quarta-feira, abril 22, 2026

Autor: Redação

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Rio+Agro leva a correta imagem do agro brasileiro sustentável ao mundo


No Rio Centro se encerra nesta sexta-feira (3) o terceiro e último dia do Rio+Agro – Fórum Internacional do Desenvolvimento Agroambiental Sustentável, com ênfase na visão do Brasil + nações do cinturão tropical do planeta para ações comuns de ciência, tecnologia, empreendedorismo e cooperativismo, objetivando atuar na segurança alimentar, energética, mudança climática e desigualdade social.

Autoridades estiveram presentes nos dois primeiros dias no Rio Centro, como o ex-ministro Roberto Rodrigues, hoje coordenador da visão agrícola para a COP30; Tirso de Salles Meirelles, presidente da Fesp; e Francisco Maturro, presidente da Rede ILPF com o programa Caminho Verde, que busca transformar 40 milhões de hectares de áreas degradadas em cultivos sustentáveis, modernos e integrados com agroindústrias visando agregação de valor.

O estado do Rio de Janeiro se fez presente com o Instituto Rio Metrópole, com municípios como Macaé que irá instalar uma unidade industrial para produzir fertilizantes nitrogenados, aproveitando o gás natural das bases marítimas da Petrobras.

O governador do Rio, Cláudio Castro, na abertura do Rio+Agro nos deu a seguinte declaração:

“Temos investido muito na questão do interior [do estado]. Assim que eu assumi no finalzinho da pandemia eu conversava com os colegas e governadores que melhor tinham passado e todos me falavam que tinham passado melhor graças a um interior forte e nós vimos do processo de valorização do interior e quando você vai para o interior é impossível você não enxergar o agro. Esse agro que é forte, pujante, mas que hoje é muito regional. E precisa de muito pouco para esse agro virar nacional e mundial”, disse.

E completou: “Então estamos trabalhando no favorecimento da infraestrutura, na redução da carga tributária, no incentivo e na jornada do empreendedor. Agora os laboratórios de uva, de café e de soja que vão ser fundamentais para que encontremos as nossas próprias soluções para a valorização desse empreendedor. Então eu não tenho dúvida que esse evento mostra um pouco disso, traz para o Rio conhecer aquilo que é feito e mostra um Rio de Janeiro que tem sido a cada dia mais agro. E sabemos que a questão do petróleo, óleo e gás é uma questão finita e o Rio de Janeiro vai precisar ter novas matrizes econômicas e o agro, com certeza, é uma das principais dela”, disse.

O governador ainda detalhou: “O Rio é vitrine, é vanguarda, é coração. Então quando o Rio investe sobretudo no agro ecológico, no agro verdadeiramente verde, sustentável, eu acho que estamos dando uma prova para o Brasil inteiro que dá para fazer dessa forma. O agro não precisa ser destrutivo, o agro pode ser construtivo de uma sociedade verde, sustentável e no Rio estamos dando esse toque sustentável desde esse início e por isso essa feira toda para juntar o agro com sustentabilidade. É uma maneira de mostrarmos para o mundo inteiro que é possível”.

Muito interessante a ação da Agrofavela, iniciativa da ONG Central Única das Favelas (Cufa) que irá desenvolver hortas urbanas comunitárias, gastronomia e produtos que gerem renda e mais qualidade de vida nas comunidades. Os dados são de forte impacto, com 17 milhões de brasileiros vivendo nas favelas, porém com um consumo de mais de R$ 300 milhões.

Embaixadores de países como Etiópia e Kenia mostraram as oportunidades para ampliação da tecnologia em toda África, e Ana Euler, diretora executiva da Embrapa, fez uma excelente apresentação mostrando todas as tecnologias disponíveis hoje para utilização no Brasil e em toda faixa tropical do planeta.

O Rio+Agro encerra hoje com mais painéis, com exemplos e cases de sucesso, com o prêmio Nobel da Agricultura Drª Mariângela Hungria com sua pesquisa de fixação de nitrogênio no solo.

Esta ação Rio+Agro objetiva levar a correta imagem agro sustentável do Brasil para o mundo.

José Tejon

*José Luiz Tejon é jornalista e publicitário, doutor em Educação pela Universidad de La Empresa/Uruguai e mestre em Educação Arte e História da Cultura pela Universidade Mackenzie.


