sábado, abril 25, 2026

Autor: Redação

AgroNewsPolítica & Agro

Falta de manivas afeta lavouras de mandioca



Produtores enfrentam desuniformidade nas lavouras



Foto: Canva

De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (25) pela Emater/RS-Ascar, os produtores de mandioca da região administrativa de Santa Rosa estão enfrentando dificuldades para obter manivas. O destacou que “a germinação irregular leva à desuniformidade das lavouras, dificultando o manejo e impactando a produtividade final”, reforçando a importância de selecionar bem as manivas e, quando possível, realizar testes de previsões antes do planejamento. O preço médio pago ao produtor teve redução para R$ 4,50/kg com casca e R$ 7,00/kg industrializado.

Na região administrativa de Lajeado, em São José do Hortêncio, o plantio da nova safra está praticamente concluído e cerca de 90% da área já foi colhida. Segundo a Emater/RS-Ascar, “houve aumento na cotação neste último mês” e os preços variam entre R$ 25,00 e R$ 30,00 por caixa de 20 kg para venda na Ceasa de Porto Alegre. Em Cruzeiro do Sul, a cultura encontra-se em entressafra e o plantio, realizado preferencialmente neste mês, chega à fase final.

A Emater/RS-Ascar informou que “a maioria dos agricultores do município perdeu manivas em decorrência de ocorrências ocorridas durante o inverno e precisou adquirir ramas de outras regiões ou estados”. No entanto, há o risco de que as variedades não se adaptem ao clima local ou não sejam aceitas pelos consumidores, além de poderem facilitar a entrada de previsões e doenças nos cultivos.





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UE e Minas Gerais discutem investimentos e cooperação


De acordo com informações divulgadas pela Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais, o governador Romeu Zema e o vice-governador Mateus Simões receberam, nesta quinta-feira (25/9), no Palácio da Liberdade, em Belo Horizonte, embaixadores da União Europeia. A delegação, formada por 19 representantes máximos das missões internacionais do bloco no Brasil, buscou “explorar oportunidades de cooperação com Minas Gerais em áreas estratégicas, como economia, turismo, meio ambiente e segurança”.

O Governo de Minas, por intermédio da Secretaria de Estado de Casa Civil, promoveu o encontro, que simboliza, segundo a gestão estadual, “um marco nas relações internacionais do Estado”, ressaltando que Minas Gerais tem se posicionado como plataforma de crescimento, inovação e sustentabilidade.

A visita ocorre em um momento considerado decisivo das relações entre o Brasil, por meio do Mercosul, e o bloco europeu. “Após o encerramento das negociações do Acordo de Parceria Mercosul-UE, em 2024, e a assinatura prevista para 2025, espera-se uma significativa ampliação no comércio bilateral”, informou o governo estadual.

Segundo a administração mineira, o tratado “promete eliminar barreiras alfandegárias, diversificar cadeias de suprimentos, atrair investimentos e modernizar setores estratégicos da economia brasileira e mineira”. Apesar dos debates sobre questões ambientais, “a expectativa é que o acordo aumente em até 26% as exportações brasileiras para a Europa, fortalecendo cadeias produtivas e abrindo novas oportunidades para empresas de diferentes portes”.

A União Europeia é composta por 27 países, com aproximadamente 449 milhões de habitantes e um Produto Interno Bruto de cerca de 17 trilhões de euros. O bloco é considerado a maior experiência de integração regional do mundo e representa aproximadamente 6% da população global.





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Audiência pública debate a importância da biomassa para a bioeconomia


Qual o papel da biomassa no desenvolvimento da bioeconomia? A resposta certamente rende um extenso debate, desde as fontes de produção até o papel da biomassa como o elemento integrador da bioeconomia brasileira. Esse e outros aspectos foram tratados na apresentação do pesquisador da Embrapa Agroenergia Maurício Lopes, em audiência da Frente Parlamentar Mista pela Inovação da Bioeconomia (FPBioeconomia), na Câmara dos Deputados, nesta quinta-feira, 25 de setembro.

