quarta-feira, abril 22, 2026

Autor: Redação

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COP30 poderá gerar R$ 3,3 milhões para agricultores familiares



No estado do Pará, pelo menos 80 grupos organizados, entre associações, cooperativas e redes produtivas, e cerca de 8 mil famílias da agricultura familiar estão aptos a fornecer alimentos para a 30ª edição da Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP-30), em novembro, em Belém.

O mapeamento, feito pelos institutos Regenera e Fronteiras do Desenvolvimento, buscou mostrar que na região há fornecedores para atender às demandas do edital publicado em agosto pela Organização dos Estados Ibero-Americanos (OEI) para a seleção dos operadores de alimentação da conferência.

O edital estabelece, pela primeira vez, que uma conferência do clima terá ao menos 30% dos ingredientes servidos aos participantes provenientes da agricultura familiar, da agroecologia e da produção de povos e comunidades tradicionais.

O levantamento feito pelos institutos mostra que essa compra de insumos para a COP30 poderá injetar R$ 3,3 milhões na economia local, valor equivalente a quase 80% do orçamento anual do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) destinado ao município de Belém.

“Toda vez que a gente fala de aumentar a oferta de alimentos agroecológicos ou da agricultura familiar, a pergunta que sempre aparece é: ‘Mas onde estão esses produtores? Existe produção suficiente?’”, diz o cofundador do Instituto Regenera, Maurício Alcântara. O mapeamento vem responder a essas questões, mostrando que sim, há produtores suficientes.
Alcântara explica que, para um produtor ser considerado apto, foram levados em conta no levantamento critérios como: estar com o Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF) regularizado e estar apto a emitir notas fiscais e seguir os regulamentos sanitários para cada alimento fornecido.

“Existe muito mais produção do que além dessas 8 mil famílias, mas este foi o primeiro mapeamento que nós fizemos para poder mostrar que existe gente produzindo bastante coisa. Há uma diversidade muito grande de produtos, uma diversidade muito grande de origens, de lugares diferentes do estado do Pará, que podem ser fornecidos para esse evento. Não significa que sejam só esses que possam ser fornecedores, mas é só para mostrar um ponto de partida”, diz Alcântara.

Agricultura familiar

Em todo o país, as propriedades de agricultura familiar somam 3,9 milhões, representando 77% de todos os estabelecimentos agrícolas. Já em área ocupada, são 23% do total, o equivalente a 80,8 milhões de hectares.

Essas propriedades são responsáveis por 23% do valor bruto da produção agropecuária do país e por 67% das ocupações no campo. São 10,1 milhões de trabalhadores na atividade. Desses, 46,6% estão no Nordeste. Em seguida, aparecem o Sudeste (16,5%), Sul (16%), Norte (15,4%) e Centro-Oeste (5,5%). Os dados são do Anuário Estatístico da Agricultura Familiar.

Para Alcântara, a inclusão da agricultura familiar, da agroecologia e da produção de povos e comunidades tradicionais no edital dos alimentos que serão servidos nos espaços oficiais da COP-30 é uma vitória.

“Quando a gente fala especificamente do aspecto climático, são essas e esses produtores que estão produzindo alimentos adequados e relacionados com o bioma. É quem está produzindo, por exemplo, em modelos regenerativos e modelos agroecológicos que combinam a preservação da floresta com a produção de alimentos. É gente que está preservando os biomas, por exemplo, quando se recusam a produzir só o que o mercado está demandando, mas produzem uma oferta muito maior, uma diversidade muito maior de alimentos”, destaca.

Para ele, a presença dessa produção nos espaços de discussão sobre o futuro do planeta é fundamental e é também um dos legados do Brasil para as futuras COPs.

“É fundamental que eles não só estejam lá dentro, mas que a gente também mostre que é possível realizar um evento desse tamanho reconhecendo a importância desses produtores, trazendo esses produtores também como protagonistas, não apenas do evento em si, mas também como um exemplo para um legado. A gente pode mostrar que todos os grandes eventos podem seguir esse movimento de priorizar essa produção local”, diz.

Produção amazônica

Uma das organizações que fazem parte do mapeamento é o Grupo para Consumo Agroecológico (Gruca). O agricultor urbano Noel Gonzaga, de Marituba, na região metropolitana de Belém, é um dos fundadores do grupo, criado para conectar os pequenos produtores aos consumidores. Além de serem fornecedores, as 25 famílias produtoras também oferecem vivências para que os consumidores possam visitar e conhecer um pouco dos locais e das pessoas que produzem os alimentos.

