quarta-feira, abril 22, 2026

Autor: Redação

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Manejo pré-plantio é chave para safra recorde de soja


O início da safra de soja 2025/26 projeta novo recorde nacional de produção, estimado pela Safras & Mercado em 180,92 milhões de toneladas, um avanço de 5,3% em relação ao ciclo anterior. A área plantada deve chegar a 48,21 milhões de hectares, com produtividade média de 3.771 kg/ha. Apesar dos números positivos, produtores enfrentam custos mais altos – R$ 4.223 por hectare contra R$ 3.918 da última temporada – e riscos climáticos associados ao possível retorno do fenômeno La Niña.

Nesse cenário, o manejo antecipado de plantas invasoras se torna decisivo para garantir uniformidade no estande de plantas e reduzir gastos com aplicações corretivas. A Agroallianz destaca o herbicida recém-lançado Predecessor®, indicado para uso em pré-plantio, como ferramenta essencial nesse processo. O produto combina três moléculas – Imazetapir, Diclosulam e Flumioxazin – e oferece amplo espectro de controle, atuando na pré e pós-emergência.

A safra de soja 2025/26 começa agora, no momento de preparo das áreas e organização das etapas. O produtor que prioriza o controle de plantas daninhas antes do plantio, com ferramentas eficazes, tem mais segurança e rentabilidade lá na frente”, destaca Renato Menezes, gerente técnico da Agroallianz.

Ensaios independentes em Ponta Grossa (PR) mostraram que áreas tratadas com o herbicida produziram até 25,9% a mais em comparação às não tratadas. Entre as espécies controladas estão buva, picão-preto, corda-de-viola, trapoeraba, capim-colchão e caruru-de-mancha, todas de forte impacto competitivo no início da safra.

Segundo a empresa, o produto terá foco inicial em regiões do Cerrado, como Mato Grosso, Goiás e Mato Grosso do Sul, mas pode ser utilizado em todas as áreas produtoras de soja no país. A proposta é apoiar o agricultor na construção de um manejo mais estratégico, sustentável e eficiente, fortalecendo a rentabilidade em meio a um ciclo de maiores desafios.

 





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como transformar resíduo do confinamento em fonte de renda e lucro



O esterco bovino, frequentemente classificado como um resíduo da produção, possui um potencial inexplorado para se tornar um dos principais ativos do confinamento.

Com o manejo adequado, esse material se transforma em um valioso adubo orgânico, capaz de gerar receita adicional, aumentar a qualidade do solo e promover a sustentabilidade na fazenda. O aproveitamento estratégico do dejeto fecha o ciclo produtivo, desmistificando a ideia de que a pecuária intensiva gera poluição.

Ao programa Giro do Boi, o doutor em Zootecnia Maurício Scoton alerta que o manejo inadequado do esterco gera prejuízos sanitários e financeiros. O acúmulo de material orgânico nos currais é precursor de dois grandes problemas no confinamento: a lama, que prejudica a ruminação dos animais e causa problemas de casco; e a poeira, que aumenta drasticamente o risco de doenças respiratórias, como a pneumonia.

Por isso, a raspagem e a limpeza do curral são etapas cruciais para o bem-estar animal e a sanidade do rebanho, especialmente com a chegada do período de chuvas. Confira o vídeo completo.

A matemática do lucro: compostagem eleva a rentabilidade

O confinamento, além de produzir carne de alta qualidade, gera uma quantidade significativa de esterco. Um animal em dieta de 100 dias, consumindo cerca de 20 a 25 kg de matéria natural, produz de 3 a 5 kg de esterco por dia. O correto aproveitamento desse volume pode gerar uma receita extra considerável para o pecuarista, com diferentes níveis de rentabilidade.

O Dr. Scoton detalha três formas de uso com retorno financeiro crescente:

  1. Aplicação In Natura: o uso do esterco diretamente na pastagem ou lavoura da propriedade é a opção de menor rentabilidade, pois acarreta uma alta perda de nutrientes (cerca de 70%).
  2. Venda do Esterco Cru: ao ser vendido cru, após a raspagem do curral, o material já garante um lucro de aproximadamente R$ 30 por animal confinado, mesmo descontando os custos operacionais de manejo.
  3. Compostagem (Maior Lucro): a compostagem é a estratégia que oferece o maior ganho econômico. O processo envolve a mistura do esterco bovino com outros materiais orgânicos, como bagaço de cana, e o processamento (molhado e batido) para formar um composto orgânico de altíssimo valor nutritivo. Enquanto o esterco in natura é vendido a R$ 100–R$ 150 por tonelada, o produto compostado pode atingir R$ 400 por tonelada, elevando o lucro por boi para mais de R$ 100.

