sábado, abril 18, 2026

Autor: Redação

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Pecuária de Mato Grosso vive bom momento com valorização da arroba e protagonismo nas exportações


O bom momento do mercado pecuário mato-grossense foi destaque no painel de abertura do 4º Encontro Técnico de Pecuária, realizado pela Fundação de Apoio à Pesquisa Agropecuária de Mato Grosso (Fundação MT), no último sábado (04), em Rondonópolis. O coordenador de inteligência de mercado da Scot Consultoria, Felipe Fabbri, chamou atenção para o fato de o preço da arroba em Mato Grosso ter se igualado ao de São Paulo, tradicional referência nacional. “O preço da arroba trabalhou próximo de R$ 300 em Mato Grosso, igualando-se a São Paulo em alguns momentos. É um dos poucos anos, onde isso aconteceu na história da pecuária brasileira”, afirmou.

Segundo Fabbri, a principal explicação para esse comportamento atípico de mercado está na força das exportações. “Tivemos uma habilitação massiva de plantas frigoríficas para exportar à China nos últimos dois anos, envolvendo os estados de MT, MS, PA e RO. Isso aumentou a demanda por boiadas mais precoces (até 30 meses) para exportação ao país, principal comprador internacional da carne brasileira, mantendo os preços da arroba em patamares elevados nesses estados”, destacou.

Mesmo com o aumento das tarifas de exportação para os EUA neste ano – até então, segundo principal comprador da carne bovina brasileira –, que inicialmente gerou apreensão no setor, os resultados superaram as expectativas. “Tivemos a China comprando um dos maiores volumes de carne bovina da história do Brasil nos últimos três meses, e outros países comprando mais carne do Brasil (como México e Rússia). Isso compensou o impacto do tarifaço americano e permitiu ao Brasil bater recordes de exportação em julho, agosto e setembro”, explicou.

A China foi o principal destino da carne bovina de Mato Grosso, de janeiro a agosto de 2025, respondendo por 62,57% das exportações, seguida por Rússia (7,39%) e Estados Unidos (6,12%). Os dados são da plataforma Comex Stat, reunidos pela equipe de internacionalização do Sistema FIEMT (Federação das Indústrias de Mato Grosso). “Exportação para a China, principalmente, exige precocidade. E a exigência de precocidade envolve técnica, envolve aumento de produtividade, envolve maior giro de produção”, destacou Fabbri.

Mato Grosso lidera as exportações da carne bovina, respondendo por 23% do total comercializado pelo Brasil com outros países. De janeiro a agosto, o estado exportou 451,4 mil toneladas, gerando uma receita de US$ 2,303 bilhões. Continua em destaque com o maior rebanho bovino com 32,1 milhões de cabeças. 

Ciência como aliada da produtividade e da rentabilidade

Além do cenário positivo no mercado, o evento reforçou o papel fundamental da ciência no avanço da produtividade do setor. Para o pesquisador de pecuária da Fundação MT, Thiago Trento, os resultados de pesquisas científicas são decisivos para melhorar a rentabilidade das fazendas. “Estudos em nutrição, genética, manejo e sanidade, por exemplo, contribuem para aumentar a produtividade animal, promovendo maior ganho de peso, produção de leite e taxa de reprodução”, explicou o pesquisador. “Animais geneticamente mais adaptados e alimentados com dietas balanceadas apresentam melhor desempenho, gerando mais produto por unidade e reduzindo o custo por quilo produzido”, ressaltou.

A aplicação do conhecimento científico, segundo o pesquisador, vai além da produção, orientando o uso eficiente de insumos como fertilizantes, água e energia. “Pesquisas que comprovam práticas sustentáveis possibilitam o acesso a mercados diferenciados, certificações e programas de crédito de carbono, gerando novas fontes de receita”, disse.

Para o pecuarista Marcelo Vendrame, que também é presidente do conselho curador da Fundação MT, a ciência tem sido fundamental no desenvolvimento da pecuária. “Somente para exemplificar, olhemos para os dados de área de pastagem versus produção de carne nos últimos 20 anos, mostram um ganho de eficiência gigantesco, isso devido a utilização de pesquisas”, afirmou.

