sexta-feira, abril 24, 2026

Autor: Redação

AgroNewsPolítica & Agro

Satis apresenta manejo completo para aumentar produtividade


Se você planta soja, a Satis quer caminhar com você do preparo do solo ao enchimento de grãos nesta safra 2025/26. Essa é a mensagem da empresa ao sojicultor brasileiro, ao anunciar que reposicionou sua atuação para priorizar a jornada completa da lavoura, combinando nutrifisiologia, insumos biológicos e adjuvantes em um pacote pensado para as todas as fases decisivas do ciclo. A proposta da Satis é unir produtividade e sustentabilidade, com suporte técnico mais próximo da realidade de cada talhão.

Como todo agricultor bem sabe, o ponto de partida é um solo sadio e fértil. No pré-plantio, a Satis apresenta o Trichovex, um biofungicida à base de Trichoderma harzianum (cepa exclusiva IB19/17) para equilibrar a microbiologia e reduzir a pressão de patógenos como Rhizoctonia e Sclerotinia. Ao mesmo tempo, leva ao campo o Nemavex, biodefensivo formulado com bactérias do gênero Bacillus, indicado para manejo de nematoides, protegendo raízes e preservando o arranque inicial. As duas soluções podem ser usadas em conjunto para criar o ambiente ideal de estabelecimento da cultura.

Na largada do plantio, a mensagem é clara: eficiência de Fixação Biológica de Nitrogênio (FBN) e vigor inicial fazem diferença no estande e na regularidade do talhão. Nesse sentido o sojicultor conta com o fertilizante Nodular, que concentra molibdênio, cobalto e níquel para turbinar a FBN e a nodulação. Por sua vez, o Vitakelp é um bioativador fisiológico com extratos de algas que estimula plântulas mais uniformes e resilientes aos estresses da emergência.

Passada a fase de implantação, a Satis propõe um manejo de nutrifisiologia para sustentar o crescimento vegetativo e a transição reprodutiva sem travamentos. Produtos como Soymax, Humicbor, Sturdy e Vitan entram para oferecer nutrição balanceada, mitigar fitotoxicidade e amortecer estresses ambientais, favorecendo arquitetura de plantas, área foliar ativa e maior aproveitamento dos recursos do ambiente.

No florescimento e no enchimento dos grãos, quando cada vagem conta, entram tecnologias voltadas à sanidade e ao desempenho final, com destaque para o Fulland, além de Vitaphol Power-K e Vitaphol HSK. O Fulland, um dos carros-chefe da marca, tem patente e formulação única no mercado: um complexo químico sistêmico de cobre desenhado para ativar mecanismos de autodefesa nas plantas e potencializar o manejo fitossanitário. Segundo a empresa, o produto também apresenta sinergia com fungicidas e outros defensivos, melhorando mobilidade e potencial de controle, o que ajuda a proteger o potencial produtivo na fase mais sensível da cultura.

Resultado é confirmado a campo

Para dar lastro técnico a essas recomendações, a Satis cita resultados obtidos em parceria com a Pitanga Agronegócios. Nos ensaios, o uso integrado das soluções da marca elevou em 11,3% a produtividade, aumentou em 14% o número de nós produtivos e acrescentou 3,2% no Peso de Mil Grãos. São números que chamam a atenção, embora a empresa reconheça que respostas variam conforme solo, clima, pressão de pragas e doenças e o conjunto de práticas adotadas. A orientação é posicionar cada solução na janela correta e, quando possível, validar em faixas na própria fazenda para medir retorno técnico e econômico.

Um diferencial que a Satis faz questão de sublinhar é a combinação de formulações inovadoras com concentrações equilibradas de ativos de origem natural, incluindo cepas microbianas selecionadas e complexos de micronutrientes quelatizados para facilitar a absorção. A proposta é entregar eficiência com menor impacto ambiental, alinhada a uma visão de agricultura regenerativa. Nesse caminho, a empresa avança também na linha de biodefensivos registrados, reforçando o pilar biológico do portfólio.

