segunda-feira, abril 13, 2026

Autor: Redação

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Boi gordo mantém preços firmes com escalas mais curtas; confira o fechamento de mercado



O mercado físico do boi gordo registrou negócios com preços mais altos ao longo da quarta-feira (8). O encurtamento das escalas de abate, principalmente para os frigoríficos de menor porte, segue dando sustentação aos preços.

Além disso, os frigoríficos de maior porte ainda sinalizam para uma maior disponibilidade de animais de parceria, com uma posição de escalas relativamente mais tranquila.

É importante mencionar que o mercado interno tem apresentado maior fluidez durante a semana, com melhora dos preços da carne bovina no atacado. Outro elemento importante são as exportações que permanecem em ótimo nível, segundo Fernando Henrique Iglesias, da consultoria Safras & Mercado.

Preços do boi gordo

  • São Paulo: a referência média para a arroba do boi ficou em R$ 311,50 (modalidade a prazo)
  • Goiás: a indicação média foi de R$ 295,00 para a arroba do boi gordo
  • Minas Gerais: a arroba teve preço médio de R$ 294,41
  • Mato Grosso do Sul: a arroba foi indicada em R$ 321,25
  • Mato Grosso: a arroba ficou indicada em R$ 293,11

Atacado

O mercado atacadista se depara com preços firmes, e o ambiente de negócios ainda sugere por reajustes no curto prazo, ainda sob o efeito da entrada dos salários na economia, motivando a reposição entre atacado e varejo.

A chegada do último trimestre também produz otimismo, considerando o consumo aquecido que marca esse período.

  • Quarto traseiro segue no patamar de R$ 25,00 por quilo
  • Ponta de agulha ainda é precificada a R$ 16,50 por quilo
  • Quarto dianteiro permanece no patamar de R$ 17,70

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão com baixa de 0,14%, sendo negociado a R$ 5,3426 para venda e a R$ 5,3406 para compra.

Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,3292 e a máxima de R$ 5,3637.



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Empresa mensura carbono em mais de 700 mil hectares e avança na produção regenerativa



Uma iniciativa da SLC Agrícola deu origem à maior operação de mensuração de carbono do agronegócio brasileiro, abrangendo mais de 736 mil hectares em 23 fazendas. O projeto gera dados auditáveis e automatizados, com foco não apenas em compensar emissões, mas em impulsionar a produtividade regenerativa.

Segundo Álvaro Dilli, diretor de recursos humanos, sustentabilidade e T.I da SLC Agrícola, a iniciativa começou em 2021, motivada pelo objetivo da empresa de se tornar carbono neutro no escopo 1 e 2 até 2030.

“Diante do volume de dados e da ausência de uma plataforma capaz de integrar todas as informações das lavouras, desenvolvemos uma solução junto a uma startup do nosso hub de inovação”, explica Dilli.

De acordo com Dilli, a plataforma permite automatizar o balanço de emissões e remoções de carbono, superando limitações das metodologias tradicionais baseadas em planilhas. No caso das lavouras de grãos, com uma ou duas safras anuais e cobertura total do solo, o sistema calcula com precisão o quanto de carbono está sendo incorporado ao solo.

Mensuração de carbono

Em 2024, a SLC Agrícola já mensurou 736 mil hectares, registrando uma evolução de mais de 120% nas remoções de carbono em comparação ao ano de 2019. No último ano, foram retiradas 500 mil toneladas de carbono por hectare do solo.

Além de auxiliar na neutralização, a plataforma identifica excedentes que podem ser direcionados para projetos de compensação de carbono, fortalecendo o mercado ambiental.



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Oscilações nas cotações de soja marcam mercado de quarta-feira; confira preços no Brasil



O mercado brasileiro de soja registrou mais um dia de baixa movimentação nesta quarta-feira (8). De acordo com Rafael Silveira, analista da consultoria Safras & Mercado, os negócios envolveram poucos lotes, com o produtor mantendo distância do mercado disponível.

