sexta-feira, abril 24, 2026

Autor: Redação

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Algodão baiano rastreável chega ao consumidor final


Você já pensou de onde vem a matéria-prima da toalha de banho ou da roupa que costuma vestir no trabalho? Por meio de um programa de inovação, materiais produzidos com o algodão cultivado na Bahia podem ser rastreados pelo consumidor final a partir de um simples QR Code.

Criado em 2021 pelo Movimento Sou de Algodão, da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), o programa Sou ABR possibilita o rastreamento completo de peças produzidas com pelo menos 50% de algodão certificado. A iniciativa permite que os consumidores descubram a fazenda em que o algodão foi produzido e todos os lugares por onde a fibra passou até chegar às prateleiras das lojas.

Alguns dos exemplos de rastreabilidade estão em calças da grife americana Calvin Klein e da rede de varejo C&A. As peças têm a etiqueta “Sou ABR” e basta o cliente apontar a câmera do celular para o QR Code para descobrir que as roupas foram feitas com algodões de mais de 20 fazendas, sendo pelo menos metade delas baianas.

As fazendas ficam nas cidades de São DesidérioJaborandiLuís Eduardo MagalhãesFormosa do Rio Preto e Riachão das Neves e, com a tecnologia, é possível até encontrá-las no mapa.

Segundo a gestora do movimento Sou Algodão, Silmara Ferraresi, o programa está em fase piloto até dezembro deste ano. O objetivo é contribuir para um consumo consciente. “Essa tecnologia traz para o consumidor a segurança de que ele está comprando algo dentro da lei, sem trabalho infantil, com boas práticas sustentáveis”.

Já são milhares de peças rastreáveis de marcas bastante conhecidas no Brasil, como Renner, Reserva, C&A, Calvin Klein e YouCom. A marca baiana Dendezeiro também tem parceria com a iniciativa e já produziu duas peças rastreáveis.

Através da tecnologia, é possível entender toda a cadeia produtiva envolvida nesse processo, incluindo os produtores, as indústrias e também uma etapa fundamental: a análise do algodão. É por meio desse trabalho que o mercado decide em qual produto o algodão plantado e colhido na Bahia será transformado.

A partir da classificação do algodão, as indústrias de fiação, as malharias, tecelagens e as indústrias de confecção irão escolher os fardos para produzir os mais diversos produtos: vestimentas, roupas de cama, toalhas, entre outros produtos.

O algodão usado na fabricação da calça jeans, por exemplo, contém um fio mais resistente do que o utilizado na fabricação de camisas.

Além do consumo no mercado nacional, a Bahia exportou mais de 470 mil toneladas de algodão para ao menos 12 países entre 2024 e 2025.

Fundamental matéria-prima para a indústria têxtil, a commodity produzida principalmente no oeste do estado teve como principais destinos China, Paquistão, Vietnã, Turquia e Bangladesh, que, juntos, concentram 84,9% das exportações brasileiras da fibra.

Segundo a Abapa, as importações desses países somaram mais de 372 mil toneladas no período. As vendas resultaram em um arrecadamento histórico de US$ 630.648.990,00 do total comercializado para os 12 países: US$ 792.508.743,00.

Principais destinos do algodão baiano nos anos de 2024 e 2025

O alto número registrado pela associação é resultado de um momento histórico celebrado pelo Brasil neste ano: em fevereiro o país desbancou os Estados Unidos e, pela primeira vez, se tornou o maior exportador de algodão do mundo. Os especialistas apontam que o feito é resultado de décadas de investimentos em tecnologia no campo.

A fibra brasileira é considerada muito resistente e, segundo a presidente da Abapa, a agricultora Alessandra Zanotto, a espessura e o comprimento dela também atendem às exigências do mercado.

“O que a indústria têxtil hoje precisa é de qualidade, um algodão aderente ao produto que ela precisa fazer. O tipo do fio, a grossura, a resistência e também o que a indústria precisa e do conforto de abastecimento”.

“O Brasil se tornou um grande exportador, porque ele consegue garantir esse fornecimento para indústria têxtil lá fora”, ressaltou.

A expectativa dos especialistas e produtores é de que o número de exportações baianas em relação ao algodão continue em crescimento.

