sábado, abril 25, 2026

Autor: Redação

News

Fim de semana terá ciclone e chegada de nova frente fria; veja previsão do tempo



O fim de semana será marcado por mudanças no clima em várias regiões do Brasil, principalmente no Sul, onde a formação de um ciclone extratropical e o avanço de uma nova frente fria devem trazer chuva, ventania e risco de temporais.

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.

Sul

Sábado (27): Frente fria associada ao ciclone provoca pancadas de chuva no oeste e sudoeste do Rio Grande do Sul, com possibilidade de temporais e rajadas de vento fortes na faixa litorânea. A instabilidade se espalha ao longo do dia para o centro-sul, litoral e noroeste gaúcho, chegando também ao oeste de Santa Catarina e Paraná à noite.

Domingo (28): Chuva avança para o norte e litoral do Rio Grande do Sul e atinge a maior parte de Santa Catarina e Paraná, incluindo áreas do litoral. As temperaturas permanecem amenas, principalmente na Serra Gaúcha e Catarinense, e a expectativa é de ventos intensos durante todo o fim de semana.

Sudeste

Sábado (27): A circulação de ventos marítimos mantém a chuva fraca no litoral de São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo, além do leste de Minas Gerais. Nas demais áreas, o tempo firme predomina. Há chance de geada no sul mineiro e temperaturas amenas em boa parte da região.

Domingo (28): A nebulosidade aumenta em São Paulo e parte de Minas, com possibilidade de pancadas isoladas. Já o norte mineiro deve seguir com calor intenso.

Centro-Oeste

Sábado (27): O tempo segue firme em boa parte da região, mas há previsão de pancadas de chuva no norte de Mato Grosso. As temperaturas ficam elevadas, com máxima podendo alcançar 38 °C em Cuiabá.

Domingo (28): Novas áreas de instabilidade avançam sobre o sul e oeste de Mato Grosso do Sul e o centro-norte de Mato Grosso, com risco de temporais. Apesar da nebulosidade maior, o calor predomina na maior parte do Centro-Oeste.

Nordeste

Sábado (27): As chuvas persistem entre o litoral da Bahia e Pernambuco, com pancadas fortes em Salvador, Aracaju e Maceió. No interior, o tempo segue firme, com sol forte e baixa umidade.

Domingo (28): A instabilidade continua entre o litoral norte da Bahia e Pernambuco, enquanto no interior da região as temperaturas seguem elevadas, chegando a 38 °C no Piauí.

Norte

Sábado (27): Pancadas de chuva atingem Amazonas, Acre, Rondônia, Roraima e Pará, com risco de temporais isolados. No Tocantins, o tempo firme predomina, mas com calor intenso e baixa umidade.

Domingo (28): A chuva se concentra na faixa oeste da região, atingindo principalmente Amazonas, Roraima, Acre e Rondônia. No restante, o sol aparece entre nuvens, e as temperaturas seguem altas.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Exportações da Argentina pressionam soja



O recuo foi influenciado principalmente pelas compras da China na Argentina


O recuo foi influenciado principalmente pelas compras da China na Argentina
O recuo foi influenciado principalmente pelas compras da China na Argentina – Foto: Pixabay

A soja negociada na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou a quarta-feira (24) em queda, pressionada pelo avanço das exportações argentinas. Segundo informações da TF Agroeconômica, o contrato de novembro recuou 0,30%, a US$ 1.009,00/bushel, enquanto janeiro caiu 0,31%, para US$ 1.028,50/bushel. 

Nos derivados, o farelo de soja para outubro registrou baixa de 1,42%, a US$ 271,2/ton curta, e o óleo recuou 0,12%, cotado em US$ 49,29/libra-peso. Embora o dia tenha começado com compras de oportunidade que sustentaram leves altas, o mercado seguiu o movimento de outros grãos e terminou em campo negativo.

