quarta-feira, abril 22, 2026

Autor: Redação

AgroNewsPolítica & Agro

Federarroz orienta produtores a repensar área de plantio


A redução da área plantada surge como a principal alternativa para o arroz irrigado enfrentar a próxima safra, segundo informações divulgadas pela Federarroz. O alerta foi reforçado em palestra online nesta quinta-feira (2/10), conduzida pelo presidente da entidade, Denis Nunes, com análise do economista-chefe da Farsul, Antonio da Luz.

O cenário global do arroz é de alerta, com forte pressão da Índia no mercado internacional, estoques elevados e instabilidades econômicas. Durante a palestra “Contexto da Safra de arroz 2025/2026”, Denis Nunes destacou os principais desafios que impactam o setor: variação cambial, juros elevados, instabilidade nos EUA e o crescimento da produção em países asiáticos e norte-americanos.

Segundo a Federarroz, para mitigar os impactos, os produtores devem considerar alternativas como diversificação com pecuária e outras culturas, renegociação de arrendamentos, fortalecimento de associações e aumento das exportações. A principal recomendação prática, no entanto, é a redução da área plantada, ajustada à realidade de cada propriedade, para equilibrar os estoques e evitar queda nos preços internos.

“O choque de realidade é necessário para que tomemos atitudes. São medidas dolorosas, mas que podem evitar o pior cenário”, afirmou Denis Nunes.

Antonio da Luz, economista-chefe da Farsul, foi enfático: “Estamos nos aproximando de um iceberg. Precisamos manobrar agora para evitar a colisão”. Para ele, a recomendação da Conab de ampliar a área semeada é “irresponsável”, considerando os altos estoques e a baixa demanda. “Se isso ocorrer, o preço ao produtor vai desabar”, advertiu.

Entre os fatores que acentuam a preocupação estão a queda de renda da população, o crédito mais restrito e a dificuldade de inserção competitiva do arroz brasileiro no mercado internacional frente a países como Índia, China e Estados Unidos. “Todos os indicadores nos levam à redução da área plantada como única alternativa para ajustar oferta e demanda”, concluiu Da Luz.

Além das ações no campo, a Federarroz também propõe mobilização política. Entre as demandas ao governo federal estão o reforço na fiscalização de importações com riscos fitossanitários, subvenções para comercialização e aumento do preço mínimo do arroz. Já ao governo estadual, a entidade pede o uso da taxa CDO para auxiliar produtores afetados por enchentes, equiparação do ICMS com outros estados e incentivo ao consumo interno do grão.

 





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A um ano das eleições, agro cobra políticas agrícolas de Estado, não de governo



A um ano do primeiro turno das eleições de 2026 que definirão presidente, governadores, deputados estaduais, federais e distritais e senadores, entidades do agro já apontam o que esperam dos representantes do Executivo e Legislativos, sejam novos ou reeleitos.

Um dos estados que mais tem pleiteado políticas públicas depois de enchente e secas severas em safras seguidas é o Rio Grande do Sul. O presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do estado (Fetag-RS), Carlos Joel da Silva, espera que os futuros gestores se atentem mais à agricultura e pecuária do país, em especial à gaúcha.

“Nós queríamos ter um governo que olhasse a agricultura não com pacotes agrícolas, mas que olhasse com uma política agrícola a longo prazo, que pensasse a agricultura e pecuária para 10 anos, que nós tivéssemos políticas que não fossem anuais, mas que ultrapassasse os governos, que fosse uma política de Estado, uma política que olhasse a longo prazo”, detalha.

Segundo ele, os novos eleitos precisam olhar a questão do crédito rural, dos juros compatíveis à renda do agricultor e, também, os custos de produção.

Já o presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil), Maurício Buffon, quer que o próximo governo enxergue o agronegócio como parceiro. “Sem o agronegócio como um todo, quando falamos em agricultura e pecuária, é o motor da economia do país. Se hoje existe no Brasil um superávit, se existe uma balança comercial positiva, ela passa pelo agronegócio brasileiro, por todas as culturas, não apenas a soja”, destaca.