Parceria do início ao fi

A proximidade em campo é outro pilar do novo posicionamento. Equipes técnicas regionais devem atuar lado a lado com você, entendendo as particularidades de solo, clima e sistema de produção antes de indicar o caminho do manejo. A companhia também treinou seu time comercial para o uso estratégico do digital, com produção de conteúdo prático e comunicação mais ágil, numa tentativa de encurtar a distância entre a recomendação e a execução na fazenda. O mote que acompanha a campanha resume a abordagem: “não tem segredo, tem Satis”.

Em termos práticos, o que a empresa oferece é um encadeamento de soluções para reduzir gargalos que costumam drenar potencial da soja: ambiente microbiológico saudável e raízes protegidas no pré-plantio; FBN eficiente e vigor no arranque; nutrição e fisiologia ajustadas para suportar estresses na fase vegetativa; e sanidade com suporte fisiológico na reprodução e no enchimento, mirando grãos mais pesados e com melhor qualidade.

Cabe lembrar que compatibilidade de calda, posicionamento fenológico e boas práticas de aplicação, sobretudo no caso de biológicos, fazem diferença nos resultados. E, como sempre, a melhor decisão nasce do cruzamento entre dados da sua área, histórico de produtividade, pressão de pragas e metas de retorno.

Ao se apresentar para a safra 25/26, a Satis quer ser mais que fornecedora de insumos: pretende ser parceira de manejo, com tecnologia própria, assistência técnica e um roteiro claro para cada fase da lavoura. Em um mercado aquecido e competitivo, onde cada detalhe pesa no teto produtivo, o produtor que alinhar calendário, janela e ferramentas certas tende a transformar potencial em sacas colhidas. A empresa aposta que pode ajudar você a dar esse passo.

A soja está no centro dessa estratégia por ser a cultura que mais ‘engorda’ o caixa do campo: A prova é o Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP), no qual a soja movimentou R$ 341,5 bilhões em 2024, segundo o Ministério da Agricultura. Agora, a Conab projeta 175 milhões de toneladas, um aumento de 4% acima da safra 2024/25. Em função disso, a Satis projeta ganhos para o sojicultor que caprichar no manejo fino e tecnologias complementares.

De acordo com o diretor de Negócios da Satis, Jair Unfried, com essa evolução e o reforço de produtos biológicos para uma agricultura regenerativa, a empresa estima que será possível alavancar seu faturamento e crescer mais de 20% na temporada. “A empresa está reiterando não apenas sua presença no campo, mas sua missão de impulsionar o futuro da agricultura brasileira com cientificidade, confiança e resultados comprovados. Queremos ser um provedor de soluções inovadoras”, conclui o executivo.





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Justiça suspende decisão que proibia uso do herbicida 2,4-D no RS



O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS) suspendeu, de forma provisória, a decisão que proibia o uso do herbicida 2,4-D em áreas da Campanha Gaúcha. Além disso, a proibição restringia a aplicação em regiões próximas a pomares de maçã e vinhedos. A medida foi tomada a última quinta-feira (25) pelo desembargador Francesco Conti, da 4ª Câmara Cível.

A decisão atende recurso apresentado pelo governo estadual contra sentença da Vara Regional do Meio Ambiente, que havia determinado a proibição até a criação de um sistema de monitoramento e fiscalização efetivo.

Proibição do uso do herbicida: entenda o caso

A proibição do 2,4-D foi solicitada por entidades ligadas à fruticultura, como a Associação Gaúcha de Produtores de Maçã e a Associação de Vinhos Finos da Campanha Gaúcha. Os representantes alegaram que a deriva do produto, que é o deslocamento do defensivo agrícola pelo vento. De acordo com essas entidades, o uso causa prejuízos ambientais e econômicos a culturas sensíveis.

O Estado, no entanto, argumentou que a decisão judicial traria efeitos negativos para o setor agrícola, especialmente por ter sido emitida às vésperas do plantio da safra 2025/26. Após a proibição, representantes de produtores de grãos manifestaram preocupação, uma vez que muitos já haviam adquirido insumos e equipamentos com base no manejo que inclui o uso do 2,4-D.

Fundamentação jurídica

Ao analisar o pedido, o desembargador Francesco Conti considerou que a suspensão era necessária até o julgamento definitivo do recurso. Ele destacou a complexidade do caso, que envolve diferentes interesses econômicos, ambientais e sociais.