Em 5 de agosto, o oeste da Bahia recebeu a 9ª edição da Missão Compradores — iniciativa promovida pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) para apresentar o modelo de produção nacional a representantes da indústria têxtil global.

O bom desempenho ainda faz com que cresça o número de empregos diretos e indiretos no setor.

“A gente atrela o aumento da produção a um impacto positivo na economia de modo geral, principalmente no índice de desenvolvimento das pessoas e nas oportunidades de emprego. Por mais que seja uma cultura que necessita e adapta muita inovação em máquinas, ela tem um ciclo longo na lavoura, no campo e isso acaba necessitando de mais pessoas para trabalhar”, explicou Zanotto.





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Novo navio-plataforma chega ao pré-sal e pode elevar produção em até 20%


O navio-plataforma P-78, da Petrobras, chegou nesta terça-feira (30) ao Campo de Búzios, no pré-sal da Bacia de Santos, a 180 quilômetros da costa do Rio de Janeiro. A informação foi divulgada pela estatal.

A estrutura havia partido de Singapura, no Sudeste Asiático, no dia 13 de julho. O navio-plataforma é do modelo FPSO (Floating Production Storage and Offloading, em português, Unidade Flutuante de Produção, Armazenamento e Transferência), com capacidade de produção de 180 mil barris de óleo, além de comprimir 7,2 milhões de metros cúbicos (m³) de gás diários.

A P-78 será a sétima plataforma a produzir petróleo no Campo de Búzios, que, segundo a diretora de Exploração e Produção da Petrobras, Sylvia Anjos, superou a produção diária de 900 mil barris de petróleo.

Dessa forma, o novo FPSO poderá aumentar em até 20% a produção diária. Além da P-78, operam em Búzios, Rio de Janeiro, as plataformas P-74, P-75, P-76, P-77, Almirante Barroso e Almirante Tamandaré.

Navio-plataforma
Foto: divulgação/Petrobras

Para antecipar o início da operação, o transporte da P-78 desde a Ásia contou com a tripulação brasileira já embarcada, o que adiantou procedimentos e treinamento da equipe. Isso permite antecipar o começo da produção em cerca de duas semanas. A última vez que a Petrobras adotou a prática de transportar a tripulação foi em 1999.

Os próximos passos pré-operação são o serviço de ancoragem e de interligação da plataforma com os poços de petróleo, o que deve levar aproximadamente dois meses.

O casco da P-78 foi construído em estaleiros nas cidades Yantai e Hayang, na China, e em Ulsan, na Coreia do Sul. Os blocos foram integrados na Coreia do Sul, antes de seguirem para Singapura, onde houve a montagem dos módulos, incluindo um construído no estaleiro da Seatrium (antigo Brasfels), em Angra dos Reis, litoral fluminense.

Pré-sal

De acordo com a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), órgão regulador do setor, a produção do pré-sal corresponde a cerca de 80% do total de petróleo e gás produzido no Brasil.

Descoberto em 2006, o pré-sal contribuiu para a soberania energética do Brasil, possibilitando que o país se mantivesse sem necessidade de importar óleo. Além da alta produtividade, os poços armazenam um óleo leve, considerado de excelente qualidade e com alto valor comercial.

O início da produção foi no campo de Jubarte, localizado na Bacia de Campos, litoral do Sudeste, em 2008. Ao lado da Bacia de Santos, é ali que se encontram os reservatórios, perfurados a uma profundidade de 5 mil a 7 mil metros.



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nova fase se dedica a animais de corte e inovações no agro



A 62ª edição da Expo Rio Preto, uma das principais feiras agropecuárias de São Paulo, dedica sua segunda fase aos animais de corte, após o sucesso da etapa de gado leiteiro.

O evento, realizado no Parque de Exposições de São José do Rio Preto, reúne cerca de 500 convidados e centenas de animais, consolidando-se como uma vitrine de alto nível para a pecuária paulista e nacional.

A exposição deste ano tem sido marcada pela excelência genética. O nível dos animais que passaram pela pista é altíssimo, com a presença de raças como Nelore, Nelore Pintado e Nelore Mocho. A pista, considerada pesada, está consagrando o que há de melhor em gado de corte de elite no Brasil, tornando o trabalho dos juízes um verdadeiro desafio.

