quinta-feira, abril 23, 2026

Autor: Redação

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Produtores de soja têm oportunidade única de acessar subsídios do PSR – Canal Rural


Tenho defendido neste espaço que o futuro do seguro agrícola passa pelo Zarc Níveis de Manejo (ZarcNM). Num cenário de mudanças climáticas cada vez mais intensas, ele surge como ferramenta estratégica para aumentar a resiliência produtiva e proteger a renda do agricultor.

No piloto da safra 2025/26, os produtores terão subvenções conforme a classificação:

  • NM1 20%
  • NM2 – 25%
  • NM3 – 30%
  • NM4 – 35%

Considerando que o governo bloqueou R$ 354 milhões do PSR, esse piloto se tornou talvez a única opção de o produtor acessar a subvenção ao prêmio do seguro de soja em outubro. Cooperativas e corretores do Paraná: ainda é tempo, mas o prazo está se esgotando.

O novo Zarc Níveis de Manejo (ZarcNM), lançado em caráter piloto para a soja no Paraná, é a maior inovação dos últimos anos no seguro rural, conectando boas práticas agrícolas a mais acesso a recursos do PSR.

O ZarcNM, coordenado pela Embrapa, representa um salto de qualidade na forma como o risco climático é avaliado. Em vez de tratar todos os produtores de forma uniforme, a metodologia leva em conta indicadores agronômicos objetivos para classificar as áreas em quatro níveis de manejo (NM1 a NM4).

São analisados parâmetros como fertilidade do solo, saturação de alumínio, tempo sem revolvimento, cobertura com palhada, rotação de culturas e diversidade de cultivos. A pontuação final gera a classificação que, por sua vez, modulada pela política pública, define diferentes percentuais de subvenção ao seguro rural.

Isso significa que quem adota melhores práticas de manejo terá direito a maior subvenção. Trata-se de um incentivo direto à sustentabilidade produtiva, premiando quem investe em conservação do solo, rotação de culturas e técnicas modernas que aumentam a resiliência climática.

Os dados da Embrapa deixam claro o potencial dessa abordagem. Em anos de seca severa, como 2021 e 2022, agricultores classificados no Nível de Manejo 3 apresentaram entre 55% e 83% mais resiliência do que aqueles que não seguiram as recomendações técnicas.

Outro ponto relevante é a transparência e a base técnica do processo. O ZarcNM combina informações de sensoriamento remoto (imagens de satélite), validações de campo e análises laboratoriais de solo, processados pelo Sistema de Informações de Níveis de Manejo (SINM). Cada etapa é rastreável e auditável, garantindo segurança tanto para produtores quanto para seguradoras e o próprio governo.

Além disso, o modelo abre espaço para uma revolução no mercado de seguros agrícolas. Tradicionalmente, seguradoras precificam riscos a partir de médias regionais, sem diferenciar práticas de manejo. Com o ZarcNM, passa a ser possível precificar riscos de forma mais justa e personalizada, reduzindo custos para bons produtores e estimulando a adoção de tecnologias que beneficiam toda a cadeia produtiva.

Em síntese, o Zarc Níveis de Manejo é muito mais do que uma inovação técnica: é uma ferramenta de política agrícola inteligente. Ele cria um círculo virtuoso em que o produtor é incentivado a adotar melhores práticas, a seguradora ganha em precisão na gestão do risco e o governo utiliza de forma mais eficiente os recursos do PSR.

A mensagem é clara: investir em manejo de qualidade é investir no futuro da agricultura brasileira.

*Pedro Loyola é coordenador executivo do Observatório do Seguro Rural da FGV Agro.


Canal Rural e a FGV Agro não se responsabilizam pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seu autor. O Canal Rural se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.



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Produção de cana-de-açúcar cresce 6,94% no Centro-Sul na primeira quinzena de setembro – Canal Rural



As usinas do Centro-Sul do Brasil moeram 45,97 milhões de toneladas de cana-de-açúcar na primeira quinzena de setembro da safra 2025/26 (abril de 2025 a março de 2026), em comparação com 42,99 milhões de tonelada em igual período da temporada anterior, alta de 6,94%. As informações são do levantamento quinzenal da União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica), divulgado nesta quinta-feira (2).

Operavam na primeira quinzena de setembro, 259 unidades produtoras na região Centro-Sul, das quais 238 unidades com processamento de cana, 10 empresas que fabricam etanol a partir do milho e 11 usinas flex. No mesmo período, na safra 2024/2025, operavam 261 unidades produtoras, das quais 241 unidades com processamento de cana, 9 empresas que fabricam etanol a partir do milho e 11 usinas flex.