Segundo o magistrado, uma proibição imediata de um insumo amplamente utilizado no controle de plantas daninhas poderia gerar impactos econômicos imprevisíveis. “O planejamento agrícola é de longo prazo e envolve a compra antecipada de sementes, fertilizantes e defensivos”, ressaltou.

Conti também apontou falhas na sentença anterior, como a ausência de clareza sobre quais municípios compõem a Campanha Gaúcha, o que poderia gerar insegurança jurídica. O mérito da questão será novamente avaliado pelo colegiado da 4ª Câmara Cível, que deverá analisar de forma detalhada as responsabilidades do Estado e eventuais medidas de fiscalização.

Ibraoliva entra como colaborador no processo

Nos próximos dias, o Instituto Brasileiro de Olivicultura (Ibraoliva) deve ingressar como amicus curiae na ação que discute a proibição do herbicida. O termo em latim significa “amigo do juiz” e se refere a entidades que colaboram com informações relevantes para a análise judicial. O objetivo é reforçar os argumentos técnicos e jurídicos apresentados pelos fruticultores, especialmente pelos vitivinicultores da Campanha Gaúcha.

Além de atuar no processo, o Instituto elaborou uma minuta de notificação extrajudicial para ser utilizada por seus associados. O documento pode ser enviado a vizinhos solicitando que o herbicida não seja aplicado, informando também os riscos para a saúde humana e os danos potenciais às oliveiras.

Em nota, o diretor jurídico do Ibraoliva, Jorge Buchabqui, explica que a entrada da entidade no processo é uma medida preventiva para evitar prejuízos e possíveis ações judiciais. “Cada associado pode adaptar o modelo às suas condições locais e enviar aos vizinhos, reduzindo riscos e prevenindo conflitos futuros”, explicou. Ele acrescentou que já existem olivicultores que ingressaram com ações contra vizinhos em razão do uso do produto.



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Biomarketing recebe prêmio Líderes do Agronegócio pelo 2º ano consecutivo


Pelo segundo ano consecutivo, a Biomarketing recebeu a premiação Líderes do
Agronegócio, na categoria Comunicação e Marketing. Este reconhecimento reforça o nosso compromisso de sempre criar soluções de comunicação inventivas e intensas, que de fato gerem valor para as marcas, produtores rurais e outros elos das cadeias produtivas do agronegócio. Este é o jeito de comunicar Biomarketing e, neste artigo, trazemos algumas reflexões sobre os desafios, oportunidades e janelas de eficiência para a comunicação rural.

Marketing no agronegócio: como transformar comunicação em valor para marcas e
produtores

O agronegócio brasileiro é uma das maiores forças econômicas do país. Representa cerca de 25% do PIB nacional e responde por mais de 40% das exportações brasileiras, levando alimentos, fibras e energia sustentável para centenas de países.

Mais do que números, o agro é um setor que traduz inovação, sustentabilidade e oportunidades que conectam o Brasil ao mundo.

Mas se o agro é gigante em relevância, também é diverso, complexo e exigente quando se trata de comunicação. Comunicar para o campo exige mais do que boas ideias: é preciso conhecimento técnico, sensibilidade cultural e a capacidade de traduzir soluções complexas em mensagens que inspirem e gerem confiança.

O desafio de comunicar para o campo

Dialogar com produtores, distribuidores, cooperativas ou grandes indústrias exige mais do que boas mensagens: requer objetividade, clareza e respeito às tradições que sustentam o campo. Quando essa conexão acontece de forma autêntica, a comunicação deixa de ser apenas publicidade e passa a ser um diferencial estratégico, capaz de gerar credibilidade, confiança e resultados.

Esse desafio está em expansão. A conectividade rural cresce ano a ano, com mais de 74% das propriedades já tendo acesso à internet, segundo dados do IBGE. Produtores acessam redes sociais diariamente, consomem podcasts durante deslocamentos, assistem a vídeos curtos para aprender técnicas de manejo e participam de eventos presenciais reforçados por experiências digitais. O campo está cada vez mais digital, mas não abre mão da proximidade humana e da linguagem que traduz sua realidade.

