domingo, abril 12, 2026

Autor: Redação

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Cafés especiais do Brasil podem gerar US$ 70 milhões no Japão



Produtores e exportadores brasileiros de cafés especiais participaram de eventos no Japão que podem gerar até US$ 70,125 milhões em negócios. Desse total, US$ 7,18 milhões foram fechados presencialmente, e US$ 62,945 milhões estão projetados para os próximos 12 meses, segundo a Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA).

Entre 24 e 27 de setembro, os brasileiros participaram da SCAJ World Specialty Coffee Conference and Exhibition 2025, maior feira do setor na Ásia, e da rodada “Taste of the Harvest”, com 53 importadores convidados. Foram realizados 722 contatos comerciais, sendo 297 com novos parceiros.

Exportações para o Japão

O Japão é um dos principais destinos do café brasileiro. Em 2024, o país importou 2,211 milhões de sacas de 60 kg, correspondendo a 4,4% das exportações nacionais e ocupando o quinto lugar no ranking de compradores. Desse total, 14,6%, ou 323 mil sacas, foram cafés especiais, conforme dados do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé).

No período de janeiro a agosto de 2025, os japoneses adquiriram 1,671 milhão de sacas, consolidando-se como o quarto maior comprador do Brasil. Deste total, 15,9%, ou 265 mil sacas, foram de cafés especiais.

Estratégia diante de novos desafios

O diretor executivo da BSCA, Vinicius Estrela, afirmou que o momento é estratégico para fortalecer parcerias comerciais.

“Com o tarifaço imposto pelos Estados Unidos sobre o café brasileiro, é essencial ampliar o diálogo com novos e tradicionais compradores, como o Japão”, destacou.



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Em MT, produtores enfrentam dificuldades para acessar crédito no início do plantio de soja



Com o início do plantio da safra 25/26 em Mato Grosso, os efeitos do novo Plano Safra já são sentidos no campo. O programa reduziu a subvenção ao crédito rural e elevou os juros, o que tem dificultado o acesso dos produtores a financiamentos em condições viáveis.

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O cenário atual preocupa a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT), que tem recebido relatos de agricultores com dificuldades para acessar as linhas de crédito anunciadas. De acordo com o diretor administrativo da entidade, Diego Bertuol, o volume recorde de recursos divulgado pelo Governo Federal não tem se traduzido em crédito real ao produtor.

”Esses recursos não têm chegado ao produtor rural. Já estamos no início do plantio e muitos ainda não conseguiram realizar suas operações bancárias, nem mesmo para custeio. A situação da armazenagem segue o mesmo caminho. Hoje, o setor precisa de linhas de crédito com juros menores que os anunciados pelo governo federal e com prazos de carência que permitam ao produtor iniciar o pagamento após a implementação dos investimentos. No entanto, isso ainda não acontece”, aponta Bertuol.

Produção de soja em MT

Em Mato Grosso, a produção de soja deve ultrapassar 47 milhões de toneladas na safra 2025/26, mas o estado conta com apenas 53,4 milhões de toneladas de capacidade estática, espaço que também precisa atender ao milho, cuja produção superou 54 milhões de toneladas na última safra. Somadas, as duas culturas expõem um déficit superior a 52 milhões de toneladas, segundo o Imea.

A falta de crédito acessível para construção e ampliação de armazéns agrava os gargalos logísticos e reduz o poder de negociação do produtor. Segundo o vice-presidente da Aprosoja-MT, Luiz Pedro Bier, o estado é o mais afetado pela carência de infraestrutura e pelos custos elevados de armazenagem, o que penaliza especialmente pequenos e médios produtores.

O presidente da Aprosoja-MT, Lucas Costa Beber, alerta que o problema é nacional e agravado pelos juros altos e pela limitação de crédito. Ele defende políticas públicas que incentivem a construção de armazéns próprios e benefícios fiscais para ampliar a capacidade de estocagem.



