sábado, abril 18, 2026

Autor: Redação

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Ouça agora o que mexe com a economia e os mercados hoje com o Diário Econômico


No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, comenta que a ata do Fed reforçou divergências sobre cortes de juros, fortalecendo o dólar global e limitando queda dos Treasuries.

No Brasil, juros futuros recuaram com risco de derrota da MP 1.303, enquanto o Ibovespa subiu 0,56% e o dólar caiu a R$ 5,34.

Hoje, destaque para o IPCA de setembro, projetado em 0,53%, puxado por preços administrados.

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação



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Chuva se espalha por vários estados e pode haver temporal; confira a previsão do tempo



Saiba como fica a previsão do tempo em todas as regiões do país nesta quinta-feira (9) e veja onde vai ter chuva, de acordo com a análise da Climatempo.

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.

Sul

O tempo permanece instável no Paraná e no norte e oeste de Santa Catarina, com fortes pancadas de chuva ao longo do dia. Também há chance de chuva no litoral catarinense.

No Rio Grande do Sul, o tempo segue mais aberto. Em Santa Catarina e no centro-sul do Paraná, as temperaturas ficam mais baixas durante a tarde. Em Curitiba, a máxima prevista é de 13 °C, com previsão de chuva contínua ao longo do dia.

Sudeste

As instabilidades se espalham sobre São Paulo, Rio de Janeiro, Triângulo Mineiro e centro-sul e leste de Minas Gerais.

Em algumas cidades do norte paulista há chance de chuva mais significativa, inclusive em áreas do nordeste do estado, na divisa com Minas Gerais.

Há risco de chuva forte e acumulados elevados no litoral de São Paulo e o do Rio de Janeiro.

No Espírito Santo, a entrada de umidade marítima favorece a formação de nuvens carregadas ao longo do dia.

Centro-Oeste

As áreas de instabilidade continuam ativas no sul, leste, norte e interior de Mato Grosso do Sul, além da faixa norte e central de Mato Grosso e de áreas do centro e sul de Goiás. A combinação de calor e umidade atmosférica mantém as condições para chuva isolada.

As temperaturas seguem elevadas em toda a região. Em Goiás e no leste de Mato Grosso, a umidade relativa do ar permanece baixa, especialmente durante a tarde.

Nordeste

A chuva continua atuando na faixa leste da região, com maior intensidade no litoral da Bahia e de Pernambuco. Também há chance de chuva no agreste baiano.

No interior, podem ocorrer pancadas isoladas no sul do Maranhão, na divisa com o Tocantins.

As temperaturas permanecem elevadas, com calor intenso e baixa umidade relativa do ar nas áreas mais afastadas do litoral.

Norte

Os temporais continuam atuando em Roraima, Amazonas e Pará. No Amapá e no Acre, o tempo segue mais aberto.

Algumas pancadas de chuva podem avançar do Pará em direção ao Tocantins, variando entre intensidade moderada e pontualmente forte.

Em Rondônia, o tempo fica mais firme, mas ainda há chance de pancadas isoladas nas áreas próximas à divisa com Mato Grosso e Amazonas.



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AgroNewsPolítica & Agro

Polícia diz que metanol foi adicionado, e não gerado em destilação


O Instituto de Criminalística da Polícia Científica de São Paulo confirmou nesta quarta-feira (8) que o metanol encontrado nas garrafas contaminadas examinadas foi adicionado, pois sua concentração é anormal e não configura produto de destilação natural.

O processo de destilação tende a gerar tipos diferentes de álcoois, sendo o metanol um dos leves, que tendem a ficar na parte de cima do volume, seja ele um tonel artesanal, de madeira, ou um industrial de centenas de litros. Essa “cabeça”, como é chamada, tem de ser separada, um processo que os químicos e engenheiros químicos acompanham e coordenam. 

A separação é feita por meio da temperatura, pois o metanol tem ponto de ebulição de 64,7 graus Celsius (ºC), ao passo que o do etanol é 78,4°C. A concentração abaixo de 0,25ml para cada 100ml de volume é aceita pelos órgãos técnicos pois não representa risco para o consumidor.

“Em destilarias profissionais, devidamente operadas por profissionais credenciados pelos CRQs [Conselhos Regionais de Química), esta fração inicial é descartada, uma vez que concentra os álcoois mais leves e tóxicos. No entanto, em produções artesanais ou clandestinas, esse controle muitas vezes não é feito adequadamente, resultando em maior concentração de metanol na bebida final”, explicou em nota técnica o Conselho Regional de Química da Oitava Região/Sergipe (CRQ VIII). Segundo o órgão, doses a partir de 4ml de metanol já podem causar danos como a cegueira, e doses acima de 20ml tem risco de causar morte.

