quarta-feira, abril 22, 2026

Autor: Redação

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Preços globais de alimentos têm leve retração em setembro



O Índice de Preços de Alimentos da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) recuou 0,69% em setembro, passando de 129,7 pontos em agosto para 128,8 pontos. A redução mensal refletiu principalmente quedas nos subíndices de cereais, óleos vegetais, açúcar e produtos lácteos, que superaram a valorização registrada pela carne.

No entanto, o indicador ainda está 3,4% acima do nível registrado em setembro do ano passado, embora continue 19,6% abaixo do pico observado em março de 2022.

Cereais: trigo e milho pressionam índice

O índice de cereais caiu 0,6% em setembro, para 105 pontos, e está 7,5% abaixo do mesmo período de 2024. O trigo registrou queda pelo terceiro mês seguido, pressionado pela demanda internacional fraca e colheitas abundantes na Rússia, na Europa e na América do Norte.

O milho também perdeu força diante da expectativa de oferta elevada no Brasil e nos Estados Unidos, além da suspensão temporária do imposto de exportação na Argentina. Por outro lado, cevada e sorgo avançaram, enquanto o arroz recuou 0,5%, refletindo ampla oferta exportável e menor procura de países como Filipinas e mercados africanos.

Óleos vegetais e açúcar recuam

O índice de óleos vegetais caiu 0,7% no mês, para 167,9 pontos, com destaque para a baixa do óleo de palma e do óleo de soja. O recuo do óleo de palma foi influenciado pelo aumento inesperado dos estoques na Malásia, no maior nível em 20 meses. Já a soja sofreu pressão pela maior disponibilidade argentina. Em contraste, óleos de girassol e colza registraram ligeira valorização.

O açúcar registrou a maior queda mensal do índice, caindo 4,1% em setembro e atingindo 99,4 pontos, menor nível desde março de 2021. A produção acima do esperado no Brasil, aliada a colheitas favoráveis na Índia e Tailândia, pressionou o preço internacional para baixo.

Carnes e lácteos: movimentos distintos

O índice de carnes subiu 0,7% em setembro, alcançando 127,8 pontos, recorde histórico, impulsionado pela valorização da carne bovina e ovina. Nos Estados Unidos, a demanda forte e a oferta restrita elevaram as importações. No Brasil, houve alta nas cotações da carne bovina, apesar de tarifas adicionais no mercado norte-americano.

Em contraste, o índice de lácteos caiu 2,6%, para 148,3 pontos, influenciado pela queda nos preços da manteiga, leite em pó desnatado e integral. Nesse sentido, o recuo reflete aumento sazonal da oferta de creme no Hemisfério Norte e expectativa de produção maior na Nova Zelândia.



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Meteorologista antecipa previsão para outubro; clima deve favorecer trabalho no campo?



Durante a Abertura Nacional do Plantio da Soja 2025/26, realizada em Sidrolândia (MS), nesta sexta-feira (3), o meteorologista do Canal Rural, Arthur Müller, apresentou um panorama otimista da previsão do tempo para o início da safra. Segundo ele, as chuvas devem se distribuir de forma mais uniforme a partir da segunda quinzena de outubro, beneficiando as áreas produtoras do Centro-Oeste e do Sudeste.

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Ele destacou que uma área de baixa pressão no Paraguai influencia o clima em Mato Grosso do Sul. Sidrolândia fica na transição entre o tempo quente e seco do norte e as chuvas isoladas do sul. ”Se chover hoje, será algo passageiro, de 1 a 2 milímetros, apenas para baixar a poeira”, observou.

Além disso, as temperaturas seguem elevadas, com máximas de até 32°C nesta sexta e podendo chegar a 38°C no fim de semana. Segundo o meteorologista, a tendência é de variações térmicas até o final de outubro, quando o regime de chuvas deve se estabelecer com volumes mais expressivos, entre 50 e 100 milímetros.

“Os produtores da região podem seguir com o plantio. A soja aguenta bem até dez dias com a umidade residual no solo, e as chuvas mais fortes devem chegar na virada da quinzena”, completou.

Previsão indica temporais no Sul e frente fria

Müller alertou ainda para a formação de temporais no Sul do país. Uma frente fria associada a um ciclone extratropical deve atuar a partir de domingo (5), especialmente no Rio Grande do Sul, com possibilidade de rajadas de vento acima de 100 km/h e queda de granizo. Essa condição climática deve avançar nos dias seguintes para o Paraná e Santa Catarina e alcançar o Sudeste entre quarta e quinta-feira da próxima semana.

