quarta-feira, abril 22, 2026

Autor: Redação

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‘Dia Nacional do Empreendedor’ valoriza quem transforma o país


O Dia Nacional do Empreendedor, é celebrado neste domingo, 5 de outubro, data em que entrou em vigor a lei n. 9.841/1999 que regulamenta o Estatuto da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte no país. Além disso, reconhece a força de quem transforma ideias em negócios e gera impacto econômico e social.

Sendo assim, simboliza o esforço coletivo de homens e mulheres que, todos os dias, assumem riscos para criar oportunidades, gerar empregos e levar desenvolvimento a diferentes regiões. Para Elizani da Silva, produtora rural de Sorriso (MT), empreender exige determinação e fé.

“Ser empreendedora e produtora rural é enfrentar desafios diários com fé e resiliência. O Dia Nacional do Empreendedor reforça a importância de valorizar quem gera oportunidades mesmo começando pequeno”, afirma.

Na foto, aparece uma mulher em meio à plantação. Na foto, aparece uma mulher em meio à plantação.
Elizani da Silva, produtora rural e empreendedora em Sorriso (MT).
Foto: Arquivo pessoal.

Essa celebração reforça a necessidade de apoiar quem faz a diferença no comércio, nos serviços, no campo e nas cidades. De acordo com o Sebrae, a data também é uma oportunidade de valorizar os que escolheram trilhar o caminho do próprio negócio.

“O produtor rural é fundamental para o desenvolvimento econômico e social do país. Temos de reconhecer a importância desse trabalho essencial, realizado por milhares de homens e mulheres que, com dedicação e resiliência, produzem e garantem alimentos de qualidade”, destaca Priscilla Lins, gerente de agronegócios e artesanato do Sebrae/MG.

O empreendedorismo rural vai além da agricultura tradicional. “É crescente o número de empreendedores que atuam em atividades ligadas ao turismo rural e de experiência, à agroindústria e à produção sustentável. Diante deste cenário, buscamos formas de valorizar o produto trabalhado”, explica Rogério Fernandes, gerente do Sebrae/MG na regional Jequitinhonha e Mucuri.

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Desafios e conquistas do empreendedor

A vida de quem empreende no campo é marcada por obstáculos, mas também por conquistas. Isaias Rondinelli Rosa Pasqualini, produtor de mel e morangos da região de São Roque (SP), compartilha sua experiência:

Na foto, está um homem mostrando a sua produção de méis. Na foto, está um homem mostrando a sua produção de méis.
Isaias Rondinelli Rosa Pasqualini, do Sítio e Apiário Pasqualini.
Foto: Arquivo pessoal.

“Empreender no campo é algo sensacional, porque trabalhamos com aquilo que gostamos, junto da família. Mas, apesar disso, enfrentamos muitas barreiras burocráticas e, principalmente, a falta de mão de obra. A saída tem sido investir em mecanização e automação, embora os custos estejam cada vez mais altos. Mesmo assim, sigo acreditando que empreender é transformar o campo e gerar futuro.”

No Distrito Federal, a empreendedora rural Leandra Alvarenga reforça a importância de dar visibilidade ao pequeno produtor. “O empreendedor rural vai muito além do plantar. É uma transformação que exige aprender constantemente e ter coragem de assumir riscos, mas que traz crescimento pessoal e fortalece o campo.”

Na foto aparecem três pessoas, sendo duas mulheres e um homem. Na foto aparecem três pessoas, sendo duas mulheres e um homem.
Leandra Alvarenga, da Cerrado Blue (DF), ao centro, posa ao lado de seus sócios.
Foto: Arquivo pessoal

Assim, o ‘Dia Nacional do Empreendedor’ não apenas homenageia, mas também inspira novas gerações, busca soluções e fortalece quem faz a diferença no país. A equipe do Porteira Aberta Empreender parabeniza todos os empreendedores que trabalham para transformar sonhos em realidade.

Porteira Aberta Empreender

Quer saber mais? Assista ao programa Porteira Aberta Empreender, uma parceria entre o Sebrae e o Canal Rural, que traz dicas, orientações e mostra histórias reais de micro e pequenos produtores de todo o país.