O avanço tecnológico no campo também esteve presente no debate. O analista de Data Science da Fundação MT, Pedro Thiago, apresentou as principais metodologias usadas hoje para transformar dados em decisões estratégicas no setor. “O foco da minha palestra foi mostrar como métodos estatísticos e algoritmos computacionais estão sendo aplicados para resolver problemas de predição e classificação na pecuária”, explicou.

De acordo com o analista, a coleta eficiente de dados por sensores e dispositivos já permite, por exemplo, estimar com antecedência a perda de eficiência produtiva e econômica durante o confinamento. “A análise de dados agrega valor ao apoiar decisões que aumentam a eficiência do sistema produtivo. Mas, para isso, é fundamental que os algoritmos sejam alimentados com dados robustos e de qualidade”, alertou Pedro Thiago.

“A principal mudança que está acontecendo é o uso de IA (inteligência artificial) na produção. Hoje temos muitos dados e o cruzamento de dados com previsão de clima, preços, mercados vão revolucionar nosso modelo de gestão da pecuária”, afirmou o pecuarista Marcelo Vendrame.

Desafios no custo de produção e perspectivas para 2026

Apesar do bom momento, o custo de reposição segue como ponto de atenção. “O bezerro subiu mais que a arroba do boi gordo. Isso exige que o pecuarista aproveite o cenário atual para fazer caixa e investir na estrutura da fazenda”, orientou o coordenador de inteligência de mercado da Scot Consultoria, Felipe Fabbri.

Depois de dois anos difíceis, 2025 tem sido um ano de recuperação para o setor. A perspectiva para 2026 é de preços firmes, mas com margens mais apertadas, em razão dos custos de reposição. Conflitos geopolíticos e medidas protecionistas continuarão exigindo atenção e resiliência dos pecuaristas. “Todo ano na agropecuária é um ano atípico. É preciso serenidade e boas ferramentas de gestão para lidar com um cenário sempre desafiador”, concluiu Fabbri.





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Queda de temperatura, calor e chuva: frente fria espalha contrastes climáticos pelo Brasil



O avanço de uma frente fria provoca mudanças no tempo em várias regiões do país nesta quarta-feira (8). Enquanto o Sul e o Sudeste registram a probabilidade de pancadas de chuvas, o calor predomina no Centro-Oeste, Norte e Nordeste. Confira a previsão completa para hoje:

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O tempo no Sul

A circulação de umidade associada à frente fria mantém as instabilidades sobre o Paraná e áreas do norte de Santa Catarina, com condições para pancadas de chuvas de moderada a forte intensidade.

Já no Rio Grande do Sul, a massa de ar polar garante tempo firme e temperaturas mais baixas.

Além disso, no norte paranaense, não há expectativa de chuva volumosa e o tempo segue abafado.

Sudeste

A circulação de umidade associada à frente fria ainda estimula a formação de nuvens carregadas sobre os estados de São Paulo e Rio de Janeiro. Entre o litoral paulista e as regiões costeiras do Rio de Janeiro e do litoral fluminense, há condições para chuva mais forte em alguns momentos do dia.

No Espírito Santo, há previsão de pancadas isoladas de chuva, enquanto em Minas Gerais chove na Zona da Mata, região dos Vales, além do sul e sudeste mineiro, na divisa com São Paulo. No centro-sul paulista, litoral do Rio de Janeiro e extremo sul de Minas Gerais, as temperaturas ficam mais amenas na parte da tarde.

Altas temperaturas no Centro-Oeste

Na região do Centro-Oeste do Brasil há previsão de probabilidade de pancadas de chuvas isoladas em pontos do norte e leste de Mato Grosso do Sul, além do sul do estado. Também há chance de precipitação em áreas do sudeste, da faixa norte e do interior de Mato Grosso, além do sul de Goiás. 

Nas demais regiões, o tempo fica mais aberto, com variação de nebulosidade. As temperaturas permanecem elevadas em grande parte da região, e as máximas podem alcançar até 37 °C em Sinop (MT).