Sustentabilidade e benefícios para a qualidade do solo

A estratégia de compostagem proporciona múltiplos benefícios para a agricultura regenerativa e a fazenda como um todo. O fertilizante orgânico processado atua diretamente na melhoria da estrutura do solo, aumenta a retenção de água e repõe nutrientes vitais, como Nitrogênio (N), Fósforo (P) e Potássio (K), essenciais para a lavoura e o pasto.

Ao processar os dejetos, o produtor rural consegue, simultaneamente, reduzir os problemas sanitários e nutricionais no confinamento e transformar uma despesa com resíduos em um investimento lucrativo.

Isso demonstra que a pecuária intensiva, quando alinhada a uma gestão sustentável, não só é ecologicamente viável, mas também promove a economia circular dentro da propriedade, garantindo longevidade e rentabilidade ao negócio.



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Você viu? Produtores abandonam áreas arrendadas no RS: ‘Isso não é vida’



Os impactos da enchente que atingiu o Rio Grande do Sul entre abril e maio do ano passado ainda permanecem. Considerada a pior tragédia da história do estado, deixou mais de 180 mortos e, passados mais de 12 meses, os produtores rurais convivem com dívidas quase impossíveis de pagar. Essa reportagem, originalmente escrita por Beatriz Gunther, foi uma das mais lidas da semana. Acompanhe:

Para quem vive da produção agrícola no estado, as cheias foram apenas o desfecho de uma sucessão de eventos climáticos que já vinha comprometendo as lavouras. Na soja, por exemplo, apenas a safra 2020/21 escapou de perdas significativas. As outras seis registraram quebras, seja pelo excesso de chuvas, seja pela seca prolongada, de acordo com a Emater.

Esse cenário tem levado muitos agricultores a abandonar a atividade. O reflexo aparece também no mercado de arrendamento rural, já que produtores descapitalizados deixam áreas arrendadas e a procura por contratos desse tipo diminui, sobretudo nas regiões mais afetadas por enchentes e estiagens recentes.

Produtores pedem socorro

O produtor Lucas Scheffer, de Cacequi, confirma a redução da área cultivada com soja no Rio Grande do Sul. Segundo ele, o agrônomo que presta assistência à sua família acompanhava 12 mil hectares no ano passado, mas neste ciclo a área caiu para 5 mil hectares. A queda não ocorreu por perda de clientes, e sim porque produtores simplesmente deixaram de plantar.

No modelo de arrendamento, o agricultor firma contrato com o dono da terra, que cede o uso da área para a produção agrícola. Scheffer relata que ele e o irmão cultivam exclusivamente em terras arrendadas, mas tiveram de reduzir a produção. “Eu e meu irmão reduzimos 50% da nossa área de milho: de 1.400 hectares para 700. As áreas destinadas apenas à soja foram todas largadas”, relata.

Ele também destaca que o endividamento resulta de sucessivas quebras de safra. “Somando os juros de cada linha e os custos, a conta não fecha. Além disso, estamos falando de uma das safras mais caras dos últimos cinco ou seis anos no Brasil”, afirma.

A situação descrita por Fernando Camargo, produtor de Júlio de Castilhos, na região central, é ainda mais contundente. Ele considera desistir do plantio nos próximos anos por acreditar que a atividade se tornou inviável. O agricultor cultiva cerca de 400 hectares, dos quais apenas 70 ou 80 são próprios; o restante é arrendado.

“Vou plantar esta safra porque estou com as coisas meio alinhadas, e se eu conseguir amortizar no ano seguinte e vender um imóvel para pagar minhas contas, eu vou sair fora da agricultura. Isso não é vida”, desabafa.

O arrendamento rural funciona como um “aluguel de terra”, mas transfere ao produtor todos os riscos da atividade. Mesmo diante de quebras de safra, ele deve arcar com o valor combinado.

