sexta-feira, abril 24, 2026

Autor: Redação

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Chuvas fortes atingem estados e calor avança; veja a previsão do tempo



A presença de uma área de baixa pressão sobre o Paraguai, associada ao deslocamento de um cavado em níveis médios da atmosfera, reforça as instabilidades na região Sul nesta terça-feira (30).

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.

Em boa parte do Rio Grande do Sul, no norte de Santa Catarina, nos vales e planaltos e também no sudoeste do Paraná, há risco de temporais com raios e rajadas de vento ao longo do dia. Nas demais áreas dos três estados, a previsão é de pancadas fortes de chuva. No litoral paranaense, a instabilidade deve variar entre fraca e moderada. Já no norte do Paraná, o destaque será o calor intenso, com apenas pancadas isoladas.

Calor e ar seco no Centro-Oeste e Sudeste

O tempo firme predomina em grande parte do Sudeste e do Centro-Oeste, com calor e baixa umidade do ar. Entre o leste de Mato Grosso, Goiás e Triângulo Mineiro, os índices podem cair abaixo de 12% durante a tarde, caracterizando situação de emergência.

As temperaturas máximas devem passar dos 35 °C em diversas cidades, podendo alcançar os 40 °C. Apenas no noroeste de Mato Grosso e no oeste e sul de Mato Grosso do Sul há chance de pancadas fortes de chuva, acompanhadas de raios e rajadas de vento. No extremo sul de Mato Grosso do Sul, temporais isolados não estão descartados ainda pela manhã.

Chuva no litoral do Nordeste

A circulação de ventos oceânicos mantém a umidade sobre parte da costa leste do Nordeste. Entre Maceió (AL) e Recife (PE), há risco de chuva mais intensa em alguns momentos. Pancadas também podem atingir o agreste, mas o interior nordestino segue com tempo firme, calor elevado e baixa umidade. Rajadas de vento podem chegar a 50 km/h em várias áreas.

Na Região Norte, o calor e a umidade seguem alimentando instabilidades. Amazonas, Acre, Rondônia e Roraima concentram as condições mais favoráveis para pancadas de chuva expressivas desde cedo. Entre o oeste do Amazonas e do Acre, há risco de temporais.

Já no Amapá e no norte do Pará, as pancadas tendem a ser isoladas e sem grande intensidade. Tocantins permanece sob predomínio de tempo seco, calor forte e baixa umidade à tarde.



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Fundecitrus apresenta estratégias no controle do greening e do psilídeo no VI SIMPROT, em Botucatu (SP)



O evento contou com a participação de cerca de 70 pessoas


Foto: Fundecitrus

O Fundecitrus participou, nesta segunda-feira (22), do VI Simpósio em Proteção de Plantas (SIMPROT), realizado em Botucatu (SP).

Organizado pela Unesp de Botucatu, o evento é voltado a estudantes, pesquisadores e profissionais da área, e contou com palestras de especialistas, apresentação de trabalhos científicos e debates sobre temas relevantes da Fitossanidade, abrangendo Entomologia, Fitopatologia, Matologia, Nematologia e Tecnologia de Aplicação.

O pesquisador da instituição Wellington Ivo Eduardo ministrou a palestra “Manejo do psilídeo Diaphorina citri”, destacando a importância da identificação, do monitoramento e do controle do inseto. “Durante a palestra, abordei a identificação das diferentes fases de vida do psilídeo e aspectos bioecológicos, como ciclo de vida, dispersão e flutuação populacional ao longo do ano, além de destacar a importância do monitoramento contínuo e da adoção de estratégias integradas de controle. O combate ao psilídeo exige não apenas ações pontuais, mas um esforço coordenado entre produtores, técnicos e pesquisadores. Eventos como o SIMPROT são fundamentais para promover discussões técnicas”, afirma.