Programação diversificada e inovações

Além dos julgamentos de gado de corte, a feira agropecuária oferece uma programação extensa e diversificada. O evento contempla o “InterTech”, uma série de palestras técnicas sobre pecuária, apicultura e agricultura, garantindo a difusão de conhecimento e a inovação no campo.

Um dos momentos mais especiais e marcantes da exposição é a celebração do movimento “A Pecuária, o Agro Feito por Elas”. A homenagem às mulheres do agro, em celebração ao Outubro Rosa, traz ao palco as principais influenciadoras e lideranças do setor. A iniciativa visa dar visibilidade à competência feminina na condução de fazendas e na entrega de produtos de alta qualidade, do campo à mesa.

Foco em bem-estar e acolhimento

A Expo Rio Preto 2025 demonstra um perfil diferenciado, investindo em detalhes que vão além da genética. A organização fez questão de ser seletiva na escolha dos criadores e dos palestrantes, garantindo consistência e qualidade em toda a amostra. O evento também foca no acolhimento de toda a família do agro, com o objetivo de criar sucessores em vez de apenas herdeiros.

Outro ponto de destaque é o cuidado com o bem-estar dos colaboradores: os tratadores e peões são recebidos com instalações de ar-condicionado e refeições de qualidade, reconhecendo-os como o maior patrimônio da pecuária brasileira. A exposição se consolida, assim, como uma festa plural, que une tradição, tecnologia e um toque de gestão humana.

Com informações de: girodoboi.canalrural.com.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.



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Custos de insumos para produção de leite no RS sobem 0,95%



O Índice de Insumos para Produção de Leite Cru do Rio Grande do Sul (ILC) avançou 0,95% em agosto frente a julho, segundo levantamento da Assessoria Econômica da Farsul divulgado nesta terça-feira (30).

O principal fator de alta veio dos fertilizantes, cujo preço subiu 2,19%, refletindo um aumento de 7% nas cotações internacionais da ureia. O item concentrado também se encareceu, com alta de 1,5%, enquanto a silagem ficou praticamente estável (-0,02%), informou a Farsul, em nota.

No lado oposto, os combustíveis recuaram 1,5%, mas a energia elétrica manteve tendência de alta, com reajuste médio de 1,65%.

No acumulado de 2025, o indicador mostra deflação de 2,67%, movimento alinhado ao IPA-DI, da Fundação Getulio Vargas, o que reforça o diagnóstico de arrefecimento dos custos ao produtor. Ainda assim, nos últimos 12 meses encerrados em agosto, o ILC acumula inflação de 9,4%.

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Entre os componentes da cesta, destacam-se as seguintes altas:

  • Fertilizantes (14,9%);
  • Silagem (9,5%);
  • Concentrado (7,2%);
  • Sal mineral (15,7%); e
  • Energia elétrica (10%)

“Apesar das pressões setoriais, observa-se o início de um processo de desaceleração inflacionária, resultado dos efeitos defasados da política monetária contracionista”, aponta o relatório.

A Farsul projeta que, mantida essa dinâmica, o índice pode registrar leituras de deflação em 12 meses já a partir do último trimestre, favorecendo a recomposição de margens dos produtores.

Para setembro, a expectativa é de queda nos preços de milho e soja, além de possível recuo nos combustíveis diante da desvalorização do dólar e da baixa do petróleo no mercado internacional.

Em contrapartida, o segmento de ureia segue com fundamentos altistas, podendo sustentar novas pressões sobre os fertilizantes.



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Saiba as cotações de soja no último dia de setembro



O mercado brasileiro de soja teve mais uma sessão marcada por lentidão. De acordo com o analista Rafael Silveira, da consultoria Safras & Mercado, foi um dia fraco novamente, com os estoques americanos pesando nos preços da soja em Chicago e refletindo no mercado interno. Segundo ele, os prêmios não conseguiram compensar as baixas da Bolsa e chegaram a recuar em alguns momentos.

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“O dólar também não subiu forte, o que reforçou a pressão negativa. O comprador tenta segurar, o vendedor não quer ceder, e o resultado é um spread alto, com poucos negócios”, explicou.