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Ciclone provoca ventos de até 100 km no fim de semana



Uma nova frente fria chega ao Rio Grande do Sul no domingo (5) e deve avançar pelo demais estados da região Sul no decorrer da segunda-feira (6). Esta frente fria chega associada a um ciclone extratropical.

De acordo com a Climatempo, o deslocamento desta frente fria tem potencial para provocar chuva forte, rajadas de vento intensas e queda de granizo nos três estados da região Sul. Rajadas de vento de 80 km/h a 100 km/h poderão ocorrer na passagem dos temporais.

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O maior risco para tempestades severas é considerado para as regiões oeste, sul e Campanha gaúcha. A região de fronteira do Rio Grande do Sul com o Uruguai deve ser a primeira a ser impactada por esta frente fria, com tempestades previstas para tarde e noite do domingo (5). Ainda segundo a Climatempo, a passagem de frente fria causará uma queda acentuada da temperatura no estado.

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AgroNewsPolítica & Agro

Soja tem ganho de até 13% com polinização de abelhas



Estudo confirma impacto das abelhas na sojicultura



Foto: Pixabay

O dia 3 de outubro marca a data nacional das abelhas, insetos reconhecidos como fundamentais para o equilíbrio dos ecossistemas. Responsáveis pela polinização de cerca de 90% das plantas com flores do planeta, segundo a Embrapa, elas exercem papel que vai além da produção de mel, com impacto direto na produtividade agrícola.

Nas lavouras brasileiras, essa contribuição tem sido confirmada por pesquisas. A soja, embora não seja uma planta melífera clássica, mostrou ganhos expressivos quando cultivada em áreas com presença de abelhas. Um estudo conduzido pela BASF Soluções para Agricultura, em parceria com a Embrapa e o Senar, apontou aumento de até 13% na produtividade.

A partir dessa iniciativa, foi validado um protocolo de Boas Práticas Agrícolas e Apícolas, que orienta a integração entre agricultores e apicultores. Como resultado, foi elaborada a cartilha gratuita “Boas práticas para integração entre apicultura e sojicultura”, com recomendações sobre comunicação entre produtores, manejo de colmeias e atenção aos horários de aplicação de defensivos. O objetivo é promover uma convivência adequada entre as atividades.

Os resultados práticos também foram observados por apicultores. O gaúcho Aldo Machado relatou ganhos acima da média nacional em seus apiários instalados próximos às plantações de soja. “Nós tivemos apiários que deram mais de 50kg só na soja, o que representa duas vezes a média nacional. E é um mel de qualidade, de difícil cristalização, bem aromático e claro. Ou seja, um mel excelente para mesa”, afirmou. Para ele, o diálogo entre agricultores e apicultores e o manejo adequado dos defensivos resultam em benefícios para todos. “É um negócio perfeito. Esse ano estou direcionando as abelhas mais para soja do que para o eucalipto”, acrescentou.

A empresa destaca que os aprendizados obtidos servirão como base para novos projetos. “Além de manter o foco na conservação dos polinizadores, queremos ampliar nosso impacto com iniciativas educacionais que fortaleçam a conscientização ambiental nas comunidades agrícolas”, disse Camila Leonelli, gerente sênior de Estratégia de Sustentabilidade da empresa.





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Preços globais de alimentos têm leve retração em setembro



O Índice de Preços de Alimentos da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) recuou 0,69% em setembro, passando de 129,7 pontos em agosto para 128,8 pontos. A redução mensal refletiu principalmente quedas nos subíndices de cereais, óleos vegetais, açúcar e produtos lácteos, que superaram a valorização registrada pela carne.

No entanto, o indicador ainda está 3,4% acima do nível registrado em setembro do ano passado, embora continue 19,6% abaixo do pico observado em março de 2022.

Cereais: trigo e milho pressionam índice

O índice de cereais caiu 0,6% em setembro, para 105 pontos, e está 7,5% abaixo do mesmo período de 2024. O trigo registrou queda pelo terceiro mês seguido, pressionado pela demanda internacional fraca e colheitas abundantes na Rússia, na Europa e na América do Norte.

O milho também perdeu força diante da expectativa de oferta elevada no Brasil e nos Estados Unidos, além da suspensão temporária do imposto de exportação na Argentina. Por outro lado, cevada e sorgo avançaram, enquanto o arroz recuou 0,5%, refletindo ampla oferta exportável e menor procura de países como Filipinas e mercados africanos.