Também representando o Fundecitrus, o engenheiro-agrônomo Murilo Piccin apresentou a palestra “Desafios para enfrentamento dogreening”, abordando os sintomas da doença, as características e a importância do manejo preventivo. “O Simpósio é uma oportunidade de trazer as dificuldades práticas que enfrentamos com o manejo do greening no campo para o ambiente científico e universitário. Essa troca de conhecimento é fundamental para fortalecer a citricultura”, destaca.





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confira os destaques do mercado


No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, destaca queda de mais de 3% no petróleo após rumores de aumento de oferta pela Opep+ e plano dos EUA para cessar-fogo em Gaza. Wall Street subiu, com destaque em tecnologia e metais como ouro e cobre.

No Brasil, Ibovespa avançou 0,61% e dólar recuou 0,30% a R$ 5,32, apoiados por fluxo estrangeiro e política monetária restritiva. Hoje, foco na PNAD Contínua e no setor público, além dos dados de Alemanha e EUA.

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação



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Link FDC – Fundecitrus participa de evento para mulheres em Campos de Holambra (SP)



O evento apresentou palestras sobre a formação de mudas de citros


Foto: Fundecitrus

 

Um evento com mulheres e feito para as mulheres, precisa de uma mulher na apresentação, não é mesmo?! Por isso, quem comandou esta edição do Link FDC foi a engenheira-agrônoma do Fundecitrus Renilza Rita Silva. O evento apresentou palestras sobre a formação de mudas de citros, os principais desafios fitossanitários, técnicas de manejo e estratégias de comercialização das frutas.





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Dieta energética aumenta produção de embriões em novilhas e triplica retorno financeiro



Um estudo realizado pela Embrapa Cerrados (DF) em parceria com a Universidade de Brasília (UnB) demonstrou que planos alimentares de alta densidade energética podem transformar a reprodução bovina. Em novilhas pré-púberes da raça nelore, a estratégia aumentou em 21% a produção de embriões in vitro e antecipou a puberdade, garantindo retorno financeiro até 2,8 vezes superior ao da dieta convencional.

Novilhas mais jovens, maior eficiência

A pesquisa partiu da hipótese de que o maior aporte de energia durante a fase inicial de crescimento das fêmeas poderia influenciar diretamente a qualidade dos ovócitos e a produção de embriões. Os resultados confirmaram que animais jovens suplementados com dietas energéticas atingem peso e deposição de gordura adequados mais cedo, o que antecipa a idade reprodutiva.

Segundo o pesquisador Carlos Frederico Martins, da Embrapa Cerrados, a antecipação do primeiro parto tem efeito direto na economia dos sistemas de corte e leite.

“Se a primeira prenhez ocorre aos 14 meses, em vez dos 24 habituais, os custos caem. Isso representa maior retorno financeiro e ganhos para o melhoramento genético, já que reduz o intervalo entre gerações”, destacou.

O experimento na prática

O estudo envolveu 34 novilhas nelore pré-púberes, com cerca de 160 quilos, submetidas a dois planos alimentares: um convencional (PN1) e outro de alta energia (PN2).

No tratamento tradicional, as novilhas permaneceram a pasto com suplementação moderada, alcançando ganhos de peso esperados de até 700 g/dia. Já no regime de alta energia, as bezerras foram alimentadas com silagem de milho e concentrados mais calóricos, chegando a ganhos de 1 kg/dia.

Os resultados foram expressivos, de acordo com a Embrapa:

  • 49% mais ovócitos recuperados no PN2 em relação ao PN1;
  • 42% mais ovócitos viáveis;
  • 21% mais embriões produzidos in vitro;
  • Peso médio de 321 kg aos 12 meses, contra 309 kg do grupo convencional.

Além disso, as novilhas do grupo energético teriam apresentado melhor acabamento de carcaça e alcançaram precocidade reprodutiva semelhante à de vacas adultas.