A produção de Gonzaga é diversificada, inclui macaxeira, abóbora, feijão, quiabo, milho, açaí, além de um alimento especial: o ariá. O agricultor define o ariá como a batata amazônica e explica que ela corre risco de extinção pela falta de consumo. Ele diz que todos os anos planta ariá e faz questão de citar a planta sempre que fala da própria produção.

“É um alimento que era consumido a antigamente, estava muito presente nas mesas das pessoas aqui da região. Mas, por conta da chegada do trigo, ele foi perdendo espaço. Hoje em dia, não sou eu, outros agricultores estão trazendo de volta essa essa batata amazônica”, conta.

A produção de Gonzaga vai para o próprio prato e para alimentar a família. O excedente ele comercializa pelo Gruca e também para o ponto de cultura alimentar Iacitata, que reúne a produção de uma rede de produtores agroecológicos e de mestres e mestras da cultura alimentar. O Iacitata foi selecionado como um dos restaurantes que funcionarão nos espaços oficiais da COP30.

“A gente aqui é agricultura familiar de base agroecológica. Eu não uso coisas que vão me fazer mal, que vão afetar a minha saúde e também a saúde de quem vai consumir. Como o foco aqui, o princípio é também o autoconsumo, eu vou ter todo esse cuidado porque é um alimento que eu vou comer. Eu não vou só vender, eu vou comer, o meu filho vai comer. Isso já vai me guiar para práticas sustentáveis”, ressalta Gonzaga.

Um dos produtos que ele deverá fornecer para a COP30 por meio do Iacitata é o açaí. “O açaí é as nossas boas-vindas. É parte da nossa cultura”, diz. O alimento está entre os que chegaram a ser proibidos no edital do evento, que alegou risco de contaminação. Após polêmica, o edital foi revisto, e a proibição foi suspensa.

“Inclusive a COP deu sorte. Eles vão pegar exatamente a safra do açaí, a gente está no auge da safra agora. Em novembro já vai estar ali um pouco mais para o final, mas vai ter muito açaí, com certeza”, garante o produtor.



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Às vésperas da COP30, Lula vai a Belém inaugurar obras



O presidente Luiz Inácio Lula da Silva cumpriu uma extensa agenda de inaugurações na quinta-feira (2), em Belém. A capital do Pará receberá, em pouco mais de um mês, a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, a COP30.

“O preconceito foi vencido, a COP está garantida”, afirmou o presidente em evento de entrega de parte das obras.

“A gente não está aqui fazendo luxo, a gente está aqui fazendo o necessário para os estados mais esquecidos, para os estados que receberam pouco investimento”, prosseguiu Lula. A declaração ocorreu durante a cerimônia de inauguração de uma das vitrines da COP30, o Parque Linear da Doca, na Avenida Visconde de Souza Franco, no centro da cidade.

Localizado ao longo do canal da Doca, o novo parque conta com investimentos de R$ 312,2 milhões. São 24 mil metros quadrados de área construída e requalificada, distribuídos ao longo de 1,2 quilômetro de canal. Financiado pela Itaipu Binacional, o espaço público começou a ser construído em maio de 2024, tinha previsão de entrega até fevereiro de 2026, mas foi finalizado com quatro meses de antecedência.

Segundo o governo federal, o parque melhora as condições de deslocamento e fluidez do trânsito, com a implantação de via elevada com conceito que prioriza o pedestre.
A área também recebeu obras de paisagismo e instalação de equipamentos de lazer e de prática esportiva, incluindo academia ao ar livre, quiosques, mirantes de contemplação, parque infantil e canteiros arborizados. Nova infraestrutura de coleta e destinação adequada de esgoto, que era despejado no canal, também foi implementada.

“Nós vamos virar motivo de orgulho para o mundo a partir dessa COP. Ninguém vai ter mais dúvida de que o Brasil não deve nada a nenhum país do mundo, que o Brasil é soberano na tomada de decisões”, acrescentou o presidente.

Legados da COP30

Obras de macrodrenagem em 18 canais, com mais de 13 quilômetros de extensão no total, também estão em fase final de execução, incluindo, de acordo com o governo do estado, expansão das redes de distribuição de água e na implantação de novas redes de esgoto. Uma dessas obras de esgotamento sanitário foi inaugurado num dos pontos mais simbólicos, como o entorno do histórico Mercado Ver-o-Peso.

