sábado, abril 18, 2026

Autor: Redação

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Mata Atlântica é tema de encerramento do circuito ‘Diálogos Pelo Clima’, da Embrapa



São Paulo recebe, nesta quarta-feira (8), a última edição do circuito Diálogos pelo Clima, promovido pela Embrapa, que ao longo dos últimos meses percorreu todos os biomas brasileiros em preparação para a COP30, que será realizada em 2025, em Belém, Pará.

O encontro terá como destaque o bioma da Mata Atlântica, com debates sobre agricultura conservacionista, saúde do solo, uso de bioinsumos e práticas de produção sustentável. O evento contará com a presença da CEO da COP30, Ana Toni, e do embaixador André Corrêa do Lago, além do pesquisador Carlos Nobre, referência mundial em mudanças climáticas.

De acordo com a diretora de Inovação e Transferência de Tecnologia da Embrapa e coordenadora da jornada, Ana Euler, o objetivo é consolidar as propostas discutidas nos encontros anteriores, realizados em regiões como Cerrado, Pantanal, Amazônia, Pampa e Caatinga, em um documento nacional que será entregue à presidência da COP30.

Segundo Ana Euler, o material reunirá contribuições sobre agricultura conservacionista, conservação da água, saúde do solo e o avanço da agricultura regenerativa.

“O mundo observa o Brasil e quer conhecer as boas práticas e tecnologias sustentáveis desenvolvidas aqui. Outro ponto forte é a inclusão socioprodutiva e digital, com destaque para a conectividade no campo e o uso de bioinsumos”, destaca.

Localização do evento

O evento será realizado no Cubo Itaú, em São Paulo, e marca o encerramento de uma jornada iniciada em maio, em Brasília. A carta final do circuito deve reunir diretrizes para uma agenda de ação climática com foco em mitigação, adaptação e resiliência dos sistemas produtivos.



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Além do tarifaço, exportadores de café perdem R$ 5,9 milhões em agosto



Os exportadores brasileiros de café amargaram prejuízo de R$ 5,9 milhões em agosto devido à incapacidade dos portos de embarcar 624 mil sacas, o equivalente a 1.893 contêineres. O dado é do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) e inclui gastos extras com armazenagem e taxas cobradas por atrasos no embarque.

Além disso, a falha na logística impediu a entrada de R$ 1,2 bilhão em receita cambial naquele mês. O setor ainda enfrenta o tarifaço dos Estados Unidos, que atinge em cheio o café brasileiro.

Estrutura portuária no limite

O diretor técnico do Cecafé, Eduardo Heron, alerta que a situação tende a se agravar sem investimentos imediatos em infraestrutura. “Os portos estão no limite da capacidade. O agronegócio cresce, mas a ampliação dos terminais e a diversificação dos modais de transporte não acompanham esse ritmo”, afirma.

Segundo o boletim mensal divulgado pela entidade, metade dos navios previstos para embarcar café em agosto sofreu atrasos ou alterações de escala. No Porto de Santos, responsável por mais de 80% das exportações do produto, 67% das embarcações enfrentaram atrasos, com esperas de até 47 dias.

Setor busca mudanças no marco regulatório

Para tentar destravar os gargalos, o Cecafé articula medidas com o governo e o Congresso. Em setembro, inclusive, a entidade se reuniu com o deputado Arthur Maia (União-BA), relator do Projeto de Lei 733/2025, que cria um novo marco regulatório para o sistema portuário brasileiro.

O texto propõe mais transparência nas tarifas, participação dos usuários de carga nos conselhos portuários e a criação de indicadores logísticos para acompanhar o desempenho dos terminais.

Além disso, existe o pedido de audiência pública na Câmara, em parceria com o deputado Evair de Melo (PP-ES), para discutir os impactos da lentidão nos processos da Antaq, como o leilão do terminal Tecon Santos 10, ainda sem definição.

“Sem ampliar a capacidade e reduzir a burocracia, o país continuará perdendo competitividade e acumulando prejuízos”, resume Heron.