Região Nordeste

Nesta quarta-feira (8), a circulação marítima ainda contribui para a ocorrência de chuva ao longo da faixa leste do Nordeste, principalmente entre o litoral da Bahia e de Pernambuco. Também há previsão de chuvas no litoral e em áreas do interior do Maranhão.

No interior nordestino, o tempo segue mais seco, com calor intenso. Em Teresina, as temperaturas podem chegar a 37 °C, e há alerta para baixa umidade relativa do ar durante a tarde.

Norte do Brasil

As instabilidades seguem espalhadas por boa parte dos estados da região. Ainda assim, a chuva mais pesada se concentra entre o Amazonas, Roraima, Rondônia e o oeste do Pará, com risco de temporais isolados ao longo do dia.

No Acre, chove forte no oeste do estado. O Amapá tem pancadas de chuva isoladas, de fraca a moderada intensidade. No Tocantins, há chance de chuva fraca no oeste. As temperaturas continuam elevadas na região.



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Abate de novilhos atinge recorde histórico em Mato Grosso



Boi gordo mantém preço mesmo com abate elevado



Foto: Pixabay

De acordo com a análise semanal do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), divulgada nesta segunda-feira (6), a participação de novilhos no total de machos abatidos em setembro de 2025 foi a maior da série histórica no estado.

Mato Grosso registrou o abate de 656,31 mil cabeças de bovinos, o que representa retração de 0,67% em relação a agosto. A participação de machos foi de 55,97%, o maior percentual dos últimos 11 meses. No total, foram 367,37 mil machos abatidos, o terceiro maior volume já registrado.

Entre os animais abatidos, os novilhos de 12 a 24 meses representaram 59,83% do total de machos, com 219,78 mil cabeças, configurando o segundo maior volume da série histórica. Segundo o Imea, “esse cenário reflete a maior presença de machos em confinamento, o que ampliou a oferta estadual”.

Apesar do aumento no abate, os preços do boi gordo permaneceram estáveis, sustentados pela demanda externa. Para o quarto trimestre de 2025, o instituto projeta estabilidade, mas ressalta que “o abate elevado de machos jovens pode reduzir a oferta a médio prazo, adicionando viés de alta às cotações”.





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Incêndio atinge fardos de algodão em pátio de algodoeira na BR-020


Fardos de algodão de uma algodoeira pegaram fogo no final da tarde desta terça-feira (7), na BR-020, Km 202, saída para Brasília, em Luís Eduardo Magalhães, no Oeste da Bahia.

De acordo com o Corpo de Bombeiros, equipes da 2ª Companhia do 17º Batalhão de Bombeiros Militar (17º BBM) foram acionadas por volta das 17h10 para combater o incêndio.

Segundo informações repassadas à Central de Operações, o fogo teve início no pátio da empresa e atingiu alguns fardos de algodão armazenados em área aberta.

Ao chegarem ao local, as guarnições iniciaram o combate às chamas e contaram com o apoio de caminhões-pipa e empilhadeiras de diversas fazendas da região, que auxiliaram na separação do material e no controle do incêndio.

Incêndio atinge fardos de algodão em pátio de algodoeira na BR-020Incêndio atinge fardos de algodão em pátio de algodoeira na BR-020
Foto: 17º Batalhão de Bombeiros Militar (17º BBM)

Apesar da triste notícia no Dia Mundial do Algodão, a ação conjunta possibilitou a extinção completa do fogo.

Ainda de acordo com o Corpo de Bombeiros, as equipes deixaram o local em segurança e sem riscos de reignição.

Além disso, não foi informada a quantidade de fardos destruídos nem a possível causa do incêndio.

Em abril, um incêndio de grandes proporções em um armazém de algodão também mobilizou funcionários da empresa atingida, da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa) e combatentes do Corpo de Bombeiros.

O local do incêndio desta terça é similar ao noticiado pelo Canal Rural há cerca de seis meses.


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a etiqueta que conta a história do algodão


Quando o assunto é algodão, o Brasil se destaca no cenário nacional e internacional. Na safra 2024/2025, os agricultores produziram 4,11 milhões de toneladas, enquanto o volume de exportação no mesmo período alcançou 2,83 milhões de toneladas. O resultado mantém o País no topo do ranking global de exportadores e em terceiro no de produtores da pluma.