Em todo o país, 24 pessoas foram intoxicadas por metanol após a ingestão de bebidas adulteradas.

Segundo a Secretaria de Segurança de São Paulo, as polícias Civil e Militar, em ações distintas realizadas ontem na cidade de Campinas, mais de 3 mil garrafas de bebidas com suspeita de falsificação. Na ação da Polícia Civil, um homem foi preso em flagrante após a descoberta de uma fábrica clandestina de uísque. Com ele foram encontrados dois galões de 50 litros e 335 garrafas cheias, prontas para o comércio.

Já na ação conduzida pela PM, foram encontradas em um galpão 2,9 mil garrafas com bebidas destiladas. Um homem fugiu do local.

Também na terça, no centro da capital paulista, cerca de 70 mil garrafas foram encontradas em três depósitos clandestinos, utilizados para armazenamento e comercialização. Havia produtos vencidos e sem origem comprovada. Dois homens foram presos em flagrante.

A Justiça do estado autorizou hoje o governo a destruir 100 mil garrafas apreendidas pelas forças de segurança no inquérito que investiga a adulteração de beidas.





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Milho tem semeadura adiantada e bom desenvolvimento


De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na última quinta-feira (2), as condições climáticas com dias secos e boa luminosidade favoreceram o avanço da semeadura do milho em todas as regiões do Estado, que alcançou 72% da área prevista. A umidade adequada do solo possibilitou a aplicação de adubação nitrogenada em cobertura nas lavouras em estágios entre V6 e V7, além do manejo de plantas daninhas em áreas mais recentes, nos estágios V2 a V4.

O monitoramento da cigarrinha-do-milho, realizado pela Emater/RS-Ascar em conjunto com os produtores, apontou aumento da incidência da praga na região do Alto Uruguai. Também foi registrado crescimento na presença de percevejos. Nesse contexto, a aplicação de Inseticidas combinada ao uso de herbicidas tem sido adotada como alternativa para reduzir custos. Segundo dados preliminares da Emater/RS-Ascar, a área cultivada com milho na safra 2025/2026 deve alcançar 785.030 hectares, com produtividade estimada em 7.376 kg por hectare.

Na região administrativa de Bagé, na Fronteira Oeste, o tempo seco e a luminosidade favoreceram o desenvolvimento das lavouras e o avanço da semeadura, inclusive em áreas de replantio. Em Maçambará, 93% dos 3 mil hectares previstos já foram plantados. Em São Borja, o plantio está praticamente encerrado, restando apenas áreas de terras baixas ainda com excesso de umidade. Os produtores têm realizado o controle de ervas daninhas com herbicidas e a aplicação de fertilizantes nitrogenados e potássicos em cobertura. O monitoramento da cigarrinha-do-milho na região indica baixa incidência do inseto.

Na região de Caxias do Sul, a semeadura segue em andamento, mas a germinação tem ocorrido de forma lenta devido às temperaturas mais baixas, principalmente nos Campos de Cima da Serra, onde se concentram as maiores áreas de cultivo. Em Erechim, 90% da área foi semeada, e as lavouras apresentam bom desenvolvimento. Nas áreas mais adiantadas, iniciou-se a aplicação da adubação nitrogenada em cobertura.

Na região de Ijuí, a semeadura já atinge 94% da área projetada. As lavouras apresentam emergência uniforme, com poucas falhas. Apesar de danos pontuais nas folhas causados por chuvas intensas no período anterior, o potencial produtivo não foi comprometido. As lavouras mais avançadas estão nos estágios V6 a V7 e recebem adubação nitrogenada, enquanto aquelas nos estágios V2 a V4 passam por aplicação de herbicidas. O monitoramento indica baixa incidência da cigarrinha-do-milho.

Em Santa Rosa, 87% da área foi semeada, e as lavouras estão em fase de crescimento vegetativo. As condições climáticas, com chuvas regulares e temperaturas adequadas, têm favorecido o desenvolvimento das plantas. Em Garruchos, não foi detectada presença da cigarrinha-do-milho nas armadilhas de monitoramento, mas em outros municípios, como Guarani das Missões, há registros da praga.