O recuo foi influenciado principalmente pelas compras da China na Argentina. A Reuters noticiou a aquisição de 20 carregamentos de soja após a entrada em vigor do Decreto 682/2025, que reduziu temporariamente os direitos de exportação. De acordo com a consultoria Granar, já foram registradas declarações de vendas externas que somam 2,69 milhões de toneladas de grãos de soja, 4,72 milhões de toneladas de farelo e 905 mil toneladas de óleo, totalizando 11,46 milhões de toneladas de produtos agrícolas. O valor FOB dessas operações chega a quase US$ 4,18 bilhões, o que representa 68,7% da meta de US$ 7 bilhões estabelecida pelo governo argentino.

Diante desse ritmo acelerado, a incerteza recai sobre a continuidade da medida até 31 de outubro ou se será interrompida antes, respeitando o limite financeiro previsto. Como fator adicional, há pressão do governo dos Estados Unidos para que a Argentina retome as chamadas retenciones, o que pode alterar o fluxo das exportações e trazer novos reflexos para a formação dos preços internacionais da soja.

 





Source link

News

Mercados reavaliam trajetória dos juros enquanto dólar ganha força


No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, comenta que a revisão do PIB dos EUA para alta de 3,8% reduziu apostas de cortes agressivos de juros pelo Fed. O mercado agora estima 64% de chance para corte de 0,50 ponto até dezembro.

O dólar ganhou força globalmente, pressionando bolsas e commodities. No Brasil, o Ibovespa caiu 0,81% a 145 mil pontos e o dólar fechou a R$ 5,36. Hoje, destaque para PCE nos EUA e nota do setor externo do BACEN.

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Fatores externos mexem na soja


A retirada das retenciones na Argentina, segundo a TF Agroeconômica, pressiona o mercado da soja no Rio Grande do Sul, segundo informações da TF Agroeconômica. “Nas cotações reportadas para pagamento em meados de outubro, com entrega entre setembro e outubro, o preço no porto ficou em torno de 134,50 (-4,6%), enquanto no interior os valores caíram em diferentes praças, como Cruz Alta, Passo Fundo e Santa Rosa/São Luiz, todas próximas de 130,00 (-2,99%). Em Panambi, os preços de pedra caíram menos que os lotes, recuando de 122,00 para 119,00 no mesmo período”, comenta.

Santa Catarina mantém estabilidade no mercado de soja em período de entressafra. “O mercado de soja também tomou uma dura queda em especial no porto onde as cotações recuaram na base de 3,3%, perdendo o território de R$ 140,00. No porto de São Francisco, a saca de soja é cotada a R$ 135,57 (-3,36%)”, completa.

O Paraná acelera o plantio e mantém cautela na comercialização da soja. “Em Paranaguá, o preço chegou R$ 137,39 (-3,40%). Em Cascavel, o preço foi 126,56 (-0,53%). Em Maringá, o preço foi de R$ 126,97 (-0,90%). Em Ponta Grossa o preço foi a R$ 127,99 (-0,94%) por saca FOB, Pato Branco o preço foi R$ 137,57 (-1,17%). No balcão, os preços em Ponta Grossa ficaram em R$ 120,00”, indica.

Mato Grosso do Sul reforça resiliência com a soja e segue em lenta comercialização. “O protagonismo do grão consolida o estado como um dos polos estratégicos do agronegócio, sustentando o fluxo de divisas e reforçando sua importância no mercado internacional. Em Dourados, o spot da soja ficou em R$ 122,64 (-1,51%), Campo Grande em R$ 122,64 (-0,75%), Maracaju em R$ 122,64 (-2,25%), Chapadão do Sul a R$ 122,64 (+1,71%), Sidrolândia a em R$ 122,64 (-1,51%)”, informa.

