sábado, abril 11, 2026

Autor: Redação

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Conab reforça compromisso com agricultura familiar e economia solidária na 31ª FEICOOP


Entre a sexta-feira (10) e o domingo (12) passados, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), participou da 31ª Feira Internacional do Cooperativismo e da Economia Solidária (FEICOOP), no Centro de Referência de Economia Solidária Dom Ivo Lorscheiter, em Santa Maria (RS). A abertura do evento contou com a participação do presidente da estatal, Edegar Pretto.

Durante a abertura oficial, o presidente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Edegar Pretto, destacou a retomada do papel estratégico da Companhia em políticas públicas como o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), que beneficia diretamente agricultores familiares, assentados da reforma agrária, povos indígenas e comunidades quilombolas.

“Quando fui convidado para ser presidente da maior Companhia de Abastecimento da América Latina, foi me dada duas tarefas: a primeira delas é fazer a Conab forte outra vez, fazer diferença na vida das pessoas. E a segunda é que a Conab passasse novamente a ser um dos instrumentos para erradicar a fome no Brasil. O PAA voltou e nós estamos operacionalizando milhões de reais comprando comida da agricultura familiar e esses alimentos chegando simultaneamente na mesa de quem passa necessidade”, ressaltou.

O presidente da Conab também enfatizou a importância da participação feminina no programa. Segundo ele, mulheres têm papel central no combate à fome e devem ser prioridade nas políticas públicas.

“Nós estabelecemos na Conab que cada cooperativa, cada associação que apresenta um projeto para o PAA para vender comida, tem que ter no mínimo 50% de participação das mulheres. Hoje, 80% da comida que o PAA compra, que a Conab adquire são de mulheres trabalhadoras rurais. O protagonismo da erradicação da fome também passa pelas mãos das mulheres agricultoras brasileiras”, complementou.

Sob o lema “Construindo a Ecologia Integral frente às Emergências Climáticas”, o Feirão Colonial, como tradicionalmente também é conhecida a maior feira de cooperativismo e economia solidária da América Latina, debateu a possibilidade da construção de um novo mundo a partir de um novo modelo econômico colaborativo. Além disso, o público teve acesso à uma variedade de produtos, e também pôde participar de cerca de 80 atividades, entre programações culturais, seminários, rodas de conversa, oficinas, conferências e painéis sobre temas sociais e ambientais.

Em um estande no corredor principal da feira, a Conab participou divulgando, orientando e esclarecendo dúvidas sobre as principais políticas públicas operacionalizadas pela Companhia, como o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e o Programa de Venda em Balcão (ProVB), assim como evidenciar a atuação da Conab junto aos agricultores, cooperativas e associações do Rio Grande do Sul, estado de grande relevância para a política agrícola nacional, ampliando a efetividade da ação governamental.

Com essa iniciativa, além de reforçar o compromisso da estatal com a soberania e segurança alimentar e nutricional, o abastecimento e a promoção da agricultura familiar, a companhia também fortalece o apoio à produção sustentável e solidária, ao pequeno produtor rural e à organização social no campo.

Em um momento em que os impactos das mudanças climáticas estão no centro da discussão em todo o mundo, a FEICOOP se propõem como espaço de partilha e construção coletiva de alternativas sustentáveis, valorizando a diversidade dos povos, das culturas, dos saberes e das práticas que colocam a vida no centro.

Com a presença de feirantes, visitantes e parceiros, o evento configura-se como espaço estratégico para fortalecimento de parcerias, promoção da agricultura familiar, bem como para a divulgação de ações e programas governamentais voltados ao abastecimento alimentar, através de seminários, oficinas e palestras temáticas.

A FEICOOP é um evento internacional consolidado, referência em Economia Solidária no Brasil, que reúne delegações de empreendimentos de diversos estados e de países da América Latina. A edição de 2025 contou com aproximadamente 550 expositores das regiões Sul e Sudeste do país, além de representantes da Argentina, Uruguai e Paraguai, e atraiu cerca de 100 mil visitantes, a fim de solidificar a economia solidária, aproximar campo e cidade e contribuir para o debate e a consolidação de políticas públicas voltadas ao cooperativismo.

Desde 1994, Santa Maria sedia a Feicoop e é reconhecida como Capital Mundial da Economia Solidária e do Cooperativismo Autogestionário. O evento se consolidou como espaço internacional de articulação, integração e ação coletiva, reunindo empreendimentos de economia solidária, agroindústrias, catadores, povos indígenas, quilombolas, artesãos, floricultores e trabalhadores rurais e urbanos.

 





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estrategia do INTA contra carrapato bovino


Diante de um contexto em que a eficiência produtiva e a sanidade animal são determinantes para a competitividade do setor, os especialistas do INTA Colonia Benítez – Chaco – propõem o controle integrado, que combina o manejo sanitário, ambiental e genético. Trata-se de uma ferramenta eficaz para proteger a saúde dos rebanhos e aumentar a produção de carne no norte da Argentina.

Para reduzir perdas, aumentar a produção e fortalecer a competitividade, os especialistas do INTA sugerem integrar esses três tipos de manejo. Uma pesquisa recente do INTA Colonia Benítez (Chaco) confirmou a eficácia dessa estratégia, que permite ganhos de peso entre 18 e 42 quilos de carne por animal ao ano. Este trabalho será um dos temas apresentados na 2ª Jornada Pecuária, que acontecerá em Chaco no dia 15 de outubro.

