domingo, abril 12, 2026

Autor: Redação

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Produção de citros cresce 17,2% em Minas Gerais


A cadeia produtiva de citros segue em expansão em Minas Gerais, mesmo diante de um cenário de desafios para o setor no mundo. Dados da Secretaria de Estado da Agricultura, Pecuária e Abastecimento apontam que, entre janeiro e agosto de 2025, a produção total alcançou 1,48 milhão de toneladas, crescimento de 17,2% em relação ao mesmo período de 2024. A produtividade média estadual foi de 24,37 toneladas por hectare, em uma área de 85.198,45 hectares cultivados.

A laranja continua como principal cultura da citricultura estadual. De acordo com o levantamento, responde por 90,3% da produção, somando 1,13 milhão de toneladas no período, com aumento de 21% na comparação anual.

O controle sanitário das lavouras tem sido uma das frentes de atuação do Instituto Mineiro de Agropecuária, que acompanha os pomares desde os primeiros registros da doença no Estado, há cerca de duas décadas. Em 2024, foram monitoradas 409 plantações, emitidas 773 autorizações para entrada de mudas e realizadas 1.742 fiscalizações em propriedades rurais. A instituição também mantém o programa Viva Citros, voltado à educação e prevenção.

Os municípios de Comendador Gomes e Prata lideram a produção de laranja. Entre janeiro e agosto de 2025, as exportações somaram 11,1 toneladas, com receita de US$ 32 mil.

A tangerina ocupa a segunda posição no ranking, com volume de 243,4 mil toneladas, o que representa 9,3% do total produzido no Estado. O aumento foi de 5,2% no período. Belo Vale responde por 14,1% da produção, seguida de Campanha (13,5%) e Brumadinho (9,7%).

O limão aparece em terceiro lugar, com 100,7 mil toneladas produzidas no acumulado de janeiro a agosto de 2025, alta de 9% frente ao mesmo período de 2024. Jaíba concentra 47% da produção estadual, enquanto Matias Cardoso responde por 15,9%. As exportações somaram 1,5 mil toneladas, com receita de US$ 1,2 milhão.





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Clima instável causa preocupação nos cafeicultores



O clima, mais uma vez, adiciona incertezas à cadeia cafeeira



Foto: Divulgação

As lavouras de café arábica tiveram uma boa floração após as chuvas que caíram no Sudeste do Brasil a partir de 20 de setembro. A informação é do Cepea, que aponta esse evento como importante para a retomada da produtividade na safra 2026/27. Contudo, o cenário climático segue instável. O calor excessivo e a irregularidade das chuvas colocam em risco o pegamento das flores, etapa essencial para garantir uma carga frutífera robusta no próximo ciclo.

O clima, mais uma vez, adiciona incertezas à cadeia cafeeira, que busca se recuperar após sucessivos anos marcados por quebras de safra. Caso as floradas não se consolidem, o potencial produtivo da temporada 2026/27 pode ser comprometido. Frente à instabilidade, muitos produtores optam por segurar a comercialização. Com caixa equilibrado, aguardam melhores oportunidades de preço, evitando negociar neste momento de volatilidade.

A postura mais cautelosa reduz o volume de negócios no mercado físico, o que, por sua vez, contribui para certa sustentação nas cotações, apesar das incertezas climáticas.

O setor acompanha com atenção os próximos 30 dias, período decisivo para o pegamento das floradas. Se as chuvas não se regularizarem, os impactos podem ser sentidos já no planejamento de médio prazo da cafeicultura brasileira.





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Brasil e Índia avançam em diálogo comercial bilateral


Representantes dos governos do Brasil e da Índia se reuniram em Nova Délhi, na terça-feira (7), para a 7ª Reunião do Mecanismo de Monitoramento do Comércio Bilateral Índia-Brasil (TMM). O objetivo foi aprofundar o diálogo e o comércio como trocas comerciais entre os dois países.

A delegação brasileira foi liderada pela secretária de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Tatiana Prazeres, e contou com representantes do Ministério das Relações Exteriores (MRE), do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e da Embaixada do Brasil em Nova Délhi. O lado indiano foi chefiado pelo secretário de Comércio, Rajesh Agrawl, com a presença de representantes de diferentes órgãos do governo.