Apesar de o plano de alta energia gerar custos 29% a 36% maiores na alimentação, o ganho na produção de embriões compensou os investimentos. Em média, cada novilha suplementada produziu 6,8 embriões, contra apenas 3,6 do grupo convencional.

A análise financeira mostrou que a receita média foi 77% superior no grupo PN2. A margem líquida chegou a ser 2,8 vezes maior na produção de embriões congelados para transferência direta (TD), considerada a mais rentável.

De acordo com a pesquisadora Isabel Ferreira, responsável pela avaliação econômica, o diferencial esteve na produtividade.

“Mesmo com custos operacionais mais altos, o maior número de embriões por novilha garantiu margens positivas. Isso prova que a dieta energética pode ser financeiramente vantajosa em sistemas comerciais”, afirmou.

Melatonina potencializa os resultados

Outro avanço foi a associação da dieta energética ao uso de melatonina, hormônio natural com ação antioxidante. O tratamento aumentou em até 13% a taxa de blastocistos, aproximando o desempenho de novilhas pré-púberes ao de vacas adultas.

Para Martins, este é um marco importante:

“O uso da melatonina melhorou a competência ovocitária e elevou a qualidade embrionária. Isso abre espaço para unir nutrição e biotecnologia em prol da eficiência reprodutiva.”



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EUA investigam práticas anticompetitivas nos insumos



A análise deve se concentrar nas estratégias de precificação


A análise deve se concentrar nas estratégias de precificação
A análise deve se concentrar nas estratégias de precificação – Foto: Divulgação

O governo dos Estados Unidos anunciou em 25 de setembro o início de uma nova investigação para apurar possíveis práticas anticompetitivas entre fornecedores de insumos agrícolas, como fertilizantes, sementes e defensivos. A ação será conduzida em conjunto pelo Departamento de Agricultura (USDA) e pelo Departamento de Justiça (DOJ), em resposta ao cenário de custos elevados e voláteis que vêm pressionando produtores rurais já impactados por preços mais baixos das safras e pelas disputas comerciais internacionais. O objetivo é avaliar se a concorrência está sendo limitada, dificultando o acesso dos agricultores a insumos a preços justos e comprometendo a competitividade do setor.

Embora ainda não haja detalhes mais profundos sobre o alcance da investigação, a medida reforça a preocupação do governo com a concentração de mercado e com possíveis abusos de poder econômico por parte das grandes indústrias do setor. A análise deve se concentrar nas estratégias de precificação e nos contratos de fornecimento, investigando se existem barreiras artificiais que impedem maior equilíbrio entre oferta e demanda.

Esse movimento regulatório soma-se a um cenário de crescente pressão sobre o agronegócio norte-americano, em que políticas comerciais e medidas governamentais já vêm sendo apontadas como fatores que restringem a oferta e contribuem para a elevação dos custos. Para os produtores, que enfrentam margens de lucro cada vez mais estreitas, qualquer avanço em transparência e competitividade pode significar maior fôlego para manter a sustentabilidade de suas atividades.





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Nova resolução do CMN traz alívio financeiro para produtores rurais, mas exige atenção aos detalhes


Por Dr Henrique Lima

O setor agropecuário acaba de ganhar uma nova oportunidade para reorganizar suas finanças. A Resolução CMN nº 5.247, publicada recentemente, regulamenta a Medida Provisória nº 1.314/2025 e estabelece condições especiais para renegociação, amortização ou quitação de dívidas rurais, beneficiando produtores de todos os portes, cooperativas e associações.

Para entender os impactos dessa medida, conversamos com o Dr. Henrique Lima, sócio fundador do Lima & Pegolo Advogados Associados, escritório full service com mais de 20 anos de experiência, com sedes em Campo Grande (MS), Curitiba (PR) e São Paulo (SP), atendendo clientes em todo o Brasil. O escritório tem forte atuação na defesa de produtores rurais e empresas do agronegócio em questões administrativas e judiciais.

