sábado, abril 18, 2026

Autor: Redação

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Frango vencido há 8 anos é apreendido pelo Ministério Público em armazém



O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) apreendeu, nesta quarta-feira (8), 675 quilos de alimentos e bebidas impróprios para consumo, incluindo um frango vencido há 8 anos.

O mandado de busca e apreensão foi realizado na casa de um comerciante em Alecrim, na região noroeste do estado. O investigado armazenava irregularmente os produtos no imóvel anexo ao mercado de sua propriedade.

Durante a fiscalização, foram recolhidos vinho, cachaça, banha, ovos, mel, queijo, feijão, leite e carne, todos sem origem comprovada.

Além disso, os fiscais confiscaram unidades de álcool com venda proibida e medicamentos vencidos, cuja comercialização é ilegal.

Sobre a ação

A ação dá continuidade à operação realizada pelo MPRS na última quarta-feira (7), quando foram cumpridos nove mandados de busca e apreensão no mesmo município.

Ao todo, apreenderam em torno de 25 toneladas de produtos impróprios para consumo, entre elas, 14 toneladas de bebidas irregulares, sem origem, com rótulos adulterados e validade vencida.

A operação teve colaboração de servidores da Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor de Porto Alegre, do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco/MPRS), da Secretaria Estadual da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), da Secretaria Estadual da Saúde e da Patrulha Ambiental da Brigada Militar (Patram).

*Sob supervisão de Victor Faverin



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Exportações de café caem 18% em setembro com tarifaço dos EUA



O Brasil exportou 3,75 milhões de sacas de café em setembro, queda de 18,4% em relação ao mesmo mês do ano passado. A retração reflete estoques mais baixos, safra menor e o tarifaço de 50% imposto pelos Estados Unidos sobre o produto brasileiro.

Apesar do recuo nos embarques, a receita cambial cresceu 11,1%, somando US$ 1,36 bilhão, segundo o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé).

Desempenho da safra e impacto do tarifaço

Nos três primeiros meses do ano-safra 2025/26, o país exportou 9,67 milhões de sacas, volume 20,6% inferior ao do mesmo período anterior. A receita, no entanto, subiu 12%, para US$ 3,52 bilhões, puxada por preços mais altos.

De acordo com o presidente do Cecafé, Márcio Ferreira, a queda já era esperada após os recordes de exportação de 2024. “A disponibilidade de café diminuiu com estoques menores e nova quebra de safra. O tarifaço dos Estados Unidos agravou o cenário, reduzindo as compras do nosso principal parceiro comercial”, afirmou.

Em setembro, as importações norte-americanas caíram 52,8%, para 332 mil sacas, fazendo o país cair para a terceira posição entre os compradores do café brasileiro. A Alemanha liderou as aquisições (654 mil sacas), seguida pela Itália (334 mil).

Pressão por diálogo comercial

Além disso, Ferreira defendeu que o governo brasileiro atuar rapidamente para retomar o diálogo com Washington. Ele lembrou que, após conversas entre os presidentes Lula e Donald Trump, o setor aguarda avanços diplomáticos. “Os Estados Unidos continuam sendo o maior destino do nosso café no acumulado do ano. Precisamos agir para evitar novas perdas”, disse.

O Cecafé solicitou reunião com o vice-presidente Geraldo Alckmin, responsável pelo comitê que coordena as negociações comerciais, para discutir medidas de reação. Segundo a entidade, os cafés brasileiros respondem por mais de um terço do mercado norte-americano, onde 76% da população consome a bebida.

Principais destinos e tipos exportados

De janeiro a setembro, as exportações somaram 29,1 milhões de sacas, retração de 20,5% frente ao mesmo período de 2024. Ainda assim, a receita subiu 30%, totalizando US$ 11,04 bilhões, refletindo o câmbio favorável e a valorização do produto.

Os Estados Unidos seguem na liderança anual, com 4,36 milhões de sacas importadas (-24,7%), seguidos por Alemanha, Itália, Japão e Bélgica. O arábica representou 79,7% dos embarques, enquanto os cafés diferenciados, com certificações de sustentabilidade e qualidade, responderam por 20% das vendas externas, movimentando US$ 2,5 bilhões.

O Porto de Santos manteve-se como principal via de escoamento, responsável por 79% das exportações brasileiras de café nos nove primeiros meses de 2025.