A produção açúcar nos primeiros 15 dias de setembro atingiu 3,622 milhões de toneladas, o que corresponde a um aumento de 15,72% em comparação com igual período de 2024.

O diretor de Inteligência Setorial da Unica, Luciano Rodrigues, informou em nota “a proporção de cana destinada à fabricação de açúcar recuou 0,8 ponto porcentual na média do Centro-Sul, passando de 54,2% na segunda metade de agosto, para 53,5% na primeira quinzena de setembro”.

Em Goiás e Mato Grosso, o movimento de queda na proporção da matéria-prima destinada ao adoçante foi ainda mais expressivo, atingindo 1 ponto porcentual e 1,2 ponto porcentual, respectivamente.

“A mudança mais intensa nas regiões afastadas do litoral retrata a perda de competitividade do açúcar ante a fabricação do etanol, estimulando de forma mais efetiva a alteração na estratégia de alocação das unidades produtoras nesses locais”, destacou o executivo.

Na primeira metade de setembro, a fabricação de etanol pelas unidades do Centro-Sul atingiu 2,33 bilhões de litros, sendo 1,46 bilhão de litros de etanol hidratado (-9,68%) e 875,40 milhões de litros de etanol anidro (+4,35%).

Do total de etanol obtido na primeira quinzena de setembro, 16,74% foram fabricados a partir do milho, registrando produção de 390,13 milhões de litros neste ano, contra 336,39 milhões de litros no mesmo período do ciclo 2024/2025 – aumento de 15,97%.

Em relação à qualidade da matéria-prima, o nível de Açúcares Totais Recuperáveis (ATR) registrado na primeira quinzena de setembro atingiu 154,58 kg de ATR por tonelada de cana-de-açúcar, contra 160,07 kg por tonelada na safra 2024/2025 – variação negativa de 3,43%.



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AgroNewsPolítica & Agro

Preços do arroz têm forte queda em 2025



Preços do arroz caem quase 40% em 2025 e pressionam setor produtivo


Foto: Divulgação

Os preços do arroz em casca negociado no Rio Grande do Sul estão praticamente atravessando o ano de 2025 em queda. Em setembro, o Indicador CEPEA/IRGA-RS (produto com 58% de grãos inteiros e pagamento à vista) recuou 9,3% e, na parcial de 2025, a baixa é de quase 40%. 

Segundo pesquisadores do Cepea, a pressão vem da ampla oferta, da demanda interna estável, do ritmo lento das exportações e da retração das cotações internacionais, que, por sua vez, estão nos menores patamares em 43 meses (de acordo com dados da FAO). Esse cenário, ressaltam pesquisadores do Cepea, pressiona as margens esperadas para a próxima temporada e deve levar à redução da área destinada ao arroz no País. 

No mercado internacional, o comportamento é semelhante. Dados da FAO indicam que o índice global de preços do arroz beneficiado caiu para 101,4 pontos em agosto, 2,03% abaixo de julho e 24,33% inferior a agosto de 2024. Entre 18 países analisados, 16 registraram quedas expressivas, com destaque para Brasil, Argentina e Uruguai. 





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‘Há incerteza sobre a safra de soja. O mercado não está funcionando como deveria’ aponta Buffon – Canal Rural



A Abertura Nacional do Plantio da Soja 25/26 será realizada nesta sexta-feira (3), em Sidrolândia (MS), marcando o início oficial de mais uma temporada dos trabalhos com a oleaginosa. O presidente da Aprosoja Brasil, Mauricio Buffon, destaca que o clima é, também, um fator decisivo para ditar o ritmo da próxima safra. ”O clima é muito importante para os trabalhos com a oleaginosa. As perspectivas da meteorologia apontam para um ano bom, mas agora é torcer para que isso se confirme”, afirma.

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Além da questão climática, Buffon chama atenção para as dificuldades trazidas pelas tensões internacionais e pelo chamado tarifaço. ”Essa questão geopolítica já começa a trazer muita dificuldade para o produtor. As formações de preços da safra futura estão muito comprometidas, há muita incerteza. O mercado não está rodando da forma que precisava para o produtor entrar na safra com os custos travados”, diz.

Segundo o presidente, os prêmios de exportação seguem ruins, os preços não atendem às necessidades do produtor de soja e os custos de lavoura permanecem elevados, o que pressiona a rentabilidade.