Segundo Silveira, os vendedores não têm cedido nas ofertas e seguem aguardando cotações mais firmes, enquanto os compradores mantêm postura cautelosa diante das margens apertadas.

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Os preços oscilaram entre estáveis e levemente mais altos, mas sem grandes mudanças. A Bolsa de Chicago apresentou ganhos discretos, enquanto os prêmios permaneceram estáveis.

Preços de soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): manteve em R$ 131,00
  • Santa Rosa (RS): manteve em R$ 132,00
  • Cascavel (PR): manteve em R$ 135,00
  • Rondonópolis (MT): subiu de R$ 123,00 para R$ 125,00
  • Dourados (MS): manteve em R$ 125,00
  • Rio Verde (GO): subiu de R$ 123,00 para R$ 124,00
  • Paranaguá (PR) subiu de R$ 137,00 para R$ 137,50
  • Rio Grande (RS) manteve em R$ 137,50.

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja fecharam em alta na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). O sentimento de que a produtividade da safra em colheita nos Estados Unidos possa ficar abaixo dos números oficiais e o ritmo lento das vendas por parte dos produtores americanos sustentaram as cotações.

USDA

Analistas acreditam que o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) deverá revisar para baixo suas estimativas de rendimento e produção nos próximos relatórios. Por conta da paralisação do governo americano, ainda não há data definida para a divulgação do relatório de outubro, antes previsto para o dia 9.

Preços domésticos

Os preços domésticos da soja seguem firmes no interior dos EUA, já que os vendedores estão retraídos, aguardando avanços nas negociações comerciais entre Pequim e Washington.

Contratos futuros de soja

Os contratos de novembro fecharam em alta de 7,50 centavos (0,73%), a US$ 10,29 ½ por bushel, enquanto janeiro subiu 5,25 centavos (0,50%), a US$ 10,44 ¼ por bushel.

Nos subprodutos, o farelo para dezembro avançou US$ 1,10 (0,39%), a US$ 278,00 por tonelada. O óleo para dezembro subiu 0,44 centavo (0,86%), a 51,48 centavos de dólar por libra-peso.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão com leve baixa de 0,14%, negociado a R$ 5,3426 para venda e R$ 5,3406 para compra. Durante o dia, a moeda oscilou entre a mínima de R$ 5,3292 e a máxima de R$ 5,3637.



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Fiscalização retira 300 mil bebidas irregulares de circulação



A Polícia Civil do Paraná (PCPR) desarticulou, nesta terça-feira (7), um esquema de venda irregular de embalagens de bebidas importadas. A operação apreendeu cerca de 300 mil garrafas e prendeu dois homens suspeitos de cometer crimes contra o consumidor.

A ação teve apoio do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e da Vigilância Sanitária de Curitiba.

Ao todo, foram destruídas cerca de 65 mil garrafas de vodca, 50 mil de uísque e 5 mil de gin importado em um galpão no bairro Tatuquara, em Curitiba. Também foram descartados 100 litros de cachaça artesanal irregular, enquanto em Araucária foram apreendidas outras 71 garrafas de bebidas.

De acordo com o delegado Fabiano Oliveira, cerca de 100 mil garrafas foram destruídas e outras 200 mil inutilizadas, somando 300 mil unidades retiradas de circulação e impedidas de serem comercializadas.

“A ação teve por objetivo evitar o comércio clandestino dessas garrafas, que podem ser utilizadas por falsificadores para a comercialização de bebidas adulteradas, pondo em risco a saúde e a vida”, explicou Oliveira.

O delegado destaca que garrafas vazias de bebidas importadas são frequentemente reutilizadas por grupos criminosos especializados em adulteração. Esses indivíduos envasam produtos de baixa qualidade em embalagens originais e os revendem como bebidas legítimas.