Na região de Soledade, o plantio do milho precoce foi concluído, representando 60% da área cultivada. O preparo das áreas para o plantio intermediário está em andamento. As lavouras recém-semeadas apresentam germinação e emergência adequadas. O monitoramento da cigarrinha-do-milho é constante, e em casos pontuais há aplicação preventiva de inseticidas. Também é feito o acompanhamento de pragas como grilos e percevejos. As primeiras áreas implantadas já começaram a receber a adubação nitrogenada em cobertura.





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Estoques de soja caem mais de 30% em MT e acendem alerta para o mercado



Em contrapartida, o consumo interestadual apresentou avanço



Foto: Expodireto Cotrijal

O Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) atualizou, em outubro de 2025, os dados da demanda de soja no estado. As exportações para a safra 2024/25 foram reduzidas em 0,97% em relação ao relatório de setembro, totalizando agora 30,50 milhões de toneladas. Em contrapartida, o consumo interestadual apresentou avanço expressivo de 11,99%, atingindo 6,54 milhões de toneladas. Estoques finais caíram mais de 30% no comparativo mensal.

O consumo interno também subiu, embora de forma mais moderada, com alta de 0,32% e estimativa de 13,03 milhões de toneladas. Esse movimento é atribuído à ampliação da capacidade das indústrias esmagadoras no estado, que vêm ampliando sua participação na demanda total pela oleaginosa.

A combinação entre alta na demanda e redução nas exportações provocou queda acentuada nos estoques finais da safra 2024/25, que foram projetados em 0,92 milhão de toneladas — recuo de 32,42% em comparação ao mês anterior. Para a safra 2025/26, o cenário também foi ajustado. As exportações foram novamente revistas para baixo, com recuo de 1,67%, ficando estimadas em 29,33 milhões de toneladas. Já os volumes de consumo interestadual e interno foram mantidos em 4,54 milhões e 13,24 milhões de toneladas, respectivamente.

A diferença na dinâmica da nova safra aparece nos estoques finais, que registraram alta de 5,92% frente à projeção anterior e estão agora estimados em 1 milhão de toneladas. O Imea atribui essa elevação ao ritmo lento da comercialização da soja até o momento. Para produtores e indústrias, o cenário sinaliza a importância de monitorar o ritmo de comercialização e o comportamento das exportações na virada entre as safras 2024/25 e 2025/26.

 





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Boi gordo e “boi China” registram alta em São Paulo


De acordo com a análise desta terça-feira (7) do informativo Tem Boi na Linha, publicado pela Scot Consultoria, o mercado do boi gordo abriu o dia com alta de R$ 2,00 por arroba e o “boi China” com aumento de R$ 3,00 por arroba em São Paulo. Para as fêmeas, as cotações permaneceram estáveis. As escalas de abate nas indústrias atendiam, em média, a nove dias.

Segundo a consultoria, “o escoamento da carne ainda não estava dentro do esperado, mas a chegada do quinto dia útil do mês poderia impulsionar as vendas”. Além disso, parte das indústrias vinha oferecendo valores mais altos para completar as escalas de abate. A Scot também destacou que “a exportação de carne bovina in natura seguia com excelente desempenho”, fator que contribuiu para a sustentação dos preços no mercado interno.

No Espírito Santo, o “boi China” registrou alta de R$ 3,00 por arroba, enquanto a vaca teve aumento de R$ 5,00 por arroba. As demais categorias mantiveram estabilidade. As escalas de abate no estado estavam, em média, para cinco dias.

Na região Oeste do Maranhão, após a elevação registrada no dia anterior para todas as categorias, os preços permaneceram sem alteração. Em Alagoas, a cotação da vaca recuou R$ 5,00 por arroba, enquanto os valores do boi gordo e da novilha se mantiveram inalterados.

Em relação ao mercado externo, a exportação de carne bovina in natura alcançou volume recorde em setembro, com 314,7 mil toneladas embarcadas — o maior da história. A média diária foi de 14,3 mil toneladas, aumento de 25,1% em relação a setembro de 2024. O preço médio da tonelada ficou em US$ 5,6 mil, alta de 24,4% na comparação anual.





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Embrapa encerra circuito Diálogos pelo Clima e prepara documento para a COP30



O circuito Diálogos pelo Clima, iniciativa da Embrapa, chegou à Mata Atlântica, última etapa de um percurso que passou pelos seis biomas brasileiros. O projeto promoveu encontros com especialistas, produtores rurais, representantes da pesquisa, da sociedade civil e do setor produtivo, com o objetivo de conectar saberes locais a estratégias globais de enfrentamento às mudanças climáticas.

A presidente da Embrapa, Silvia Massruhá, destacou a importância da escuta em cada território.

