sábado, abril 25, 2026

Autor: Redação

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Cajueiro-anão resiste à seca e garante mais de 1.000 kg de castanha por hectare no semiárido



O Cajueiro-anão, desenvolvido pela Embrapa Agroindústria Tropical, vem se consolidando como uma alternativa econômica para agricultores familiares no semiárido nordestino. Além de resistir à estiagem, ele é resistente a pragas e doenças, garantindo produtividade mesmo em condições adversas.

O cultivo moderno permite que os agricultores transformem pequenas propriedades em unidades produtivas organizadas, aumentando o aproveitamento do fruto e a geração de renda.

Segundo o pesquisador chefe-geral da Embrapa Agroindústria Tropical, Gustavo Saavedra, o Cajueiro-anão é resultado de mais de 40 anos de melhoramento genético, com 13 clones lançados atualmente.

De acordo com Saavedra, enquanto o extrativismo permite no máximo 200 a 300 kg de castanha, o material clonal e o manejo adequado das árvores anãs podem superar 1.000 kg por hectare, aproveitando até 50% do pedúnculo do fruto. Em alguns casos, produtores em áreas totalmente de sequeiro já alcançam 2.000 kg por hectare, sem irrigação.

O pesquisador conta que antes, o caju era explorado de forma extrativista, com produção limitada a 200 a 300 kg por hectare. Com o manejo moderno e árvores anãs, a produção pode superar 1.000 kg por hectare, aproveitando até 50% do pedúnculo do fruto.

Manejo completo é essencial

Para quem quer começar, o pesquisador recomenda procurar a Embrapa Agroindústria Tropical, usar os materiais clonais disponíveis e trabalhar com o acompanhamento de um agrônomo.

Saavedra ressalta que a genética sozinha não garante o máximo desempenho. O pacote de manejo completo (podas, adubação do solo e foliar, controle de pragas e doenças) é essencial para alcançar altas produtividades e eficiência econômica.



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Cotação do boi gordo estanca a ‘sangria’ e estabiliza; veja os preços da arroba



O mercado físico do boi gordo apresentou preços em predominante acomodação no decorrer desta quinta-feira (25).

O analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias detalha que essa semana está sendo pautada por menor apelo ao consumo, o que também sustenta preços deprimidos da carne no atacado.

“Importante ressaltar que as indústrias país a fora ainda contam com a incidência de animais de parceria, em especial os frigoríficos de maior porte. Ao mesmo tempo, as exportações ainda são o principal ponto de suporte da atual temporada, com resultado extremamente satisfatório.”

Preços médios do boi gordo

  • São Paulo: R$ 304,08 — ontem: R$ 303,75
  • Goiás: R$ 286,79 — R$ 286,61
  • Minas Gerais: R$ 285,88 — R$ 285,59
  • Mato Grosso do Sul: R$ 319,89 — R$ 320,14
  • Mato Grosso: R$ 293,65 — R$ 293,24

Mercado atacadista

O mercado atacadista volta a se deparar com recuo nos preços para a carne bovina. De acordo com Iglesias, a expectativa é de algum avanço durante a primeira quinzena de outubro, período pautado por maior apelo ao consumo, com a entrada dos salários na economia motivando a reposição ao longo da cadeia produtiva.

“Mais uma vez é válido mencionar que a carne de frango ainda dispõe de maior competitividade na comparação com as concorrentes, em especial se comparado a carne bovina”, ressalta.

O quarto traseiro foi precificado a R$ 23,00 por quilo, queda de R$ 0,35; o dianteiro foi
cotado a R$ 17,00 por quilo, queda de R$ 0,50; e a ponta de agulha foi indicada a R$ 16,50, alta de R$ 0,10.

Câmbio

O dólar comercial encerrou em alta de 0,72%, sendo negociado a R$ 5,3655 para venda e a R$ 5,3655 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,3094 e a máxima de R$ 5,3709.



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Soja registra novidades e negócios pontuais no Brasil; confira as cotações



O mercado brasileiro de soja voltou a registrar apenas negócios pontuais nesta quinta-feira (25). De acordo com Rafael Silveira, analista da consultoria Safras & Mercado, os preços apresentaram pequenas altas, mas nada expressivo, limitadas a variações em torno de R$ 1,00.