“Hoje, o sol predomina em boa parte do Sudeste, interior do Centro-Oeste e do Matopiba, com temperaturas entre 36°C e 37°C. Entre 9 e 13 de outubro, as chuvas devem chegar ao norte do Paraná, São Paulo, sul de Minas e se espalhar pelo Brasil Central”, completou.

Por fim, o meteorologista reforçou que o cenário tende a se normalizar conforme novas frentes frias avancem nas próximas semanas, levando umidade também para o Nordeste.

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Setor de frango no Brasil dá volta por cima e se prepara para fechar 2025 em crescimento


A avicultura de corte se deparou com um grande desafio em 2025, o primeiro foco de influenza aviária de alta patogenicidade em uma granja comercial no país. O principal exportador de carne de frango do mundo se deparou com embargos sequenciais. O trabalho conduzido por todos os elos que compõem o setor foi exemplar, e do ponto de vista da sanidade animal a questão foi rapidamente superada.

Um a um os embargos foram superados, com o país aos poucos retomando o fluxo normal de embarques. No momento, dentre os grandes compradores de carne de frango brasileira resta apenas a retomada dos embarques à China. A boa notícia é que uma missão chinesa inspecionou o sistema produtivo brasileiro e a retomada está cada vez mais próxima.

O mercado doméstico foi de extrema importância no processo de recuperação dos preços dos principais cortes no atacado em São Paulo. No decorrer de setembro foram evidenciadas altas consistentes do frango inteiro congelado, peito, coxa, asa, entre outros cortes. A maior competitividade da carne de frango direcionou o consumidor brasileiro a essa proteína. Algo bastante compreensível em uma população que ainda conta com baixo poder de compra.

Para o último trimestre que está se iniciando a expectativa é favorável, com a tendência de retomada aos níveis normais de exportação (acima de 400 mil toneladas mensais). Além disso, o mercado doméstico também se aquece com a entrada do 13º salário, criação de postos temporários de emprego e as tradicionais confraternizações de final de ano.

A avicultura de corte brasileira mostrou resiliência, superando a questão da influenza aviária de alta patogenicidade. No entanto, é muito importante para o setor que as autoridades brasileiras sigam negociando os protocolos sanitários, dessa forma esse tipo de ocorrência não trará consequências tão graves para o país que mais leva a sério a sanidade animal em escala mundial.

*Fernando Henrique Iglesias é coordenador do departamento de Análise de Safras & Mercado, com especialidade no setor de carnes (boi, frango e suíno)



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PF e Ministério da Agricultura realizam operações de fiscalização de bebidas em SP, MG e SC



A Polícia Federal, em conjunto com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), realizou nesta sexta-feira (3) uma nova etapa de fiscalizações em indústrias de bebidas. As ações ocorreram no interior de São Paulo, na região de Campinas, em Santa Catarina, nas cidades de Chapecó e Joinville, e em Minas Gerais, no município de Poços de Caldas.

Durante as diligências, foram coletadas amostras representativas dos produtos produzidos e armazenados, que serão encaminhadas a laboratórios para análise químico-sanitária. As verificações buscam identificar a conformidade dos insumos utilizados, a eventual presença de substâncias proibidas ou em concentrações acima dos limites legais, além de avaliar a rastreabilidade dos lotes e a responsabilidade pela fabricação ou manipulação.

Até 2 de outubro, o Brasil registrou 48 casos suspeitos de intoxicação por metanol, com 11 confirmados laboratorialmente e pelo menos uma morte em São Paulo. Em São Paulo, já há 59 notificações envolvidas na investigação.



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Melhoramento genético transforma produtividade da ovinocultura


A ovinocultura de corte no Brasil pode estar diante de uma revolução. Pesquisadores da Embrapa Pecuária Sul (RS) trabalham no projeto da chamada “ovelha do futuro”, resultado de pesquisas em melhoramento genético que reúnem quatro características de alto impacto econômico:

  • melhor conformação e rendimento de carcaça,
  • perda espontânea de lã,
  • maior prolificidade,
  • resistência à verminose.

O objetivo, segundo o Canal do Criador, é entregar ao produtor animais mais produtivos, resistentes e lucrativos, adaptados à realidade do campo.

Ganhos com mais carne na carcaça

Um dos destaques é o gene Bombacha, identificado em ovinos Texel, raça voltada para a produção de carne. Ele garante até 9% de aumento no peso médio das carcaças – de 17 kg para 18,5 kg – e 5% a mais no rendimento médio, de 40% para 42%.