Peculiaridades e oportunidades da publicidade no agro

Diferentemente de outros setores, a publicidade no agronegócio precisa dialogar com públicos muito diversos e presentes em diferentes etapas da mesma cadeia produtiva.

Um mesmo material pode precisar atingir desde um pequeno produtor que busca soluções práticas até um grande executivo interessado em inovação e sustentabilidade. Essa diversidade exige campanhas criativas, mas também fundamentadas em dados e conhecimento técnico.

Outro ponto é a cultura do campo: valores como tradição, ética e confiança são decisivos. A comunicação precisa respeitar essa identidade, sem abrir mão da modernidade.

Hoje, há inúmeras oportunidades para marcas que querem crescer no agro:

  • Conteúdo educativo: materiais técnicos, vídeos tutoriais, guias práticos e podcasts que ajudam o produtor a tomar decisões melhores.
  • Campanhas digitais segmentadas: uso de dados para chegar a públicos específicos, unindo tecnologia e proximidade.
  • Construção de autoridade: podcasts, vídeos e artigos assinados por especialistas que posicionam empresas como referência no setor.
  • Eventos e feiras multiplataforma: a força presencial combinada a estratégias digitais, potencializando a experiência antes, durante e depois do evento.
  • Narrativas institucionais: mostrar como a marca contribui para sustentabilidade, inovação e valorização do produtor.

Mais do que anunciar, as empresas que atuam no agro precisam construir narrativas
que agreguem valor.
É essa construção que gera relacionamento, reputação e
resultados consistentes.

Biomarketing: comunicação feita para o agro

Foi com esse propósito que nasceu a Biomarketing, agência com 11 anos de trajetória dedicada ao agronegócio. Ao longo da última década, a agência consolidou sua reputação ao unir criatividade e conhecimento técnico, entregando soluções que geram impacto real para as marcas do setor.

Com uma equipe especializada, a Biomarketing atua em diversas frentes:

  • Planejamento estratégico e branding.
  • Marketing digital e gestão de redes sociais.
  • Produção de conteúdo e campanhas publicitárias.
  • Desenvolvimento de podcasts e vídeos institucionais.
  • Criação de projetos especiais de comunicação integrada.

Sempre com foco em um objetivo central: gerar valor para as empresas e para os produtores, por meio de uma comunicação clara, estratégica e conectada ao mercado.

“Nosso compromisso é transformar o agro em histórias que inspiram, educam e geram resultados. Cada campanha é uma oportunidade de valorizar o produtor e evidenciar como o campo move e fortalece a sociedade” — Camila Macedo Soares, sócia- diretora da Biomarketing

Reconhecimento: Prêmio Líderes do Agronegócio 2025

Em 2025, a Biomarketing foi novamente destaque ao receber o Prêmio Líderes do Agronegócio na categoria Comunicação e Marketing. Promovido pelo Grupo Mídia, o prêmio homenageia os players que mais se destacaram no setor.

Os vencedores são definidos a partir de dois pilares complementares:

  • Votação aberta no site oficial do evento.
  • Pesquisa de mercado realizada ao longo do último ano.

Ser reconhecida pelo segundo ano consecutivo reforça a consistência da trajetória da Biomarketing e a confiança que o mercado deposita na agência. Para nós, é a confirmação de que comunicar com estratégia, criatividade e profundo conhecimento do agro faz toda a diferença.

José Luiz Tejon, sócio-diretor da Biomarketing, ainda comenta: “O agronegócio brasileiro é uma potência global e merece uma comunicação à altura de sua relevância. Nossa missão é dar voz ao agro com ética, inovação e profundidade, revelando sua força transformadora ao mundo.”

Esse prêmio é mais do que um troféu: é um reconhecimento coletivo de um setor que acredita no poder da comunicação. Para a Biomarketing, significa validar um caminho construído com dedicação, parcerias sólidas e propósito claro: ser ponte entre as marcas e o agronegócio.

Comunicação que transforma

Essa atuação fez da Biomarketing uma referência no setor, conquistando a confiança de empresas líderes e ajudando a transformar a forma como o agronegócio se comunica.

Publicidade no agronegócio não é apenas uma ferramenta de vendas. É, sobretudo, um instrumento de transformação. É educar, informar, valorizar o produtor, dar visibilidade a soluções e aproximar o campo da sociedade.

