quarta-feira, abril 15, 2026

Autor: Redação

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Fiscalização retira 300 mil bebidas irregulares de circulação



A Polícia Civil do Paraná (PCPR) desarticulou, nesta terça-feira (7), um esquema de venda irregular de embalagens de bebidas importadas. A operação apreendeu cerca de 300 mil garrafas e prendeu dois homens suspeitos de cometer crimes contra o consumidor.

A ação teve apoio do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e da Vigilância Sanitária de Curitiba.

Ao todo, foram destruídas cerca de 65 mil garrafas de vodca, 50 mil de uísque e 5 mil de gin importado em um galpão no bairro Tatuquara, em Curitiba. Também foram descartados 100 litros de cachaça artesanal irregular, enquanto em Araucária foram apreendidas outras 71 garrafas de bebidas.

De acordo com o delegado Fabiano Oliveira, cerca de 100 mil garrafas foram destruídas e outras 200 mil inutilizadas, somando 300 mil unidades retiradas de circulação e impedidas de serem comercializadas.

“A ação teve por objetivo evitar o comércio clandestino dessas garrafas, que podem ser utilizadas por falsificadores para a comercialização de bebidas adulteradas, pondo em risco a saúde e a vida”, explicou Oliveira.

O delegado destaca que garrafas vazias de bebidas importadas são frequentemente reutilizadas por grupos criminosos especializados em adulteração. Esses indivíduos envasam produtos de baixa qualidade em embalagens originais e os revendem como bebidas legítimas.

Local interditado

A Vigilância Sanitária de Curitiba interditou o estabelecimento onde era feita a lavagem das garrafas. Em diligências complementares em São José dos Pinhais e Araucária, um comerciante foi flagrado vendendo bebidas alcoólicas sem rótulo, por meio de fracionamento e envasamento irregular.

As amostras das bebidas apreendidas serão encaminhadas pelo Mapa ao laboratório da Universidade Federal do Paraná (UFPR) para análise. O comerciante responderá por crime contra o consumidor. Os dois homens foram encaminhados ao sistema penitenciário.

Casos de intoxicação no Paraná

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) atualizou nesta quarta-feira (8) os dados sobre intoxicação por metanol no Paraná. Até o momento, três casos foram confirmados, todos em Curitiba. As vítimas são homens de 36, 60 e 71 anos, que seguem internados sob acompanhamento médico especializado. Outros cinco casos ainda estão em investigação.



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AgroNewsPolítica & Agro

safra 2025/26 de milho deve cair 4%



Consumo interestadual também contribui para o cenário de retração



Foto: USDA

A projeção de oferta de milho em Mato Grosso para a safra 2025/26 foi reduzida para 53,29 milhões de toneladas, queda de 4,05% em relação à temporada anterior. Os dados são do boletim mais recente do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). A retração reflete a expectativa de menor produção, após o recorde histórico colhido na última safra.

No mesmo período, a demanda estadual também apresenta retração, estimada em 52,67 milhões de toneladas — 2,40% abaixo do registrado em 2024/25. A principal pressão vem do mercado externo, com previsão de recuo de 7,06% nas exportações, que devem somar 26,10 milhões de toneladas.

Além da menor demanda internacional, o consumo interestadual também contribui para o cenário de retração, com queda de 3,61%, totalizando 8,00 milhões de toneladas. Por outro lado, o consumo interno de Mato Grosso é o único indicador em alta: avanço de 5,61%, alcançando 18,57 milhões de toneladas. O crescimento está associado à entrada em operação de novas usinas de etanol de milho, ampliação da capacidade industrial e maior demanda do setor pecuário por ração.

Com esse balanço entre oferta e demanda, os estoques finais da safra 2025/26 devem cair drasticamente. A estimativa é de 616,59 mil toneladas, volume 60,77% inferior ao da safra anterior. O indicador acende alerta para a possível pressão sobre preços e a necessidade de ajustes logísticos e comerciais ao longo do próximo ciclo.





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Após quantos dias a silagem está pronta para o gado? Especialista explica



Garantir a qualidade da silagem é um dos segredos da nutrição eficiente na pecuária. A dúvida sobre o tempo ideal de fechamento do silo é crucial para a conservação do alimento e a maximização da digestibilidade.

Para um silo vedado há pouco mais de 50 dias, o zootecnista Edson Poppi confirma que o material já está apto para ser utilizado pelo gado. Confira:

O especialista explica que a fase de fermentação, o processo mais crítico para a conservação da forragem, geralmente se completa em aproximadamente 30 dias. Essa fase inicial garante a estabilidade e a segurança do alimento.