Local interditado

A Vigilância Sanitária de Curitiba interditou o estabelecimento onde era feita a lavagem das garrafas. Em diligências complementares em São José dos Pinhais e Araucária, um comerciante foi flagrado vendendo bebidas alcoólicas sem rótulo, por meio de fracionamento e envasamento irregular.

As amostras das bebidas apreendidas serão encaminhadas pelo Mapa ao laboratório da Universidade Federal do Paraná (UFPR) para análise. O comerciante responderá por crime contra o consumidor. Os dois homens foram encaminhados ao sistema penitenciário.

Casos de intoxicação no Paraná

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) atualizou nesta quarta-feira (8) os dados sobre intoxicação por metanol no Paraná. Até o momento, três casos foram confirmados, todos em Curitiba. As vítimas são homens de 36, 60 e 71 anos, que seguem internados sob acompanhamento médico especializado. Outros cinco casos ainda estão em investigação.



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AgroNewsPolítica & Agro

safra 2025/26 de milho deve cair 4%



Consumo interestadual também contribui para o cenário de retração



Foto: USDA

A projeção de oferta de milho em Mato Grosso para a safra 2025/26 foi reduzida para 53,29 milhões de toneladas, queda de 4,05% em relação à temporada anterior. Os dados são do boletim mais recente do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). A retração reflete a expectativa de menor produção, após o recorde histórico colhido na última safra.

No mesmo período, a demanda estadual também apresenta retração, estimada em 52,67 milhões de toneladas — 2,40% abaixo do registrado em 2024/25. A principal pressão vem do mercado externo, com previsão de recuo de 7,06% nas exportações, que devem somar 26,10 milhões de toneladas.

Além da menor demanda internacional, o consumo interestadual também contribui para o cenário de retração, com queda de 3,61%, totalizando 8,00 milhões de toneladas. Por outro lado, o consumo interno de Mato Grosso é o único indicador em alta: avanço de 5,61%, alcançando 18,57 milhões de toneladas. O crescimento está associado à entrada em operação de novas usinas de etanol de milho, ampliação da capacidade industrial e maior demanda do setor pecuário por ração.

Com esse balanço entre oferta e demanda, os estoques finais da safra 2025/26 devem cair drasticamente. A estimativa é de 616,59 mil toneladas, volume 60,77% inferior ao da safra anterior. O indicador acende alerta para a possível pressão sobre preços e a necessidade de ajustes logísticos e comerciais ao longo do próximo ciclo.





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Após quantos dias a silagem está pronta para o gado? Especialista explica



Garantir a qualidade da silagem é um dos segredos da nutrição eficiente na pecuária. A dúvida sobre o tempo ideal de fechamento do silo é crucial para a conservação do alimento e a maximização da digestibilidade.

Para um silo vedado há pouco mais de 50 dias, o zootecnista Edson Poppi confirma que o material já está apto para ser utilizado pelo gado. Confira:

O especialista explica que a fase de fermentação, o processo mais crítico para a conservação da forragem, geralmente se completa em aproximadamente 30 dias. Essa fase inicial garante a estabilidade e a segurança do alimento.

No entanto, o tempo ideal para maximizar a qualidade nutricional da silagem varia significativamente de acordo com a forrageira utilizada.

A recomendação para a abertura do silo depende diretamente do tipo de forragem ensilada, pois cada material tem um ciclo fermentativo e de maturação nutricional diferente.

Silagem de capim e milho

Para a silagem de capim, as fermentações se completam mais rapidamente. O produtor já pode abrir o silo com cerca de 30 dias de vedação, sem perdas significativas para o alimento. A qualidade nutricional se estabiliza rapidamente.

No caso da silagem de milho, o ideal é prolongar o período de vedação para maximizar a degradação do amido. O milho continua a melhorar sua qualidade nutricional após a fermentação inicial, alcançando o ápice de digestibilidade dos grãos em torno de 180 dias (cerca de seis meses) de fechamento.

