quarta-feira, abril 22, 2026

Autor: Redação

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Exportação de milho preocupa setor e pressiona preços



Lentidão tem pressionado os preços internos



Foto: Divulgação

A lentidão nas exportações de milho no Brasil tem pressionado os preços internos. Apesar de uma leve alta no preço internacional (média de US$ 4,13/bushel em setembro), o cereal brasileiro está barato para quem vende e caro para quem compra, conforme relatório da CEEMA.

Entre fevereiro e setembro, apenas 17 milhões de toneladas foram embarcadas, muito abaixo das 40 milhões previstas pela Conab e das 50 milhões necessárias para aliviar os estoques. No acumulado do ano, as exportações somam 24 milhões de toneladas, contra 37 milhões em 2024 e o recorde de 56 milhões em 2023.

O preço médio no Rio Grande do Sul ficou em R$ 61,91/saca, com variações entre R$ 47,00 e R$ 64,00 nas demais regiões. Os compradores estão estocados e retraídos, o que tira força do mercado e agrava o desequilíbrio.

O plantio do milho de verão avança no Centro-Sul e atinge 32% da área prevista. A estimativa é de produção de 25,6 milhões de toneladas nesta etapa, segundo AgRural e StoneX. No total, a demanda doméstica deve passar de 91 milhões de toneladas em 2025, impulsionada pela produção de etanol.

Nos primeiros 20 dias de setembro, o Brasil embarcou 6,6 milhões de toneladas, mas a Anec estima que o total mensal fique em 7,3 milhões. O preço médio da tonelada exportada subiu para US$ 199,70. Mesmo assim, não é suficiente para descomprimir o mercado.

A situação é considerada atípica e pode se agravar na virada do ano, com possibilidade de novos recuos nos preços. O setor acompanha com atenção o ritmo das exportações e a evolução da demanda interna.





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Gel à base de ‘chica’ é capaz de cicatrizar feridas duas vezes mais rápido que laser



Pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) desenvolveram um gel para o tratamento de lesões cutâneas capaz de acelerar processos de cicatrização.

Devido à sua eficácia, foi iniciado estudo clínico com o gel em casos de pacientes oncológicos. O produto mostrou-se eficaz no tratamento de mucosite oral e inflamações comuns em casos de cânceres de cabeça, pescoço e transplantes de medula óssea. 

Para desenvolver o gel, foram utilizados extratos padronizados da planta medicinal chamada de chica, crajiru ou carajuru (Arrabidaea chica), nativa do Brasil.

A partir desses extratos, foram criadas formulações farmacêuticas em sistemas de liberação micro e nanoparticulados, além de lipossomas, bem como os processos de obtenção, resultando em duas tecnologias protegidas que podem gerar novos produtos para o tratamento de lesões cutâneas.

Pesquisa já dura mais de duas décadas

A pesquisa que resultou no gel mucoadesivo cicatrizante teve início em 2003 e monitorou as propriedades químicas e farmacológicas da planta. Foi constatado que algumas de suas variedades produziam as substâncias com propriedades cicatrizantes em maior quantidade. 

Os resultados obtidos possibilitaram o início dos estudos clínicos no ambulatório de oncologia de cabeça e pescoço do Hospital de Clínicas (HC) da Unicamp. Posteriormente, a pesquisa foi ampliada para um estudo multicêntrico, incluindo o ambulatório de transplante de medula óssea do HC e a Fundação Hospitalar de Hematologia e Hemoterapia em Manaus, Amazonas (Hemoam).

Eficiência em tratamentos oncológicos

Segundo Foglio, o gel mucoadesivo desenvolvido na Unicamp tem se destacado no tratamento da mucosite oral, a inflamação da mucosa da boca. Essa é uma complicação frequente em pacientes com câncer, decorrente da quimioterapia ou radioterapia. A condição pode levar a infecções secundárias graves e até dificultar a alimentação, contribuindo para desfechos negativos na saúde do paciente.

“Muitas vezes o paciente vai a óbito não pelo câncer em si, mas sim pela mucosite oral. Isso acarreta outros problemas de saúde, até impedindo que o paciente se alimente”, conta.

De acordo com ela, o tratamento com o gel à base de chica leva, em média, de dois a cinco dias. Já o método convencional com laser pode durar até quinze dias, aumentando os riscos de complicações. A conclusão veio por meio de um estudo clínico randomizado, comparando o gel com o uso de laser.