No entanto, o tempo ideal para maximizar a qualidade nutricional da silagem varia significativamente de acordo com a forrageira utilizada.

A recomendação para a abertura do silo depende diretamente do tipo de forragem ensilada, pois cada material tem um ciclo fermentativo e de maturação nutricional diferente.

Silagem de capim e milho

Para a silagem de capim, as fermentações se completam mais rapidamente. O produtor já pode abrir o silo com cerca de 30 dias de vedação, sem perdas significativas para o alimento. A qualidade nutricional se estabiliza rapidamente.

No caso da silagem de milho, o ideal é prolongar o período de vedação para maximizar a degradação do amido. O milho continua a melhorar sua qualidade nutricional após a fermentação inicial, alcançando o ápice de digestibilidade dos grãos em torno de 180 dias (cerca de seis meses) de fechamento.

Com 53 dias de vedação, o silo, seja ele de capim ou de milho, pode ser aberto sem problemas. Embora a silagem de milho não tenha atingido seu pico máximo de digestibilidade do amido, a fermentação inicial está completa, o que garante um alimento seguro, estável e de boa qualidade para o rebanho. O produtor pode iniciar o fornecimento com segurança, sabendo que a qualidade da silagem está assegurada.



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Cesta básica fica mais barata em 22 capitais do país em setembro, indicam Conab e Dieese



O preço da cesta básica caiu em 22 das 27 capitais brasileiras em setembro, segundo a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos divulgada nesta quarta-feira (8) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

As maiores quedas foram registradas em Fortaleza (-6,31%), Palmas (-5,91%), Rio Branco (-3,16%), São Luís (-3,15%) e Teresina (-2,63%). Já entre as capitais com alta, Campo Grande liderou, com aumento de 1,55%.

“A redução do custo da cesta básica em boa parte das capitais é um sinal importante de que as políticas públicas do governo federal de abastecimento e apoio à produção de alimentos estão funcionando”, afirma o presidente da Companhia, Edegar Pretto.

No mês de setembro os menores valores médios foram observados em Aracaju (R$ 552,65), Maceió (R$ 593,17), Salvador (R$ 601,74), Natal (R$ 610,27) e João Pessoa (R$ 610,93), cidades do Norte e Nordeste que têm composição diferente da cesta. O maior custo ficou em São Paulo (R$ 842,26). 

Principais variações entre agosto e setembro

O tomate teve queda em 26 capitais, com variações de -47,61% em Palmas a -3,32% em Campo Grande. O aumento da oferta, resultado da colheita da safra nacional, ajudou a reduzir os preços no varejo. Apenas Macapá registrou alta (4,41%).

No caso da batata, informação coletada nas 11 cidades do Centro-Sul, em dez delas o produto ficou mais barato, com reduções do valor médio entre -21,06% em Brasília e -3,54% em Porto Alegre. A queda se deve à maior oferta, com o avanço da colheita da safra de inverno. Só Belo Horizonte apresentou elevação (3,07%). 

O arroz agulhinha também ficou mais barato, em 25 das 27 cidades, com destaque para Natal (-6,45%), Brasília (-5,33%) e João Pessoa (-5,05%). Mesmo com as exportações aquecidas, o recorde de produção da safra 2024/25 manteve o excedente interno elevado, reduzindo as cotações. A única alta ocorreu em Vitória (1,29%), e o preço se manteve estável em Palmas. 

O açúcar caiu em 22 capitais, com variações de -17,01% em Belém a -0,26% em São Luís. A maior produção nas usinas paulistas e a queda dos preços externos, provocada pela projeção de maior oferta na Ásia, reduziram as cotações internas. Apenas em Goiânia (0,51%) e João Pessoa (0,49%) o preço médio subiu.

Já na carne bovina de primeira, as quedas mais acentuadas ocorreram em Macapá (-2,41%), Natal (-1,13%) e São Luís (-1,03%). A estiagem limitou a oferta, enquanto a baixa demanda impediu altas mais generalizadas. O produto subiu em 16 capitais e caiu em 11. A maior alta foi registrada em Vitória (4,57%).

O café em pó caiu em 14 capitais. As maiores reduções ocorreram no Rio de Janeiro (-2,92%) e em Natal (-2,48%). Apesar da valorização internacional do grão, os preços elevados nos supermercados inibiram a demanda, reduzindo as cotações médias em algumas capitais. As maiores altas foram em São Luís (5,10%) e em Campo Grande (4,32%). 