O advogado Albenir Querubini, professor do Instituto Brasileiro de Direito do Agronegócio (IBDA), lembra que, nesses casos, a legislação prevê a resilição unilateral. Pelo artigo 473 do Código Civil, o arrendatário pode encerrar o contrato sem sofrer penalidades ou ser impedido pelo proprietário.

Querubini reforça, porém, a importância da negociação. “Sempre é recomendável buscar acordo, seja para reduzir a área, ajustar o preço ou até encerrar o contrato. Mas os arrendatários também precisam conhecer a possibilidade da rescisão unilateral em situações como as do Rio Grande do Sul, desde que motivada e comprovada por fatores climáticos”, orienta.

Futuro incerto

Com a proximidade do plantio da safra de verão, os produtores gaúchos se veem diante de um impasse. O presidente da Aprosoja-RS, Ireneu Orth, confirma a tendência de queda nos arrendamentos e alerta que dificilmente o estado colherá uma boa safra. Segundo ele, há dois fatores distintos: o clima e as condições de produção.

“Se chover dentro da normalidade, esse é um aspecto. Mas mesmo assim dificilmente o estado terá uma grande safra, porque muitos produtores deixarão de plantar, especialmente em áreas arrendadas, e outros irão para o campo sem insumos ou com menos do que o necessário”, afirma.

Na avaliação de Querubini, os obstáculos se multiplicam. “O endividamento do produtor rural gaúcho, os custos de produção, a queda do preço da cotação dos grãos e a baixa oferta de crédito para custeio têm sido verdadeiros obstáculos para a agricultura. Por isso, é preciso ter políticas públicas para renegociação de dívidas agrícolas e, ao mesmo tempo, programas para enfrentamento de novas estiagens, com incentivo à armazenagem de água, irrigação e melhoramento de solos”, aponta.

Para Scheffer, o entrave está claro: o Plano Safra está bloqueado pela inadimplência e pela escassez de recursos. Situação semelhante vive a produtora Ana Debortoli. Ela e o marido, Marcelo, tentam há cinco anos manter a atividade rural. Para pagar dívidas, venderam as poucas máquinas que tinham, e até o carro da família foi tomado pelo banco.

As dificuldades financeiras se somam a problemas de saúde e à falta de crédito para seguir produzindo. “Já passamos um mês inteiro comendo apenas arroz e feijão. Ainda assim, não desanimo. Tenho que ter força para ajudar minha família”, conta.

No campo gaúcho, muitos produtores não sabem como plantar a próxima safra, mas seguem resistindo. “O que resta para nós é reduzir áreas, tentar diminuir custos de arrendamento e se manter na atividade por três ou quatro anos, na esperança de dias melhores para quitar dívidas e honrar compromissos”, resume Scheffer.



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Policiais descobrem laboratório de falsificação de bebidas no DF



Policiais militares no Distrito Federal (DF) realizaram uma batida em um laboratório clandestino usado para falsificação de bebidas, na região do Sobradinho dos Melos, na noite dessa sexta-feira (3).

A equipe apreendeu diversas caixas de garrafas vazias, caixas com rótulos de bebidas alcoólicas, tampas, maquinário e produtos químicos para a falsificação.

Segundo a PMDF, o local tinha capacidade para realizar várias etapas do processo de falsificação, como produção, envase, rotulagem e embalagem.

A ocorrência teve início durante a Operação 5º Mandamento, em que agentes da Vigilância Sanitária fiscalizavam os bares do Paranoá e Itapoã, duas regiões administrativas na região nordeste do DF.

Segundo a PMDF, em uma dessas distribuidoras fiscalizadas, a nota fiscal da mercadoria indicava o endereço da chácara onde o laboratório improvisado estava instalado.

Um caseiro que estava no laboratório foi conduzido para a 6ª Delegacia de Polícia (DP). Ele revelou que o proprietário do imóvel está no Ceará. A ocorrência foi registrada como crime contra as relações de consumo.

Até o momento, em 12 estados do país, são 116 casos suspeitos de intoxicação por metanol após ingestão de bebidas alcóolicas adulteradas, com 11 detecções laboratoriais confirmadas, totalizando 127 casos. Ao menos cinco pessoas morreram em decorrência de complicações.