Com 53 dias de vedação, o silo, seja ele de capim ou de milho, pode ser aberto sem problemas. Embora a silagem de milho não tenha atingido seu pico máximo de digestibilidade do amido, a fermentação inicial está completa, o que garante um alimento seguro, estável e de boa qualidade para o rebanho. O produtor pode iniciar o fornecimento com segurança, sabendo que a qualidade da silagem está assegurada.



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Cesta básica fica mais barata em 22 capitais do país em setembro, indicam Conab e Dieese



O preço da cesta básica caiu em 22 das 27 capitais brasileiras em setembro, segundo a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos divulgada nesta quarta-feira (8) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

As maiores quedas foram registradas em Fortaleza (-6,31%), Palmas (-5,91%), Rio Branco (-3,16%), São Luís (-3,15%) e Teresina (-2,63%). Já entre as capitais com alta, Campo Grande liderou, com aumento de 1,55%.

“A redução do custo da cesta básica em boa parte das capitais é um sinal importante de que as políticas públicas do governo federal de abastecimento e apoio à produção de alimentos estão funcionando”, afirma o presidente da Companhia, Edegar Pretto.

No mês de setembro os menores valores médios foram observados em Aracaju (R$ 552,65), Maceió (R$ 593,17), Salvador (R$ 601,74), Natal (R$ 610,27) e João Pessoa (R$ 610,93), cidades do Norte e Nordeste que têm composição diferente da cesta. O maior custo ficou em São Paulo (R$ 842,26). 

Principais variações entre agosto e setembro

O tomate teve queda em 26 capitais, com variações de -47,61% em Palmas a -3,32% em Campo Grande. O aumento da oferta, resultado da colheita da safra nacional, ajudou a reduzir os preços no varejo. Apenas Macapá registrou alta (4,41%).

No caso da batata, informação coletada nas 11 cidades do Centro-Sul, em dez delas o produto ficou mais barato, com reduções do valor médio entre -21,06% em Brasília e -3,54% em Porto Alegre. A queda se deve à maior oferta, com o avanço da colheita da safra de inverno. Só Belo Horizonte apresentou elevação (3,07%). 

O arroz agulhinha também ficou mais barato, em 25 das 27 cidades, com destaque para Natal (-6,45%), Brasília (-5,33%) e João Pessoa (-5,05%). Mesmo com as exportações aquecidas, o recorde de produção da safra 2024/25 manteve o excedente interno elevado, reduzindo as cotações. A única alta ocorreu em Vitória (1,29%), e o preço se manteve estável em Palmas. 

O açúcar caiu em 22 capitais, com variações de -17,01% em Belém a -0,26% em São Luís. A maior produção nas usinas paulistas e a queda dos preços externos, provocada pela projeção de maior oferta na Ásia, reduziram as cotações internas. Apenas em Goiânia (0,51%) e João Pessoa (0,49%) o preço médio subiu.

Já na carne bovina de primeira, as quedas mais acentuadas ocorreram em Macapá (-2,41%), Natal (-1,13%) e São Luís (-1,03%). A estiagem limitou a oferta, enquanto a baixa demanda impediu altas mais generalizadas. O produto subiu em 16 capitais e caiu em 11. A maior alta foi registrada em Vitória (4,57%).

O café em pó caiu em 14 capitais. As maiores reduções ocorreram no Rio de Janeiro (-2,92%) e em Natal (-2,48%). Apesar da valorização internacional do grão, os preços elevados nos supermercados inibiram a demanda, reduzindo as cotações médias em algumas capitais. As maiores altas foram em São Luís (5,10%) e em Campo Grande (4,32%). 

Maior queda no 3º trimestre de 2025

Com base na pesquisa realizada em parceria pelas duas instituições e divulgada desde  agosto de 2025, em 25 das 27 cidades em que é feito o levantamento foi observado redução no custo do conjunto de produtos no 3º trimestre deste ano. A pesquisa apresenta dados do preço da cesta básica de alimentos de todas as capitais das unidades federativas do país. 