“A resolução cria um caminho para reorganizar as finanças do produtor”

Pergunta: Dr. Henrique, em linhas gerais, o que muda com a Resolução CMN nº 5.247 e qual o objetivo principal desta norma?

Dr. Henrique Lima:

 A resolução traz alívio financeiro para os produtores que enfrentaram dificuldades nos últimos anos, principalmente por conta de eventos climáticos adversos, como secas, enchentes e outras calamidades.

 Ela permite que sejam renegociadas, amortizadas ou quitadas dívidas rurais, incluindo operações de custeio, investimento e Cédulas de Produto Rural (CPRs).

 É uma medida importante porque reconhece formalmente os prejuízos sofridos no campo e oferece condições especiais para que produtores, cooperativas e associações possam se reorganizar financeiramente e continuar produzindo.

Cuidado com as informações apresentadas aos bancos

Pergunta: Essa notícia traz um grande alívio, mas também exige atenção. Quais os principais cuidados que o produtor deve ter ao aderir a essa renegociação?

Dr. Henrique Lima:

É essencial que o produtor tenha muito cuidado com as informações apresentadas às instituições financeiras.

Para renegociar a dívida, ele precisa fornecer documentos como laudos técnicos, registros de produção e relatórios financeiros. Porém, se esses dados forem incompletos ou divergentes, isso pode comprometer o processo.

Em alguns casos, esses documentos podem ser utilizados contra o próprio produtor em uma eventual disputa judicial.

Por isso, a orientação é buscar assessoria jurídica especializada antes de formalizar o pedido, garantindo que todas as informações estejam corretas e consistentes.

O produtor deve ter em mente que, embora possa existir uma relação cordial com o gerente do banco, o papel dele é defender os interesses da instituição financeira. No final, o objetivo do gerente é garantir que a dívida seja paga, ainda que isso possa resultar na perda de patrimônio do produtor ou em impactos para sua família. É importante que o produtor se resguarde, entendendo que a prioridade do banco será sempre a segurança financeira da instituição.

Critérios para aderir à renegociação

Pergunta: Quais são os requisitos que o produtor deve cumprir para ter acesso aos benefícios previstos na resolução?

Dr. Henrique Lima:

 A resolução estabelece critérios específicos de elegibilidade, como:

  • Ter contratado a operação até 30/06/2024.

     
  • O município do produtor deve ter sido reconhecido, em pelo menos dois anos entre 2020 e 2024, como estando em situação de emergência ou calamidade pública, com reconhecimento federal.

     
  • Comprovação de perdas por eventos climáticos:

     

    • Redução mínima de 20% em duas das três principais atividades agrícolas, ou

       
    • Quebra superior a 30% em duas ou mais safras no período de 2020 a 2024.

       

  • Demonstração de dificuldades financeiras, como fluxo de caixa comprometido ou aumento do endividamento.

     

Esses critérios são fundamentais, pois garantem que os benefícios sejam direcionados a quem realmente sofreu prejuízos relevantes.

Quem pode se beneficiar e prazos para adesão

Pergunta: Quem está apto a participar e quais são os prazos estabelecidos?

Dr. Henrique Lima:

 O benefício é amplo e contempla:

  • Produtores rurais de todos os portes, desde o pequeno agricultor do Pronaf até grandes produtores;

     
  • Cooperativas de produção;

     
  • Associações e condomínios de produtores rurais.

     

Quanto aos prazos:

  • Para operações com recursos supervisionados, a contratação deve ser feita até 10/02/2026.

     
  • Para recursos livres, o limite vai até 15/12/2026.

     
  • As dívidas precisam estar adimplentes até 05/09/2025 para que possam ser renegociadas ou prorrogadas.

     


Orientação final: planejamento e segurança jurídica

Pergunta: Qual mensagem o senhor deixa aos produtores que desejam aproveitar essa oportunidade?

Dr. Henrique Lima:

 O momento é de organização e cautela.