Outro ponto levantado pelo presidente da Aprosoja é o atraso nos investimentos e no crédito, especialmente em insumos, como fertilizantes e correção de solo. ”Nós temos muito atraso de investimentos. O Plano Safra não funcionou, e isso gera incerteza para quem precisa investir. O produtor precisa plantar, mas o dinheiro não chegou nas lavouras”, afirma, lembrando que os recursos liberados foram apenas cerca de 50% do nível registrado em anos anteriores.

Ferramentas e tecnologias como aliadas

Buffon, no entanto, reforça que a tecnologia segue sendo uma aliada indispensável nas lavouras de soja. ”Hoje temos tecnologia em todos os setores, de sementes a maquinários, passando pela tomada de decisão baseada em clima e informações. Isso tudo ajuda o produtor rural. Mas, além de usar as ferramentas disponíveis, precisamos também de recursos”, destaca.

Abertura Nacional do Plantio da Soja

Buffon também reforça o convite para o evento de abertura do plantio da soja. ”Queremos convidar todos os amigos do Mato Grosso do Sul para participarem na fazenda onde será feita a abertura e compartilhar esse momento conosco. Vamos falar sobre geopolítica, os rumos do mercado e as projeções para manter o produtor bem informado. Quem não puder estar presente, pode acompanhar pelo Canal Rural”, conclui.



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‘O evento marca o início de uma missão que reúne sojicultores de todo o Brasil’, diz Julio Cargnino – Canal Rural



Falta pouco: nesta sexta-feira (3) acontecerá a largada oficial da temporada 2025/26 do plantio de soja no Brasil. Dessa vez, o município que recebe a Abertura Nacional do Plantio da Soja é Sidrolândia, em Mato Grosso do Sul. O encontro será realizado na Fazenda Recanto e Lucio Basso, proprietário do espaço, recebeu a equipe do Soja Brasil para um bate-papo especial. Confira aqui.

Para o presidente do Canal Rural, Julio Cargnino, essa é uma oportunidade de dar a largada nos trabalhos em um momento de muitos desafios econômicos e de mercado e, ao mesmo tempo, de incertezas climáticas.

“É muito importante que a gente coloque em prática uma plataforma que ajude os produtores a tomar as melhores decisões. Esse evento marca o início de uma grande missão, reunindo grandes parceiros e produtores de todas as regiões do país”, destacou Cargnino.

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Painéis da Abertura Nacional do Plantio de Soja

O Painel 1 – Biocombustíveis: Economia Verde e Oportunidades para o Produtor contará com a participação de Donizette Tokarski, presidente da União Brasileira do Biodiesel e do Bioquerosene (Ubrabio) e Arthur Falcette, secretário de Estado Adjunto da Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação, que também exerce a função de secretário-executivo de Meio Ambiente da Semadesc.

Na sequência, será realizado o Painel 2 – Caminhos para Solução dos Gargalos do Agro, com mediação de Fabrício Rosa. Entre os convidados estão: o presidente da Aprosoja Brasil, Maurício Buffon; a senadora Tereza Cristina, ex-ministra da Agricultura e ex-presidente da FPA; e o deputado Rodolfo Nogueira, presidente da Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados.

O evento será finalizado com o encerramento das autoridades, representadas por Maurício Buffon, presidente da Aprosoja Brasil, e Jorge Michelc, presidente da Aprosoja MS.



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Polícia Civil encontra plantação de maconha de 4 hectares em fazenda


Nesta quarta-feira (1º), uma plantação de maconha em uma área de 4 hectares (40 mil metros quadrados) — uma das maiores já descobertas no interior do estado — foi desarticulada pela Polícia Civil da Bahia durante a Operação Amordaçar – Fase II.

Deflagrada pelo Departamento Especializado de Investigação e Repressão ao Narcotráfico (Denarc), a operação resultou na localização do espaço destinado ao cultivo da droga em uma fazenda de 50 hectares, na zona rural do município de Ibipeba, no centro-norte baiano.

Os investigadores, com apoio da 14ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin/Irecê), localizaram mais de uma tonelada do material colhido e enterrado na área do plantio.

De acordo com a Polícia Civil, o entorpecente foi incinerado no local com a presença de peritos do Departamento de Polícia Técnica (DPT).

Além disso, mais de 15 suspeitos fugiram da fazenda ao perceberem a presença de policiais no entorno da propriedade.

Vestígios de maconha colhida e incendiada foram encontrados na área. Um reboque agrícola utilizado na colheita da droga também foi apreendido.

polícia civil desarticula fazenda com plantação de maconha de 4 hectares na Bahiapolícia civil desarticula fazenda com plantação de maconha de 4 hectares na Bahia
Foto: Divulgação/Ascom-PCBA

A estimativa do Denarc é que os criminosos tenham incendiado mais de três toneladas do entorpecente.

