fortalecer relacionamentos e expandir nossas soluções no mercado latino-americano”, salientou Fernando Jaboinski, gerente de desenvolvimento de negócios Latam da Andritz.

A GSI, líder global em soluções para armazenagem de grãos, também marcou presença na Victam LatAm 2025 para apresentar suas tecnologias e reforçar a conexão com o setor. “A mostra foi uma oportunidade estratégica para estreitar relacionamento com clientes e parceiros, além de consolidar nossa presença no mercado e fortalecer o posicionamento da GSI”, frisou Francieli Diana, do Marketing da GSI.

O assessor agrícola do Consulado Geral da Holanda, Alf de Wit, que acompanhou a comitiva de empresas dos Países Baixos, comentou que a feira mostrou o peso dos dois países na cadeia global. “De um lado, temos o Brasil, terceiro maior mercado de nutrição animal do mundo. De outro, a Holanda, que há décadas desenvolve tecnologias para esse setor. Foi interessante ver o esforço de cada empresa em melhorar a sustentabilidade da cadeia e uma oportunidade rica para as companhias holandesas contribuírem com o setor no Brasil”, afirmou.

A OrangeMills, sediada em Boxmeer, sul da Holanda, também marcou presença. A companhia, especializada em nutrição animal, apresentou sua linha de produtos de concentrados proteicos, aditivos e rações para diferentes fases da vida dos animais. Partner da Orange Mills, Jeroen Simons, resumiu o clima da mostra. “Estabelecemos conversas promissoras com parceiros de toda a América Latina. A interação com empresas holandesas reforçou a relevância da feira para negócios e networking. Ficamos extremamente satisfeitos com a receptividade e as oportunidades proporcionadas”, salientou.

Conferência Internacional RTRS 2025

Realizada em paralelo a VICTAM Latam, a edição de 2025 da Conferência Internacional RTRS reuniu mais de 180 profissionais ligados à cadeia da soja sustentável em debates sobre rastreabilidade, conformidade legal e os desafios impostos por novas regulamentações internacionais. A saída da Moratória da Soja foi tratada como uma oportunidade para fortalecer mecanismos sólidos de certificação, como os promovidos pela RTRS. “A Conferência reuniu representantes de toda a cadeia produtiva para discutir, com profundidade, temas críticos para o presente e o futuro da soja responsável. Falamos sobre rastreabilidade, certificação, governança e inovação digital. Mas, acima de tudo, reafirmamos o valor do diálogo e do compromisso coletivo. Agradecemos o apoio e a parceria da VICTAM Latam na realização de mais uma edição do nosso evento”, destacou o vice-presidente da RTRS, Juan Carlos Cotella.

VICTAM: referência global em nutrição animal e processamento de grãos

Criada há mais de 60 anos na Holanda, a VICTAM tornou-se referência mundial em nutrição animal e processamento de grãos. Itinerante, ocorre a cada dois anos em quatro continentes – Europa, Ásia, África e América Latina. O calendário internacional segue movimentado: em 2026, a feira será realizada em Bangkok (Tailândia), de 10 a 12 de março, e em Utrecht (Holanda), de 2 a 4 de junho. Em 2027, o evento retorna ao Brasil, entre 14 e 16 de setembro, reafirmando São Paulo como polo estratégico da nutrição animal na América Latina.

 





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PIB dos Estados Unidos e bolsa brasileira ganham destaque no mercado


No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, comenta que a cautela nos EUA após falas de Powell e divergências internas elevou Treasuries e o dólar global, pressionando emergentes.

NY recuou com big techs e commodities como petróleo e cobre avançaram, enquanto o ouro caiu. No Brasil, Ibovespa subiu 0,05% a 146 mil pontos e dólar fechou em R$ 5,33. Hoje, destaque para IPCA-15, Relatório do BC e PIB dos EUA.

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação



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AgroNewsPolítica & Agro

Boi gordo mantém cotação estável em São Paulo


De acordo com a análise da terça-feira (23) do informativo “Tem Boi na Linha”, publicado pela Scot Consultoria, o mercado do boi gordo apresentou estabilidade em São Paulo. “Com as escalas confortáveis e o escoamento lento da carne, grande parte das indústrias não comprou, o que manteve as cotações estáveis”, apontou o boletim.

No Pará, a região de Marabá registrou queda de R$2,00/@ na cotação do boi gordo, enquanto em Redenção os preços não se alteraram. “Nas regiões, a cotação da arroba do ‘boi China’ caiu R$2,00”, destacou o informativo.

Na região de Paragominas, as cotações permaneceram estáveis, com o “boi China” apresentando retração de R$3,00/@. “Esse cenário reforça a movimentação cautelosa do mercado”, acrescentou a análise.

Na região Noroeste do Paraná, o mercado abriu com queda de R$1,00/@ para os machos e de R$2,00/@ para a novilha, enquanto a cotação da vaca não mudou. “Os ajustes regionais refletem o comportamento da oferta e demanda”, descreveu o boletim.

Em relação à exportação de carne bovina in natura, até a terceira semana de setembro, o volume embarcado atingiu 209,6 mil toneladas, com média diária de 13,9 mil toneladas, aumento de 16,6% frente ao registrado por dia no mesmo período de 2024. “A cotação média da tonelada ficou em US$5,6 mil, alta de 24,6% na comparação feita ano a ano”, informou o relatório.





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