Ainda houve relatos de volumes pontuais em São Francisco do Sul (SC) e Paranaguá (PR), mas sem grandes movimentos. Em Goiás, o mercado segue travado, enquanto em Mato Grosso do Sul alguns lotes rodaram. Para o analista, o foco do produtor agora está mais voltado ao plantio e, em alguns casos, às vendas de milho.

Preços no mercado físico no Brasil:

  • Passo Fundo (RS): manteve em 129,00
  • Santa Rosa (RS): manteve em 130,00
  • Cascavel (PR): manteve em 129,00
  • Rondonópolis (MT): caiu de 125,00 para 124,00
  • Dourados (MS): caiu de 124,00 para 123,00
  • Rio Verde (GO): caiu de 121,00 para 120,50
  • Paranaguá (PR): manteve em 135,00
  • Rio Grande (RS): caiu de 135,00 para 134,50

Soja em Chicago

Em Chicago, os contratos futuros da soja recuaram nesta terça-feira na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). No mês, as perdas ficaram em 5% e no trimestre, em 2,5%, em meio a um quadro fundamental negativo. O relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) sobre os estoques em 1º de setembro intensificou o movimento de baixa.

Números do USDA

O USDA indicou estoque acima do esperado, mas ainda assim volumoso. O desempenho negativo do trigo e do milho, que tiveram números acima do projetado pelo mercado, contribuiu para a pressão. Os estoques trimestrais de soja em grão dos EUA, na posição de 1º de setembro, totalizaram 316 milhões de bushels, abaixo da expectativa de 322 milhões. Do total, 91,5 milhões de bushels estão armazenados com os produtores, com baixa de 18% sobre o ano anterior, e 225 milhões de bushels fora das fazendas, com baixa de 3%.

Contratos futuros de soja

Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com baixa de 8,75 centavos de dólar, ou 0,86%, a US$ 10,01 3/4 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 10,20 1/4 por bushel, com baixa de 0,50 centavos ou 0,92%. Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com baixa de US$ 2,10 ou 0,76%, a US$ 273,30 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 49,49 centavos de dólar, com perda de 0,20 centavo ou 0,40%.

Câmbio

No câmbio, o dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,02%, sendo negociado a R$ 5,3224 para venda e R$ 5,3204 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre R$ 5,3049 e R$ 5,3339. No mês e no trimestre, recuou 1,84% e 2,04%, respectivamente.



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Fruticultura e olericultura gaúchas crescem 9% mesmo com redução de produtores



Divulgado a cada dois anos pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Rio Grande do Sul (Emater-RS), o levantamento frutícola e olerícola de 2025 mostra avanços na produção gaúcha mesmo com os desafios climáticos e econômicos dos agricultores do estado.

Nas frutas, a produção chega a 2,88 milhões de toneladas, incremento de 8,6% frente ao último relatório, de 2023. O faturamento do setor chega a R$ 13,4 bilhões e a área plantada já soma 140 mil hectares.

Neste rol, o maior destaque é a uva para a indústria, com área cultivada de 42 mil hectares em uma produção que chega a 839 mil toneladas, com valor de comercialização estimado em R$ 1,4 bilhão.

Na laranja, o destaque foi para o crescimento na produção, de 8%, enquanto o pêssego de mesa teve salto ainda mais representativo: quase 20%.

O coordenador técnico estadual da Emater-RS, Gervásio Paulus, considera que os números mostram a agregação de valor da cadeia no estado, além da importância econômica e social com a geração de empregos.

Quanto ao segmento olerícola, o Rio Grande do Sul produz 1,6 milhão de toneladas, avanço de 9,7% mesmo com a redução do número de agricultores envolvidos: de 46 mil propriedades em 2023 para 41 mil em 2025, redução de 10%.

O faturamento atinge R$ 6,6 bilhões, com destaque para a batata, semeada em 18 mil hectares e produção de 608 mil toneladas. Outros produtos em destaque são o brócolis, a alface, o tomate, aipim, a cebola e batata doce.

O levantamento da Emater-RS mostra geração de renda por área em R$ 95,5 mil por hectare na fruticultura e em R$ 86,5 mil por hectare na olericultura.

