sexta-feira, abril 24, 2026

Autor: Redação

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Petróleo fecha em queda por preocupações com grande volume de oferta


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Por Erwin Seba

HOUSTON (Reuters) – Os preços do petróleo caíram nesta sexta-feira, uma vez que as preocupações com o grande volume de suprimentos e o declínio da demanda superaram as expectativas de que o primeiro corte da taxa de juros do ano pelo Federal Reserve dos Estados Unidos desencadearia mais consumo.

Os contratos futuros do petróleo Brent fecharam a US$66,68 por barril, com queda de 1,1%. Os contratos futuros do West Texas Intermediate (WTI) dos EUA fecharam a US$62,68, com queda de 1,4%.

Ambos os contratos de referência, entretanto, subiram pela segunda semana consecutiva.

“O fornecimento de petróleo continua robusto e a Opep está reduzindo seus cortes na produção de petróleo”, disse Andrew Lipow, presidente da Lipow Oil Associates. “Não vimos nenhum impacto sobre as exportações russas de petróleo” devido às sanções.

O Fed cortou sua taxa de juros em um quarto de ponto percentual na quarta-feira e indicou que mais cortes viriam em seguida, em resposta aos sinais de fraqueza no mercado de trabalho dos EUA.

Os custos de empréstimos mais baixos normalmente aumentam a demanda por petróleo e elevam os preços.

John Kilduff, sócio da Again Capital, disse que futuros cortes de um quarto de ponto percentual nas taxas do Fed provavelmente não impulsionariam os mercados de petróleo porque enfraqueceriam ainda mais o dólar, tornando a compra do petróleo mais cara.

Do lado da demanda, todas as agências de energia, incluindo a Administração de Informações sobre Energia dos EUA, sinalizaram preocupação com o enfraquecimento da demanda, atenuando as expectativas de aumento significativo dos preços no curto prazo, disse Priyanka Sachdeva, analista da Phillip Nova.

(Reportagem de Erwin Seba em Houston, Stephanie Kelly em Londres; reportagem adicional de Sudarshan Varadhan)





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Paraná registra queda nos preços de fretes


A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgou nesta segunda-feira (29), na edição de setembro do Boletim Logístico, que a demanda por fretes no Paraná registrou queda em relação a julho, período de pós-safra. Segundo o relatório, houve menos transações de grãos e de vendas, o que pressionou os preços para baixo.

No caso do feijão, os fretes recuaram em Cascavel, com variação de -15,00%, e em Ponta Grossa, com -15,25%. Em Campo Mourão, a demanda apresentou alta de 2,61%. Para o milho, o boletim apontou queda de 7,41% nos fretes com destino ao Rio Grande do Sul e estabilidade em direção a Paranaguá. A Conab informou ainda que a safra 2023/24 já foi totalmente comercializada para milho e soja de primeira safra, além do milho de segunda safra.

Em relação à safra 2024/25, o relatório indicou que 85,4% da produção de milho e 72,9% da soja da primeira safra foram comercializados. Já o milho de segunda safra atingiu 42,1% da produção negociada, com 91% da área colhida. Na região de Toledo, o índice de comercialização foi de 39%, com a colheita concluída em 100% da área.

Sobre o feijão, a Conab destacou que a cultura de primeira safra já foi totalmente colhida, com 98,7% da produção comercializada. No caso do feijão de segunda safra, toda a área também foi colhida, e 77,9% da produção foram vendidos. Em Pato Branco, não houve entrega do produto. Em Ponta Grossa, os fretes destinados ao Rio de Janeiro registraram alta de 1,71% e, para São Paulo, avanço de 5% em comparação com julho.





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fretes recuam 2,23% em agosto


A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) informou, na edição de setembro do Boletim Logístico, divulgou nesta segunda-feira (29), que os valores de fretes em São Paulo registraram queda em agosto em comparação com o mês anterior, mesmo diante do aumento no volume de transportes para o porto, movimento que se antecipou à tributação americana. Segundo a Conab, essa estratégia “aumentou bastante as exportações de carnes brasileiras para os Estados Unidos”.

