quinta-feira, abril 23, 2026

Autor: Redação

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Campanha para o uso responsável de antimicrobianos é lançada pela ABPA



Para ampliar o uso responsável de antimicrobianos na produção de aves, suínos e ovos, a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) lançou nesta quarta-feira (1), em São Paulo, o Movimento Uso Consciente, Futuro Sustentável.

A ação é inspirada no conceito internacional de One Health (Saúde Única), que reconhece a interdependência entre saúde animal, humana e ambiental.

Assim, busca promover informação qualificada e estimular o engajamento dos elos da cadeia produtiva em torno de ações voluntárias de incentivo ao uso prudente de antimicrobianos na cadeia produtiva.

"Uma das bases do movimento é a parceria com entidades setoriais vinculadas à ABPA. A iniciativa será ativada em espaços como o SIAVS e em eventos organizados por parceiros da associação, criando oportunidades para a difusão de conteúdos técnicos e boas práticas", diz a Associação, em nota.

As ações incluem o lançamento de um hotsite oficial, que reunirá materiais educativos, minicursos digitais e agenda de cursos e eventos. Também serão divulgados materiais de comunicação em redes sociais, campanhas informativas e conteúdos técnicos de apoio às empresas signatárias.

“O movimento nasce para incentivar, unir esforços e valorizar práticas já presentes em nosso setor. É uma medida pelo incentivo à conscientização, que fortalece a cultura de responsabilidade e mostra que estamos atentos às expectativas da sociedade e dos mercados”, destaca o presidente da ABPA, Ricardo Santin.

Já para a diretora técnica da entidade, Para Sula Alves, o movimento reforça um trabalho contínuo de educação e engajamento.

“Nosso objetivo é apoiar produtores, agroindústrias e profissionais com informações técnicas claras e acessíveis, que ajudem a orientar decisões no dia a dia da produção. Conscientizar é criar uma base sólida para o futuro, garantindo saúde única, qualidade dos alimentos e sustentabilidade para o setor”, completa.



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Custos de produção estáveis e boa oferta de milho mantêm rentabilidade de suínos



O mercado de suínos registrou queda nos preços na última semana, reflexo do ritmo mais lento das vendas no mercado interno, típico do período. Apesar disso, setembro deve encerrar com médias próximas das máximas do ano, segundo levantamento da Scot Consultoria.

O milho, principal insumo da suinocultura, permanece em níveis que permitem custos controlados. Até 25 de setembro, em Campinas, São Paulo, a saca de 60 quilos foi cotada em R$ 65,34, sem frete, alta de 2,1% em relação a agosto e de 2% na comparação anual.

De acordo com o analista de mercado da Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, a relação de troca entre suínos e milho permanece favorável.

“Os preços da suinocultura brasileira estão relativamente confortáveis. O ano é bom para o setor, com boas margens e oferta suficiente de milho, graças a uma safra de safrinha de 100 milhões de toneladas”, explica.

Ele ressalta que a expectativa para o último trimestre de 2025 é de abastecimento confortável e demanda aquecida, tanto no mercado interno quanto nas exportações.

Análise histórica

A análise histórica mostra que o cenário mudou bastante em pouco tempo. Entre setembro e dezembro de 2024, a relação de troca era desfavorável: eram necessários entre 7,5 e 8,5 quilos de milho para produzir um quilo de suíno, refletindo custos altos de alimentação.

Já no início de 2025, houve melhora significativa: em março, eram necessários menos de 6 quilos de milho, beneficiando a rentabilidade do produtor.

No entanto, no segundo semestre de 2025, a relação de troca começou a se recuperar, voltando a níveis próximos a 8 quilos de milho por quilo de suíno nos meses de agosto e setembro, indicando nova pressão sobre as margens.

“O gráfico mostra claramente que o produtor operou acima ou abaixo da média anual de 7,40 quilos de milho por quilo de suíno, evidenciando a volatilidade do mercado e a importância de planejamento estratégico”, afirma Iglesias.

Além do milho, a oferta de farelo de soja também se manteve confortável, enquanto o óleo de soja sofreu pressão pelo aumento da demanda do setor de biocombustíveis, especialmente com a possível elevação do percentual obrigatório da mistura B16.