O encontro serviu para debater a ampliação do Acordo de Comércio Preferencial MERCOSUL-Índia, firmado em 2004, que abrange especificações comerciais para um número restrito de produtos. A avaliação levou à aprovação, pelo Conselho Estratégico da Câmara de Comércio Exterior, da renovação do mandato para negociações de ampliação. A reunião também antecedeu a visita do vice-presidente e ministro Geraldo Alckmin à Índia, prevista para este mês de outubro.

Foram abordados temas relacionados ao certificado de origem eletrônico, barreiras comerciais para produtos como calçados, feijão e erva-mate, investimentos, propriedade intelectual e cooperação em áreas como energia e assuntos financeiros. Também foram tratadas questões multilaterais ligadas à reforma da Organização Mundial do Comércio (OMC), ao comércio internacional na Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025 (COP-30) e à atuação conjunta nos BRICS.

Criado em 2008, o mecanismo tem a função de dar tratamento ágil a questões específicas do comércio bilateral, buscando remover barreiras e diversificar o fluxo comercial.

A 6ª reunião do mecanismo foi realizada em outubro de 2023, em Brasília.

A Índia é um dos principais parceiros comerciais do Brasil na Ásia e apresenta potencial para expansão e fortalecimento dessa relação. Em 2024, o fluxo comercial entre os dois países somava 12,1 bilhões de dólares.





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Solo ácido? Saiba identificar os sinais e corrigir



Corrigindo o pH do solo, ela ativa os nutrientes


 Corrigindo o pH do solo, ela ativa os nutrientes
Corrigindo o pH do solo, ela ativa os nutrientes – Foto: Nadia Borges

O solo pode estar dando sinais claros de que precisa de atenção. Segundo informações da calcário Milenium, sintomas como baixo crescimento das plantas, adubação sem efeito, pasto amarelado e raízes curtas indicam acidez e solo mal corrigido, um dos principais gargalos da produtividade agrícola. Reconhecer esses sinais é essencial para tomar decisões corretas e evitar perdas na lavoura ou pastagem.

A calagem surge como a base de qualquer estratégia de manejo. Corrigindo o pH do solo, ela ativa os nutrientes, melhora a absorção de cálcio e magnésio e fortalece o desenvolvimento das raízes. Com isso, plantas e pastagens ganham vigor, aumentando a produtividade e a qualidade da produção. Ignorar a necessidade de calagem pode comprometer todo o investimento em adubação e manejo agrícola.

Entre os sintomas mais perceptíveis estão o crescimento travado das plantas, mesmo com a aplicação de adubos, e a falta de resposta à adubação, sinal de bloqueio nutricional causado pelo solo ácido. Pastagens amareladas, sem vigor ou com folhas finas também podem indicar deficiência de cálcio e magnésio, nutrientes fundamentais para o desenvolvimento vegetal e a resistência a estresses climáticos.

Além disso, a acidez do solo prejudica o aprofundamento das raízes, reduzindo a formação de palhada e a cobertura vegetal, que são vitais para proteger o solo da erosão, conservar a umidade e garantir a fertilidade ao longo do tempo. Observar esses sinais e realizar a calagem corretamente é fundamental para transformar um solo fraco em um solo produtivo e sustentável. As informações foram publicadas no LinkedIn.

 





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Recuperação de áreas degradadas ganha espaço e atrai novos investimentos no campo



A recuperação de áreas degradadas tem deixado de ser apenas um compromisso ambiental para se tornar também uma oportunidade econômica dentro do agronegócio brasileiro. Essa tendência, que alia sustentabilidade e rentabilidade, desperta o interesse de produtores e empresas que buscam gerar impacto positivo sem abrir mão do retorno financeiro.

Segundo líder Agro Grant Thornton Brasil, Tiago Grisol, o movimento representa uma nova fase para o setor. “O Brasil nasceu de uma colonização exploratória, e por muito tempo nossa produção foi baseada na expansão da fronteira agrícola. Agora, com a valorização da terra e a necessidade de maior eficiência, cresce o interesse em recuperar áreas degradadas e torná-las produtivas novamente”, explica.

A lógica é clara: quanto maior o valor da terra, mais estratégico se torna investir em práticas que aumentem a produtividade com responsabilidade ambiental. Isso tem atraído não só produtores individuais, mas também investidores e empresas que veem na sustentabilidade uma vantagem competitiva.