Maior queda no 3º trimestre de 2025

Com base na pesquisa realizada em parceria pelas duas instituições e divulgada desde  agosto de 2025, em 25 das 27 cidades em que é feito o levantamento foi observado redução no custo do conjunto de produtos no 3º trimestre deste ano. A pesquisa apresenta dados do preço da cesta básica de alimentos de todas as capitais das unidades federativas do país. 

A capital que apresentou maior queda no acumulado foi Fortaleza/CE, com -8,96% de decréscimo, com a cesta passando de R$ 738,09 em julho para R$ 677,42 em setembro, ou seja, R$ 60,67 menor na comparação do período.

Completam o pódio São Luís/MA (-6,51%), Recife/PE (-6,41%) e João Pessoa/PB (-6,07%). Nos últimos três meses analisados, as duas únicas capitais que apresentaram alta foram Macapá/AP (+0,94%) e Campo Grande/MS (+0,63%).



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Petrobras anuncia investimento de R$ 2,6 bi na Bahia em embarcações e fertilizante



A Petrobras anuncia nesta quarta-feira (8) investimentos de R$ 2,6 bilhões na Bahia, destinados à encomenda de embarcações e à reabertura da Fábrica de Fertilizantes (Fafen) no Estado. Uma coletiva de imprensa com a presidente da estatal, Magda Chambriard, às 15 horas, antecede a visita da quinta-feira (9), do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Estaleiro Enseada, em Maragogipe, no Recôncavo Baiano.

No evento de quinta-feira também será assinado um protocolo de intenções para a realização de estudos de viabilidade que avaliarão o uso do canteiro de obras de São Roque do Paraguaçu, no mesmo município, como área de acostamento para plataformas em processo de descomissionamento da Petrobras.

Em dezembro de 2024, o Estaleiro Enseada, às margens do rio Paraguaçu, foi selecionado como parceiro de construção naval da Compagnie Maritime Monegasque (CMM) em licitação para entregar seis navios híbridos multipropósito de grande porte (5.000 DWT), tipo PSVs-OSRVs, à Petrobras.

Em setembro, a Petrobras concluiu a licitação para contratação de serviços de operação e manutenção (O&M) das Fábricas de Fertilizantes Nitrogenados da Bahia e Sergipe. O retorno das operações está previsto para ocorrer até o final de 2025.

No evento da quinta, com o presidente Lula, o Ministério de Portos e Aeroportos anunciará investimento de R$ 611,7 milhões na construção de 80 embarcações destinadas à expansão das atividades do setor naval e aquaviário.

Desse total, R$ 550,5 milhões virão do Fundo da Marinha Mercante (FMM). O financiamento tem potencial para gerar mais de 2 mil empregos diretos.

Até o momento, quatro embarcações foram concluídas e outras três estão em construção, informou o Planalto.



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Cacau ganha espaço em Minas Gerais e pode transformar norte do estado em novo polo produtor



A Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater) iniciou este ano o primeiro levantamento feito pela empresa sobre a produção de cacau em Minas Gerais. Os dados começaram a ser catalogados em março e mostram que a cultura está ganhando espaço no estado.

De acordo com o levantamento realizado até o momento pelos técnicos da Emater-MG, a região norte de Minas Gerais conta com 480 hectares cultivados com cacau, resultando em uma produção anual estimada de 161 toneladas. A empresa ressalta que esses números podem aumentar, já que novas áreas ainda devem ser identificadas.

“Fazemos o acompanhamento de mais de 40 frutas no território, mas ainda não tínhamos o cacau em nosso estudo. A inclusão do produto em nossos levantamentos ajuda na formulação de políticas públicas e facilita a identificação das áreas produtoras, caso haja interesse de compradores”, explica o coordenador técnico de Fruticultura da Emater-MG, Deny Sanábio.

De acordo com os dados, Minas Gerais possui 480 hectares ocupados com cacau e uma produção anual estimada em 161 toneladas. A Emater-MG esclarece que estes números podem ser maiores, pois novas áreas ainda deverão ser identificadas.

O plantio de cacau se concentra no norte de Minas Gerais. O município de Jaíba lidera o cultivo, com uma área plantada de 256 hectares, o que corresponde a 53,3% do estado. Em seguida aparecem Janaúba (120 hectares), Bandeira (64 hectares) e Matias Cardoso (25 hectares).

Clima

O coordenador da Emater-MG explica que o cacaueiro se desenvolve bem em regiões com alta temperatura e baixa umidade, mas a cultura precisa ser irrigada. Muitos produtores estão iniciando o plantio de cacau consorciado com lavouras de banana, que já contam com o sistema de irrigação.