Nesse sentido, a comunicação cumpre três funções centrais no agro:

  1. Educar e informar: traduzir conhecimento técnico em mensagens práticas e acessíveis.
  2. Conectar e inspirar: aproximar marcas, produtores e consumidores em torno
    de valores comuns.
  3. Gerar valor e reputação: posicionar empresas como protagonistas em
    inovação, sustentabilidade e desenvolvimento.

A Biomarketing acredita que o futuro do agro passa por uma comunicação mais humana, inovadora e estratégica. É esse compromisso que a agência renova todos os dias: ser parceira das marcas que querem crescer e deixar um legado no campo.

O futuro da comunicação no agro

O Brasil é líder mundial em produção agrícola. Mas tão importante quanto produzir é comunicar com clareza e verdade. No agronegócio, a publicidade é uma força transformadora: leva conhecimento ao produtor, fortalece marcas e impulsiona o desenvolvimento de todo o setor.

A Biomarketing tem orgulho de ser parte dessa transformação. Com mais de uma década de atuação, reconhecida pelo mercado e premiada por sua contribuição, a agência segue firme em seu propósito: conectar o agro às pessoas, às marcas e ao futuro.



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AgroNewsPolítica & AgroSafra

Início da Primavera: Inmet prevê retorno gradual das chuvas e destaca…


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O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) divulgou nesta sexta-feira (19) a projeção de chuvas e temperaturas para a primavera de 2025, período que marca a transição entre a estação seca e o regime chuvoso em boa parte do Brasil. A estação começa oficialmente em 22 de setembro, às 15h19, e vai até 21 de dezembro, às 12h03.

Segundo o órgão, há expectativa de retorno gradual das chuvas no Centro-Oeste e Sudeste a partir de outubro, enquanto no Sul os volumes devem ficar próximos da média histórica. Já em áreas do interior do Nordeste, a tendência é de precipitações abaixo do normal, o que aumenta o risco de déficits hídricos em uma fase decisiva para o plantio.

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Precipitação total (à esquerda) e temperatura média (à direita) previstas. Fonte: Inmet
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Anomalia de precipitação (à esquerda) e de temperatura (à direita) previstas. Fonte: Inmet

Possíveis impactos no campo

O relatório do Inmet chama atenção para os efeitos da variabilidade climática sobre a safra 2025/26, em um cenário de possível instalação do fenômeno La Niña durante a primavera. Tradicionalmente, o evento está associado a chuvas mais escassas na Região Sul e a volumes maiores no Norte e Nordeste, mas a intensidade dos impactos depende da combinação com outros fatores atmosféricos e oceânicos.

Nordeste: a previsão de chuvas ligeiramente acima da média em áreas litorâneas pode favorecer lavouras de feijão e milho da terceira safra. No entanto, em áreas do Matopiba, a expectativa de precipitação abaixo da média eleva o risco de dificuldades para a implantação da soja.

Centro-Oeste e Sudeste: a regularização gradual das chuvas deve recompor a umidade do solo e garantir melhores condições para o início do plantio da soja e do milho de primeira safra.

Sul: a tendência de chuvas próximas à média favorece o começo do ciclo de verão, mas há preocupação com o trigo em fase de florescimento. A umidade pode aumentar a incidência de doenças fúngicas, comprometendo rendimento e qualidade dos grãos.

Temperaturas em elevação

O prognóstico também aponta para temperaturas acima da média em praticamente todo o país, com maior intensidade em áreas do Norte e interior do Nordeste. Essa condição, associada à falta de chuvas no sul da Amazônia, tende a manter o risco de queimadas elevado principalmente em outubro.

Monitoramento será decisivo

Para o Inmet, o acompanhamento constante das previsões climáticas e das condições de campo será fundamental para orientar decisões de produtores rurais no início da nova safra. A combinação entre o retorno gradual das chuvas e a possibilidade de influência da La Niña deve ser observada de perto, já que pode alterar o ritmo do plantio e afetar a produtividade das principais culturas de verão.





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Recuperação judicial no agro sobe 32% no segundo trimestre de 2025



O agronegócio registrou alta expressiva nos pedidos de recuperação judicial entre abril e junho de 2025. Segundo indicador da Serasa Experian, foram 565 solicitações no período, aumento de 31,7% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior, quando haviam sido protocolados 429 pedidos.