As intoxicações, que têm tido crescimento atípico nas últimas semanas, vêm mobilizando autoridades de saúde e forças de segurança.

Emergência médica

A intoxicação por metanol é uma emergência médica de extrema gravidade. A substância, quando ingerida, é metabolizada no organismo em produtos tóxicos (como formaldeído e ácido fórmico), que podem levar à morte.

Os principais sintomas da intoxicação são: visão turva ou perda de visão (podendo chegar à cegueira) e mal-estar generalizado (náuseas, vômitos, dores abdominais, sudorese).

Em caso de identificação dos sintomas, buscar imediatamente os serviços de emergência médica e contatar pelo menos uma das instituições a seguir:

  • Disque-Intoxicação da Anvisa: 0800 722 6001;
  • CIATox da sua cidade para orientação especializada (veja lista aqui);
  • Centro de Controle de Intoxicações de São Paulo (CCI): (11) 5012-5311 ou 0800-771-3733 – de qualquer lugar do país;

É importante identificar e orientar possíveis contatos que tenham consumido a mesma bebida, recomendando que procurem imediatamente um serviço de saúde para avaliação e tratamento adequado. A demora no atendimento e na identificação da intoxicação aumenta a probabilidade do desfecho mais grave, com o óbito do paciente.



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Senar oferece 500 cursos gratuitos em outubro



O Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Santa Catarina (Senar/SC), órgão vinculado à Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc), lançou aproximadamente 500 novos cursos gratuitos para este mês de outubro.

A iniciativa, realizada em parceria com os Sindicatos Rurais, visa difundir conhecimentos, aperfeiçoar técnicas e fortalecer as atividades do campo.

O presidente do Sistema Faesc/Senar, José Zeferino Pedrozo, destaca a importância das capacitações para promover o desenvolvimento dos negócios do campo. “Priorizamos conteúdos atualizados que aliam teoria e prática em diversas áreas, com o objetivo de promover inovação, melhoria da gestão, aumento na geração de renda e crescimento sustentável das propriedades.”

Segundo o superintendente do Senar/SC, Gilmar Antônio Zanluchi, a programação é planejada de acordo com as necessidades específicas de cada região.

“Anualmente, o Sistema Faesc/Senar e os Sindicatos Rurais e parceiros locais identificam as demandas do setor. A partir disso, oferecemos capacitações que geram resultados efetivos para os produtores rurais.”

Áreas de capacitação

A Formação Profissional Rural contempla cursos dos mais diversos âmbitos: agricultura; agroindústria; aquicultura; atividades de agrossilvipastoris; prestação de serviços; pecuária e silvicultura.

Já a Promoção Social oferece treinamentos em educação, organização comunitária, saúde, alimentação e nutrição, além de artesanato.

Treinamentos oferecidos neste mês

A programação contempla cursos como:

  • Segurança e saúde no trabalho com defensivos agrícolas – NR 31;
  • Operação e manutenção de roçadeiras;
  • Processamento de carne de frango;
  • Inseminação artificial em bovinos;
  • Equideocultura – doma racional;
  • Produção caseira de massas para congelamento;
  • Tratores e implementos agrícolas – operação e manutenção;
  • Emissão de nota fiscal eletrônica do produtor rural;
  • Primeiros socorros – trabalhadores em serviços de promoção e apoio à saúde;
  • Drone – pilotagem e operação – modalidade presencial;
  • Legislação aplicada ao transporte agrícola.

A programação completa, com datas e municípios, pode ser consultada aqui.

*Sob supervisão de Victor Faverin



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Soja avança em Chicago com apoio do governo



Nos fechamentos do dia, o contrato de soja para novembro registrou valorização


Nos fechamentos do dia, o contrato de soja para novembro registrou valorização
Nos fechamentos do dia, o contrato de soja para novembro registrou valorização – Foto: Leonardo Gottems

A soja negociada na Bolsa de Chicago encerrou a quinta-feira (2) em alta, sustentada por sinais de apoio político nos Estados Unidos e pela maior utilização do óleo de soja na produção de biodiesel. Segundo informações da TF Agroeconômica, a ausência de dados oficiais de exportação, não divulgados devido à paralisação do governo norte-americano, levou o mercado a se apoiar nas promessas do governo de compensar os produtores e nas expectativas ligadas às negociações comerciais com a China.

