segunda-feira, abril 13, 2026

Autor: Redação

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‘Cultivo foi excelente, com produtividade recorde. Esperamos nova safra positiva’, diz presidente da Aprosoja RR



Em Roraima, o calendário da soja é inverso ao restante do Brasil. O vazio sanitário vai até 18 de março de 2026, e o plantio começa no dia 19. Segundo o presidente da Aprosoja-RR, Murilo Ferrari, isso ocorre porque o estado está no Hemisfério Norte. “Somos mais parecidos com os Estados Unidos nos trabalhos”, explica.

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Neste ano, o cultivo foi favorecido por um clima excelente, com sol durante o dia e chuvas à noite, o que resultou em médias recordes de produtividade nas propriedades. Ferrari destaca que as principais doenças, como antracnose e mancha-alvo, foram controladas com fungicidas, e que a mosca-branca, praga mais comum no fim do ciclo, está sob controle.

Para a safra 2025/26, a expectativa é positiva, com bom desempenho produtivo e novos investimentos no setor.



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Estudo da CNA aponta que mais de 80% das estradas vicinais do país estão fora do padrão



Mais de 80% das estradas vicinais brasileiras estão fora dos padrões adequados de trafegabilidade, segundo estudo divulgado nesta quarta-feira (8) pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

O estudo Panorama das Estradas Vicinais no Brasil, realizado em parceria com o Grupo de Pesquisa e Extensão em Logística Agroindustrial da Esalq/USP (Esalq-Log), indica que são necessários R$ 4,9 bilhões por ano para adequar 177 mil quilômetros de vias em regiões consideradas prioritárias.

Detalhes do estudo

A pesquisa identificou cerca de 2,2 milhões de quilômetros de vias rurais distribuídas em 557 microrregiões. Desse total, 367 mil quilômetros são classificados como estradas terciárias, enquanto 1,8 milhão de quilômetros (84,5%) são “não classificadas” — vias estreitas e sem pavimentação, onde só é possível a passagem de um veículo por vez.

Essas estradas têm papel essencial na logística do agronegócio. De acordo com o levantamento, aproximadamente 1,4 bilhão de toneladas de produtos agropecuários, como grãos, frutas, madeira, leite e cana-de-açúcar, são transportadas por essas vias.

CNA: investimento é considerado ‘viável’

O documento apresenta ainda o Índice de Priorização das Estradas Vicinais (Ipev), ferramenta que avalia fatores sociais, econômicos, ambientais e de infraestrutura para indicar as regiões com maior necessidade de investimentos.

Em comunicado à imprensa, a assessora técnica da CNA, Elisangela Pereira Lopes, afirmou que o investimento de R$ 4,9 bilhões anuais é considerado viável em relação aos prejuízos registrados.

Segundo ela, o estudo aponta que as más condições das vias causam perdas operacionais estimadas em R$ 16,2 bilhões por ano. Com as melhorias, os custos poderiam ser reduzidos em R$ 6,4 bilhões anuais e as emissões de dióxido de carbono, em 1 milhão de toneladas.

“Com esse aporte, seria possível melhorar a qualidade de vida da população rural e garantir o escoamento de alimentos com mais segurança e eficiência”, destacou.

Estudo propõe maior articulação entre setores

A pesquisa incluiu visitas de campo a oito microrregiões dos estados da Bahia, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará e Paraná.

Foram percorridos 1,2 mil quilômetros e ouvidas 150 pessoas, entre produtores e gestores públicos. Os principais problemas observados foram buracos, erosões, acúmulo de água, pontes precárias e falta de drenagem.

Entre as recomendações, o estudo propõe maior articulação entre os setores público e privado, criação de canais diretos de comunicação com os produtores e capacitação técnica voltada à manutenção das vias.

Também sugere a aprovação do Projeto de Lei 1146/2021, que institui a Política Nacional de Mobilidade Rural e Apoio à Produção, e a ampliação do Programa Nacional de Estradas Vicinais (Proner), do Ministério da Agricultura.



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Diálogos Agrojor discute os rumos da comunicação no agro



O 3º Diálogos Agrojor, promovido pela Rede Brasil de Jornalistas Agro (Agrojor), reuniu no último sábado (4) cerca de 100 jornalistas que atuam no agro em redações, assessorias e empresas para uma imersão nos dilemas e oportunidades da comunicação contemporânea. O encontro aconteceu no auditório da Fundação Instituto de Administração (FIA), em São Paulo, com transmissão simultânea pela internet, consolidando-se como um dos principais fóruns de reflexão sobre o futuro do jornalismo no agro.