A capital que apresentou maior queda no acumulado foi Fortaleza/CE, com -8,96% de decréscimo, com a cesta passando de R$ 738,09 em julho para R$ 677,42 em setembro, ou seja, R$ 60,67 menor na comparação do período.

Completam o pódio São Luís/MA (-6,51%), Recife/PE (-6,41%) e João Pessoa/PB (-6,07%). Nos últimos três meses analisados, as duas únicas capitais que apresentaram alta foram Macapá/AP (+0,94%) e Campo Grande/MS (+0,63%).



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Petrobras anuncia investimento de R$ 2,6 bi na Bahia em embarcações e fertilizante



A Petrobras anuncia nesta quarta-feira (8) investimentos de R$ 2,6 bilhões na Bahia, destinados à encomenda de embarcações e à reabertura da Fábrica de Fertilizantes (Fafen) no Estado. Uma coletiva de imprensa com a presidente da estatal, Magda Chambriard, às 15 horas, antecede a visita da quinta-feira (9), do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Estaleiro Enseada, em Maragogipe, no Recôncavo Baiano.

No evento de quinta-feira também será assinado um protocolo de intenções para a realização de estudos de viabilidade que avaliarão o uso do canteiro de obras de São Roque do Paraguaçu, no mesmo município, como área de acostamento para plataformas em processo de descomissionamento da Petrobras.

Em dezembro de 2024, o Estaleiro Enseada, às margens do rio Paraguaçu, foi selecionado como parceiro de construção naval da Compagnie Maritime Monegasque (CMM) em licitação para entregar seis navios híbridos multipropósito de grande porte (5.000 DWT), tipo PSVs-OSRVs, à Petrobras.

Em setembro, a Petrobras concluiu a licitação para contratação de serviços de operação e manutenção (O&M) das Fábricas de Fertilizantes Nitrogenados da Bahia e Sergipe. O retorno das operações está previsto para ocorrer até o final de 2025.

No evento da quinta, com o presidente Lula, o Ministério de Portos e Aeroportos anunciará investimento de R$ 611,7 milhões na construção de 80 embarcações destinadas à expansão das atividades do setor naval e aquaviário.

Desse total, R$ 550,5 milhões virão do Fundo da Marinha Mercante (FMM). O financiamento tem potencial para gerar mais de 2 mil empregos diretos.

Até o momento, quatro embarcações foram concluídas e outras três estão em construção, informou o Planalto.



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Cacau ganha espaço em Minas Gerais e pode transformar norte do estado em novo polo produtor



A Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater) iniciou este ano o primeiro levantamento feito pela empresa sobre a produção de cacau em Minas Gerais. Os dados começaram a ser catalogados em março e mostram que a cultura está ganhando espaço no estado.

De acordo com o levantamento realizado até o momento pelos técnicos da Emater-MG, a região norte de Minas Gerais conta com 480 hectares cultivados com cacau, resultando em uma produção anual estimada de 161 toneladas. A empresa ressalta que esses números podem aumentar, já que novas áreas ainda devem ser identificadas.

“Fazemos o acompanhamento de mais de 40 frutas no território, mas ainda não tínhamos o cacau em nosso estudo. A inclusão do produto em nossos levantamentos ajuda na formulação de políticas públicas e facilita a identificação das áreas produtoras, caso haja interesse de compradores”, explica o coordenador técnico de Fruticultura da Emater-MG, Deny Sanábio.

De acordo com os dados, Minas Gerais possui 480 hectares ocupados com cacau e uma produção anual estimada em 161 toneladas. A Emater-MG esclarece que estes números podem ser maiores, pois novas áreas ainda deverão ser identificadas.