O boletim apontou que algumas praças mantiveram os preços de julho e apenas a média de França ficaram acima do mês anterior. Em contrapartida, muitas rotas registraram queda, o que resultou em média 2,23% inferior.

De janeiro a julho, São Paulo exportou US$ 40,1 bilhões e importou US$ 50,3 bilhões, configurando déficit na balança comercial. O agronegócio somou US$ 16,22 bilhões em exportações, 7,6% abaixo do mesmo período de 2024, e US$ 3,41 bilhões em exportações, alta de 4% em relação ao ano passado. O setor sucroalcooleiro foi de maior participação, com US$ 4,52 bilhões exportados, seguido por carnes (US$ 2,31 bilhões), soja (US$ 1,78 bilhão), produtos florestais (US$ 1,77 bilhão) e sucos (US$ 1,73 bilhão).

As condições climáticas, com chuvas e temperaturas abaixo da média, não impactaram a colheita nem o transporte em agosto. A previsão para setembro indica duas semanas de seca, com chuvas previstas apenas para o fim do mês, ainda abaixo da média, o que pode afetar os caminhos futuros.

O boletim também registrou obras nos trechos das rodovias Antônio Schincariol e Castello Branco. A Conab avaliou que as obras “devem prejudicar o fluxo na estrada, todavia, não devem provocar atrasos nas exportações”.

Quanto ao combustível, o preço do diesel comum foi de R$ 6,02 e o do diesel S-10 de R$ 6,13, ambos com alto de R$ 0,03 frente a julho, reflexo da maior demanda interna.





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Colheita recorde de milho em MT pressiona preços logísticos


A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) informou, na edição de setembro do Boletim Logístico divulgado nesta segunda-feira (29), que os preços de fretes em Mato Grosso desaceleraram em agosto, após o término da colheita do milho. Segundo a Conab, “a colheita teve início em maio, se intensificou em meados de junho e, em julho, sugeriu-se o momento de maior concentração, com cerca de 60% do milho estadual colhido”. Em agosto, as atividades foram finalizadas, com o saldo remanescente inferior a 10% da área total.

O boletim destacou que a segunda safra de milho de 2025 atingiu produção superior a 53 milhões de toneladas, a maior da série histórica estadual. A Conab explicou que “a elevada oferta gerou saturação da capacidade logística estadual, com milho armazenado a céu aberto ou em silos bolsa”, ou que elevou os preços dos fretes, especialmente em julho. Em agosto, embora os preços tenham caído em algumas rotas, permaneceram acima do registrado no mesmo período da safra anterior.

Os trajetos mais longos para portos como Santos e Paranaguá registraram maiores quedas nos preços, enquanto rotas mais curtas para terminais ferroviários e portos do Arco Norte apresentaram quedas moderadas ou estabilidade. “Essas influências refletem a mudança do perfil do escoamento regional e a necessidade de dar solução logística à enorme quantidade colhida em 2025”, informou a Conab.

A demanda por transporte para os portos do Pará sustentou os preços nessas rotas, considerando a participação crescente desses portos nas exportações estaduais e nacionais. Os pontos de transbordo também ajudaram a manter o fluxo eficiente de escoamento, com trajetórias desse tipo registrando quedas moderadas ou estabilidade nas cotações.

O boletim ressalta que, mesmo com a desaceleração recente, o patamar de preços permanece elevado, devido às grandes safras de soja e milho, à oferta ainda disponível e à demanda interna e externa pelo milho de Mato Grosso. A Conab concluiu que “a tendência é de persistência de certo suporte aos preços nos próximos meses, em função da oferta elevada e da demanda dinâmica”.

Segundo o órgão, o mercado de milho apresenta hoje maior número de agentes com estratégias distintas, o que reduz a volatilidade e mantém os preços de fretes relativamente consistentes. “As perspectivas são de manutenção da cadência relevante de transporte e de patamares alcançados nos fretes rodoviários”, afirmou a Conab.





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Fazenda de 135 anos aposta em fertilizante renovável e vira referência em café sustentável



A fertilização baseada na menor pegada de carbono possível tem aberto novas portas para o café brasileiro. A Fazenda Recreio, em São Sebastião da Grama, estado de São Paulo, na divisa com Minas Gerais, carrega uma história que atravessa gerações.