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Lado a lado com o Soja Brasil: parceiros marcam presença na Abertura do Plantio da Soja



Na última sexta-feira (3), o município de Sidrolândia, em Mato Grosso do Sul, recebeu a Abertura Nacional do Plantio de Soja safra 2025/26, evento que marcou o início oficial da nova temporada da soja e do Projeto Soja Brasil. Parceiros, autoridades, produtores rurais e representantes do setor se reuniram na Fazenda Recanto o acompanhamento constante do projeto ao longo dos anos.

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Entre os presentes, esteve Adilson Oliveira Jr, chefe-adjunto administrativo da Embrapa Soja, que destacou a força da parceria entre ciência e campo. “Não existe sucesso maior do que a soja. O produtor rural, aliado à ciência e à tecnologia, forma uma combinação que nos permite crescer ainda mais como país. Em nome da Embrapa, agradeço e desejo uma ótima safra a todos”, afirmou.

Durante a cerimônia, foi exibido um vídeo institucional da Ihara, em comemoração aos 60 anos da empresa. O gerente comercial da Ihara, Rafael Scapini, reforçou o orgulho da parceria com o Soja Brasil. “Estamos há mais de 10 anos ao lado do projeto, apoiando o Canal Rural e os produtores. A cada safra, plantamos também esperança em um novo ciclo. Temos soluções completas para o sojicultor em todas as fases da lavoura, fruto da união entre trabalho, inovação e confiança”, destacou.

O evento também contou com um vídeo de Mauro Correia, CEO da Mitsubishi Motors, que ressaltou a evolução do agronegócio e o papel das novas tecnologias. “Essa safra tende a ser recorde, o que mostra o quanto o setor evoluiu, especialmente em tecnologia e novos conceitos. Vivemos uma nova geração de produtores, atentos à conectividade e à inovação. A nova geração de picapes da Mitsubishi foi desenvolvida para atender esse público, mais robustas, tecnológicas e premiadas em todo o Brasil”, afirmou.

Representando a Profarm, a country manager Susana Martins Carvalho também discursou durante a abertura. “É um prazer estar aqui na Fazenda Recanto e participar deste momento simbólico para a safra 2025/26. Agradeço à família Basso, ao Canal Rural, à Aprosoja Brasil e a todos os produtores e suas famílias. A Profarm atua há 27 anos no Brasil com um portfólio completo de biosoluções. Caminhamos ao lado do produtor, oferecendo tecnologias que aumentam a produtividade e a sustentabilidade da soja”, destacou.

O gerente regional da Bayer Brasil, Diego Lohmann Bortolini, reforçou a importância do Mato Grosso do Sul para a empresa. “Foi aqui que registramos uma das maiores adoções das nossas biotecnologias. Lançamos a primeira geração da Intacta em 2012 e, em 2021, a Intacta 2. É uma grande satisfação ver a força dessa tecnologia entre os produtores sul-mato-grossenses”, disse.

Patrocinadora local, a Fendt também marcou presença. A empresa apresentou o trator Fendt 728, de 280 cavalos, além de outros modelos da série 900 e 1000 Vario, e uma linha completa de plantadeiras e colheitadeiras. “O público pôde conhecer de perto todas as tecnologias embarcadas para o plantio e colheita. É uma oportunidade de mostrar como a Fendt está preparada para atender o produtor em todas as etapas da produção”, destacou Rafael Pereira, coordenador comercial da marca.



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Pegue o guarda-chuva! Frente fria traz temporais e risco de granizo em São Paulo



Entre esta terça-feira (7) e sexta-feira (10), a chegada de uma frente fria em São Paulo deve provocar pancadas de chuva fortes, acompanhadas de rajadas de vento com possibilidade de queda de granizo e descargas elétricas em várias regiões do estado.

Com a entrada da frente fria, as temperaturas devem cair de forma acentuada e a umidade aumentar, especialmente na zona leste de São Paulo.

De acordo com os modelos meteorológicos, há condições para temporais e acumulados de chuva entre terça-feira (7) e sexta-feira (10), especialmente na região metropolitana, Baixada Santista, Vale do Ribeira, Vale do Paraíba, litoral norte, Serra da Mantiqueira e nas regiões de Itapeva, Campinas e Sorocaba.

