sábado, abril 25, 2026

Autor: Redação

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BB assina convênio de R$ 50 mi com Natura para financiar sistemas agroflorestais



Nesta semana, em Nova York, o Banco do Brasil e a Natura formalizaram convênio para financiamento de R$ 50 milhões em projetos de impacto na região Norte, com foco em sistemas agroflorestais (SAF), com o objetivo de recuperar 12 mil hectares de floresta, com potencial de R$ 2 bilhões em financiamento.

A parceria BB e Natura propõe potencializar os impactos climáticos e sociais positivos gerados ao trazer inovação para a produção do óleo de palma, utilizado em alimentos, produtos de higiene pessoal, cosméticos e biocombustíveis.

A iniciativa visa o uso sustentável do solo, com foco na conservação de recursos naturais, e a geração, manutenção e diversificação de renda para agricultores familiares, ao trazer escala aos projetos de SAF na região da Amazônia Legal, mais precisamente na região de Tomé Açu, no Pará. Lá, Natura, Embrapa e a Cooperativa Mista de Tomé Açu (Camta) desenvolvem o Projeto SAF Dendê, desde 2008, que implantou em uma área de 650 hectares um Sistema Agroflorestal composto por dendezeiros (palmeira da qual se extrai o óleo de palma) junto a outros cultivos como cacau, açaí, mandioca e pimenta.

Este plantio consorciado com outras espécies gera benefícios sociais, econômicos e ambientais, como reflorestamento de áreas degradadas, aumento da produtividade, resiliência climática e melhoria da qualidade do solo, segundo apontam estudos da Embrapa, que indicam ainda o manejo agroecológico como fundamental para a redução das emissões dos gases de efeito estufa associados à cadeia produtiva do dendê.

Para o vice-presidente de Negócios de Governo e Sustentabilidade Empresarial do Banco do Brasil, José Ricardo Sasseron, o sistema agroflorestal possibilita ao agricultor familiar obter e diversificar a sua renda durante o ano a depender das espécies cultivadas, podendo aumentar a renda em cerca de 40% quando comparado ao monocultivo.

“É um modo de trabalho que eleva a segurança alimentar das famílias dos agricultores, bem como a valorização do trabalho do jovem e da mulher. Além disso, é um sistema que pode contribuir para o sequestro de carbono, e que o manejo agroecológico é fundamental para a redução das emissões dos gases de efeito estufa”, afirma.

“Estes modelos agroflorestais são altamente replicáveis e integram a estratégia do BB para o financiamento à sociobioeconomia. Neste ano, atingimos um saldo de R$ 2 bilhões em crédito voltado à sociobioeconomia na região amazônica”, complementa.

De acordo com a diretora de sustentabilidade Natura, Angela Pinhati, a preocupação com o impacto ambiental do óleo de palma, que historicamente está associado a práticas de desmatamento em várias regiões do mundo, impulsionou a Natura a buscar alternativas que alinham produção responsável com a conservação do meio ambiente. “Nosso objetivo de longo prazo é termos 100% de blend de óleo de palma vindo de práticas regenerativas. Estamos focados em fortalecer parcerias, envolver novos agricultores e captar investimento de forma a beneficiar não só a Natura, mas toda a cadeia de palma”.

Na prática, o convênio tem a potencialidade de auxiliar no acesso ao crédito, que chegando nos produtores, irá auxiliar no custeio das atividades do ciclo produtivo, além de promover investimentos para aumento de produtividade, com recuperação de áreas e aquisição de equipamentos. A prestação de assistência técnica, vinculada na estrutura, também garante assessoria especializada para auxiliar na tomada de decisão de investimento pelo produtor.

O projeto tem potencial de beneficiar as 46 comunidades produtoras que atuam na cadeia da Natura, impactando mais de 10 mil famílias.



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Anec revisa projeções e reduz embarques de soja e farelo; embarques de milho crescem



A Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) ajustou para baixo as estimativas de exportação de soja em grão e de farelo de soja. Além disso, diferente da última semana, a associação elevou as projeções para os embarques de milho em setembro.

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Soja em grão

Para a soja em grão, a projeção passou de um intervalo entre 7,2 milhões e 7,85 milhões de toneladas para 7,15 milhões de toneladas. O volume continua abaixo dos 8,12 milhões de toneladas embarcadas em agosto deste ano. Em setembro de 2024, os embarques haviam somado 5,161 milhões de toneladas.