A terceira edição reafirmou a vocação do evento como espaço de encontro entre profissionais que acreditam na força da comunicação como agente de transformação e sustentabilidade do agronegócio e da sociedade. Em formato híbrido, o evento teve como eixo central os novos desafios de engajamento em tempos de excesso de informação.

A programação foi estruturada em três mesas temáticas que abordaram diferentes perspectivas sobre o papel do comunicador diante da fragmentação das audiências, da ascensão de novas tecnologias e da pressão crescente pela construção de reputações sólidas.

A abertura contou com a presença da presidente da Agrojor e editora da Forbes Agro, Vera
Ondei, que destacou a importância de fortalecer o pensamento crítico e o diálogo entre
diferentes áreas do ecossistema da comunicação.

“Vivemos uma era em que a atenção é o ativo mais disputado. O Diálogos Agrojor é um espaço para refletir sobre como podemos gerar impacto e relevância sem abrir mão da profundidade”, afirmou.

Na primeira mesa, “Storytelling de Impacto: como engajar em tempos de saturação digital e onde está a nova audiência”, Cristiane Barbieri, repórter especial do Estadão, e Angélica Mari, jornalista e cofundadora da Futuros Possíveis, exploraram as formas de conectar narrativas jornalísticas a públicos que se informam em múltiplas plataformas.

As convidadas defenderam a escuta ativa, a experimentação e o uso responsável das
tecnologias como caminhos para reconstruir vínculos de confiança com a audiência.

“Estamos diante de um cenário de pulverização da atenção e, dentro disso, você vai criando
tribos digitais, nichos culturais e algoritmos que capturam a atenção das pessoas e formam
bolhas. Então o grande desafio é poder comunicar e contar histórias simultaneamente para
todos esses segmentos de audiência, de uma forma autêntica, verdadeira e com
credibilidade”, disse Angélica Mari.

“Gente gosta de gente. O que dá mais audiência? Celebridades e esportes é o que chama o leitor. Então, como é que a economia vai chamar esse leitor? Com emoção”, afirmou
Cristiane Barbieri.
A jornalista ressaltou que, para despertar o interesse do público, mesmo tema técnicos e econômicos precisam ser apresentados com humanidade e emoção, aproximando a informação da experiência cotidiana das pessoas.

A segunda mesa, “Narrativas Imersivas: realidade aumentada, podcasts e o futuro do conteúdo”, trouxe o consultor e pesquisador Paulo Silvestre e o diretor do Canal UOL, Antoine Morel. Mediados por Mariana Grilli, apresentadora do Hora H do Agro, os debatedores mostraram como novas linguagens digitais podem ampliar a experiência do público e renovar o interesse por conteúdos informativos. Foram discutidas as possibilidades da inteligência artificial, da gamificação e do áudio como plataformas de engajamento e aprendizado.

“Precisamos estar atentos e abertos ao novo. Não quer dizer que vai dar certo, mas precisamos estar predispostos a fazer essa mudança. O jornalismo precisa mudar a sua linguagem e a linguagem não é só palavras. Linguagem é o que você usa, o jeito que você faz e, principalmente, a maneira como nos relacionamos com o nosso público”, afirmou Paulo Silvestre.

“Estamos em um momento de novas narrativas e, mais do que isso, de entender como a gente distribui e compreende o ecossistema pelo qual estamos construindo seja vídeo, texto ou áudio. Vivemos uma época de cocriação e é um momento de perceber que a própria realidade está sendo cocriada, e isso tem muita influência da inteligência artificial”, destacou
Antoine Morel.

Encerrando o evento, a mesa “Comunicação e reputação em tempos de redes sociais” reuniu
Fábio Santos, presidente da Abracom e CEO da CDN, e Pablo Toledo, diretor de Comunicação e Branding da BYD Brasil. Sob mediação de Mariele Previdi, diretora da Rede Agrojor, o debate analisou os riscos e responsabilidades das marcas e dos comunicadores diante da velocidade das redes. A discussão ressaltou a necessidade de coerência entre propósito e prática, além do papel estratégico da comunicação na gestão de crises e na construção de legitimidade.

“Muitas empresas olham para as redes sociais apenas como um canal de captura de lead e não trabalham sua reputação nesses ambientes. Quando tropeçam, lembram que só gerar lead não é o suficiente para sobreviver a certas crises e proteger sua reputação a médio e longo prazo”, observou Fábio Santos.