Nas regiões de Presidente Prudente, Marília, São José do Rio Preto, Araçatuba, Bauru, Araraquara, Ribeirão Preto, Franca e Barretos, os acumulados devem ser moderados, com maior intensidade entre quinta-feira (9) e sexta-feira (10).

Recorde de temperaturas

Nesta segunda-feira (7), as temperaturas ultrapassaram os recordes anteriores de 2025, com destaque para Santos e Araçatuba, que superaram os 40 °C. De acordo com o Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE) da Defesa Civil, a capital paulista atingiu 35,1°C, a maior marca do ano, superando o recorde de 34,7 °C registrado em março.

O calor intenso desta segunda-feira foi provocado por um sistema pré-frontal, fenômeno que antecede a chegada de frentes frias.

Orientação à população

A Defesa Civil orienta que a população tenha atenção redobrada durante esta semana, pois há risco de alagamentos, deslizamentos e quedas de árvores.

Principais recomendações

  • Não enfrentar enxurradas;
  • Evitar áreas alagadas;
  • Redobrar o cuidado em locais com histórico de deslizamento:
  • Manter-se afastado de janelas durante tempestades;
  • Não se abrigar embaixo de árvores ou estruturas metálicas.
Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.



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AgroNewsPolítica & Agro

Soja em Chicago fecha em baixa no dia


A soja negociada na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou a sexta-feira (03) em queda, após um dia de forte volatilidade. Segundo informações da TF Agroeconômica, o movimento refletiu o rápido avanço da colheita nos Estados Unidos e a ausência de dados oficiais em meio à paralisação do governo norte-americano, o que trouxe cautela ao mercado e limitou a força compradora.

O contrato para novembro caiu 0,56%, ou -5,75 cents/bushel, fechando a US$ 1.018,00. Já a posição de janeiro recuou 0,46%, ou -4,75 cents/bushel, cotada a US$ 1.037,00. No farelo, outubro fechou em baixa de 0,22%, a US$ 270,7/ton curta, enquanto o óleo de soja encerrou o dia com queda de 0,78%, a US$ 49,43/libra-peso. Ainda assim, a semana acumulou ganhos modestos para a oleaginosa e para o farelo.

No acumulado semanal, a soja avançou 0,42% (+4,25 cents/bushel), o farelo subiu 0,7% (+1,9/ton curta), enquanto o óleo recuou -0,34% (-0,17/libra-peso). A alta vista em parte da semana foi sustentada pela expectativa de anúncio de um pacote de auxílio do governo Trump, estimado entre US$ 10 bilhões e US$ 15 bilhões, para apoiar agricultores afetados pela guerra comercial e pela ausência das compras chinesas.

Ainda assim, a pressão da China continua sendo determinante. Para tentar reduzir os impactos da perda do maior cliente dos EUA, produtores, associações e governo buscam ampliar exportações para destinos alternativos como Nigéria, Vietnã e Bangladesh. No entanto, segundo análise da Reuters, esses mercados ainda não têm peso suficiente para compensar a ausência chinesa, o que mantém o setor sob forte incerteza.

 





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João Martins é reeleito presidente da CNA



O presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), João Martins, foi reeleito por unanimidade nesta terça-feira (7) para mais um mandato à frente da entidade.

A eleição ocorreu na sede da CNA, em Brasília. Martins obteve o voto das 27 Federações Estaduais de Agricultura e Pecuária.

Além da presidência, foram escolhidos os vice-presidentes da Diretoria Executiva e os membros do Conselho Fiscal.

O processo foi conduzido por uma Comissão Eleitoral formada pela superintendente da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Tania Zanella (presidente da comissão), pelo advogado da União Maximiliano Ferreira Temer e pelo vice-presidente tesoureiro do Instituto Pensar Agropecuária (IPA), Nilson Leitão.