A medida judicial é utilizada por produtores e empresas em dificuldades financeiras para renegociar dívidas e tentar evitar a falência. O levantamento, divulgado nesta segunda-feira (29), considera produtores rurais pessoa física, pessoa jurídica e companhias ligadas ao setor.

Pessoa jurídica concentra pedidos de recuperação judicial

A novidade do trimestre foi o predomínio de pedidos feitos por produtores rurais que atuam como pessoa jurídica. Foram 243 solicitações, quase o dobro do registrado em igual período de 2024.

A maior parte veio de produtores ligados à soja, com 192 casos. A pecuária de corte também se destacou, com 26 pedidos.

Para Marcelo Pimenta, head de Agronegócio da Serasa Experian, a inversão chama atenção. “É a primeira vez desde o fim de 2023 que as pessoas jurídicas superam as físicas. Ainda avaliamos se houve represamento de pedidos ou mudança de perfil”, afirmou.

Pessoa física e empresas também ampliam uso

Entre os produtores que atuam como pessoa física, houve 220 pedidos de recuperação judicial no segundo trimestre, número ligeiramente acima do registrado um ano antes. Enquanto grandes proprietários lideraram os requerimentos, médios e pequenos aparecem na sequência. Arrendatários e grupos familiares também tiveram peso relevante, com 83 solicitações.

Enquanto isso, as empresas ligadas ao agronegócio somaram 102 pedidos, maior volume da série recente. O destaque foi para o setor de processamento de derivados, como óleo e farelo de soja, açúcar e laticínios, responsável por 32 solicitações. A agroindústria de transformação primária e o comércio atacadista de insumos agropecuários vieram na sequência.

Sinal de alerta no governo

De acordo com o ministro da fazenda, Fernando Haddad, o governo federal estuda a possibilidade de abuso na utilização da recuperação judicial. Em entrevista no último sábado (27) ao podcast 3 Irmãos, o ministro citou que o foco está em “um ou dois setores”, porém, sem citar especificamente quais.

“Tem um ‘abusinho’ no uso da recuperação judicial em alguns setores, que a gente está analisando com mais calma”, disse Haddad. Ainda durante o podcast, o ministro afirmou que o aumento na quantidade de pedidos também pode ser reflexo da alta de juros. Atualmente, a Selic está em 15%.



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Preço médio da mandioca é o maior em quatro meses



Os preços da mandioca subiram pela quinta semana consecutiva, refletindo sobretudo a oferta limitada. Isso é o que mostram os levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Pesquisadores explicam que as chuvas registradas no início da semana passada foram mal distribuídas, somando baixos volumes em muitas regiões produtoras e dificultando a colheita. 

Além disso, a menor disponibilidade de lavouras de 2º ciclo (com mais de 12 meses) e o pouco interesse de produtores em comercializar, frente à rentabilidade reduzida, também pesaram na decisão de entrega.

Entre 22 e 26 de setembro, o valor médio nominal a prazo da tonelada de mandioca posta fecularia foi de R$ 542,11 (R$ 0,9428/grama de amido), o maior desde maio deste ano e avanço de 3,4% em relação à semana anterior. 

Nos mercados de fécula e farinha de mandioca, o cenário também é de alta de preços, impulsionados pelo interesse de compradores em repor ou formar estoques, ainda conforme levantamentos do Cepea.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Preços do milho enfraquecem no Brasil



Os preços do milho se enfraqueceram nos últimos dias, como apontam os levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Segundo o instituto, compradores retraíram-se, indicando ter estoques para consumo imediato. Vendedores, por sua vez, focados na semeadura da safra verão e com parte da segunda safra armazenada, negociam com menor intensidade.

Já nos portos, as altas do dólar e externa deram suporte às cotações. Ainda assim, os patamares seguem abaixo do esperado por agentes. 

Quanto às exportações brasileiras de milho, os envios estão um pouco mais intensos neste mês, mas precisam ganhar ritmo para alcançar as estimativas da Conab para esta safra 2024/25. 