Farelo de soja

No caso do farelo de soja, a estimativa recuou de 2,18 milhões para 2,09 milhões de toneladas, uma queda de 4,13% em relação à semana anterior. Em agosto, os embarques totalizaram 1,97 milhão de toneladas, enquanto em setembro de 2024 os números somaram 1,62 milhão de toneladas.

Milho

Para o milho, a Anec passou a prever embarques entre 7,2 milhões e 8,01 milhões de toneladas, acima da estimativa anterior, que variava de 6,20 milhões a 8,03 milhões de toneladas. Em agosto, as exportações do cereal alcançaram 7,311 milhões de toneladas, enquanto em setembro de 2024 foram 6,56 milhões de toneladas.

Portos

O line-up dos portos para a semana de 21 a 27 de setembro aponta embarques de 1,54 milhão de toneladas de soja, redução de 10,98% em relação à semana anterior, com cargas concentradas principalmente nos portos de Santos, Rio Grande, São Luís/Itaqui e Paranaguá.

Para o milho, estão programadas 2,187 milhões de toneladas, alta de 10,62% sobre a semana anterior, com destaque para os portos de Santos, Barcarena, Paranaguá e São Luís/Itaqui.

No caso do farelo de soja, devem ser embarcadas 526,312 mil toneladas, queda de 10,63% em relação à semana anterior, concentradas nos portos de Santos, Paranaguá e Rio Grande.

Janeiro a setembro

Considerando o acumulado de janeiro a setembro, o Brasil deve alcançar 95,034 milhões de toneladas de soja exportada, 17,417 milhões de toneladas de farelo de soja e entre 24,141 e 24,955 milhões de toneladas de milho. O total de exportações do complexo soja, farelo, milho e trigo pode variar entre 138,065 milhões e 138,879 milhões de toneladas no período.

Para setembro, o volume total deve ficar entre 16,451 milhões e 17,265 milhões de toneladas, acima das 13,35 milhões de toneladas do complexo soja registradas no mesmo mês de 2024.



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AgroNewsPolítica & Agro

Mercado avança setembro com baixa liquidez e pequenas quedas de preços



Baixa liquidez e pequenas quedas nos preços do boi em setembro


Foto: Divulgação

Os volumes negociados no mercado pecuário estão reduzidos, aponta levantamento do Cepea. Segundo pesquisadores, a necessidade de compra dos frigoríficos no spot, nas últimas semanas, tem ficado abaixo das ofertas, ocasionando alongamento das escalas e pequenas quedas dos preços em quase todas as regiões acompanhadas pelo Centro de Pesquisas.

No estado de São Paulo, o Indicador do boi gordo CEPEA/ESALQ se mantém relativamente estável desde quarta-feira passada, abaixo dos R$ 305.





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Câmara aprova Belém como capital nacional simbólica durante COP30



A Câmara dos Deputados aprovou, nesta quinta-feira (25), a transferência simbólica da capital do Brasil para Belém (PA) durante a 30ª Conferência da ONU sobre Mudança do Clima (COP30). A medida valerá de 11 a 21 de novembro e agora segue para análise do Senado.

A votação teve 304 votos a favor e 64 contrários. Além disso, de acordo com o texto aprovado, caberá ao Executivo regulamentar a lei, estabelecendo as medidas administrativas e logísticas necessárias para a transferência temporária da sede do governo federal.

Decisão e justificativas

De autoria da deputada Duda Salabert (PDT-MG), o projeto prevê que os atos do Executivo, Legislativo e Judiciário sejam datados em Belém no período da COP30. A parlamentar defendeu que a mudança reforça o compromisso do Brasil com o debate ambiental e aproxima autoridades nacionais e estrangeiras.

O relator da proposta, deputado José Priante (MDB-PA), destacou que a medida não é inédita. Isso porque, em 1992, durante a Eco-92 no Rio de Janeiro, a capital federal também foi transferida de forma simbólica. Para ele, portanto, a decisão valoriza a Amazônia como palco central das discussões climáticas globais.

No entanto, apenas o partido Novo e a liderança da oposição se posicionaram contra. Segundo o deputado Luiz Lima (Novo-RJ), a mudança envolve custos adicionais com aluguel de veículos, espaços e sistemas de tecnologia da informação.



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Audiência discute fortalecimento da vitivinicultura nacional



Propor medidas estruturantes que fortaleçam a cadeia produtiva da uva e do vinho foi o foco da audiência pública realizada pela Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados na tarde de 23 de setembro, em Brasília (DF).

Proposta pelos deputados federais Rafael Simões (União/MG) e Afonso Hamm (PP/RS), a sessão reuniu parlamentares, pesquisadores, lideranças de entidades e representantes de vinícolas de diversas regiões do país.