Tecnologia, gestão e regeneração do solo

Para Grisol, o papel da tecnologia é determinante nesse processo. O Brasil, reconhecido mundialmente pela inovação no campo, tem usado a diversidade de biomas e culturas como um laboratório de soluções sustentáveis.

“O país desenvolve tecnologias que vão muito além do maquinário. Hoje falamos de gestão, estratégia e planejamento de longo prazo, pilares que reduzem riscos e aumentam a lucratividade das propriedades”, destaca.

O avanço das novas gerações no campo também tem impulsionado essa transformação. Jovens produtores vêm incorporando ferramentas digitais, sensoriamento remoto e análise de dados para monitorar a saúde do solo, medir eficiência produtiva e planejar o uso de insumos de forma racional. “Sustentabilidade é sinônimo de controle e perenidade dos negócios”, reforça o especialista.

O novo olhar sobre o valor da terra

A recuperação de áreas degradadas muda também a forma como o produtor avalia o valor da propriedade rural. Antes, a referência era a produtividade imediata, quantas sacas a terra era capaz de produzir. Agora, o mercado começa a olhar para algo mais amplo: a capacidade da propriedade de gerar fluxo de caixa e reduzir riscos.

“Uma área recuperada tem maior potencial de captar recursos, atrair investidores e acessar financiamentos com juros mais baixos, já que representa menor risco ambiental e econômico”, explica Grisol.

Essa mudança de percepção aproxima o campo do mercado financeiro, criando pontes entre sustentabilidade e capital. Fundos de investimento, bancos e programas públicos têm olhado com atenção para propriedades que comprovam boas práticas ambientais e sociais.

Segundo Grisol, no futuro, o valor de uma fazenda será medido não apenas pela produtividade, mas também pela capacidade de gerar riqueza com responsabilidade ambiental.

Sob supervisão de Vitória Rosendo



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Mesma turma que derrubou a MP do IOF comemorou o fechamento da Ford, alfineta ministro



A montadora chinesa BYD fez nesta quinta-feira (9) a inauguração da fábrica em Camaçari, na Bahia, pouco mais de dois anos após comprar as instalações onde antes a Ford produzia o utilitário esportivo EcoSport.

O “renascimento” de uma fábrica que tinha sido desativada quando a montadora norte-americana, no início de 2021, durante o governo Jair Bolsonaro, anunciou o fim da produção no Brasil, foi destacado nos discursos e deu munição para ataques à oposição.

Depois de ouvir do prefeito de Camaçari, Luiz Carlos Caetano, que o governo anterior não moveu uma palha para segurar a Ford, o ministro da Casa Civil, Rui Costa, disse que os deputados que na quarta (8) derrubaram a medida provisória alternativa ao IOF foram os mesmos que, quatro anos atrás, comemoraram o fechamento da Ford.

“A mesma turma que votou ontem na Câmara dos Deputados contra o Brasil é aquela turma que comemorou silenciosamente o fechamento da Ford”, declarou Costa.

O vice-presidente sênior e chefe comercial e de marketing da BYD no Brasil, Alexandre Baldy, disse que o local, que antes era “símbolo de incerteza” e um complexo industrial abandonado, tornou-se um polo de “inovação, tecnologia, emprego e esperança”.

“A BYB sempre acreditou que onde há espaço vazio, pode haver futuro. E vimos aqui, não ruínas, mas um potencial. Não vimos abandono, mas uma possibilidade”, declarou o executivo.

Baldy ressaltou que o investimento em Camaçari é uma prova de que o Brasil “pode e vai” liderar a revolução da mobilidade sustentável. Foram investidos R$ 5,5 bilhões na fábrica, que arranca com capacidade de produção inicial de 150 mil automóveis por ano, podendo subir para 300 mil veículos em uma segunda etapa.

Em Camaçari, a BYD completa a produção de carros que são trazidos da China parcialmente montados. Da nova fábrica, saem carros puramente elétricos e híbridos. Conforme Baldy, a empresa investiu quase R$ 80 milhões para que o motor dos carros híbridos fosse flex – ou seja, funciona tanto com etanol quanto com gasolina.

A CEO da BYD para Américas e Europa, Stella Li, salientou que a cerimônia de inauguração da fábrica é a celebração do início de uma nova era da indústria automotiva brasileira. “Não só dos carros elétricos, mas dos carros inteligentes, construídos por brasileiros, construídos por baianos”, declarou.