“Vejo como tendência um investimento em canais próprios. Ter um controle maior e transformar cada vez mais esses canais em meios poderosos de comunicação é algo que já observo em vários lugares”, completou Pablo Toledo.

O Diálogos Agrojor 2025 contou com patrocínios de Syngenta, Corteva, Bayer, Cargill, Elanco e Yara, além do apoio institucional do Pensa/FIA e da Almagrino.

Mais do que um evento, o encontro reafirmou o compromisso da Rede Agrojor em promover espaços de troca e aprendizado, fortalecendo a atuação dos comunicadores do agro em um cenário cada vez mais dinâmico e digital.



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Fertilizantes e sementes sobem quase o dobro da inflação e acendem alerta entre sojicultores



A possibilidade de formação do fenômeno La Niña tem deixado os produtores de soja em alerta no Paraná. Mas o que mais preocupa, neste início de safra, é o aumento nos custos de produção.

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Os insumos mais caros são os fertilizantes e as sementes, que subiram, em média, quase o dobro da inflação oficial medida pelo IPCA, atualmente em 5%.

Plantio de soja no estado

O plantio da oleaginosa deve ser concluído até meados de janeiro de 2026. A previsão é de que a área cultivada alcance 5,79 milhões de hectares, praticamente a mesma da safra anterior. Apesar da estabilidade na área, a margem de lucro tende a ser menor.

“Os custos de implementação das lavouras estão um pouco mais altos neste ciclo, com aumento estimado entre 5% e 8%, especialmente em fertilizantes e sementes, que são os principais componentes do custo do produtor”, explica Edmar W. Gervasio, do Departamento de Economia Rural (Deral).

“Os preços de comercialização, por outro lado, permanecem próximos aos do ciclo passado, em torno de R$ 120 a R$ 121, o que deve reduzir a margem de rentabilidade.”

A maior concentração de semeadura ocorre em outubro, principalmente na região Sul do estado, responsável pela maior área de cultivo e estimada em 7 milhões de toneladas. Em todo o Paraná, a produção deve ultrapassar 22 milhões de toneladas, representando um aumento de cerca de 4% em relação à colheita anterior.

A expansão da área de soja tem ocorrido, em boa parte, sobre pastagens e áreas antes destinadas ao feijão. “Neste ano, optamos por não fazer o feijão de primeira safra por causa dos preços baixos observados no ano passado, tanto na safra quanto na safrinha. Assim, a área foi incorporada à soja”, relata o produtor rural Felipe Madalozzo.

Diante do cenário de custos elevados e incertezas climáticas, os produtores de soja adotam uma postura mais cautelosa. Ao mesmo tempo, o mercado internacional pode favorecer o grão brasileiro, já que a China ainda não realizou compras da safra 2025/26 dos Estados Unidos, o que tende a abrir espaço para o produto nacional.

La Niña vem aí?

Por outro lado, os modelos climáticos indicam a formação do fenômeno La Niña, que pode alterar o regime de chuvas no Sul do país. “Isso preocupa porque pode afetar o enchimento de grãos e a produtividade, tanto da soja quanto do milho”, alerta um sojicultor.

Outro ponto de atenção é o câmbio. Com a queda dos juros nos Estados Unidos e o patamar ainda elevado no Brasil, há expectativa de maior entrada de investimentos estrangeiros, o que pode pressionar o dólar para baixo e, consequentemente, reduzir a cotação da soja.

Mesmo com os riscos, os produtores esperam produtividade média de 80 sacas por hectare, valor considerado positivo em anos de La Niña. Ainda assim, há preocupação em relação às condições hídricas no norte do estado.

“Se as chuvas não se recompuserem, podemos ter impactos pontuais, mas, por enquanto, o plantio segue dentro da janela de planejamento do produtor paranaense”, conclui o representante do Deral.



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AgroNewsPolítica & Agro

Exportações de amendoim batem recorde em 2025



São Paulo lidera produção e exportação de amendoim



Foto: Pixabay

As exportações de amendoim do Brasil atingiram um volume recorde em 2025, após um período de retração nas vendas externas. De janeiro a agosto, foram exportadas mais de 180 mil toneladas, com faturamento de US$ 222 milhões, segundo levantamento do Instituto de Economia Agrícola (IEA – Apta), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo (SAA). O volume representa crescimento de 26% em relação ao mesmo período de 2024.