Já o Mato Grosso enfrenta desafios climáticos no início do plantio. “No campo da comercialização, a estratégia predominante continua sendo a venda antecipada, medida adotada para reduzir riscos diante da volatilidade dos preços internos e externos. Campo Verde: R$ 122,26 (-0,67%). Lucas do Rio Verde: R$ 117,19 (-1,75%), Nova Mutum: R$

117,19 (-1,75%). Primavera do Leste: R$ 122,26 (-0,43%). Rondonópolis: R$ 122,26 (-0,43%). Sorriso: R$ 117,19 (-2,56%)”, conclui.

 





Source link

AgroNewsPolítica & AgroSafra

Ibovespa renova recordes em pregão com oscilações modestas e vencimento de…


Logotipo Reuters

Por Paula Arend Laier

SÃO PAULO (Reuters) – O Ibovespa renovou máximas históricas nesta sexta-feira, voltando a superar os 146 mil pontos no melhor momento, mas as variações foram modestas durante o pregão, em meio a noticiário esvaziado e vencimento de opções sobre ações na bolsa paulista.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa encerrou com acréscimo de 0,25%, a 145.865,11 pontos. No melhor momento, chegou a 146.398,76 pontos. Na mínima, marcou 145.495,55 pontos. Na semana, subiu 2,53%.

O volume financeiro nesta sexta-feira somou R$28 bilhões.

De acordo com analistas do Itaú BBA, o Ibovespa está em tendência de alta no curto prazo a caminho dos 150.000 e 165.000 pontos. Do lado da baixa, acrescentaram no relatório Diário do Grafista, o primeiro suporte está em 144.900 pontos.

Para Fábio Perina e equipe, o momento é de alinhamento e possibilidade de novas máximas históricas nos próximos dias.

“No entanto, há uma reflexão importante a acompanhar: o Ibovespa fez nova máxima em 2025, o dólar renovou mínima de 12 meses, o que é bom, porém os demais índices setoriais da B3 ainda não engataram”, ponderaram.

Wall Street também encerrou no azul e com novas máximas, apoiando o movimento na B3. O S&P 500 avançou 0,49%.

DESTAQUES

– ELETROBRAS ON avançou 3,16%, na nona alta seguida, fechando na máxima de R$50,55. Analistas do BTG Pactual afirmaram em relatório recente que a empresa é uma das potenciais grandes vencedoras entre as geradoras de energia diante do cenário de preços de eletricidade cada vez mais voláteis e sustentados no mercado de curto prazo brasileiro.

– BRADESCO PN subiu 1,78%, tendo no radar anúncio de que seu conselho de administração aprovou R$3 bilhões em juros sobre capital próprio (JCP). No setor, BTG PACTUAL UNIT valorizou-se 1,58% e ITAÚ UNIBANCO PN avançou 1,33%, enquanto SANTANDER BRASIL UNIT cedeu 0,68% e BANCO DO BRASIL ON recuou 2,17%.

– VALE ON subiu 0,4%, em dia de alta do minério de ferro na China. A mineradora também concluiu com a Global Infrastructure Partners (GIP) a formação de uma joint venture na Aliança Energia, recebendo US$1 bilhão em caixa. No setor de mineração e siderurgia, porém, USIMINAS PNA foi o destaque fechando com elevação de 2,74%.

– NATURA ON cedeu 4,65%, em sessão de ajustes, após disparar 16% na véspera com o anúncio de acordo para a venda de negócios sob a divisão Avon Internacional.

– COSAN ON caiu 4,46%, tendo como pano de fundo relatório de analistas do UBS BB cortando a recomendação das ações para “neutra”, mas mantendo o preço-alvo em R$9.

– PETROBRAS PN recuou 1,11%, em mais um pregão de fraqueza do petróleo no exterior, com o barril sob o contrato Brent encerrando com declínio de 1,13%. No setor, BRAVA ENERGIA ON caiu 2,32%, tendo no radar que a Maha Capital concluiu nesta sexta-feira a venda de todas as ações que detinha na companhia.