Fundada em 1890, hoje é comandada por Diogo Dias de Macedo, quinta geração de produtores que sempre tiveram o café como paixão e sustento. “A gente está desde 1890 na região. São 135 anos na produção de café. Minha tataravó iniciou aqui na propriedade. É um legado e uma responsabilidade de manter toda essa história e preservar e continuar com essa produção de café dentro dessa região”, conta.

A fazenda Recreio fica em uma região onde há milhões de anos existiu um vulcão. O relevo, o clima e a preocupação com o meio ambiente fazem do local um exemplo de sucesso quando o assunto é qualidade com sustentabilidade. Dos 596 hectares totais da fazenda, 235 hectares são áreas de preservação e todo o manejo do cafezal, que conta com 970 mil pés, é feito seguindo critérios rígidos que visam mitigar o impacto ambiental.

“A gente trabalha tentando agredir menos possível o meio ambiente e diminuir as emissões de carbono. Usamos muito compostagem, coberturas de solo, como plantas de cobertura, e o uso do fertilizante da Yara veio agregar no que a gente busca, que é a menor emissão de carbono”, diz Macedo.

A fazenda do produtor foi uma das pioneiras no Brasil no manejo do fertilizante Yara Climate Choice, que tem redução de pegada de carbono de 90%. Diferentemente dos convencionais que utilizam fontes fósseis, ele conta com fonte renovável como matéria-prima, como o biometano.

No polo de Cubatão, em São Paulo, a empresa iniciou no último ano a produção de amônia renovável, com potencial para originar um fertilizante nitrogenado de menor pegada de carbono, como o utilizado pelo Diogo, que recebeu da Europa um primeiro lote.

O objetivo dele é seguir ampliando o volume de adoção desse insumo que começou no café, mas que já começa a alcançar outras culturas.

“Todo o nosso foco começa na prosperidade no campo, do agricultor, ele estando no centro da estratégia. Então essa nova demanda vai trazer para ele agregação de valor ao café que ele produz com práticas mais sustentáveis”, afirma o diretor de Crop Solution da Yara Brasil, Paulo Yvan.

Café da fazenda mundo afora

O café que o Diogo produz já é exportado para mercados como o japonês, o norte-americano e o europeu. Nesses mercados, mais do que a qualidade em si, na xícara, o impacto da produção no meio ambiente é levado em consideração. Por isso, a utilização de fertilizantes com menor pegada de carbono têm aberto novas portas.

Hoje a Fazenda Recreio está de portas abertas para o mundo, tanto para vender a sua produção quanto para receber visitantes que querem conhecer o modelo de produção sustentável do local.

“Quando a gente fala de manejo, de práticas sustentáveis, a gente leva em consideração as áreas de preservação, os corredores ecológicos, práticas de manejo de adubação. Nisso, entra o Yara Climate Choice com uma pegada menor de carbono. E com tudo isso, a Fazenda Recreio se torna negativa na questão de emissão de gás carbônico, uma referência”, diz o analista de Desenvolvimento de Mercado da Yara Brasil, Rafael Henrique Minelli.

A tradição do café premiadíssimo mundo afora da Fazenda Recreio se encontra com a inovação sustentável dos fertilizantes de última geração da Yara, uma combinação que preserva o meio ambiente, fortalece o mercado, abre inúmeras portas e mostra que o futuro da agricultura pode e deve ser de baixa emissão de carbono.



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Chuvas em São Paulo só ganham força na segunda quinzena de outubro, confira previsão



O estado de São Paulo enfrenta escassez de chuvas, e o Sistema Cantareira deve manter operação em restrição nas próximas semanas.

Segundo o meteorologista Arthur Müller, a previsão indica que a recuperação ocorrerá lentamente, com volumes significativos apenas a partir da segunda quinzena de outubro.

Segundo o especialista, o mapa de umidade do solo indica que grande parte do interior paulista apresenta praticamente zero umidade.

“A chuva da semana passada trouxe um pouco de umidade para a região metropolitana, mas para recuperar a bacia hidrográfica como um todo é necessário chover muito e por um longo período”, explica.