Às sextas-feiras, às 18h, no Canal Rural. | Foto: Arte Divulgação



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Sol e chuvas leves favorecem cultivo de tabaco



cultivo do tabaco avança em diferentes regiões do Rio Grande do Sul



Foto: Pixabay

De acordo com o Informativo Conjuntural, divulgado nesta quinta-feira (2) pela Emater/RS-Ascar, o cultivo do tabaco avança em diferentes regiões do Estado.

Na região administrativa de Frederico Westphalen, o predomínio de sol e chuvas fracas no final do período favoreceram o desenvolvimento das lavouras. O plantio já alcança 90% da área prevista. “As plantas se desenvolvem bem”, aponta o boletim, destacando que agricultores realizaram adubação nitrogenada, capinas, aplicação de inseticidas e adubos foliares. Não foram registrados ataques de pragas ou doenças.

Em Pelotas, a cultura está em fase de transplantio de mudas. Entre os dias 21 e 27 de setembro, o predomínio de sol e a baixa ocorrência de chuvas contribuíram para o preparo do solo e a formação dos canteiros. A umidade adequada favoreceu a continuidade dos transplantios para áreas definitivas. “A produção própria de mudas tem sido suficiente para atender à implantação planejada e contratada da safra”, informou o relatório.

Na região administrativa de Santa Rosa, as lavouras encontram-se em fase de desenvolvimento vegetativo, com foco em manejos de adubação e monitoramento de pragas.

Já em Soledade, no Baixo Vale do Rio Pardo, as atividades incluíram capina manual, adubação nitrogenada, pulverizações preventivas contra insetos e aplicação de fungicidas. Em áreas plantadas entre maio e junho, iniciou-se a colheita das folhas do baixeiro, embora o desempenho seja limitado devido ao cultivo de entressafra. Nas partes altas da região, o preparo do solo está praticamente finalizado e o transplantio de mudas foi intensificado. Nos plantios de junho e julho, agricultores realizaram desbrota química e concluíram a adubação nitrogenada, com lavouras apresentando bom desempenho.





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Cotações do trigo recuaram em Chicago


Segundo análise da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), referente à semana de 26 de setembro a 2 de outubro e publicada nesta quinta-feira (3), as cotações do trigo recuaram em Chicago. O bushel do cereal encerrou o dia 2 de outubro cotado a US$ 5,14, frente aos US$ 5,19 registrados na semana anterior. A média de setembro fechou em US$ 5,13 por bushel, representando alta de 0,98% em relação a agosto. No mesmo mês de 2024, a média havia sido de US$ 5,70.

O relatório trimestral de estoques, com posição em 1º de setembro, apontou elevação de 6% em comparação ao ano anterior. Já o plantio do trigo de inverno nos Estados Unidos atingia 34% da área em 28 de setembro, contra uma média histórica de 36%. A colheita do trigo de primavera, por sua vez, foi concluída.

Na Ucrânia, o Ministério da Economia informou que a área semeada com trigo de inverno será 9% maior que a previsão inicial, chegando a pelo menos 5,2 milhões de hectares. Para alcançar essa expansão, os produtores devem reduzir as áreas destinadas ao milho e ao girassol. Além disso, ainda haverá 200 mil hectares com trigo de primavera. Em 2025, a produção de trigo do país alcançou 22,5 milhões de toneladas, com exportações de 15,7 milhões no ano comercial entre junho de 2024 e julho de 2025.

Na Rússia, as exportações de trigo para 2025/26 foram estimadas em 43,4 milhões de toneladas, 300 mil a menos do que a projeção anterior. A consultoria SovEcon informou que, entre julho e setembro, as exportações atingiram 11 milhões de toneladas, o volume mais baixo para o início de ano comercial desde 2022/23, quando o mercado foi afetado pela guerra contra a Ucrânia.





