sexta-feira, abril 24, 2026

Autor: Redação

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Omã e Brasil trocam experiências sobre controle de pragas


A Embrapa Tabuleiros Costeiros recebeu, de 22 a 26 de setembro, a visita de seis pesquisadores e representantes técnicos de Omã, que participaram de capacitação com especialistas da Embrapa no manejo da broca-do-olho do coqueiro Rhynchophorus palmarum praticado no Brasil.

O objetivo é que alguma das tecnologias adotadas no Brasil possa ser adaptada para o manejo do bicudo-vermelho Rhynchophorus ferrugineus no país árabe, situado na costa sudeste da Península Arábica. O bicudo-vermelho é a principal praga das tamareiras em Omã e outros países do Oriente Médio e recentemente foi relatada no Brasil. 

Os pesquisadores Adenir Teodoro, Élio Guzzo e Aldomário Negrisoli, especialistas em pragas agrícolas, conduziram a capacitação técnica durante o encontro no Brasil, que foi um desdobramento da visita de Teodoro e Guzzo realizada em 2024 a Omã.

Fruto de parceria articulada por meio da Agência Brasileira de Cooperação (ABC) do Ministério das Relações Exteriores (MRE), a reunião também tratou de possibilidades de cooperação técnico-científica entre a Embrapa e pesquisadores de Omã, junto ao Ministério da Agricultura do sultanato árabe.

Veja abaixo o vídeo com momentos da visita da delegação de Omã ao Brasil

Na segunda (22), as equipes dos dois países apresentaram suas linhas de pesquisa e detalharam trabalhos voltados ao manejo de pragas agrícolas. No mesmo dia, as equipes visitaram laboratórios da Embrapa e viram de perto amostras de de insetos-praga e métodos de controle biológico e comportamental, como armadilhas de baixo custo para captura, inimigos naturais e fungos capazes de colonizar e eliminar os besouros e brocas. 

O segundo e terceiro dias da visita foram reservados para idas a campo para ver de perto plantios experimentais e comerciais, a incidência de pragas nos locais e os métodos de controle aplicados em campo. 

Na terça (23), as equipes visitaram o campo experimental da Embrapa Tabuleiros Costeiros em Itaporanga d’Ajuda, no Litoral Sul de Sergipe, onde são mantidos em campo bancos de conservação genética de coqueiros e experimentos voltados a melhoramento das plantas e sistema de produção. Na quarta (24), a visita ocorreu em fazendas de dendê e coco de Valença, BA, onde equipes da Embrapa e parceiros vêm coletando brocas-do-olho e monitorando sua população. 

Na reunião final, na sexta (26), as equipes discutiram os encaminhamentos para efetivar uma parceria, com apoio da ABC, para desenvolver projetos conjuntos de pesquisa para validar práticas e soluções de manejo do bicudo vermelho em Omã a partir do conhecimento gerado em conjunto. 

De acordo com Antônio Junqueira, coordenador de Cooperação Técnica Para África, Ásia, Oceania e Oriente Médio da ABC, que acompanhou as visitas nos dois países, o próximo passo deverá ser a construção de uma parceria para transferir tecnologia para o controle das pragas, com foco importante na aplicação de métodos sustentáveis baseados em insumos biológicos.

Adenir explica que o bicudo vermelho é considerado a principal praga das palmeiras no mundo, sendo muito mais agressivo e devastador que a broca-do-olho presente no Brasil. O pesquisador destaca que a troca de conhecimento com Omã deverá fortalecer não apenas o controle naquele país, mas também preparar o Brasil para conviver com a praga quando se ele vier a ser detectada nos nossos plantios. 

Para Rashid Al Shidi, diretor de Defesa Agrícola de Omã, o principal objetivo do governo do seu país, através do Ministério da Agricultura do país é promover a evolução da sua agricultura, promovendo uma aliança com as instituições de pesquisa do Brasil em busca de controles efetivos para as suas pragas agrícolas mais importantes.





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Condições das lavouras de soja nos EUA apresentam melhora



A safra de soja dos Estados Unidos apresentou leve avanço de qualidade na última semana de setembro, segundo relatório do Departamento de Agricultura do país (USDA, na sigla em inglês). Porém, o milho manteve a mesma condição da semana anterior.

Soja tem leve avanço na qualidade

De acordo com o USDA, 62% das lavouras de soja estavam em condição boa ou excelente no dia 28 de setembro, um ponto percentual acima do registrado na semana anterior. No mesmo período de 2024, esse índice era de 64%.