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“Foi um dia de pouco interesse tanto de compradores quanto de vendedores, com foco cada vez maior no plantio da safra nova, que já começa a entrar na pauta do mercado”, avaliou Silveira. O dólar operou em alta, enquanto a Bolsa de Chicago manteve comportamento volátil.

Saiba os preços de soja no Brasil:

  • Passo Fundo (RS): subiu de R$ 129,00 para R$ 130,00
  • Santa Rosa (RS): subiu de R$ 130,00 para R$ 131,00
  • Cascavel (PR): manteve em R$ 130,00
  • Rondonópolis (MT): subiu de R$ 125,00 para R$ 126,00
  • Dourados (MS): subiu de R$ 123,50 para R$ 124,00
  • Rio Verde (GO): subiu de R$ 121,00 para R$ 122,00
  • Paranaguá (PR): subiu de R$ 134,00 para R$ 136,00
  • Rio Grande (RS): subiu de R$ 134,00 para R$ 136,00

Chicago

Nos contratos futuros da soja na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), o mercado fechou próximo da estabilidade, em mais um dia volátil. Após iniciar o dia buscando recuperação com base no retorno das retenções argentinas, os contratos foram perdendo força diante da perspectiva de que um acordo comercial entre Estados Unidos e China ainda está distante. Indicações técnicas, porém, garantiram leve reação no final do dia.

Contratos futuros de soja

Nos Estados Unidos, os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com alta de 3,25 centavos de dólar, ou 0,32%, a US$ 10,12 1/4 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 10,31 1/4 por bushel, com alta de 2,75 centavos ou 0,26%. No farelo, a posição dezembro fechou com baixa de US$ 2,90 ou 1,05%, a US$ 273,20 por tonelada, enquanto o óleo fechou a 50,27 centavos de dólar, com ganho de 0,47 centavo ou 0,86%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou em alta de 0,72%, sendo negociado a R$ 5,3655 para venda e a R$ 5,3655 para compra. Durante o dia, a moeda oscilou entre a mínima de R$ 5,3094 e a máxima de R$ 5,3709.



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Às vésperas da COP30, bloqueio de recursos ameaça o seguro rural no Brasil


Às vésperas da COP30, o governo federal dá sinais de que não compreende os efeitos do clima extremo sobre a agricultura. O Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR), criado em 2004, atravessa o pior momento de sua história. Se o ano terminasse hoje, menos de 4% das áreas agrícolas estariam protegidas com seguro rural. É o pior resultado dos últimos 10 anos.

Em 2021, o programa possibilitou a cobertura de cerca de 14 milhões de hectares no Brasil. Em 2024, o número caiu para 7 milhões de hectares, uma redução de 50%. Agora, em 2025, com orçamento efetivamente disponível de R$ 567 milhões, a estimativa é de apenas 2,5 milhões de hectares segurados — um novo tombo, justamente no momento em que os produtores mais precisam.

Desmonte do orçamento

O PSR começou o ano com R$ 1,060 bilhão previsto. No entanto:

  • R$ 67 milhões foram destinados a pendências de 2024;
  • R$ 72 milhões foram cancelados;
  • R$ 354 milhões foram bloqueados às vésperas do Plano Safra e seguem sem explicação até o momento.

Com isso, o orçamento disponível foi reduzido a R$ 567 milhões, já praticamente todo comprometido com a safra de inverno e operações do primeiro semestre. Restam hoje apenas R$ 8 milhões, destinados a um projeto-piloto do Zoneamento Agrícola de Risco Climático em Níveis de Manejo.

Comparações que revelam prioridades

Recursos da política agrícolaRecursos da política agrícola

Em 2024, os recursos executados pelo governo federal foram:

  • Pronaf: R$ 9,68 bilhões
  • Investimento (máquinas, equipamentos e tecnologias): R$ 6,74 bilhões
  • Custeio agrícola: R$ 1,93 bilhão
  • Proagro: R$ 6,61 bilhões
  • Seguro rural (PSR): R$ 947 milhões
  • Total: R$ 25,9 bilhões

O contraste é evidente: enquanto os demais programas recebem bilhões e nunca sofrem cortes — pois contam com execução obrigatória e previsível — o PSR tem o menor orçamento da política agrícola, representa somente 3,7% em 2024, e segue sendo o único totalmente vulnerável a bloqueios, atrasos e contingenciamentos.

