segunda-feira, abril 13, 2026

Autor: Redação

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Sucessão familiar e clima são temas do ‘1º encontro em Junqueirópolis’



Nesta sexta-feira (10), a partir das 7h30, o Recinto da Aceruva será palco de um momento especial para o agro: 1º Encontro de Produtores Rurais em Junqueirópolis (SP), realizado durante a 25ª edição da tradicional Festa Aceruva, que acontece de 9 a 12 de outubro.

O encontro, promovido pelo Sebrae-SP em parceria com a Prefeitura de Junqueirópolis, Faesp/Senar e outras instituições, contará com uma programação diversificada e cheia de conteúdo relevante para quem vive e empreende no campo.

Entre os temas abordados estão “Sucessão familiar no agro” e “Desafios climáticos da produção agrícola no oeste paulista”, além de outras pautas que refletem os desafios e oportunidades do setor.

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O evento também reserva espaço para o networking entre produtores e especialistas, criando conexões valiosas — e, para completar, os participantes inscritos poderão aproveitar um almoço gratuito como parte da programação.

“O objetivo do encontro é proporcionar um momento de troca e aprendizado em que os produtores rurais da região sejam os protagonistas, ampliem seus conhecimentos sobre temas atuais e criem conexões que possam gerar novas oportunidades”, afirma Ana Camille Pena, analista de negócios do Sebrae-SP.

Para Luis Fernando Carbonin, produtor rural e um dos participantes, a iniciativa é muito bem-vinda para melhorar o conhecimento. “É através desse tipo de evento que [nós] produtores podemos melhorar o conhecimento, a administração do negócio, fazer parcerias e contatos com pessoas de diversos ramos do agronegócio.”

Para participar do ‘1º Encontro de Produtores Rurais em Junqueirópolis’, basta fazer a inscrição gratuita aqui

Serviço:

  • 1º Encontro de Produtores Rurais 
  • Data: 10/10
  • Horário: A partir das 7h30
  • Local: Av. Sete de Setembro, s/n, Centro, Junqueirópolis |  Recinto da Aceruva



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Shutdown e impasse sobre MP do IOF no radar do mercado nesta quarta


No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, comenta que o shutdown nos EUA já dura uma semana, elevando a aversão a risco global e fortalecendo o dólar frente ao euro e ao iene.

No Brasil, o impasse sobre a MP 1.303 aumentou o risco fiscal, pressionando o dólar a R$ 5,35 (+0,74%) e os juros futuros. O Ibovespa caiu 1,5% a 141 mil pontos. Hoje, destaque para IPC-S, IC-Br e ata do FOMC nos EUA.

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação



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Exportações de carne suína batem recorde


As exportações brasileiras de carne suína alcançaram em setembro o maior volume mensal já registrado pelo setor, totalizando 151,6 mil toneladas, entre produtos in natura e processados, um aumento de 25,9% em relação ao mesmo mês de 2024, quando foram embarcadas 120,4 mil toneladas. A receita obtida também foi recorde, chegando a US$ 368,4 milhões, alta de 29,9% sobre os US$ 283,7 milhões do ano passado.

No acumulado de janeiro a setembro, o Brasil exportou 1,121 milhão de toneladas de carne suína, 13,2% a mais que no mesmo período de 2024 (990,7 mil toneladas). Em receita, o crescimento foi de 24,6%, totalizando US$ 2,702 bilhões frente a US$ 2,169 bilhões do ano anterior.

Entre os principais destinos, as Filipinas lideram, com 49 mil toneladas importadas em setembro, um crescimento de 73,9% na comparação anual. Outros mercados com alta expressiva incluem Vietnã (+39,8%), México (+55,8%), Argentina (+82,2%) e Geórgia (+120%). China (-18,2%), Chile (-13,7%) e Hong Kong (-5,3%) registraram recuos.