Lula também visitou, durante a tarde desta quinta, as instalações da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Una, no bairro Telégrafo. Com orçamento de R$ 125,2 milhões, sendo R$ 49,5 milhões do governo federal e R$ 75,7 milhões do governo estadual, a maior ETE do Pará em quantidade de pessoas atendidas tem capacidade para tratar até 475 litros de esgoto por segundo, evitando o lançamento de esgoto in natura na Baía do Guajará.

Mais de 90 mil pessoas serão beneficiadas, com o atendimento a 10 bairros. Segundo o governo federal, a obra da ETE Una foi contratada em 2008 e esteve paralisada por três vezes ao longo de 17 anos. Em fevereiro de 2025, foi retomada e, agora, entregue. Para sua conclusão, 1,5 mil empregos diretos e indiretos foram gerados.

“Muita gente, por preconceito de nós, do Norte, de nós, da Amazônia, não aceitava que nós fôssemos capazes de receber esse evento. Mas também muita gente achou que nós não seríamos capazes de realizar as obras. Foram menos de dois anos e tudo ficou pronto, tudo estará pronto para quando a COP chegar. Mas, acima de tudo, tudo estará pronto para a quando a COP partir e o povo do Pará poder usar e usufruir”, afirmou o governador Hélder Barbalho.

A lista de obras inclui ainda terminais fluviais e reforma do Porto de Outeiro, que receberá o atracamento de navios de grande porte, incluindo transatlânticos turísticos que hospedarão parte dos visitantes durante a COP30.

Marajó

Pela manhã, ao chegar no Pará, Lula foi a Breves, na Ilha do Marajó, onde anunciou investimentos na infraestrutura educacional e inaugurou três unidades de ensino, uma delas iniciada em 2011 e paralisada junto com mais de 100 na região.

O presidente dorme em Belém e, nesta sexta-feira (3), prossegue sua agenda de vistoria, visitando as obras do Porto Futuro II, complexo cultural e de lazer em fase de conclusão. Ele deve percorrer o Museu das Amazônias, espaço dedicado a valorizar a ciência e a tecnologia do bioma e que vai abrigar a exposição “Amazônia”, do fotógrafo Sebastião Salgado, que morreu em maio deste ano.

Ainda no Porto Futuro II, Lula visita as obras do Centro Gastronômico e do Parque de Bioeconomia e Inovação da Amazônia. O espaço vai conectar sustentabilidade, cooperação e inovação, gerando oportunidades de bionegócios para toda a Amazônia.

Por fim, a comitiva presidencial visitará o Parque da Cidade, sede dos eventos da COP30.



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Indefinição nos EUA eleva volatilidade do dólar


No morning call desta sexta-feira (3), a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, comenta que o shutdown nos EUA elevou a volatilidade e suspendeu dados importantes, mas bolsas de NY fecharam em alta com forte desempenho do setor de tecnologia.

No Brasil, a aprovação do projeto que amplia a isenção do Imposto de Renda trouxe alívio ao consumo, mas contribuiu para pressão fiscal, e o Ibovespa caiu 1,08% abaixo dos 144 mil pontos. O dólar subiu a R$ 5,33. Hoje, destaque para a PIM de agosto e os PMIs da Europa.

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação



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Abertura do Plantio da Soja: setor de biocombustíveis será debatido daqui a pouco



Daqui a pouco tem início a Abertura Nacional do Plantio da Soja 2025/26, em Sidrolândia (MS). O evento marca oficialmente o início da nova temporada da soja e reunirá produtores, lideranças e especialistas do segmento. Entre os temas que ganham espaço no encontro está o papel da soja no desenvolvimento do setor de biocombustíveis. O Donizete Tokarski, diretor-superintendente da Ubrabio, falou sobre o assunto em entrevista ao Rural Notícias.

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Segundo Tokarski, a produção nacional de soja, aliada às tecnologias que aumentam a sustentabilidade no campo, abre cada vez mais oportunidades ao produtor rural. Entre elas, está o uso crescente da commodity na produção de biodiesel. Mais uma oportunidade na comercialização “Quanto mais se esmaga e se processa soja no Brasil, maior é a possibilidade de o agricultor ter outros caminhos para a comercialização do produto”, destacou.

Outro ponto central da palestra será a regulamentação do setor. A Lei Combustível do Futuro prevê que a mistura obrigatória de biodiesel ao diesel chegue a 20% em 2030, podendo alcançar até 25% com autorização do Conselho Nacional de Política Energética. Tokarski ressaltou que as indústrias já estão preparadas para esse aumento, mas cobrou segurança jurídica e previsibilidade para garantir investimentos de longo prazo em energias renováveis, trazendo benefícios como segurança energética, alimentar e climática.

