quarta-feira, abril 15, 2026

Autor: Redação

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Goiás investe R$ 5,6 milhões em maquinário rural



Goiás entrega 17 máquinas a municípios rurais



Foto: Pixabay

Governo de Goiás, por meio da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), entregou nesta segunda-feira (6) um total de 17 equipamentos a 15 municípios goianos dentro do Programa Mecaniza Campo. O investimento, de R$ 5,6 milhões, foi viabilizado por emendas parlamentares do deputado federal José Nelto.

Foram entregues 15 retroescavadeiras aos municípios de Bom Jardim de Goiás, Bonfinópolis, Catalão, Carmo do Rio Verde, Ceres, Itajá, Formosa, Leopoldo de Bulhões, Matrinchã, Montividiu do Norte, Paranaiguara, Porangatu, Rubiataba e Uirapuru. Já as duas pás carregadeiras foram destinadas a Aparecida de Goiânia.

O Programa Mecaniza Campo foi criado em 2019 com o objetivo de fortalecer a infraestrutura rural e apoiar as prefeituras na execução de serviços como preparo do solo, recuperação de estradas vicinais e suporte logístico às cadeias produtivas.

De acordo com a Seapa, “a iniciativa garante que os municípios possam desenvolver ações que favoreçam a produção rural e melhorem as condições de escoamento e trabalho no campo”. Desde sua criação, o programa já repassou mais de 1.200 máquinas a 243 municípios, somando R$ 236,5 milhões em investimentos.





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Exportações de ovos crescem 39,7% em setembro e acumulam mais de 34 mil toneladas no ano, diz ABPA



As exportações brasileiras de ovos, considerando produtos in natura e processados, totalizaram 2.076 toneladas em setembro, segundo dados divulgados pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) nesta quarta-feira (8).

O volume é 39,7% superior ao registrado no mesmo mês de 2024, quando foram embarcadas 1.485 toneladas.

A receita obtida com os embarques alcançou US$ 5,5 milhões, aumento de 94,2% em relação aos US$ 2,8 milhões registrados no mesmo período do ano anterior.

Desempenho acumulado no ano

De acordo com a ABPA, entre janeiro e setembro, o Brasil exportou 34.348 toneladas de ovos, crescimento de 174,1% na comparação com os nove primeiros meses de 2024, que somaram 12.542 toneladas.

A receita acumulada do setor chegou a US$ 80,8 milhões, alta de 201,7% sobre os US$ 26,7 milhões do mesmo intervalo do ano passado.

Japão lidera importações

O Japão foi o principal destino das exportações em setembro, com 692 toneladas, aumento de 497,1% em relação a 2024. Em seguida, aparece:

  • Chile: 400 toneladas (-57,1%);
  • Emirados Árabes Unidos: 279 toneladas (sem embarques registrados);
  • México: 251 toneladas (sem embarques registrados);
  • Estados Unidos: 100 toneladas (-41,1%).

Reconfiguração de mercados

Em comunicado à imprensa, o presidente da ABPA, Ricardo Santin, afirmou que mudanças recentes influenciaram a dinâmica do comércio internacional do setor.

“Após a ocorrência do tarifaço, houve uma reconfiguração no mapa das exportações do setor, com restabelecimento de fluxo para mercados tradicionais do Oriente Médio e destinos recentemente abertos na América Latina”, afirmou.



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Exportação de carne bovina registra recorde em receita e volume



A exportação da indústria de carne bovina (incluindo carne in natura e industrializada, miudezas comestíveis e sebo, entre outros subprodutos) alcançou, em setembro, recorde histórico mensal em receita e em volume. O faturamento foi de US$ 1,920 bilhão e os embarques atingiram 373.867 toneladas no mês passado, resultados que representam aumento, respectivamente, de 49% e de 17%, em comparação com igual mês de 2024.

As informações são da Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo), que compilou os dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

Segundo comunicado da Abrafrigo, “esse forte desempenho ocorreu no segundo mês de vigência das taxas adicionais impostas a produtos brasileiros pelo governo dos Estados Unidos, mostrando que o setor vem conseguindo superar com sucesso as adversidades e aproveitar novas oportunidades comerciais, compensando a queda nas vendas para o país norte-americano”.

