O Sebrae/SP selecionou oito Microempreendedores Individuais (MEIs) da região de Piracicaba para expor seus produtos na Feira do Empreendedor 2025 (FE25).
O evento, que será realizado entre 15 e 18 de outubro, no São Paulo Expo, é considerado um dos maiores encontros de empreendedorismo do país.
No entanto, os empreendedores selecionados se inscreveram no edital no início de setembro, seguindo requisitos pré-estabelecidos. Os selecionados vão ter acesso gratuito ao espaço Sebrae Comunidades: Shopping Compre do Pequeno, que valoriza a identidade regional e cria oportunidades de negócios.
Dessa forma, além de ampliar a visibilidade, a ação busca fortalecer marcas locais e aproximar os MEIs de novos consumidores e parceiros.
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Cada empreendedor vai contar com um nicho para exposição dos produtos. São negócios que atuam com artesanato, produtos ligados à cultura africana, beleza e bem-estar, plantas e outras categorias que estejam alinhadas com os objetivos da FE25.
“Participar do ‘Compre do Pequeno’ é uma oportunidade muito boa, uma chance única de ampliar mercados, vender mais e fortalecer a marca. É também importante para levar produtos das nossas cidades para pessoas de outras regiões”, afirma Cinthia Campos, analista de negócios do Sebrae/SP.
Porteira Aberta Empreender
Quer saber mais sobre a FE25? Assista ao programa Porteira Aberta Empreender, uma parceria entre o Sebrae e o Canal Rural, que traz dicas, orientações e mostra histórias reais de micro e pequenos produtores de todo o país.
Às sextas-feiras, às 18h, no Canal Rural. | Foto: Arte Divulgação
O tom foi amistoso e pragmático. Ao final, os dois trocaram telefones pessoais, um gesto raro, que sinaliza a intenção de manter contato direto e abrir uma nova fase de diálogo entre as maiores economias do continente.
Lula aproveitou a conversa para pedir a retirada das tarifas adicionais e das sanções aplicadas por Washington a autoridades brasileiras, classificando-as como um obstáculo político que não contribui para o fortalecimento da parceria bilateral. Trump ouviu o pedido com atenção e respondeu que “os dois países têm muito a ganhar se voltarem a cooperar”.
O telefonema representa um recomeço
Mesmo com estilos distintos, Lula e Trump parecem entender que Brasil e Estados Unidos se complementam, não se competem:
O Brasil é potência em alimentos, energia e minerais, elementos que sustentam a economia americana.
Os Estados Unidos são líderes em tecnologia, inovação e capital, pilares que impulsionam o desenvolvimento brasileiro.
Essa combinação faz das duas nações parceiros naturais, cuja cooperação pode gerar ganhos concretos para o comércio, o agronegócio e o investimento produtivo.
A iniciativa de Trump foi interpretada como um sinal de reaproximação
Para os americanos, o Brasil é um mercado de consumo e estratégico para suas empresas; para o Brasil, a relação com os EUA é porta de acesso à tecnologia e crédito mais competitivo.
O pedido de Lula sobre as sanções têm um peso simbólico: ele coloca a diplomacia acima das divergências ideológicas e busca reconstruir a confiança. Ao trocar contatos pessoais, ambos os líderes demonstram que querem falar diretamente, sem intermediários e sem ruído político.
Para o agronegócio, a notícia é positiva: a retomada do diálogo pode reduzir incertezas, atrair investimentos e abrir novos canais de exportação, especialmente em biocombustíveis, proteínas, café e grãos processados.
A conversa também resultou em um acordo preliminar:
Lula deverá visitar Washington nos próximos meses, e Trump planeja vir ao Brasil, uma vez que foi convidado por Lula, inclusive para sua vinda para a COP30.
As duas visitas devem servir para assinar acordos de cooperação em energia limpa, bioeconomia e infraestrutura logística, setores de interesse mútuo.
O telefonema e a troca de números pessoais mostram que as pontes entre Brasil e Estados Unidos podem ser reconstruídas quando o interesse nacional fala mais alto que a ideologia. Ao pedir o fim das sanções e propor uma agenda de cooperação, Lula sinaliza pragmatismo, e Trump, reciprocidade.
Se ambos mantiverem o tom e concretizarem as visitas, a reaproximação poderá marcar o início de um novo ciclo de prosperidade continental, com reflexos diretos no campo, na indústria e na economia real.