Para ver as maiores baixas do Ibovespa, clique em

Para ver as maiores altas do Ibovespa, clique em





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Milho recua na B3 e em Chicago


O milho fechou em baixa nesta quarta-feira (24) tanto na B3 quanto em Chicago, acompanhando a pressão da colheita nos Estados Unidos e as mudanças na política de exportação da Argentina. Segundo informações da TF Agroeconômica, a retirada temporária das retenciones, o imposto de exportação sobre grãos, influenciou diretamente os preços futuros, enquanto o mercado físico brasileiro se manteve estável, com produtores aguardando melhores cotações para negociar.

Na B3, os principais contratos apresentaram recuo: novembro/25 fechou a R$ 66,12, queda de R$ 0,32 no dia e de R$ 1,06 na semana; janeiro/26 encerrou a R$ 68,98, baixa de R$ 0,26 no dia e de R$ 1,20 na semana; já março/26 ficou em R$ 71,84, com retração de R$ 0,25 no dia e de R$ 1,41 na semana. Apesar das pressões, a ANEC elevou sua estimativa de exportações de milho em setembro para 7,61 milhões de toneladas, alta de 6,9% frente à previsão anterior, reforçando a força da demanda externa.

Em Chicago, o contrato de dezembro caiu 0,53%, ou US$ 2,00 cents/bushel, para US$ 424,25, enquanto o de março recuou 0,45%, para US$ 441,00. A queda refletiu o avanço da colheita norte-americana, com relatos de rendimentos abaixo das projeções do USDA, além de um relatório do EIA que apontou redução na produção e aumento nos estoques de etanol.

Na Argentina, o corte temporário das tarifas de exportação resultou em forte movimento de vendas. Desde que a medida entrou em vigor, já foram protocoladas declarações de exportação de 952,5 mil toneladas de milho, somando US$ 190,6 milhões em valor FOB, o que ampliou a pressão sobre os preços internacionais.

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Milho segue com liquidez reduzida


O mercado gaúcho de milho continua com liquidez reduzida e negociações pontuais, segundo a TF Agroeconômica. “As indicações de compra estão em R$ 67,00/saca em Santa Rosa e Ijuí, R$ 68,00 em Não-Me-Toque e Seberi, R$ 69,00 em Marau e Gaurama e R$ 70,00 em Arroio do Meio, Lajeado e Montenegro. Para setembro, as pedidas variam de R$ 68,00 a R$ 70,00/saca, enquanto no porto a referência futura para fevereiro/2026 permanece em R$ 69,00/saca”, comenta.

As negociações de milho permanecem praticamente paradas em Santa Catarina, com ampla diferença entre pedidas e ofertas. “Em Campos Novos, produtores pedem R$ 80,00/saca, enquanto as ofertas não passam de R$ 70,00. No Planalto Norte, a distância também é significativa, com pedidos em R$ 75,00 contra ofertas de R$ 71,00. Esse descompasso trava os negócios e faz com que parte dos agricultores reavalie investimentos para o próximo ciclo”, completa.

No Paraná, o mercado paranaense de milho segue travado, com produtores pedindo em média R$ 73,00/saca FOB, chegando a R$ 75,00 em algumas praças, enquanto a indústria mantém ofertas abaixo de R$ 70,00 CIF. “Vendedores se mantêm cautelosos, limitando a disponibilidade e ofertando lotes a valores mais altos, mantendo o spot praticamente parado e dificultando compras domésticas, mesmo diante de boa disponibilidade total”, indica.

O mercado de milho no Mato Grosso do Sul segue pouco dinâmico, com liquidez reduzida e negociações escassas. “As cotações variam de R$ 48,00 a R$ 53,00/saca, com Dourados registrando as melhores referências. Apesar de ajustes pontuais para baixo, o cenário geral ainda é de estabilidade. Produtores mantêm postura cautelosa, oferecendo lotes a valores mais altos e restringindo a oferta, o que limita as compras da indústria local e prolonga a lentidão no mercado spot”, conclui.