No âmbito das discussões na FPBioeconomia sobre o Plano Nacional de Desenvolvimento da Bioeconomia (PNDBio), a frente tem convidado especialistas, governo e sociedade civil para audiências com intuito de promover o diálogo sobre a bioeconomia brasileira. Na audiência presidida pelo deputado federal Rodrigo Rollemberg, Maurício apresentou a palestra “Biomassa – produção, processamento e aproveitamento integral”, em que abordou aspectos relevantes da produção de biomassa no País.

Segundo o pesquisador, considerando o tamanho e o potencial do Brasil, ainda possuímos uma base restrita de fontes de biomassa, centrada basicamente em cana-de-açúcar, milho, soja e eucalipto. “Nossa economia de base biológica ainda é sustentada numa base pequena. A dependência de poucas fontes de biomassa limita a diversificação e a expansão da bioeconomia”.

Em contrapartida, há um crescimento exponencial da demanda por produtos de base biológica, os chamados bioprodutos. Maurício cita, por exemplo, a demanda por combustíveis sustentáveis de aviação (SAF), segmento que demandará muito das cadeias tradicionais para atendimento à produção que será exigida para tais biocombustíveis.

A diversificação de fontes, além de diminuir a pressão nas cadeias já utilizadas, pode trazer benefícios como a otimização de recursos, sistemas de produção mais sustentáveis, novas oportunidades de mercado e estímulos à inovação tecnológica. “Isso contribui não só  para o fortalecimento da bioeconomia, mas também para a aceleração da transição para uma economia de baixo carbono”, destacou Maurício.

A macaúba, a canola e os sistemas de Integração Lavoura-Pecuária-Florestas (ILPF) são exemplos de novas e potenciais fontes a serem incorporadas na geração de biomassa. “Talvez em duas décadas nós tenhamos na macaúba uma nova soja, com capacidade de se desenvolver muitos componentes, já que se usa praticamente tudo dessa planta. A tropicalização da canola, utilizada também como segunda safra, é outro exemplo. O ILPF aliado à bioeconomia nos dá condição de desenvolver modelos mais sistêmicos e multifuncionais. Já imaginaram produzirmos cereais, oleaginosas, gramíneas, entre outros, 365 dias por ano?”, provocou o pesquisador.

Maurício não deixou de destacar o que já é realidade no cenário nacional graças à pesquisa científica. Segundo ele, a Embrapa possui 93 programas de melhoramento genético com capacidade de adaptar materiais, hoje na natureza, para cultivos e para uso na indústria. Além disso, o Brasil está numa das posições mais vantajosas no cinturão tropical, que nos permite produzir os mais variados componentes de biomassa e transformá-los nos mais variados componentes para os segmentos industriais.

Com melhorias em dois pontos estratégicos, escala e logística, o pesquisador defende a biomassa como um pilar para o desenvolvimento da bioeconomia. Ele ressaltou a importância de superar essas limitações, promovendo uma escala produtiva para a biomassa e seus componentes e soluções logísticas eficientes.

O pesquisador finalizou ressaltando que é “importante que a biomassa não seja vista somente como insumo, mas como o eixo integrador da bioeconomia brasileira, articulando, simultaneamente, energia, alimentos, carbono, biodiversidade e renda”.

Sobre a Frente

A FPBioeconomia tem atuação no âmbito do Congresso Nacional, composta por deputados federais e senadores. Tem entre seus objetivos construir uma visão de futuro para o Brasil que valorize o uso ético e sustentável da biodiversidade, da biomassa e do conhecimento em biotecnologia, agregando, assim, valores em segmentos econômicos, industriais e oportunidades à sociedade. Além disso, busca discutir e defender políticas públicas e incentivar a modernização da legislação federal. Saiba mais.