Nos fechamentos do dia, o contrato de soja para novembro registrou valorização de 1,06%, equivalente a US$ 10,75 cents/bushel, encerrando a US$ 1.023,75. Já a posição de janeiro subiu 1,04%, para US$ 1.041,75/bushel. O farelo de soja para outubro avançou 2,49%, chegando a US$ 271,3/ton curta, enquanto o óleo de soja para outubro fechou em leve alta de 0,14%, a US$ 49,82/libra-peso. Os ganhos refletiram a recomposição de posições compradas após as cotações atingirem, no início da semana, a mínima de seis semanas.

Outro fator de suporte veio da sinalização do presidente Donald Trump, que reforçou em suas redes sociais que a soja terá papel central em sua reunião com o presidente chinês Xi Jinping, prevista para ocorrer ainda este mês. A possibilidade de avanços nas negociações entre as duas maiores economias do mundo trouxe otimismo adicional aos investidores.

Paralelamente, a Administração de Informação de Energia (EIA) informou que o uso de óleo de soja na produção de biodiesel nos Estados Unidos atingiu 1,108 bilhão de libras em julho, o maior volume desde novembro do ano passado. Esse avanço segue o padrão sazonal do setor e reforça a tendência de maior demanda, contribuindo para sustentar as cotações da oleaginosa no mercado internacional.

 





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Pix parcelado terá norma publicada no final de outubro



O Banco Central (BC) informou que a regulação do Pix Parcelado será publicada na última semana deste mês. De acordo com a instituição, será feita a definição do produto, de forma padronizada, para melhorar a experiência dos usuários.

As soluções privadas de oferta de crédito ou diferimento de pagamento vinculadas à realização de um Pix, já amplamente utilizadas, poderão continuar a ser ofertadas, desde que não afrontem a regulação.

O detalhamento dos procedimentos operacionais e a padronização da experiência do usuário, tanto na contratação da operação de crédito associada à transação de pagamento quanto no pagamento das parcelas da operação, serão publicados no início de dezembro.

Depois dessa publicação, haverá um prazo para que as instituições financeiras e de pagamento possam se adequar às regras estabelecidas pelo BC.

A informação foi divulgada na última quinta-feira (2), em reunião do Fórum Pix, comitê consultivo permanente formado por cerca de 300 participantes que representam o sistema financeiro e a sociedade civil organizada, com o objetivo de subsidiar o BC na definição das regras e procedimentos que disciplinam o funcionamento do Pix.

Além do cronograma do Pix Parcelado também foi divulgada nova funcionalidade que será implementada nos sistemas do BC. A partir deste sábado, a instituição passará a bloquear as chaves Pix marcadas pelas instituições participantes como utilizadas para golpes e fraudes.



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Cientistas brasileiros desenvolvem testes para detecção de metanol em bebidas



Não há cheiro ou gosto diferente. A adulteração por metanol nas bebidas alcoólicas só pode ser constatada por testes laboratoriais. Entre esses exames, pesquisas nascidas em universidades públicas brasileiras ampliam os caminhos para detecção da substância.

O Ministério da Saúde confirmou, nesta sexta (3), que há pelo menos 113 registros de contaminação por metanol. Onze casos foram confirmados e 102 estão em investigação.

Uma das iniciativas de detecção é do Laboratório Multiusuário de Ressonância Magnética Nuclear, da Universidade Federal do Paraná (UFPR), que abriu as portas ao público em geral para examinar bebidas alcoólicas de forma gratuita, realizando agendamento de interessados.

Análise em 5 minutos

Segundo o vice coordenador do laboratório, o professor de química Kahlil Salome, o equipamento de ressonância funciona como nos exames de saúde.

“Colocamos o líquido em um tubo. A análise é muito rápida. A gente consegue analisar uma amostra a cada cinco minutos”, afirmou.

Para fazer a detecção, bastam algumas gotas da bebida (0,5 mililitro). “Quando a gente coloca a amostra no equipamento, ele devolve um gráfico. Tem várias linhas e uma dessas linhas é referente ao metanol”.