Entre os dias 6 e 10 de outubro, uma frente fria deve espalhar um pouco de chuva, aliviando o calor. Já entre 11 e 15 de outubro, o estado deve receber de 20 a 30 mm de chuva.

Recuperação das chuvas

Para tentar reverter a situação, a atenção está voltada para a região de Franco da Rocha, uma das cabeceiras da bacia hidrográfica em análise.

De acordo com Müller, entre os dias 11 e 12 de outubro, são esperadas chuvas isoladas, com maior intensidade a partir da segunda quinzena do mês. No entanto, os volumes previstos ainda serão insuficientes para normalizar completamente a situação.

“Para novembro, a expectativa é de 150 a 170 mm de chuva, mas a recuperação plena só deve ocorrer em dezembro, quando a precipitação acumulada poderá chegar a 250 a 300 mm”, explica.

Segundo ele, o cenário de tempo quente e seco em São Paulo deve se manter pelos próximos 10 dias, com exceção da frente fria prevista para avançar na semana que vem.

Apesar da expectativa de recuperação gradual, é fundamental manter a gestão consciente do uso da água, especialmente ao longo de outubro e até a segunda quinzena de novembro.

Expectativa a longo prazo

De acordo com Müller, ano após ano, as temperaturas permanecem acima da média, enquanto os volumes de chuva continuam abaixo do esperado. A longo prazo, esses efeitos se tornam mais visíveis: embora algumas lavouras perenes recebam água suficiente para não sofrer grandes impactos imediatos, a situação é preocupante quando analisamos as bacias hidrográficas como um todo.

Nos últimos 20 a 30 anos, o Brasil tem registrado perda gradual dos acumulados de chuva, não apenas na região Sul, mas também no Norte e Nordeste, evidenciando um processo contínuo de escassez hídrica ao longo das últimas três a quatro décadas.

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STF tem maioria para manter número de deputados nas eleições de 2026



O Supremo Tribunal Federal (STF) formou nesta terça-feira (30) maioria de votos para referendar a liminar do ministro Luiz Fux que manteve o mesmo número de deputados das eleições de 2022 nas eleições de 2026.

Ontem (29), Fux atendeu ao pedido do presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União-AP), para que as alterações no número de deputados federais – de 513 para 531 – ou qualquer normatização que pudesse advir do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sejam aplicáveis somente a partir das eleições de 2030.

Após a decisão, Fux enviou ao plenário virtual da Corte sua decisão para ser referendada pelos demais ministros.

Até o momento, os ministros Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin, Nunes Marques, Cármen Lúcia, Gilmar Mendes, Flávio Dino e Dias Toffoli votaram para manter a decisão de Fux.

A votação virtual do caso no STF será encerrada nesta quarta-feira (1°).



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Preços da arroba do boi gordo têm leve recuperação; confira



O mercado físico do boi gordo ainda se depara com preços acomodados no decorrer da semana, com manutenção do padrão das negociações em grande parte do país.

Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, os frigoríficos ainda desfrutam de relativo conforto em suas escalas de abate, com boa incidência de animais de parceria nas indústrias de maior porte.

“O consumo doméstico segue como um ponto negativo, com o baixo poder de compra da população apontando para o consumo de proteínas mais acessíveis. As exportações ainda são o principal ponto de suporte, com um resultado bastante positivo na atual temporada”, disse.

Em setembro, o país embarcou 294,706 mil toneladas de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada, de acordo com a Secretaria de Comércio Exterior (Secex), com preço médio da tonelada a US$ 5.613,20, ganho de 23,6% na quantidade e avanço de 24,4% no faturamento médio da tonelada ante mesmo mês de 2024.

Preço da arroba do boi gordo

  • São Paulo: R$ 303,27 — ontem: R$ 302,97
  • Goiás: R$ 288,75 — R$ 287,14
  • Minas Gerais: R$ 288,53 — R$ 285,88
  • Mato Grosso do Sul: R$ 318,66 — R$ 318,75
  • Mato Grosso: R$ 294,51 — R$ 294,14

Mercado atacadista

O mercado atacadista volta a se deparar com acomodação em seus preços no decorrer da semana.