No cenário interno, Santa Catarina segue como maior exportador, com 72,7 mil toneladas em setembro (+17,4%). Rio Grande do Sul vem em seguida, com 35,7 mil toneladas (+39,6%), seguido por Paraná (25,3 mil toneladas, +35,5%), Mato Grosso (3,9 mil toneladas, +19,1%) e Minas Gerais (2,9 mil toneladas, -10,6%).

“Embora seja o principal destino, as Filipinas não são o único impulsionador da forte demanda pelo produto brasileiro, que cresce em taxas significativamente elevadas em mercados estratégicos. A tendência é de continuidade da demanda, com o fechamento do ano com resultados recordes”, avalia o presidente da ABPA, Ricardo Santin.

 





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Pecuária de Mato Grosso vive bom momento com valorização da arroba e protagonismo nas exportações


O bom momento do mercado pecuário mato-grossense foi destaque no painel de abertura do 4º Encontro Técnico de Pecuária, realizado pela Fundação de Apoio à Pesquisa Agropecuária de Mato Grosso (Fundação MT), no último sábado (04), em Rondonópolis. O coordenador de inteligência de mercado da Scot Consultoria, Felipe Fabbri, chamou atenção para o fato de o preço da arroba em Mato Grosso ter se igualado ao de São Paulo, tradicional referência nacional. “O preço da arroba trabalhou próximo de R$ 300 em Mato Grosso, igualando-se a São Paulo em alguns momentos. É um dos poucos anos, onde isso aconteceu na história da pecuária brasileira”, afirmou.

Segundo Fabbri, a principal explicação para esse comportamento atípico de mercado está na força das exportações. “Tivemos uma habilitação massiva de plantas frigoríficas para exportar à China nos últimos dois anos, envolvendo os estados de MT, MS, PA e RO. Isso aumentou a demanda por boiadas mais precoces (até 30 meses) para exportação ao país, principal comprador internacional da carne brasileira, mantendo os preços da arroba em patamares elevados nesses estados”, destacou.

Mesmo com o aumento das tarifas de exportação para os EUA neste ano – até então, segundo principal comprador da carne bovina brasileira –, que inicialmente gerou apreensão no setor, os resultados superaram as expectativas. “Tivemos a China comprando um dos maiores volumes de carne bovina da história do Brasil nos últimos três meses, e outros países comprando mais carne do Brasil (como México e Rússia). Isso compensou o impacto do tarifaço americano e permitiu ao Brasil bater recordes de exportação em julho, agosto e setembro”, explicou.

A China foi o principal destino da carne bovina de Mato Grosso, de janeiro a agosto de 2025, respondendo por 62,57% das exportações, seguida por Rússia (7,39%) e Estados Unidos (6,12%). Os dados são da plataforma Comex Stat, reunidos pela equipe de internacionalização do Sistema FIEMT (Federação das Indústrias de Mato Grosso). “Exportação para a China, principalmente, exige precocidade. E a exigência de precocidade envolve técnica, envolve aumento de produtividade, envolve maior giro de produção”, destacou Fabbri.

Mato Grosso lidera as exportações da carne bovina, respondendo por 23% do total comercializado pelo Brasil com outros países. De janeiro a agosto, o estado exportou 451,4 mil toneladas, gerando uma receita de US$ 2,303 bilhões. Continua em destaque com o maior rebanho bovino com 32,1 milhões de cabeças. 

Ciência como aliada da produtividade e da rentabilidade

Além do cenário positivo no mercado, o evento reforçou o papel fundamental da ciência no avanço da produtividade do setor. Para o pesquisador de pecuária da Fundação MT, Thiago Trento, os resultados de pesquisas científicas são decisivos para melhorar a rentabilidade das fazendas. “Estudos em nutrição, genética, manejo e sanidade, por exemplo, contribuem para aumentar a produtividade animal, promovendo maior ganho de peso, produção de leite e taxa de reprodução”, explicou o pesquisador. “Animais geneticamente mais adaptados e alimentados com dietas balanceadas apresentam melhor desempenho, gerando mais produto por unidade e reduzindo o custo por quilo produzido”, ressaltou.