Papel da pesquisa e inovação no setor

Um dos momentos mais marcantes da audiência foi a participação de Adeliano Cargnin, chefe-geral da Embrapa Uva e Vinho, que recebeu homenagem pela trajetória da instituição.

Ele ressaltou o papel da pesquisa no desenvolvimento da vitivinicultura. “A pesquisa foi fundamental para a transformação da vitivinicultura brasileira”, disse Cargnin, enfatizando a importância da inovação e da integração com o enoturismo.

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O deputado Rodrigo Rollemberg também destacou o papel da tecnologia, afirmando que o cerrado brasileiro demonstrou sua capacidade com o vinho de inverno. Já o deputado Heitor Schuch enfatizou a importância de políticas voltadas ao preço mínimo da uva e à valorização da agricultura familiar.

Desafios e oportunidades da vitivinicultura

Durante as discussões, os participantes apontaram os principais desafios enfrentados pela vitivinicultura brasileira, como a elevada carga tributária e a necessidade de isonomia fiscal entre estados. Por outro lado, também foram identificadas oportunidades, como a consolidação da produção brasileira como referência de qualidade.

A audiência contou com a presença de diversas autoridades e lideranças do setor, incluindo Ricardo Cappelli, presidente da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), e Daniel Panizzi, presidente da União Brasileira de Vitivinicultura (Uvibra). Ao final, os parlamentares se comprometeram a encaminhar as propostas levantadas às comissões competentes da Câmara.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.



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Ministério do Trabalho assume gestão do seguro-defeso a partir de outubro


O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, informou nesta quinta-feira (25) que, a exemplo do seguro-desemprego, a habilitação para o seguro-defeso (benefício concedido a pessoas que sobrevivem exclusivamente da pesca) ficará a cargo de sua pasta a partir de outubro.

Atualmente, o Ministério da Pesca é responsável pelo cadastro de pescadores, que inclui tanto os que dependem da atividade para subsistência quanto aqueles que a praticam como hobby, como pescadores esportivos, ocasionais e de fim de semana.

Subsistência

O governo federal paga o valor de um salário mínimo (R$ 1.518) a pescadores que vivem exclusivamente desta atividade, no período de reprodução dos peixes, quando a pesca fica proibida.

Esse período é definido pelo Ministério do Meio Ambiente e varia conforme a espécie. O objetivo da medida é garantir a preservação desses animais.

Habilitação

Durante o programa Bom Dia, Ministro, Luiz Marinho afirmou que a mudança de atribuições para o Ministério do Trabalho está prevista em medida provisória em tramitação no Congresso Nacional. Segundo ele, a expectativa é de que a matéria seja aprovada “em breve”.

“Estamos nos preparando para, a partir de outubro, habilitar os pescadores que têm direito ao seguro defeso”, apontou o ministro.

Marinho ainda comparou os trâmites do seguro-defeso ao do seguro-desemprego: “O trabalhador que fica desempregado e se enquadra nos critérios e é habilitado pode receber o seguro-desemprego, também pelo Ministério do Trabalho”, explicou.

“Vamos então unificar a habilitação, tanto para seguro de trabalho como para seguro defeso”, completou.

Combate a irregularidades

Dessa forma, o governo pretende ter melhores condições para identificar possíveis irregularidades que resultariam no pagamento do benefício àqueles que não tem direito.

“Não se trata, de maneira alguma, de corte de recursos, pelo governo”, garante o ministro. 

A ideia, segundo ele, é a de pegar aqueles que estão “usufruindo de uma fragilidade momentânea de fiscalização para ter acesso a um seguro que não lhe pertence. Estamos apenas fazendo uma adequação”, completou.



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Banco Central divulga 1ª projeção para crescimento do PIB de 2026



O Banco Central reduziu a sua projeção para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2025, de 2,1% para 2,0%. Os números constam do Relatório de Política Monetária (RPM) do terceiro trimestre, publicado nesta quinta-feira (25). A previsão está abaixo da mediana do último relatório Focus, de 2,16%.

A autoridade monetária também divulgou, pela primeira vez, a sua projeção para o crescimento do PIB brasileiro em 2026, de 1,5%. Essa estimativa também está aquém da mediana do Focus, de 1,80%.

A nova projeção para 2025 incorpora mudanças nas estimativas para o PIB agropecuário (8,0% para 9,0%), e industrial (1,9% para 1,0%) e mantém Serviços em 1,8%.