Na audiência do dia 25 de setembro, também estavam presentes a secretária nacional de Bioeconomia do Ministério do Meio Ambiente Carina Pimenta, e os palestrantes Valéria Burmesteir, coordenadora-geral de Bioeconomia e Recursos Genéticos do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa); Leonardo Mercante, das Relações Governamentais da empresa Suzano; Leonardo Minaré, da Aprosoja Brasil; e Donizete Torquato, da União Brasileira do Biodiesel e Bioquerosene (Ubrabio).

Assista a audiência completa aqui.





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Exportações de grãos e derivados da Argentina podem bater recorde em 25/26,…


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Por Maximilian Heath

BUENOS AIRES (Reuters) – As exportações argentinas de grãos e seus derivados poderão atingir o recorde de 105,1 milhões de toneladas métricas na temporada 2025/26, informou a Bolsa de Cereais de Rosário na sexta-feira.

Isso superaria os 101,6 milhões de toneladas de exportações registradas na temporada anterior, bem como o recorde de 104,1 milhões de toneladas na temporada 2018/19, de acordo com a bolsa.

A Argentina é o maior exportador mundial de óleo e farelo de soja e o terceiro maior exportador de milho.

Em seu relatório, a bolsa projetou os embarques de grãos e sementes oleaginosas em 64,7 milhões de toneladas, sendo 62% de vendas de milho.

As exportações de óleos e farelos, por sua vez, foram estimadas em 40,4 milhões de toneladas, sendo a grande maioria derivada da soja.

O recorde de exportações também é resultado de um ano de produção abundante nos campos, segundo a bolsa, com a expectativa de que o total de grãos colhidos chegue a 146,4 milhões de toneladas de safra.

No entanto, com os preços mais baixos dos grãos no mercado internacional, a safra abundante representaria a mesma receita de US$34,8 bilhões, informou a bolsa.

As exportações agrícolas são uma importante fonte de moeda estrangeira para a Argentina.

A safra de trigo da Argentina está atualmente em sua fase mais crucial de crescimento, com a colheita prevista para começar em novembro. Os agricultores começaram a plantar milho nas últimas semanas, e o plantio de soja deve começar em outubro.

(Reportagem de Maximilian Heath)

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Justiça garante fôlego financeiro a produtores rurais


A 2ª Vara Cível de Jataí (GO) autorizou o processamento de uma Recuperação Judicial no valor de R$ 29,1 milhões para um grupo de produtores rurais da região. A medida, conduzida pelo escritório Amaral e Melo Advogados, chega em meio à crise do agronegócio, marcada por quebras de safra, queda nos preços das commodities e custos de produção elevados.

Justiça garante fôlego financeiro a produtores rurais.

Com a decisão, ficam suspensas por 180 dias todas as ações e execuções contra os produtores, que terão tempo para reorganizar as finanças e negociar com credores. O juiz também reconheceu a consolidação substancial do grupo familiar, permitindo o tratamento conjunto de dívidas e bens, o que simplifica o processo.

Segundo o advogado Heráclito Higor Noé, responsável pela condução técnica do caso, o deferimento demonstra a segurança jurídica do setor. Já o sócio-fundador do escritório, Leandro Amaral, destacou que a decisão reconhece a gravidade da crise setorial e reforça a legitimidade da Recuperação Judicial como ferramenta de preservação da atividade produtiva e dos empregos.

“Do ponto de vista técnico, o grande sucesso foi demonstrar, com base na documentação e na legislação (Código Civil, art. 971), que o Grupo Familiar de Produtores Rurais preenche os requisitos legais necessários para o deferimento da recuperação. Demonstramos as causas da crise, a viabilidade do negócio e fizemos valer o espírito da lei, que é o de proteger a atividade produtiva viável. A decisão reforça a segurança jurídica para todo o setor”, destaca.