O acompanhamento também mostrou que 79% das lavouras já tinham queda de folhas, percentual igual ao do ano passado e acima da média histórica de 77%. A colheita atingiu 19% da área, abaixo dos 24% registrados em 2024 e ligeiramente inferior à média de cinco anos, de 20%.

Milho segue estável

O milho permaneceu com 66% das lavouras em situação considerada boa ou excelente, sem alteração em relação à semana anterior. No mesmo período do ano passado, o percentual era de 64%.

O relatório indica que 95% da safra havia formado dentes, em linha com o desempenho de 2024 e da média dos últimos cinco anos. Cerca de 71% da área estava madura, ligeiramente abaixo dos 73% registrados no ano passado. A colheita alcançava 18% da área, contra 20% em 2024 e 19% na média histórica.

Outras culturas: trigo e algodão

Além disso, o plantio do trigo de inverno atingiu 34% da área prevista, abaixo dos 37% do mesmo período de 2024 e um pouco inferior à média histórica de 36%. A emergência foi registrada em 13% da área, em linha com os resultados do ano anterior.

Por outro lado, o algodão teve 47% das lavouras classificadas como boas ou excelentes, sem variação na semana. O índice supera o registrado em 2024, quando apenas 31% da área apresentava essa condição. A abertura de maçãs foi observada em 67% da safra, contra 71% no ano passado, e a colheita alcançava 16% da área, mesma proporção da média de cinco anos.



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Preço do frete recua com o fim da colheita de segunda safra do milho, diz Conab



O término da colheita das culturas de segunda safra, em especial o milho, refletiu nos preços de frete de grãos. Mato Grosso, Goiás, Paraná e Mato Grosso do Sul, importantes produtores do cereal na segunda safra, registraram queda nas cotações em agosto para os serviços de transporte de grãos na maioria das rotas analisadas pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), conforme mostra a edição de setembro do Boletim Logístico.

De acordo com o boletim da estatal, as cotações para a remoção de grãos caíram no Maranhão em agosto. O mercado, no entanto, manteve-se com movimentação regular no Piauí, registrando demanda ainda em níveis satisfatórios, mas com movimentação já bem menos aquecida em relação aos meses anteriores, reflexo de redução significativa no escoamento do milho, principalmente, refletindo em estabilidade nos preços.

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Na Bahia, o valor dos fretes registrou estabilidade a alta, variando conforme a região produtora de grãos e a rota de transporte. “A elevação nas cotações foi verificada na praça de Luís Eduardo Magalhães, por causa da alta na demanda de transporte de grãos e fibra”, comentou a Conab.

Já no Distrito Federal, houve aumento generalizado nos preços em agosto em relação aos valores de julho, com destaque para as rotas com destino a Imbituba, em Santa Catarina; Uberaba e Araguari, em Minas Gerais; e Guarujá, em São Paulo, apresentando variações positivas na ordem 12%,11%,10% e 10%, respectivamente.

O superintendente de Logística Operacional da Conab, Thomé Guth, disse na nota que “a produção recorde de milho na temporada 2024/25 aumenta a necessidade de dar vazão célere ao escoamento da safra, o que refletiu nos preços dos fretes rodoviários, que apresentaram seu momento de pico em julho”.

“De modo geral, ainda que os preços tenham caído em boa parte das rotas estaduais em agosto, o patamar de preços de frete é superior ao registrado no mesmo momento na safra passada, em uma conjuntura de aquecimento logístico. E a tendência é de persistência de um certo suporte aos preços para os próximos meses, como decorrência deste cenário de oferta elevada e demanda dinâmica e mais cadenciada ao longo dos meses, com a atuação de players tanto externos quanto internos, na área de alimentação animal e bioenergia”, ponderou.

Exportações de milho e soja

Os embarques de milho em agosto deste ano atingiram 17,9 milhões de toneladas, em comparação com 15,7 milhões em igual período de 2024. Os portos do Arco Norte continuam como o principal eixo de escoamento do cereal, representando 39,8% da movimentação. Na sequência, o porto de Santos escoou 29,6% do grão embarcado, o porto de São Francisco do Sul 11,6%, enquanto pelo porto de Paranaguá foram registrados 11,4% dos volumes embarcados e pelo porto de Rio Grande foram expedidos 5% do milho vendido ao mercado externo.

Já as exportações de soja em grãos atingiram 86,5 milhões de toneladas no período de janeiro a agosto de 2025, em comparação com 83,4 milhões de toneladas em igual período do ano passado. Pelos portos do Arco Norte foram expedidos 37,5% das exportações nacionais, enquanto por Santos foram escoadas 34,2%. Os embarques da oleaginosa pelo porto de Paranaguá totalizaram 12,9% do montante nacional e pelo porto de São Francisco do Sul foram escoadas 5,2%, ante 6,5% do ano anterior.



