sexta-feira, abril 24, 2026

Autor: Redação

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Anvisa avança na harmonização da rotulagem de alimentos no Mercosul


A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) realizou uma série de diálogos setoriais para apresentar propostas de revisão das normas de rotulagem de alimentos, visando à harmonização no Mercosul. As mudanças propostas impactam diretamente o setor agropecuário e a indústria de alimentos. Com a conclusão dessa etapa, será aberta consulta pública, uma oportunidade estratégica para os setores contribuírem com o texto.

O processo atual representa a retomada das negociações regionais após tentativas frustradas entre 2014 e 2015, que levaram o Brasil a avançar com regulamentações próprias. O processo segue um fluxo técnico-político que combina os trabalhos setoriais, deliberação no SGT-3 e decisão final pelo Grupo Mercado Comum (GMC), que exige consenso entre os Estados-Partes.

As alterações na rotulagem geral incluem a inserção dos termos “legibilidade” e “painel principal” nas definições regulatórias, a atualização da definição de “prazo de validade” para vincular às condições adequadas de armazenamento, transporte e manipulação, além da proibição da marcação por perfuração. O conceito de “rotulagem” foi ampliado para abranger qualquer material escrito que acompanhe o alimento, não se restringindo à embalagem principal.

A proposta também revisa os nomes genéricos autorizados, incluindo detalhamento específico para óleos e gorduras, que deverão ser qualificados como “totalmente hidrogenado” ou “interesterificado” quando aplicável. Novos modelos de formatação foram estabelecidos com especificações detalhadas sobre tamanho da fonte, uso de negrito, alinhamento e símbolos de separação entre ingredientes.

Quanto às informações de origem, passará a ser obrigatório declarar o país de fracionamento ou envase quando diferente do país de origem do produto, desde que não tenha ocorrido transformação substancial.

Na rotulagem nutricional, a tabela será reorganizada para facilitar a leitura, com localização obrigatória próxima à lista de ingredientes e inclusão de coluna com informação nutricional por porção. Uma das mudanças mais visíveis será a identificação obrigatória de ingredientes e aditivos pelo nome de venda, eliminando o uso exclusivo de código INS. Além disso, foram definidos critérios para a tabela bilíngue, aplicável apenas aos quatro países do Mercosul.

A rotulagem de alergênicos passa por revisão abrangente, com inclusão de gergelim, tremoço, trigo-sarraceno, aipo e mostarda na lista obrigatória, enquanto castanhas (Castanea spp.) foram excluídas. As advertências serão unificadas em seção única, adjacente à lista de ingredientes.

O tema da rotulagem é sempre central. Com a multiplicidade de frentes em discussão, seja na Anvisa ou no Congresso, é importante uma organização estratégica para monitorar e contribuir com as alterações. Para o setor agropecuário, os impactos são significativos. Empresas que importam commodities para processamento no Brasil precisarão adequar a rotulagem para informar dupla origem. Setores como óleos vegetais e farinhas enfrentarão maior complexidade na declaração de alergênicos.

A Anvisa sinalizou que irá considerar prazos amplos para a adequação, inclusive para o esgotamento de embalagens na busca por atender demandas do setor e criar um ambiente estável para a implementação. Os prazos de adequação variam de 12 meses para internalização pelos Estados-Partes até 60 meses para bebidas não alcoólicas em embalagens retornáveis. Para pequenos fabricantes, o prazo pode ser de 48 meses. As três consultas estão em avaliação pela Diretora Colegiada e devem ser publicadas nas próximas semanas, com 120 dias para contribuições.

As mudanças representam esforço de convergência regulatória que pode reduzir barreiras técnicas ao comércio regional, fortalecendo a posição brasileira nas negociações. O sucesso dessa empreitada dependerá da capacidade do setor produtivo de contribuir tecnicamente durante a consulta pública e de se preparar adequadamente para as mudanças.

Apesar de apresentar desafios, uma convergência regulatória pode ser um diferencial competitivo importante no contexto regional e internacional.

*Fernanda César é gerente de Análise Política Federal e de Bens de Consumo. Atua desde 2017 na BMJ Consultores Associados, com ampla experiência em relações governamentais. É bacharel em Ciência Política pela Universidade de Brasília (UnB) e pós-graduada em Direito e Relações Governamentais pelo Centro Universitário de Brasília (UniCeub).


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.