Apesar da recente queda de preços, Iglesias detalha que o panorama para a suinocultura brasileira segue favorável. Custos controlados, oferta de insumos adequada e demanda interna e externa aquecida devem sustentar boas margens para os produtores até o final do ano.



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a chave para aumentar a produtividade e mitigar o impacto climático



O investimento na saúde do solo emerge como o principal ativo da pecuária moderna. A adoção de práticas regenerativas não apenas impulsiona a produtividade e a segurança alimentar, mas também se apresenta como uma estratégia robusta para mitigar os efeitos das mudanças climáticas

Em entrevista ao programa Giro do Boi, o pesquisador da Embrapa Pecuária Sudeste, Alberto Bernardi, afirmou que um solo saudável é um sistema vivo que, quando bem manejado, tem o poder de reverter o acúmulo de gases de efeito estufa na atmosfera. Confira a entrevista completa.

Estratégias como a Integração Lavoura-Pecuária (ILP), a Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) e o plantio direto são cruciais para essa transformação.

A Embrapa destaca que a combinação de culturas como a soja (uma leguminosa que fixa nitrogênio no solo) com o plantio direto gera uma economia bilionária para o produtor e é essencial para a recuperação de áreas degradadas. Priorizar a saúde do solo pavimenta o caminho da sustentabilidade e da resiliência climática para o agronegócio brasileiro.

A pecuária como sumidouro de carbono

O Brasil possui cerca de 160 milhões de hectares de pastagem. O pesquisador Alberto Bernardi enfatiza que uma área mal manejada é uma fonte de degradação e perda de carbono.

No entanto, o cenário se inverte quando a pastagem é bem manejada: ela se transforma em um eficiente sumidouro de carbono, sequestrando o gás carbônico da atmosfera e estocando-o no solo sob a forma de matéria orgânica.

A ILPF é apresentada como a alternativa mais eficaz para reverter o quadro de pastagens degradadas, que hoje atinge uma área estimada entre 30 e 40 milhões de hectares.

Essa integração devolve ao solo sua saúde química, física e biológica, garantindo um robusto retorno econômico ao produtor, além de inúmeras vantagens ambientais. O solo, rico em matéria orgânica e biologicamente ativo, atua como o grande reservatório de carbono do sistema produtivo.

Estratégias para a agricultura regenerativa e a safra de verão

Para o pecuarista que se prepara para a safra de verão, as práticas de agricultura regenerativa englobam a agricultura conservacionista, que tem como pilares a rotação de culturas, o plantio direto e a manutenção do solo coberto o ano todo.

A Embrapa fornece dicas práticas para aprimorar o manejo:

  • Reforma do Pasto: É vital diagnosticar a real necessidade de reformar o pasto. Se o solo já estiver corrigido, o produtor deve priorizar o plantio direto, sem revolvimento, para preservar a estrutura e o acúmulo de matéria orgânica.
  • Sistemas Arborizados: A Embrapa investe em pesquisas sobre sistemas silvipastoris e pastagens arborizadas. Esses sistemas não só promovem o bem-estar animal (oferecendo sombra e conforto térmico), mas também impulsionam o acúmulo de carbono em profundidade, devido ao crescimento conjunto e sinérgico das raízes da árvore e da forrageira.
  • Leguminosas e Economia: O uso de leguminosas, como a soja, é um excelente exemplo de sustentabilidade e economia. Ao fixar biologicamente nitrogênio no solo, a soja elimina a necessidade de adubação nitrogenada, gerando uma economia gigantesca e reduzindo a pegada de carbono da produção.

Essas tecnologias brasileiras são a prova concreta do engajamento do produtor rural com a produção sustentável. Essa informação é essencial e deve ser amplamente difundida, servindo de destaque positivo para o agronegócio em eventos globais, como a futura COP 30.



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Seis estabelecimentos são fechados em SP suspeitos de vender bebidas adulteradas



Seis estabelecimentos foram fechados por suspeita de comercialização de bebidas alcoólicas adulteradas em São Paulo, informou na tarde desta quarta-feira (1) o gabinete de crise criado pelo governo do estado para coordenar as ações de enfrentamento aos casos de intoxicação por metanol.