Paradoxalmente, é também o programa mais eficiente: cada real aplicado no PSR gera resultados seis a sete vezes superiores ao crédito rural, ao Proagro e às renegociações de dívidas. Ou seja, custa muito mais caro sustentar as outras políticas do que investir em seguro rural.

De 2006 a 2025, o PSR custou ao Brasil, em valores atualizados, R$ 11,1 bilhões. No mesmo período, apenas nos últimos cinco anos, as seguradoras pagaram aos produtores mais de R$ 20 bilhões em indenizações.

Enquanto isso, o governo edita uma MP prevendo R$ 12 bilhões em renegociações de dívidas, e o Proagro sozinho consumiu quase R$ 10 bilhões em apenas um ano (2023).

Não é preciso muito cálculo para perceber a urgência de readequar os gastos fiscais da política agrícola. Alô, TCU?

Área protegida mínima

Com apenas 2,5 milhões de hectares previstos em 2025, o seguro rural cobre menos de 4% da área agrícola nacional. O Brasil não precisa segurar 100% da produção, mas carece de uma política robusta e estável, capaz de proteger parcela significativa da área cultivada, oferecendo previsibilidade aos produtores e segurança ao sistema financeiro do agro.

Além da redução orçamentária, os atrasos nos repasses desorganizam o setor. Historicamente, os subsídios eram pagos em até 90 dias. Em 2024, o pagamento foi adiado para o exercício seguinte.

Agora, em 2025, a situação se repete: mais de R$ 500 milhões comprometidos ainda não foram quitados. Muitos contratos já ultrapassaram os 90 dias e se aproximam do limite legal de 180 dias.

O impacto é devastador:

  • Seguradoras ficam descapitalizadas e reduzem operações;
  • Resseguradoras internacionais perdem confiança no mercado brasileiro;
  • Corretores enfrentam dificuldade para pagar salários;
  • Peritos e reguladores perdem volume de trabalho em campo;
  • Empresas de tecnologia que fornecem sistemas de gestão e monitoramento satelital sofrem retração.

Efeitos perversos

Sem apoio, a área segurada diminui, aumentando a exposição dos produtores e concentrando o risco. Isso gera seleção adversa, encarece o seguro e reduz a eficiência do gasto público. Agricultores atingidos por secas, enchentes ou geadas ficam desamparados e acabam forçados a renegociar dívidas — soluções paliativas que apenas empurram o problema para o futuro.

O paradoxo é inevitável: foi no governo Lula 1 que o PSR nasceu, pela Lei 10.823/2004. Agora, no Lula 3, o programa corre o risco de viver seu pior momento, justamente quando as mudanças climáticas se intensificam.

O desafio político

A decisão está nas mãos do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, responsável pela área orçamentária. A continuidade do seguro rural depende de recomposição de recursos e da previsibilidade nos repasses. Caso contrário, o Brasil chegará à COP30 com um modelo de proteção fragilizado, em contradição com o discurso de sustentabilidade e resiliência climática.

Será que continuaremos sendo um país que insiste em respostas apenas emergenciais? Se assim for, o governo arcará com custos sociais e fiscais cada vez maiores, ampliará a vulnerabilidade de um setor vital e colocará em risco a própria segurança alimentar. Paradoxos não faltam sobre a mesa.

*Pedro Loyola é consultor em gestão de riscos agropecuários e financiamento sustentável e coordenador executivo do Observatório do Seguro Rural da FGV Agro.


Canal Rural e a FGV Agro não se responsabilizam pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seu autor. O Canal Rural se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.



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Óleos essenciais da Amazônia ajudam a combater parasitas em tambaquis



Pesquisadores da Embrapa testaram óleos essenciais de três espécies do gênero Piper (Piper collosum, Piper hispidum e Piper marginatum) e descobriram que eles são eficazes no combate a vermes que atacam as brânquias do tambaqui, o peixe mais manejado do país.

Além de proteger a saúde dos peixes, os óleos oferecem uma alternativa natural aos produtos químicos usados tradicionalmente, que podem intoxicar trabalhadores, poluir o ambiente e favorecer a resistência dos parasitas.

Mas antes de chegar ao óleo, é preciso cultivar e colher essas plantas de forma adequada. O pesquisador da Embrapa Amazônia Ocidental, Francisco Célio conta como funciona o processo de produção e cultivo das espécies.