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Brasil cria 147 mil empregos em agosto, menos que em 2024



O mercado de trabalho brasileiro registrou saldo positivo de 147 mil empregos com carteira assinada em agosto. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados nesta segunda-feira (29) pelo Ministério do Trabalho e Emprego.

O resultado representa avanço em relação a julho, quando foram abertas 134 mil vagas. No entanto, ficou abaixo do mesmo período de 2024, quando o saldo chegou a 239 mil postos. A diferença reflete os efeitos da desaceleração econômica e da taxa de juros ainda elevada, fatores que reduzem o ritmo das contratações.

Desempenho dos setores

Quatro dos cinco principais segmentos da economia fecharam agosto em alta. O setor de serviços liderou a geração de empregos, com 81 mil vagas criadas. Na sequência, vieram comércio (32,6 mil), indústria (19 mil) e construção civil (17,3 mil).

A agropecuária foi a única a registrar saldo negativo, com fechamento de 2,6 mil postos de trabalho. Especialistas apontam que o resultado pode estar ligado à sazonalidade da colheita e ao custo de produção mais alto em algumas regiões.

Resultados por estados

O saldo foi positivo em 25 das 27 unidades da federação. São Paulo liderou em números absolutos, com 45,4 mil vagas, seguido por Rio de Janeiro (16,1 mil) e Pernambuco (12,6 mil). Em termos proporcionais, Paraíba, Rio Grande do Norte e Pernambuco foram os estados que mais cresceram.

No recorte por tipo de contratação, 75% dos empregos foram classificados como típicos. Entre os não típicos, ganharam destaque as vagas de jornadas reduzidas, principalmente na área de educação, e os contratos de aprendizagem.

Panorama anual de empregos

Nos últimos 12 meses, entre agosto de 2024 e agosto de 2025, o saldo acumulado foi de 1,43 milhão de empregos formais. O número é inferior ao registrado no período anterior, quando o total superou 1,8 milhão.

O salário médio de admissão em agosto ficou em R$ 2.295, valor 0,56% acima do registrado em julho.



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Com risco de La Niña no Brasil e seca instalada nos EUA, mercado de soja segue pressionado



Na última semana, o anúncio do governo argentino de zerar os impostos sobre exportação de grãos até 31 de outubro aumentou a competitividade da soja e derivados no mercado internacional. Segundo a plataforma Grão Direto, a medida pressionou os preços em Chicago no início da semana, com o mercado prevendo maior oferta da Argentina nos embarques de novembro.

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Clima seco nos EUA e safra de soja

O clima seco se intensificou no Meio-Oeste dos EUA nas últimas semanas, atingindo a fase de enchimento e maturação das lavouras. O cenário levantou dúvidas sobre a qualidade e o volume da safra americana, com risco de grãos menores e menor teor de óleo.

Plantio de soja no Brasil

O fim do vazio sanitário em estados como Goiás dá continuidade ao plantio da safra 2025/26 no Brasil. Apesar de algumas irregularidades nas chuvas, o plantio avança em várias regiões, com os produtores atentos ao clima e ao mercado internacional.

Em Chicago, o contrato de soja para novembro de 2025 encerrou a US$ 10,14 por bushel, com queda de 1,17% na semana. O contrato para março de 2026 também recuou, fechando a US$ 10,49 por bushel, uma desvalorização de 1,13%. O dólar avançou 0,38%, encerrando a semana cotado a R$ 5,34, mas sem grandes efeitos, pois no geral as cotações recuaram nas principais regiões ao longo da semana.

Clima e safra

Os modelos climáticos indicam mais de 70% de chance de ocorrência do fenômeno La Niña entre outubro e dezembro. Apesar de a expectativa ser de um evento mais curto, ele deve impactar o regime de chuvas da safra 25/26 na América do Sul. Para os próximos 7 a 15 dias, os mapas apontam anomalias de precipitação, com déficit de chuvas no Centro-Oeste, norte de Minas e oeste da Bahia.

Além disso, a previsão é de temperaturas elevadas, chegando a 38°C a 40°C em Goiás, Mato Grosso e Tocantins. Esse calor mantém o balanço hídrico negativo, aumentando o risco de estresse térmico em culturas perenes e nas pastagens.