Os estabelecimentos ficam nos bairros da Bela Vista, Itaim Bibi, Jardins e Mooca, na capital, e também nas cidades de São Bernardo e Barueri, na região metropolitana. Neste último município, segundo o gabinete, foram apreendidas 128 mil garrafas de vodca. Lacrado, o lote aguarda a apresentação da documentação para liberação.

A fiscalização é feita de modo conjunto entre as secretarias de Saúde, Segurança Pública, Fazenda e Justiça. As medidas, conforme o governo estadual, “são cautelares, e o envolvimento dos estabelecimentos com os casos é investigado”.

Uma distribuidora de bebidas teve sua inscrição estadual suspensa preventivamente e outras três estão sob análise para suspensão. Além disso, um bar, nos Jardins, também teve a inscrição suspensa após a interdição do local.

Em Mogi das Cruzes, houve a apreensão de 80 garrafas de bebidas alcoólicas com indícios de adulteração e falsificação em uma adega. E, em Americana, duas pessoas foram detidas e mais de 17,7 mil bebidas apreendidas.

No balaço do gabinete, também consta a apreensão de 802 garrafas, sendo 660 em distribuidoras e 142 em três bares da capital.



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Irga abre credenciamento para multiplicadores de sementes básicas



O Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga) abriu credenciamento para produtores interessados em multiplicar ou comercializar sementes básicas certificadas das cultivares IRGA 424 RI, IRGA 431 CL e IRGA 426 CL.

Além das categorias C1 e C2, o edital inclui a categoria Básica, que permite a participação de pessoas físicas ou jurídicas registradas no Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) com Registro Nacional de Sementes e Mudas (Renasem) ativo.

A primeira análise documental será feita em 17 de outubro, para inscrições enviadas até o dia 16. Serão disponibilizados 80 sacos de 30 kg da cultivar IRGA 424 RI, 40 da IRGA 426 CL e 40 da IRGA 431 CL.

Os interessados devem enviar a documentação em formato PDF para o e-mail [email protected].



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Ibama apreende 19 toneladas de ovas douradas que iam para Taiwan


O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) apreendeu, nesta terça-feira (30), 19 toneladas de ovas de peixe-voador (Cypselurus) no Porto do Pecém, no Ceará.

Conhecido no mercado internacional como golden caviar ou tobiko, o produto tinha como destino Formosa, em Taiwan, mas foi barrado após a constatação de irregularidades na documentação apresentada pela empresa exportadora.

A apreensão ocorreu porque a empresa não conseguiu comprovar a origem legal do pescado, requisito essencial para a exportação, aos agentes de fiscalização do Ibama e da Receita Federal.

As informações fornecidas nos documentos divergiam dos dados levantados durante a investigação, o que levou à retenção da mercadoria e à suspensão do embarque. A empresa foi autuada e multada em R$ 411,7 mil pela infração ambiental e permanecerá como fiel depositária da carga até a definição de seu destino.

Foto: divulgação/Ibama

Ovas de peixe: carga de alto valor

As ovas de peixe-voador quando processadas, podem custar até 10,60 euros (equivalente a R$ 66,17 por embalagem de 80 gramas), o que a torna um item altamente lucrativo para exportadores e alvo constante de fiscalização ambiental.

Considerando o preço praticado no mercado internacional, a carga apreendida poderia alcançar no mercado final o valor estimado de 2,5 milhões de euros, o equivalente a R$ 15,7 milhões.



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AgroNewsPolítica & Agro

Boi gordo cai R$3/@ no mercado paulista



Exportações de carne crescem 23% na média diária



Foto: Pixabay

De acordo com uma análise divulgada nesta terça-feira (30) no informativo “Tem Boi na Linha”, da Scot Consultoria, o mercado do boi gordo em São Paulo registrou queda nas cotações. “Com as escalas tranquilas e o fraco escoamento de carne, alguns frigoríficos colocados fora dos negócios”, indicou o levantamento. Entre os que mantiveram as compras, a boa oferta permitiu negociações abaixo das referências do dia anterior, com exceção da vaca, cuja cotação se manteve estável.