Temos de estar unidos e preparados para o futuro, diz João Martins

Após a eleição, João Martins agradeceu o apoio das federações e destacou os resultados da atual gestão. “Há 8 anos, quando me elegi, o cenário era outro. E naquela época fiz uma promessa de fazer uma transformação no meio rural ao criar uma nova classe média no campo, com algo em torno de 400 mil novos produtores assistidos pela assistência técnica”, disse.

Segundo ele, o número foi superado. “Fizemos mais do que isso. Estamos com quase 480 mil pequenos produtores assistidos pela nossa assistência técnica. Foi uma revolução que conseguimos implementar.”

O presidente afirmou que o Sistema CNA/Senar continuará apoiando todas as federações estaduais. “Temos de estar unidos e preparados para o futuro”, declarou.

João Martins reforçou o plano de ampliar os centros de treinamento e capacitação em todos os estados. Ele também destacou a importância da assistência técnica como ferramenta de transformação no campo. “O conceito da CNA é uma Casa aberta a todos, sem donos”, afirmou.

Histórico e trajetória no setor

João Martins preside a CNA desde 2015. Antes, comandou a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado da Bahia (Faeb) e é acionista e presidente da Agropecuária João Martins S/A.

Formado em Administração de Empresas pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), foi fundador e 1º tesoureiro da Central de Cooperativas de Leite da Bahia (CCLB) e presidente interino da Associação Baiana de Criadores (Abac).

Entre 2000 e 2018, presidiu a Faeb e o Conselho de Administração do Senar Bahia, além do Conselho Deliberativo do Sebrae Bahia.

Diretoria Executiva da CNA – Quadriênio 2025-2029

  • Presidente: João Martins da Silva Júnior (BA)
  • 1º vice-presidente: Gedeão Silveira Pereira (RS)
  • 2º vice-presidente: Antônio Pitangui de Salvo (MG)
  • 1º vice-presidente de Finanças: Humberto Miranda (BA)
  • 2º vice-presidente de Finanças: Muni Lourenço Silva Júnior (AM)
  • 1º vice-presidente de Secretaria: Marcelo Bertoni (MS)
  • 2º vice-presidente de Secretaria: José Amílcar de Araújo Silveira (CE)

Conselho Fiscal

Efetivos:

  • Álvaro Arthur Lopes de Almeida (AL)
  • Paulo Carneiro (TO)
  • Hélio Dias de Souza (RO)

Suplentes:

  • Raimundo Coelho de Souza (MA)
  • Luiz Iraçú Guimarães Colares (AP)
  • José Álvares Vieira (RN)



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Crescimento da economia brasileira deve desacelerar em 2025 e 2026



O Banco Mundial estima que o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil desacelere a 2,4% em 2025 e prevê crescimento de 2,2% em 2026, após avanço de 3,4% em 2024. A desaceleração é atribuída a política monetária restritiva e a um apoio fiscal limitado, que pesam sobre investimento e consumo.

Por outro lado, a taxa de crescimento da América Latina deve aumentar ligeiramente, de 2,2% em 2024 para 2,3% em 2025. Os dados são de um relatório divulgado nesta terça-feira (7) pela instituição.

Cenário econômico na América Latina

Entre os principais vizinhos, as projeções do Banco apontam que a Argentina deve ver seu crescimento ter forte aceleração a 4,6% em 2025, após retração de 1,3% no ano passado. O PIB deve continuar positivo em 2026 e 2027, com aumento previsto de 4% em cada ano.

A Colômbia, com inflação mais moderada, deve ver avanço de 2,4% em 2025 e de 2,7% no ano seguinte. Já o PIB do Chile, beneficiado pela mineração, deve se manter em 2,6% neste ano, ante o ano passado, e desacelerar a 2,2% em 2026. No Peru, o PIB deve crescer 3% em 2025, abaixo dos 3,3% de 2024, e desacelerar ainda mais em 2026, a 2,5%.

O relatório pontua, também, que o PIB mexicano deve arrefecer neste ano com o esgotamento de grandes obras e com o efeito das novas tarifas dos EUA. A previsão do Banco Mundial é que o crescimento do México desacelere a 0,5% neste ano, ante 1,4% em 2024, e volte para o patamar de 1,4% em 2026.