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AgroNewsPolítica & Agro

Fim da MP 1.303 coloca governo em xeque fiscal



“A caducidade da medida representa um rombo estimado em R$ 17 bilhões”


“A caducidade da medida representa um rombo estimado em R$ 17 bilhões"
“A caducidade da medida representa um rombo estimado em R$ 17 bilhões” – Foto: Canva

A caducidade da Medida Provisória nº 1.303, que previa a tributação unificada de investimentos, apostas e rendas financeiras, reacendeu preocupações sobre a previsibilidade fiscal e a autonomia do Executivo para criar tributos sem aprovação do Congresso. Segundo especialistas, a perda de validade mantém em vigor as regras anteriores e pressiona o governo a buscar alternativas fiscais.

Para o tributarista Carlos Crosara, do Natal & Manssur Advogados, a MP “deixa de existir no mundo jurídico e de produzir efeitos a partir de sua caducidade, mas os atos praticados enquanto vigorava permanecem válidos”. Ele esclarece que, diferentemente de uma declaração de inconstitucionalidade, os efeitos são ex nunc, sem direito automático à restituição de tributos pagos.

O advogado Marcelo Costa Censoni Filho, do Censoni Advogados Associados, destaca que a caducidade representa um rombo estimado em R$ 17 bilhões na previsão de arrecadação para 2026, mantendo integralmente o sistema anterior e sem aplicação das novas alíquotas. Segundo ele, isso deve levar o governo a adotar medidas de contenção de gastos e elevar tributos como IOF e IPI por decreto.

“A caducidade da medida representa um rombo estimado em R$ 17 bilhões na previsão de arrecadação para 2026, o que deve levar o governo a adotar medidas de contenção de gastos e a elevar tributos como IOF e IPI por decreto”, comenta.

Luís Garcia, do MLD Advogados Associados, reforça que pagamentos realizados sob normas válidas produzem efeitos legítimos e eficazes. Ele alerta que o governo pode recorrer a tributos regulatórios e medidas sobre investimentos isentos, como LCI e LCA, mostrando o desafio de equilibrar ajuste fiscal e incentivo à economia real.

 





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Incêndio de grandes proporções assusta moradores do Oeste da Bahia


O fogo que há dias tem causado estragos no Matopiba deixou os moradores de Barreiras, no Oeste da Bahia, assustados na noite desta quinta-feira (9). Um incêndio florestal de grandes proporções na Serra da Bandeira pôde ser visto de vários pontos da cidade.

Ainda durante o dia, a fumaça já anunciava o que poderia acontecer com o passar das horas. À noite, ficou evidente a proporção do incêndio.

De acordo com o Programa Queimadas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), nos primeiros dez dias de outubro a Bahia registrou 1.350 focos de queimadas.

Barreiras está entre os 30 primeiros municípios baianos com maior número de focos, sendo que outros 11, são da região Oeste. Riachão das Neves tem o maior registro (181 focos), seguido de Barra (91 focos), Jaborandi (78 focos) e São Desidério (62 focos).

Confira na lista abaixo os demais municípios afetados:

focos queimadas, Bahia, outubro, inpe
Imagem: Inpe

Nas redes sociais, vídeos do incêndio ganharam repercussão. “Todos os anos a mesma coisa, faltando trabalho de conscientização, fiscalização efetiva e punição”, escreveu a internauta Fernanda Henn em uma publicação na página Barreiras Desenvolvimento.

Em nota, o 17º Batalhão de Bombeiros Militar (17º BBM) informou que foi acionado à noite para combater o incêndio em vegetação que atingia a Serra da Bandeira, nas proximidades das torres de comunicação.

De acordo com o Corpo de Bombeiros, o fogo se alastrava rapidamente pela vegetação seca e representava risco às estruturas instaladas no alto da serra.

Diante da gravidade da situação, uma viatura e um caminhão de combate a incêndio foram deslocados para o local.

O acesso foi realizado pela estrada do aeroporto, com o objetivo de impedir que as chamas alcançassem o conjunto de torres.

Além disso, a operação contou com o apoio de brigadistas do Prevfogo, que atuaram de forma conjunta com os bombeiros.

Graças ao trabalho intenso e coordenado das equipes, o incêndio foi controlado e as instalações foram preservadas.

Em 2024, a Serra da Bandeira também sofreu com queimadas. No dia 30 de setembro, o fogo atingiu a vegetação nas proximidades da pista do Aeroporto Regional de Barreiras.

Conscientização

As queimadas na região Oeste da Bahia, assim como em todo o Matopiba, são um problema recorrente. Todos os anos, o fogo coloca em risco o Cerrado e todos que habitam um dos maiores biomas do país.