Farm Selling

O movimento de venda do produtor brasileiro está se encaixando com a necessidade da China de cobrir sua demanda entre novembro e janeiro. Outubro já está praticamente fechado, novembro já tem uma China com cerca de 60% da sua demanda garantida, enquanto já garantiu também 10% da demanda de dezembro. Pela média histórica, restam entre 10 e 11 milhões de toneladas a serem cobertas nesse período. O problema é que tanto Brasil quanto Argentina estão caros para o comprador chinês.

O farelo está com preços em queda, mesmo assim, a China não pode parar de comprar, para assegurar a demanda local. O que muda é que, com margens próximas do zero a zero ou mesmo negativas, o esmagador vai brigar mais no preço. O que pesa agora é a intensidade da venda do produtor. Quanto mais soja o produtor brasileiro soltar, mais pressão haverá sobre os preços.

Se a Argentina continuar oferecendo com forte desconto, fica difícil sustentar valores mais altos. No fim, o resultado tem sido derivados da soja nas mínimas na Bolsa de Dalian, refletindo o excesso de farelo no mercado.

Cenário internacional de soja

Nessa sexta-feira (3) será divulgado o relatório Payroll, com os dados do mercado de trabalho dos Estados Unidos, que será decisivo para saber se o Fed terá espaço para cortar novamente os juros em outubro. Nos últimos quatro meses, o mercado de trabalho norte-americano mostrou fraqueza, o que abriu caminho para o Fed retomar o ciclo de cortes na reunião do dia 17 de setembro.

Agora, o mercado vai olhar de perto três indicadores: criação de empregos, taxa de desemprego e ganho salarial. O resultado desses números vai definir se segue a expectativa de corte de juros na reunião do FOMC de 29 de outubro. Hoje, segundo o CME FedWatch, o mercado precifica 88% de chance de corte de 0,25 p.p. e 12% de manutenção.

O que esperar, então?

O mercado deve seguir pressionado, com o produtor vendendo mais para atender a demanda chinesa de curto prazo, mas com risco climático crescente no Brasil e margens negativas limitando sustentação de preços. Por fim, o dólar deve atravessar a semana sem surpresas, mantendo sua cotação ao redor de R$ 5,30.



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Haddad diz que tarifaço foi tiro no pé e que deve se reunir com secretário do Tesouro americano



O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta segunda-feira (29) que a decisão dos Estados Unidos de impor tarifa de 50% sobre produtos brasileiros foi um “tiro no pé” da economia americana. Segundo ele, a medida criou um “clima artificial de animosidade” entre os dois países, mas há expectativa de que se inicie um diálogo racional para reverter a situação.

“Acho que foi um tiro no pé deles, inclusive para a economia americana. Não faz o menor sentido pagar mais caro o café, a carne. Eu quero crer que vai se iniciar, em algum momento, um debate racional, primeiro separando o que é econômico do que é político”, disse Haddad durante a Conferência Itaú BBA Macro Vision 2025, em São Paulo.

O ministro reforçou que o Brasil não respondeu com contramedidas, mesmo após o Congresso aprovar a Lei da Reciprocidade Econômica. “Tentar usar tarifa como arma política, na minha opinião, é um equívoco que deveria ser corrigido o quanto antes, e estamos trabalhando nessa direção”, declarou.

Possível reunião com secretário americano

Haddad afirmou que pretende se reunir com o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, antes da reunião dos ministros de finanças do G20, marcada para 15 e 16 de outubro, em Washington. “Eu tenho uma ida para os Estados Unidos para o G20. Na pior das hipóteses, acredito que a gente vai se falar lá. Mas quem sabe antes disso os dois gabinetes marquem uma reunião. É possível também”, disse.

A sinalização de encontro ocorre após um episódio recente de frustração: o próprio secretário chegou a marcar uma reunião com Haddad, mas cancelou em cima da hora, o que ampliou o mal-estar diplomático.

No último dia 23, durante a Assembleia-Geral da ONU, em Nova York, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se encontrou brevemente com o presidente norte-americano, Donald Trump, e os dois acertaram a intenção de discutir economia em uma reunião futura.

Reformas e agenda doméstica

Durante sua fala, Haddad também destacou o impacto das reformas em andamento, que, segundo ele, podem elevar o PIB potencial brasileiro de 2,5% para patamares próximos à média mundial. O ministro ainda ressaltou que a agenda econômica busca conciliar ajuste fiscal e justiça social, além de projetar a liderança do Brasil nos debates ambientais com a realização da COP30 em Belém (PA).