O pesquisador recomenda que as pessoas que tiverem desconfiança da origem de bebidas podem procurar o laboratório. “A gente consegue analisar bem rapidinho”. O pesquisador explica que a detecção é possível mesmo com bebidas com corantes ou frutas.

O pesquisador em química diz que o exame aponta, por exemplo, a presença da quantidade inadequada ao consumo humano: 10 microlitros de metanol em 100 ml de bebidas como cachaça, vodka e tequila.

O professor defende que a pesquisa na universidade pública traz respostas à sociedade também em momentos de crise como esse.

“A gente tenta também trazer a população de volta para a universidade. Houve um período de muitos ataques à universidade pública”.

Ele explica que outras universidades federais têm laboratórios do mesmo gênero que poderiam ser acionados para exames sobre a presença de metanol.

Método patenteado

Outra instituição de ensino público com pesquisa sobre detecção de metanol é a Universidade Estadual Paulista (Unesp). Em 2022, pesquisadores do Instituto de Química, em Araraquara, desenvolveram um método capaz de identificar adulterações em bebidas alcoólicas destiladas.

Inclusive, o método foi patenteado pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial (Inpi). Os pesquisadores da Unesp adicionaram um tipo de sal no líquido. Se houver metanol, a amostra se transforma em formol.

Na sequência, um ácido gera mudanças na coloração da solução. Essas etapas de reação levam cerca de 15 minutos no caso do etanol e das bebidas alcoólicas.

Pesquisa virou empresa

Outra pesquisa nasceu na Universidade de Brasília (UnB) em 2013, em um projeto incubado na instituição quando o químico Arilson Onésio Ferreira fazia o curso de mestrado.

Foi colocado em prática um exame a partir de reagentes. A empresa (Macofren) deu certo e hoje disponibiliza kits para empresas privadas e instituições governamentais.

“O projeto surgiu na UnB com um foco específico em trabalhar em combate às fraudes por metanol em combustíveis”, contextualizou. Foi então que criou uma startup a partir das ideias do Laboratório de Materiais e Combustíveis, que tinha à frente o professor Paulo Soares e o aluno Guilherme Bandeira liderando as pesquisas.

“Isso que está acontecendo agora no Brasil já aconteceu na Europa e que foi registrado no documentário Metanol, o líquido da morte’”. O químico chama atenção para o fato que a partir de 30 ml do metanol pode levar uma pessoa à morte.

Segundo o pesquisador, a detecção do metanol na bebida tem uma dificuldade em função da diversidade de formulações, incluindo corantes e açúcares, que podem gerar um teste com falso positivo. “Nunca pode ocorrer um falso negativo”, garante.

O químico diz que o kit com os instrumentos e materiais para fazer um teste custa R$ 50. Depois de adquirir os materiais, o reagente fica em torno de R$ 25 por teste. Para fazer o exame, basta 1 ml da amostra da bebida. Desde o início da crise, os pedidos não param, com cerca de 200 empresas na fila de espera. Entre os clientes, produtores de eventos como casamentos e outros eventos.



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Chuvas favorecem plantio da soja 25/26 em várias regiões; saiba quais



O plantio da soja está dentro da média histórica e mais avançado que no ano passado. Segundo o relatório de progresso de safra da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a semeadura atingiu 3,5% da área até o dia 27 de setembro. No mesmo período de 2024, esse percentual estava em 2,1%. O meteorologista do Canal Rural, Arthur Müller, avalia que o avanço foi impulsionado por condições climáticas favoráveis.

“Em 2024, o país enfrentou um El Niño intenso, que elevou as temperaturas e provocou replantios em diversas regiões. Este ano, o cenário é de neutralidade climática, com chuvas regulares”, diz. Müller destaca o centro-norte de Mato Grosso, onde produtores já iniciaram os trabalhos em campo com boas condições de solo.

Por outro lado, em regiões como o centro-sul de MT, em Mato Grosso do Sul e em Goiás, a chuva ainda é irregular, o que limita o avanço do plantio. A partir da segunda da quinzena de outubro, a expectativa é que a precipitação aumente, permitindo progresso mais acelerado nas lavouras.