A aplicação do conhecimento científico, segundo o pesquisador, vai além da produção, orientando o uso eficiente de insumos como fertilizantes, água e energia. “Pesquisas que comprovam práticas sustentáveis possibilitam o acesso a mercados diferenciados, certificações e programas de crédito de carbono, gerando novas fontes de receita”, disse.

Para o pecuarista Marcelo Vendrame, que também é presidente do conselho curador da Fundação MT, a ciência tem sido fundamental no desenvolvimento da pecuária. “Somente para exemplificar, olhemos para os dados de área de pastagem versus produção de carne nos últimos 20 anos, mostram um ganho de eficiência gigantesco, isso devido a utilização de pesquisas”, afirmou.

O avanço tecnológico no campo também esteve presente no debate. O analista de Data Science da Fundação MT, Pedro Thiago, apresentou as principais metodologias usadas hoje para transformar dados em decisões estratégicas no setor. “O foco da minha palestra foi mostrar como métodos estatísticos e algoritmos computacionais estão sendo aplicados para resolver problemas de predição e classificação na pecuária”, explicou.

De acordo com o analista, a coleta eficiente de dados por sensores e dispositivos já permite, por exemplo, estimar com antecedência a perda de eficiência produtiva e econômica durante o confinamento. “A análise de dados agrega valor ao apoiar decisões que aumentam a eficiência do sistema produtivo. Mas, para isso, é fundamental que os algoritmos sejam alimentados com dados robustos e de qualidade”, alertou Pedro Thiago.

“A principal mudança que está acontecendo é o uso de IA (inteligência artificial) na produção. Hoje temos muitos dados e o cruzamento de dados com previsão de clima, preços, mercados vão revolucionar nosso modelo de gestão da pecuária”, afirmou o pecuarista Marcelo Vendrame.

Desafios no custo de produção e perspectivas para 2026

Apesar do bom momento, o custo de reposição segue como ponto de atenção. “O bezerro subiu mais que a arroba do boi gordo. Isso exige que o pecuarista aproveite o cenário atual para fazer caixa e investir na estrutura da fazenda”, orientou o coordenador de inteligência de mercado da Scot Consultoria, Felipe Fabbri.

Depois de dois anos difíceis, 2025 tem sido um ano de recuperação para o setor. A perspectiva para 2026 é de preços firmes, mas com margens mais apertadas, em razão dos custos de reposição. Conflitos geopolíticos e medidas protecionistas continuarão exigindo atenção e resiliência dos pecuaristas. “Todo ano na agropecuária é um ano atípico. É preciso serenidade e boas ferramentas de gestão para lidar com um cenário sempre desafiador”, concluiu Fabbri.





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Queda de temperatura, calor e chuva: frente fria espalha contrastes climáticos pelo Brasil



O avanço de uma frente fria provoca mudanças no tempo em várias regiões do país nesta quarta-feira (8). Enquanto o Sul e o Sudeste registram a probabilidade de pancadas de chuvas, o calor predomina no Centro-Oeste, Norte e Nordeste. Confira a previsão completa para hoje:

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O tempo no Sul

A circulação de umidade associada à frente fria mantém as instabilidades sobre o Paraná e áreas do norte de Santa Catarina, com condições para pancadas de chuvas de moderada a forte intensidade.

Já no Rio Grande do Sul, a massa de ar polar garante tempo firme e temperaturas mais baixas.

Além disso, no norte paranaense, não há expectativa de chuva volumosa e o tempo segue abafado.

Sudeste

A circulação de umidade associada à frente fria ainda estimula a formação de nuvens carregadas sobre os estados de São Paulo e Rio de Janeiro. Entre o litoral paulista e as regiões costeiras do Rio de Janeiro e do litoral fluminense, há condições para chuva mais forte em alguns momentos do dia.

No Espírito Santo, há previsão de pancadas isoladas de chuva, enquanto em Minas Gerais chove na Zona da Mata, região dos Vales, além do sul e sudeste mineiro, na divisa com São Paulo. No centro-sul paulista, litoral do Rio de Janeiro e extremo sul de Minas Gerais, as temperaturas ficam mais amenas na parte da tarde.