“Essa redução no tempo de tratamento é muito importante, pois cada dia de um paciente oncológico faz toda a diferença. Quanto mais tempo com a ferida, mais o paciente está vulnerável”, ressalta Foglio

Com base nos dados do ambulatório de transplante de medula óssea do HC, o comitê de ética aprovou, em abril de 2025, um adendo que permite que todos os pacientes que desenvolverem mucosite oral, após a profilaxia com laser, recebam tratamento exclusivamente com o gel mucoadesivo de Arrabidaea chica.



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Trigo brasileiro enfrenta desvalorização com entrada da nova safra



O mercado do trigo segue pressionado no Brasil



Foto: Divulgação

O mercado do trigo segue pressionado no Brasil com a entrada da safra 2025 e a conjuntura internacional desfavorável. Segundo levantamento do CEEMA, os preços do cereal caíram para R$ 65,08/saca no Rio Grande do Sul e entre R$ 65,00 e R$ 67,00 no Paraná, os patamares mais baixos desde janeiro deste ano e abril de 2024, respectivamente.

A queda se explica por três fatores principais: colheita acelerada, desvalorização do dólar e aumento da oferta externa. A Ucrânia ampliou em 9% a área de trigo de inverno, enquanto a Rússia reduziu em 300 mil toneladas sua previsão de exportação, que ainda assim segue alta, em 43,4 milhões de toneladas.

Em Chicago, as cotações também recuaram. O bushel fechou a semana em US$ 5,14, contra US$ 5,19 na anterior. A média de setembro ficou em US$ 5,13, ligeira alta sobre agosto, mas 10% abaixo de setembro de 2024. Os estoques norte-americanos cresceram 6% no comparativo anual.

O trigo brasileiro enfrenta forte concorrência internacional e um mercado interno limitado. A baixa liquidez e a elevada participação de importados na indústria moageira dificultam a formação de preços mais justos ao produtor.

Entidades do setor têm solicitado medidas de apoio emergencial, como aquisição governamental ou subvenção ao preço mínimo. As projeções para 2025/26 indicam estabilidade na produção nacional, mas o excesso de oferta regional, somado à importação em alta, tende a manter os preços pressionados. A expectativa é que o equilíbrio só venha com uma retomada nas exportações ou com maior presença do governo no mercado.





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Frente fria e mais de 100 mm de chuva marcam previsão do tempo para a semana



A semana que se estende de 6 a 10 de outubro será marcada por contrastes no clima brasileiro. Enquanto o Sul do país enfrenta a chegada de uma frente fria com temporais e risco de granizo, regiões do Centro-Oeste, Nordeste e Norte seguem sob forte calor e ameaça de incêndios. No Sudeste, a mudança no tempo acontece a partir da metade da semana, com o retorno das chuvas.

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.

Confira como ficam as condições do tempo em todo o país, com informações da Climatempo e análise do meteorologista do Canal Rural, Arthur Müller.

Região Sul

A frente fria avança pelo Rio Grande do Sul, trazendo chuva intensa em grande parte do estado, estendendo-se também para Santa Catarina e Paraná.

Os acumulados podem ultrapassar 100 milímetros em 24 horas no sul gaúcho, gerando risco de alagamentos e atrasos no plantio do arroz. Nas demais áreas do Rio Grande do Sul, o volume deve variar entre 40 e 50 milímetros, suficiente para manter a umidade, mas também atrasar trabalhos em campo.

O risco de tempo severo é alto nos três estados, com rajadas de vento que podem ultrapassar 100 km/h e granizo, ameaçando lavouras em desenvolvimento e o abastecimento de energia elétrica.

Em Santa Catarina e no Paraná, a chuva volumosa pode prejudicar a colheita do trigo e a semeadura do milho da primeira safra e da soja.

Após a passagem do sistema, as temperaturas caem, especialmente nas baixadas, onde os termômetros podem marcar menos de 10 °C. Há risco de geada em pontos isolados da Serra Gaúcha, Serra Catarinense e na região de General Carneiro, no Paraná.

Região Sudeste

As temperaturas permanecem elevadas em São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo. Até a quarta-feira (8), as máximas podem chegar a 38 °C em áreas do interior de São Paulo e Minas, elevando o risco de incêndios. No Espírito Santo e no leste mineiro, há possibilidade de pancadas de chuva fracas e isoladas.

A partir da quarta-feira, porém, a frente fria começa a influenciar o tempo, levando chuvas acompanhadas de temporais no centro-leste de São Paulo, sul de Minas e Rio de Janeiro, com acumulados de 30 a 40 milímetros.