“As Piperaceas geralmente são multiplicadas, produzidas e levadas para o campo a partir de plantas formadas por sementes. A Piper marginatum e a Piper hispidum produz sementes sem problema e se propaga também por estacas. Já a Piper collosum não produz sementes viáveis, é necessário fazer a estaquia dessa espécie” explica.

Segundo o pesquisador, após cerca de 60 dias, as mudas são levadas para cultivo em viveiros e, após 90 a 100 dias, as plantas são cortadas, secas à sombra e enviadas ao laboratório para extração dos óleos essenciais.

As substâncias químicas mais potentes foram identificadas em análises realizadas por pesquisadores do Rio de Janeiro.

Banhos terapêuticos e resultados promissores

Os pesquisadores realizaram os testes em tambaquis, o Piper callosum foi aplicado em banhos de 20 minutos, com intervalo de 24 horas, enquanto o Piper hispidum foi usado em três banhos de uma hora cada, com intervalo de 48 horas.

Os óleos alteram a membrana dos parasitas, prejudicando sua fixação nas brânquias e facilitando a eliminação. Durante os testes, nenhum peixe morreu e não houve sinais de toxicidade.

Benefícios dos óleos essenciais

O pesquisador da Embrapa Amapá, Marcos Tavares, destaca os benefícios dos banhos usando os óleos essenciais.

“Os óleos essenciais são uma alternativa aos quimioterápicos que geralmente são utilizados para combater parasitas na piscicultura, especialmente em tambaqui, mas também em outras espécies. Seja qual for a espécie de parasita, incluindo os monogenéticos que acometem as brânquias do tambaqui”, explica.

O próximo passo dos pesquisadores é validar os resultados em tanques comerciais e desenvolver um modelo de produção em escala das plantas.



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AgroNewsPolítica & Agro

Médias de setembro estão nas máximas do ano



Preço do suíno bate recorde do ano devido à oferta reduzida e alta exportação


Foto: Pixabay

Levantamento do Cepea mostra que, apesar das recentes baixas, os preços médios do suíno vivo avançam setembro nos maiores patamares deste ano, em termos reais (deflacionamento pelo IPCA de agosto/25).

Segundo o Centro de Pesquisas, esse movimento está associado à reduzida disponibilidade de carne suína no mercado interno, reforçada pela diminuição do número de abates nos últimos meses e pelo aumento dos embarques, sobretudo no Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul – os três principais exportadores da proteína brasileira.

Além disso, conforme explicam pesquisadores do Cepea, o segundo semestre do ano é tradicionalmente marcado por uma maior demanda, contribuindo para elevar as cotações.





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Leilão beneficente vai ofertar carne de wagyu com marmoreio máximo; saiba mais



Na próxima terça-feira (30), às 20h, a Guidara, primeiro frigorífico brasileiro especializado em carne de wagyu, realiza um leilão de duas caixas de carne — uma de ancho e outra de chorizo — obtidas de um animal que alcançou marmoreio 12, nível máximo da escala japonesa de qualidade.

O valor arrecadado será integralmente destinado ao Hospital do Amor, instituição dedicada ao tratamento oncológico em Barretos, interior de São Paulo. Cada caixa terá entre 10 e 15 quilos de cortes selecionados. O marmoreio 12 foi confirmado pela tecnologia MIJ (Meat Image Japan), utilizada para avaliação de carcaças de gado wagyu.

Em comunicado à imprensa, Daniel Steinbruch, presidente da Guidara, afirmou que a iniciativa busca unir qualidade e impacto social. “Esse resultado histórico demonstra a excelência genética e de manejo que temos no Brasil. Ao mesmo tempo, queremos mostrar que esse valor agregado também pode se transformar em solidariedade, por isso decidimos destinar integralmente a arrecadação ao Hospital do Amor”, disse.

O leilão será aberto a pessoas físicas. Para participar, é necessário realizar cadastro prévio junto à organização. A transmissão será feita ao vivo pelo perfil da Guidara no Instagram (@guidara_meat).



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Embraer acelera testes para voos 100% sustentáveis com SAF adquirido da Vibra



A Embraer realizou a primeira aquisição de um lote de combustível de aviação sustentável (SAF, na sigla em inglês) comercializado pela Vibra. A compra vai permitir que a fabricante brasileira acelere os estudos para que suas aeronaves possam voar inteiramente com o biocombustível de origem renovável, sem mistura com combustíveis fósseis.