Além do desempenho econômico, há aspectos ambientais que contribuem com a comemoração do setor nesta terça-feira, 7, Dia Internacional do Algodão. Atualmente, 83% das fazendas brasileiras de algodão têm suas produções certificadas pelo Programa Algodão Brasileiro Responsável — padrão nacional de certificação socioambiental do algodão no Brasil — e pela Better Cotton — maior programa de sustentabilidade do algodão do mundo. As iniciativas comprovam a adoção de parâmetros sustentáveis, que são certificados por auditorias externas. São avaliados 195 itens de conformidade socioambiental, que vão desde o uso racional da água até as condições de trabalho no campo.

Mas a história do algodão brasileiro vai muito além da produção: ele carrega uma identidade rastreável, conectando o campo à moda, o produtor ao consumidor. Assim, cada etiqueta é transformada em um documento vivo de origem.

Rastreabilidade de milhões

A rastreabilidade do algodão nacional começou há mais de duas décadas, quando o Brasil se preparava para expandir suas exportações. Em 2004, a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) criou o Sistema Abrapa de Identificação (SAI), que passou a acompanhar cada fardo de algodão desde o beneficiamento.

Naquele momento, o Brasil precisava de um sistema confiável que comprovasse a qualidade e a origem de cada fardo para competir com gigantes como os Estados Unidos. “Os americanos já faziam rastreabilidade há praticamente 40 anos. Para entrar no mercado internacional, o Brasil precisava de uma identificação individualizada dos fardos”, lembra Silmara Ferraresi, diretora de Relações Institucionais da Abrapa. Hoje, a cada safra, mais de 15 milhões de fardos são identificados. No ciclo 2024/2025, estima-se uma identificação superior a 18 milhões de fardos.

Identidade própria

Apesar de ter sido inspirado no modelo norte-americano, o programa logo ganhou identidade própria. No início, cada fardo trazia apenas dados da algodoeira responsável pelo beneficiamento. Hoje, a etiqueta carrega informações completas sobre a fazenda de origem, o produtor, as certificações socioambientais e até a localização geográfica da propriedade.

Em 2012, a rastreabilidade ganhou um reforço fundamental com a criação do programa Algodão Brasileiro Responsável (ABR). Nesse período, as fazendas passaram a ser certificadas e auditadas. Com essa integração, o consumidor — e toda a cadeia têxtil — passou a ter acesso a um maior conjunto de informações: número do certificado ABR, licença Better Cotton, dados de qualidade do fardo, certificação da unidade de beneficiamento e laudos emitidos pelo Ministério da Agricultura. “Hoje, quando uma fiação recebe um fardo brasileiro, ela tem o certificado de qualidade emitido pelo ministério, o certificado socioambiental da fazenda e da algodoeira, e a garantia de que aquele algodão tem origem comprovada”, explica a diretora.

Campo e moda andam juntos: SouABR

A vontade dos produtores de ver o algodão das suas fazendas chegar com nome e origem às lojas deu origem ao SouABR. O movimento foi lançado em 2019 pela Abrapa para conectar o setor agrícola à indústria têxtil e ao consumidor final. “Era um desejo antigo do produtor brasileiro, de quando ele comprasse uma roupa numa loja, soubesse que ali tem algodão que veio da fazenda dele”, recorda Silmara.

As primeiras parcerias foram as marcas Reserva e Renner, que ajudaram a estruturar a cadeia de custódia e a plataforma digital. Nas etiquetas das roupas, um QR Code permite ao consumidor visualizar toda a jornada da fibra: o nome do produtor, a fazenda, as certificações e o caminho percorrido até o produto final. “Tudo isso na palma da mão […]. O consumidor vê o mapa da fazenda, a fiação, a tecelagem e as certificações.”, explica Silmara.

Desde então, o avanço tem sido constante. “Agora a gente já está ultrapassando as 500 mil peças rastreadas”, conta Silmara. O projeto-piloto do SouABR, iniciado em 2021 e que reúne marcas como Renner, C&A, Calvin Klein, Dudalina, Grupo Veste (Individual e Aramis) e Almagrino, será concluído em dezembro de 2025. A partir de janeiro de 2026, a iniciativa será aberta a todas as varejistas interessadas em integrar a cadeia de custódia do algodão brasileiro.