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Projeto vai desenvolver bioinsumo pré-formulado para canola


A Embrapa Agroenergia (Brasília, DF) e a Pilzer Biotecnologia Agropecuária Ltda. firmaram um Acordo de Cooperação Técnica e Financeira para desenvolver um bioestimulante microbiano pré-formulado para canola. O objetivo é aumentar a produtividade da cultura, que apresenta grande potencial para a economia brasileira.

Com o título “Bioestimulante microbiano pré-formulado para aumentar a produção de canola ( Brassica napus L.)”, o projeto visa superar os principais desafios para a expansão da cultura no País, a adaptação a condições de déficit hídrico e a redução da dependência de fertilizantes químicos. Na Embrapa Agroenergia, o trabalho será liderado pelo pesquisador Agnaldo Chaves.

Atualmente concentrada na região Sul, a canola tem um potencial de crescimento expressivo, especialmente em outras áreas com aptidão agrícola, com destaque para a região Centro-Oeste. Inclusive, o potencial para aumento na produtividade e na área plantada no Brasil foram motivos da escolha da canola para essa pesquisa.

O estudo a ser realizado pela Embrapa se baseia na utilização de microrganismos promotores de crescimento vegetal, que, ao serem aplicados, colonizam a rizosfera das plantas. Essa interação melhora a eficiência na absorção de nutrientes, podendo aumentar a tolerância a estresses abióticos, como altas temperaturas e falta de água, fortalecendo a resiliência da cultura diante das mudanças climáticas.

A parceria estabelece ainda a divisão de ações, ficando a Embrapa Agroenergia como responsável pela fase inicial de pesquisa, conduzindo ensaios em laboratório e em casa de vegetação. Os pesquisadores vão avaliar o comportamento de microrganismos e seu impacto no desenvolvimento da canola sob condições de restrição hídrica, buscando identificar aqueles com maior potencial para uso agrícola.

A Pilzer assumirá a etapa seguinte, testando ingredientes e insumos que possam compor a pré-formulação do bioinsumo. O produto final, que conterá os microrganismos selecionados, será avaliado em condições de casa de vegetação. Como os testes realizados dessa forma, neste primeiro momento, não será possível ainda estimar o quanto seria economizado em fertilizantes químicos. Já na etapa seguinte, com testes em campo, esse pode ser um dos dados alcançados pelo projeto.

O desenvolvimento de um pré-formulado contendo bioestimulante microbiano para o cultivo da canola sob déficit hídrico, não apenas potencializará a produtividade, como também contribuirá para a tropicalização da cultura, abrindo caminho para sua expansão na região Centro-Sul do Brasil.

Por sua vez, a maior produção de grãos resultará em um aumento no fornecimento de óleo para a indústria de biocombustíveis, fortalecendo a segurança energética do País.

“A parceria entre a Embrapa Agroenergia e a iniciativa privada, neste caso, a Pilzer, é fundamental para fazer com que o produto obtido na pesquisa alcance o mercado agrícola”, destaca Agnaldo. Além do pesquisador como líder do projeto, integrarão a equipe os pesquisadores Léia Fávaro, João Ricardo de Almeida, Clenilson Rodrigues e Bruno Laviola.

Agnaldo reforça ainda, que parcerias como esta contribuem para demonstrar o potencial da Embrapa Agroenergia em contribuir para o desenvolvimento de bioinsumos para o mercado agrícola.

Para Rogério Mazzardo, da Pilzer, essa parceria marca um avanço estratégico para a empresa ao integrar tecnologias de ponta desenvolvidas pela Embrapa que elevam a produtividade com responsabilidade ambiental.

As soluções tecnológicas da Embrapa, como ressalta Rogério, têm papel fundamental na transformação do campo. Segundo ele, esse projeto não apenas fortalece a competitividade da empresa, como também responde às demandas crescentes por produtividade com responsabilidade ambiental, posicionando a Pilzer como referência em tecnologias que transformam o campo. “Reforçamos, assim, o compromisso da Pilzer em inovação, eficiência e sustentabilidade no agronegócio brasileiro”.