Com a sobretaxa, as vendas de carne bovina in natura para os Estados Unidos recuaram 58% em setembro, comparativamente ao mesmo mês do ano passado, para US$ 42,2 milhões. As vendas de carne bovina industrializada registraram queda de 20% no mesmo período comparativo, para US$ 30 milhões, enquanto as vendas de sebo e gorduras bovinas caíram 7%, para US$ 30,5 milhões. No total, as exportações de carne e subprodutos bovinos para os Estados Unidos somaram US$ 102,9 milhões em setembro (queda de 41% em relação a setembro de 2024), mantendo o país norte-americano na segunda posição entre os maiores importadores, apesar do tarifaço.

Conforme a Abrafrigo, os números do acumulado do ano até setembro também são recordes históricos: o Brasil já faturou US$ 12,759 bilhões (+35,84%) e movimentou 2.349.077 toneladas (+18,7%) com as vendas do setor.

A China, que respondeu por 47,2% das exportações do setor, até setembro, continua sendo o motor deste crescimento, mantendo a primeira posição entre os maiores importadores. No acumulado do ano, as aquisições do país asiático somaram US$ 6,021 bilhões (+46,2%), com volumes de 1.135.786 toneladas embarcadas (+21,8%). Quando se consideram apenas exportações de carne bovina in natura, o gigante asiático representou 53%, até setembro.

Outro mercado que vem se destacando em 2025 é a União Europeia, cujos países-membros compartilham os mesmos regulamentos de importação. Impulsionado principalmente por compras de países como Itália, Países Baixos e Espanha, o bloco europeu foi o segundo maior destino das exportações de carnes e derivados no mês de setembro de 2025, proporcionando receitas de US$ 131,7 milhões (+106% em relação a setembro de 2024), e embarques de 15.322 toneladas (+83%). Além disso, os países da União Europeia remuneram melhor o produto brasileiro, com preço médio que alcançou US$ 8.739 por tonelada de carne bovina in natura em setembro de 2025. No acumulado do ano, até setembro, as vendas para o bloco europeu somaram US$ 676 milhões (+63,5%), com embarques de 83.679 toneladas (+44,4%), o que coloca este mercado como o terceiro maior comprador da carne bovina brasileira.

Os Estados Unidos continuam como segundo maior importador, com aquisições totais no valor de US$ 1,708 bilhão (+55,1%) e volume de 593.118 toneladas (+50,7%) no acumulado de janeiro a setembro de 2025.

O terceiro colocado na exportação total de janeiro a setembro de 2025 foi o México, que praticamente triplicou suas aquisições, com 94.266 toneladas embarcadas (+195%) e receitas de US$ 513,31 milhões (+251%).

O Chile ficou com a quarta posição adquirindo, de janeiro a setembro de 2025, 90.910 toneladas (+17,5%), com receita de US$ 497 milhões (+37%).

A Rússia foi o quinto maior cliente com aquisições de 85.082 toneladas (+31%) e receita de US$ 364,93 milhões (+59%) em 2025. No total, 130 países elevaram as suas compras enquanto 48 reduziram.



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Nidera Sementes tem impulsionado a produção de soja e milho no Brasil há 20 anos



Nidera lançou uma campanha institucional que valoriza agricultores e parceiros


Foto: Bing

A Nidera Sementes, marca da Syngenta Seeds, completa 20 anos de atuação no Brasil em 2025. Fundada em 1920, na Holanda, a marca se consolidou no mercado nacional no início dos anos 2000, assumindo posição de destaque no mercado nacional da soja e dos híbridos de milho adaptados a diferentes regiões agrícolas do país. 

O lançamento de materiais precoces, como a NA 5909 RG, que se tornou um marco em produtividade e rusticidade da soja, foi fundamental para a consolidação do sistema de segunda safra, especialmente no Cerrado. A antecipação da colheita com cultivares mais precoces abriu uma janela de plantio mais segura para o milho, transformando a dinâmica da produção de grãos no país e viabilizando um aumento significativo da produção nacional. No segmento de milho, a marca também investiu no desenvolvimento de híbridos com bom potencial produtivo e tolerância a estresses hídricos e doenças, fatores cruciais para o sucesso da safrinha, que chega a responder por cerca de 80% da produção nacional do grão, segundo a Agroconsult. 

“O agro brasileiro é dinâmico e desafiador, e a Nidera Sementes tem mostrado, nestes 20 anos, capacidade de antecipar tendências e entregar soluções que geram valor para toda a cadeia. Para a Syngenta, é um orgulho a presença dessa marca no país, que segue desempenhando um papel estratégico para garantir ao agricultor as melhores opções em genética e inovação. Seguiremos investindo em ciência e sustentabilidade para apoiar os produtores em uma nova fase da agricultura, marcada pela digitalização, pela resiliência climática e pela busca por maior eficiência produtiva”, afirma Carlos Hentschke, Presidente da Syngenta Seeds no Brasil.