Por fim, Tokarski destacou que a legislação brasileira pode servir de modelo para outros países. Segundo ele, diversas nações da América Latina já demonstram interesse em seguir o exemplo. “A Lei Combustível do Futuro é um marco que será lembrado daqui a 50 anos, pelo impacto positivo que representa. É uma prova de que é possível avançar na produção de combustíveis limpos, reduzindo a dependência dos fósseis e os impactos à saúde pública”, afirmou o superintendente da Ubrabio.



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Preços do leite e derivados recuam em Goiás



Leite em pó integral tem menor retração no estado



Foto: Pixabay

A Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Goiás (Seapa) divulgou nesta quinta-feira (1º) o Boletim de Mercado do Setor Lácteo Goiano referente a setembro de 2025.

O documento, elaborado pela Câmara Técnica e de Conciliação da Cadeia Láctea de Goiás, aponta detalhadamente nos preços médios da cesta de lácteos no atacado do estado, com variação ponderada de -4,63% em relação ao mês anterior.

De acordo com o boletim, o leite em pó integral apresentou menor retração, com queda de 2,62%. O creme a granel registou uma maior desvalorização no período, acumulando retorno de 9,98%. Outros produtos que também sofreram queda incluem o leite UHT integral (-3,90%), o leite condensado (-4,40%) e o queijo muçarela (-5,48%).





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Fim de semana chega com risco de fortes temporais em alguns estados; veja a previsão do tempo



O fim de semana será marcado por mudanças no clima em diferentes partes do país. Enquanto áreas do Sul enfrentam risco de temporais com a chegada de uma frente fria, estados do Sudeste e Centro-Oeste seguem sob calor intenso e baixa umidade do ar. No litoral do Nordeste, a chuva persiste, enquanto no Norte as instabilidades continuam favorecendo pancadas localizadas.

Sul

Sexta-feira (26): A propagação de um cavado meteorológico e o avanço da umidade mantêm o tempo instável nos três estados da região. Há previsão de pancadas de chuva moderadas a fortes em grande parte do interior gaúcho, catarinense e paranaense, com risco de temporais e volumes expressivos, especialmente em Santa Catarina. Porto Alegre e Curitiba podem registrar episódios de chuva forte.

Sábado (27): A instabilidade perde força, mas ainda há pancadas irregulares no sul e leste do Paraná, em Santa Catarina e no centro-norte do Rio Grande do Sul.

Domingo (28): Uma nova frente fria avança, trazendo pancadas de chuva de moderada a forte intensidade para boa parte do Rio Grande do Sul, com risco de temporais. As temperaturas seguem elevadas em grande parte da região.

Sudeste

Sexta-feira (26): O tempo permanece firme na maior parte da região, com exceção do litoral de São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo, além do sul e leste de Minas Gerais, onde há chance de pancadas isoladas. No interior paulista, o calor pode superar os 40 °C, com umidade abaixo de 20%.

Sábado (27): Pancadas de chuva atingem o litoral e o leste paulista, o Espírito Santo, o litoral norte fluminense e áreas do leste mineiro. O calor predomina nas demais áreas, com baixa umidade do ar.

Domingo (28): A chuva se concentra no leste de São Paulo, no litoral do Espírito Santo e no sul e leste de Minas. No restante do Sudeste, o tempo firme predomina, com temperaturas elevadas e ar seco.

Centro-Oeste

Sexta-feira (26): O calor segue intenso em toda a região, com máxima de 40 °C em Cuiabá. A umidade do ar cai a níveis críticos em Goiás e em partes de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Há possibilidade de pancadas isoladas no norte de Mato Grosso e no sul de Mato Grosso do Sul.

Sábado (27): As instabilidades se concentram no norte e oeste de Mato Grosso e no sul de Mato Grosso do Sul. O restante da região segue com predomínio de sol e calor.

Domingo (28): Pancadas de chuva isoladas ocorrem no extremo norte e oeste de Mato Grosso, enquanto o tempo firme predomina nas demais áreas.

Nordeste

Sexta-feira (26): A instabilidade segue no litoral, entre a Bahia e o Rio Grande do Norte, com pancadas de chuva que podem ser fortes entre Salvador, Aracaju e Maceió. No interior, o calor e o tempo seco predominam, com máximas de até 37 °C no Piauí e Maranhão.