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Desafios e futuro da comunicação digital no 3º Diálogos Agrojor



A boa comunicação também é importante para o sucesso do agronegócio e para isso é preciso engajamento em tempos de saturação digital, discussão sobre futuro do conteúdo e importância da reputação nas redes. Estes tema serão debatidos no 3° Diálogos Agrojor, principal evento da Rede Brasil de Jornalistas Agro (Agrojor), que ocorre no próximo sábado, dia 4 de outubro, a partir das 9h, no Auditório do Pensa/FIA em São Paulo (SP).

O evento também será transmitido on-line e visa integrar profissionais da comunicação que atuam no agronegócio e em outros setores para debate e atualização de temas relevantes à comunicação e ao futuro da profissão.

A programação terá três painéis com nomes de relevância para a comunicação digital. Participarão do primeiro painel a cofundadora e CEO da Futuros Possíveis e TEDx Speaker & Organizer, Angelica Mari, e a repórter especial do jornal O Estado de S. Paulo, Cristiane Barbieri, com o tema “Storytelling de impacto: como engajar em tempos de saturação digital: onde está a nova geração para a sua audiência?”. A mediação será feita pela presidente da Rede Agrojor e editora da Forbes Agro, Vera Ondei.

O segundo painel debaterá o tópico “Narrativas imersivas: realidade aumentada, podcasts e o futuro do conteúdo”, com a participação do consultor, mestre e doutorando em Tecnologias da Inteligência e Design Digital, Paulo Silvestre, e do diretor do Canal UOL, Antoine Morel, com mediação da editora-chefe e apresentadora do Hora H do Agro na Jovem Pan News e idealizadora do podcast Arroz, Feijão & Clima, Mariana Grilli.

O último painel trará o diretor de Branding & Communications da BYD Brasil, Pablo Toledo, e o presidente da Associação Brasileira de Agências de Comunicação (Abracom), Fábio Santos, que falarão sobre “Reputação e imagem em tempos de redes sociais”. A mediação ficará a cargo da diretora da Rede Agrojor e da Attuale Comunicação, Mariele Previdi.

“Nos Diálogos, como o próprio nome diz, tratamos de temas de interesse de profissionais da comunicação que atuam principalmente no agronegócio. A cada dia a comunicação digital apresenta novidades, por isso entender essas mudanças e colocá-las em prática, seja no agrojornalismo ou em outra editoria, é um desafio diário que os painelistas, com sua expertise, vão nos guiar para superá-los”, pontua a presidente da Agrojor, Vera Ondei, que fará a abertura da programação.

O 3° Diálogos Agrojor conta com o patrocínio ouro da Syngenta, prata da Corteva e bronze da Bayer, Cargill, Elanco e Yara, além do apoio de Pensa/FIA e Almagrino e apoio de mídia de importantes veículos do agro, como o Canal Rural.

As inscrições podem ser feitas no local do evento. Associado Agrojor tem condição exclusiva, com bonificação do custo de inscrição.

3° Diálogos Agrojor

Dia 4 de outubro (sábado), das 9h às 13h

Local: Auditório do Pensa/FIA – Avenida Doutora Ruth Cardoso, 7.221 – Pinheiros – São Paulo (SP)



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Cocal inicia operação de nova planta de biogás no interior de SP



A Cocal, empresa do setor sucroenergético, iniciou a operação de sua segunda planta 100% de biogás, localizada em Paraguaçu Paulista, no oeste paulista. A unidade tem capacidade de produção de até 60 mil metros cúbicos de biocombustível por dia.

De acordo com nota do governo do Estado de São Paulo, a inauguração ocorreu no último fim de semana.

Operação da usina de biogás

A unidade utiliza vinhaça e torta de filtro, subprodutos da cana-de-açúcar, além de esterco animal de uma granja da região, como matéria-prima para a produção de biogás. Além disso, o combustível é purificado e transformado em biometano, que será distribuído via GNC (gás comprimido em cilindros transportados por caminhões).

“Com nossas duas plantas em atividade, nossa região se torna uma das principais produtoras de biometano do mundo”, disse Carlos Ubiratan Garms. Segundo o membro do conselho de acionistas da Cocal, a outra planta está localizada em Narandiba.

A inauguração teve a presença do governador Tarcísio de Freitas, além de autoridades como o secretário executivo de Agricultura e Abastecimento, Alberto Amorim, o secretário de Governo e Relações Institucionais, Gilberto Kassab, e parlamentares estaduais e federais.