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Ministério da Saúde confirma 113 registros de intoxicação por metanol



Até às 16h desta sexta-feira (3), 113 casos de intoxicação por metanol após a ingestão de bebida alcoólica haviam sido registrados em todo o país, informou o Ministério da Saúde.

A pasta começou a divulgar um boletim diário dos casos, com base nos dados enviados pelos estados. Ao todo, são 11 casos confirmados e 102 em investigação. Na divisão por estados, São Paulo lidera com 101 registros (11 confirmados e 90 em investigação).

Também há casos suspeitos nos seguintes estados:

  • 6 em Pernambuco;
  • 2 na Bahia;
  • 2 no Distrito Federal;
  • 1 no Paraná;
  • 1 em Mato Grosso do Sul.

Do total de casos notificados, 12 resultaram em morte, das quais uma está confirmada no estado de São Paulo e 11 estão sendo investigadas. Os óbitos investigados estão divididos pelos seguintes estados:

  • 8 em São Paulo;
  • 1 em Pernambuco;
  • 1 na Bahia;
  • 1 em Mato Grosso do Sul.

Informadas pelos Centros de Informações Estratégicas e Resposta em Vigilância em Saúde Nacional (Cievs) estaduais, as notificações de intoxicação por metanol foram repassadas ao Cievs nacional, que consolida os dados.

Para reduzir o impacto das intoxicações provocadas pelo metanol em bebidas alcoólicas adulteradas, o Ministério da Saúde em parceria com a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) comprou 4,3 mil ampolas de etanol farmacêutico, antídoto para esse tipo de intoxicação.

A pasta está comprando mais 150 mil ampolas (5 mil tratamentos), para garantir o estoque do Sistema Único de Saúde.

O Ministério da Saúde também pediu que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) faça um chamamento internacional das 10 maiores agências reguladoras nos seguintes países: Argentina, México, Comunidade Europeia, Estados Unidos, Canadá, Japão, Reino Unido, China, Suíça e Austrália.

A pasta também enviou ofício para empresas e instituições da Índia, Estados Unidos e Portugal em que pede doação e cotação de compra para outro antídoto, o fomepizol. Atualmente, poucos países têm o produto em estoque.

O ministério também oficializou pedido à Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) para a doação imediata de 100 tratamentos de fomepizol e manifestou intenção de adquirir outras 1 mil do medicamento por meio da linha de crédito do Fundo Estratégico da Opas, ampliando o estoque nacional.

Orientações aos municípios

Na quarta (1), o Ministério da Saúde orientou que os estados e os municípios notifiquem imediatamente todas as suspeitas de intoxicação por metanol. A medida pretende fortalecer a vigilância epidemiológica e garantir uma resposta rápida e eficaz aos casos suspeitos.

No mesmo dia, foi instalada uma sala de situação para monitorar os casos. De caráter extraordinário, essa estrutura permanecerá ativa enquanto houver risco sanitário e necessidade de monitoramento e resposta nacional.



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China não está abastecida e precisa da soja dos EUA, diz chefe do USDA



A secretária de Agricultura dos Estados Unidos, Brooke Rollins, afirmou na quinta-feira (2) que a China “não está com os armazéns cheios” e precisa voltar a comprar soja norte-americana.

Em entrevista à Fox Business, ela disse que o presidente Donald Trump pretende cobrar o tema do presidente chinês Xi Jinping no fim de outubro, em reunião prevista à margem da cúpula da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (Apec), em Seul. “É hora de a China parar de jogar jogos. Eles precisam do nosso produto”, declarou.

A fala de Rollins ocorre em meio à ausência prolongada da China nas compras de soja dos Estados Unidos. Ontem, mais cedo, o secretário do Tesouro, Scott Bessent, disse à CNBC que o governo anunciará na próxima terça-feira (7,) “apoio substancial” aos produtores afetados. Segundo Bessent, na sua avaliação, a maior parte do eleitorado rural apoiou Trump, e os recursos para o programa podem vir de receitas tarifárias.

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Trump voltou ao tema em publicação na rede Truth Social, afirmando que os agricultores estão sendo prejudicados porque a China deixou de comprar soja “por razões de negociação”. “Vou me reunir com o presidente Xi da China em quatro semanas, e a soja será um tópico importante de discussão”, escreveu.