Paulus comenta que as condições no meio rural têm melhorado, o que, atrelado à geração de renda e a necessidade de apoio de políticas públicas tende a incentivar que novas gerações se interessem pelo setor.

“A penosidade do trabalho tem sido gradativamente reduzida, seja com o avanço da mecanização apropriada, adequada para propriedades menores, com estruturas, por exemplo, como o cultivo em bancada em espécies em que isso é possível, o que facilita a colheita e os tratos culturais”.



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Cantareira entra em faixa de restrição a partir de amanhã (1°) devido à falta de chuva em SP



O Sistema Cantareira, responsável por abastecer 46% da população da Grande São Paulo, passará a operar na faixa de restrição a partir desta quarta-feira (1º de outubro), após o volume útil de água cair para 28.3% da capacidade total. A última vez que o sistema atingiu esse nível foi em janeiro de 2022.

Diante do cenário crítico, a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) autorizou, de forma temporária e excepcional, a captação suplementar de água do reservatório da usina hidrelétrica Jaguari para o reservatório Atibainha, que integra o sistema.

Abastecimento da Cantareira

Segundo o gerente nacional de Água e Sistemas Alimentares da The Nature Conservancy Brasil, Samuel Barreto, além da falta de chuva, fatores estruturais contribuem para a escassez.

“Hoje estamos com 28.3% de capacidade no Sistema Cantareira. Nessa mesma data, em 2013, que foi o ano que precedeu a maior seca pela qual passamos em 2014, tínhamos 40%, ou seja, 12% a mais. Entre as causas estão o desmatamento na Amazônia e os efeitos das mudanças climáticas”, explica.

De acordo com o gerente nacional, o sistema de abastecimento da região metropolitana opera hoje com 31.5% da capacidade, enquanto em 2013, na mesma época, estava com 51%, ou seja, 20% a mais de água disponível.

Causas da seca

Barreto explica que há uma série de causas, que vão desde o desmatamento na Amazônia, que afeta os chamados “rios voadores” e, consequentemente, parte da umidade e das precipitações no Centro-Sul do país, até os efeitos das mudanças climáticas.

Segundo ele, ainda é cedo para afirmar se o cenário atual se repetirá como ocorreu há uma década, em 2014.

A faixa de restrição limita a retirada de água pelo sistema. Antes, o limite máximo era de 33 m³ por segundo; atualmente, caiu para 23 m³, enquanto na crise hídrica de 2014/2015 chegou a 14 m³.

Barreto reforça a importância da economia doméstica: “É fundamental que o uso inteligente da água seja permanente, e não apenas em momentos críticos”.

Medidas adotadas

Outra medida já implementada é a redução da pressão da água no período noturno, que pode afetar principalmente moradores de áreas altas e periféricas, onde a água demora a circular.

Caso as chuvas não cheguem, medidas mais severas podem ser adotadas, incluindo restrições adicionais e tarifas diferenciadas para incentivar a economia.

O especialista alerta que o cuidado com a água deve ser constante: “A recuperação de mananciais e bacias hidrográficas é essencial para enfrentar extremos climáticos cada vez mais frequentes, seja com escassez ou excesso de água”, conclui.



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Vice-presidente da Aprosoja TO comenta expectativas para o plantio de soja 25/26



A partir desta quarta-feira (1º), a semeadura de soja no estado de Tocantins será liberada, após o fim do vazio sanitário. O time do Soja Brasil conversou com o vice-presidente da Aprosoja do estado, Thiago Facco, que comentou as expectativas para o plantio 2025/26 da oleaginosa.

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O tempo como aliado da soja

“Estamos na iminência do início do plantio. Já registramos algumas chuvas na região, porém sem grandes acumulados. A expectativa é que, a partir de 10 a 15 de outubro, as áreas estejam aptas para a semeadura”, explica Facco.

Desafios

Segundo o presidente, o ano é desafiador. “Enfrentamos uma situação delicada, com custos elevados, escassez de crédito e juros altos. A remuneração da safra tende a ser baixa, caso ocorra algum retorno, considerando os custos elevados e preços reduzidos”, acrescenta.

“Trata-se de um desafio que exige planejamento rigoroso por parte dos produtores. Um ponto positivo é a expectativa climática. Há a possibilidade de ocorrência de uma La Niña, o que pode favorecer bons índices biométricos na região e beneficiar a produtividade. Entretanto, mesmo com essa perspectiva, a safra exige cautela e atenção ao manejo”, conclui Facco.