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Produção de biometano no Brasil pode mais do que triplicar até 2027



A produção de biometano no Brasil pode mais do que triplicar nos próximos dois anos, passando dos atuais 656 mil metros cúbicos por dia para 2,3 milhões de m³/dia em 2027, de acordo com um estudo da Copersucar.

A pesquisa mostra que o estado de São Paulo concentra atualmente 40% da capacidade instalada de produção de biometano do país e 31% dos projetos de expansão, e pode atingir um potencial produtivo de até 36 milhões m³/dia no longo prazo.

Segundo o levantamento, esse volume seria suficiente para substituir integralmente o consumo industrial de gás natural no estado ou até 85% do consumo de diesel.

“Temos todos os ingredientes necessários para transformar o biometano em um motor da transição energética no Brasil: base tecnológica, matéria-prima abundante, infraestrutura logística e um arcabouço regulatório adequado”, diz o presidente da Copersucar, Tomás Manzano, em comunicado.

Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News!

Segundo ele, o biometano pode reduzir em mais de 90% as emissões de gases de efeito estufa, além de custar muito menos que o diesel no transporte pesado.

O estudo aponta que mais da metade do potencial produtivo paulista está concentrado no setor sucroenergético, que utiliza resíduos da produção de açúcar e etanol como vinhaça, torta de filtro, bagaço e palha para produzir o biogás/biometano. A estimativa é de que a adoção em larga escala do biometano possa gerar aproximadamente 20 mil novos empregos, diz o estudo.

Segundo o levantamento, se o Brasil desenvolver apenas 20% do seu potencial de produção de biometano e destinar esse volume à substituição do diesel nos próximos dez anos, será possível reduzir pela metade a necessidade de importações. O Brasil consome cerca de 65 bilhões de litros de diesel por ano, dos quais mais de 20% são importados.



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Barroso anuncia que vai deixar cargo de ministro do STF



O ministro Luís Roberto Barroso anunciou nesta quinta-feira (9) sua aposentadoria antecipada do Supremo Tribunal Federal (STF). Ele poderia ficar no cargo até 2033, quando fará 75 anos.

“Sinto que agora é hora de seguir novos rumos”, afirmou. O anúncio ocorre pouco tempo depois de Barroso deixar a presidência do STF e ser alvo de sanções do governo dos Estados Unidos.

O ministro ainda deve permanecer no STF até a próxima semana para liberar processos que ainda estão sob a responsabilidade dele, mas hoje foi sua última sessão planária.

Com a saída de Barroso, caberá ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva indicar um novo integrante para a Corte.

Perfil de Barroso

Barroso chegou ao Supremo em 2013. Ele foi indicado pela ex-presidente Dilma Rousseff para a vaga deixada pelo ministro Carlos Ayres Britto, aposentado em novembro de 2012 ao completar 70 anos.

O ministro nasceu em Vassouras, no Rio de Janeiro, é doutor em direito público pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) e mestre em direito pela Yale Law School, nos Estados Unidos.

Antes de chegar ao Supremo, atuou como advogado privado e defendeu diversas causas na Corte, entre elas a interrupção da gravidez nos casos de fetos anencéfalos, pesquisas com células-tronco, união homoafetiva e a defesa do ex-ativista Cesare Battisti.



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Expoagro movimenta R$ 180 milhões e reforça a força do agronegócio amazonense



A 47ª Expoagro, maior feira do agronegócio do Amazonas, encerrou neste domingo com resultados que reforçam a força e o crescimento do setor primário na região. Durante oito dias de evento, mais de 260 mil pessoas passaram pelo Parque Multiuso de Manaus, gerando uma movimentação financeira estimada em R$ 180 milhões, segundo dados oficiais do governo estadual.

Com uma programação diversificada, o público conferiu rodeios, provas de três tambores, exposições de animais, máquinas agrícolas e comidas típicas, transformando o evento em uma verdadeira vitrine do campo amazonense.

“Cada ano a feira cresce mais, com melhor logística e mais atrações. É a cereja do bolo para o nosso agronegócio”, destacou o secretário de Produção Rural do estado, Daniel Borges.

Tradição, cultura e tecnologia lado a lado

Na arena principal, a emoção tomou conta das arquibancadas com as provas de três tambores, que exigem técnica e velocidade dos competidores. A jovem competidora, Tânia Mara, de apenas 13 anos, mostrou que talento e disciplina andam juntos.