Rollins disse que esteve na quarta-feira no Salão Oval com Trump para discutir a situação dos produtores de soja, além de sorgo, algodão, milho e trigo. Segundo ela, a China não cumpriu integralmente o acordo comercial firmado em 2019.

“Infelizmente, os chineses não mantiveram a parte deles do acordo. Isso aconteceu sob o presidente Biden, que se recusou a cobrar qualquer responsabilidade e, como resultado, abandonou nossa comunidade agrícola”, afirmou.

A secretária acrescentou que os Estados Unidos já fecharam mais de uma dúzia de acordos para abrir novos mercados agrícolas, citando Indonésia, Japão, Taiwan, Reino Unido, União Europeia e Austrália. “A solução de longo prazo é não depender exclusivamente de alguns países”, disse Rollins.

No mercado, a AgResource avaliou que os sinais políticos deram fôlego, ontem, aos preços futuros na Bolsa de Chicago (CBOT), mas não alteram o quadro de curto prazo sem compras efetivas da China. Para o analista-chefe Ben Buckner, outubro já está perdido como mês de vendas e a janela para exportações americanas tende a se fechar no fim de janeiro.



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PIB paulista registra crescimento de 2,2% e setor de serviços lidera alta



O Produto Interno Bruto (PIB) de São Paulo cresceu 2,2% nos últimos 12 meses em comparação ao período anterior, segundo dados da Fundação Seade. O avanço da economia estadual foi impulsionado pelo setor de Serviços, que registrou expansão de 3,4% entre agosto de 2024 e julho de 2025.

No comparativo mensal, o PIB de São Paulo avançou 0,8% entre junho e julho de 2025, considerando os ajustes sazonais. O crescimento foi puxado pelo setor de serviços, que subiu 0,9%, e pela indústria, que registrou alta de 2,1%.

Já no acumulado de 2025, houve expansão de 1,6% em relação ao mesmo período do ano anterior, com destaque para a agropecuária (2,3%) e, novamente, o setor terciário (3,1%).

A economia do estado também registrou crescimento na comparação com julho de 2024, com avanço de 1,9% em julho de 2025. Neste período, houve variação positiva no setor de serviços (3,2%) e na indústria (0,4%).



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Dólar tende a ficar mais para R$ 5 do que R$ 5,50 nos próximos meses, diz economista



O economista-chefe do Bradesco, Fernando Honorato Barbosa, disse nesta sexta-feira (3), que a cotação do dólar deve ficar mais próxima de R$ 5 do que de R$ 5,50 nos próximos meses. Esse panorama, disse ele, deve refletir a continuidade da fraqueza global da moeda norte-americana.

“Continuo achando mais fácil o dólar estar perto de R$ 5, ou até um pouquinho abaixo de R$ 5, nos próximos seis ou nove meses, do que estar em R$ 5,50”, disse Honorato, ao participar de evento da Associação Brasileira de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), em São Paulo.

Segundo ele, cerca de 70% do movimento de valorização do real desde a virada do ano reflete justamente esse momento de maior fraqueza do dólar.

“Apesar da piora do déficit externo, o real está super bem comportado. Se o real fosse seguir de perto o que está acontecendo com o dólar no mundo, era para o dólar estar em R$ 4,60. Se o real estivesse acompanhando de perto uma cesta de países emergentes que têm características semelhantes às do Brasil, era para o dólar estar em R$ 4,90”, detalhou ele durante a sua apresentação.

Moeda única do Brics

Honorato também avaliou que uma possível moeda única do Brics, o grupo de economias emergentes fundado por Brasil, Rússia, Índia e China, é ideia “muito ruim” e da qual o Brasil deveria “fugir”.

“Eu absolutamente acho muito, muito ruim a ideia da moeda dos Brics. Acho que o Brasil deveria fugir dessa ideia como o diabo foge da cruz”, disse Honorato, após comentar que a tensão e a volatilidade trazida pelo governo Donald Trump nos Estados Unidos faz os países da América Latina “caírem no colo” da China.