Andamento da semeadura de soja pelo Brasil

O plantio da safra 2025/26 de soja no Brasil atingiu, até o último domingo (28), 3,5% da área prevista, segundo o boletim semanal da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O avanço representa 2,9 pontos percentuais (p.p.) a mais em relação à semana anterior.

Em comparação com o mesmo período da safra 2024/25, quando 2,1% da área havia sido semeada, o plantio está 1,4 p.p. adiantado. Em relação à média dos últimos cinco anos, de 3,6%, observa-se um leve atraso de 0,1 p.p.

Entre os estados produtores, o Paraná lidera, com 13% da área plantada, seguido por Mato Grosso, com 6%. Mato Grosso do Sul registra 2%, enquanto Santa Catarina aparece com 1%.

Entre os principais produtores, o Paraná lidera os trabalhos, com 13% da área plantada, seguido de Mato Grosso, com 6%. Mato Grosso do Sul conta com 2% da área plantada e Santa Catarina, com 1%.



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Chuvas ganham força no Sul com chegada de frente fria



A Região Sul do Brasil terá uma semana marcada por forte instabilidade



Foto: Pixabay

A Região Sul do Brasil terá uma semana marcada por forte instabilidade, segundo previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). O alerta vale para todos os estados, com destaque para o Rio Grande do Sul e Santa Catarina, onde os volumes de chuva podem ultrapassar 60 mm. A combinação entre cavados e o avanço de uma frente fria amplia o risco de tempestades, com registro de raios, rajadas de vento e possibilidade de granizo.

A partir de domingo (05), o sistema frontal intensifica as chuvas, atingindo também o Paraná, sobretudo nas regiões centro-sul, onde são esperados acumulados de até 50 mm. Já no norte do estado e no sudoeste gaúcho, os volumes devem ser mais baixos, ficando em torno de 10 mm.

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Além das chuvas, a previsão aponta queda acentuada na umidade relativa do ar em áreas do norte paranaense, com índices abaixo de 30%, condição atípica para a época e que pode afetar o conforto térmico dos animais e o manejo das lavouras em desenvolvimento.

O cenário exige atenção dos produtores com áreas suscetíveis à erosão, além do planejamento das atividades agrícolas que dependem de janelas de tempo firme. Pancadas fortes podem impactar colheitas em andamento, atrasar tratos culturais e comprometer a logística de escoamento da produção.

 





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Colheita de milho safrinha é concluída no PR; plantio de verão alcança 77% da área



A colheita de milho segunda safra 2024/25, ou de inverno, no Paraná, foi encerrada (29), segundo o Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Agricultura do estado (Seab). As lavouras atingiram 100% de maturação, com 60% em boas condições e 40% em condição média.

Segundo o Deral, o plantio da safra de verão de milho 2025/26 avança em praticamente todas as regiões produtoras, com grande parte da área já implantada.

Do milho, 77% da área prevista foi semeada. Até agora, 23% das lavouras estão em fase de germinação e 77%, em desenvolvimento vegetativo. Em sua maioria, as condições são boas (99%), com apenas 1% em condição média.

“As chuvas da última semana favoreceram a germinação e o desenvolvimento inicial das lavouras, que apresentam boas condições”, disse o Deral em boletim.

Sobre a colheita da safra de trigo 2025, o Deral mostra que o cereal foi retirado de 53% da área semeada e que 90% das lavouras têm condição boa, 9% média e 1% ruim.

“A colheita do trigo avança em diferentes regiões, já próxima da conclusão em algumas localidades. Apesar dos impactos pontuais de geadas e temporais, a maioria das lavouras mantém boas perspectivas de produtividade”, relatou o Deral. O órgão aponta que 51% das lavouras estão em fase de maturação, 37% em frutificação, 11% em floração e 1% em desenvolvimento vegetativo.

Segundo a entidade, nas áreas mais afetadas, especialmente pelas geadas, foram registradas baixas produtividades. “Em geral, a safra apresenta resultados considerados satisfatórios e, em alguns casos, superiores às expectativas iniciais.”



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