“Nesses eventos, a gente percebe ao mesmo tempo a diversidade de demandas que existem por bioma, mas também a convergência na busca por uma agricultura mais resiliente às mudanças climáticas”, afirmou. “Vemos desde práticas de manejo sustentável até o potencial genético de espécies mais resistentes ao estresse hídrico e a doenças”, completou.

Estratégias para uma agricultura sustentável

Com base nas experiências colhidas em todo o país, a Embrapa prepara agora um documento estratégico que será encaminhado à direção da COP30, conferência da ONU sobre o clima que acontece em novembro, em Belém (PA). O material vai reunir propostas e resultados que reforçam o papel da agricultura brasileira na mitigação dos efeitos climáticos e na produção sustentável.

Segundo Silvia Massruhá, o trabalho reflete a evolução das políticas públicas voltadas à sustentabilidade no campo.

“Nós temos políticas mais antigas, como o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc), que hoje evolui para o Zarc Níveis de Manejo, incentivando práticas sustentáveis”, disse. “Essa jornada vai desde a reconversão de pastagens degradadas até o mercado de carbono e o pagamento por serviços ambientais. Tudo isso compõe uma agricultura sustentável, resiliente e preditiva”, ressaltou.

Práticas regenerativas e inovação

Durante o circuito, práticas de agricultura e pecuária regenerativas ganharam destaque, mostrando que a ciência e o conhecimento local podem caminhar juntos. Segundo Walkymário Lemos, chefe da Embrapa Amazônia Oriental, essas experiências serão apresentadas ao mundo durante a COP30, na AgriZone, a casa da agricultura sustentável brasileira.

“Vamos mostrar experiências que vão desde cultivos agroalimentares biofortificados até sistemas biodiversificados de integração lavoura-pecuária-floresta”, contou Lemos. “Teremos também propostas de recuperação de áreas degradadas e novos arranjos agroflorestais adaptados a diferentes realidades regionais”.

Agro brasileiro em destaque na COP30

O Canal Rural é parceiro da Embrapa nessa missão de mostrar ao mundo o protagonismo do agro brasileiro. O presidente da emissora, Julio Cargnino, reforçou a importância dessa jornada conjunta.

“O Canal Rural está envolvido desde o início do projeto Diálogos pelo Clima. Esta já é a sétima etapa e acompanhamos todas elas. Agora estamos nos preparando para, a partir de 10 de novembro, estarmos juntos com a Embrapa e com as entidades do setor na AgriZone, em Belém”, afirmou.

Com o encerramento do circuito, a Embrapa consolida o aprendizado de uma jornada que uniu ciência, inovação e sustentabilidade, reforçando o compromisso do Brasil com uma agricultura mais verde, eficiente e conectada ao futuro climático do planeta.



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Frente fria colabora para virar o tempo em região do país; confira



O avanço recente de uma frente fria entre o Sul e o Sudeste do Brasil trouxe mudanças significativas no tempo no Centro-Oeste. O sistema, mesmo sem atuar diretamente sobre a região, estimula a formação de um canal de umidade que favorece a formação de nuvens carregadas e provoca mudança na direção dos ventos, de acordo com a Climatempo. O resultado é um alívio no calor intenso que vinha predominando na região nos últimos dias.

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.

As instabilidades seguem ativas nos próximos dias, ainda que de forma irregular. As chuvas ocorrem em pancadas isoladas, intercaladas com períodos de sol e tempo firme. Em áreas do norte de Mato Grosso e do sul de Mato Grosso do Sul, há risco de pancadas mais fortes, acompanhadas de raios e rajadas de vento.

Também deve chover entre o sudeste de Mato Grosso e o sul de Goiás, enquanto o norte goiano segue com tempo seco e temperaturas elevadas.

Risco de temporais isolados

Em Mato Grosso, a atmosfera permanece bastante úmida, mantendo as condições para pancadas mais expressivas no norte do estado, com potencial para temporais isolados.

Em Mato Grosso do Sul, as instabilidades se concentram principalmente no extremo sul. Já em Goiás, a chuva tende a ocorrer com maior frequência no sul, alternando momentos de abafamento e precipitação.

Tendência: mais chuva e menos calor

Nos próximos dias, o cenário úmido deve persistir no Centro-Oeste. As chuvas variam de intensidade e podem acumular até 25 mm em grande parte da região.

A partir da próxima segunda-feira (13), a expectativa é de manutenção da umidade e expansão das áreas de chuva, principalmente entre Mato Grosso do Sul, Goiás e o Triângulo Mineiro, onde os acumulados podem atingir 30 mm.