No Espírito Santo e leste de Minas, por sua vez, a previsão é de até 10 milímetros, o suficiente para melhorar a umidade do ar. O retorno da chuva deve persistir até o final da semana, encerrando o período quente e seco.

Região Centro-Oeste

O calor predomina em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás, com máximas em torno de 40 °C. Pancadas de chuva atingem o sul de Mato Grosso do Sul e o leste de Mato Grosso, com possibilidade de temporais localizados.

O acumulado semanal deve ficar entre 20 e 30 milímetros em boa parte da região, mas no norte e noroeste de Mato Grosso o volume pode alcançar 50 milímetros, favorecendo o avanço do plantio da soja.

Em Goiás, o tempo seco e o calor intenso elevam o risco de focos de incêndio. Produtores devem ter cautela, já que as chuvas mais regulares só devem se consolidar na segunda quinzena do mês.

Região Nordeste

No Nordeste, a chuva se concentra ao longo do litoral leste, do sul da Bahia ao Rio Grande do Norte, além da faixa litorânea do Maranhão. O interior da região segue com tempo seco, baixa umidade do ar (com valores abaixo de 30%) e temperaturas que podem chegar a 39 °C.

Além disso, o acumulado de precipitação deve variar entre 15 e 25 milímetros na faixa costeira, sem grandes prejuízos às atividades agrícolas.

Apesar do cenário crítico no interior, a segunda quinzena do mês traz mais otimismo, com previsão de 40 a 50 milímetros nas últimas semanas de outubro, favorecendo o início do plantio da soja, feijão e milho.

Região Norte

O clima segue instável em Amazonas, Roraima, Acre, Pará e Amapá. Rondônia, Acre, Amazonas e parte do Pará devem registrar acumulados de 40 a 50 milímetros, recuperando a umidade do solo.

Em Roraima, entretanto, a chuva pode ultrapassar 100 milímetros devido à influência da Zona de Convergência Intertropical, o que pode prejudicar atividades em campo.

Já no Tocantins, o calor predomina com temperaturas próximas de 40 °C e risco elevado de incêndios. No noroeste do estado, deve chover entre 10 e 15 milímetros, mas a reversão do déficit hídrico só é esperada para o fim de outubro.



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Setor produtivo alerta governo sobre riscos da importação de banana do Equador


A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) participou, na última terça-feira (30), de reunião com os ministros da Agricultura, Carlos Fávaro, e do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira, para tratar dos riscos da importação de banana do Equador. O encontro foi articulado por associações do setor, como Conaban, Abanorte, Abavar e Febanana.

Os produtores demonstraram preocupação com a possibilidade de entrada da praga quarentenária Fusarium oxysporum f. sp. cubense raça tropical 4 (TR4), ausente no Brasil. Segundo informações apresentadas, a doença ameaça variedades do grupo Cavendish, como banana nanica e banana prata, principais cultivos e consumos nacionais.

Representantes da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) em reunião com os ministros da Agricultura, Carlos Fávaro, e do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira, Foto: Divulgação/CNA.

As entidades ressaltaram a importância da participação do setor produtivo e de instituições de pesquisa nas Análises de Risco de Pragas (ARP), apontando riscos diretos, como o fruto ser fonte de inóculo, e indiretos, por contaminação via embalagens, pallets e caixarias.

Banana do Equador: tema exige prevenção, diz CNA

Em comunicado à imprensa, a assessora técnica da CNA, Letícia Barony, disse que o tema exige medidas rigorosas de prevenção. “A gravidade da situação se intensifica diante da inexistência de materiais genéticos resistentes à TR4 e da falta de tratamentos eficazes. Trata-se de uma doença de solo que, uma vez presente, torna a área imprópria para o cultivo da fruta pela ausência de tratamento”, afirmou.

Ela destacou que a CNA já enviou ofício ao Ministério da Agricultura sobre o assunto e lembrou que a cadeia produtiva nacional tem mais de 200 mil produtores, sendo mais de 80% da agricultura familiar. “Gerando um enorme desafio para o Ministério da Agricultura e grande insegurança para os produtores”, disse.

Os ministros reafirmaram que as análises de risco serão conduzidas com apoio da Embrapa e participação do setor produtivo. Segundo eles, caso seja identificado risco de ingresso de pragas quarentenárias, o mercado não será aberto.

Também participaram da reunião o senador Jaime Bagatoli, os deputados Jorge Goetten e Nilto Tatto, além de prefeitos e vereadores.