 Minha recomendação é que o produtor:

  • Reúna toda a documentação necessária com antecedência;

     
  • Verifique se os dados estão corretos e coerentes;

     
  • Procure orientação jurídica antes de assinar qualquer acordo.

     

Essa resolução pode ser decisiva para recuperar a saúde financeira do negócio, mas, se mal conduzida, pode gerar problemas futuros, inclusive na esfera judicial.

 Com planejamento e acompanhamento especializado, é possível aproveitar os benefícios da norma com segurança.





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Mercado interno segue comprando milho apenas o necessário


De acordo com análise divulgada pelo Grão Direto nesta segunda-feira (29), o preço do milho deve permanecer estável ao longo da semana. A comercialização segue lenta, com produtores negociando em média entre 1% e 1,5% por semana. O frete rodoviário elevado desestimula as vendas, pois gera desconto no embarque. No Mato Grosso, as usinas de etanol compram apenas para atender à demanda imediata, sem espaço para milho de exportação.

Segundo o Grão Direto, “a janela de comercialização externa praticamente se perdeu, já que não há como competir em preço com o mercado interno”.

O mercado interno continua originando milho principalmente de Mato Grosso e de Goiás. No Mato Grosso, as negociações giraram entre R$ 48,00 e R$ 50,00 por saca, enquanto em Goiás os valores estão em torno de R$ 56,00 por saca. “No momento, não há grandes movimentos: as cooperativas realizam vendas, mas o produtor segura a oferta, e os compradores internos enviam comprando apenas o necessário para manter a rotatividade dos estoques”, informou a análise.

No cenário internacional, a colheita nos Estados Unidos avança e pode trazer movimentos mais drásticos para o mercado. Nesta semana, um ponto de atenção é a possibilidade de paralisação do governo norte-americano, gerada por atritos políticos do ex-presidente Donald Trump dentro do próprio governo e no embate contra os democratas. “Uma paralisação desse tipo poderia atrasar a divulgação de dados importantes, como as exportações dos EUA, o relatório do CFTC, os indicadores do setor agrícola e o próprio Payroll da sexta-feira”, destaca o estudo.

Outro fator apontado pelo Grão Direto é que na quarta-feira haverá feriado na China, o que pode coincidir com uma eventual paralisação nos EUA e reduzir ainda mais a liquidez do mercado. Além disso, o último relatório da CFTC mostrou que os fundos estão na maior posição líquida vendida nos últimos 12 meses em commodities agrícolas. “Isso aumenta o risco: se os agentes ficarem sem dados atualizados, podem optar por recomprar parte dessas posições vendidas para não ficarem tão expostos, ou que possam sustentar os preços do milho e da soja na Bolsa de Chicago”, diz a análise.

No Brasil, segundo o Grão Direto, o preço tende a seguir estável ou recuar um pouco diante da fragilidade de atuação do produtor e do frete elevado. Em Chicago, pode haver alta pontual caso uma paralisação nos EUA leve fundos a recomprar posições vendidas e reduza a oferta de dados no curto prazo.





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Santa Gertrudis garante lucro e desempenho a pasto; saiba mais



A busca por maior rentabilidade na pecuária leva criadores a explorar cruzamentos genéticos que unam rusticidade e produtividade. Um exemplo dessa estratégia é a dúvida do pecuarista José Augusto, da região Norte de Minas Gerais, sobre a utilização do touro Santa Gertrudis em fêmeas cruzadas de Brahman com Tabapuã.

Ao quadro Giro do Boi Responde, do programa Giro do Boi, o zootecnista Alexandre Zadra afirmou o uso do touro Santa Gertrudis nessas matrizes é uma ótima opção e garantirá a produção de um gado tropicalizado e de excelente desempenho a pasto.