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Brasil plantou 3,5% da área prevista de soja e 26,7% do milho verão



O plantio de soja da safra 2025/26 no Brasil alcançava, até o último domingo (28), 3,5% da área prevista no Brasil, informou a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), em seu boletim semanal de progresso de safra. Isso representa avanço de 2,9 pontos percentuais (p.p.) em relação à semana anterior. Na comparação com igual momento da safra 2024/25, quando 2,1% da área havia sido semeada, os trabalhos estão 1,4 p.p adiantados. Já em comparação com a média dos últimos cinco anos, de 3,6%, há leve atraso de 0,1 ponto percentual.

Entre os principais produtores, o Paraná lidera os trabalhos, com 13% da área plantada, seguido de Mato Grosso, com 6%. Mato Grosso do Sul conta com 2% da área plantada e Santa Catarina, com 1%.

Plantio de milho

Já o plantio de milho verão 2025/26 atingia 26,7% da área prevista, avanço de 5,9 pontos percentuais em comparação com o domingo anterior. Em comparação com igual período da safra passada, há adianto de 5,1 p.p. e, quanto à média das últimas cinco safras, de 23,6%, os trabalhos também estão acelerados, na base de 3,1 p.p.

O Rio Grande do Sul, com 74% da área trabalhada, lidera os trabalhos, seguido do Paraná e de Santa Catarina, ambos com 64%.

Arroz

A semeadura do arroz 2025/26, por sua vez, cobria 7,2% da área prevista, avanço de 3,4 pontos percentuais em comparação com o domingo anterior, segundo a Conab. No comparativo com igual momento da safra 2024/25, quando 10,6% da área havia sido plantada, há atraso de 3,4 p.p. E, em relação à média dos últimos cinco anos, de 9,1%, os trabalhos estão atrasados em 1,9 p.p.

Santa Catarina já semeou 54% da área, seguida por Goiás, com 5%; Maranhão, com 4,9%, e Rio Grande do Sul, com 2%.

Colheita

Quanto à colheita da safra 2024/25, o milho de inverno já havia sido 99,6% retirado dos campos, mesmo porcentual da semana passada. Apenas o Paraná, com 98% da área ceifada, precisa concluir os trabalhos, que estão 0,4 ponto porcentual atrasados em relação a igual período da safra 2023/24 e 0,1 ponto porcentual atrasado em comparação com a média dos últimos cinco anos.

A colheita de algodão 2024/25, por sua vez, atingia 99,2% da área plantada, evolução de 0,2 ponto porcentual em comparação com a semana passada. Há atraso, porém, em relação a igual momento da safra 2023/24, quando 100% da área já havia sido ceifada, e de 0,6 ponto porcentual em relação à média dos últimos cinco anos, de 99,8%.

Apenas a Bahia e Goiás, ambos com 99% da área colhida, precisam completar os trabalhos.

Por fim, a colheita do trigo 2024/25 atingia 26,2% da área, avanço de 3 pontos porcentuais em comparação com a semana anterior. Há atraso, porém, ante igual período da safra 2023/24, quando 30,9% da área havia sido trabalhada. Também há atraso de 2,4 pontos porcentuais na comparação com a média dos últimos cinco anos, de 28,6%.

Entre os principais produtores do cereal, o Paraná já colheu 41% dos plantios. O Rio Grande do Sul ainda não iniciou a colheita.



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volume de soja inspecionado para exportação sobe 5% na semana



Os volumes de soja e de milho inspecionados para exportação em portos dos Estados Unidos aumentaram na semana encerrada em 25 de setembro. Já os de trigo diminuíram. Os dados foram publicados nesta segunda-feira (29) pelo Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), em seu relatório semanal de inspeção dos embarques de grãos do país.

O volume de soja inspecionado para exportação em portos norte-americanos subiu 5%, para 593.956 toneladas. Já o volume de milho foi de 1,53 milhão de toneladas, aumento de 10,2% ante a semana anterior. O volume inspecionado de trigo, por sua vez, caiu 21,4%, para 738.604 toneladas.

O relatório mostra os volumes de grãos inspecionados para exportação no acumulado do ano-safra iniciado no dia 1º de junho de 2025 para o trigo e em 1º de setembro de 2025 para o milho e a soja.



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Valor médio do trigo no Paraná é o mais baixo desde abril de 2024



Os preços do trigo seguem em queda no Brasil, indicam pesquisas do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). 