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Brasil tem 14 casos confirmados de ingestão de metanol


O Ministério da Saúde informou neste sábado (4) que o Brasil tem 195 notificações de intoxicação por metanol após a ingestão de bebida alcoólica, sendo 14 casos confirmados e 181 em investigação.

As notificações foram enviadas pelos estados até as 16h para o Centro de Informações Estratégicas e Resposta em Vigilância em Saúde Nacional (Cievs).

São Paulo lidera com 162 registros, sendo 14 confirmados e 148 em investigação.

Também há casos suspeitos nos seguintes estados: 

  • 11 em Pernambuco; 
  • 5 em Mato Grosso do Sul; 
  • 3 no Paraná; 
  • 2 na Bahia; 
  • 2 em Goiás; 
  • 2 no Rio Grande do Sul; 
  • 1 no Distrito Federal; 
  • 1 no Espírito Santo; 
  • 1 em Minas Gerais; 
  • 1 em Mato Grosso; 
  • 1 em Rondônia; 
  • 1 no Piauí;
  • 1 no Rio de Janeiro;
  • 1 na Paraíba.

Do total de casos notificados, 13 resultaram em morte, das quais uma está confirmada no estado de São Paulo, segundo o boletim do Ministério da Saúde. Na tarde de sábado, o governo de São Paulo confirmou uma segunda morte decorrente de intoxicação por metanol.

Os óbitos investigados estão divididos pelos seguintes estados: 

  • 7 em São Paulo; 
  • 3 em Pernambuco; 
  • 1 na Bahia; 
  • 1 no Mato Grosso do Sul.

Diante do aumento e da gravidade dos casos, na última quarta-feira (1º), o Ministério da Saúde determinou que os estados e municípios notifiquem imediatamente todas as suspeitas de intoxicação por metanol. A medida pretende fortalecer a vigilância epidemiológica e garantir uma resposta rápida e eficaz aos casos suspeitos.

No mesmo dia, foi instalada uma sala de situação para monitorar os casos. De caráter extraordinário, essa estrutura permanecerá ativa enquanto houver risco sanitário e necessidade de monitoramento e resposta nacional.

Emergência médica

A intoxicação por metanol é uma emergência médica de extrema gravidade. A substância, quando ingerida, é metabolizada no organismo em produtos tóxicos (como formaldeído e ácido fórmico), que podem levar à morte.

Os principais sintomas da intoxicação são: visão turva ou perda de visão (podendo chegar à cegueira) e mal-estar generalizado (náuseas, vômitos, dores abdominais, sudorese).

Em caso de identificação dos sintomas, buscar imediatamente os serviços de emergência médica e contatar pelo menos uma das instituições a seguir:

  • Disque-Intoxicação da Anvisa: 0800 722 6001;
  • CIATox da sua cidade para orientação especializada (veja lista aqui);
  • Centro de Controle de Intoxicações de São Paulo (CCI): (11) 5012-5311 ou 0800-771-3733 – de qualquer lugar do país;

É importante identificar e orientar possíveis contatos que tenham consumido a mesma bebida, recomendando que procurem imediatamente um serviço de saúde para avaliação e tratamento adequado. A demora no atendimento e na identificação da intoxicação aumenta a probabilidade do desfecho mais grave, com o óbito do paciente.



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AgroNewsPolítica & Agro

Milho recua em Chicago



Estoques de milho caem 13%



Foto: Pixabay

Segundo análise da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), referente ao período de 26 de setembro a 2 de outubro, publicada nesta quinta-feira (3), as cotações do milho registraram leve retração em Chicago. O bushel fechou o dia 2 de outubro a US$ 4,21, contra US$ 4,25 na semana anterior. A média de setembro foi de US$ 4,13 por bushel, resultado 7,8% superior à de agosto. No mesmo mês de 2024, a média havia sido de US$ 4,00 por bushel.

O relatório de estoques trimestrais, com posição em 1º de setembro, apontou redução de 13% em relação ao mesmo período do ano anterior. Apesar da queda, o dado não resultou, até o momento, em alta das cotações em Chicago.

Na colheita, o levantamento indica que 18% da área total de milho dos Estados Unidos havia sido colhida até 28 de setembro, percentual ligeiramente abaixo da média histórica de 19% para a data. Entre as lavouras ainda não colhidas, 66% estavam classificadas em boas ou excelentes condições, com 71% delas em fase de maturação.