Altas temperaturas no Centro-Oeste

Na região do Centro-Oeste do Brasil há previsão de probabilidade de pancadas de chuvas isoladas em pontos do norte e leste de Mato Grosso do Sul, além do sul do estado. Também há chance de precipitação em áreas do sudeste, da faixa norte e do interior de Mato Grosso, além do sul de Goiás. 

Nas demais regiões, o tempo fica mais aberto, com variação de nebulosidade. As temperaturas permanecem elevadas em grande parte da região, e as máximas podem alcançar até 37 °C em Sinop (MT).

Região Nordeste

Nesta quarta-feira (8), a circulação marítima ainda contribui para a ocorrência de chuva ao longo da faixa leste do Nordeste, principalmente entre o litoral da Bahia e de Pernambuco. Também há previsão de chuvas no litoral e em áreas do interior do Maranhão.

No interior nordestino, o tempo segue mais seco, com calor intenso. Em Teresina, as temperaturas podem chegar a 37 °C, e há alerta para baixa umidade relativa do ar durante a tarde.

Norte do Brasil

As instabilidades seguem espalhadas por boa parte dos estados da região. Ainda assim, a chuva mais pesada se concentra entre o Amazonas, Roraima, Rondônia e o oeste do Pará, com risco de temporais isolados ao longo do dia.

No Acre, chove forte no oeste do estado. O Amapá tem pancadas de chuva isoladas, de fraca a moderada intensidade. No Tocantins, há chance de chuva fraca no oeste. As temperaturas continuam elevadas na região.



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Abate de novilhos atinge recorde histórico em Mato Grosso



Boi gordo mantém preço mesmo com abate elevado



Foto: Pixabay

De acordo com a análise semanal do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), divulgada nesta segunda-feira (6), a participação de novilhos no total de machos abatidos em setembro de 2025 foi a maior da série histórica no estado.

Mato Grosso registrou o abate de 656,31 mil cabeças de bovinos, o que representa retração de 0,67% em relação a agosto. A participação de machos foi de 55,97%, o maior percentual dos últimos 11 meses. No total, foram 367,37 mil machos abatidos, o terceiro maior volume já registrado.

Entre os animais abatidos, os novilhos de 12 a 24 meses representaram 59,83% do total de machos, com 219,78 mil cabeças, configurando o segundo maior volume da série histórica. Segundo o Imea, “esse cenário reflete a maior presença de machos em confinamento, o que ampliou a oferta estadual”.

Apesar do aumento no abate, os preços do boi gordo permaneceram estáveis, sustentados pela demanda externa. Para o quarto trimestre de 2025, o instituto projeta estabilidade, mas ressalta que “o abate elevado de machos jovens pode reduzir a oferta a médio prazo, adicionando viés de alta às cotações”.





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Incêndio atinge fardos de algodão em pátio de algodoeira na BR-020


Fardos de algodão de uma algodoeira pegaram fogo no final da tarde desta terça-feira (7), na BR-020, Km 202, saída para Brasília, em Luís Eduardo Magalhães, no Oeste da Bahia.

De acordo com o Corpo de Bombeiros, equipes da 2ª Companhia do 17º Batalhão de Bombeiros Militar (17º BBM) foram acionadas por volta das 17h10 para combater o incêndio.

Segundo informações repassadas à Central de Operações, o fogo teve início no pátio da empresa e atingiu alguns fardos de algodão armazenados em área aberta.

Ao chegarem ao local, as guarnições iniciaram o combate às chamas e contaram com o apoio de caminhões-pipa e empilhadeiras de diversas fazendas da região, que auxiliaram na separação do material e no controle do incêndio.

Incêndio atinge fardos de algodão em pátio de algodoeira na BR-020Incêndio atinge fardos de algodão em pátio de algodoeira na BR-020
Foto: 17º Batalhão de Bombeiros Militar (17º BBM)

Apesar da triste notícia no Dia Mundial do Algodão, a ação conjunta possibilitou a extinção completa do fogo.