“O Judiciário reconheceu que estamos diante de uma crise setorial grave, e não de um caso isolado de má administração. A Recuperação Judicial não trata-se de um ‘calote’, mas de um instrumento legítimo para dar ao produtor rural uma chance viável de honrar seus compromissos de forma organizada, preservando a produção, os empregos e sua função social”, pontua.

 





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Frigorífico WE de Poxoréu (MT) Ganha Destaque com Qualidade e Profissionalismo no 6º Maior Rebanho Bovino do Estado

Poxoréu, MT – Operando há menos de dois meses, o Frigorífico WE, primeiro empreendimento do gênero em Poxoréu, já se destaca no cenário agropecuário de Mato Grosso, estado líder na pecuária nacional. Sob a liderança visionária do advogado e empreendedor Dr. Edmar de Jesus Rodrigues, a unidade aproveita o potencial do 6º maior rebanho bovino do estado, com mais de 400 mil cabeças, para posicionar o município como referência em qualidade de carne e profissionalismo, rivalizando com polos consolidados como Primavera do Leste, Campo Verde e Rondonópolis.

Dr. Edmar, com 18 anos de carreira na advocacia e atuação como conselheiro federal da OAB-MT, identificou na pecuária de Poxoréu uma oportunidade única. “Nosso município tem um rebanho expressivo, mas faltava uma estrutura local para agregar valor à produção. O Frigorífico WE nasceu para suprir essa lacuna, trazendo desenvolvimento e orgulho para nossa comunidade”, afirmou o empresário. A construção da unidade, concluída em tempo recorde nas etapas finais, reflete sua visão estratégica e capacidade de execução.

Com uma capacidade inicial de processar até 100 cabeças de gado por dia, o Frigorífico WE já conquistou reconhecimento pela qualidade superior de sua carne bovina, resultado de processos rigorosos de abate, desossa e embalagem que seguem padrões nacionais e internacionais. Pecuaristas de Primavera do Leste, Campo Verde e Rondonópolis, cidades conhecidas pela excelência no setor, apontam o WE como um concorrente à altura, destacando o profissionalismo de sua operação. “A carne do WE tem consistência e acabamento impecáveis. Eles chegaram para competir com os melhores”, avalia João Ferreira, produtor de Campo Verde.

O impacto econômico do frigorífico é notável: mais de 100 empregos diretos foram criados, com prioridade para a mão de obra local, e cerca de 450 vagas indiretas e temporárias movimentam a economia, envolvendo fornecedores, transportadores e serviços sazonais. “Trabalhar aqui é uma oportunidade de crescer profissionalmente. A empresa investe em treinamento e valoriza o funcionário”, conta Ana Costa, operária da linha de produção.

Para os pecuaristas da região, o Frigorífico WE trouxe benefícios diretos, como a redução de custos logísticos e a valorização do gado local. “Antes, os criadores tinham dificuldades para vender o rebanho, precisando transportá-lo por longas distâncias. Agora, com o WE, ganhamos tempo e rentabilidade”, destaca um criador local. A iniciativa alivia a dependência de outras cidades e fortalece a cadeia produtiva de Poxoréu.

Com o sucesso inicial e a crescente aprovação de empresas, supermercados e outros parceiros comerciais, o Frigorífico WE já planeja sua expansão. A aceitação da carne produzida, elogiada por sua qualidade e consistência, tem atraído interesse de novos mercados, incentivando Dr. Edmar e sua equipe a investir em maior capacidade de produção e na conquista de certificações internacionais. “O retorno positivo nos motiva a ir além, ampliando nossa estrutura para atender uma demanda que só cresce”, afirma Dr. Edmar.

Com planos de expansão, Dr. Edmar e sua esposa, Wendy Josiane, sócia no grupo WE, miram certificações para exportação e parcerias com cooperativas. “Queremos colocar Poxoréu no mapa do agronegócio mundial, com sustentabilidade e qualidade”, projeta o empreendedor. O Frigorífico WE, com sua combinação de inovação, profissionalismo e compromisso social, já é um marco para o município e um exemplo de como a visão de um líder pode transformar uma região.