Mais do que números, cada etiqueta representa uma cadeia de pessoas e práticas sustentáveis que transformam o algodão brasileiro em símbolo de confiança e identidade. “O consumidor de hoje talvez ainda não pague mais por um produto sustentável, mas as próximas gerações, a Z e a Alfa, que estão chegando, têm uma compra guiada por propósito. Elas querem saber de onde vem o que consomem”, declara a diretora da Abrapa, destacando o olhar para a tendência de mercado.

Tecnologia

A tecnologia é um ponto-chave na rastreabilidade do algodão brasileiro. Cada fardo é identificado com uma etiqueta exclusiva e acompanhado por laudos técnicos. E, desde 2020, as informações passaram a ser armazenadas também em blockchain, tecnologia que garante integridade e transparência. “Chamamos de rastreabilidade física, porque ela é real, não é compensação de créditos. A fiação declara fardo por fardo, e o sistema acumula os dados de cada elo, registrando tudo em blockchain”, diz Silmara.

Isso significa que, a cada etapa — fazenda, algodoeira, fiação, tecelagem, confecção e varejo —, as informações são confirmadas e outras novas acrescentadas, formando uma linha do tempo digital que não pode ser alterada.

 





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Exportadores de café acumulam prejuízos com atrasos nos portos


Os exportadores brasileiros de café registraram novos prejuízos em agosto devido a gargalos na logística e à defasagem na infraestrutura portuária. Segundo levantamento do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), as perdas somaram R$ 5,9 milhões com armazenagens adicionais, pré-stacking e detentions, causadas pela impossibilidade de embarque de 624.766 sacas — o equivalente a 1.893 contêineres.

O volume não embarcado impediu a entrada de US$ 221,28 milhões, cerca de R$ 1,205 bilhão, em receitas cambiais. O cálculo considera o preço médio Free on Board (FOB) de exportação de US$ 354,18 por saca de café verde e a média do dólar de R$ 5,4463 em agosto. “É um cenário que se repete e, infelizmente, tende a piorar nos próximos meses e anos se não houver investimentos rápidos nos portos do Brasil para aumentar a oferta de capacidade de pátio e berço”, afirmou o diretor técnico do Cecafé, Eduardo Heron.

Ele ressaltou que, sem novos investimentos, os portos tendem a enfrentar lotação e atrasos constantes, pois a estrutura atual já opera no limite. “Em função disso, o Cecafé tem realizado constantes contatos com outras entidades de exportadores e com as autoridades público-privadas para apresentar os preocupantes dados dessa realidade e estimulá-las a empregar recursos para realizar as melhorias necessárias e, em especial, fazer com que os trâmites ocorram de forma célere e sem burocracias”, explicou Heron.

O diretor técnico lembrou o processo de licitação do Tecon Santos 10, que enfrenta restrições impostas pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ) e pode gerar judicialização. “A morosidade e a restrição de empresas ao certame, deliberado pelo colegiado da ANTAQ, incorrerá na judicialização do processo e atrasará, ainda mais, a oferta da capacidade aos usuários do Porto de Santos”, afirmou, destacando a necessidade de agilidade nas decisões.

Com o objetivo de otimizar a logística e melhorar a infraestrutura portuária, o Cecafé vem promovendo ações junto a autoridades públicas e entidades representativas. Em setembro, em parceria com o Instituto Pensar Agro (IPA), a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), a Confederação Nacional da Indústria (CNI), a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e a Logística Brasil, a entidade reuniu-se com o deputado federal Arthur Maia, relator do Projeto de Lei 733/2025, que propõe um novo marco regulatório para o sistema portuário.

Na ocasião, o Cecafé defendeu a manutenção da modicidade e da publicidade das tarifas portuárias previstas na Lei nº 12.815, de 2013, e reconheceu avanços no projeto de lei. A entidade destacou a importância de uma legislação moderna para aumentar a competitividade e a eficiência do comércio exterior, evitando custos adicionais para os usuários de carga. “Através de um documento elaborado no âmbito do IPA, que foi apresentado ao deputado pela FPA, o Cecafé destacou a importância de uma boa estrutura de governança e de uma composição mais equilibrada no Conselho de Autoridade Portuária (CAP), incluindo a participação dos usuários de carga”, afirmou Heron.