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Folhas de café podem ajudar a criar soluções sustentáveis em saúde, meio ambiente e tecnologia



Um grupo internacional de cientistas liderado pela Universidade de São Paulo (USP) descobriu uma nova forma de dar valor às folhas de café, um resíduo abundante da agricultura. Em vez de serem descartadas, elas foram utilizadas para produzir nanopartículas de óxido de zinco, estruturas microscópicas com propriedades que podem transformar áreas como saúde, meio ambiente e tecnologia.

Nanopartículas apresentam características diferentes daquelas que os mesmos materiais exibem em escala maior. O óxido de zinco, quando reduzido ao tamanho nanométrico, ganha habilidades especiais: combate bactérias, acelera reações químicas e até pode ser usado em dispositivos eletrônicos mais sustentáveis.

Tradicionalmente, a produção de nanopartículas envolve o uso de produtos químicos tóxicos e processos caros. O diferencial do estudo foi usar as próprias moléculas presentes nas folhas de café para fabricar as partículas. A técnica é chamada de “síntese verde”, por ser mais econômica, limpa e alinhada aos objetivos globais de sustentabilidade.

As folhas de café foram escolhidas porque, além de abundantes, contêm compostos antioxidantes e bioativos, que facilitam a formação das nanopartículas. O Brasil, maior produtor mundial de café, pode se beneficiar diretamente dessa descoberta, aproveitando resíduos que hoje não têm valor comercial.

Nos testes de laboratório, as nanopartículas de café mostraram eficiência contra bactérias como Staphylococcus aureus e Escherichia coli, que estão entre os principais agentes de infecções hospitalares. Isso abre a possibilidade de desenvolver novos antimicrobianos em um momento em que o mundo enfrenta o avanço da resistência bacteriana, um dos maiores desafios da saúde pública.

Outro ponto promissor foi a capacidade das nanopartículas de quebrar moléculas de poluentes quando expostas à luz ultravioleta. Em um experimento, elas degradaram corantes usados pela indústria têxtil, que costumam contaminar rios e mananciais. Isso mostra que a tecnologia pode ser usada em estações de tratamento de água ou em processos de descontaminação ambiental.

Além da saúde e do meio ambiente, os pesquisadores avançaram também na área da tecnologia. Ao combinar as nanopartículas com quitosana (um polímero obtido de cascas de crustáceos), eles criaram um dispositivo eletrônico chamado bioReRAM – uma memória de computador que armazena dados usando materiais biodegradáveis. Essa inovação abre caminho para a chamada “computação verde”, em que a fabricação de componentes eletrônicos gera menos impacto ambiental.

De acordo com Igor Polikarpov, professor do Instituto de Física de São Carlos (IFSC-USP) e autor correspondente do artigo, o estudo mostra que é possível unir sustentabilidade e inovação tecnológica: “Estamos diante de uma inovação que aproveita um resíduo agrícola e o transforma em soluções para áreas vitais como saúde, meio ambiente e tecnologia”, disse
Se aplicada em escala industrial, a descoberta pode gerar novas fontes de renda para agricultores, reduzir o desperdício e colocar o Brasil em posição de destaque na produção de materiais avançados a partir de recursos naturais.



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Mercado do boi fecha semana dividido entre exportação e consumo



Cotação da novilha gorda apresentou reação em São Paulo



Foto: Canva

De acordo com análise publicada nesta sexta-feira (3) no informativo Tem Boi na Linha, da Scot Consultoria, a cotação da novilha gorda apresentou reação em São Paulo.

O levantamento apontou dois cenários distintos no mercado. “As indústrias frigoríficas voltadas ao mercado externo trabalharam com escalas mais alongadas. Algumas delas optaram por ficar fora das compras nesta manhã, enquanto as que atuaram mantiveram os preços nos mesmos patamares de ontem, mesmo com a menor oferta de bovinos hoje e ao longo da semana”, destacou o boletim.

Já no mercado interno, a retração dos pecuaristas em negociar nos preços atuais resultou em escalas mais curtas. Apesar da divisão, a análise observa que “o escoamento de carne bovina permanece travado, o que limita grandes alterações nas cotações”.

Com isso, apenas a cotação da arroba da novilha registrou variação, subindo R$ 2,00 nesta manhã. Para as demais categorias, os preços permaneceram estáveis em relação ao dia anterior.

No Rio Grande do Sul, a retirada de bovinos das pastagens para abertura das áreas de semeadura das culturas de verão aumentou a oferta, impactando os preços. Na região de Pelotas, o valor do boi caiu R$ 0,05/kg, enquanto na região Oeste houve queda de R$ 0,05/kg na cotação da novilha. As demais categorias não sofreram alterações.