Em tempos de fragmentação global, ver dois líderes opostos se entenderem pelo telefone é mais do que diplomacia, é um raro ato de lucidez política.
*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural
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A terça-feira (7) será marcada por mudanças no tempo em várias regiões do país, com chuva forte no Sul, aumento da nebulosidade no Sudeste e queda de temperatura em áreas do Centro-Oeste.
No Sul do Brasil, a circulação de umidade e perturbações na atmosfera mantêm o tempo instável entre Paraná e Santa Catarina. Logo nas primeiras horas do dia, núcleos de chuva ganham força e se espalham, provocando pancadas fortes acompanhadas de raios e ventos. Em Curitiba, o céu deve ficar encoberto durante todo o dia, com risco de alagamentos e enxurradas.
Em Santa Catarina, a chuva perde força ao longo da manhã. Já no Rio Grande do Sul, as precipitações se concentram entre a madrugada e a manhã, especialmente no norte e na serra, mas o tempo abre à tarde com o avanço de uma massa de ar polar, que derruba as temperaturas e pode provocar geada nas áreas mais altas.
Enquanto no Sudeste, a frente fria alcança o litoral paulista e muda o tempo em São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. O dia será marcado por chuva isolada e moderada em partes do interior paulista, com maior intensidade no litoral, onde os volumes podem ser mais altos. No centro-norte de São Paulo, o sol ainda predomina e o calor segue intenso, com chance de pancadas rápidas no fim do dia.
No Rio de Janeiro e em áreas do sul e da Zona da Mata de Minas Gerais, há previsão de pancadas a partir da tarde. No Espírito Santo, a umidade do oceano pode provocar chuva leve em cidades do litoral.
Já Centro-Oeste, a aproximação da frente fria traz instabilidades para Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, com pancadas localmente fortes, raios e rajadas de vento — especialmente no nordeste sul-mato-grossense e no sul de Goiás. No Distrito Federal e em parte de Goiás, o tempo continua firme e quente, com umidade do ar em níveis críticos. Os ventos de sul começam a soprar e amenizam o calor em parte do Mato Grosso do Sul e de Mato Grosso.
No Nordeste, os ventos úmidos mantêm a chuva na faixa litorânea, sobretudo no litoral da Bahia, enquanto o interior segue seco e muito quente, com baixa umidade e risco para queimadas.
E no Norte do país, o calor e a umidade favorecem pancadas de chuva frequentes entre Amazonas, Acre, Rondônia e Roraima, que podem vir acompanhadas de temporais localizados. O noroeste do Pará também tem previsão de chuva forte, enquanto Tocantins segue com tempo firme e seco.
O avanço do milho destinado à produção de etanol na América do Sul deve ganhar força e sustentar os preços do grão na Bolsa de Chicago (CBOT). A avaliação é do analista Vlamir Brandalizze, que alerta para um crescimento acelerado no uso do cereal para biocombustível no Brasil, Argentina e Paraguai.
Segundo Brandalizze, essa nova demanda tende a reduzir a oferta global, já que os três países são importantes exportadores. “Nós estamos avançando a demanda de milho de maneira exponencial, e isso vai afetar a oferta, porque esses países são exportadores”, destaca. Ele acrescenta que a China também está ampliando a produção de etanol de milho, o que reforça o cenário de maior consumo mundial.
Brandalizze reforça que o cenário de déficit ocorrido no ano agrícola 2024/25 deve se repetir. “Tivemos um déficit de cerca de 32 milhões de toneladas, consumidas a mais do que produzidas. A nova safra, ao que tudo indica, terá déficit novamente, de mais de 10 milhões de toneladas”, afirma.
Shutdown nos EUA: impacto limitado no milho
Com o apoio dos embarques internacionais, a tendência é que os preços se mantenham firmes agora em outubro. Na avaliação do analista, esse fator ajuda a sustentar o mercado mesmo em período de colheita de safra norte-americana, uma vez que Brasil e Estados Unidos, os principais exportadores de milho, não disputam destinos e seguem vendendo bem.
Sobre o shutdown, que mantém parte do governo dos Estados Unidos paralisado, Brandalizze afirma que os reflexos nas cotações devem ser limitados. “A paralisação pode atrasar a divulgação do relatório de oferta e demanda do USDA, mas o impacto seria limitado, já que a safra está definida e em plena colheita”, diz.