Óleos vegetais e açúcar recuam

O índice de óleos vegetais caiu 0,7% no mês, para 167,9 pontos, com destaque para a baixa do óleo de palma e do óleo de soja. O recuo do óleo de palma foi influenciado pelo aumento inesperado dos estoques na Malásia, no maior nível em 20 meses. Já a soja sofreu pressão pela maior disponibilidade argentina. Em contraste, óleos de girassol e colza registraram ligeira valorização.

O açúcar registrou a maior queda mensal do índice, caindo 4,1% em setembro e atingindo 99,4 pontos, menor nível desde março de 2021. A produção acima do esperado no Brasil, aliada a colheitas favoráveis na Índia e Tailândia, pressionou o preço internacional para baixo.

Carnes e lácteos: movimentos distintos

O índice de carnes subiu 0,7% em setembro, alcançando 127,8 pontos, recorde histórico, impulsionado pela valorização da carne bovina e ovina. Nos Estados Unidos, a demanda forte e a oferta restrita elevaram as importações. No Brasil, houve alta nas cotações da carne bovina, apesar de tarifas adicionais no mercado norte-americano.

Em contraste, o índice de lácteos caiu 2,6%, para 148,3 pontos, influenciado pela queda nos preços da manteiga, leite em pó desnatado e integral. Nesse sentido, o recuo reflete aumento sazonal da oferta de creme no Hemisfério Norte e expectativa de produção maior na Nova Zelândia.



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Meteorologista antecipa previsão para outubro; clima deve favorecer trabalho no campo?



Durante a Abertura Nacional do Plantio da Soja 2025/26, realizada em Sidrolândia (MS), nesta sexta-feira (3), o meteorologista do Canal Rural, Arthur Müller, apresentou um panorama otimista da previsão do tempo para o início da safra. Segundo ele, as chuvas devem se distribuir de forma mais uniforme a partir da segunda quinzena de outubro, beneficiando as áreas produtoras do Centro-Oeste e do Sudeste.

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Ele destacou que uma área de baixa pressão no Paraguai influencia o clima em Mato Grosso do Sul. Sidrolândia fica na transição entre o tempo quente e seco do norte e as chuvas isoladas do sul. ”Se chover hoje, será algo passageiro, de 1 a 2 milímetros, apenas para baixar a poeira”, observou.

Além disso, as temperaturas seguem elevadas, com máximas de até 32°C nesta sexta e podendo chegar a 38°C no fim de semana. Segundo o meteorologista, a tendência é de variações térmicas até o final de outubro, quando o regime de chuvas deve se estabelecer com volumes mais expressivos, entre 50 e 100 milímetros.

“Os produtores da região podem seguir com o plantio. A soja aguenta bem até dez dias com a umidade residual no solo, e as chuvas mais fortes devem chegar na virada da quinzena”, completou.

Previsão indica temporais no Sul e frente fria

Müller alertou ainda para a formação de temporais no Sul do país. Uma frente fria associada a um ciclone extratropical deve atuar a partir de domingo (5), especialmente no Rio Grande do Sul, com possibilidade de rajadas de vento acima de 100 km/h e queda de granizo. Essa condição climática deve avançar nos dias seguintes para o Paraná e Santa Catarina e alcançar o Sudeste entre quarta e quinta-feira da próxima semana.

“Hoje, o sol predomina em boa parte do Sudeste, interior do Centro-Oeste e do Matopiba, com temperaturas entre 36°C e 37°C. Entre 9 e 13 de outubro, as chuvas devem chegar ao norte do Paraná, São Paulo, sul de Minas e se espalhar pelo Brasil Central”, completou.

Por fim, o meteorologista reforçou que o cenário tende a se normalizar conforme novas frentes frias avancem nas próximas semanas, levando umidade também para o Nordeste.

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Setor de frango no Brasil dá volta por cima e se prepara para fechar 2025 em crescimento


A avicultura de corte se deparou com um grande desafio em 2025, o primeiro foco de influenza aviária de alta patogenicidade em uma granja comercial no país. O principal exportador de carne de frango do mundo se deparou com embargos sequenciais. O trabalho conduzido por todos os elos que compõem o setor foi exemplar, e do ponto de vista da sanidade animal a questão foi rapidamente superada.