Sábado (27): A chuva se mantém ao longo do litoral, podendo ser mais intensa entre a Bahia e Sergipe. O interior segue com sol forte e baixa umidade.

Domingo (28): A instabilidade persiste no litoral da Bahia até o Rio Grande do Norte, com chuvas contínuas em cidades como Ilhéus, Salvador e Porto Seguro. O interior segue seco e quente.

Norte

Sexta-feira (26): O tempo quente e úmido favorece pancadas de chuva no Amazonas, Roraima, Rondônia, Acre e no oeste do Pará, com risco de temporais localizados. Em Tocantins, o calor predomina, com máximas acima de 36 °C e umidade baixa.

Sábado (27): As pancadas diminuem no Acre, mas seguem no Amazonas, Pará, Roraima, Rondônia e Amapá, podendo ser fortes em alguns pontos.

Domingo (28): Áreas de instabilidade atuam sobre grande parte do Amazonas, Roraima, Rondônia e oeste do Pará. O calor continua intenso em toda a região, especialmente no Tocantins.

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Tomate editado combate deficiência de vitamina



A deficiência de vitamina D é um problema global


A deficiência de vitamina D é um problema global
A deficiência de vitamina D é um problema global – Foto: Canva

Investigadores do Centro John Innes e do Instituto Quadram, no Reino Unido, iniciaram um dos primeiros ensaios clínicos com alimentos geneticamente editados para avaliar se tomates biofortificados podem aumentar os níveis de vitamina D no organismo. O estudo ViTaL-D recrutará 76 participantes com baixos níveis de vitamina D, que consumirã uma porção diária de sopa de tomate durante três semanas, com o objetivo de verificar o impacto no sangue da forma ativa dessa vitamina, essencial para a saúde óssea, muscular e imunológica.

A deficiência de vitamina D é um problema global, afetando cerca de um em cada cinco britânicos no inverno e quase um bilhão de pessoas no mundo, especialmente veganos, idosos e pessoas com pouca exposição solar. Como plantas geralmente não contêm vitamina D, a equipe do Centro John Innes desenvolveu tomates cujos genes foram editados para acumular provitamina D3, que se transforma em vitamina D3 após exposição à luz solar ou UVB, sem alterar aparência, crescimento ou produtividade das plantas. Cada fruto contém níveis equivalentes à vitamina D de dois ovos ou 28 g de atum.

No estudo, os participantes receberão quatro tipos de sopa diferentes, incluindo tomates biofortificados e tomates expostos à luz UV, e terão sua exposição solar monitorada. Além de análises de sangue, poderão fornecer amostras opcionais de urina e saliva, permitindo avaliar a absorção e conversão da vitamina D pelo organismo.

“Nosso objetivo é compreender melhor como essas novas fontes de vitamina D podem suprir deficiências nutricionais e melhorar a saúde de populações em risco”, afirma o professor Martin Warren, do Instituto Quadram. Para a professora Cathie Martin, do Centro John Innes, a iniciativa demonstra como técnicas avançadas de edição genética podem enriquecer alimentos comuns com micronutrientes essenciais, oferecendo uma abordagem inovadora e sustentável para combater a deficiência de vitamina D.

 





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Equipamentos inteligentes melhoram a produtividade



Insvestir em tecnologia não é apenas uma questão de eficiência


Insvestir em tecnologia não é apenas uma questão de eficiência
Insvestir em tecnologia não é apenas uma questão de eficiência – Foto: Arquivo Agrolink

A agricultura moderna exige cada vez mais precisão, eficiência e proteção dos investimentos no campo. Segundo Alex Galdino, Consultor Técnico Comercial da Coopercitrus, soluções tecnológicas têm se mostrado essenciais para aumentar a produtividade e reduzir desperdícios, permitindo que o produtor trabalhe com mais segurança e controle sobre cada etapa da lavoura.

Entre as ferramentas disponíveis, o GPS Agrícola GT-500 se destaca por oferecer aplicações precisas de defensivos, fertilizantes e sulcamento em culturas como cana-de-açúcar e café, garantindo curvas de nível paralelas com até 25 cm de variação e permitindo que cada operação seja feita com máxima eficiência. Já o Monitor de Plantio GTF-400 proporciona controle total da plantadeira, com contagem de sementes por linha, velocímetro integrado, hectarímetro digital e alertas de falha de linha ou densidade, evitando perdas e otimizando a produtividade.