Para celebrar as suas duas décadas, a Nidera lançou uma campanha institucional que valoriza agricultores e parceiros da cadeia produtiva, destacando sua trajetória no agro brasileiro. Entre os principais desafios elencados para o futuro, estão a necessidade de adaptação climática, ganhos de produtividade e maior sustentabilidade na produção de sementes. Os vídeos podem ser assistidos no canal do Youtube da marca.

 





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Após declaração de Trump sobre café brasileiro, Cecafé vê chances dos EUA suspenderem taxas



O diretor executivo do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), Marcos Matos, avaliou de forma positiva o encontro online entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente norte-americano Donald Trump, realizado na última segunda-feira (6).

Durante a conversa, Trump teria afirmado que os Estados Unidos estão sentindo falta do café brasileiro, o que, segundo Matos, reflete os impactos negativos da recente taxação de 50% sobre os produtos do Brasil na economia norte-americana.

“Isso se deve a uma ação intensa do setor privado, que demonstrou toda a importância do café brasileiro, líder no abastecimento do mercado norte-americano, e essencial na composição dos blends consumidos nos EUA. Cerca de 75% dos americanos tomam café, com uma média de três xícaras por dia. Os Estados Unidos são o maior consumidor do mundo, e o café brasileiro representa cerca de 35% desse mercado”, afirmou o diretor do Cecafé.

De acordo com Matos, a ausência do produto brasileiro nos Estados Unidos gerou uma tensão nos preços globais.

“O impacto da falta do café brasileiro e o ruído causado no mercado global, após a imposição da tarifa, resultaram em fortes altas de preços. Na Bolsa de Nova York, quando foi formalizada a ordem executiva direcionada ao Brasil, o café estava cotado a 284 centavos de dólar por libra-peso. Hoje, está em 390 centavos, um aumento de mais de 40%”, explicou.

Com a tarifa de 50%, as exportações brasileiras para os Estados Unidos se tornaram praticamente inviáveis e, consequentemente, houve impacto no preço do café para o consumidor americano.

“Em agosto, reduzimos as exportações em 46%, e em setembro, em 56%. Esse impacto chegou diretamente ao consumidor americano. A inflação do café nos EUA foi nove vezes superior à média da inflação geral em agosto, e estamos observando o mesmo fenômeno neste mês”, destacou Matos.

Perspectivas

Segundo o executivo, a conversa entre Lula e Trump abre novas perspectivas para o setor, já que o café se enquadra nos requisitos para isenção de taxação, conforme regras recentemente definidas pelo governo norte-americano.

“Vale lembrar que o café já foi reconhecido como um produto natural não disponível nos EUA, na ordem executiva de 5 de setembro. Isso cria um grande potencial para isentar as tarifas sobre o café brasileiro, desde que haja um acordo bilateral entre os países. Essa reunião — e outras que devem ocorrer presencialmente, abre um novo tabuleiro, como se estivéssemos começando uma partida de xadrez”, comparou.

Para Matos, o setor privado terá papel fundamental no avanço das negociações. “Estamos esperançosos e mais otimistas, mas com cautela. Ainda há imprevisibilidade e componentes políticos em jogo. O setor privado precisa continuar apoiando o setor público para abrir portas e formalizar o que mais desejamos: a isenção das taxas sobre o café brasileiro nos Estados Unidos”.



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Ex-ministro Roberto Rodrigues critica falta de ação em conferências climáticas



Eventos internacionais sobre clima reúnem boas ideias, mas nem sempre resultam em ações concretas. A constatação é de Roberto Rodrigues, ex-ministro da Agricultura e enviado especial do agronegócio à COP30. A conferência da Organização das Nações Unidas (ONU) será realizada em novembro, na cidade de Belém (PA), e será a chance do Brasil mostrar ao mundo que produz com sustentabilidade.

O tema foi destaque durante a sétima edição do Diálogos pelo Clima, evento da Embrapa realizado nesta quarta-feira (8), em São Paulo. Em sua fala, Rodrigues destacou a agricultura tropical como principal motor da produção de alimentos. Ele também defendeu a necessidade de uma proposta única do setor agropecuário brasileiro nas negociações globais.