“O cacau não gosta de ventos fortes, nem de frio. Já as regiões com alta umidade favorecem o surgimento da vassoura de bruxa e outras doenças fúngicas que atacam a cultura. Por isso, as áreas irrigadas do Norte de Minas são propícias para a cultura”, explica Deny Sanábio.

Mas os produtores precisam ficar atentos, pois a cultura exige investimento e conhecimento. Após colhida, a castanha do cacau precisa passar por um processo de fermentação, secagem e armazenamento”, afirma Deny Sanábio.

Ele também alerta que a oferta de mudas para plantio ainda é reduzida, então o produtor precisa se programar com muita antecedência. Com dois ou três anos já surgem os primeiros frutos. Mas só a partir do quarto ano é que a produção atinge um volume comercial.

Previsão para o futuro

O gestor da Rimo Agroindustrial Ltda, Geraldo Pereira da Silva, conta que já vende para indústrias da Bahia e de Minas Gerais e faz uma previsão sobre o futuro da produção de cacau no Norte do estado.

“Acredito que num espaço de sete a dez anos, teremos no norte de Minas Gerais de 8 mil a 12 mil hectares de cacau plantado. Seremos um grande polo produtor com qualidade e produtividade. Essa é a nossa expectativa”, afirma.



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Anec prevê embarque de até 7,1 mi de t de soja em outubro



A Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) projetou embarques de 7,1 milhões de toneladas de soja em outubro, alta de 60,6% em relação aos 4,43 milhões de toneladas exportadas no mesmo mês de 2024. O volume supera levemente o registrado em setembro, de 6,97 milhões de toneladas, indicando continuidade no ritmo de escoamento da safra 2024/25, mesmo com a entressafra da oleaginosa.

Com os embarques de outubro, o Brasil deve ultrapassar a marca de 102 milhões de toneladas de soja exportadas no acumulado do ano, aproximando-se do recorde projetado de 110 milhões de toneladas em 2025.

A Anec destacou que, até setembro, o país já havia embarcado 95,1 milhões de toneladas de soja, praticamente o total de 2024, de 97,3 milhões de toneladas, e que os dois últimos meses do ano devem adicionar cerca de 8 milhões de toneladas, consolidando o recorde histórico.

Embarques de milho

Em relação ao milho, a entidade estima embarques entre 5,81 milhões e 6,30 milhões de toneladas em outubro, com média de 6,06 milhões de toneladas aplicada nos cálculos. O volume representa crescimento de 6,8% em relação aos 5,67 milhões de toneladas exportados em outubro de 2024, mantendo o ritmo robusto da janela de exportação da segunda safra.

A colheita da safrinha de milho foi concluída na primeira semana de outubro, e os embarques continuam em bom ritmo. Até setembro, o Brasil exportou cerca de 24 milhões de toneladas, com acumulado projetado de até 30 milhões de toneladas até o fim de outubro. Os principais destinos se mantêm importando em ritmo consistente: Irã (21%), Egito (17%), Vietnã (9%), Espanha (6%) e China (5%) foram os maiores compradores até setembro.

Total

Considerando soja, farelo e milho, o total combinado de exportações deve alcançar entre 14,9 milhões e 15,3 milhões de toneladas em outubro, com média de 15,1 milhões de toneladas, o que representa crescimento de 20,2% em relação as 12,6 milhões de toneladas embarcadas no mesmo mês de 2024.



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Gripe aviária: governo prorroga estado de emergência zoossanitária por 180 dias



O Ministério da Agricultura prorrogou por 180 dias o estado de emergência zoossanitária em todo o território nacional em virtude da detecção de gripe aviária em aves silvestres no País. A medida foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União. O estado de emergência em decorrência da H5N1 em aves no país foi decretado inicialmente em 22 de maio de 2023, também por 180 dias, mas vem sendo estendido sucessivamente. A última prorrogação foi feita em 4 de abril deste ano.

O Brasil está livre de gripe aviária em plantel comercial desde o fim de junho. No total, o país já registrou 185 casos da doença em animais silvestres no país (sendo 172 em aves silvestres), 12 focos em produção de subsistência, de criação doméstica, e um em produção comercial.

Até o momento, apenas um caso de gripe aviária (influenza aviária de alta patogenicidade, H5N1) foi confirmado em maior em granja comercial no país, em Montenegro, em um matrizeiro de aves na Região Metropolitana de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, foco já encerrado. Os dados constam na plataforma de acompanhamento de Síndrome Respiratória e Nervosa das Aves do Ministério da Agricultura.