No Paraná, especificamente, o valor médio do cereal em setembro é o menor desde abril de 2024, em termos reais. No Rio Grande do Sul, os valores são os mais baixos desde janeiro deste ano. 

De acordo com pesquisadores do Cepea, a pressão vem da intensificação da colheita nacional, da desvalorização do dólar frente ao Real em setembro e da queda nos preços externos.

Além disso, a suspensão temporária das retenciones (taxas de exportação) na Argentina levou compradores a reduzir ainda mais suas ofertas, forçando vendedores a aceitar valores menores. 

De acordo com dados do Cepea, em setembro (até o dia 26), a média do trigo no Rio Grande do Sul está em R$ 1.262,67/tonelada, baixas de 2,2% frente à de agosto/25 e de 9,2% sobre a de setembro/24, em termos reais (valores deflacionados pelo IGP-DI), sendo também a menor desde janeiro/25. 

No Paraná, a média está em R$ 1.354,35/t, recuo mensal de 5,5% e queda anual 10,3%, e registrando o patamar mais baixo, em termos reais, desde abril/24.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Polícia Federal investigará intoxicação por metanol em bebidas alcoólicas



O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, disse nesta terça-feira (30) que solicitou à Polícia Federal (PF) a abertura de inquérito para investigar a procedência e uma possível rede de distribuição do metanol que causou a intoxicação de pelo menos 10 pessoas no estado de São Paulo, após consumo de bebida adulterada. Desde o início de setembro três pessoas morreram por contaminação pelo metanol.

“No momento, as ocorrências estão concentradas no estado de São Paulo, mas tudo indica que há uma distribuição para além do estado de São Paulo. Portanto, sendo uma ocorrência que transcende limites de um estado, isso atrai a competência da Polícia Federal”, explicou o ministro, durante coletiva de imprensa.

Segundo Lewandowski, a pasta também determinou à Secretária Nacional do Consumidor (Senacom) a abertura de inquérito administrativo para acompanhar as ocorrências e verificar, do ponto de vista do direito do consumidor, quais as providências a serem adotar.

“A adulteração de produtos constitui crime comum, capitulado no Código Penal no artigo 272. E também a venda, a distribuição de produtos adulterados constitui crime, de acordo com o Código do Consumidor”, destacou o ministro.

“Tomamos as providências cabíveis. Providências, eu diria, enérgicas, para não só identificarmos a origem e podermos coarctar [restringir] a distribuição desses produtos que são claramente intoxicantes para a população. Também estamos em íntima cooperação com o Ministério da Saúde”, concluiu Lewandowski.

Balanço

De acordo com o governo do estado de São Paulo, desde junho deste ano, foram confirmados seis casos de intoxicação por metanol com suspeita de consumo de bebida adulterada.
Atualmente, dez casos estão sob investigação, dos quais três resultaram em óbito – um homem de 58 anos em São Bernardo do Campo, um homem de 54 anos na capital paulista e o terceiro, de 45 anos, ainda sem residência identificada.



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Tarifaço é suficiente para explicar impasse das compras chinesas de soja dos EUA?



Com a tensão no cenário comercial, o presidente norte-americano Donald Trump declarou que pretende usar parte da arrecadação do tarifaço para compensar os produtores rurais do país, afetados pela perda do mercado chinês.

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O comentarista do Canal Rural, Miguel Daoud, avaliou que o Brasil precisa se preparar, já que a China, maior compradora de soja brasileira, pode ampliar ainda mais sua participação no comércio nacional.

Além do tarifaço

Segundo ele, não se trata apenas de uma questão tarifária. A China, que já enfrentou embates piores com os EUA sem deixar de comprar soja, hoje conta com estoques elevados do grão e aproveita o excesso de oferta mundial. “O estoque de passagem global está em torno de 125 milhões de toneladas, sendo que só o Brasil tem quase 4 milhões. Isso pressiona os preços e explica a queda vista no mercado futuro, que pode se aprofundar”, afirmou.

Daoud lembrou ainda que a China é um mercado crescente para diversos produtos além da soja e milho, como o café, e destacou a importância do Brasil investir em produtos com valor agregado para reduzir a vulnerabilidade a ciclos de baixa nos preços das commodities.

Por outro lado, ele chamou a atenção para um fator estrutural de maior risco, que é o endividamento global. “O mundo hoje deve 350 trilhões de dólares, mais de 300% do PIB mundial, estimado em 110 trilhões. Isso gera preocupação com a elevação de juros, tanto nos EUA quanto na Europa, e pode afetar fortemente a economia mundial”, explicou.