Financiamento

O acordo tem prazo de 25 meses e terá um investimento total de R$ 1,35 milhão, com um modelo de financiamento compartilhado via Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii). Esse valor será dividido pela Embrapii, pela Pilzer e pelo Sebrae, ficando cada instituição responsável pelo aporte de R$ 450 mil. A Embrapa Agroenergia contribui de forma não financeira, correspondente a infraestrutura e pessoal.





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Comissão aprova ressarcimento para produtor rural por perdas decorrentes da falta de luz



Para virar lei, a proposta precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado


Foto: Divulgação

A Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 1940/24, que prevê que os produtores rurais serão ressarcidos pela concessionária de energia elétrica quando houver perda de produtos perecíveis por falta de luz. O relator, deputado Coronel Chrisóstomo (PL-RO), recomendou a aprovação do texto. “A responsabilidade da concessionária do serviço público de distribuição de energia elétrica por danos por ela causados está bem definida no Brasil”, disse.

Comprovação

Pela proposta aprovada, o produtor deverá apresentar documentação técnica comprovando que a perda foi causada pela falta de energia elétrica.

O ressarcimento será calculado com base no valor de mercado dos itens na região.

Prazo

O pedido de ressarcimento deverá ser dirigido à concessionária, que terá 30 dias para analisar o caso, sob pena de multa. Se a empresa não cumprir o prazo, haverá um acréscimo de 10% no valor calculado para ressarcimento.

“Produtores rurais de todo o País têm amargado perdas significativas em razão das quedas recorrentes no fornecimento de energia elétrica ou das oscilações na tensão da rede”, afirmou o autor da proposta, deputado Marx Beltrão (PP-AL).

Próximos passos

O projeto tramita em caráter conclusivo e ainda será analisado pelas comissões de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Para virar lei, a proposta precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado.

 





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Domingos Velho Lopes é eleito o novo presidente da Farsul


A nova direção da Farsul foi escolhida durante a quinta-feira (02), em disputa com chapa única, na Sede da Entidade. Domingos Velho Lopes assume como o novo Presidente, com início do mandato em 1º de janeiro de 2026.Dos 134 sindicatos aptos a votar, 123 participaram da eleição presencial, a 44ª da história da Farsul, que completará 100 anos durante o novo mandato. Foram 120 votos na chapa, dois nulos e um em branco.Após a divulgação do resultado, em sua primeira fala como Presidente eleito, Domingos disse que o momento agora é o de recolocar o produtor rural no centro das decisões e de aumentar o diálogo entre o campo e a cidade. “O mundo nos vê como responsáveis pela segurança alimentar, como um País amigo capaz de produzir alimento e energia”, declarou.Domingos também destacou que sua gestão será técnica, que buscará inovação sem deixar de lado a conservação dos valores que sempre defendeu, como a livre iniciativa e a defesa do direito à propriedade.

“Essa Federação tem um compromisso com o produtor e com a sociedade gaúcha, e a partir de hoje, é meu mantra, e do resto da diretoria, o de colocar novamente os produtores do nosso Estado no seu lugar que é de merecimento”, finalizou.Já Gedeão Pereira Silveira, que deixa o cargo no final do ano, ao falar do encerramento do seu mandato, destacou que “uma gestão só é coroada quando faz sua sucessão. Neste caso, nós estamos fazendo um sucessor escolhido por unanimidade, com uma votação maciça dos Sindicatos Rurais”. Gedeão agora assume o posto de Diretor Vice-presidente da Farsul e de Primeiro Vice-Presidente da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), o posto mais alto alcançado por um gaúcho até o momento.A nova diretoria terá uma renovação de 30% nos quadros, com 31 membros eleitos. Completam a diretoria executiva Elmar Konrad como 1º vice-presidente, Francisco Schardong, diretor-Administrativo, e José Alcindo Ávila, diretor-financeiro, com Manoel Ignácio Vieira Valim como 2º Diretor-Financeiro, e Fábio Avancini Rodrigues, 2º Diretor-Administrativo.