Um a um os embargos foram superados, com o país aos poucos retomando o fluxo normal de embarques. No momento, dentre os grandes compradores de carne de frango brasileira resta apenas a retomada dos embarques à China. A boa notícia é que uma missão chinesa inspecionou o sistema produtivo brasileiro e a retomada está cada vez mais próxima.

O mercado doméstico foi de extrema importância no processo de recuperação dos preços dos principais cortes no atacado em São Paulo. No decorrer de setembro foram evidenciadas altas consistentes do frango inteiro congelado, peito, coxa, asa, entre outros cortes. A maior competitividade da carne de frango direcionou o consumidor brasileiro a essa proteína. Algo bastante compreensível em uma população que ainda conta com baixo poder de compra.

Para o último trimestre que está se iniciando a expectativa é favorável, com a tendência de retomada aos níveis normais de exportação (acima de 400 mil toneladas mensais). Além disso, o mercado doméstico também se aquece com a entrada do 13º salário, criação de postos temporários de emprego e as tradicionais confraternizações de final de ano.

A avicultura de corte brasileira mostrou resiliência, superando a questão da influenza aviária de alta patogenicidade. No entanto, é muito importante para o setor que as autoridades brasileiras sigam negociando os protocolos sanitários, dessa forma esse tipo de ocorrência não trará consequências tão graves para o país que mais leva a sério a sanidade animal em escala mundial.

*Fernando Henrique Iglesias é coordenador do departamento de Análise de Safras & Mercado, com especialidade no setor de carnes (boi, frango e suíno)



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PF e Ministério da Agricultura realizam operações de fiscalização de bebidas em SP, MG e SC



A Polícia Federal, em conjunto com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), realizou nesta sexta-feira (3) uma nova etapa de fiscalizações em indústrias de bebidas. As ações ocorreram no interior de São Paulo, na região de Campinas, em Santa Catarina, nas cidades de Chapecó e Joinville, e em Minas Gerais, no município de Poços de Caldas.

Durante as diligências, foram coletadas amostras representativas dos produtos produzidos e armazenados, que serão encaminhadas a laboratórios para análise químico-sanitária. As verificações buscam identificar a conformidade dos insumos utilizados, a eventual presença de substâncias proibidas ou em concentrações acima dos limites legais, além de avaliar a rastreabilidade dos lotes e a responsabilidade pela fabricação ou manipulação.

Até 2 de outubro, o Brasil registrou 48 casos suspeitos de intoxicação por metanol, com 11 confirmados laboratorialmente e pelo menos uma morte em São Paulo. Em São Paulo, já há 59 notificações envolvidas na investigação.



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Melhoramento genético transforma produtividade da ovinocultura


A ovinocultura de corte no Brasil pode estar diante de uma revolução. Pesquisadores da Embrapa Pecuária Sul (RS) trabalham no projeto da chamada “ovelha do futuro”, resultado de pesquisas em melhoramento genético que reúnem quatro características de alto impacto econômico:

  • melhor conformação e rendimento de carcaça,
  • perda espontânea de lã,
  • maior prolificidade,
  • resistência à verminose.

O objetivo, segundo o Canal do Criador, é entregar ao produtor animais mais produtivos, resistentes e lucrativos, adaptados à realidade do campo.

Ganhos com mais carne na carcaça

Um dos destaques é o gene Bombacha, identificado em ovinos Texel, raça voltada para a produção de carne. Ele garante até 9% de aumento no peso médio das carcaças – de 17 kg para 18,5 kg – e 5% a mais no rendimento médio, de 40% para 42%.

“Esse ganho se traduz em mais receita para o produtor, já que cada cordeiro passa a entregar mais carne aproveitável por animal”, explica o pesquisador Carlos Hoff de Souza. O gene já foi introduzido em outras raças do rebanho da Embrapa e fará parte da disseminação em rebanhos comerciais.

Perda natural de lã reduz custos

Outra inovação é a seleção de animais com perda espontânea de lã, característica que responde ao baixo valor de mercado da fibra. Desde os anos 2000, o preço da lã comum despencou, tornando a tosquia um custo extra.

Na região de Bagé (RS), o serviço custa cerca de R$ 12 por ovelha ao ano, muitas vezes mais caro que o valor pago pela lã. “Esse custo pode ser ainda maior em regiões sem tradição na ovinocultura”, afirma o pesquisador João Carlos de Oliveira.

Com ovinos que perdem a lã naturalmente, espera-se reduzir em pelo menos 50% o número de animais tosquiados por ano, diminuindo despesas e a necessidade de mão de obra.