Em Rondônia, o retorno das chuvas favoreceu a retenção de boiadas na expectativa de preços mais altos. No entanto, após a alta registrada na quinta-feira (2) para todas as categorias, o mercado encerrou a semana com estabilidade nas cotações.





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‘Dia Nacional do Empreendedor’ valoriza quem transforma o país


O Dia Nacional do Empreendedor, é celebrado neste domingo, 5 de outubro, data em que entrou em vigor a lei n. 9.841/1999 que regulamenta o Estatuto da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte no país. Além disso, reconhece a força de quem transforma ideias em negócios e gera impacto econômico e social.

Sendo assim, simboliza o esforço coletivo de homens e mulheres que, todos os dias, assumem riscos para criar oportunidades, gerar empregos e levar desenvolvimento a diferentes regiões. Para Elizani da Silva, produtora rural de Sorriso (MT), empreender exige determinação e fé.

“Ser empreendedora e produtora rural é enfrentar desafios diários com fé e resiliência. O Dia Nacional do Empreendedor reforça a importância de valorizar quem gera oportunidades mesmo começando pequeno”, afirma.

Na foto, aparece uma mulher em meio à plantação. Na foto, aparece uma mulher em meio à plantação.
Elizani da Silva, produtora rural e empreendedora em Sorriso (MT).
Foto: Arquivo pessoal.

Essa celebração reforça a necessidade de apoiar quem faz a diferença no comércio, nos serviços, no campo e nas cidades. De acordo com o Sebrae, a data também é uma oportunidade de valorizar os que escolheram trilhar o caminho do próprio negócio.

“O produtor rural é fundamental para o desenvolvimento econômico e social do país. Temos de reconhecer a importância desse trabalho essencial, realizado por milhares de homens e mulheres que, com dedicação e resiliência, produzem e garantem alimentos de qualidade”, destaca Priscilla Lins, gerente de agronegócios e artesanato do Sebrae/MG.

O empreendedorismo rural vai além da agricultura tradicional. “É crescente o número de empreendedores que atuam em atividades ligadas ao turismo rural e de experiência, à agroindústria e à produção sustentável. Diante deste cenário, buscamos formas de valorizar o produto trabalhado”, explica Rogério Fernandes, gerente do Sebrae/MG na regional Jequitinhonha e Mucuri.

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Desafios e conquistas do empreendedor

A vida de quem empreende no campo é marcada por obstáculos, mas também por conquistas. Isaias Rondinelli Rosa Pasqualini, produtor de mel e morangos da região de São Roque (SP), compartilha sua experiência:

Na foto, está um homem mostrando a sua produção de méis. Na foto, está um homem mostrando a sua produção de méis.
Isaias Rondinelli Rosa Pasqualini, do Sítio e Apiário Pasqualini.
Foto: Arquivo pessoal.

“Empreender no campo é algo sensacional, porque trabalhamos com aquilo que gostamos, junto da família. Mas, apesar disso, enfrentamos muitas barreiras burocráticas e, principalmente, a falta de mão de obra. A saída tem sido investir em mecanização e automação, embora os custos estejam cada vez mais altos. Mesmo assim, sigo acreditando que empreender é transformar o campo e gerar futuro.”

No Distrito Federal, a empreendedora rural Leandra Alvarenga reforça a importância de dar visibilidade ao pequeno produtor. “O empreendedor rural vai muito além do plantar. É uma transformação que exige aprender constantemente e ter coragem de assumir riscos, mas que traz crescimento pessoal e fortalece o campo.”

Na foto aparecem três pessoas, sendo duas mulheres e um homem. Na foto aparecem três pessoas, sendo duas mulheres e um homem.
Leandra Alvarenga, da Cerrado Blue (DF), ao centro, posa ao lado de seus sócios.
Foto: Arquivo pessoal

Assim, o ‘Dia Nacional do Empreendedor’ não apenas homenageia, mas também inspira novas gerações, busca soluções e fortalece quem faz a diferença no país. A equipe do Porteira Aberta Empreender parabeniza todos os empreendedores que trabalham para transformar sonhos em realidade.

Porteira Aberta Empreender

Quer saber mais? Assista ao programa Porteira Aberta Empreender, uma parceria entre o Sebrae e o Canal Rural, que traz dicas, orientações e mostra histórias reais de micro e pequenos produtores de todo o país.

Às sextas-feiras, às 18h, no Canal Rural. | Foto: Arte Divulgação



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