O plantio de cacau se concentra no norte de Minas Gerais. O município de Jaíba lidera o cultivo, com uma área plantada de 256 hectares, o que corresponde a 53,3% do estado. Em seguida aparecem Janaúba (120 hectares), Bandeira (64 hectares) e Matias Cardoso (25 hectares).

Clima

O coordenador da Emater-MG explica que o cacaueiro se desenvolve bem em regiões com alta temperatura e baixa umidade, mas a cultura precisa ser irrigada. Muitos produtores estão iniciando o plantio de cacau consorciado com lavouras de banana, que já contam com o sistema de irrigação.

“O cacau não gosta de ventos fortes, nem de frio. Já as regiões com alta umidade favorecem o surgimento da vassoura de bruxa e outras doenças fúngicas que atacam a cultura. Por isso, as áreas irrigadas do Norte de Minas são propícias para a cultura”, explica Deny Sanábio.

Mas os produtores precisam ficar atentos, pois a cultura exige investimento e conhecimento. Após colhida, a castanha do cacau precisa passar por um processo de fermentação, secagem e armazenamento”, afirma Deny Sanábio.

Ele também alerta que a oferta de mudas para plantio ainda é reduzida, então o produtor precisa se programar com muita antecedência. Com dois ou três anos já surgem os primeiros frutos. Mas só a partir do quarto ano é que a produção atinge um volume comercial.

Previsão para o futuro

O gestor da Rimo Agroindustrial Ltda, Geraldo Pereira da Silva, conta que já vende para indústrias da Bahia e de Minas Gerais e faz uma previsão sobre o futuro da produção de cacau no Norte do estado.

“Acredito que num espaço de sete a dez anos, teremos no norte de Minas Gerais de 8 mil a 12 mil hectares de cacau plantado. Seremos um grande polo produtor com qualidade e produtividade. Essa é a nossa expectativa”, afirma.



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Anec prevê embarque de até 7,1 mi de t de soja em outubro



A Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) projetou embarques de 7,1 milhões de toneladas de soja em outubro, alta de 60,6% em relação aos 4,43 milhões de toneladas exportadas no mesmo mês de 2024. O volume supera levemente o registrado em setembro, de 6,97 milhões de toneladas, indicando continuidade no ritmo de escoamento da safra 2024/25, mesmo com a entressafra da oleaginosa.

Com os embarques de outubro, o Brasil deve ultrapassar a marca de 102 milhões de toneladas de soja exportadas no acumulado do ano, aproximando-se do recorde projetado de 110 milhões de toneladas em 2025.

A Anec destacou que, até setembro, o país já havia embarcado 95,1 milhões de toneladas de soja, praticamente o total de 2024, de 97,3 milhões de toneladas, e que os dois últimos meses do ano devem adicionar cerca de 8 milhões de toneladas, consolidando o recorde histórico.

Embarques de milho

Em relação ao milho, a entidade estima embarques entre 5,81 milhões e 6,30 milhões de toneladas em outubro, com média de 6,06 milhões de toneladas aplicada nos cálculos. O volume representa crescimento de 6,8% em relação aos 5,67 milhões de toneladas exportados em outubro de 2024, mantendo o ritmo robusto da janela de exportação da segunda safra.

A colheita da safrinha de milho foi concluída na primeira semana de outubro, e os embarques continuam em bom ritmo. Até setembro, o Brasil exportou cerca de 24 milhões de toneladas, com acumulado projetado de até 30 milhões de toneladas até o fim de outubro. Os principais destinos se mantêm importando em ritmo consistente: Irã (21%), Egito (17%), Vietnã (9%), Espanha (6%) e China (5%) foram os maiores compradores até setembro.

Total

Considerando soja, farelo e milho, o total combinado de exportações deve alcançar entre 14,9 milhões e 15,3 milhões de toneladas em outubro, com média de 15,1 milhões de toneladas, o que representa crescimento de 20,2% em relação as 12,6 milhões de toneladas embarcadas no mesmo mês de 2024.



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