De acordo com o IEA, “a safra atual exportada foi de 100% de grãos paulistas”. Entre os principais destinos estão Rússia, com 22% do volume; China, com 21%; Argélia, com 11%; e Países Baixos, com 7%. O instituto também destacou o aumento expressivo das exportações para o mercado chinês, que alcançaram 35 mil toneladas em curto período.

Atualmente, a produção nacional é estimada em cerca de 1 milhão de toneladas, destinadas aos segmentos de confeitaria e óleo. O desempenho mantém o Brasil na sexta posição entre os maiores exportadores de grãos de alta qualidade.

Outro ponto de destaque foi o avanço das exportações de óleo de amendoim, que cresceram mais de 170% na safra 2024/2025, totalizando 98 mil toneladas. O produto foi destinado principalmente à China, com 87%, e à Itália, com 13%.

O Estado de São Paulo mantém a liderança nacional na produção, respondendo por aproximadamente 86% do total cultivado no país. Segundo o IEA, a produção paulista supera 700 mil toneladas anuais, com destaque para os municípios de Tupã, Marília e Jaboticabal.





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‘Agricultura precisa ser parte da solução climática’, diz presidente da Embrapa



Os efeitos das mudanças climáticas já são latentes no campo. Um exemplo é a região Sul, que passou por vários períodos de seca e uma enchente, que devastou o Rio Grande do Sul em 2024. Para a presidente da Embrapa, Silvia Massruhá, eventos extremos — como secas prolongadas, enchentes e furacões em vários países —, são a prova que a emergência climática existe. Neste sentido, segundo ela, a agricultura precisa ser parte da solução.

“Vivemos um momento decisivo para o mundo. Já temos um grau e meio acima do período pré-industrial e sentimos os efeitos das mudanças no clima. Tudo isso mostra que existe uma emergência climática, e nós, que trabalhamos na agricultura, precisamos ser parte da solução”, afirmou.

A fala ocorreu durante a a abertura do Diálogos pelo Clima, circuito promovido pela Embrapa para fomentar o debate público entre governo, ciência, setor produtivo e sociedade civil em torno das mudanças climáticas. Nesta quarta-feira (8), a cidade de São Paulo se transformou em um braço da Mata Atlântica, após o evento percorrer todos os biomas brasileiros em diferentes regiões do país.

Oportunidade única na COP30

O evento ocorre em um momento decisivo para o planeta, que passa por mudanças, e também para o Brasil. Isso porque o país sediará, pela primeira vez, a COP30, em Belém (PA). Na avaliação de Massruhá, a realização da Conferência é essencial para mostrar ao mundo o sucesso da agricultura brasileira. “É uma oportunidade única para mostrar ao mundo como o Brasil produz de forma sustentável, com diferentes sistemas e agriculturas — do açaí ao zebu, dos sistemas agroflorestais à agricultura de baixo carbono”, disse.

Essa também é a percepção de Ana Toni, diretora-executiva da COP30. Segundo ela, “é uma chance de mostrar ao mundo as tecnologias sustentáveis já adotadas pelo setor e reforçar que o Brasil é parte da solução, e não do problema”. Toni destacou ainda que o debate climático não deve ser isolado, mas integrado às dimensões social e econômica.

A presidente da Embrapa também ressaltou o papel da entidade no sucesso da agricultura tropical. Porém, o sucesso não vem só da instituição. De acordo com Massruhá, “ele vem da parceria com os produtores rurais, que trazem as demandas e validam as tecnologias”. Além disso, a colaboração com universidades, órgãos estaduais e o setor privado também reforça o potencial dessa parceria.

“Nosso propósito comum é construir práticas mais sustentáveis, garantindo a segurança alimentar, preservando os recursos naturais e promovendo uma agricultura de baixo carbono”, concluiu.



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Cotações do arroz seguem em baixa



Com grande parte dos orizicultores concentrada na semeadura da safra 2025/26, a oferta de arroz em casca seguiu limitada no Rio Grande do Sul nos últimos dias. Isso é o que  apontam os levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Além disso, pesquisadores explicam que as intensas chuvas que atingiram o estado acenderam um sinal de alerta, provocando atrasos no plantio em diversas microrregiões e gerando preocupação entre agentes do setor. 

Compradores, por sua vez, continuam relatando dificuldades nas vendas do arroz beneficiado, cujos valores de comercialização têm limitado reajustes para a matéria-prima. 