O preço do boi gordo caiu R$ 3,00/@, enquanto a novilha registrou recuo de R$ 5,00/@. Já a arroba do chamado “boi China” caiu R$ 1,00. As escalas de abate atendiam, em média, 11 dias.

Em Minas Gerais, mesmo com alguns produtores proprietários boiadas à espera de melhores negócios, as escalas confortáveis ??mantiveram as cotações lucrativas.

No comércio exterior, o Brasil alcançou recorde de exportações de carne bovina in natura. Até a quarta semana de setembro, o volume embarcado chegou a 294,7 mil toneladas, o maior já registrado. A média diária foi de 14,7 mil toneladas, crescimento de 23% em relação ao mesmo período de 2024. A cotação média da tonelada ficou em US$ 5,6 mil, alta de 24,4% na comparação anual.





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1º de outubro tem alta ou baixa nas cotações de soja? Confira os preços do início do mês



O mercado brasileiro de soja apresentou um cenário um pouco melhor em comparação ao restante da semana. De acordo com Rafael Silveira, analista da consultoria Safras & Mercado, de manhã, os preços estavam retraídos e sem ofertas. Já à tarde, com a CBOT ganhando fôlego, os preços subiram, mas deram alguma chance, e houve alguns negócios tanto no porto quanto na indústria.

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Silveira destacou que o dia foi mais ofertado em função do suporte vindo da Bolsa de Chicago, embora sem grandes movimentos. “Foi um mercado mais ativo, mas longe de ser agressivo”, acrescentou.

Soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): manteve em 129,00
  • Santa Rosa (RS): manteve em 130,00
  • Cascavel (PR): subiu de 129,00 para 131,00
  • Rondonópolis (MT): subiu de 124,00 para 125,00
  • Dourados (MS): manteve em 123,00
  • Rio Verde (GO): caiu de 120,50 para 120,00
  • Paranaguá (PR): manteve em 135,00
  • Rio Grande (RS): subiu de 134,50 para 135,00

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja subiram na sessão desta quarta-feira na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). Após passar a maior parte do dia no território negativo e atingir níveis inferiores a US$ 10 por bushel, o mercado reagiu no final da sessão, mudando de direção após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Trump afirmou nesta quarta-feira que a soja será um dos principais temas de discussão quando ele se encontrar com o presidente da China, Xi Jinping, dentro de quatro semanas. “Os produtores de soja do nosso país estão sendo prejudicados porque a China, apenas por motivos de negociação, não está comprando”, escreveu Trump no Truth Social.

Contratos futuros

Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com alta de 11,25 centavos de dólar, ou 1,12%, a US$ 10,13 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 10,31 por bushel, com alta de 10,75 centavos ou 1,05%.

Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com alta de US$ 0,30 ou 0,10%, a US$ 273,60 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 50,429 centavos de dólar, com ganho de 0,93 centavo ou 1,87%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,09%, sendo negociado a R$ 5,3274 para venda e a R$ 5,3254 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,2946 e a máxima de R$ 5,3381.



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veja como as cotações da arroba iniciaram outubro



O mercado físico do boi gordo teve mais um dia de movimento lateralizado, com manutenção do padrão das negociações em grande parte do país.

O analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias destaca que os frigoríficos, em especial os de maior porte, ainda dispõem de escalas de abate mais confortáveis, com boa incidência de animais de parceria na atual temporada.

“As exportações de carne bovina ainda são o principal ponto de suporte neste momento, com um resultado bastante satisfatório na atual temporada, com importante avanço do volume e principalmente da receita”, disse.

Preços médios da arroba do boi

  • São Paulo: R$ 304,10 — ontem: R$ 303,27
  • Goiás: R$ 289,64 — R$ 288,75
  • Minas Gerais: R$ 290 — R$ 288,53
  • Mato Grosso do Sul: R$ 318,18 — R$ 318,66
  • Mato Grosso: R$ 293,66 — R$ 294,61

Mercado atacadista

O mercado atacadista ainda se depara com preços estáveis durante esta quarta-feira (1). Segundo Iglesias, o ambiente de negócios ainda sugere por alguma alta dos preços durante a primeira quinzena do mês, considerando a entrada dos salários na economia como importante motivador de consumo.