Entre o sábado (11) e a próxima terça (14), um novo sistema meteorológico deve se intensificar sobre o Centro-Sul, provocando instabilidades mais fortes. A previsão indica chuvas generalizadas e volumosas, além da redução das temperaturas. Isso deve trazer alívio para o calor e melhorar as condições de umidade do ar.



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Projeto de conservação protege 30 mil hectares de floresta nativa em Mato Grosso



Um projeto piloto do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam) deixou um legado de conservação em Mato Grosso, protegendo cerca de 30 mil hectares de floresta. A iniciativa será apresentada durante a COP30, em Belém, e mostra caminhos para políticas públicas de preservação e pagamento por serviços ambientais a produtores e empresas agrícolas.

A primeira fase do projeto, iniciado em 2020, envolveu 25 fazendas em Mato Grosso, Pará e Maranhão. O programa valoriza o trabalho do produtor que mantém áreas de vegetação nativa, oferecendo remuneração entre R$ 240 e R$ 400 por hectare ao ano, aproximando-se do que seria obtido em atividades convencionais, como produção de soja, milho ou pecuária.

Segundo André Guimarães, diretor executivo do Ipam, o projeto vai além da conservação. “Nossa agricultura depende do ciclo natural de chuvas. Em última instância, o Conserv protege vegetação nativa, biodiversidade e serviços ambientais, mas também garante a resiliência da agricultura brasileira para o futuro”, explica.

“Então foi com isso em mente que criamos há 8 anos atrás o Conserv. Ele funcionou até outubro de 2024, enceraram-se os contratos, mas a ideia conceitual continua”, conclui.

Financiado pelos governos da Noruega e dos Países Baixos, o pagamento por serviços ambientais é uma forma de valorizar o trabalho do produtor, reconhecendo o esforço em manter a área de vegetação nativa. Para muitos, esta remuneração é vista como uma quarta safra.

“Não teve mais incêndios como era antigamente. Então se eu não deixar ela em pé, quem vai deixar?”, diz o produtor de Sapezal, Carlos Roberto Simonetti.

Com a COP30 no Brasil, a expectativa é que iniciativas como esta ganhem mais visibilidade, destacando o protagonismo do país na luta contra as mudanças climáticas no mundo.



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Frutas puxam indicador de preços da Ceagesp em setembro, mas há queda no ano



O índice de preços Ceagesp registrou alta de 4,06% em setembro, ante alta de 1,15% no mês anterior. “No mesmo período do ano passado, o índice havia apresentado alta de 2,69%. Com o resultado obtido, acumula queda de 2,46% no ano e alta de 2,30% em 12 meses”, disse a Ceagesp em nota.

O setor de frutas subiu 9,67% ante agosto. Acumula queda de 2,80% no ano e alta de 3,63% em 12 meses. As principais altas ocorreram nos preços de limão-taiti (+42,10%) e do maracujá-azedo (+41,13%). As principais quedas ocorreram nos preços de morango (-31,55%) e da melancia (-14,86%).

“O setor de frutas foi o que mais contribuiu para a alta de preços (inflação IP-Ceagesp) de setembro, com 73% dos produtos apresentando alta, sendo determinantes para este cenário fatores de sazonalidade e restrição no volume de oferta”, destacou a empresa.

O setor de legumes caiu 11,22%, acumulando alta de 19,85% no ano e de 19,90% em 12 meses. As principais quedas ocorreram nos preços de maxixe (-40,81%) e vagem macarrão (-38,52%). As principais altas ocorreram nos preços de batata doce rosda (+38,51%) e tomate caqui (+35,47%).

O setor de verduras caiu 7,86%, acumulando retração de 13,57% no ano e alta de 10,26% em 12 meses. As principais quedas ocorreram nos preços de coentro (54,81%) e espinafre (17,27%). As principais altas ocorreram nos preços de salsa (66,93%) e brócolis (8,88%).

O setor de diversos cedeu 4,52%, acumulando recuo de 17,70% no ano e de 26,36% em 12 meses. As principais quedas ocorreram nos preços de coco seco (18,59%) e da cebola nacional (13,48%). As principais altas ocorreram nos preços de batata escovada (+12,08%) e amendoim com pele (3,68%).

O setor de pescados subiu 0,55%, acumulando queda de 6,50% no ano e de 3,20% em 12 meses. As principais altas ocorreram nos preços de sardinha Lages (125,00%) e anchovas (25,83%). As principais quedas ocorreram nos preços de cavalinha (12,18%) e namorado (9,49%).



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