De acordo com o analista, o mercado consegue se basear apesar do “apagão” de dados do Departamento de Agricultura norte-americano porque empresas privadas vêm fornecendo dados sobre produtividade e andamento dos trabalhos no campo, o que tem orientado os investidores. A safra por lá, segundo ele, pode superar 430 milhões de toneladas.
Tendências para o mercado interno
No mercado brasileiro, os prêmios para milho começaram a melhorar a partir do bom volume de embarques nos portos em setembro e outubro. “Os preços do milho nos portos melhoraram no começo de outubro. Nas posições de novembro, estão entre R$ 66 e R$ 67, e até R$ 68 em dezembro no Porto de Santos”, analisa Brandalizze.
No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, comenta que o prolongamento do shutdown nos EUA elevou os rendimentos dos Treasuries e sustentou o dólar global.
No Brasil, conversa entre Lula e Donald Trump reduziu tensões e fortaleceu o real, com o dólar à vista caindo a R$ 5,31. Ibovespa recuou 0,41% a 143 mil pontos. Hoje, destaque para o IGP-DI de setembro e discursos de dirigentes do Fed.
Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.
Frente fria muda o tempo e leva chuva, com possibilidade de temporais, no Sul, Sudeste e Centro-Oeste. Confira a previsão do tempo para todo o Brasil nesta terça-feira (7):
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Sul
O tempo segue instável entre Santa Catarina e o Paraná, com chuva associada ainda ao deslocamento da frente fria sobre a costa e à entrada de umidade sobre a região. As pancadas seguem irregulares, mas podem cair localmente fortes, com raios e rajadas de vento – não sendo descartados temporais. No Rio Grande do Sul, a chuva segue restrita ao planalto e serra gaúcha, variando entre fraca e moderada intensidade.
Sudeste
A frente fria se aproxima da costa do estado de São Paulo, conduzindo o avanço de instabilidades sobre o interior e leste paulista. As pancadas continuam irregulares, mas podem cair com maior intensidade no oeste, sul e litoral. Na Grande São Paulo e nas demais áreas da faixa leste, o céu permanece mais encoberto e chove fraco a qualquer hora. A chuva avança ao final do dia sobre o Rio de Janeiro, sul e zona da mata de Minas Gerais. O Espírito Santo segue com tempo mais aberto.
Centro-Oeste
O deslocamento da frente fria estimula o escoamento do fluxo de umidade vindo da região norte, favorecendo assim a formação de nuvens carregadas em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. As pancadas de chuva seguem irregulares, mas podem cair localmente fortes. Chove também no sul de Goiás. No Distrito Federal, tempo firme, calor intenso e baixa umidade do ar durante a tarde.
Nordeste
Os ventos úmidos que sopram do oceano ainda mantêm as pancadas de chuva sobre alguns pontos da costa leste. O litoral da Bahia e de Sergipe concentram os episódios mais significativos. Nas demais regiões do interior nordestino, o predomínio ainda será de tempo aberto, com sol, calor e baixa umidade do ar.
Norte
O calor e o aporte de umidade presentes na atmosfera local vão realizar a manutenção das instabilidades entre o Amazonas, Acre, Rondônia e Roraima, com risco de chuva forte e até mesmo temporais localizados. Chove forte também no noroeste do Pará. Amapá com condições para pancadas isoladas. Já o Tocantins segue com padrão de tempo firme.
Por décadas, a base proteica da dieta mundial esteve concentrada na carne, no leite e nos ovos. No entanto, um novo candidato começa a disputar espaço nesse cenário: os fungos. Graças a avanços em engenharia genética e técnicas de fermentação de precisão, o micélio — estrutura responsável pela sustentação dos fungos — tem se mostrado promissor para a produção de micoproteínas.
Esses compostos apresentam alto valor nutricional, textura semelhante à da carne e menor impacto ambiental, segundo cientistas brasileiros. Projeções de mercado indicam que esse segmento pode ultrapassar US$ 32 bilhões até 2032, consolidando-se como um dos pilares da alimentação sustentável.
Biotecnologia transforma fungos em “fábricas celulares”
De acordo com André Damasio, pesquisador da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), o avanço da engenharia genética, aliado ao uso da técnica CRISPR-Cas9, permite transformar fungos filamentosos e leveduras em verdadeiras “fábricas celulares”. Esses organismos são capazes de produzir proteínas recombinantes, semelhantes às encontradas em produtos de origem animal, mas com impacto ambiental reduzido.