Pelo lado da demanda, a autoridade monetária ajustou as previsões para o consumo das famílias (2,1% para 1,8%) e do governo (1,2% para 0,5%), Formação Bruta de Capital Fixo (2,8% para 3,3%), importações (3,5% para 4,5%) e exportações (3,5% para 3,0%).

Estimativas para a agropecuária

Para 2026, o Banco Central prevê altas de 1,0% para a agropecuária, de 1,5% para os serviços e de 1,4% para a indústria. Pelo lado da demanda, a autarquia estima altas de 1,4% no consumo das famílias, de 1,0% no consumo do governo, de 0,3% na FBCF, de 1,0% nas importações e de 2,5% nas exportações.

Na avaliação da autarquia, a forte base de comparação deve limitar o crescimento da agropecuária em 2026.

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“A safra recorde de grãos em 2025 contou com condições climáticas bastante favoráveis, que podem não se repetir em 2026. Além disso, o aumento nos preços relativos de defensivos e fertilizantes tende a reduzir o seu uso, com impacto negativo sobre a produtividade”, considerou, acrescentando que, na pecuária, o Banco Central projeta moderação no abate de bovinos, reflexo da crescente participação de fêmeas nos abates dos últimos anos, fator que pode reduzir a disponibilidade de animais.

Para o setor de serviços, a autoridade monetária espera um “avanço robusto” no ano que vem, embora inferior ao observado em 2025. Já para a indústria, a avaliação é a de que vai se sobressair como exceção o setor extrativo, cuja previsão aponta para nova alta relevante, sustentada por prognósticos favoráveis dos principais produtores de petróleo e minério de ferro.

Do lado da demanda, ainda sobre 2026, o BC acredita que a desaceleração do consumo das famílias deve refletir, entre outros fatores, um menor ritmo de expansão da população ocupada. “Em contrapartida, a resiliência da renda disponível das famílias deve contribuir para mitigar, em parte, a perda de dinamismo do consumo.”

A redução do crescimento da FBCF em comparação ao projetado para 2025 reflete, conforme o Banco, tanto a expectativa de um ritmo moderado de expansão ao longo do ano, sob efeitos da política monetária em terreno contracionista, quanto a previsão de um efeito de carregamento estatístico limitado do quarto trimestre de 2025 para 2026.

“Adicionalmente, a projeção contempla um volume menor de importações de plataformas destinadas à produção de petróleo, relevante fator para a expansão do investimento em 2025.”



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China finaliza auditoria em granjas e frigoríficos do RS



O Rio Grande do Sul recebeu nesta semana uma comitiva de auditores da China para inspeção de sistemas de defesa sanitária animal e produtos de origem animal, conforme nota da Secretaria de Agricultura do estado. A visita foi finalizada nesta quarta-feira (24).

A missão foi conduzida por fiscais federais do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e representantes da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). Com isso, a expectativa é que os chineses retomem as exportações de carnes de aves do Brasil, movimento que começou com a reabertura das vendas da proteína para a União Europeia na última terça-feira (23).

Vistoria em granjas e frigoríficos

O grupo de seis inspetores chineses percorreu uma granja de matrizes em São José do Hortêncio e uma granja de frango de corte em Pareci Novo. Eles também visitaram um abatedouro exportador em Bom Princípio. Todos os locais foram acompanhados por fiscais estaduais da Divisão de Defesa Sanitária Animal da Seapi.

Além disso, durante as visitas a comitiva verificou os protocolos de biossegurança, monitoramento de doenças e o funcionamento dos controles sanitários. Fernando Groff, chefe da Divisão de Defesa Sanitária Animal do DDA/Seapi, destacou que a auditoria permite demonstrar a eficácia dos sistemas aplicados no estado.

“Garantir que as propriedades estejam livres de doenças como Newcastle e Influenza Aviária de Alta Patogenicidade impacta diretamente na retomada das exportações”, afirmou.

Histórico de suspensão e medidas de controle

As exportações para a China estão suspensas desde julho de 2024, quando foi confirmado um foco isolado da doença de Newcastle em Anta Gorda. A expectativa de retomada foi adiada novamente em maio deste ano, após registro de influenza aviária em Montenegro.

Ambos os episódios foram controlados rapidamente, e o status sanitário do Rio Grande do Sul foi reconhecido pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA). A quarentena de Montenegro foi encerrada em junho, reforçando a capacidade de resposta do sistema de defesa sanitária brasileiro e a efetividade das estratégias de proteção adotadas pelo setor avícola.