Durante o evento, Amorim destacou que as ações do governo consolidam São Paulo como referência na transição energética. “São Paulo ocupa 3% da superfície do Brasil, mas é muito mais do que isso. Temos um modelo de eficiência, de eficácia, de gestão de mudança, de inovação”, afirmou.



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paralisação nos EUA e feriado na China devem afetar os preços



Os preços do milho seguiram em queda ao longo da semana passada, pressionados pela maior oferta argentina e pelo avanço da colheita nos Estados Unidos.

No Brasil, o momento é mais favorável aos compradores, com preços atrativos no mercado spot. De acordo com análise da plataforma Grão Direto, para os vendedores, a venda futura (dezembro em diante) continua sendo a alternativa mais interessante diante da expectativa de estabilidade até a entrada do milho 1ª safra.

Na última sexta-feira (26), o contrato de milho para novembro de 2025 na Bolsa de Chicago encerrou a US$ 4,21 por bushel, queda de 0,71% na semana. Na B3, o vencimento do mesmo mês teve recuo ainda mais acentuado, de 1,66%, fechando a R$ 66,22 por saca.

Contudo, diante do provável shutdown (paralisação) nos Estados Unidos, que acontece quando o governo federal suspende parte de suas atividades porque o Congresso não aprovou a lei do orçamento pode mudar o paranorama das cotações do cereal.

E agora, o que esperar do mercado do milho?

Análise da Grão Direto traça pontos de atenção ao mercado do milho para esta semana. Acompanhe:

  • Comercialização no Brasil: o preço do milho deve continuar estável nesta semana, já que o produtor segue pouco ativo, comercializando em média entre 1% e 1,5% por semana. O frete rodoviário ainda está muito elevado, o que desestimula a venda, pois gera desconto no embarque. Em Mato Grosso, as usinas de etanol continuam comprando apenas para atender à demanda imediata, sem espaço para o milho de exportação. “A janela de comercialização externa praticamente se perdeu, já que não há como competir em preço com o mercado interno”, diz a empresa, em nota.
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  • Saca a menos de R$ 50: o mercado interno continua originando milho principalmente de Mato Grosso e Goiás. “Em Mato Grosso, as negociações giram entre R$ 48,00 e R$ 50,00 por saca, enquanto em Goiás o valor está em torno de R$ 56,00 por saca”, diz levantamento da Grão Direto. No momento, não há grandes movimentos: as cooperativas têm realizado vendas, mas o produtor segura a oferta, e os compradores internos seguem comprando apenas o necessário para manter a rotatividade dos estoques.

Giro pelo mercado internacional

  • Nos Estados Unidos, a colheita segue avançando e pode trazer movimentos
    mais drásticos no mercado;
  • Nesta semana, um ponto de atenção é a possibilidade de paralisação do governo norte-americano, gerada por uma batalha orçamentária. “Uma paralisação desse tipo poderia atrasar a divulgação de dados importantes, como exportações dos Estados Unidos, o relatório do Commodity Futures Trading Commission (CFTC), indicadores do setor agrícola e o próprio Payroll da sexta-feira (3). Além disso, na quarta-feira (1) haverá feriado na China, o que pode coincidir com essa paralisação nos Estados Unidos e reduzir ainda mais a liquidez do mercado.
  • Outro destaque é que, segundo o último relatório do CFTC, os fundos estão na maior posição líquida vendida dos últimos 12 meses em commodities agrícolas. “Isso aumenta o risco: se os agentes ficarem sem dados atualizados, podem optar por recomprar parte dessas posições vendidas para não ficarem tão expostos, o que pode sustentar os preços do milho e da soja na Bolsa de Chicago”, diz a Grão Direto.

Para a empresa, no Brasil, o preço do milho tende a seguir estável ou recuar levemente diante da fraca atuação do produtor e do frete elevado. Em Chicago, pode haver alta pontual, caso a paralisação nos Estados Unidos leve fundos a recomprar posições vendidas e reduza a oferta de dados no curto prazo.



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Agricultura cria sistema para aperfeiçoamento de prevenção e controles de pragas



O Ministério da Agricultura instituiu o Sistema de Avaliação da Qualidade e Aperfeiçoamento dos Programas Oficiais de Prevenção e Controle de Pragas, o AudiFito, com objetivo de monitorar e melhorar as ações oficiais de sanidade vegetal no território nacional. O programa foi criado por meio de portaria da Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA), publicada nesta segunda-feira, 29, no Diário Oficial da União (DOU).