Pelo terceiro ano consecutivo, o Canal Rural Bahia produziu a série especial “Cerrado Sem Fogo”, com quatro reportagens especiais exibidas na programação da TV e no programa Planeta Campo.

Com o objetivo de alertar e cobrar as autoridades, o projeto promove também a prevenção e a conscientização para evitar a destruição do bioma pelo fogo.


Você também pode participar deixando uma sugestão de pauta. Siga o Canal Rural Bahia no Instagram e nos envie uma mensagem.





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La Niña confirmado em 2025; saiba a influência nas chuvas e nas temperaturas



É oficial: o La Niña, que influencia o regime de chuvas e temperaturas em todo o planeta, está confirmado neste ano. Conforme o relatório da NOAA (Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos), o fenômeno climático deve mudar o panorama climático no Brasil até o verão de 2026. Porém, os efeitos dele devem ser limitados.

Isso porque o boletim, divulgado nesta quinta-feira (9), mostra que as águas do Pacífico Equatorial Central estão cerca de 0,5°C abaixo da média, o que caracteriza um La Niña fraco. Além disso, há mais de 70% de probabilidade de o fenômeno continuar até fevereiro de 2026, com tendência de enfraquecimento a partir do primeiro trimestre do ano que vem.

De acordo com a NOAA, o La Niña é causado pelo resfriamento das águas do Pacífico, o que altera os padrões de vento e circulação atmosférica.

O que muda com o La Niña?

Mesmo com intensidade considerada fraca, o fenômeno pode provocar chuvas mais regulares no Norte e Nordeste. Por outro lado, o La Niña causa períodos mais secos no Sul e temperaturas amenas no Centro-Oeste e Sudeste, conforme registros históricos.

“Mesmo um La Niña fraco pode influenciar o regime de chuvas e a temperatura no Brasil, especialmente entre novembro e fevereiro”, explica Patrícia Cassoli, meteorologista da Climatempo.

Ainda segundo a Climatempo, nas regiões onde o La Niña pode causar seca, há risco de estiagens em áreas agrícolas. Em algumas áreas do Pantanal e da Amazônia, entretanto, a redução das chuvas pode aumentar a incidência de incêndios.

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.



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Gigante chinesa inaugura fábrica de R$ 5,5 bilhões e deve gerar 20 mil empregos



A montadora de automóveis chinesa, BYD, inaugurou na quinta-feira (9) sua nova fábrica de veículos elétricos e híbridos , em Camaçari (BA).

O investimento da gigante asiática no complexo é de R$ 5,5 bilhões. Presente no Brasil há mais de uma década, a empresa tem outros investimentos no país, com unidades de produção em Campinas (SP) e Manaus (AM), e projetos de expansão e entrada em outros mercados da América Latina.

A nova planta em Camaçari tem capacidade inicial para produzir 150 mil veículos por ano e 300 mil, em uma segunda etapa. Atualmente, a unidade opera com a montagem de veículos. A partir de 2026, a produção será nacionalizada, com a inclusão de etapas como estamparia, soldagem e pintura, além de um maior índice de componentes fabricados no país.

Na estimativa do governo, quando estiver em pleno funcionamento, o complexo terá potencial de gerar 20 mil empregos, entre diretos e indiretos, incluindo funcionários, prestadores de serviço e fornecedores. A inauguração da fábrica contou a presença do presidente Lula.



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Agentes esperam mais chuvas para uma boa florada dos citros



Citricultores seguem à espera de um retorno mais consistente das chuvas que garanta uma florada uniforme e vigorosa. Isso é o que apontam os levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Até o momento, as flores abriram apenas em alguns talhões de sequeiro e em lavouras irrigadas. Assim, segundo o Centro de Pesquisas, muitos produtores estão preocupados com as atuais condições fisiológicas das plantas e também das frutas que têm sido enviadas ao mercado de mesa. O baixo índice pluviométrico tem murchado a laranja.

Para os próximos dias, há previsão de chuva nas principais regiões citrícolas do cinturão de São Paulo, contexto que deve contribuir para a manutenção do potencial produtivo dos pomares, mesmo que um pouco atrasado o desenvolvimento da safra quando comparado a anos anteriores.