Imagem distorcida do agro

O ex-ministro falou sobre um documento que está sendo preparado, junto à várias entidades do agronegócio, para mostrar que o setor público e privado podem e devem trabalhar juntos. Porém, o texto final será submetido a uma revisão ampla antes de ser entregue ao Ministro da Agricultura e demais autoridades, ainda em outubro.

Um dos pontos do texto destacado por Rodrigues é que o agro brasileiro não admite desmatamento ilegal, invasão de terras ou incêndios criminosos. Segundo ele, são crimes que nada tem a ver com o agro, mas prejudicam a imagem do país no exterior. “Essas ações distorcem a percepção sobre a eficiência e a tecnologia desenvolvidas pela agricultura brasileira”, disse.

Além disso, sobre o Plano Clima, guia criado pelo governo federal com ações de enfrentamento às mudanças climáticas no país, Roberto Rodrigues foi categórico: o documento não reflete a realidade da agricultura e trata o setor de maneira injusta.

“A posição será muito clara: não aceito o plano clima como está sendo colocado, porque atribui responsabilidades indevidas à agricultura”, afirmou.

Canal Rural na COP30

Rodrigues aproveitou o momento no evento para anunciar que vai estar diariamente na tela do Canal Rural durante a realização da COP30, em novembro. Para ele, essa será uma forma de conectar o agro às pessoas, mostrando de forma clara e direta a relevância da agricultura brasileira no cenário global.

“Eu participarei todos os dias, contando histórias sobre a produção das cooperativas em relação à agricultura”, destacou.

O presidente do Canal Rural, Julio Cargnino, detalhou que durante o evento serão geradas quase seis horas de programação diária, com grandes nomes do agro, como o ex-ministro. “A intenção é traduzir as discussões para a sociedade. O professor Roberto Rodrigues será o astro do Canal Rural na COP30”, afirmou.



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Ação coordenada recolhe embalagens de defensivos agrícolas


Uma ação itinererante recolheu emabalagens vazias de defensivos agrícolas, desta vez, nos territórios Chapada Diamantina, Bacia do Paramirim e Sertão Produtivo.

De acordo com a Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), o objetivo é garantir o descarte correto desses materiais, prevenindo riscos de contaminação ambiental e assegurando a sustentabilidade da produção agrícola.

Segundo a Adab, durante todo o mês de setembro, a ação percorreu 14 municípios e recolheu mais de 195 mil embalagens.

A iniciativa coordenada pelo Sistema Campo Limpo, tem parceria da Adab com o Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias de Agrotóxicos (INPEV), a Associação de Revendedores de Produtos Agropecuários do Sudoeste (Aras), a Associação dos Irrigantes do Projeto Brumado (Adib) e prefeituras municipais.

O Recebimento Itinerante (RI) facilita o acesso de agricultores de diferentes regiões, colocando em prática a logística reversa das embalagens vazias de defensivos agrícolas.

Foto: Divulgação/Adab

As datas e locais são divulgados com antecedência para que os agricultores se preparem para fazer a devolução.

A Adab informou que alerta sobre a importância da realização da tríplice lavagem ou a lavagem sob pressão no momento de preparação da calda, seguida do armazenamento temporário das embalagens na propriedade, até que possam devolvê-las ao Sistema.

Ao final do processo, os agricultores recebem o comprovante de devolução no ato da entrega do material no local de RI, e о Sistema transporta as embalagens recebidas até suas unidades fixas (postos ou centrais) para, em seguida, realizar a destinação ambientalmente correta.

A próxima ação neste mês de outubro, será nos territórios Vale do Jequiriçá, Extremo Sul e Litoral Norte e Agreste Baiano.


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‘Cultivo foi excelente, com produtividade recorde. Esperamos nova safra positiva’, diz presidente da Aprosoja RR



Em Roraima, o calendário da soja é inverso ao restante do Brasil. O vazio sanitário vai até 18 de março de 2026, e o plantio começa no dia 19. Segundo o presidente da Aprosoja-RR, Murilo Ferrari, isso ocorre porque o estado está no Hemisfério Norte. “Somos mais parecidos com os Estados Unidos nos trabalhos”, explica.

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Neste ano, o cultivo foi favorecido por um clima excelente, com sol durante o dia e chuvas à noite, o que resultou em médias recordes de produtividade nas propriedades. Ferrari destaca que as principais doenças, como antracnose e mancha-alvo, foram controladas com fungicidas, e que a mosca-branca, praga mais comum no fim do ciclo, está sob controle.