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Lista de produtos que têm direito a bônus do PGPAF é atualizada; confira



A lista com o bônus de descontos do Programa de Garantia de Preços para a Agricultura Familiar (PGPAF), calculado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), já foi divulgada.

Neste mês, passam a contar com os benefícios do programa os produtores de raiz de mandioca em Santa Catarina, mel de abelha em Sergipe e no Rio Grande do Sul, feijão-caupi no Amapá e arroz em Santa Catarina, Sergipe e Tocantins.

Além desses, outros 18 produtos em diferentes estados brasileiros estão contemplados na lista publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta quinta-feira (9/10). O bônus entra em vigor a partir de amanhã (10) e segue até 9 de novembro.

Maiores descontos

Os maiores bônus serão concedidos aos produtores de cebola em São Paulo e Paraná, com diferença entre o preço de garantia e o valor de comercialização de 70,31% e 65,62%, respectivamente. O feijão-caupi no Amapá terá desconto de 64,92%, a batata no Paraná receberá abatimento de 59,65%, e o mel de abelha no Rio Grande do Sul terá bônus de 54,52%.

Outros produtos contemplados

Além dos estados já citados, também terão direito ao bônus os produtores de:

  • Açaí (Acre)
  • Alho (Minas Gerais e Goiás)
  • Arroz (Mato Grosso e Ceará)
  • Banana (Pernambuco)
  • Batata (Rio Grande do Sul e Distrito Federal)
  • Borracha natural cultivada (Espírito Santo e São Paulo)
  • Cará (Amazonas e Espírito Santo)
  • Castanha de caju (Piauí e Rio Grande do Norte)
  • Cebola (Bahia e Distrito Federal)
  • Erva-mate (Santa Catarina)
  • Feijão (Rio de Janeiro, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul)
  • Feijão-caupi (Pará, Tocantins, Maranhão, Pernambuco, Piauí e Mato Grosso)
  • Laranja (Bahia, Sergipe e Rio Grande do Sul)
  • Leite (Maranhão)
  • Manga (Bahia)
  • Maracujá (Minas Gerais)
  • Mel de abelha (Bahia, Paraíba, Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Mato Grosso do Sul)
  • Milho (Bahia e Maranhão)
  • Raiz de mandioca (Espírito Santo, Rio de Janeiro e São Paulo)
  • Sisal (Bahia e Paraíba)
  • Trigo (Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Goiás e Mato Grosso do Sul)

Como funciona

A portaria com os valores do bônus mensal é divulgada pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA). O benefício do PGPAF é concedido sempre que o valor de mercado dos produtos fica abaixo do preço de garantia, com base nos custos de produção elaborados pela Conab.

O programa tem como objetivo apoiar o produtor familiar na implantação, ampliação ou modernização de estruturas de produção, beneficiamento e indústrias em áreas rurais e comunitárias.

Para acessar a lista com todos os produtos contemplados neste mês e os percentuais de bônus acesse aqui.



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AgroNewsPolítica & Agro

Safra de trigo deve cair 6,5% no Brasil


A produção de trigo no Brasil para a safra 2024/25 apresenta reduções significativas em alguns estados, enquanto outros registram crescimento, conforme levantamento realizado pela TF Agroeconômica. Os dados obtidos são fundamentais para o mercado brasileiro, pois orientam decisões estratégicas de importação e exportação, influenciando preços e planejamento da cadeia produtiva. A análise detalhada por estado mostra um cenário misto, refletindo diferenças climáticas, manejo agrícola e histórico de produtividade.

No Rio Grande do Sul, principal produtor nacional de trigo, a expectativa de colheita caiu 18,24% em relação à safra anterior, passando de 3,91 milhões de toneladas para cerca de 3,2 milhões. Santa Catarina também deve registrar queda, de 460,7 mil toneladas para 374,5 mil, recuo de 18,71%. Estados do Centro-Oeste, como Goiás e Bahia, enfrentam perdas ainda mais expressivas, de 25,4% e 34,21%, respectivamente, impactando diretamente o fornecimento regional e a necessidade de ajustes nas estratégias de comercialização.

Por outro lado, Mato Grosso do Sul deve apresentar crescimento significativo de 88,19%, passando de 44,9 mil toneladas para 84,5 mil, impulsionado por condições climáticas favoráveis e incremento no investimento em tecnologia agrícola. Paraná e Distrito Federal também registram evolução positiva, com aumento de 12,78% e 15,62%, respectivamente, enquanto Minas Gerais tem um incremento mais modesto, de 4,37%. No total, a produção nacional de trigo deve atingir 7,38 milhões de toneladas, representando queda de 6,48% em relação à safra 2023/24, que alcançou 7,88 milhões. 