Ainda de acordo com o Corpo de Bombeiros, as equipes deixaram o local em segurança e sem riscos de reignição.

Além disso, não foi informada a quantidade de fardos destruídos nem a possível causa do incêndio.

Em abril, um incêndio de grandes proporções em um armazém de algodão também mobilizou funcionários da empresa atingida, da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa) e combatentes do Corpo de Bombeiros.

O local do incêndio desta terça é similar ao noticiado pelo Canal Rural há cerca de seis meses.


Você também pode participar deixando uma sugestão de pauta. Siga o Canal Rural Bahia no Instagram e nos envie uma mensagem.





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a etiqueta que conta a história do algodão


Quando o assunto é algodão, o Brasil se destaca no cenário nacional e internacional. Na safra 2024/2025, os agricultores produziram 4,11 milhões de toneladas, enquanto o volume de exportação no mesmo período alcançou 2,83 milhões de toneladas. O resultado mantém o País no topo do ranking global de exportadores e em terceiro no de produtores da pluma.

Além do desempenho econômico, há aspectos ambientais que contribuem com a comemoração do setor nesta terça-feira, 7, Dia Internacional do Algodão. Atualmente, 83% das fazendas brasileiras de algodão têm suas produções certificadas pelo Programa Algodão Brasileiro Responsável — padrão nacional de certificação socioambiental do algodão no Brasil — e pela Better Cotton — maior programa de sustentabilidade do algodão do mundo. As iniciativas comprovam a adoção de parâmetros sustentáveis, que são certificados por auditorias externas. São avaliados 195 itens de conformidade socioambiental, que vão desde o uso racional da água até as condições de trabalho no campo.

Mas a história do algodão brasileiro vai muito além da produção: ele carrega uma identidade rastreável, conectando o campo à moda, o produtor ao consumidor. Assim, cada etiqueta é transformada em um documento vivo de origem.

Rastreabilidade de milhões

A rastreabilidade do algodão nacional começou há mais de duas décadas, quando o Brasil se preparava para expandir suas exportações. Em 2004, a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) criou o Sistema Abrapa de Identificação (SAI), que passou a acompanhar cada fardo de algodão desde o beneficiamento.

Naquele momento, o Brasil precisava de um sistema confiável que comprovasse a qualidade e a origem de cada fardo para competir com gigantes como os Estados Unidos. “Os americanos já faziam rastreabilidade há praticamente 40 anos. Para entrar no mercado internacional, o Brasil precisava de uma identificação individualizada dos fardos”, lembra Silmara Ferraresi, diretora de Relações Institucionais da Abrapa. Hoje, a cada safra, mais de 15 milhões de fardos são identificados. No ciclo 2024/2025, estima-se uma identificação superior a 18 milhões de fardos.

Identidade própria

Apesar de ter sido inspirado no modelo norte-americano, o programa logo ganhou identidade própria. No início, cada fardo trazia apenas dados da algodoeira responsável pelo beneficiamento. Hoje, a etiqueta carrega informações completas sobre a fazenda de origem, o produtor, as certificações socioambientais e até a localização geográfica da propriedade.

Em 2012, a rastreabilidade ganhou um reforço fundamental com a criação do programa Algodão Brasileiro Responsável (ABR). Nesse período, as fazendas passaram a ser certificadas e auditadas. Com essa integração, o consumidor — e toda a cadeia têxtil — passou a ter acesso a um maior conjunto de informações: número do certificado ABR, licença Better Cotton, dados de qualidade do fardo, certificação da unidade de beneficiamento e laudos emitidos pelo Ministério da Agricultura. “Hoje, quando uma fiação recebe um fardo brasileiro, ela tem o certificado de qualidade emitido pelo ministério, o certificado socioambiental da fazenda e da algodoeira, e a garantia de que aquele algodão tem origem comprovada”, explica a diretora.