A Embraer destaca que apesar do grande potencial para a produção, o Brasil ainda não conta com o produto em larga escala. Com isso, os estudos da companhia vinham sendo realizados apenas por meio de laboratórios nos Estados Unidos e na Europa.

Além dos custos e dos processos administrativos envolvidos, havia outra dificuldade: a venda do SAF somente em grandes volumes, desproporcionais às necessidades reduzidas da rotina laboratorial.

A partir da primeira aquisição desse lote no Brasil, a Embraer está testando a compatibilidade do SAF inteiramente de origem renovável com materiais não metálicos. O objetivo é observar o comportamento deles quando em contato direto com o biocombustível de maneira persistente, considerando especificidades dos tanques de asa nos jatos comerciais, executivos e militares.

“O acesso ao SAF no Brasil garante maior dinamismo na condução dos testes, realizados na sede da Embraer. Com mais esta ação, ficamos mais próximos da meta de ter nossas aeronaves aptas a operar com combustível 100% SAF até 2030”, afirma o Global Head de ESG na Embraer, André Tachard.

O SAF tem potencial para reduzir as emissões de carbono na indústria aeroespacial em até 80% em comparação ao combustível tradicional. Atualmente, todas as aeronaves da Embraer estão aptas a operar com uma mistura de até 50% desse combustível. Nos últimos anos, a companhia avançou nos estudos para que seus aviões possam voar com 100% do combustível sustentável, visando à meta de obter a certificação até 2030.

O biocombustível que está em teste na Embraer foi importado da Bélgica e está disponível na base localizada no aeroporto Tom Jobim, no Rio de Janeiro. O local recebeu a certificação ISCC (International Sustainability & Carbon Certification) EU e Corsia, que garante o rastreio da sustentabilidade de toda a cadeia de fornecimento do produto, incluindo a distribuição por meio da BR Aviation, unidade de negócios da Vibra para serviços de abastecimento de aeronaves.

“Ao viabilizar o acesso ao SAF no Brasil, estamos não apenas contribuindo com os estudos técnicos de uma das maiores fabricantes de aeronaves do mundo, mas também fomentando o desenvolvimento de um mercado estratégico para a descarbonização do setor”, afirma o vice-presidente de Operações da Vibra, Marcelo Bragança.



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Capital Nacional do Agronegócio já tem o 3° metro quadrado mais caro do Centro-Oeste



Sorriso, a 420 quilômetros de Cuiabá, em Mato Grosso, é reconhecido como a Capital Nacional do Agronegócio, título oficializado pela Lei Federal 12.724/2012.

Ao analisar os números, o reconhecimento é merecido: apenas no primeiro semestre deste ano o município movimentou sozinho US$ 938.019.126 em exportações, principalmente de soja e milho, sendo, aliás, o maior produtor individual brasileiro e mundial da oleaginosa, com uma área cultivada de mais de 633 mil hectares.

Esses índices impressionam ainda mais se for levado em conta que Sorriso não tem nem 40 anos de emancipação, mas ainda assim registrou um crescimento econômico superior a 20% ao ano nas últimas três décadas.

Com isso, o munícipio aumentou em 47% o seu PIB per capita em apenas dois anos, passando de R$ 69.083,34 em 2019, para R$ 131.899,11 em 2021, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Desenvolvimento urbano e social de Sorriso

O pujante crescimento econômico trazido pelo agro trouxe, também, desenvolvimento social e urbano para a cidade de 110 mil habitantes. De acordo com recente pesquisa da Brain Inteligência de Mercado, Sorriso atingiu o terceiro metro quadrado mais valorizado do Centro-Oeste no primeiro semestre de 2025, atrás de Brasília (R$ 13.597/m²) e Sinop (R$ 12.383/m²).

Com isso, ficou à frente até mesmo de Goiânia, segundo maior capital da região. Segundo o levantamento, o valor médio do m² em Sorriso foi de R$ 11.088, contra R$ 10.169 da capital goiana.

“Impulsionado pelo agronegócio, Sorriso é realmente um fenômeno no desenvolvimento econômico, e essa economia sólida da cidade é a grande vantagem para quem mora lá ou busca a cidade para se estabelecer, pois gera muitos empregos e oportunidade de negócios e movimenta diversos setores, como comércio, serviços, logística e construção civil”, salienta o engenheiro e incorporador Paulo Silas, sócio da Sim Incorporadora.