Quem é Domingos Velho LopesDomingos Antonio Velho Lopes é engenheiro agrônomo formado na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs) e produtor rural desde 1992, exercendo suas atividades em Mostardas e Palmares do Sul junto à família.Começou sua atividade institucional, em 1997, como presidente do Sindicato Rural de Mostardas. Em 2003, entrou para a diretoria da Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul). Desde 2003 é membro da Comissão de Arroz da federação. Em 2005 recebe a distinção de produtor de arroz do ano através do Prêmio Senar-O Sul; em 2009 recebe o prêmio Homem do arroz do ano pela Federarroz.

Em 2016, Lopes foi homenageado com a Medalha Assis Brasil, durante a Expointer, por relevantes serviços prestados à agropecuária gaúcha. No ano seguinte, assumiu a Comissão de Meio Ambiente da Farsul e foi conduzido à presidência do Conselho Superior da entidade. A partir de 2018 desempenhou as funções de membro titular dos Conselhos Estaduais de meio ambiente; Conselho Estadual de recursos hídricos e Conselho de Saneamento do RS, além de ser membro titular da Comissão Nacional de meio ambiente da Confederação Nacional de Agricultura – CNA.Em 2022 exerceu o cargo de Secretário de Estado da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural. Atualmente exerce o cargo de diretor vice-presidente da Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul).





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Safra de uva avança com boas condições climáticas



Expectativa é positiva para safra de uva no Estado



Foto: Divulgação

De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (2) pela Emater/RS-Ascar, o cultivo de uva segue em bom ritmo no Rio Grande do Sul.

Na região administrativa de Caxias do Sul, a poda seca foi concluída e as videiras apresentam plena brotação e desenvolvimento vegetativo. Segundo o informativo, não há registro significativo de doenças fúngicas ou pragas, e os vinhedos demonstram boa emissão de brotos e cachos, o que indica expectativa positiva para a safra. O manejo de plantas de cobertura do solo tem sido realizado por meio de roçadas ou acamamento. As temperaturas amenas também têm favorecido o baixo índice de doenças.

Já na região de Frederico Westphalen, as variedades cultivadas se encontram em diferentes estágios. A Vênus está em fase de flores abertas e limpeza dos cachos; a Bordô apresenta inflorescência visível e flores agrupadas; a Niágara Rosada e Branca têm cerca de 25% de flores abertas; a Seyve Villard está entre a primeira folha separada e a inflorescência visível; e a Carmem se encontra de duas a três folhas separadas até o alongamento da inflorescência. As demais cultivares apresentam ponta verde com duas a três folhas separadas.

Entre as práticas adotadas, os viticultores realizam a desbrota, eliminando brotos em excesso ou mal posicionados, e a desponta, que consiste no corte de ramos muito vigorosos para favorecer a floração e a entrada de luz. Também foram aplicadas adubações foliares com boro e cálcio, nutrientes essenciais para o florescimento e o pegamento das bagas, além de nitrogênio para estimular a brotação, potássio e magnésio para o desenvolvimento inicial dos frutos e manutenção da fotossíntese.

O monitoramento de doenças típicas da primavera, como míldio, oídio e antracnose, segue em andamento, assim como o manejo da cobertura vegetal, o tutoramento e a amarração dos ramos para garantir a boa condução das plantas.





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Arroba do boi gordo caiu até 6,5% em setembro, mas deve reagir em outubro


O mercado brasileiro de boi gordo foi pautado por um cenário de pressão baixista às cotações ao longo do mês de setembro.

De acordo com o analista de Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, a incidência de animais de parceria ofereceu uma previsibilidade para a formação das escalas de abate por parte dos grandes frigoríficos, que estão fechadas entre 8 e 9 dias úteis no Brasil.

Segundo ele, em meio à maior demanda esperada para o último bimestre do ano, é possível que haja uma recuperação nos preços da arroba em todo o país, embora de maneira comedida.

O coordenador da equipe de inteligência de mercado da Scot Consultoria, Felipe Fabbri, concorda que há condições para patamares de preços de estáveis a mais altos ao longo do mês de outubro.