Colaboradores consultados pelo Cepea comentam que os lotes pontualmente negociados não representaram nem metade do volume habitual adquirido.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Preços do algodão iniciam outubro em queda



Os preços do algodão em pluma iniciam outubro em queda. Isso é o que indicam os levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Segundo o instituto, no começo desta semana, a paridade de exportação chegou ao menor patamar nominal desde a primeira quinzena de dezembro de 2020, o que resultou em pressão sobre os valores no Brasil. No dia 3, a cotação doméstica foi a mais baixa em mais de dois anos.

Pesquisadores explicam que o cenário é de estoques globais elevados. A desvalorização do dólar, que recuou ao menor nível desde meados de 2024, reforça a queda da paridade de exportação, e a oferta de uma colheita recorde começa a ser disponibilizada, gradualmente, com mais intensidade no spot.

Parte dos vendedores de algodão tem reduzido os preços, visando fechar negócios e “fazer caixa”, ou liquidar volumes específicos. Mesmo assim, a demanda segue contida, conforme levantamentos do Cepea.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Café arábica apresenta boa floração, mas clima preocupa



Lavouras de café arábica apresentaram uma boa floração na última semana, favorecidas pelas chuvas registradas no Sudeste do Brasil após o dia 20 de setembro. Isso é o que apontam os levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Segundo pesquisadores do instituto, o fato é relevante para um setor que aguarda ansiosamente uma recuperação da safra 2026/27. No entanto, o calor intenso e o volume ainda insuficiente de chuva já começam a preocupar os cafeicultores. Essa condição pode prejudicar o pegamento das flores e, consequentemente, comprometer o potencial produtivo da próxima temporada. 

Com o clima, mais uma vez, trazendo incertezas neste começo de desenvolvimento da nova safra, parte dos agentes de mercado consultados pelo Cepea já começa a considerar possíveis restrições de produção para a temporada 2026/27. 

Quanto ao ritmo de negócios, levantamentos do Centro de Pesquisas mostram que, com “caixa” equilibrado, muitos produtores esperam momentos mais atrativos para vender.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Congresso vai analisar vetos à Lei Geral do Licenciamento Ambiental



O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, anunciou na terça-feira (7) que uma sessão conjunta do Congresso Nacional será realizada na próxima semana, provavelmente na quinta-feira (16), às 10h. O objetivo é analisar dois itens: o projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias para 2026 (PLN 2/2025) e os vetos da Presidência da República à Lei Geral do Licenciamento Ambiental (Lei 15.190/2025).

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vetou 63 dos 400 dispositivos do projeto aprovado pelo Congresso (PL 2.159/2021) que institui a Lei Geral do Licenciamento Ambiental. Para recompor em parte os dispositivos vetados, Lula assinou uma medida provisória (a MP 1.308/2025) e um outro projeto de lei, com urgência constitucional. A MP 1.308/2025 trata exclusivamente da regulamentação do chamado Licenciamento Ambiental Especial (LAE), com regras que têm o objetivo de dar agilidade ao processo.

“Hoje, os órgãos ambientais insistem em resoluções, em portarias, em normativas, em conselhos, que acabam inclusive driblando a legislação brasileira, impondo regras contra a lei em vigor. Então nós precisamos dar segurança jurídica para o setor produtivo do Brasil, que precisa dessa matéria há décadas”, disse Alcolumbre.

Vetos

Entre os dispositivos vetados está o que previa a possibilidade de o Licenciamento Ambiental Especial (LAE) ser realizado com fase única. Essa modalidade de licenciamento poderia ser acionada apenas para projetos prioritários, com equipes cujo foco seria dar celeridade aos licenciamentos.

Também foi vetada a possibilidade de licenciamento simplificado para empreendimentos de médio potencial poluidor, o que incluía a modalidade de licenciamento por autodeclaração. Com isso, a Licença por Adesão e Compromisso (LAC) fica mantida apenas para obras de baixo impacto ambiental.

O governo também vetou dispositivos que transferiam, “de forma ampla”, para os estados e o Distrito Federal a definição dos parâmetros e dos critérios para licenciamentos.

LDO

A Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) define como o Orçamento do ano seguinte deve ser elaborado e executado. O relator do projeto da LDO, o deputado federal Gervásio Maia (PSB-PB), já apresentou o seu parecer.

O presidente da Comissão Mista de Orçamento (CMO), senador Efraim Filho (União-PB), afirmou que o projeto será votado nesse colegiado antes da sessão do Congresso Nacional.



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