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estado brasileiro busca posição de destaque na produção de soja



Com o fim do período do vazio sanitário, o estado do Rio Grande do Sul está autorizado a iniciar a semeadura da safra 25/26 de soja a partir da próxima quarta-feira (1º). Caso as previsões se confirmem, o estado poderá recuperar a vice-liderança nacional na produção da oleaginosa. No entanto, entidades e produtores observam o cenário com cautela devido ao alto endividamento no campo.

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Um levantamento da Emater, divulgado durante a última Expointer, projeta uma área de 6,7 milhões de hectares cultivados e produção acima de 21 milhões de toneladas, um avanço de mais de 50% em relação à temporada 2024/25. Com esse volume, o estado voltaria à segunda posição entre os maiores produtores do país, atrás apenas do estado de Mato Grosso.

Se confirmada, seria uma safra histórica. Nas últimas seis temporadas, apenas a de 2020/21 foi considerada boa, enquanto as demais registraram perdas por seca ou enchentes. Apesar das projeções otimistas, entidades e produtores seguem cautelosos. Além do clima incerto, as principais preocupações são o endividamento rural e a dificuldade de acesso a crédito.

Sem insumos, sem soja

Às vésperas do plantio, muitos agricultores ainda não têm os insumos em mãos, o que pode comprometer o planejamento da safra de soja. Alguns precisarão reduzir a área de cultivo ou recorrer a um manejo com baixa tecnologia, utilizando menos fertilizantes do que o recomendado, o que impacta diretamente a produtividade.

O presidente da Aprosoja Rio Grande do Sul, Ireneu Orth, alerta que dificilmente o estado terá uma grande safra nesta temporada. Ele aponta dois fatores principais: muitos produtores, especialmente os que cultivam em terras arrendadas, podem ficar sem plantar, e outros poderão plantar com quantidade insuficiente de insumos.

O governo federal editou uma medida provisória liberando R$ 12 bilhões para renegociação de dívidas rurais. Segundo a Farsul, no entanto, o endividamento do setor no estado é mais que o dobro desse valor.

Na prática, isso significa que alguns agricultores têm sementes, mas não possuem adubo. Enquanto isso, outros têm fertilizantes, mas não conseguiram comprar sementes. A tendência, de acordo com relatos do campo, é a redução da área plantada e o uso de tecnologias mais simples. Com isso, mesmo que a área projetada seja alcançada, dificilmente o Rio Grande do Sul terá uma grande safra em 2025/26.



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AgroNewsPolítica & Agro

STF decide futuro do Funrural



“Esse é um tema aguardado há muito tempo pelos produtores e agroindústrias”


"Na minha visão, a sub-rogação deve ser considerada inconstitucional", diz especialista
“Na minha visão, a sub-rogação deve ser considerada inconstitucional”, diz especialista – Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

O debate sobre a constitucionalidade do Funrural e do método de sub-rogação no Supremo Tribunal Federal (STF) é um tema aguardado há muito tempo por produtores e agroindústrias. Segundo Pedro Schuch, sócio-líder da SW Advogados e especialista em temas tributários no agronegócio, a sub-rogação deve ser considerada inconstitucional, já que o sujeito passivo do tributo é o produtor rural, e não a agroindústria, que atua apenas como facilitadora da arrecadação. 

“Na minha visão, a sub-rogação deve ser considerada inconstitucional. Caso o entendimento de inconstitucionalidade da sub-rogação seja confirmado, recolhimentos dos últimos cinco anos podem ser questionados, trazendo impacto financeiro positivo para produtores e agroindústrias, mas indesejado para a União”, comenta.

O tema ganhou destaque desde que a ação foi suspensa no STF, e havia expectativa de que o placar de 6 a 5 no julgamento fosse consolidado, mas o acórdão ainda não foi publicado. A discussão envolve duas questões centrais: a constitucionalidade do Funrural e do método de sub-rogação. 

Este último ocorre quando a agroindústria retém o tributo, pagando ao produtor parte do valor da venda e repassando ao governo o restante, como no exemplo em que, ao comprar R$ 100 de um produtor, paga R$ 98,75 e recolhe R$ 1,25 ao Fisco. O STF já formou maioria (6 a 5) para considerar a sub-rogação inconstitucional, entendendo que transfere indevidamente à indústria a obrigação que é do produtor rural.

“Esse é um tema aguardado há muito tempo pelos produtores e agroindústrias. Desde que a ação foi suspensa, havia expectativa de que o placar de 6 a 5 no julgamento fosse consolidado, mas o acórdão nunca foi publicado”, conclui ele.

 





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