“Treino três vezes por semana. Às vezes é difícil, depende do dia do cavalo, mas não desisto nunca”, contou a competidora.

A estudante, Maria Eduarda Moreira, de 8 anos, vibrava a cada montaria. “Eu amo os cavalos! Já fiz até um teste de hipismo”, disse, encantada com o espetáculo. Para muitos visitantes, o evento já faz parte do calendário da cidade. “É a segunda vez que venho, é uma programação que agrada toda a população”, contou um morador.

Negócios, gastronomia e desenvolvimento regional

A Expoagro também movimentou o comércio local, impulsionando empreendedores e produtores regionais. Barracas de chapéus, bonés, alimentos típicos e artesanato garantiram renda extra para dezenas de famílias. “Graças a Deus, deu tudo certo. Vendemos muito bem”, celebrou Helenita, que caprichou no cardápio com pirarucu, lasanha e farofa de camarão.

O governo estadual também marcou presença com programas de incentivo e políticas públicas para o setor. A isenção do ICMS na compra de maquinários agrícolas foi um dos destaques, facilitando investimentos no campo. “Tudo isso movimenta a economia e fortalece o produtor rural amazonense”, reforçou Borges.

Setor primário em expansão

No balanço final, o governador do Amazonas, Wilson Lima destacou o impacto econômico e social da feira. “A Expoagro é uma vitrine do que estamos fazendo no setor primário. É um momento de mostrar a força do agro amazonense, que vive um dos melhores momentos de sua história”, afirmou.

Com números expressivos e participação crescente do público urbano e rural, a Expoagro confirma seu papel como um dos principais eventos agropecuários do Norte do país, unindo tradição, inovação e oportunidades de negócios para o produtor.

Sob supervisão de Vitória Rosendo.



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Cerrado, Pantanal e Amazônia enfrentam incêndios mais intensos, aponta MapBiomas



Estudo do MapBiomas aponta que o fogo está mais intenso e difícil de controlar nos biomas de Mato Grosso (Cerrado, Pantanal e Amazônico) e alerta para os impactos das mudanças climáticas.

Cada bioma do Brasil tem a sua relação com o fogo. No Cerrado, ele faz parte do ciclo natural, renovando a vegetação e ajudando a manter o equilíbrio ecológico. No Pantanal, sempre seguiu o ritmo das águas: surgia na seca e perdia força com a cheia. Já no Amazônico, quase não existia fogo nas florestas, mas esse cenário vem se transformando.

Segundo a professora da Unesp, Alessandra Fidelis, uma grande parte dos incêndios está relacionada às mudanças climáticas. Quando ocorrem períodos de seca prolongados ou anos de seca extrema, aumenta o risco de incêndios, mesmo em ecossistemas considerados dependentes do fogo, como o Cerrado.

De acordo com Alessandra Fidelis, mesmo essa vegetação, que evoluiu na presença do fogo e consegue se regenerar após queimar, sofre impactos devido ao aumento da janela do fogo e às mudanças na frequência e intensidade das queimadas.

Para a professora, no Pantanal, há um problema particular: os incêndios subterrâneos, que avançam por baixo da terra e são extremamente danosos para a fauna e a flora, têm se tornado mais frequentes nos grandes incêndios dos últimos anos.

O fogo, que um dia foi parte natural em alguns ambientes, vem se transformando em um desafio ambiental cada vez mais complexo. Além de ameaçar a biodiversidade e colocar em risco o equilíbrio dos ecossistemas, ele também pode prejudicar a produção de alimentos.

“Não é comum ver um pecuarista que usa fogo, manejo de uma pastagem plantada com fogo. Quem faz agricultura, muito menos”, explica o coordenador de monitoramento da TNC Brasil.

Manejo integrado do fogo

Mas o fogo também pode ser uma ferramenta importante se usado de maneira controlada e planejada. Ele pode reduzir riscos e contribuir para a conservação, essa é a base do manejo integrado do fogo (MIF).

Apesar da importância, o MIF enfrenta problemas para ser incorporado no Brasil. A ideia agora é transformar este conhecimento em ação, que traz três componentes importantes: biodiversidade, social e técnico.”O MIF, na verdade, é um guarda-chuva que nos ajuda a aplicar essas técnicas de forma mais correta” afirma o coordenador de monitoramento TNC Brasil, Marcos Barroso.



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