Trabalho investigativo

Agora, as investigações continuam com o objetivo de identificar o destino das drogas e os responsáveis pela propriedade e as atividades criminosas com a plantação de maconha.

O diretor do Denarc, delegado Ernandes Júnior destacou a importância da ação:

“Com esta desarticulação de plantio, a produção da maconha foi neutralizada, o que resultará no enfraquecimento de recursos do tráfico em diversas regiões da Bahia e de outros estados”, pontuou.

A operação é a segunda de grande porte realizada pelo Denarc em um intervalo de quatro meses.

Em maio deste ano, mais de 500 quilos de maconha foram apreendidos em uma fazenda na zona rural do município de Itamaraju, durante a primeira fase da Operação Amordaçar.


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‘Há muita incerteza sobre a safra de soja. O mercado não está funcionando como deveria’ aponta Mauricio Buffon



A Abertura Nacional do Plantio da Soja 25/26 será realizada nesta sexta-feira (3), em Sidrolândia (MS), marcando o início oficial de mais uma temporada dos trabalhos com a oleaginosa. O presidente da Aprosoja Brasil, Mauricio Buffon, destaca que o clima é, também, um fator decisivo para ditar o ritmo da próxima safra. ”O clima é muito importante para os trabalhos com a oleaginosa. As perspectivas da meteorologia apontam para um ano bom, mas agora é torcer para que isso se confirme”, afirma.

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Além da questão climática, Buffon chama atenção para as dificuldades trazidas pelas tensões internacionais e pelo chamado tarifaço. ”Essa questão geopolítica já começa a trazer muita dificuldade para o produtor. As formações de preços da safra futura estão muito comprometidas, há muita incerteza. O mercado não está rodando da forma que precisava para o produtor entrar na safra com os custos travados”, diz.

Segundo o presidente, os prêmios de exportação seguem ruins, os preços não atendem às necessidades do produtor de soja e os custos de lavoura permanecem elevados, o que pressiona a rentabilidade.

Outro ponto levantado pelo presidente da Aprosoja é o atraso nos investimentos e no crédito, especialmente em insumos, como fertilizantes e correção de solo. ”Nós temos muito atraso de investimentos. O Plano Safra não funcionou, e isso gera incerteza para quem precisa investir. O produtor precisa plantar, mas o dinheiro não chegou nas lavouras”, afirma, lembrando que os recursos liberados foram apenas cerca de 50% do nível registrado em anos anteriores.

Ferramentas e tecnologias como aliadas

Buffon, no entanto, reforça que a tecnologia segue sendo uma aliada indispensável nas lavouras de soja. ”Hoje temos tecnologia em todos os setores, de sementes a maquinários, passando pela tomada de decisão baseada em clima e informações. Isso tudo ajuda o produtor rural. Mas, além de usar as ferramentas disponíveis, precisamos também de recursos”, destaca.

Abertura Nacional do Plantio da Soja

Buffon também reforça o convite para o evento de abertura do plantio da soja. ”Queremos convidar todos os amigos do Mato Grosso do Sul para participarem na fazenda onde será feita a abertura e compartilhar esse momento conosco. Vamos falar sobre geopolítica, os rumos do mercado e as projeções para manter o produtor bem informado. Quem não puder estar presente, pode acompanhar pelo Canal Rural”, conclui.



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texto aprovado na Câmara acata demandas do agro



A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (1º) a reforma do Imposto de Renda com mudanças que atendem demandas do setor agropecuário. O texto incorporou ajustes sugeridos pela Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), entre eles a tributação pelo lucro, a preservação dos instrumentos financeiros do agro e regras para evitar bitributação.

Além disso, o projeto amplia a faixa de isenção para pessoas físicas e cria tributação mínima para altas rendas, mas com dispositivos que garantem condições específicas ao produtor rural. Com a aprovação, a proposta segue agora para análise no Senado.

Alterações propostas pela FPA

Durante a tramitação da reforma do Imposto de Renda, a FPA apresentou emendas para adequar o texto à realidade do campo. Três delas foram incluídas no relatório do deputado Arthur Lira (PP-AL).

A primeira define que a tributação da atividade rural deve ocorrer pelo lucro, e não pelo faturamento. A regra evita que produtores paguem mais imposto em anos de safra negativa ou custos elevados. Segundo o presidente da FPA, deputado Pedro Lupion (PP-PR), a medida “assegura que a cobrança ocorra sobre o resultado real da atividade, respeitando os riscos do setor”.