“Esse ganho se traduz em mais receita para o produtor, já que cada cordeiro passa a entregar mais carne aproveitável por animal”, explica o pesquisador Carlos Hoff de Souza. O gene já foi introduzido em outras raças do rebanho da Embrapa e fará parte da disseminação em rebanhos comerciais.

Perda natural de lã reduz custos

Outra inovação é a seleção de animais com perda espontânea de lã, característica que responde ao baixo valor de mercado da fibra. Desde os anos 2000, o preço da lã comum despencou, tornando a tosquia um custo extra.

Na região de Bagé (RS), o serviço custa cerca de R$ 12 por ovelha ao ano, muitas vezes mais caro que o valor pago pela lã. “Esse custo pode ser ainda maior em regiões sem tradição na ovinocultura”, afirma o pesquisador João Carlos de Oliveira.

Com ovinos que perdem a lã naturalmente, espera-se reduzir em pelo menos 50% o número de animais tosquiados por ano, diminuindo despesas e a necessidade de mão de obra.

Melhoramento genético de ovelhas
FOTO: Divulgação l Embrapa

Mais cordeiros, mais rentabilidade

A maior prolificidade também faz parte da “ovelha do futuro”. Essa característica permite o nascimento de dois ou mais cordeiros por parto, ampliando a produção sem aumentar o número de matrizes.

A Embrapa já introduziu no Brasil o gene Booroola, do Merino Australiano, responsável por essa vantagem. Outros genes com a mesma característica foram identificados em raças como Santa Inês (gene Embrapa) e Ile de France (gene Vacaria).

Na prática, isso significa mais cordeiros para venda e maior retorno econômico para o produtor.

Resistência à verminose: saúde e sustentabilidade

A seleção de animais com resistência à verminose completa o pacote de melhoramento genético. Essa característica reduz a necessidade de medicamentos, corta custos e contribui para uma produção mais sustentável.

O projeto já está em fase de testes com produtores parceiros, que recebem carneiros melhorados via comodato para cruzamento com suas matrizes. A meta inicial é acompanhar 1.000 cordeiros nascidos, monitorando peso, prolificidade, resistência sanitária e qualidade de carcaça.



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Exportação mundial de café registra queda de quase 4%



A exportação mundial de café alcançou 11,35 milhões de sacas de 60 kg em agosto, o 11º mês da safra 2024/25. O volume corresponde a uma redução de 3,73% na comparação com o mesmo mês do ano passado (11,79 milhões de sacas). Os números fazem parte de relatório mensal da Organização Internacional do Café (OIC).

Divulgado nesta sexta-feira (3), o relatório aponta que no acumulado dos 11 meses do ano comercial, os embarques somaram 127,92 milhões de sacas, alta de 0,2% ante igual período do ciclo 2023/24, quando totalizaram 127,68 milhões de sacas.

Nos 12 meses encerrados em agosto de 2025, a exportação de arábica totalizou 84,77 milhões de sacas, ante 83,62 milhões de sacas em igual período do ano anterior, aumento de 1,38%. Por outro lado, o embarque de robusta aumentou 2,35% na mesma comparação, de 53,19 milhões para 54,44 milhões de sacas.



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Governo Federal e estado de SP recorrem a antídotos contra metanol para conter intoxicações



O aumento dos casos de intoxicação por metanol levou o governo federal e o estado de São Paulo a intensificarem esforços emergenciais para ampliar o acesso a antídotos. A estratégia abrange desde a compra nacional de estoques até a distribuição direta a hospitais no interior paulista.

O governo de São Paulo já liberou 2.500 ampolas de antídoto contra metanol para abastecer unidades de saúde na capital e no interior. Os lotes foram enviados para hospitais de referência em cidades como São Paulo, Ribeirão Preto e Campinas.

O secretário estadual da Saúde, Eleuses Paiva, destacou que “as primeiras horas após a ingestão de bebida alcoólica contaminada são decisivas para salvar vidas” e que o estado está preparado com o estoque do antídoto.

São Paulo também ampliará a distribuição em todo o estado: mais 2.000 novas ampolas de álcool etílico absoluto começarão a ser encaminhadas a hospitais de referência, além das 500 unidades já em circulação.

Governo federal vai comprar 150 mil antídotos

O Ministério da Saúde anunciou a aquisição emergencial de 150 mil ampolas de etanol farmacêutico para fortalecer a rede estadual e municipal no tratamento de vítimas de intoxicação por metanol. Além disso, o governo visa importar fomepizol, outro antídoto utilizado em casos graves de intoxicação, por meio de parcerias com fornecedores e agências internacionais.