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Arroba do boi deve continuar em queda e atacado tende a reagir


O mercado brasileiro de boi gordo registrou uma semana de preços mais baixos para a arroba em grande parte das praças de comercialização.

De acordo com o analista de Safras & Mercado Fernando Iglesias, os frigoríficos, em especial os de maior porte, ainda desfrutam de conforto em suas escalas de abate (fechadas entre oito e nove dias úteis na média nacional).

“A entrada de oferta de animais de parceria (via contratos a termo) no mercado segue ativa, fator que ajuda a entender esse movimento”, justifica.

Iglesias acrescenta que as exportações ainda são o principal ponto de suporte, com embarques bastante representativos em 2025.

Variação de preço da arroba do boi

Os preços da arroba do boi gordo na modalidade a prazo nas principais praças de comercialização do Brasil estavam assim no dia 25 de setembro:
  • São Paulo (Capital): R$ 300, queda de 1,64% frente aos R$ 305 da semana passada
  • Goiás (Goiânia): R$ 285, baixa de 1,72% frente aos R$ 290 registrados no final da última semana
  • Minas Gerais (Uberaba): R$ 285, recuo de 1,72% frente aos R$ 290 indicados no período anterior
  • Mato Grosso do Sul (Dourados): R$ 325, alta de 0,62% frente aos R$ 323 praticados na semana passada
  • Mato Grosso (Cuiabá): R$ 295, retração de 1,67% frente ao preço registrado anteriormente, de R$ 300
  • Rondônia (Vilhena): R$ 280, declínio de 1,75% frente aos R$ 285 praticados na semana anterior

Mercado atacadista

Iglesias comenta que o mercado atacadista registrou uma semana de baixa nas cotações, em meio à reposição mais lenta entre o atacado e o varejo. Ele ressalta que, para a primeira quinzena de setembro, é aguardada uma melhora nos preços, considerando a entrada dos salários na economia.

“Vale destacar que a carne de frango ainda dispõe de maior competitividade frente às proteínas concorrentes, em especial se comparado à carne bovina”, comenta.

O quarto do traseiro do boi foi cotado a R$ 23,35 o quilo, baixa de 3,11% frente aos R$ 24,10 praticado na última semana. Já o quarto dianteiro foi vendido por R$ 17,50 o quilo, recuo de 2,78% frente ao valor registrado no fechamento da semana anterior, de R$ 18,00 o quilo.

Exportações de carne bovina

carne bovina com ossos
Ministério da Agricultura e Pecuária

As exportações de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada do Brasil renderam US$ 1,179 bilhão em setembro (15 dias úteis), com média diária de US$ 78,633 milhões, de acordo com a Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

A quantidade total exportada pelo país chegou a 209,645 mil toneladas, com média diária de 13,976 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 5.626,20.

Em relação a setembro de 2024, houve alta de 45,4% no valor médio diário da exportação, ganho de 16,6% na quantidade média diária exportada e avanço de 24,6% no preço médio.



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Chuvas em setembro favorecem desenvolvimento de cultivos de inverno, diz Conab



Os bons volumes de chuva registrados na região Sul nos 20 primeiros dias de setembro favoreceram os cultivos de inverno na maior parte das áreas produtoras, informou a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) no boletim mensal de monitoramento agrícola. Os maiores volumes de precipitação foram registrados no Rio Grande do Sul, segundo a Conab.

A estatal destacou no boletim que as condições têm sido favoráveis nas principais regiões produtoras de trigo, principal cultura de inverno, mesmo com o registro de geadas e tempestades em algumas áreas. O índice de vegetação das lavouras encontra-se próximo ou acima da safra anterior, segundo a Conab.