O Banco Mundial observa que o consumo privado seguirá como principal motor da demanda na América Latina em 2025, apoiado na recuperação do mercado de trabalho e na queda da inflação. Esse impulso, porém, é limitado por investimentos ainda fracos, devido a juros elevados, incertezas fiscais e entraves estruturais.

Segundo o Banco, essa combinação mantém o crescimento abaixo do potencial e reforça a necessidade de políticas voltadas à produtividade e à integração comercial para sustentar a expansão regional.



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Morre terceira vítima por intoxicação por metanol em São Paulo



A Prefeitura de São Bernardo, em São Paulo, confirmou a morte de Bruna Araújo de Souza, de 30 anos de idade, após consumir bebida contaminada por metanol. Conforme o comunicado da prefeitura, Bruna estava sob cuidados paliativos desde que foi internada por ter consumido vodca com metanol.

Agora são três as vítimas registradas no estado de São Paulo pela ingestão da substância tóxica no país.

A prefeitura informou também que até segunda-feira (6), a Vigilância Epidemiológica da cidade recebeu 78 notificações de casos suspeitos de contaminação por metanol, sendo que seis óbitos estão em investigação.

Nas redes pública e privada de São Bernardo, foram contabilizados 72 pacientes atendidos. Desses, 70 moram na cidade, incluindo os óbitos suspeitos.

Casos

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) informou que o número de casos descartados de intoxicação por metanol aumentou para 47 nesta segunda-feira.
O estado contabiliza 15 casos confirmados, com dois óbitos de homens, com 54 e 46 anos de idade, ambos moradores da capital. Há ainda 164 casos em investigação em São Paulo, incluindo os de São Bernardo, sendo que outros seis óbitos estão sob análise.

Emergência médica

A intoxicação por metanol é uma emergência médica de extrema gravidade. A substância, quando ingerida, é metabolizada no organismo em produtos tóxicos (como formaldeído e ácido fórmico), que podem levar à morte.

Os principais sintomas da intoxicação são: visão turva ou perda de visão (podendo chegar à cegueira) e mal-estar generalizado (náuseas, vômitos, dores abdominais, sudorese).
Em caso de identificação dos sintomas, buscar imediatamente os serviços de emergência médica e contatar pelo menos uma das instituições a seguir:

  • Disque-Intoxicação da Anvisa: 0800 722 6001;
  • CIATox da sua cidade para orientação especializada (veja lista aqui);
  • Centro de Controle de Intoxicações de São Paulo (CCI): (11) 5012-5311 ou 0800-771-3733 – de qualquer lugar do país.

É importante identificar e orientar possíveis contatos que tenham consumido a mesma bebida, recomendando que procurem imediatamente um serviço de saúde para avaliação e tratamento adequado. A demora no atendimento e na identificação da intoxicação aumenta a probabilidade do desfecho mais grave, com o óbito do paciente.



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Chuvas e baixas temperaturas prejudicam estado brasileiro no plantio de soja; saiba qual



O plantio da safra 2025/26 de soja na Cooperativa Coopavel, área que abrange o oeste e sudoeste do Paraná, atingiu 66% dos 435 mil hectares previstos até o momento. Segundo informações da Safras & Mercado, a área é similar à cultivada na temporada anterior.

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Segundo informado pelo departamento técnico da Coopavel, as chuvas recentes estão atrapalhando o andamento do plantio da safra de soja na região, embora estejam contribuindo para um bom desenvolvimento inicial das lavouras. “Tivemos precipitações na sexta-feira passada e ontem, com expectativas de novas ocorrências previstas para todo o decorrer da semana”, sinaliza. (sem aspas)

Além disso, as temperaturas estão mais baixas também, o que dificulta um pouco a germinação da soja. No momento, 42% das lavouras estão na fase de emergência e 48% em crescimento vegetativo.

Caso as condições de clima ao longo da safra sejam favoráveis, a Coopavel espera obter um rendimento médio final para as lavouras de 3.900 quilos por hectare na safra 2025/26, similar ao verificado em 2023/24.