Quanto aos preços, de 6 a 9 de outubro, a laranja pera destinada à indústria vem sendo negociada à média de R$ 50,41/caixa de 40,8 kg. O valor representa alta de 0,73% em relação à da semana anterior. Os poucos contratos fechados seguem em torno de R$ 50/cx de 40,8 kg.

Para as laranjas de mesa, a pera na árvore a comercialização vem ocorrendo à média de R$ 60,53/cx de 40,8 kg. aumento de 1,02% sobre a semana anterior. Dessa forma, vendedores reportam ao Cepea que a procura segue boa nos últimos dias.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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ovo branco ou vermelho? Entenda a diferença



Na hora das compras, muita gente ainda fica em dúvida: ovo branco ou vermelho, qual é melhor para a saúde? A diferença entre os dois vai muito além da cor da casca e, segundo especialistas, não há diferença nutricional significativa entre eles. O que muda é a raça da galinha e a alimentação que ela recebe, fatores que podem influenciar apenas o preço e, em alguns casos, o sabor.

De acordo com o Instituto Ovos Brasil, a cor da casca do ovo é determinada geneticamente: galinhas de penas e orelhas brancas botam ovos brancos, enquanto as de penas e orelhas avermelhadas produzem ovos marrons (ou vermelhos). Essa característica é puramente biológica e não tem relação com qualidade, frescor ou teor de nutrientes.

“O ovo branco e o vermelho têm praticamente o mesmo valor nutricional — ambos são excelentes fontes de proteínas de alto valor biológico, vitaminas A, D e E e minerais como ferro, fósforo e zinco”, explica a nutricionista Lúcia Endriukaite, do Instituto Ovos Brasil.

Por que o ovo vermelho costuma ser mais caro

Muita gente acredita que o ovo vermelho é mais saudável, mas o preço mais alto no supermercado tem outro motivo: as galinhas que produzem esses ovos são maiores e consomem mais ração.

Isso encarece a produção, mas não altera o conteúdo nutricional. Por isso, especialistas afirmam que a escolha entre um e outro pode ser feita pelo gosto pessoal ou pelo bolso — sem culpa.

Alimentação da galinha faz diferença no sabor

Embora a cor da casca não interfira na nutrição, a alimentação da galinha influencia no sabor, na coloração da gema e até no valor nutricional final do ovo.

Galinhas criadas com rações naturais ou em sistemas caipiras tendem a botar ovos com gemas mais alaranjadas e sabor mais intenso. Isso acontece por causa da presença de pigmentos naturais (como carotenoides) encontrados em milho, folhas verdes e ervas.

“O que realmente faz diferença é o manejo. Ovos de galinhas bem alimentadas e criadas em boas condições tendem a ter melhor perfil nutricional e antioxidante”, reforça Lúcia.



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Exportações de ovos caem, mas ainda são recordes no 3º tri



As exportações brasileiras de ovos, que vinham crescentes desde o início do ano, caíram no terceiro trimestre de 2025, conforme dados da Secex analisados pelo Cepea.

Segundo pesquisadores, o movimento reflete a menor demanda dos Estados Unidos, que lideraram as importações até julho. 

Apesar da redução, o desempenho dos embarques entre julho e setembro foi recorde para o período, considerando-se a série histórica da Secretaria, iniciada em 1997. 

Foram 9,46 mil toneladas exportadas nos últimos três meses, volume 42% abaixo do enviado no trimestre anterior, mas expressivos 99,8% superior ao do mesmo intervalo do ano passado.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Maior demanda por frango sustenta alta de preços



Os preços do frango vivo e da carne registram novos aumentos na maioria das regiões. Isso é o que indicam os dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Segundo o instituto, o impulso vem da maior demanda típica de início de mês. Pesquisadores ressaltam que o movimento de alta tem se sustentado desde o início de setembro, atravessando inclusive a segunda quinzena, período em que o consumo tradicionalmente recua devido ao menor poder de compra da população.

No mercado de pintinhos de corte, levantamentos do Cepea mostram que o animal completou o segundo mês consecutivo de valorização (agosto e setembro).

De acordo com agentes consultados pelo centro de pesquisas, o comportamento é resultado de uma oferta reduzida e de uma demanda firme pelo produto.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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