Quando a discussão sobre a “moeda do Brics” ganhou maior repercussão e gerou críticas públicas de Trump, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que a ideia não é criar uma moeda nova, e sim estimular o uso das moedas dos países do Brics para negócios com outros integrantes do grupo.

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“À medida que você é atacado, ou desafiado por um país como os Estados Unidos, isso empurra a América Latina no colo da Ásia, ou da China, e isso está empurrando também a Europa no colo da Ásia”, disse o economista-chefe do Bradesco.

Tensão ‘sem precedentes’

Segundo Honorato, a tensão causada pelo segundo governo Trump nos EUA é algo “sem precedentes”.

Ele citou, por exemplo, que o nível de tarifas imposto pelo governo Trump atualmente é o maior desde o período entre a Primeira e a Segunda Guerra Mundial.

Economia longe do alvo de 3% de inflação

Para o economista-chefe do Bradesco, a desaceleração da atividade doméstica e um câmbio comportado devem ser “a senha” para que ocorra o início de ciclo de cortes na taxa básica de juros, a Selic.

Segundo ele, é “praticamente impossível” o Brasil ter uma inflação cravada na atual meta, de 3,0%.

“Eu acho impossível ou muito improvável, que a inflação chegue aos 3% por uma razão muito simples: temos um governo que gasta bastante, que gosta de dar estímulo para a demanda. Está descoordenada a política fiscal e monetária”, avaliou o economista, ressaltando, contudo, que ele ainda crê em “alguma melhora” da inflação, ainda que não o suficiente para cravar a meta do Banco Central.

Honorato destacou que, caso a autoridade monetária fosse “muito rigorosa” com o compromisso por uma inflação de 3,0%, não haveria sequer chance de o juro começar a cair no ano que vem. “É razoável, a gente ter 15% de Selic o ano que vem inteiro, para ter uma inflação que vai ser de 3,5%, 3,6%% Não sei, é coisa que a sociedade também tem que discutir”, questionou.

Honorato ainda disse que “obviamente é preferível” ter uma inflação de 3%, mas que, dado o arranjo macroeconômico do Brasil, o país ainda não estava preparado para isso, sobretudo por conta da questão fiscal (o governo gasta mais do que arrecada, e a dívida é crescente).

“Dado que a escolha foi feita de 3%, também não acho que seja prudente agora voltar atrás e ter meta de inflação de 4%, vai dar uma confusão danada nos mercados”, disse ele, acrescentando que o caminho é manter a meta em 3% e usá-la “com inteligência”. “Vamos convergindo num prazo depois que o ajuste fiscal for feito, num caminho intermediário.”



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Arroba do boi gordo começa a reagir; veja os preços de hoje



O mercado físico do boi gordo volta a se deparar com negociações acima da referência média em diversos estados brasileiros.

De acordo com o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, a alta acontece de maneira comedida, “sem movimentos explosivos”.

“Estados como São Paulo, Minas Gerais, Goiás e Tocantins já apresentam esse tipo de ambiente, mais propenso à alta. O encurtamento das escalas de abate é elemento chave a ser considerado.”

Segundo ele, neste momento os frigoríficos de menor porte estão apontando para uma posição de menor conforto. “Já os de maior porte ainda contam com escalas de abate mais alongadas, ainda contando com a incidência de animais de parceria”, disse.

Preços médios do boi gordo

  • São Paulo: R$ 307,92 — ontem: R$ 305,93
  • Goiás: R$ 292,32 — R$ 289,82
  • Minas Gerais: R$ 290,29 — R$ 289,41
  • Mato Grosso do Sul: R$ 319,55 — R$ 318,75
  • Mato Grosso: R$ 293,19 — R$ 293,38

Mercado atacadista

O mercado atacadista encerra a semana apresentando preços firmes, ainda em perspectiva de alta no curto prazo, considerando a entrada dos salários na economia, motivando a reposição entre atacado e varejo.

“Vale destacar que o mercado interno se aproxima do momento de maior demanda, com a entrada do 13º salário, a criação de postos temporários de emprego e as confraternizações de final de ano motivando cada vez mais a reposição ao longo da cadeia produtiva”, assinalou Iglesias.