Melhoramento genético de ovelhas
FOTO: Divulgação l Embrapa

Mais cordeiros, mais rentabilidade

A maior prolificidade também faz parte da “ovelha do futuro”. Essa característica permite o nascimento de dois ou mais cordeiros por parto, ampliando a produção sem aumentar o número de matrizes.

A Embrapa já introduziu no Brasil o gene Booroola, do Merino Australiano, responsável por essa vantagem. Outros genes com a mesma característica foram identificados em raças como Santa Inês (gene Embrapa) e Ile de France (gene Vacaria).

Na prática, isso significa mais cordeiros para venda e maior retorno econômico para o produtor.

Resistência à verminose: saúde e sustentabilidade

A seleção de animais com resistência à verminose completa o pacote de melhoramento genético. Essa característica reduz a necessidade de medicamentos, corta custos e contribui para uma produção mais sustentável.

O projeto já está em fase de testes com produtores parceiros, que recebem carneiros melhorados via comodato para cruzamento com suas matrizes. A meta inicial é acompanhar 1.000 cordeiros nascidos, monitorando peso, prolificidade, resistência sanitária e qualidade de carcaça.



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Exportação mundial de café registra queda de quase 4%



A exportação mundial de café alcançou 11,35 milhões de sacas de 60 kg em agosto, o 11º mês da safra 2024/25. O volume corresponde a uma redução de 3,73% na comparação com o mesmo mês do ano passado (11,79 milhões de sacas). Os números fazem parte de relatório mensal da Organização Internacional do Café (OIC).

Divulgado nesta sexta-feira (3), o relatório aponta que no acumulado dos 11 meses do ano comercial, os embarques somaram 127,92 milhões de sacas, alta de 0,2% ante igual período do ciclo 2023/24, quando totalizaram 127,68 milhões de sacas.

Nos 12 meses encerrados em agosto de 2025, a exportação de arábica totalizou 84,77 milhões de sacas, ante 83,62 milhões de sacas em igual período do ano anterior, aumento de 1,38%. Por outro lado, o embarque de robusta aumentou 2,35% na mesma comparação, de 53,19 milhões para 54,44 milhões de sacas.



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Governo Federal e estado de SP recorrem a antídotos contra metanol para conter intoxicações



O aumento dos casos de intoxicação por metanol levou o governo federal e o estado de São Paulo a intensificarem esforços emergenciais para ampliar o acesso a antídotos. A estratégia abrange desde a compra nacional de estoques até a distribuição direta a hospitais no interior paulista.

O governo de São Paulo já liberou 2.500 ampolas de antídoto contra metanol para abastecer unidades de saúde na capital e no interior. Os lotes foram enviados para hospitais de referência em cidades como São Paulo, Ribeirão Preto e Campinas.

O secretário estadual da Saúde, Eleuses Paiva, destacou que “as primeiras horas após a ingestão de bebida alcoólica contaminada são decisivas para salvar vidas” e que o estado está preparado com o estoque do antídoto.

São Paulo também ampliará a distribuição em todo o estado: mais 2.000 novas ampolas de álcool etílico absoluto começarão a ser encaminhadas a hospitais de referência, além das 500 unidades já em circulação.

Governo federal vai comprar 150 mil antídotos

O Ministério da Saúde anunciou a aquisição emergencial de 150 mil ampolas de etanol farmacêutico para fortalecer a rede estadual e municipal no tratamento de vítimas de intoxicação por metanol. Além disso, o governo visa importar fomepizol, outro antídoto utilizado em casos graves de intoxicação, por meio de parcerias com fornecedores e agências internacionais.

Na rede federal e em hospitais universitários, já existe um estoque estratégico de 4,3 mil ampolas de etanol farmacêutico. Também foi aberta chamada pública pela Anvisa para identificar fornecedores globais de fomepizol.

Casos suspeitos

Até 2 de outubro, o Brasil registrou 48 casos suspeitos de intoxicação por metanol, com 11 confirmados laboratorialmente e pelo menos uma morte em São Paulo. Em São Paulo, já há 59 notificações envolvidas na investigação.

O surto tem sido associado ao consumo de bebidas alcoólicas adulteradas com metanol. A resposta emergencial é vista como essencial por autoridades de saúde para garantir tratamento rápido e reduzir risco de sequelas graves ou fatalidades.



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