Na rede federal e em hospitais universitários, já existe um estoque estratégico de 4,3 mil ampolas de etanol farmacêutico. Também foi aberta chamada pública pela Anvisa para identificar fornecedores globais de fomepizol.

Casos suspeitos

Até 2 de outubro, o Brasil registrou 48 casos suspeitos de intoxicação por metanol, com 11 confirmados laboratorialmente e pelo menos uma morte em São Paulo. Em São Paulo, já há 59 notificações envolvidas na investigação.

O surto tem sido associado ao consumo de bebidas alcoólicas adulteradas com metanol. A resposta emergencial é vista como essencial por autoridades de saúde para garantir tratamento rápido e reduzir risco de sequelas graves ou fatalidades.



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AgroNewsPolítica & Agro

Mercado da soja opera em meio a incertezas


De acordo com dados divulgados pela Hedgepoint Global Markets, setembro foi marcado por movimentos relevantes no cenário internacional da soja e de óleos vegetais. A redução de 0,25 ponto percentual na taxa de juros dos Estados Unidos reforçou a percepção de início de um ciclo de afrouxamento monetário, em resposta ao desaquecimento da economia. Esse corte reduziu o diferencial de juros frente ao Brasil, valorizou o real e trouxe impactos à competitividade do agronegócio no comércio externo.

No mercado global, a ausência de acordo comercial entre Estados Unidos e China mantém tarifas sobre produtos agrícolas americanos, o que reduz a atratividade da soja norte-americana. Essa lacuna tem sido preenchida pelo Brasil, e também pela Argentina, que ganhou espaço com estímulos fiscais recentes.

No campo climático, a transição para o fenômeno La Niña surge como fator de risco. O padrão pode provocar seca no sul do Brasil e da Argentina entre outubro e dezembro, aumentando a volatilidade no chamado mercado climático da América do Sul.

Segundo as informações, o setor de soja opera em meio a incertezas. Entre os fatores de sustentação estão a demanda por biocombustíveis e a menor safra nos Estados Unidos. Por outro lado, a pressão vem de estoques elevados na China e da ampla oferta na América do Sul.

A China mantém estoques de 43 a 44 milhões de toneladas, suficientes para quase três meses de consumo interno. A expectativa é de importações de 106,5 milhões de toneladas na temporada 2024/25 e 112 milhões em 2025/26. O Brasil segue como principal fornecedor, enquanto os Estados Unidos perdem espaço devido às tarifas e a Argentina aproveita sua vantagem fiscal temporária.

Nos Estados Unidos, a safra 2025/26 deve alcançar 117 milhões de toneladas, abaixo do ciclo anterior, diante da redução da área plantada. A colheita avança em ritmo normal, mas as condições de lavouras têm piorado. As exportações seguem lentas, pressionadas pela ausência da China, enquanto o consumo interno de óleo de soja para biocombustíveis se fortalece.

O Brasil consolidou a liderança no mercado internacional, com estimativa de produção de 171,6 milhões de toneladas em 2024/25 e projeção de 178 milhões para 2025/26. As exportações devem alcançar 109 milhões de toneladas nesta temporada e 112 milhões no próximo ciclo. A política de biocombustíveis, com a mistura B15 em vigor, sustenta parte da demanda doméstica, mas as margens de esmagamento recuaram.

Na Argentina, a produção de soja em 2025/26 está estimada em 48,5 milhões de toneladas, abaixo do ciclo anterior. O país ganhou espaço nas exportações com o corte temporário de impostos, registrando volumes atípicos de vendas no curto período de isenção. A perspectiva é de expansão no esmagamento e manutenção da liderança no mercado de farelo e derivados.

No setor de óleo de palma, Indonésia e Malásia projetam crescimento da produção em 2025/26. As exportações da Indonésia devem atingir 24 milhões de toneladas, enquanto a Malásia deve embarcar 16 milhões. A Índia, principal importadora mundial, deve ampliar suas compras para 8,7 milhões de toneladas, favorecida pela redução de tarifas. O diferencial de preços em relação ao óleo de soja devolveu competitividade ao produto da palma, fortalecendo sua recuperação.





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soja e milho enfrentam incertezas sem dados do USDA



Os contratos futuros da soja e do milho operavam com forte volatilidade nesta sexta-feira (3) na Bolsa de Chicago. Entre os motivos para as oscilações está o avanço na colheita nos Estados Unidos. Além disso, há a expectativa da retomada nas negociações comerciais do país com a China.