O quarto traseiro ainda é precificado a R$ 25,00 por quilo e o dianteiro segue no patamar de R$ 17,50 por quilo.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,05%, sendo negociado a R$ 5,3363 para venda e a R$ 5,3343 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,3243 e a máxima de R$ 5,3613. Na semana, a moeda teve desvalorização de 0,02%.



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Brasil mantém liderança na exportação de celulose



A logística também contribui para a competitividade


A logística também contribui para a competitividade
A logística também contribui para a competitividade – Foto: Canva

Os Estados Unidos continuam estruturalmente dependentes das importações de celulose, com a celulose de mercado representando 11% da demanda total em 2024. Segundo análise do Rabobank, o Brasil domina o fornecimento de celulose de fibra curta aos EUA, com participação de 82%, apoiado por baixos custos, eucaliptos de rápido crescimento e fábricas integradas em larga escala. A previsão é que a produção brasileira de fibra curta continue crescendo, impulsionada por novos projetos e expansões planejadas até 2029.

A diferença de preço entre a celulose de fibra longa produzida nos EUA e a brasileira de fibra curta se ampliou para USD 250 a USD 300 por tonelada métrica. Avanços tecnológicos, como o uso de processos enzimáticos e refino mecânico de baixa intensidade, permitem substituir a fibra curta em papéis tissue e embalagens sem comprometer o desempenho, aumentando a competitividade brasileira.

No comércio internacional, a celulose da União Europeia enfrenta tarifa de 15% nos EUA, enquanto a brasileira é tributada a 10% e se beneficia de câmbio favorável e frete competitivo. Esse conjunto garante forte vantagem de custo posto em destino, reforçando a atratividade da celulose brasileira frente a concorrentes globais.

A logística também contribui para a competitividade. A expansão portuária na Costa Leste dos EUA e a proximidade com fábricas consumidoras de fibra virgem no sudeste norte-americano reduzem gargalos no transporte marítimo, facilitando o escoamento. Além disso, a redução das importações chinesas, devido ao aumento da produção doméstica e à desaceleração econômica, amplia oportunidades para a celulose brasileira.

 





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Pesquisadores investigam contaminação por mercúrio na bacia do rio Madeira



Pesquisadores da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) estão conduzindo expedições para investigar a presença de mercúrio na bacia do rio Madeira, motivados pela preocupação com a contaminação causada pela mineração ilegal de ouro na região.

O estudo busca analisar os níveis de poluição, os impactos ambientais e os efeitos na fauna local, com atenção especial aos peixes e à vida aquática.

Durante 12 dias, a equipe de química aplicada à tecnologia realizou a terceira expedição de 2025, considerada uma das maiores iniciativas de monitoramento ambiental do mundo.

Na última viagem, composta por oito profissionais, foram percorridos mais de 1.780 km do rio, com coleta de dados em 54 pontos que incluem cidades como Humaitá, Novo Aripuanã, Manicoré, Borba, Nova Olinda do Norte e a vila de Urucurituba, próxima à foz do Rio Madeira.

O diferencial do estudo é o monitoramento de múltiplos compartimentos ambientais: água, sedimento e peixes, permitindo correlacionar dados e identificar os pontos mais críticos de contaminação.

Monitoramento e causas da contaminação

A exploração do ouro na região, que utiliza mercúrio para separar o metal precioso do solo e das rochas, é apontada como a principal causa da contaminação.

O projeto prevê monitoramento contínuo, intercalando períodos de seca e cheia, para analisar se variáveis hidrológicas e meteorológicas influenciam na movimentação do mercúrio no rio. Estudos preliminares indicam concentrações mais elevadas em áreas de maior exploração de ouro e garimpos ilegais.

Substância altamente tóxica

Uma vez liberado no ambiente, o mercúrio se transforma em metilmercúrio, uma substância altamente tóxica que se acumula na cadeia alimentar, podendo afetar a saúde humana ao longo do tempo.

De acordo com a equipe de pesquisadores, o ser humano está no topo da cadeia alimentar. Quando um peixe pequeno contaminado é consumido por um peixe maior, o mercúrio se concentra ao longo da cadeia até atingir os humanos. Conforme o nível de contaminação, isso pode causar impactos na saúde da população a curto, médio ou longo prazo.



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