O AudiFito será aplicado nas instituições públicas ou privadas que executam ou prestam serviços relacionados aos programas oficiais de prevenção e controle de pragas em nível federal ou estadual por meio de auditorias e supervisões regulares remotas ou presenciais.

Será coordenado pelo Departamento de Sanidade Vegetal e Insumos Agrícolas, no âmbito da Secretaria de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, prevê a portaria.

O programa avaliará o cumprimento de uma série de indicadores de qualidade nas ações de defesa vegetal executadas pelos órgãos de defesa agropecuária e indicará correções. O programa entra em vigor nesta segunda-feira.



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Goiás inicia plantio de soja da safra 2025/2026



O estado de Goiás deu início oficialmente ao plantio da soja da safra 2025/2026 na última quinta-feira (25), conforme calendário do Mapa. Segundo informações divulgadas pelo governo do estado, o evento em Nova Crixás, município do Vale do Araguaia, reuniu o vice-governador Daniel Vilela, lideranças políticas e do setor agrícola, além de centenas de produtores rurais, para celebrar o início da nova safra.

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O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg), José Mário Schreiner, destacou que o estado caminha para se tornar o segundo maior produtor de grãos do país. “Só não ultrapassaremos Mato Grosso por conta da grande extensão territorial do estado vizinho”, disse. Schreiner ainda apontou que o Vale do Araguaia tem potencial para ampliar em 50% as áreas agricultáveis de Goiás, com foco no cultivo da soja.

Na safra 2024/2025, Goiás colheu 20,4 milhões de toneladas de soja, um crescimento de 18% em relação à safra anterior. Para a nova temporada, a expectativa é superar esse número. Clodoaldo Calegari, presidente da Associação dos Produtores de Soja de Goiás (Aprosoja-Goiás), informou que a meta é concluir o plantio até o fim de dezembro e iniciar a colheita em janeiro, liberando as áreas para a segunda safra, conhecida como safrinha.

Vale lembrar que o evento oficial da Abertura Nacional do Plantio de Soja 2025/2026 acontecerá nesta sexta-feira (3), às 9h, horário de Brasília, em Sidrolândia (MS). Clique aqui para se inscrever.



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AgroNewsPolítica & Agro

Satis apresenta manejo completo para aumentar produtividade


Se você planta soja, a Satis quer caminhar com você do preparo do solo ao enchimento de grãos nesta safra 2025/26. Essa é a mensagem da empresa ao sojicultor brasileiro, ao anunciar que reposicionou sua atuação para priorizar a jornada completa da lavoura, combinando nutrifisiologia, insumos biológicos e adjuvantes em um pacote pensado para as todas as fases decisivas do ciclo. A proposta da Satis é unir produtividade e sustentabilidade, com suporte técnico mais próximo da realidade de cada talhão.

Como todo agricultor bem sabe, o ponto de partida é um solo sadio e fértil. No pré-plantio, a Satis apresenta o Trichovex, um biofungicida à base de Trichoderma harzianum (cepa exclusiva IB19/17) para equilibrar a microbiologia e reduzir a pressão de patógenos como Rhizoctonia e Sclerotinia. Ao mesmo tempo, leva ao campo o Nemavex, biodefensivo formulado com bactérias do gênero Bacillus, indicado para manejo de nematoides, protegendo raízes e preservando o arranque inicial. As duas soluções podem ser usadas em conjunto para criar o ambiente ideal de estabelecimento da cultura.

Na largada do plantio, a mensagem é clara: eficiência de Fixação Biológica de Nitrogênio (FBN) e vigor inicial fazem diferença no estande e na regularidade do talhão. Nesse sentido o sojicultor conta com o fertilizante Nodular, que concentra molibdênio, cobalto e níquel para turbinar a FBN e a nodulação. Por sua vez, o Vitakelp é um bioativador fisiológico com extratos de algas que estimula plântulas mais uniformes e resilientes aos estresses da emergência.

Passada a fase de implantação, a Satis propõe um manejo de nutrifisiologia para sustentar o crescimento vegetativo e a transição reprodutiva sem travamentos. Produtos como Soymax, Humicbor, Sturdy e Vitan entram para oferecer nutrição balanceada, mitigar fitotoxicidade e amortecer estresses ambientais, favorecendo arquitetura de plantas, área foliar ativa e maior aproveitamento dos recursos do ambiente.