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Demanda por biodiesel deve registrar alta de 6,3% em 2026


A demanda por biodiesel no Brasil continua em trajetória de crescimento. De acordo com levantamento da StoneX, empresa global de serviços financeiros, o consumo total da mistura deve atingir 9,8 milhões de metros cúbicos (m³) em 2025, alta de 8,8% em relação ao volume registrado em 2024.

Para 2026, a consultoria projeta nova expansão, com a demanda podendo chegar a 10,5 milhões de m³, o que representaria um avanço adicional de 6,3%.

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Segundo o analista da empresa, Leonardo Rossetti, o crescimento é influenciado, principalmente, pela vigência integral da mistura B15 em 2026. “O ano de 2026 tende a apresentar um crescimento expressivo justamente por contar com o B15 vigente durante todo o período, enquanto em 2025 ele está restrito a cinco meses (agosto a dezembro). Isso por si só já cria uma base comparativa favorável”, destaca.

No acumulado de 2025, até o momento, já foram comercializados 6,4 milhões de m³ de biodiesel, crescimento de 6,4% frente ao mesmo período de 2024. Apenas no 4º bimestre, o volume somou 1,8 milhão de m³, alta de 6,6% em relação ao mesmo intervalo do ano anterior, o maior volume já registrado para o período.

Avanço de 6,3% no consumo de óleo de soja

O desempenho do biodiesel também se reflete no uso de óleo de soja, principal matéria-prima da indústria no país. A estimativa para 2025 é de 7,9 milhões de toneladas, alta de 10,1% sobre 2024, e para 2026, com a estabilidade do B15, o consumo deve chegar a 8,4 milhões de toneladas, avanço de 6,3%.

Em 2025, o consumo mensal já atingiu recordes, chegando a 724,8 mil toneladas em um único mês, e o acumulado até agora soma 5,1 milhões de toneladas, alta de 9,5% em relação ao mesmo período de 2024.

Para Donizete Tokarski, diretor-superintendente da Ubrabio, a soja é um dos pilares que tornam a agricultura brasileira um exemplo de transformação e eficiência. “O produtor de soja não produz apenas alimento. Ele produz alimento e energia. O biodiesel é um combustível que reduz emissões, melhora a eficiência energética e gera empregos e desenvolvimento regional”, afirma.

Tokarski reforça que o biodiesel derivado da soja é essencial para uma produção mais sustentável e estratégica. “Do grão ao farelo, agregamos valor à produção e fortalecemos a economia local. O produtor tem papel central na transição energética brasileira”, conclui.

Biodiesel no uso de sebo bovino

Apesar do aumento no uso de sebo bovino na reta final de 2025, direcionado ao mercado interno por conta de tarifas nos EUA, o cenário favorável para o óleo de soja nos meses de setembro e outubro deve sustentar níveis elevados de consumo até o fim do ano. Um cenário alternativo prevê até o B16 em 2026, o que poderia elevar o consumo de biodiesel para 11 milhões de m³ e o de óleo de soja para 9 milhões de toneladas.



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AgroNewsPolítica & Agro

Goiás investe R$ 5,6 milhões em maquinário rural



Goiás entrega 17 máquinas a municípios rurais



Foto: Pixabay

Governo de Goiás, por meio da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), entregou nesta segunda-feira (6) um total de 17 equipamentos a 15 municípios goianos dentro do Programa Mecaniza Campo. O investimento, de R$ 5,6 milhões, foi viabilizado por emendas parlamentares do deputado federal José Nelto.

Foram entregues 15 retroescavadeiras aos municípios de Bom Jardim de Goiás, Bonfinópolis, Catalão, Carmo do Rio Verde, Ceres, Itajá, Formosa, Leopoldo de Bulhões, Matrinchã, Montividiu do Norte, Paranaiguara, Porangatu, Rubiataba e Uirapuru. Já as duas pás carregadeiras foram destinadas a Aparecida de Goiânia.

O Programa Mecaniza Campo foi criado em 2019 com o objetivo de fortalecer a infraestrutura rural e apoiar as prefeituras na execução de serviços como preparo do solo, recuperação de estradas vicinais e suporte logístico às cadeias produtivas.

De acordo com a Seapa, “a iniciativa garante que os municípios possam desenvolver ações que favoreçam a produção rural e melhorem as condições de escoamento e trabalho no campo”. Desde sua criação, o programa já repassou mais de 1.200 máquinas a 243 municípios, somando R$ 236,5 milhões em investimentos.





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