“No Rio Grande do Sul, principal estado produtor de trigo, a condição geral das lavouras é considerada boa. No Paraná, outro importante produtor, o clima favoreceu o avanço da colheita e a maior parte das lavouras encontra-se em maturação, enquanto que em Santa Catarina a cultura apresenta bom potencial produtivo”, apontou a Conab. Em Santa Catarina, a maior parte das lavouras está em desenvolvimento vegetativo, enquanto algumas avançam para o enchimento de grãos, com a alta umidade e a alternância entre períodos de sol favorecendo o crescimento das plantas.

Em paralelo, a semeadura da nova safra de verão está avançando, segundo a Conab, principalmente, sob o cultivo irrigado ou em áreas com disponibilidade de água no solo. “O plantio de arroz irrigado está no início, no Rio Grande do Sul, concentrado nas áreas de cultivo pré-germinado, e em Santa Catarina, a semeadura do grão está mais avançada no litoral Norte. Já a semeadura do milho primeira safra ocorre em ritmo acelerado na região Sul, favorecida pelo aumento das temperaturas e pelas precipitações regulares”, observou a Conab.

Quanto à soja, a Conab informou que o plantio é incipiente no Centro-Oeste e concentrado em áreas irrigadas. No Paraná, o cultivo da nova safra foi iniciado em algumas áreas das regiões oeste e sudoeste, “onde a umidade no solo tem permitido às operações de campo e propiciado um bom desenvolvimento inicial das lavouras”, segundo a estatal.



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Paraná entrega máquinas para estradas rurais


Os municípios paranaenses estão renovando seu parque de máquinas com apoio do Governo do Estado. A Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab) assinou 396 convênios, que somam R$ 1,4 bilhão, para que as prefeituras possam adquirir caminhões, retroescavadeiras, motoniveladoras e outros equipamentos usados no meio rural, principalmente para a manutenção de estradas.

A previsão é aplicar R$ 1,5 bilhão no programa, destinando recursos a fundo perdido a 397 municípios e oito consórcios intermunicipais. Só não serão contempladas as cidades de Curitiba e Pinhais, por não contarem com estradas rurais em seus territórios.

Cada um tem um teto de R$ 3,7 milhões para adquirir os equipamentos que se adaptem às suas necessidades, podendo escolher entre motoniveladoras, trator de esteira, pá carregadeira, escavadeira hidráulica, retroescavadeira, caminhão basculante e rolo compactador. 

O secretário estadual da Agricultura e do Abastecimento, Marcio Nunes, ressaltou que as máquinas podem ser usadas, além da adequação de estradas, também em benefício diretos dos agricultores, como no manejo de solo, terraplanagem e para auxiliar na infraestrutura de produção em sua propriedade. 

“Mais do que o repasse de recursos para a compra de equipamentos, esse programa visa melhorar a trafegabilidade nas estradas rurais, para levar mais qualidade de vida aos produtores rurais, para que eles possam escoar melhor os produtos da sua safra e também tenham mais facilidade nos deslocamentos do dia a dia”, disse.

O repasse é feito diretamente às prefeituras, que são responsáveis pela licitação para a aquisição dos maquinários. Até o momento, 76 cidades apresentaram a documentação prevista nos convênios e 27 já iniciaram as compras dos equipamentos.

Os convênios têm vigência de 28 meses, sendo os quatro primeiros meses para aquisição dos equipamentos e os seguintes para a execução das melhorias, manutenções e adaptações das estradas rurais. Os equipamentos são incorporados ao patrimônio dos municípios para dar continuidade às melhorias. 

Os municípios que já contam com novos equipamentos são: Bela Vista da Caroba, Boa Esperança do Iguaçu, Corbélia, Enéas Marques, Entre Rios do Oeste, Espigão Alto do Iguaçu, Flor da Serra, General Carneiro, Itapejara D’Oeste, Jaguapitã, Lindoeste, Marquinho, Paula Freitas, Pinhal de São Bento, Pinhalão, Planalto, Pranchita, Rio Bonito do Iguaçu, Roncador, Salto do Lontra, Santa Mônica, São João do Ivaí, São João, São José das Palmeiras, Sulina, Terra Boa e Virmond. 