Segundo Iglesias, o ambiente de negócios ainda sugere por alguma alta dos preços durante a primeira quinzena do mês, considerando a entrada dos salários na economia como importante motivador.

“Mais uma vez, é válido mencionar que a carne de frango segue mais competitiva em relação às proteínas concorrentes, em especial se comparado à carne bovina.”

O quarto traseiro ainda é precificado a R$ 23 por quilo; o dianteiro segue cotado a R$ 17 por quilo; e a ponta de agulha se mantém a R$ 16,50.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,02%, sendo negociado a R$ 5,3224 para venda e a R$ 5,3204 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,3049 e a máxima de R$ 5,3339. No mês e no trimestre a moeda recuou 1,84% e 2,04%, respectivamente.



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Algodão baiano rastreável chega ao consumidor final


Você já pensou de onde vem a matéria-prima da toalha de banho ou da roupa que costuma vestir no trabalho? Por meio de um programa de inovação, materiais produzidos com o algodão cultivado na Bahia podem ser rastreados pelo consumidor final a partir de um simples QR Code.

Criado em 2021 pelo Movimento Sou de Algodão, da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), o programa Sou ABR possibilita o rastreamento completo de peças produzidas com pelo menos 50% de algodão certificado. A iniciativa permite que os consumidores descubram a fazenda em que o algodão foi produzido e todos os lugares por onde a fibra passou até chegar às prateleiras das lojas.

Alguns dos exemplos de rastreabilidade estão em calças da grife americana Calvin Klein e da rede de varejo C&A. As peças têm a etiqueta “Sou ABR” e basta o cliente apontar a câmera do celular para o QR Code para descobrir que as roupas foram feitas com algodões de mais de 20 fazendas, sendo pelo menos metade delas baianas.

As fazendas ficam nas cidades de São DesidérioJaborandiLuís Eduardo MagalhãesFormosa do Rio Preto e Riachão das Neves e, com a tecnologia, é possível até encontrá-las no mapa.

Segundo a gestora do movimento Sou Algodão, Silmara Ferraresi, o programa está em fase piloto até dezembro deste ano. O objetivo é contribuir para um consumo consciente. “Essa tecnologia traz para o consumidor a segurança de que ele está comprando algo dentro da lei, sem trabalho infantil, com boas práticas sustentáveis”.

Já são milhares de peças rastreáveis de marcas bastante conhecidas no Brasil, como Renner, Reserva, C&A, Calvin Klein e YouCom. A marca baiana Dendezeiro também tem parceria com a iniciativa e já produziu duas peças rastreáveis.

Através da tecnologia, é possível entender toda a cadeia produtiva envolvida nesse processo, incluindo os produtores, as indústrias e também uma etapa fundamental: a análise do algodão. É por meio desse trabalho que o mercado decide em qual produto o algodão plantado e colhido na Bahia será transformado.

A partir da classificação do algodão, as indústrias de fiação, as malharias, tecelagens e as indústrias de confecção irão escolher os fardos para produzir os mais diversos produtos: vestimentas, roupas de cama, toalhas, entre outros produtos.

O algodão usado na fabricação da calça jeans, por exemplo, contém um fio mais resistente do que o utilizado na fabricação de camisas.

Além do consumo no mercado nacional, a Bahia exportou mais de 470 mil toneladas de algodão para ao menos 12 países entre 2024 e 2025.

Fundamental matéria-prima para a indústria têxtil, a commodity produzida principalmente no oeste do estado teve como principais destinos China, Paquistão, Vietnã, Turquia e Bangladesh, que, juntos, concentram 84,9% das exportações brasileiras da fibra.

Segundo a Abapa, as importações desses países somaram mais de 372 mil toneladas no período. As vendas resultaram em um arrecadamento histórico de US$ 630.648.990,00 do total comercializado para os 12 países: US$ 792.508.743,00.

Principais destinos do algodão baiano nos anos de 2024 e 2025

O alto número registrado pela associação é resultado de um momento histórico celebrado pelo Brasil neste ano: em fevereiro o país desbancou os Estados Unidos e, pela primeira vez, se tornou o maior exportador de algodão do mundo. Os especialistas apontam que o feito é resultado de décadas de investimentos em tecnologia no campo.