Empresas como Meati, Quorn e Enough já operam em escala industrial, priorizando modelos de negócios B2B e oferecendo soluções para a indústria alimentícia. “A produção de micoproteínas exige menos terra, consome menos água e emite menos gases de efeito estufa que a pecuária convencional. Esse modelo pode mitigar efeitos como o desmatamento e o esgotamento de recursos hídricos”, afirma Damasio.
André Damasio, pesquisador da Unicamp. Foto: Vilson Smanhoto
Desafios técnicos e regulatórios
Apesar do potencial, ainda existem barreiras a superar para que as micoproteínas ganhem espaço definitivo nas prateleiras. O micélio tem propriedades únicas, como alto teor de fibras e composição nutricional distinta das proteínas vegetais e animais. Isso exige adaptações tecnológicas para melhorar sabor, textura e funcionalidade.
Gabriel Mascarin, engenheiro agrônomo da Embrapa Meio Ambiente, destaca que, além da aceitação do consumidor, é fundamental avançar em pesquisas clínicas. “Ainda precisamos entender a biodisponibilidade dos aminoácidos presentes, os efeitos sobre a saciedade e a saúde humana a longo prazo. Também é urgente padronizar valores nutricionais e garantir normas rigorosas contra toxinas e metais pesados”, afirma.
Ferramentas de biologia sintética e tecnologias “ômicas” — como proteômica e transcriptômica — têm acelerado a criação de linhagens mais produtivas e resilientes, mas o escalonamento industrial e o processamento downstream continuam sendo gargalos importantes.
Complemento à carne animal
Para a pesquisadora Paula Cunha, também da Unicamp, o objetivo não é substituir a carne animal, mas oferecer alternativas que diversifiquem a dieta e reduzam o impacto ambiental. “Integrar micoproteínas às cadeias alimentares existentes fortalece a segurança alimentar e aumenta a resiliência frente às mudanças climáticas”, conta.
Essa complementaridade pode transformar os fungos em peça-chave de sistemas agroindustriais mais sustentáveis e inclusivos.
Investimentos crescentes e aceitação do mercado
Nos últimos cinco anos, os investimentos em fermentação de biomassa fúngica superaram os da carne cultivada, somando 628 milhões de euros contra 459 milhões de euros. A atratividade se deve à menor complexidade tecnológica e à rápida entrada no mercado.
Micoproteínas derivadas do micélio, como as produzidas pela Quorn e pela Meati, oferecem até 48% de proteína, são ricas em fibras e têm sabor neutro, facilitando a incorporação em produtos análogos à carne ou híbridos que misturam proteína animal, vegetal e fúngica.
Ainda assim, limitações permanecem. O micélio apresenta baixa solubilidade, dificultando sua aplicação em alimentos líquidos. Algumas empresas, como a Nature’s Fynd, já iniciaram testes com iogurtes à base de micélio, abrindo novas frentes de mercado.
Mercado bilionário e sustentabilidade
Atualmente, o setor de análogos de carne com micélio é avaliado em US$ 7,2 bilhões e cresce a uma taxa anual de 10,78%. Já os substitutos de laticínios com base em micélio devem atingir US$ 32,38 bilhões até 2032, com crescimento ainda mais acelerado.
O cultivo do micélio tem baixa emissão de carbono, menor consumo de água e aproveitamento de subprodutos como substratos, o que fortalece sua circularidade. Apesar do gasto energético elevado, especialmente na fermentação submersa, o impacto ambiental é menor que o da pecuária tradicional.
Do ponto de vista nutricional, as micoproteínas são fontes de aminoácidos essenciais e minerais como zinco e selênio. Estudos já apontam benefícios como redução do colesterol, melhora da saciedade e controle da glicemia. No entanto, especialistas alertam para a necessidade de mais estudos sobre digestibilidade e potenciais reações alérgicas.
Futuro da alimentação
Produtos derivados de micélio ainda são classificados como “novos alimentos” e precisam de aprovações regulatórias específicas. Embora liberados pela FDA desde 2001, não existem diretrizes claras sobre ingestão diária e há restrições para crianças menores de três anos.
Empresas de biotecnologia seguem investindo em cepas seguras, escalonamento e diversificação de produtos. A Rhiza, micoproteína desenvolvida pela The Better Meat Co., já possibilita desde linguiças até carnes vegetais secas.
Se os avanços tecnológicos e regulatórios continuarem, os fungos poderão consolidar seu papel como protagonistas no futuro da alimentação global, oferecendo nutrição de qualidade com menor impacto ambiental.