ESTRADAS RURAIS – Além da renovação dos parques de máquinas das prefeituras, o Governo do Estado também investe pesado na pavimentação de estradas rurais, para levar mais conforto e agilidade na mobilidade dos agricultores, estudantes, turistas e de toda a comunidade, além de agilizar o transporte de insumos e produtos agrícolas.

Desde 2019, o Governo do Estado já entregou ou iniciou as obras de mais de 1.350 quilômetros de estradas rurais através do programa Estradas Rurais Integradas aos Princípios e Sistemas Conservacionistas – Estradas da Integração. Os investimentos do Estado ultrapassam R$ 521 milhões, beneficiando aproximadamente 100 mil famílias

No início do ano, o governador anunciou mais R$ 2 bilhões para pavimentação de novos trechos de estradas rurais, beneficiando produtores em cadeias relevantes como leite, suíno e frango, além de fomentar o turismo rural. Com esse novo aporte, o Estado deve pavimentar mais 2,5 mil quilômetros das vias vicinais.





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Embrapa realiza primeiro simpósio sobre agricultura espacial



O 1º Simpósio Internacional em Agricultura Espacial (Siae) será realizado de 14 a 16 de outubro, em São José dos Campos, São Paulo. O evento busca fortalecer a economia espacial e ampliar o conhecimento científico e tecnológico na área, com o objetivo de tornar a agricultura espacial uma realidade no Brasil.

O evento é uma oportunidade para debater com personalidades científicas internacionais e cientistas das instituições brasileiras que compõem a Rede Space Farming Brazil, com suporte da Agência Espacial Brasileira (AEB) e liderança da Embrapa.

Ele integra o projeto “Agricultura Espacial: da Terra para o Espaço e do Espaço para a Terra”, liderado pela pesquisadora Alessandra Pereira Favero, da Embrapa Pecuária Sudeste.

O simpósio será o primeiro evento brasileiro a abordar a temática e reunirá especialistas, pesquisadores e instituições das áreas espacial, agrícola e afins para discutir e compartilhar conhecimentos sobre o desenvolvimento de técnicas e tecnologias relacionadas à agricultura espacial.

O simpósio prevê três dias de painéis, palestras e debates para promover a troca de experiências e fomentar a colaboração entre atores envolvidos nesse campo com participação ativa da comunidade científica nacional e internacional.

A programação conta ainda com eventos paralelos, como cinema ao ar livre com a presença do pesquisador aposentado da Nasa, James Green, que foi consultor do roteiro do filme “Perdidos em Marte”; além de visitas a instituições ligadas ao setor aeroespacial brasileiro.

O pesquisador da Embrapa Agroenergia, Maurício Lopes, destacou a relevância do tema para o futuro da agricultura e para a inovação científica brasileira.

“O tema tem importância para a Embrapa e para o país, sobretudo após a adesão formal do Brasil ao programa Artemis, liderado pela Nasa, que prevê o retorno do ser humano à Lua e futuras missões a Marte”, explica.

“Ambientes espaciais extremos impõem restrições semelhantes às enfrentadas no cinturão tropical e em regiões vulneráveis do planeta, tornando a agricultura espacial um campo promissor para desenvolver tecnologias resilientes, adaptadas e sustentáveis”, conta.

A participação no projeto também potencializa novas parcerias institucionais, aproxima a Unidade dos setores aeroespacial, de tecnologia e defesa, e contribui para a diversificação de portfólio e fontes de financiamento voltadas à bioeconomia e à economia do espaço no futuro.

Serviços

Data: 14 a 16 de outubro

Local: Parque de Inovação Tecnológica São José dos Campos (PIT)

Inscrições: clique aqui para se inscrever



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