A companhia prevê o embarque de 40 milhões de toneladas, sendo que, até o momento, saíram dos portos nacionais 17 milhões de toneladas, conforme análise do Cepea. 

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Produtores abandonam áreas arrendadas no RS: “isso não é vida”



Os impactos da enchente que assolou o Rio Grande do Sul entre abril e maio do ano passado persistem até hoje. A tragédia foi a pior da história do estado e deixou mais de 180 mortos. Mais de um ano depois, produtores rurais enfrentam um cenário de dívidas praticamente impagáveis.

Para quem vive e produz no estado, no entanto, as enchentes foram somente o estopim de um acúmulo de eventos climáticos que afetaram seriamente a produção de grãos. Na soja, com exceção da safra 2020/21, todas as outras seis registraram quebra por causa do excesso de chuva ou de seca severa, conforme apontam dados da Emater.

Diante desse cenário, muitos acabam deixando a atividade para trás. Movimento que se reflete também no arrendamento rural, com agricultores abandonando essas áreas por causa da descapitalização. Além disso, a procura por esse tipo de contrato tem diminuído, principalmente nas regiões mais afetadas pelas enchentes e estiagens dos últimos anos.

Produtores pedem socorro

O produtor rural Lucas Scheffer, de Cacequi, confirma a redução das áreas cultivadas com soja no Rio Grande do Sul. O agrônomo que presta assistência à família dele, por exemplo, atendia 12 mil hectares no ano passado. Neste ciclo, a área caiu para 5 mil hectares; não por perda de clientes, mas porque os produtores deixaram de plantar.

Ao arrendar uma terra, o produtor fecha um contrato com o proprietário, que cede a posse e o uso da área para a produção agrícola. Scheffer conta que ele e o irmão, inclusive, plantam em uma área 100% arrendada, mas tiveram de abandonar parte da produção. “Eu e meu irmão reduzimos 50% da nossa área de milho: de 1.400 hectares para 700. As áreas destinadas apenas à soja foram todas largadas”, diz.

Scheffer também ressalta que o endividamento dos produtores ocorre devido à uma sequência de quebras de safra. “Somando os juros de cada linha e os custos, a conta não fecha. Além disso, estamos falando de uma das safras mais caras dos últimos cinco ou seis anos no Brasil”, afirma. 

O relato de Fernando Camargo, produtor no município de Júlio de Castilhos, na região central do estado, é ainda mais incisivo. Ele afirma que deve desistir do plantio nos próximos anos porque a atividade está se tornando inviável. O agricultor planta em uma área de cerca de 400 hectares, sendo 70 ou 80 hectares próprios, e o restante de terras arrendadas.

“Vou plantar esta safra porque estou com as coisas meio alinhadas, e se eu conseguir amortizar no ano seguinte e vender um imóvel para pagar minhas contas, eu vou sair fora da agricultura. Isso não é vida”, desabafa.

Rescisão unilateral: possível alternativa

O arrendamento rural, apesar de ser uma solução viável por funcionar como um “aluguel de terra”, também traz riscos. O advogado Albenir Querubini, professor do Instituto Brasileiro de Direito do Agronegócio (IBDA), explica que, nesse modelo, os riscos da atividade ficam sob responsabilidade do produtor que arrenda a terra, que deve pagar o valor acordado mesmo diante de quebras de safra.

Em meio ao endividamento do agro gaúcho, Querubini lembra que a lei prevê a possibilidade de resilição unilateral. Nessa modalidade, prevista no artigo 473 do Código Civil, o arrendatário pode encerrar o contrato sem aplicação de multas ou penalidades, e sem que o proprietário possa impedir a decisão.

Além disso, o advogado ressalta a importância da negociação entre as partes. “Sempre é recomendável buscar acordo, seja para reduzir a área, ajustar o preço ou até encerrar o contrato. Mas os arrendatários também precisam conhecer a possibilidade da rescisão unilateral em situações como as do Rio Grande do Sul, desde que motivada e comprovada por fatores climáticos”, orienta Querubini.

Futuro incerto

Com a proximidade do plantio da safra de verão, os produtores gaúchos se veem em um beco sem saída. O presidente da Aprosoja-RS, Ireneu Orth, confirma que a tendência é de queda nos arrendamentos e que dificilmente o Rio Grande do Sul colherá uma boa safra. Segundo ele, há dois pontos distintos: o clima, e as condições de produção. 