Campo e moda andam juntos: SouABR

A vontade dos produtores de ver o algodão das suas fazendas chegar com nome e origem às lojas deu origem ao SouABR. O movimento foi lançado em 2019 pela Abrapa para conectar o setor agrícola à indústria têxtil e ao consumidor final. “Era um desejo antigo do produtor brasileiro, de quando ele comprasse uma roupa numa loja, soubesse que ali tem algodão que veio da fazenda dele”, recorda Silmara.

As primeiras parcerias foram as marcas Reserva e Renner, que ajudaram a estruturar a cadeia de custódia e a plataforma digital. Nas etiquetas das roupas, um QR Code permite ao consumidor visualizar toda a jornada da fibra: o nome do produtor, a fazenda, as certificações e o caminho percorrido até o produto final. “Tudo isso na palma da mão […]. O consumidor vê o mapa da fazenda, a fiação, a tecelagem e as certificações.”, explica Silmara.

Desde então, o avanço tem sido constante. “Agora a gente já está ultrapassando as 500 mil peças rastreadas”, conta Silmara. O projeto-piloto do SouABR, iniciado em 2021 e que reúne marcas como Renner, C&A, Calvin Klein, Dudalina, Grupo Veste (Individual e Aramis) e Almagrino, será concluído em dezembro de 2025. A partir de janeiro de 2026, a iniciativa será aberta a todas as varejistas interessadas em integrar a cadeia de custódia do algodão brasileiro.

Mais do que números, cada etiqueta representa uma cadeia de pessoas e práticas sustentáveis que transformam o algodão brasileiro em símbolo de confiança e identidade. “O consumidor de hoje talvez ainda não pague mais por um produto sustentável, mas as próximas gerações, a Z e a Alfa, que estão chegando, têm uma compra guiada por propósito. Elas querem saber de onde vem o que consomem”, declara a diretora da Abrapa, destacando o olhar para a tendência de mercado.

Tecnologia

A tecnologia é um ponto-chave na rastreabilidade do algodão brasileiro. Cada fardo é identificado com uma etiqueta exclusiva e acompanhado por laudos técnicos. E, desde 2020, as informações passaram a ser armazenadas também em blockchain, tecnologia que garante integridade e transparência. “Chamamos de rastreabilidade física, porque ela é real, não é compensação de créditos. A fiação declara fardo por fardo, e o sistema acumula os dados de cada elo, registrando tudo em blockchain”, diz Silmara.

Isso significa que, a cada etapa — fazenda, algodoeira, fiação, tecelagem, confecção e varejo —, as informações são confirmadas e outras novas acrescentadas, formando uma linha do tempo digital que não pode ser alterada.

 





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Exportadores de café acumulam prejuízos com atrasos nos portos


Os exportadores brasileiros de café registraram novos prejuízos em agosto devido a gargalos na logística e à defasagem na infraestrutura portuária. Segundo levantamento do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), as perdas somaram R$ 5,9 milhões com armazenagens adicionais, pré-stacking e detentions, causadas pela impossibilidade de embarque de 624.766 sacas — o equivalente a 1.893 contêineres.

O volume não embarcado impediu a entrada de US$ 221,28 milhões, cerca de R$ 1,205 bilhão, em receitas cambiais. O cálculo considera o preço médio Free on Board (FOB) de exportação de US$ 354,18 por saca de café verde e a média do dólar de R$ 5,4463 em agosto. “É um cenário que se repete e, infelizmente, tende a piorar nos próximos meses e anos se não houver investimentos rápidos nos portos do Brasil para aumentar a oferta de capacidade de pátio e berço”, afirmou o diretor técnico do Cecafé, Eduardo Heron.

Ele ressaltou que, sem novos investimentos, os portos tendem a enfrentar lotação e atrasos constantes, pois a estrutura atual já opera no limite. “Em função disso, o Cecafé tem realizado constantes contatos com outras entidades de exportadores e com as autoridades público-privadas para apresentar os preocupantes dados dessa realidade e estimulá-las a empregar recursos para realizar as melhorias necessárias e, em especial, fazer com que os trâmites ocorram de forma célere e sem burocracias”, explicou Heron.