O diretor técnico defendeu ainda a criação de indicadores logísticos para avaliação do desempenho portuário, de forma que os investimentos antecipem a demanda e reduzam gargalos. Segundo ele, atualmente as autoridades públicas enfrentam dificuldade em identificar os entraves logísticos diante dos recordes de exportação.

Em agosto, 50% dos navios — 168 de um total de 335 — tiveram atrasos ou alterações de escala nos principais portos do país, conforme o Boletim DTZ, elaborado pela startup ElloX Digital em parceria com o Cecafé. O Porto de Santos, responsável por 80,2% dos embarques de café no período, registrou atrasos ou alterações em 67% das embarcações, o que corresponde a 122 dos 182 porta-contêineres. O tempo máximo de espera chegou a 47 dias.

Ainda segundo o levantamento, 4% dos embarques tiveram gate aberto superior a quatro dias no Porto de Santos, enquanto 59% ocorreram entre três e quatro dias e 38% em menos de dois dias. No complexo portuário do Rio de Janeiro, segundo maior exportador do país, com 15,8% das remessas, 38% dos navios enfrentaram atrasos em agosto, com espera máxima de 36 dias. Desse total, 44% dos embarques tiveram gate aberto superior a quatro dias, 37% entre três e quatro dias e 19% menos de dois dias.





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Colheita de batata-doce entra na fase final em Feliz



Microclima favorece colheita de batata-doce



Foto: Pixabay

De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na última quinta-feira (2), a colheita da batata-doce na região administrativa de Lajeado está na fase final. Em Feliz, onde o cultivo é escalonado e o microclima se mantém favorável, a produção deve continuar por mais tempo.

Os produtores estão concluindo o plantio de ramas nas novas áreas, e, até o momento, não há registros de problemas fitossanitários. O preço do quilo do tubérculo varia entre R$ 1,50 e R$ 1,80.

Conforme o Censo Olerícola de 2025, elaborado pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) em parceria com a Emater/RS-Ascar, o cultivo de batata-doce ocorre em 215 unidades produtivas da região, ocupando uma área total de 116,42 hectares, com produtividade média de 17.626 quilos por hectare. Os municípios com maior produção são Feliz, Roca Sales, Encantado e Barão.





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Milho fecha 6ªfeira estável em Chicago, mas recua até 1,4% na semana


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A sexta-feira (19) chega ao final com os preços internacionais do milho registrando poucas movimentações e encerrando o pregão na estabilidade, mas acumulando desvalorizações semanais de até 1,4%. 

Roberto Carlos Rafael, da Germinar Corretora, explicou que o mercado internacional está sob forte pressão diante de uma safra recorde chegando nos Estados Unidos, com projeção de 430 milhões de toneladas, o que deve elevar os estoques em mais de 20 milhões de toneladas. Além disso, Ucrânia e Argentina também devem ofertar volumes maiores. 

Por outro lado, há suporte para os preços do ponto de vista da demanda. As exportações norte-americanas de milho seguem elevadas, já que o país é a originação mais barata no mercado internacional neste momento. 

No fim, Rafael acredita que a pressão negativa deva ter mais força daqui para a frente, conforme os trabalhos de colheita nos EUA seguirem avançando, até o momento 10% das lavouras já foram colhidas, de acordo com dados do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos). 

O vencimento dezembro/25 foi cotado a US$ 4,24 com alta de 0,25 ponto, o março/26 valeu US$ 4,41 com queda de 0,25 ponto, o maio/26 foi negociado por US$ 4,51 com perda de 0,50 ponto e o julho/26 teve valor de US$ 4,57 com baixa de 0,25 ponto. 

Esses índices representaram perdas, com relação ao fechamento da última quinta-feira (18), de 0,06% para o março/26, de 0,11% para o maio/26 e de 0,05% para o julho/26, além de ganho de 0,06% para o dezembro/25. 