 





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Com custos elevados, sojicultores de MT adotam cautela e aguardam melhora no clima



Na região sudeste do estado de Mato Grosso, o início do plantio da soja segue ditado pelo clima. As chuvas irregulares fazem com que a safra avance de forma desigual: alguns agricultores já semearam cerca de 40% da área prevista, enquanto outros aguardam a umidade ideal para começar.

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Em Primavera do Leste, produtores relatam que, com custos elevados e margens apertadas, a temporada exige cautela e planejamento rigoroso. “Não é ano para floreios ou gastos excessivos. O objetivo é manter a média do ano passado”, comenta o gerente do Sindicato Rural, Carlos Donim.

A região conhecida como Grande Primavera, que abrange 11 municípios de Mato Grosso, deve plantar 1,6 milhão de toneladas de soja nesta safra. Na temporada anterior, o município colheu em média 52 sacas por hectare.

Segundo fonte da Cearpa, não há margem para erros. O tempo ainda está a favor, mas é preciso ”pé no chão” e esperar o clima para concretizar o plantio. No início, houve dificuldades devido à demora na entrega de insumos, que agora se normalizou. As chuvas do final de setembro ajudaram a ajustar esses problemas e preparar melhor os produtores para a safra.

Em Jaciara, o cenário é semelhante, pois o ritmo das chuvas ainda é tímido e irregular. Agricultores que já plantaram destacam o desafio de manter a umidade nos talhões e garantir que as plantas se enraízem bem diante das altas temperaturas. “Além do manejo correto, ainda pedimos para São Pedro ajudar”, brinca um produtor.



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Pesca ilegal resulta na apreensão de 60 toneladas de pescado



O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) aplicou autuações administrativas e multas que somam mais de R$ 1 milhão. A operação, realizada na última semana de setembro, resultou na apreensão de 60 toneladas de pescado capturado ilegalmente.

A operação, intitulada Saragaço, teve como foco o combate à pesca irregular, especialmente com o uso de redes de emalhe, tanto de fundo quanto de superfície. A ação foi realizada em áreas do litoral norte catarinense, região de alta relevância ambiental e submetida a regime especial de proteção.

Durante a vistoria, 14 embarcações foram apreendidas pela equipe de fiscalização por ausência de permissão de pesca, irregularidades sanitárias e falhas documentais. A operação resultou ainda em 14 prisões em flagrante por pesca em área proibida.

A articulação interinstitucional assegurou o fortalecimento da fiscalização ambiental em áreas marítimas protegidas visando garantir a proteção dos ecossistemas marinhos desses locais.



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Mercosul e Canadá retomam negociações para acordo de livre comércio



O Mercosul e o Canadá voltaram à mesa de negociações nesta quinta-feira (9), em Brasília, para discutir um possível Acordo de Livre Comércio. A reunião, coordenada pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), segue até sexta-feira (10) e marca a retomada das conversas paralisadas nos últimos anos.

Atualização das tratativas

A nova rodada ocorre após a visita do ministro canadense de Comércio Internacional, Maninder Sidhu, ao Brasil, em agosto. Na ocasião, ele se reuniu com o vice-presidente e ministro Geraldo Alckmin, quando ambos reforçaram o interesse em ampliar a cooperação econômica entre os dois países.

Segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o objetivo é atualizar os termos do acordo à luz do cenário global atual, marcado por novas exigências ambientais e maior atenção a cadeias produtivas sustentáveis. A ideia é seguir o modelo de negociações recentes do Mercosul com Singapura, União Europeia e Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA).

Temas em discussão

Participam do encontro representantes dos quatro países do bloco — Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai — e do Canadá. Entre os temas em análise estão acesso a mercados, regras de origem, facilitação de comércio e barreiras técnicas. Também estão na pauta questões ligadas a medidas sanitárias e fitossanitárias, investimentos, compras governamentais, propriedade intelectual e meio ambiente.

Os grupos de trabalho devem ainda revisar capítulos sobre concorrência, pequenas empresas, relações de trabalho, comércio e gênero e participação de povos indígenas. O objetivo é alinhar pontos de convergência e definir prioridades para as próximas etapas.

Relação bilateral

O Canadá ocupa posição relevante nas relações comerciais brasileiras. Em 2024, o fluxo bilateral de comércio somou US$ 9,1 bilhões, segundo o MDIC. O país foi o 19º principal destino das exportações do Brasil.