O segundo ponto garantiu a exclusão de rendimentos obtidos com instrumentos financeiros do agronegócio da base de cálculo da tributação mínima. Entre eles estão LCA, CRA, CDCA, CDA/WA e CPR. Para Lupion, a medida preserva o acesso a mecanismos de financiamento considerados essenciais para a produção.

O terceiro ajuste cria um redutor contra bitributação, limitando a soma das alíquotas de pessoas físicas e jurídicas aos percentuais já previstos em lei. O deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP), vice-presidente da FPA, destacou que a regra “traz equilíbrio e previsibilidade para produtores e investidores”.

Novas faixas de tributação

O texto também altera as faixas do Imposto de Renda. Contribuintes com renda mensal de até R$ 5 mil ficam isentos. Quem ganha até R$ 7.350 terá redução gradual no imposto. Para o ajuste anual, o benefício alcança rendimentos de até R$ 88.200.

Outra novidade é a tributação mínima para pessoas físicas com renda anual superior a R$ 600 mil ou recebimento mensal de lucros e dividendos acima de R$ 50 mil de uma mesma empresa. A alíquota máxima será de 10%, com regras que impedem redução da cobrança por meio de incentivos fiscais.

Compensações e próximos passos

O projeto prevê compensações trimestrais a estados e municípios para mitigar perdas de arrecadação. Recursos excedentes poderão ser usados no cálculo da alíquota de referência da Contribuição sobre Bens e Serviços no ano seguinte.

As novas regras entram em vigor em 1º de janeiro de 2026, após regulamentação do governo federal.



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Brasil mantém liderança nas vendas de celulose para os EUA



Os Estados Unidos seguem altamente dependentes das importações de celulose. Em 2024, as compras externas representaram 11% da demanda total do país. O Brasil domina esse mercado, respondendo por 82% do fornecimento de fibra curta.

Segundo análise do banco Rabobank, esse movimento é sustentado por três fatores: custo de produção reduzido, cultivo de eucaliptos de rápido crescimento e presença de fábricas integradas em larga escala no território brasileiro. A expectativa é de que a capacidade nacional continue a se expandir até 2029, com a entrada de novas plantas industriais.

Custos e avanços tecnológicos

A diferença de preço entre a celulose de fibra curta do Brasil e a fibra longa produzida nos Estados Unidos está entre 250 e 300 dólares por tonelada. Essa vantagem vem sendo reforçada pelo desenvolvimento de técnicas de refino, como o uso de enzimas e processos mecânicos de baixa intensidade. Esses avanços permitem ampliar o uso da fibra curta em papéis tissue e embalagens sem perda de desempenho.

Comércio internacional e logística

O estudo também aponta que o Brasil mantém vantagem competitiva no comércio exterior. Enquanto a celulose da União Europeia paga tarifa de 15% para entrar nos EUA, a brasileira está sujeita a 10%. Além disso, o câmbio favorável e o custo competitivo do frete reforçam a posição nacional no mercado.

No campo logístico, a ampliação da capacidade portuária na Costa Leste dos Estados Unidos e a proximidade das fábricas no sudeste, que demandam grandes volumes de fibra virgem, favorecem as importações brasileiras. Além disso, o transporte marítimo tem se mantido sem gargalos relevantes, contribuindo para a regularidade do fluxo.

Perspectivas de expansão

Projetos já anunciados no Brasil devem garantir oferta consistente para atender à demanda americana. O cenário ganha ainda mais relevância diante da tendência de redução nas exportações da China, que tem ampliado a produção doméstica e enfrenta desaceleração econômica.

Com esse conjunto de fatores, o Rabobank analisa que o Brasil se consolida como principal fornecedor de celulose de fibra curta aos Estados Unidos e deve manter a liderança nos próximos anos.



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Canal Rural concorre ao prêmio iBest na categoria canal de agronegócio; vote agora!



O Canal Rural está entre os 10 maiores canais de agronegócio do prêmio iBest. E agora você pode colocá-lo entre os top 3 da categoria. Acesse aqui para votar!

Contamos com seu voto até 26 de outubro para mostrar a força do agro para todo o Brasil #canalruraltop3ibest.

O iBest é considerado como um dos mais importantes prêmios da internet no Brasil. Anualmente são premiados os melhores influenciadores, profissionais e empresas do mercado digital (internet, websites, redes sociais e apps, entre outros).



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