A empresa deve entregar até dezembro de 2026 o seu primeiro empreendimento em Sorriso, o Diamond Park, com 92 apartamentos que variam entre 154 m² e 308 m².

Entre os diferenciais do empreendimento está o tamanho das vagas de garagem, de 2,5m x 5,0m, pensado nos futuros moradores que, como grande parte dos produtores rurais, precisam de veículos maiores, como caminhonetes.



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BB assina convênio de R$ 50 mi com Natura para financiar sistemas agroflorestais



Nesta semana, em Nova York, o Banco do Brasil e a Natura formalizaram convênio para financiamento de R$ 50 milhões em projetos de impacto na região Norte, com foco em sistemas agroflorestais (SAF), com o objetivo de recuperar 12 mil hectares de floresta, com potencial de R$ 2 bilhões em financiamento.

A parceria BB e Natura propõe potencializar os impactos climáticos e sociais positivos gerados ao trazer inovação para a produção do óleo de palma, utilizado em alimentos, produtos de higiene pessoal, cosméticos e biocombustíveis.

A iniciativa visa o uso sustentável do solo, com foco na conservação de recursos naturais, e a geração, manutenção e diversificação de renda para agricultores familiares, ao trazer escala aos projetos de SAF na região da Amazônia Legal, mais precisamente na região de Tomé Açu, no Pará. Lá, Natura, Embrapa e a Cooperativa Mista de Tomé Açu (Camta) desenvolvem o Projeto SAF Dendê, desde 2008, que implantou em uma área de 650 hectares um Sistema Agroflorestal composto por dendezeiros (palmeira da qual se extrai o óleo de palma) junto a outros cultivos como cacau, açaí, mandioca e pimenta.

Este plantio consorciado com outras espécies gera benefícios sociais, econômicos e ambientais, como reflorestamento de áreas degradadas, aumento da produtividade, resiliência climática e melhoria da qualidade do solo, segundo apontam estudos da Embrapa, que indicam ainda o manejo agroecológico como fundamental para a redução das emissões dos gases de efeito estufa associados à cadeia produtiva do dendê.

Para o vice-presidente de Negócios de Governo e Sustentabilidade Empresarial do Banco do Brasil, José Ricardo Sasseron, o sistema agroflorestal possibilita ao agricultor familiar obter e diversificar a sua renda durante o ano a depender das espécies cultivadas, podendo aumentar a renda em cerca de 40% quando comparado ao monocultivo.

“É um modo de trabalho que eleva a segurança alimentar das famílias dos agricultores, bem como a valorização do trabalho do jovem e da mulher. Além disso, é um sistema que pode contribuir para o sequestro de carbono, e que o manejo agroecológico é fundamental para a redução das emissões dos gases de efeito estufa”, afirma.

“Estes modelos agroflorestais são altamente replicáveis e integram a estratégia do BB para o financiamento à sociobioeconomia. Neste ano, atingimos um saldo de R$ 2 bilhões em crédito voltado à sociobioeconomia na região amazônica”, complementa.

De acordo com a diretora de sustentabilidade Natura, Angela Pinhati, a preocupação com o impacto ambiental do óleo de palma, que historicamente está associado a práticas de desmatamento em várias regiões do mundo, impulsionou a Natura a buscar alternativas que alinham produção responsável com a conservação do meio ambiente. “Nosso objetivo de longo prazo é termos 100% de blend de óleo de palma vindo de práticas regenerativas. Estamos focados em fortalecer parcerias, envolver novos agricultores e captar investimento de forma a beneficiar não só a Natura, mas toda a cadeia de palma”.

Na prática, o convênio tem a potencialidade de auxiliar no acesso ao crédito, que chegando nos produtores, irá auxiliar no custeio das atividades do ciclo produtivo, além de promover investimentos para aumento de produtividade, com recuperação de áreas e aquisição de equipamentos. A prestação de assistência técnica, vinculada na estrutura, também garante assessoria especializada para auxiliar na tomada de decisão de investimento pelo produtor.

O projeto tem potencial de beneficiar as 46 comunidades produtoras que atuam na cadeia da Natura, impactando mais de 10 mil famílias.



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