O diretor técnico lembrou o processo de licitação do Tecon Santos 10, que enfrenta restrições impostas pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ) e pode gerar judicialização. “A morosidade e a restrição de empresas ao certame, deliberado pelo colegiado da ANTAQ, incorrerá na judicialização do processo e atrasará, ainda mais, a oferta da capacidade aos usuários do Porto de Santos”, afirmou, destacando a necessidade de agilidade nas decisões.

Com o objetivo de otimizar a logística e melhorar a infraestrutura portuária, o Cecafé vem promovendo ações junto a autoridades públicas e entidades representativas. Em setembro, em parceria com o Instituto Pensar Agro (IPA), a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), a Confederação Nacional da Indústria (CNI), a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e a Logística Brasil, a entidade reuniu-se com o deputado federal Arthur Maia, relator do Projeto de Lei 733/2025, que propõe um novo marco regulatório para o sistema portuário.

Na ocasião, o Cecafé defendeu a manutenção da modicidade e da publicidade das tarifas portuárias previstas na Lei nº 12.815, de 2013, e reconheceu avanços no projeto de lei. A entidade destacou a importância de uma legislação moderna para aumentar a competitividade e a eficiência do comércio exterior, evitando custos adicionais para os usuários de carga. “Através de um documento elaborado no âmbito do IPA, que foi apresentado ao deputado pela FPA, o Cecafé destacou a importância de uma boa estrutura de governança e de uma composição mais equilibrada no Conselho de Autoridade Portuária (CAP), incluindo a participação dos usuários de carga”, afirmou Heron.

O diretor técnico defendeu ainda a criação de indicadores logísticos para avaliação do desempenho portuário, de forma que os investimentos antecipem a demanda e reduzam gargalos. Segundo ele, atualmente as autoridades públicas enfrentam dificuldade em identificar os entraves logísticos diante dos recordes de exportação.

Em agosto, 50% dos navios — 168 de um total de 335 — tiveram atrasos ou alterações de escala nos principais portos do país, conforme o Boletim DTZ, elaborado pela startup ElloX Digital em parceria com o Cecafé. O Porto de Santos, responsável por 80,2% dos embarques de café no período, registrou atrasos ou alterações em 67% das embarcações, o que corresponde a 122 dos 182 porta-contêineres. O tempo máximo de espera chegou a 47 dias.

Ainda segundo o levantamento, 4% dos embarques tiveram gate aberto superior a quatro dias no Porto de Santos, enquanto 59% ocorreram entre três e quatro dias e 38% em menos de dois dias. No complexo portuário do Rio de Janeiro, segundo maior exportador do país, com 15,8% das remessas, 38% dos navios enfrentaram atrasos em agosto, com espera máxima de 36 dias. Desse total, 44% dos embarques tiveram gate aberto superior a quatro dias, 37% entre três e quatro dias e 19% menos de dois dias.





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Colheita de batata-doce entra na fase final em Feliz



Microclima favorece colheita de batata-doce



Foto: Pixabay

De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na última quinta-feira (2), a colheita da batata-doce na região administrativa de Lajeado está na fase final. Em Feliz, onde o cultivo é escalonado e o microclima se mantém favorável, a produção deve continuar por mais tempo.

Os produtores estão concluindo o plantio de ramas nas novas áreas, e, até o momento, não há registros de problemas fitossanitários. O preço do quilo do tubérculo varia entre R$ 1,50 e R$ 1,80.

Conforme o Censo Olerícola de 2025, elaborado pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) em parceria com a Emater/RS-Ascar, o cultivo de batata-doce ocorre em 215 unidades produtivas da região, ocupando uma área total de 116,42 hectares, com produtividade média de 17.626 quilos por hectare. Os municípios com maior produção são Feliz, Roca Sales, Encantado e Barão.





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