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Trigo permanece retraído


O mercado de trigo no Sul do Brasil permanece retraído diante da pouca demanda de farinhas e das pressões externas. Segundo informações da TF Agroeconômica, os preços continuam registrando quedas em diferentes regiões, enquanto os moinhos aguardam maior clareza sobre a próxima safra e as importações argentinas.

No Rio Grande do Sul, o mercado disponível manteve preços de lotes estáveis, apesar da queda da média CEPEA. Os últimos negócios para trigos com PH 78, FN 250 e Don de 1.500 foram realizados a R$ 1.150,00 no interior, mas compradores pontuais já testam valores de R$ 1.100,00, ainda sem aceitação dos vendedores. Para novembro, moinhos locais projetam preços ao redor de R$ 1.100,00 posto. No mercado externo, os valores para dezembro caíram para R$ 1.180,00, com possibilidade de entrega de trigo de ração com deságio de 20%. Além disso, no dia 27 deve chegar ao porto de Rio Grande o navio ES Jasmine, com 30 mil toneladas de trigo argentino. Já os preços da pedra em Panambi recuaram para R$ 68,00/saca.

Em Santa Catarina, o mercado segue travado, com moinhos recorrendo ao trigo gaúcho para suprir a baixa oferta local. Os preços da pedra variam conforme a região: R$ 75,67/saca em Canoinhas, R$ 66,00 em Chapecó, R$ 74,50 em Joaçaba, R$ 72,00 em Rio do Sul, R$ 76,00 em São Miguel do Oeste e R$ 74,00 em Xanxerê, refletindo estabilidade em algumas praças e quedas em outras.

Já no Paraná, a alta do dólar compensou parcialmente as quedas recentes nas cotações internacionais, mantendo os preços internos em patamares elevados. As negociações variam entre R$ 1.200 e R$ 1.300 CIF moinho, chegando pontualmente a R$ 1.350. O trigo importado do Paraguai está sendo ofertado entre US$ 230 e US$ 245, enquanto o argentino nacionalizado chega a US$ 269 no Porto do Paraná. Os preços pagos aos agricultores recuaram 3,87% na semana, para R$ 70,50/saca, abaixo do custo de produção estimado pelo Deral em R$ 74,63, ampliando o prejuízo médio para -5,53%.

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Banana-maçã enfrenta ameaça do mal-do-Panamá


Nos seis primeiros meses de 2025, a banana-maçã foi a segunda variedade mais comercializada na CEASA/MS, com 1,2 mil toneladas vendidas. Apesar da valorização no mercado, produtores enfrentam o risco do mal-do-Panamá, doença que pode inviabilizar áreas de cultivo por até duas décadas.

De acordo com o engenheiro agrônomo Roger Soares de Almeida, da Agraer, o fungo Fusarium oxysporum f. sp. cubense é o causador da doença. “Ele compromete as raízes e se espalha por toda a planta, provocando o enfraquecimento do pseudocaule e a morte da bananeira. O solo infectado pode permanecer improdutivo por mais de 20 anos”, explica.

O risco, no entanto, não diminui a atratividade da variedade, conhecida pelo sabor diferenciado e preço elevado. A caixa de banana-maçã é comercializada, em média, entre R$ 130 e R$ 180 na CEASA/MS. Só perde em volume para a banana-nanica, que alcançou 17 mil toneladas no mesmo período.

O produtor Wandre Barbosa, da WB Bananas, cultiva 40 hectares da fruta em Rochedo (MS) e relata as dificuldades do manejo. “A hora que vai soltar o cacho de banana, já morre tudo de novo”, diz. Mesmo assim, mantém parte da área com a variedade. “É arriscado, mas ainda dá retorno financeiro.”