No acumulado semanal, as posições do cereal norte-americano registraram desvalorizações de 1,40% para o dezembro/25, de 1,29% para o março/26, de 1,31% para o maio/26 e de 1,40% para o junho/26, com relação ao fechamento da última sexta-feira (12). 

variação semanal milho cbot

Mercado Interno 

Na Bolsa Brasileira (B3), os preços futuros do milho também finalizaram o pregão com movimentações próximas da estabilidade. 

Os últimos meses estão sendo de mercado do milho lateralizado no Brasil, mesmo com a colheita da safrinha praticamente finalizada.  

Segundo Roberto Carlos Rafael, da Germinar Corretora, o produtor tem administrado as vendas de forma cautelosa, entregando apenas volumes necessários e aproveitando o consumo interno, especialmente das usinas de etanol, que já formam estoques para o período de entressafra. 

Além disso, as exportações brasileiras permanecem fracas, limitadas pelo câmbio e pela resistência do produtor em aceitar os preços praticados nos portos, hoje na faixa de R$ 65,00 a R$ 66,00 por saca. A expectativa é que o país exporte cerca de 40 milhões de toneladas em 2025, abaixo do necessário para reduzir os estoques internos. Esse cenário pode gerar pressão adicional no início de 2026, quando haverá concorrência por espaço de armazenagem com a safra de soja. 

Por outro lado, a demanda de indústrias de ração e do setor de etanol tem garantido suporte às cotações, impedindo quedas mais acentuadas. Só em 2025, o consumo pelas usinas deve superar 24 milhões de toneladas, podendo chegar a 30 milhões em 2026, à medida que novas unidades entram em operação. Esse movimento ajuda a absorver parte da produção e equilibra a disputa entre exportações e o mercado doméstico. 

Confira como ficaram todas as cotações nesta sexta-feira 

No mercado físico brasileiro o preço da saca de milho se movimentou pouco neste último dia da semana. O levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas identificou valorizações apenas em Sorriso/MT e Brasília/DF. 

O vencimento novembro/26 foi cotado a R$ 67,35 com alta de 0,15%, o janeiro/26 valeu R$ 70,15 com elevação de 0,07%, o março/26 foi negociado por R$ 73,20 com estabilidade e o maio/26 teve valor de R$ 71,85 com ganho de 0,17%. 

No acumulado semanal, as cotações do milho brasileiro registraram perdas de 0,14% para o setembro/25, de 1,25% para o novembro/25 e de 1,41% para o janeiro/26, além de ganhos de 0,01% para o março/26 e de 0,20% para o maio/26, em relação ao fechamento da última sexta-feira (12). 

variação semanal milho b3





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Brasileiros têm R$ 10,4 bilhões esquecidos em bancos para resgatar



Mais de 53 milhões de pessoas e empresas possuem R$ 10,46 bilhões em valores esquecidos em instituições financeiras, segundo informou o Banco Central (BC) nesta terça-feira (7). Do total, R$ 8,08 bilhões pertencem a 48,4 milhões de pessoas físicas, enquanto R$ 2,37 bilhões estão em nome de 4,56 milhões de empresas.

Os dados, divulgados com dois meses de defasagem, referem-se a agosto de 2025 e fazem parte do Sistema de Valores a Receber (SVR). Segundo o BC e o Ministério da Fazenda, não há prazo limite para o saque dos valores, que permanecem guardados nas instituições até que o titular solicite o resgate.

Em 2024, o Congresso autorizou o Tesouro Nacional a recolher os recursos, mas o Ministério da Fazenda afirma que o processo não está em andamento.

Apenas em agosto, os resgates somaram R$ 396,7 milhões. Desde o lançamento do sistema, em fevereiro de 2022, R$ 11,74 bilhões foram devolvidos. Desse total, 30,3 milhões de pessoas físicas recuperaram R$ 8,66 bilhões, e 3,2 milhões de empresas receberam R$ 3,08 bilhões.

Resgate gratuito e seguro

O BC reforça que todo o processo de consulta e resgate é gratuito e deve ser feito apenas pelo site oficial do Sistema de Valores a Receber, que exige conta nível ouro ou prata e verificação em duas etapas pelo portal gov.br..