No florescimento e no enchimento dos grãos, quando cada vagem conta, entram tecnologias voltadas à sanidade e ao desempenho final, com destaque para o Fulland, além de Vitaphol Power-K e Vitaphol HSK. O Fulland, um dos carros-chefe da marca, tem patente e formulação única no mercado: um complexo químico sistêmico de cobre desenhado para ativar mecanismos de autodefesa nas plantas e potencializar o manejo fitossanitário. Segundo a empresa, o produto também apresenta sinergia com fungicidas e outros defensivos, melhorando mobilidade e potencial de controle, o que ajuda a proteger o potencial produtivo na fase mais sensível da cultura.

Resultado é confirmado a campo

Para dar lastro técnico a essas recomendações, a Satis cita resultados obtidos em parceria com a Pitanga Agronegócios. Nos ensaios, o uso integrado das soluções da marca elevou em 11,3% a produtividade, aumentou em 14% o número de nós produtivos e acrescentou 3,2% no Peso de Mil Grãos. São números que chamam a atenção, embora a empresa reconheça que respostas variam conforme solo, clima, pressão de pragas e doenças e o conjunto de práticas adotadas. A orientação é posicionar cada solução na janela correta e, quando possível, validar em faixas na própria fazenda para medir retorno técnico e econômico.

Um diferencial que a Satis faz questão de sublinhar é a combinação de formulações inovadoras com concentrações equilibradas de ativos de origem natural, incluindo cepas microbianas selecionadas e complexos de micronutrientes quelatizados para facilitar a absorção. A proposta é entregar eficiência com menor impacto ambiental, alinhada a uma visão de agricultura regenerativa. Nesse caminho, a empresa avança também na linha de biodefensivos registrados, reforçando o pilar biológico do portfólio.

Parceria do início ao fi

A proximidade em campo é outro pilar do novo posicionamento. Equipes técnicas regionais devem atuar lado a lado com você, entendendo as particularidades de solo, clima e sistema de produção antes de indicar o caminho do manejo. A companhia também treinou seu time comercial para o uso estratégico do digital, com produção de conteúdo prático e comunicação mais ágil, numa tentativa de encurtar a distância entre a recomendação e a execução na fazenda. O mote que acompanha a campanha resume a abordagem: “não tem segredo, tem Satis”.

Em termos práticos, o que a empresa oferece é um encadeamento de soluções para reduzir gargalos que costumam drenar potencial da soja: ambiente microbiológico saudável e raízes protegidas no pré-plantio; FBN eficiente e vigor no arranque; nutrição e fisiologia ajustadas para suportar estresses na fase vegetativa; e sanidade com suporte fisiológico na reprodução e no enchimento, mirando grãos mais pesados e com melhor qualidade.

Cabe lembrar que compatibilidade de calda, posicionamento fenológico e boas práticas de aplicação, sobretudo no caso de biológicos, fazem diferença nos resultados. E, como sempre, a melhor decisão nasce do cruzamento entre dados da sua área, histórico de produtividade, pressão de pragas e metas de retorno.

Ao se apresentar para a safra 25/26, a Satis quer ser mais que fornecedora de insumos: pretende ser parceira de manejo, com tecnologia própria, assistência técnica e um roteiro claro para cada fase da lavoura. Em um mercado aquecido e competitivo, onde cada detalhe pesa no teto produtivo, o produtor que alinhar calendário, janela e ferramentas certas tende a transformar potencial em sacas colhidas. A empresa aposta que pode ajudar você a dar esse passo.

A soja está no centro dessa estratégia por ser a cultura que mais ‘engorda’ o caixa do campo: A prova é o Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP), no qual a soja movimentou R$ 341,5 bilhões em 2024, segundo o Ministério da Agricultura. Agora, a Conab projeta 175 milhões de toneladas, um aumento de 4% acima da safra 2024/25. Em função disso, a Satis projeta ganhos para o sojicultor que caprichar no manejo fino e tecnologias complementares.

De acordo com o diretor de Negócios da Satis, Jair Unfried, com essa evolução e o reforço de produtos biológicos para uma agricultura regenerativa, a empresa estima que será possível alavancar seu faturamento e crescer mais de 20% na temporada. “A empresa está reiterando não apenas sua presença no campo, mas sua missão de impulsionar o futuro da agricultura brasileira com cientificidade, confiança e resultados comprovados. Queremos ser um provedor de soluções inovadoras”, conclui o executivo.





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