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Diretora do Banrisul defende inovação com propósito e liderança inclusiva



Com uma carreira sólida de 37 anos no setor financeiro, Elizabete Tavares, diretora administrativa do Banrisul, se tornou uma das vozes femininas mais experientes quando o assunto é gestão, inovação e transformação digital. Em entrevista ao programa A Protagonista, a executiva destacou que o futuro dos bancos passa pela eficiência administrativa, pela integração tecnológica e, sobretudo, pela valorização das pessoas.

Para Elizabete, o papel da administração mudou profundamente nas últimas décadas. O que antes era visto como uma área meramente operacional passou a ocupar uma posição estratégica, essencial para o avanço digital das instituições financeiras.

Ela afirma que a modernização de processos e o uso de ferramentas digitais são fundamentais para garantir segurança, agilidade e competitividade em um cenário de rápidas mudanças. Segundo a diretora, os bancos tradicionais precisaram se reinventar diante do avanço das fintechs e dos bancos digitais, que operam com estruturas mais leves e foco total em eficiência.

“Os bancos digitais trouxeram uma influência muito grande sobre a questão de eficiência. Para os bancos tradicionais, isso se tornou uma estratégia de linha de frente”, destacou.

No Banrisul, a área administrativa passou a atuar com foco em resultados e otimização de processos internos, o que, na visão de Elizabete, é essencial para manter o protagonismo em um mercado cada vez mais dinâmico e competitivo.

Liderança feminina em ascensão

Ao longo da conversa, Elizabete relembrou que, quando iniciou sua trajetória, a presença feminina nas carreiras ligadas a finanças era rara. Formada em Economia, ela era uma das poucas mulheres de sua turma — cenário que, felizmente, vem mudando ao longo dos anos.

Hoje, ela observa um crescimento expressivo da participação feminina em cargos de liderança e gestão, inclusive dentro do próprio Banrisul.

“Nós já temos funções gerenciais com participação feminina significativa e, aos poucos, essa presença avança para os cargos mais altos”, observou.

A executiva avalia que a diversidade tem contribuído para uma gestão mais humana e criativa, com mulheres trazendo novas perspectivas e uma abordagem colaborativa aos desafios do setor financeiro.

Tecnologia e novas gerações transformam o ambiente corporativo

Elizabete acredita que a tecnologia é um pilar indispensável para o futuro da administração, mas ressalta que seu verdadeiro valor está em como as pessoas a utilizam. Para ela, a eficiência não se resume à automação: é uma forma de potencializar talentos e melhorar o desempenho das equipes.

Ela também destacou que as novas gerações, com perfis mais digitais e dinâmicos, estão transformando o ambiente de trabalho. Jovens profissionais buscam tarefas mais criativas e desafiadoras, o que estimula as empresas a repensarem suas estruturas e processos.

Inteligência artificial e o futuro do trabalho

Entre os temas discutidos, a inteligência artificial (IA) ocupa lugar de destaque. Elizabete reconhece o poder transformador da IA, mas alerta que sua implementação exigirá cuidado e responsabilidade.

“A inteligência artificial vai substituir muitas atividades iniciais. Isso exigirá profissionais capazes de pensar sobre estratégia e tomar decisões de forma crítica”, disse.

Para ela, o maior desafio das empresas será equilibrar automação e desenvolvimento humano. A educação e o pensamento lógico passam a ser competências essenciais em um contexto em que a informação está cada vez mais automatizada.

Ética, governança e propósito

Elizabete também enfatizou a importância de políticas claras de governança, segurança e ética no uso das novas tecnologias. Segundo ela, a transformação digital precisa estar acompanhada de propósito e responsabilidade social.

Na sua avaliação, o futuro pertencerá às instituições que conseguirem unir eficiência, inovação e valores humanos.

“A inteligência artificial é uma ferramenta poderosa, mas o diferencial continuará sendo o ser humano — sua capacidade de pensar, criar e se adaptar”, concluiu.

Com uma trajetória marcada por persistência e resultados, Elizabete Tavares representa a nova geração de líderes que acreditam que o sucesso no setor financeiro não depende apenas da tecnologia, mas da forma como ela é usada para gerar valor e inclusão.



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