“Se chover dentro da normalidade, esse é um aspecto. Mas mesmo assim dificilmente o estado terá uma grande safra, porque muitos produtores deixarão de plantar, especialmente em áreas arrendadas, e outros irão para o campo sem insumos ou com menos do que o necessário”, alerta.

Para Querubini, os problemas se acumulam. “O endividamento do produtor rural gaúcho, os custos de produção, a queda do preço da cotação dos grãos e a baixa oferta de crédito para custeio têm sido verdadeiros obstáculos para a agricultura. Por isso, é preciso ter políticas públicas para renegociação de dívidas agrícolas e, ao mesmo tempo, programas para enfrentamento de novas estiagens, com incentivo à armazenagem de água, irrigação e melhoramento de solos”, avalia.

Já para Scheffer, o cenário é claro: o Plano Safra está travado pela inadimplência e pela falta de recursos. Essa é também a realidade da produtora rural Ana Debortoli. Há cinco anos, ela e o marido, Marcelo, lutam para manter a atividade no campo. Para honrar as dívidas, venderam as poucas máquinas que tinham e até o carro da família foi tomado pelo banco. 

A rotina se soma a problemas de saúde e à falta de crédito para continuar produzindo. “Já passamos um mês inteiro comendo apenas arroz e feijão. Ainda assim, não desanimo. Tenho que ter força para ajudar minha família”, conta.

No campo gaúcho, muitos não sabem como plantar a próxima safra, mas seguem tentando resistir, à espera de dias melhores. “O que resta para nós é reduzir áreas, tentar diminuir custos de arrendamento e se manter na atividade por três ou quatro anos, na esperança de dias melhores para quitar dívidas e honrar compromissos”, resume Scheffer. 



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Cotações do feijão atingem os maiores patamares desde abril/25



Os preços do feijão preto e do carioca seguem firmes em praticamente todas as regiões acompanhadas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). Em algumas praças, os atuais patamares são os maiores desde abril deste ano.

Segundo o instituto, a demanda relativamente ativa por lotes de melhor qualidade, em um cenário já de pós-colheita e de estoques mais limitados, somada à postura retraída de vendedores sustentaram os movimentos de alta nos valores, com destaque para os do feijão preto.

No campo, as atenções se voltam à semeadura da 1ª safra brasileira 2025/26, que, até 20 de setembro, somava 8,3% da área estimada, segundo a Conab. A Companhia projeta 998,6 mil toneladas produzidas na 1ª safra, queda de 6% frente à temporada anterior. 

Para a 2ª e a 3ª safras, as estimativas são de 1,4 milhão de t (+3,6%) e de 702,7 mil t (+6%), respectivamente. Assim, a produção total das três safras pode atingir 3,1 milhões de t, ligeira alta de 0,8% frente a 2024/25.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Óleo de soja supera o farelo na participação nos lucros da indústria



A participação do óleo de soja nos lucros da indústria esmagadora alcançou o recorde de 50,3% na semana passada, superando o farelo de soja, que caiu para 49,7%. Isso é o que apontam os levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Segundo o instituto, o fato é inédito, considerando-se a série de cálculo do Cepea, realizado com base nos preços da soja em grão, do farelo e do óleo negociados em São Paulo. 

Pesquisadores explicam que esse cenário se deve aos recuos um pouco mais intensos nos valores do farelo e da soja em grão na última semana. O óleo também se desvalorizou, mas de forma leve aponta o centro de pesquisas. 

O Cepea também relembra que a demanda pelo óleo, sobretudo para a produção de biodiesel, segue em expansão no Brasil e nos Estados Unidos. Esse contexto vem sustentando os valores do derivado nos últimos meses. 

O recente enfraquecimento nos preços domésticos do complexo soja, por sua vez, está atrelado à entrada da safra 2025/26 dos Estados Unidos e à isenção temporária dos impostos de exportação na Argentina, as retenciones.

Essa medida atraiu importadores para o país vizinho e pressionou as cotações no Brasil e nos Estados Unidos, ainda conforme explicam pesquisadores do Cepea.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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