Para a safra 2025/26, a expectativa é positiva, com bom desempenho produtivo e novos investimentos no setor.



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Estudo da CNA aponta que mais de 80% das estradas vicinais do país estão fora do padrão



Mais de 80% das estradas vicinais brasileiras estão fora dos padrões adequados de trafegabilidade, segundo estudo divulgado nesta quarta-feira (8) pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

O estudo Panorama das Estradas Vicinais no Brasil, realizado em parceria com o Grupo de Pesquisa e Extensão em Logística Agroindustrial da Esalq/USP (Esalq-Log), indica que são necessários R$ 4,9 bilhões por ano para adequar 177 mil quilômetros de vias em regiões consideradas prioritárias.

Detalhes do estudo

A pesquisa identificou cerca de 2,2 milhões de quilômetros de vias rurais distribuídas em 557 microrregiões. Desse total, 367 mil quilômetros são classificados como estradas terciárias, enquanto 1,8 milhão de quilômetros (84,5%) são “não classificadas” — vias estreitas e sem pavimentação, onde só é possível a passagem de um veículo por vez.

Essas estradas têm papel essencial na logística do agronegócio. De acordo com o levantamento, aproximadamente 1,4 bilhão de toneladas de produtos agropecuários, como grãos, frutas, madeira, leite e cana-de-açúcar, são transportadas por essas vias.

CNA: investimento é considerado ‘viável’

O documento apresenta ainda o Índice de Priorização das Estradas Vicinais (Ipev), ferramenta que avalia fatores sociais, econômicos, ambientais e de infraestrutura para indicar as regiões com maior necessidade de investimentos.

Em comunicado à imprensa, a assessora técnica da CNA, Elisangela Pereira Lopes, afirmou que o investimento de R$ 4,9 bilhões anuais é considerado viável em relação aos prejuízos registrados.

Segundo ela, o estudo aponta que as más condições das vias causam perdas operacionais estimadas em R$ 16,2 bilhões por ano. Com as melhorias, os custos poderiam ser reduzidos em R$ 6,4 bilhões anuais e as emissões de dióxido de carbono, em 1 milhão de toneladas.

“Com esse aporte, seria possível melhorar a qualidade de vida da população rural e garantir o escoamento de alimentos com mais segurança e eficiência”, destacou.

Estudo propõe maior articulação entre setores

A pesquisa incluiu visitas de campo a oito microrregiões dos estados da Bahia, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará e Paraná.

Foram percorridos 1,2 mil quilômetros e ouvidas 150 pessoas, entre produtores e gestores públicos. Os principais problemas observados foram buracos, erosões, acúmulo de água, pontes precárias e falta de drenagem.

Entre as recomendações, o estudo propõe maior articulação entre os setores público e privado, criação de canais diretos de comunicação com os produtores e capacitação técnica voltada à manutenção das vias.

Também sugere a aprovação do Projeto de Lei 1146/2021, que institui a Política Nacional de Mobilidade Rural e Apoio à Produção, e a ampliação do Programa Nacional de Estradas Vicinais (Proner), do Ministério da Agricultura.



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Diálogos Agrojor discute os rumos da comunicação no agro



O 3º Diálogos Agrojor, promovido pela Rede Brasil de Jornalistas Agro (Agrojor), reuniu no último sábado (4) cerca de 100 jornalistas que atuam no agro em redações, assessorias e empresas para uma imersão nos dilemas e oportunidades da comunicação contemporânea. O encontro aconteceu no auditório da Fundação Instituto de Administração (FIA), em São Paulo, com transmissão simultânea pela internet, consolidando-se como um dos principais fóruns de reflexão sobre o futuro do jornalismo no agro.

A terceira edição reafirmou a vocação do evento como espaço de encontro entre profissionais que acreditam na força da comunicação como agente de transformação e sustentabilidade do agronegócio e da sociedade. Em formato híbrido, o evento teve como eixo central os novos desafios de engajamento em tempos de excesso de informação.

A programação foi estruturada em três mesas temáticas que abordaram diferentes perspectivas sobre o papel do comunicador diante da fragmentação das audiências, da ascensão de novas tecnologias e da pressão crescente pela construção de reputações sólidas.