Especialistas recomendam medidas de prevenção, como o uso de mudas certificadas pelo MAPA, eliminação de plantas doentes e escolha de variedades resistentes, como Nanica, FHIA-01 e Pacovan. “O cuidado com o solo e a seleção de mudas sadias são fundamentais para evitar a disseminação”, reforça Almeida.

A banana-maçã, mesmo frágil diante da doença, segue como produto valorizado para o consumidor e estratégico para os atacadistas. Para os produtores, o desafio é equilibrar risco e rentabilidade, mantendo práticas preventivas que garantam a continuidade do cultivo.





Source link

News

Argentina retoma imposto sobre exportação de grãos um mês antes do prazo



O Decreto 526, publicado pelo governo da Argentina em 30 de julho, indicava que os impostos retidos na fonte sobre exportações de grãos e, posteriormente, de carne bovina e de frango seriam temporariamente eliminados até 31 de outubro, ou seja, retornariam apenas em 1 de novembro.

Contudo, as chamadas retenciones foram reestabelecidas já nesta quinta-feira (25), portanto, mais de um mês antes do prazo. Agora, voltam a vigorar as alíquotas anteriores: 26% para a soja e 9,5% para o milho e o trigo. Por enquanto, as proteínas animais continuam isentas.

De acordo com o governo argentino, a decisão de retomar a cobrança veio após a meta de arrecadação de US$ 7 bilhões em Declarações Juradas de Vendas ao Exterior (DJVE) ter sido alcançada em menos de 72 horas.

De acordo com a AFP, o anúncio encerra uma semana em que o governo do presidente Javier Milei, enfraquecido por turbulências financeiras, recebeu o apoio de Washington. O Tesouro dos Estados Unidos anunciou na última quarta-feira (24) que está negociando uma linha de financiamento temporária com o Banco Central argentino no valor de 20 bilhões de dólares (R$ 107 bilhões), além de possíveis facilidades de crédito ou compra de dívida argentina.

Além da ajuda, também houve pressão de setores produtivos norte-americanos. A Associação Americana da Soja, por exemplo, se disse apreensiva com os impactos no mercado da isenção argentina sobre os embarques do grão.

Em nota, a entidade afirmou que “os preços da soja americana estão caindo, a colheita está em andamento, e os agricultores leem manchetes que não falam sobre fechar um acordo comercial com a China, mas sim de que o governo dos EUA está oferecendo US$ 20 bilhões em apoio econômico à Argentina, enquanto esse país reduz os impostos de exportação da soja para vender 20 carregamentos de soja argentina à China em apenas dois dias”.

Do lado argentino, a isenção de imposto havia recebido opinões mistas. O presidente da Sociedade Rural Argentina (SRA), Nicolás Pino, por exemplo, elogiou o anúncio e pediu que a isenção fosse permanente.

Já a presidente da Federação Agrária Argentina (FAA), Andrea Sarnari, disse que os pequenos e médios produtores não seriam beneficiados, uma vez que já venderam a sua produção e que o impacto positivo do fim provisório das retenciones se concentraria apenas nos grandes exportadores capazes de estocar grãos à espera de melhores preços.

Reação de Chicago à medida argentina

Diante da volta das retenciones argentinas, os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com alta de 3,25 centavos de dólar, ou 0,32%, a US$ 10,12 1/4 por bushel. Já a posição janeiro teve cotação de US$ 10,31 1/4 por bushel, com alta de 2,75 centavos ou 0,26%.

Nos subprodutos, o vencimento de dezembro do farelo fechou com baixa de US$ 2,90 ou 1,05%, a US$ 273,20 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 50,27 centavos de dólar, com ganho de 0,47 centavo ou 0,86%.

De acordo com analistas, a alta se deve ao fato de a China ter conseguido se abastecer com soja argentina durante o tempo em que o país não cobrou impostos de exportação. Agora, a tendência é que o gigante asiático só volte ao mercado com força em meados de janeiro, quando o Brasil já estiver iniciando a colheita da safra 2025/26.



Source link