“Mais uma vez, é válido mencionar que a carne de frango segue mais competitiva em relação às proteínas concorrentes, em especial se comparado com a carne bovina”, aponta o analista.

O quarto traseiro ainda é precificado a R$ 23,00 por quilo; o dianteiro segue cotado a R$ 17,00 por quilo; e a ponta de agulha ainda é apontada em R$ 16,50.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,09%, sendo negociado a R$ 5,3274 para venda e a R$ 5,3254 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,2946 e a máxima de R$ 5,3381.



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Embrapa indica manejo conjunto para controle



O avanço da atividade sucroalcooleira e a expansão das áreas de produção estão elevando a incidência da mosca-dos-estábulos (Stomoxys calcitrans) em regiões como Mato Grosso do Sul.

O aumento nos surtos desse inseto, que impacta diretamente a produtividade da pecuária, levou a Embrapa a intensificar pesquisas focadas em uma solução que exige a ação coordenada entre usinas, produtores rurais e ciência.

Um levantamento da Embrapa Gado de Corte constatou a gravidade da situação: na década de 2010, os surtos do inseto aumentaram mais de nove vezes em comparação com as quatro décadas anteriores. Embora a ciência ainda não tenha um método de erradicação definitiva, os estudos da Embrapa apontam que o controle eficaz depende fundamentalmente do manejo integrado e da interação constante entre os setores.

O cerne do problema está na reprodução da mosca, que ocorre em matéria orgânica úmida. Com a chegada das chuvas e a entrada da entressafra da cana-de-açúcar, a atenção a essas medidas preventivas se torna ainda mais crucial, pois o aumento da umidade cria o ambiente ideal para a proliferação do inseto.

Ações essenciais para usinas e pecuaristas

O controle da mosca-dos-estábulos só é efetivo quando há disciplina nas práticas de manejo em ambos os lados da cerca.

Para as Usinas

A primeira ação essencial é o monitoramento populacional do inseto na área. A pesquisa da Embrapa é clara ao recomendar:

  • Manejo de resíduos: Fazer o manejo adequado da palhada e do solo para reduzir o excesso de umidade, evitando que se tornem grandes criadouros.
  • Vinhaça: Garantir o devido armazenamento, distribuição e, principalmente, a aplicação controlada da vinhaça.

Para o Produtor Rural (Pecuarista)

O pecuarista deve seguir à risca um protocolo de ações preventivas para eliminar possíveis focos dentro de sua propriedade:

  • Limpeza de Cochos: Reduzir e eliminar o acúmulo de resíduos em cochos de alimentação e água.
  • Armazenamento: Realizar a limpeza minuciosa de áreas de armazenamento de suplementos alimentares.
  • Eliminação de Matéria Orgânica: Eliminar qualquer fonte de matéria orgânica acumulada e úmida que possa servir de criadouro para a mosca.

O controle da mosca-dos-estábulos é, portanto, uma questão de responsabilidade mútua. O produtor deve entender que a proteção do seu rebanho passa também pela interação constante com as usinas da região, buscando estratégias de manejo conjunto.

O impacto da mosca-dos-estábulos na produtividade

O impacto do inseto na lucratividade da fazenda é significativo. Embora não haja uma solução definitiva, a disciplina no manejo é o caminho para mitigar os danos.

A mosca-dos-estábulos causa grande estresse e desconforto aos bovinos através de suas picadas dolorosas. Esse estresse leva à redução do tempo de pastejo, o que tem um efeito direto e negativo no ganho de peso do gado. O animal, incomodado, passa a buscar refúgio em vez de se alimentar, prejudicando seu desenvolvimento.

Neste cenário, a limpeza e a eliminação de resíduos orgânicos são as ferramentas mais poderosas do pecuarista para quebrar o ciclo de vida do inseto e proteger a produção.

Ao seguir as recomendações da Embrapa, o produtor não apenas protege sua propriedade, mas contribui para uma solução regional do problema. A união entre ciência, indústria sucroalcooleira e pecuária é fundamental para garantir a saúde animal e a sustentabilidade da produção brasileira.



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