A ausência de dados do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA, na sigla em inglês) devido à paralisação parcial do governo norte-americano também adiciona cautela e volatilidade no mercado. O chamado “shutdown” na economia dos Estados Unidos ocorre por causa da falta de acordo entre executivo e legislativo. Ambos discordam do orçamento para 2026.

Sem o USDA, qual o foco do mercado?

Marcos Araújo, analista da Agrinvest Commodities, explica que os Estados Unidos são considerados o celeiro do mundo. Porém, a falta dos números do USDA deixa o mercado carente de informações. “O USDA é uma das principais fontes de informação do mercado de commodities agrícolas. É de lá que saem os relatórios de oferta e demanda, de vendas e exportações, além do acompanhamento do progresso da colheita norte-americana”, diz.

Diante disso, Araújo alerta para a expectativa em torno do encontro entre o presidente norte-americano, Donald Trump, e o presidente chinês, Xi Jinping. “Com o shutdown em andamento, os agentes de mercado passam a operar com maior incerteza e voltam cada vez mais a atenção para a relação entre EUA e China”, afirma.

Outro ponto de atenção é a promessa do governo de apoiar financeiramente os produtores de soja dos Estados Unidos. Nesta semana, o secretário do Tesouro, Scott Bessent, afirmou que o governo fornecerá auxílios aos agricultores prejudicados pela recusa da China em comprar soja norte-americana. Ademais, Trump destacou que o grão será o tema central do encontro com o líder chinês.



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Bahia tem registro de morte suspeita por intoxicação de metanol



Uma morte ocorrida em Feira de Santana, na Bahia, pode ter sido causada por intoxicação de metanol, segundo autoridades da saúde municipal e estadual. O homem de 56 anos teria ido a óbito na madrugada desta sexta-feira (3), após ter dado entrada na UPA da Queimadinha, localizada naquele município.

Em nota, o governo baiano informou que o caso será acompanhado pelas equipes de vigilância local e estadual, em ações de monitoramento e investigação que contarão com o apoio de autoridades da área de segurança pública estadual.

“Amostras biológicas serão coletadas e encaminhadas para análise laboratorial, com resultado previsto em até sete dias, a fim de confirmar ou descartar a hipótese de intoxicação”, informou, por meio de nota, o governo da Bahia – que está em “diálogo permanente com o Ministério da Saúde e com as autoridades sanitárias nacionais” para monitorar a situação em outros estados.

Casos suspeitos

Até a tarde de quinta-feira (2), o Brasil havia registrado 48 casos suspeitos de intoxicação por metanol. Outros 11 casos já haviam sido confirmados por meio de detecção laboratorial pelo Centro de Informações Estratégicas e Resposta de Vigilância em Saúde (Cievs), segundo a Sala de Situação instalada pelo governo federal.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, chegou a confirmar 12º caso em Brasília, mas o ministério, depois, recuou e informou que o caso do rapper Hungria ainda é contabilizado como suspeito.

Apenas uma morte decorrente desse tipo de intoxicação foi confirmada pelo Ministério da Saúde no estado de São Paulo. Mais sete óbitos seguem em investigação, sendo dois em Pernambuco e os outros cinco também em São Paulo.

Emergência médica

A intoxicação por metanol é uma emergência médica de extrema gravidade. A substância, quando ingerida, é metabolizada no organismo em produtos tóxicos (como formaldeído e ácido fórmico), que podem levar à morte.

Os principais sintomas da intoxicação são: visão turva ou perda de visão (podendo chegar à cegueira) e mal-estar generalizado (náuseas, vômitos, dores abdominais, sudorese).
Em caso de identificação dos sintomas, buscar imediatamente os serviços de emergência médica e contatar pelo menos uma das instituições a seguir:

  • Disque-Intoxicação da Anvisa: 0800 722 6001;
  • CIATox da sua cidade para orientação especializada (veja lista aqui);
  • Centro de Controle de Intoxicações de São Paulo (CCI): (11) 5012-5311 ou 0800-771-3733 – de qualquer lugar do país;

É importante identificar e orientar possíveis contatos que tenham consumido a mesma bebida, recomendando que procurem imediatamente um serviço de saúde para avaliação e tratamento adequado. A demora no atendimento e na identificação da intoxicação aumenta a probabilidade do desfecho mais grave, com o óbito do paciente.



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