Características do Santa Gertrudis

O Santa Gertrudis, uma raça bimestiça (cinco oitavos Shorthorn e três oitavos Brahman) e a mais antiga do mundo nesse conceito, é reconhecido por sua consistência na transmissão de ganho de peso e padronização. Ao ser usado em fêmeas Brahman e Tabapuã – matrizes fortes e com ótima habilidade materna – o resultado do cruzamento é um animal com cerca de 31% de sangue europeu e 69% de sangue zebuíno.

Os bezerros gerados a partir desse cruzamento serão animais tropicalizados e muito bem adaptados ao calor do Brasil Centro-Norte. Eles terão um metabolismo interessante e se desenvolverão com um ótimo desenvolvimento ponderal a pasto, atingindo um peso muito elevado.

Vantagens do cruzamento

O zootecnista Zadra explica que, embora os animais bimestiços com sessenta e dois por cento de sangue europeu exijam algum conforto térmico, os filhos dessas fêmeas com o Santa Gertrudis, por serem predominantemente zebuínos, se adaptam bem. Praticamente todos serão arcaicos, sem o cupim tradicional, mas com a rusticidade e a força necessárias para o clima.

A escolha pela monta natural com a raça Santa Gertrudis é uma opção excelente, especialmente em piquetes de menor tamanho, onde os touros não precisam andar tanto. A raça garante, na teoria, 100% de heterose quando usada no Nelore puro, e um ganho genético significativo mesmo em fêmeas já cruzadas.

No caso do criador de Minas Gerais, o uso do Santa Gertrudis em suas matrizes Brahman e Tabapuã resultará em um lote de animais muito pesados e padronizados. Essa é uma estratégia eficiente para introduzir sangue europeu e aproveitar o benefício da heterose, mantendo a adaptabilidade ao clima tropical e lucrando com um produto final de alta qualidade.

Com informações de: girodoboi.canalrural.com.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.



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Pedidos de recuperação judicial no agro disparam 32% no segundo trimestre



Os pedidos de recuperação judicial (RJ) no agronegócio tiveram um salto de 31,7% no segundo trimestre deste ano em comparação a igual período do ano passado, somando 565 solicitações, conforme dados divulgados nesta segunda-feira (29) pela Serasa Experian.

De acordo com o levantamento, a taxa de aumento é recorde e foi impulsionada por pleitos de produtores rurais que atuam como PJ (pessoa jurídica), com 243 pedidos, o dobro do requisitado entre abril, maio e junho do ano passado.

Também foi observado aumento dos pedidos entre as empresas da cadeia de fornecimento, como revendedores de insumos. Neste rol, foram 102 solicitações, 8,5% mais do que em igual período de 2024.

No relatório, a Serasa não especifica os motivos do aumento dos pedidos de recuperação judicial. Contudo, para o advogado especializado no tema, Euclides Ribeiro Silva, a alta se deve à atual taxa Selic em 15% ao ano.

“O que nós temos hoje é uma inviabilidade da produção no campo, pagando juros de 15% ao ano, não há agronegócio que funcione no Brasil, na Europa, nos Estados Unidos ou na China”, considera.

De acordo com ele, em sua experiência, existem no mercado atualmente RJs que variam entre R$ 5 bilhões e R$ 2 milhões, ou seja, englobam do grande ao pequeno produtor.

Em entrevista no último sábado (27), o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse que a pasta acredita que pode estar havendo “abuso” do mecanismo de proteção contra credores por parte de alguns setores, como o agro.

“O abuso é encarar uma taxa de juros alta dessas de juros [da taxa Selic] quando não temos uma produção que gere esse tipo de riqueza. Então, não há, na minha visão, um dado que seja confiável [a respeito] do que essas pessoas estão dizendo que as empresas que entram em recuperação judicial vão quebrar porque elas [as pessoas] estão envieszados para dizer que não se faça recuperação judicial porque, para eles, talvez não seja interessante ter que encarar a realidade de que o problema não é o produtor rural ou o advogado ou a recuperação, mas sim os juros que essas pessoas estão praticando”, diz Silva.



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