Do total exportado, 91% vieram da indústria de transformação, com destaque para alumínio, ouro, aço, máquinas e equipamentos, aeronaves e café. O governo brasileiro avalia que um acordo mais amplo com o Canadá pode ampliar o acesso a mercados de alto valor agregado e reforçar a presença do Mercosul no comércio internacional.



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Brasil deve atingir 7ª posição entre os maiores consumidores de ovos per capita



A produção brasileira de ovos deverá alcançar 62 bilhões de unidades neste ano, conforme projeções da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), volume 7,5% maior em relação ao registrado em 2024, consolidando um novo recorde histórico para o setor.

A marca é especialmente celebrada nesta próxima sexta-feira (10), data reconhecida como o Dia Mundial do Ovo.

O crescimento da proteína está diretamente relacionado ao avanço do consumo interno. Em 2025, cada brasileiro deverá consumir, em média, 288 ovos ao longo do ano, uma elevação de 7,1% frente ao consumo per capita de 269 unidades em 2024.

Com isso, a ABPA destaca que o Brasil deverá entrar, pela primeira vez, na lista dos 10 maiores consumidores per capita de ovos do mundo.

De acordo com o presidente da entidade e presidente do conselho do Instituto Ovos Brasil (IOB), Ricardo Santin, o movimento de expansão deve continuar em 2026, com produção estimada em até 65 bilhões de unidades e consumo per capita chegando a 306 ovos por habitante, o que deve fazer do brasileiro o sétimo povo que mais come a proteína no mundo, mas ainda distante do líder, o México, onde esse índice é de 360 unidades por pessoa.

Já em termos de volume, China, Estados Unidos e Índia são as três nações que concentram o o maior consumo do alimento no planeta.

“Estamos vivendo uma nova era para o setor de postura. O ovo tem ganhado espaço em todos os perfis de consumo, impulsionado por fatores como acessibilidade, versatilidade e alto valor nutricional. Ao mesmo tempo, o setor tem se beneficiado de custos mais ajustados e maior presença nas mesas dos brasileiros, o que sustenta a perspectiva de crescimento consistente nos próximos anos”, destaca Santin.

O Dia Mundial do Ovo é celebrado anualmente em dezenas de países produtores e consumidores, reconhecendo a importância da proteína na nutrição global.



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Cetesb prorroga suspensão de queimadas em SP até fim do mês por risco de incêndios



A Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) prorrogou a suspensão das queimadas controladas em todo o estado até o dia 31 de outubro.

A decisão, que impacta diretamente o manejo da palha da cana-de-açúcar e proíbe as queimas agrícolas e fitossanitárias (como o controle de pragas), foi tomada devido ao prolongado período de estiagem e ao alto risco de incêndios florestais.

A proibição estava em vigor desde 28 de agosto e, após o prazo inicial de trinta dias, foi estendida por mais um mês. Durante o período de suspensão, a Cetesb não aceitará novos pedidos de autorização para o uso do fogo em São Paulo.

É importante ressaltar que a queima da palha da cana já estava sujeita a restrições rigorosas. A prática só era autorizada em dias com umidade relativa do ar acima de 30% e era vedada no período entre seis da manhã e oito da noite, momento de maior risco de propagação das chamas.

Histórico de 2024 exige cautela e ação preventiva imediata

O histórico climático recente reforça a urgência das ações preventivas. Em 2024, o agronegócio paulista enfrentou um inverno severo, marcado por tempo seco, altas temperaturas e um aumento preocupante no número de queimadas.

Essa experiência levou os órgãos ambientais a intensificarem as ações preventivas neste ano. O objetivo é duplo: reduzir ocorrências de incêndios de grandes proporções e preservar a qualidade do ar no estado, protegendo a saúde tanto da população rural quanto da urbana.

O produtor rural deve manter a atenção redobrada. O prazo de suspensão pode ser novamente estendido caso a estiagem persista ou as condições meteorológicas permaneçam desfavoráveis. Portanto, é crucial buscar métodos alternativos de manejo de resíduos e controle de pragas que não envolvam o uso do fogo.

Para evitar prejuízos e manter a produtividade, o pecuarista deve priorizar técnicas como o manejo mecânico, a utilização de defensivos agrícolas ou outras estratégias que garantam a saúde da lavoura e do pasto sem recorrer à queima.



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