A abertura contou com a presença da presidente da Agrojor e editora da Forbes Agro, Vera
Ondei, que destacou a importância de fortalecer o pensamento crítico e o diálogo entre
diferentes áreas do ecossistema da comunicação.

“Vivemos uma era em que a atenção é o ativo mais disputado. O Diálogos Agrojor é um espaço para refletir sobre como podemos gerar impacto e relevância sem abrir mão da profundidade”, afirmou.

Na primeira mesa, “Storytelling de Impacto: como engajar em tempos de saturação digital e onde está a nova audiência”, Cristiane Barbieri, repórter especial do Estadão, e Angélica Mari, jornalista e cofundadora da Futuros Possíveis, exploraram as formas de conectar narrativas jornalísticas a públicos que se informam em múltiplas plataformas.

As convidadas defenderam a escuta ativa, a experimentação e o uso responsável das
tecnologias como caminhos para reconstruir vínculos de confiança com a audiência.

“Estamos diante de um cenário de pulverização da atenção e, dentro disso, você vai criando
tribos digitais, nichos culturais e algoritmos que capturam a atenção das pessoas e formam
bolhas. Então o grande desafio é poder comunicar e contar histórias simultaneamente para
todos esses segmentos de audiência, de uma forma autêntica, verdadeira e com
credibilidade”, disse Angélica Mari.

“Gente gosta de gente. O que dá mais audiência? Celebridades e esportes é o que chama o leitor. Então, como é que a economia vai chamar esse leitor? Com emoção”, afirmou
Cristiane Barbieri.
A jornalista ressaltou que, para despertar o interesse do público, mesmo tema técnicos e econômicos precisam ser apresentados com humanidade e emoção, aproximando a informação da experiência cotidiana das pessoas.

A segunda mesa, “Narrativas Imersivas: realidade aumentada, podcasts e o futuro do conteúdo”, trouxe o consultor e pesquisador Paulo Silvestre e o diretor do Canal UOL, Antoine Morel. Mediados por Mariana Grilli, apresentadora do Hora H do Agro, os debatedores mostraram como novas linguagens digitais podem ampliar a experiência do público e renovar o interesse por conteúdos informativos. Foram discutidas as possibilidades da inteligência artificial, da gamificação e do áudio como plataformas de engajamento e aprendizado.

“Precisamos estar atentos e abertos ao novo. Não quer dizer que vai dar certo, mas precisamos estar predispostos a fazer essa mudança. O jornalismo precisa mudar a sua linguagem e a linguagem não é só palavras. Linguagem é o que você usa, o jeito que você faz e, principalmente, a maneira como nos relacionamos com o nosso público”, afirmou Paulo Silvestre.

“Estamos em um momento de novas narrativas e, mais do que isso, de entender como a gente distribui e compreende o ecossistema pelo qual estamos construindo seja vídeo, texto ou áudio. Vivemos uma época de cocriação e é um momento de perceber que a própria realidade está sendo cocriada, e isso tem muita influência da inteligência artificial”, destacou
Antoine Morel.

Encerrando o evento, a mesa “Comunicação e reputação em tempos de redes sociais” reuniu
Fábio Santos, presidente da Abracom e CEO da CDN, e Pablo Toledo, diretor de Comunicação e Branding da BYD Brasil. Sob mediação de Mariele Previdi, diretora da Rede Agrojor, o debate analisou os riscos e responsabilidades das marcas e dos comunicadores diante da velocidade das redes. A discussão ressaltou a necessidade de coerência entre propósito e prática, além do papel estratégico da comunicação na gestão de crises e na construção de legitimidade.

“Muitas empresas olham para as redes sociais apenas como um canal de captura de lead e não trabalham sua reputação nesses ambientes. Quando tropeçam, lembram que só gerar lead não é o suficiente para sobreviver a certas crises e proteger sua reputação a médio e longo prazo”, observou Fábio Santos.

“Vejo como tendência um investimento em canais próprios. Ter um controle maior e transformar cada vez mais esses canais em meios poderosos de comunicação é algo que já observo em vários lugares”, completou Pablo Toledo.

O Diálogos Agrojor 2025 contou com patrocínios de Syngenta, Corteva, Bayer, Cargill, Elanco e Yara, além do apoio institucional do Pensa/FIA e da Almagrino.

Mais do que um evento, o encontro reafirmou o compromisso da Rede Agrojor em promover espaços de troca e aprendizado, fortalecendo a atuação dos comunicadores do agro em um cenário cada vez mais dinâmico e digital.



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