Panorama nos principais estados produtores

De acordo com os dados da Conab, Mato Grosso é o estado mais avançado até o momento. Em Mato Grosso do Sul e Goiás, a semeadura também está em andamento, mas ainda depende de chuvas mais volumosas. São Paulo começou o plantio na porção sul, enquanto o interior do estado sofre com altas temperaturas, acima de 38°C, e déficit hídrico.

No Paraná, o plantio avança nas regiões centro, sul e oeste, enquanto o norte do estado enfrenta calor intenso e solo seco. Em Santa Catarina, a chuva frequente atrasa o trabalho com máquinas, e no Rio Grande do Sul, o meteorologista destaca que as operações ainda não começaram.

Previsão para os próximos dias

Para a próxima semana, a expectativa é de chuvas entre 50 e 100 mm em até dez dias nas principais áreas produtoras, incluindo Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, São Paulo, centro-sul de Minas e norte do Paraná. “Essa precipitação, junto com temperaturas menores, favorece a germinação da soja e reduz riscos de perda de produtividade devido ao calor intenso no solo”, diz Müller.

No Matopiba e em parte do Nordeste, o plantio deve ganhar ritmo entre o final de outubro e início de novembro. A previsão para dezembro e janeiro do ano que vem indica boas condições para todo o país.

No Sudeste e Centro-Oeste, entretanto, são esperadas chuvas acima da média no fim da primavera e início do verão. Porém, o plantio da soja deve seguir sem problemas. “Com um possível La Niña no fim do ano, mesmo que mais fraco, esse cenário deve ter impacto limitado sobre as lavouras”, conclui.



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Mercado de soja com certa disponibilidade


O mercado de soja no Rio Grande do Sul manteve preços estáveis na maior parte das praças, segundo informações da TF Agroeconômica. “Preços reportados para pagamento em 15/10 (entrega set/out) ficaram em R$ 135,00 porto. No interior os preços seguiram firmes, a depender da praça.R$ 129,00 (-0,77%) Cruz Alta – Pgto 30/10. R$ 129,00 (-0,77%) Passo Fundo – Pgto 30/10. R$ 129,00 (-0,77%) Santa Rosa / Sa~o Luiz – Pgto 30/10. Preços de pedra em Panambi ficaram em R$ 119,00 hoje”, comenta.

Enquanto isso, a soja apresenta forte oscilação pontual no mercado de soja. “O movimento é interpretado como ajuste pontual de estoque ou liquidação por parte de cooperativa local. Em contrapartida, Palma Sola seguiu em alta de +0,84%, atingindo R$ 120,00 por saca. No porto, por outro lado, vemos os preços ainda parados. No porto de São Francisco, a saca de soja é cotada a R$ 134,39”, completa.

O mercado de soja no Paraná seguiu firme no dia de hoje, marcando variações amenas. “Em Paranaguá, o preço chegou R$ 136,19 (-0,44%). Em Cascavel, o preço foi 127,54 (-0,05%). Em Maringá, o preço foi de R$ 127,04 (+0,32%). Em Ponta Grossa o preço foi a R$ 129,31 (+0,19%) por saca FOB, Pato Branco o preço foi R$ 134,39. No balcão, os preços em Ponta Grossa ficaram em R$ 120,00”, indica.

Enquanto isso, o Mato Grosso do Sul registra pouca volatilidade nas cotações da soja. “A redução dos custos de frete rodoviário, impulsionada pelo fim do escoamento da safrinha, favorece a competitividade local e contribui para melhores margens na formação do preço líquido. Em Dourados, o spot da soja ficou em R$ 122,19 (-0,08%), Campo Grande em R$  122,19 (-0,08%), Maracaju em R$ 122,19 (-0,08%), Chapadão do Sul a R$ 120,15 (+0,21%), Sidrolândia a em R$ 122,19 (-0,08%)”, informa.

O mercado físico de soja em Mato Grosso apresentou liquidez reduzida. “Campo Verde: R$ 120,89 (+0,25%). Lucas do Rio Verde: R$ 115,69 (+0,39%), Nova Mutum: R$ 115,69 (+0,39%). Primavera do Leste: R$ 120,98 (+0,32%). Rondonópolis: R$ 120,98 (+0,32%). Sorriso: R$ 115,69 (+0,39%)”, conclui.

 





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