Nesse cenário, a China continua sendo um cliente estratégico para o Brasil, mas o país precisa estar atento às oscilações internacionais. “Ela pode comprar do Brasil, da Argentina, ou até segurar seus estoques sem recorrer aos Estados Unidos. Mas o ponto central é que a preocupação maior está na dívida global e no aumento das taxas de juros, que podem impactar todos os mercados”, concluiu.



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La Niña se aproxima e acende alerta para safra de soja


Com o avanço do plantio no Brasil e clima adverso nos Estados Unidos, o mercado da soja vive um momento de instabilidade. Ao mesmo tempo, a decisão da Argentina de zerar impostos sobre exportação pressiona preços e intensifica a competição global. A conjuntura global da soja tem se mostrado desafiadora. O anúncio do governo argentino de isentar temporariamente os impostos de exportação até 31 de outubro aumentou a competitividade dos grãos do país vizinho, impactando diretamente as cotações em Chicago. A expectativa de maior oferta nos embarques de novembro gerou pressão baixista, afetando contratos futuros.

De acordo com a análise de mercado da Grão Direto, nos Estados Unidos, o cenário climático contribui para a instabilidade. A intensificação do clima seco no Meio-Oeste, em plena fase de enchimento e maturação das lavouras, levanta dúvidas sobre o volume e qualidade da safra norte-americana, com riscos de grãos menores e menor teor de óleo.

Na Bolsa de Chicago, o contrato de novembro de 2025 caiu 1,17%, fechando a US$ 10,14 por bushel. Já o de março de 2026 recuou 1,13%, encerrando a US$ 10,49. No Brasil, o dólar subiu 0,38% na semana, cotado a R$ 5,34, mas sem força para conter o movimento de queda nas principais regiões produtoras.

Com o fim do vazio sanitário em estados como Goiás, o plantio da safra 2025/26 ganhou ritmo. No entanto, os produtores seguem em alerta. Modelos climáticos apontam mais de 70% de chance de ocorrência do fenômeno La Niña entre outubro e dezembro, o que pode comprometer o regime de chuvas no Centro-Oeste, norte de Minas e oeste da Bahia. A previsão também indica temperaturas elevadas, chegando a 40°C em algumas regiões.

Essa combinação de calor e déficit hídrico amplia o risco de estresse térmico nas lavouras em fase inicial, exigindo maior atenção ao manejo e à janela de plantio.

Do lado da demanda, a China já cobriu praticamente toda a necessidade de soja para outubro e cerca de 60% para novembro. Ainda restam de 10 a 11 milhões de toneladas a serem adquiridas até janeiro, mas os preços elevados no Brasil e na Argentina dificultam os negócios. Mesmo com margens apertadas ou negativas, os esmagadores chineses não podem parar de comprar, o que aumenta a pressão sobre o produtor brasileiro.

O ritmo das vendas por parte do produtor brasileiro será determinante: quanto maior a oferta, maior a tendência de recuo nos preços. Ao mesmo tempo, a agressividade argentina com descontos pode limitar qualquer tentativa de valorização. O mercado segue atento à divulgação do relatório Payroll nos EUA, que pode influenciar a política de juros do Federal Reserve. Uma possível redução da taxa básica na próxima reunião do FOMC, em 29 de outubro, poderia impactar o câmbio e as commodities de forma mais ampla.

 





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mercado spot paulista remunera mais que exportação



Os preços médios da saca de 50 kg do açúcar cristal voltaram a cair no estado de São Paulo. Isso é o que indicam os levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Segundo pesquisadores do instituto, a oferta por parte das usinas segue restrita para o cristal Icumsa 150, açúcar de melhor qualidade. No entanto, a demanda ainda enfraquecida impede reações nos preços. 

Já para o açúcar demerara negociado na Bolsa de Nova York (ICE Futures), os valores estão em alta, sendo sustentados por sinais de fortalecimento da demanda. 

Pesquisadores do Cepea ressaltam que, mesmo diante do recuo no preço doméstico e da alta no valor externo, o mercado spot paulista ainda remunera mais que o internacional. 

Cálculos do Cepea mostram que, de 22 a 26 de setembro, enquanto a média semanal do Indicador de Açúcar Cristal Cepea/Esalq foi de R$ 118,85/sc, a das cotações do contrato nº 11 da ICE Futures (vencimento Outubro/25) foi de R$ 108,86/sc. 

Assim, o spot paulista remunerou 9,17% a mais que as vendas externas. Para esse cálculo, foram considerados US$ 64,15/tonelada de fobização, US$ 99,14/t de prêmio de qualidade e R$ 5,3314 de dólar.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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