O Sensor de Barras SB-300 também é uma tecnologia importante, projetada para pulverizadores. Ele auxilia no controle da altura das barras, prolonga a vida útil de bicos e barras e garante aplicações mais seguras e precisas, protegendo tanto o equipamento quanto a lavoura.

Investir em tecnologia no campo, segundo Galdino, não é apenas uma questão de eficiência, mas também de proteger o investimento, garantindo que cada operação seja feita com precisão, segurança e produtividade. As soluções TERRIS, oferecidas pela Coopercitrus, são ideais para produtores que buscam inovação e alta performance em suas lavouras. As informações foram divulgadas em seu perfil na rede social LinkedIn.

 





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Orgânico, químico ou biológico: qual adubo escolher?



Cada tipo de fertilizante tem um efeito no solo


Cada tipo de fertilizante tem um efeito no solo
Cada tipo de fertilizante tem um efeito no solo – Foto: Divulgação

O uso correto de adubos é essencial para garantir a saúde do solo e o crescimento das plantas, seja na agricultura ou em hortas caseiras. Segundo Karoline Torezani, bióloga do CEUB, o adubo ajuda a reter água, protege as raízes e aumenta a produtividade, mas cada tipo possui características diferentes.

O adubo orgânico, feito de resíduos vegetais ou animais, fortalece o solo a longo prazo, enquanto o químico oferece nutrientes concentrados de absorção rápida. Já os biológicos usam microrganismos que estimulam o crescimento, sendo uma alternativa sustentável. Muitas vezes, a combinação entre eles traz melhores resultados.

“Há ainda os adubos biológicos, que utilizam microrganismos capazes de aumentar a disponibilidade de nutrientes e estimular o crescimento, representando uma alternativa sustentável em muitos sistemas de cultivo. Na prática, muitas vezes a melhor solução é combinar o químico, que dá efeito rápido, com o orgânico, que fortalece o solo a longo prazo”, explica a especialista.

Apesar dos benefícios, o uso exagerado pode prejudicar o solo e poluir rios e lagos. Por isso, técnicas como rotação de culturas, agricultura de precisão e adubação verde são recomendadas para equilibrar produtividade e preservação ambiental. O grande desafio, conclui a especialista, é produzir mais sem comprometer os recursos naturais, garantindo um solo saudável para as próximas gerações. “Para reduzir esses impactos, práticas como a rotação de culturas, a agricultura de precisão e o uso equilibrado de diferentes adubações são estratégias importantes”, reforça.

 





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Defensivos para milho caem 7% na segunda safra


O mercado de defensivos agrícolas para a segunda safra de milho movimentou US$ 2,36 bilhões em 2025, queda de 7% frente aos US$ 2,523 bilhões de 2024, aponta levantamento FarmTrak milho 2025, da Kynetec Brasil. A redução média de 13% nos preços dos produtos e a desvalorização do real diante do dólar, de 16%, explicam boa parte do resultado, mesmo com aumento de 6% na área plantada, que chegou a 16,9 milhões de hectares.

O estudo mostra ainda crescimento de 11% na adoção de tecnologias e elevação de 24% na área potencial tratada (PAT), que atingiu 386 milhões de hectares, refletindo o avanço do manejo fitossanitário diante da pressão de pragas, doenças e plantas daninhas. Entre os produtos, os inseticidas foliares seguem líderes, com US$ 891 milhões, seguidos de fungicidas foliares (US$ 500 milhões) e herbicidas (US$ 466 milhões).

“Fatores como plantio de soja no período adequado, mercado de etanol e exportação de milho em grão favoreceram a expansão dos cultivos”, afirma o especialista em pesquisas da Kynetec, Cristiano Limberger.

Adoção de nematicidas saltou de 33% para 44% da área cultivada, enquanto fungicidas ‘premium’ chegaram a 51% de penetração, com 1,4 aplicação média por ciclo. O número de aplicações de inseticidas para lagartas subiu de 2,3 para 2,8, refletindo maior atenção ao manejo de pragas.

Mato Grosso permanece como maior polo produtor da segunda safra, com 43% da área, seguido pelo Paraná (16%), Goiás e Mato Grosso do Sul (13% cada). O levantamento envolveu 2,2 mil entrevistas com produtores em toda a fronteira agrícola do milho na segunda safra. “Importante reforçar que em 2025 o avanço do manejo fitossanitário refletiu um forte cenário de pressão de pragas, doenças fúngicas e dificuldades no controle de plantas daninhas específicas”, resume Limberger.

 





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