Quem tem chave Pix cadastrada pode optar pela devolução direta, recebendo o dinheiro em até 12 dias úteis. Quem não possui Pix precisa entrar em contato com a instituição financeira indicada pelo sistema para combinar a forma de pagamento.

No fim de maio, o BC informou que é possível habilitar um pedido automático de resgate de valores a receber, feito no próprio SVR. O processo pretende facilitar a vida do cidadão, que não precisará consultar o sistema periodicamente nem registrar manualmente o pedido de cada valor em seu nome.

Pequenos valores

A maior parte dos beneficiários tem direito a quantias baixas. De acordo com o Banco Central, 64% dos correntistas possuem valores de até R$ 10, enquanto apenas 1,8% têm montantes acima de R$ 1 mil.

Os valores estão distribuídos principalmente entre bancos (R$ 5,9 bilhões), administradoras de consórcio (R$ 3,1 bilhões) e cooperativas de crédito (R$ 864 milhões). Também há recursos em instituições de pagamento, financeiras, corretoras e distribuidoras.

Entre as origens mais comuns dos valores esquecidos estão contas correntes e poupanças encerradas, tarifas cobradas indevidamente, cotas de cooperativas de crédito, recursos de consórcios encerrados e contas de pagamento com saldo residual.

Golpes

O Banco Central aconselha o correntista a ter cuidado com golpes de estelionatários que alegam fazer a intermediação para supostos resgates de valores esquecidos, mesmo com a interrupção dos saques.

O órgão ressalta que todos os serviços do Valores a Receber são totalmente gratuitos, que não envia links nem entra em contato para tratar sobre valores a receber ou para confirmar dados pessoais.



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Soja tem dia de aumento nos preços; confira as cotações por região do Brasil



O mercado brasileiro de soja registrou melhores indicações nesta terça-feira (7). Segundo o analista Rafael Silveira, da consultoria Safras & Mercado, houve negócios reportados, com a indústria buscando produtos disponíveis, enquanto nos portos não se observaram movimentações agressivas.

”Os preços melhoraram em quase todas as praças, mas ainda existe um spread elevado entre comprador e vendedor”, destacou.

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No dia, a Bolsa de Chicago apresentou alta tímida, enquanto o dólar comercial ganhou fôlego de valorização e os prêmios se mantiveram estáveis, sustentando as ofertas. No entanto, os negócios com a safra nova seguem lentos, refletindo cautela do mercado diante de incertezas no cenário internacional.

Saiba os preços de soja no Brasil:

  • Passo Fundo (RS): subiu de R$ 129,00 para R$ 131,00
  • Santa Rosa (RS): subiu de R$ 130,00 para R$ 132,00
  • Cascavel (PR): subiu de R$ 132,00 para R$ 135,00
  • Rondonópolis (MT): subiu de R$ 121,00 para R$ 123,00
  • Dourados (MS): subiu de R$ 124,50 para R$ 125,00
  • Rio Verde (GO): subiu de R$ 121,00 para R$ 123,00
  • Paranaguá (PR): subiu de R$ 136,00 para R$ 137,00
  • Rio Grande (RS): subiu de R$ 135,00 para R$ 137,50

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja fecharam o dia em leve oscilação na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). O movimento foi caracterizado como uma recuperação técnica, com preços flutuando em uma margem estreita. A paralisação do governo americano deixou de divulgar dados essenciais sobre a evolução da colheita e o ritmo das exportações, mantendo o mercado cauteloso.

Os contratos da soja em grão para entrega em novembro fecharam a US$ 10,22 por bushel, com leve queda de 0,41%. Já o contrato de janeiro teve cotação de US$ 10,39 por bushel, alta de 0,31%. Nos subprodutos, o farelo fechou a US$ 276,90 por tonelada, recuando 0,07%, e o óleo encerrou em 51,04 centavos de dólar, com alta de 1,31%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,75%, negociado a R$ 5,3501 para venda e R$ 5,3481 para compra, com mínima de R$ 5,3194 e máxima de R$ 5,3534 durante o dia.



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