“Mesmo com as escalas de abate relativamente confortáveis, a oferta não deve sofrer um panorama de mudança muito robusto, mas penso que a demanda interna pode vir a ser mais firme. A oferta de gado de pastagem tende a pesar um pouco mais, já que há retomada de chuva e, consequentemente, rebrota de capim, o que influencia o mercado, assim como o câmbio ajudando a sustentar margens para a indústria nas exportações “, detalha.

Variação de preços do boi gordo

Os preços da arroba do boi gordo na modalidade a prazo nas principais praças de comercialização do Brasil estavam assim no dia 30 de setembro:

  • São Paulo (Capital): R$ 300, queda de 4,76% frente aos R$ 315 do final de agosto;
  • Goiás (Goiânia): R$ 290, baixa de 6,45% em comparação aos R$ 310 registrados no fim do mês retrasado;
  • Minas Gerais (Uberaba): R$ 290, recuo de 4,92% ante aos R$ 305 registrados no fechamento de agosto;
  • Mato Grosso do Sul (Dourados): R$ 320, alta de 1,59% em relação aos R$ 315 praticados no encerramento do mês retrasado;
  • Mato Grosso (Cuiabá): R$ 295, retração de 6,35% frente ao preço do final de agosto, de R$ 315;
  • Rondônia (Vilhena): R$ 273, declínio de 4,21% frente aos R$ 285 praticados no fechamento do mês retrasado.

Mercado atacadista

Iglesias comenta que o mercado atacadista registrou fraqueza ao longo de setembro, impactado por um lento escoamento e por uma forte concorrência em termos de demanda com a carne de frango.
Assim, o quarto do traseiro do boi até avançou um pouco de preço e foi cotado a R$ 23 o quilo, alta de 0,44% frente aos R$ 22,90 praticado no final de agosto. Já o quarto do dianteiro do boi foi vendido por R$ 17 o quilo, recuo de 6,85% frente ao valor registrado no fechamento do mês retrasado, de R$ 18,25 o quilo.

Exportações de carne bovina

carne bovina frigoríficoscarne bovina frigoríficos
Foto: Freepik

As exportações de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada do Brasil renderam US$ 1,654 bilhão em setembro (20 dias úteis), com média diária de US$ 82,713 milhões, conforme dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

A quantidade total exportada pelo país chegou a 294,706 mil toneladas, com média diária de 14,735 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 5.613,20.

Em relação a setembro de 2024, houve alta de 52,9% no valor médio diário da exportação. Além disso, ganho de 23,6% na quantidade média diária exportada e avanço de 24,4% no preço médio.

*Com informações de Safras News



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Polinização pode aumentar PIB do agro paulista em mais de R$ 4 bilhões, aponta estudo


Um estudo que integra o projeto Biota Síntese quantifica o impacto econômico da polinização na agricultura de São Paulo e mostra que a conservação da vegetação pode elevar o Produto Interno Bruto (PIB) do agro do estado em mais de R$ 4 bi.

Para o estudo, foram utilizadas utilizaram imagens de satélite e análise pixel a pixel para mapear áreas agrícolas e fragmentos de vegetação nativa, identificando oportunidades de ampliar a polinização.

Segundo especialista ambiental da Semil e vice-diretor do Biota Síntese, Rafael Chaves, foram avaliadas áreas agrícolas com demanda por polinização e áreas de vegetação nativa, que oferecem polinizadores, com o objetivo de entender o fluxo desses insetos na região.

O estudo permitiu verificar como a restauração ecológica ao redor das lavouras poderia aumentar esse fluxo, sem a necessidade de expandir a área plantada.

“Se a vegetação é restaurada, naturalmente, os polinizadores, como as abelhas, se deslocarão até a paisagem. Quanto mais diversidade de vegetação, maior será o fluxo e a diversidade desses insetos”, conta o especialista.

Crescimento do PIB paulista

De acordo com a pesquisa apoiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), a restauração de vegetação nativa em áreas agrícolas poderia acrescentar até R$ 4,2 bilhões por ano ao PIB paulista.