A fibra brasileira é considerada muito resistente e, segundo a presidente da Abapa, a agricultora Alessandra Zanotto, a espessura e o comprimento dela também atendem às exigências do mercado.

“O que a indústria têxtil hoje precisa é de qualidade, um algodão aderente ao produto que ela precisa fazer. O tipo do fio, a grossura, a resistência e também o que a indústria precisa e do conforto de abastecimento”.

“O Brasil se tornou um grande exportador, porque ele consegue garantir esse fornecimento para indústria têxtil lá fora”, ressaltou.

A expectativa dos especialistas e produtores é de que o número de exportações baianas em relação ao algodão continue em crescimento.

Em 5 de agosto, o oeste da Bahia recebeu a 9ª edição da Missão Compradores — iniciativa promovida pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) para apresentar o modelo de produção nacional a representantes da indústria têxtil global.

O bom desempenho ainda faz com que cresça o número de empregos diretos e indiretos no setor.

“A gente atrela o aumento da produção a um impacto positivo na economia de modo geral, principalmente no índice de desenvolvimento das pessoas e nas oportunidades de emprego. Por mais que seja uma cultura que necessita e adapta muita inovação em máquinas, ela tem um ciclo longo na lavoura, no campo e isso acaba necessitando de mais pessoas para trabalhar”, explicou Zanotto.





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Novo navio-plataforma chega ao pré-sal e pode elevar produção em até 20%


O navio-plataforma P-78, da Petrobras, chegou nesta terça-feira (30) ao Campo de Búzios, no pré-sal da Bacia de Santos, a 180 quilômetros da costa do Rio de Janeiro. A informação foi divulgada pela estatal.

A estrutura havia partido de Singapura, no Sudeste Asiático, no dia 13 de julho. O navio-plataforma é do modelo FPSO (Floating Production Storage and Offloading, em português, Unidade Flutuante de Produção, Armazenamento e Transferência), com capacidade de produção de 180 mil barris de óleo, além de comprimir 7,2 milhões de metros cúbicos (m³) de gás diários.

A P-78 será a sétima plataforma a produzir petróleo no Campo de Búzios, que, segundo a diretora de Exploração e Produção da Petrobras, Sylvia Anjos, superou a produção diária de 900 mil barris de petróleo.

Dessa forma, o novo FPSO poderá aumentar em até 20% a produção diária. Além da P-78, operam em Búzios, Rio de Janeiro, as plataformas P-74, P-75, P-76, P-77, Almirante Barroso e Almirante Tamandaré.

Navio-plataforma
Foto: divulgação/Petrobras

Para antecipar o início da operação, o transporte da P-78 desde a Ásia contou com a tripulação brasileira já embarcada, o que adiantou procedimentos e treinamento da equipe. Isso permite antecipar o começo da produção em cerca de duas semanas. A última vez que a Petrobras adotou a prática de transportar a tripulação foi em 1999.

Os próximos passos pré-operação são o serviço de ancoragem e de interligação da plataforma com os poços de petróleo, o que deve levar aproximadamente dois meses.

O casco da P-78 foi construído em estaleiros nas cidades Yantai e Hayang, na China, e em Ulsan, na Coreia do Sul. Os blocos foram integrados na Coreia do Sul, antes de seguirem para Singapura, onde houve a montagem dos módulos, incluindo um construído no estaleiro da Seatrium (antigo Brasfels), em Angra dos Reis, litoral fluminense.

Pré-sal

De acordo com a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), órgão regulador do setor, a produção do pré-sal corresponde a cerca de 80% do total de petróleo e gás produzido no Brasil.

Descoberto em 2006, o pré-sal contribuiu para a soberania energética do Brasil, possibilitando que o país se mantivesse sem necessidade de importar óleo. Além da alta produtividade, os poços armazenam um óleo leve, considerado de excelente qualidade e com alto valor comercial.

O início da produção foi no campo de Jubarte, localizado na Bacia de Campos, litoral do Sudeste, em 2008. Ao lado da Bacia de Santos, é ali que se encontram os reservatórios, perfurados a uma profundidade de 5 mil a 7 mil metros.



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