A presença de matas, cerrados e campos no entorno dos cultivos aumenta a abundância e a diversidade de polinizadores, especialmente abelhas, elevando não só a quantidade, mas também o tamanho e a qualidade de frutos e grãos.

Homogeneização das paisagens

O estudo também aponta desafios associados à homogeneização das paisagens agrícolas, sobretudo em regiões críticas; porém, esses limites podem ser mitigados com a restauração de ecossistemas e a adoção de práticas amigáveis aos polinizadores, ampliando a polinização e os serviços ecossistêmicos.

“Em lavouras de soja, laranja e café, os ganhos seriam de R$1,4 bilhão, R$1 bilhão e R$ 660 milhões anuais, respectivamente. Outros cultivos permanentes (como goiaba, abacate e manga) poderiam somar mais R$280 milhões, enquanto temporários (como tomate, amendoim e feijão) responderiam por um acréscimo de R$820 milhões”, afirma Chaves.

Para o doutor em Ecologia, Eduardo Moreira, outro desafio é definir quais são as áreas que combinam o maior retorno com o menor custo de oportunidade, o que fará com que os produtores rurais entendam o valor da conservação e da polinização.

“É preciso definir dentre as diversas possibilidades, quais são os melhores métodos em cada situação e em cada área. Mas primeiro é necessário que quem está no campo tenha consciência do problema, da falta de diversidade de vegetação e de polinizadores, para que possamos verificar o que pode ser feito e como ajudá-lo”, relata.

Mapa detalhado

A publicação vencedora do prêmio apresenta mapas detalhados do estado de São Paulo, acompanhados de indicadores sobre o potencial de provisão de ganhos com a conservação de vegetação nativa e a dependência da polinização por cultura.

Mapa de polinizaçãoMapa de polinização
Foto: Reprodução/ Biota Síntese

Além disso, oferece recomendações valiosas para gestores públicos e agricultores, com o objetivo de alinhar produção e conservação. A obra orienta a implementação de políticas e ações locais baseadas em evidências, promovendo uma gestão mais eficiente e sustentável do território.



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Manejo pré-plantio é chave para safra recorde de soja


O início da safra de soja 2025/26 projeta novo recorde nacional de produção, estimado pela Safras & Mercado em 180,92 milhões de toneladas, um avanço de 5,3% em relação ao ciclo anterior. A área plantada deve chegar a 48,21 milhões de hectares, com produtividade média de 3.771 kg/ha. Apesar dos números positivos, produtores enfrentam custos mais altos – R$ 4.223 por hectare contra R$ 3.918 da última temporada – e riscos climáticos associados ao possível retorno do fenômeno La Niña.

Nesse cenário, o manejo antecipado de plantas invasoras se torna decisivo para garantir uniformidade no estande de plantas e reduzir gastos com aplicações corretivas. A Agroallianz destaca o herbicida recém-lançado Predecessor®, indicado para uso em pré-plantio, como ferramenta essencial nesse processo. O produto combina três moléculas – Imazetapir, Diclosulam e Flumioxazin – e oferece amplo espectro de controle, atuando na pré e pós-emergência.

A safra de soja 2025/26 começa agora, no momento de preparo das áreas e organização das etapas. O produtor que prioriza o controle de plantas daninhas antes do plantio, com ferramentas eficazes, tem mais segurança e rentabilidade lá na frente”, destaca Renato Menezes, gerente técnico da Agroallianz.

Ensaios independentes em Ponta Grossa (PR) mostraram que áreas tratadas com o herbicida produziram até 25,9% a mais em comparação às não tratadas. Entre as espécies controladas estão buva, picão-preto, corda-de-viola, trapoeraba, capim-colchão e caruru-de-mancha, todas de forte impacto competitivo no início da safra.

Segundo a empresa, o produto terá foco inicial em regiões do Cerrado, como Mato Grosso, Goiás e Mato Grosso do Sul, mas pode ser utilizado em todas as áreas produtoras de soja no país. A proposta é apoiar o agricultor na construção de um manejo mais estratégico, sustentável e eficiente, fortalecendo a rentabilidade em meio a um ciclo de maiores desafios.

 





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