Segundo explicou Victoria Rossner, pesquisadora do INTA Colonia Benítez, “o carrapato é um parasita que representa uma grande limitação à produtividade pecuária em regiões tropicais e subtropicais do mundo, causando severas perdas econômicas no país”.

Ela detalhou que essa parasitose ocorre em áreas ao norte do paralelo 31, onde as condições de clima quente e úmido são ideais para seu desenvolvimento. O impacto direto na pecuária, segundo Rossner, “se traduz em menor ganho de peso, desvalorização do couro devido a lesões e miíases, além da transmissão de doenças”.

Para enfrentar o problema, o INTA propõe um manejo integrado que combina diferentes técnicas, reduzindo a dependência exclusiva de produtos químicos e retardando a resistência dos carrapatos aos acaricidas.

O controle integrado foi avaliado com resultados promissores: “Em estudos com bovinos em crescimento, de 12 a 24 meses, a diferença de peso ao aplicar protocolos de controle dessa parasitose pode variar de 18 a 42 quilos de peso vivo por ano”, afirmou Rossner, destacando o impacto positivo da combinação simultânea de duas ou mais técnicas — sendo que pelo menos uma delas não deve ser química.

De acordo com a pesquisadora, existem três ferramentas com eficácia comprovada:

O uso estratégico de acaricidas químicos, aplicados em momentos-chave conforme o ciclo de vida do parasita;

A rotação e o descanso de pastagens, que interrompem a presença de larvas no ambiente;

E o uso de biotipos bovinos resistentes, que naturalmente limitam a infestação.

“Os esquemas de controle estratégico fazem parte de um programa de médio e longo prazo, concentrando um número mínimo de tratamentos em épocas específicas do ano — como na saída do inverno — para alcançar um efeito duradouro sobre as populações de carrapatos”, detalhou Rossner.

Ela também observou que pequenas variações climáticas afetam microorganismos, vetores, reservatórios e até seres humanos, podendo alterar a distribuição e incidência de várias doenças infecciosas, somando-se ainda às mudanças no uso do solo.

Por fim, a pesquisadora destacou que a implementação dessas práticas requer orientação técnica especializada. “Os produtores devem se manter atualizados e consultar veterinários com conhecimento tecnológico para orientá-los no manejo integrado”, recomendou.





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Sou de Algodão na SPFW 2025: moda rastreável assume protagonismo


O movimento Sou de algodão, iniciativa da Abrapa (Associação Brasileira dos Produtores de algodão), retorna à São Paulo Fashion Week (SPFW) para seu 4º desfile, na principal semana de moda do país, reafirmando a força de uma cadeia produtiva que une sustentabilidade, inovação e design. O desfile acontece no dia 17 de outubro, sexta-feira, às 19h, no Pavilhão das Culturas Brasileiras, no Parque Ibirapuera, em São Paulo.

Com o tema “Trajetórias”, a coleção celebra o caminho do algodão brasileiro com certificação socioambiental, desde o campo até a criação de moda autoral, com 36 looks all black, desenvolvidos no âmbito do programa de rastreabilidade SouABR (Algodão Brasileiro Responsável).

Moda rastreável: o futuro é coletivo

Nesta edição, o Sou de Algodão apresenta um panorama inédito da rastreabilidade da fibra no Brasil: são 82 fazendas, 61 produtores, seis estados e seis indústrias têxteis que integram a cadeia de custódia do algodão certificado ABR utilizado na coleção.

“Em nosso quarto desfile na SPFW, a rastreabilidade do algodão brasileiro com certificação socioambiental assume o protagonismo”, explica Silmara Ferraresi, gestora do movimento Sou de Algodão e diretora de Relações Institucionais da Abrapa. “É uma trajetória coletiva que reúne produtores, indústrias e estilistas para mostrar que o futuro da moda é responsável e transparente”.

O presidente da Abrapa, Gustavo Piccoli, reforça: “Cada peça é fruto de uma conexão genuína entre campo e passarela. O algodão brasileiro é símbolo de qualidade, rastreabilidade e compromisso com práticas responsáveis; valores que ganham forma e significado neste desfile”.

Seis estados, uma só fibra

O desfile reúne peças compostas por algodão cultivado na Bahia, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Piauí – estados onde o programa ABR certifica propriedades que seguem padrões sociais, ambientais e de governança.

A coleção também evidencia a atuação de seis indústrias têxteis brasileiras que integram a cadeia de custódia do algodão: Cataguases e RenauxView – que assinam os tecidos de camisaria -, Santana Textiles e Vicunha – responsáveis pelos denim -, Dalila – que trabalha com malharia -, e Fio Puro, que representa a fiação, completando o ciclo da fibra até o tecido final.

Cada novelo de fio, que virou rolo de tecido, que se transformou em cada look traz em si o percurso de uma fibra cultivada com responsabilidade, comprovada por um sistema de rastreabilidade, que conecta o produtor ao consumidor final.

Trajetórias: conceito e styling por Paulo Martinez

Para o stylist Paulo Martinez, o conceito “Trajetórias” nasce da ideia de celebrar os caminhos percorridos, do campo à criação, da fibra ao corpo.

A escolha do all black traduz essa conexão de forma simbólica: o preto absoluto é o ponto onde todas as cores se encontram, como se cada etapa do processo convergisse em uma única expressão de unidade e força.

“O conceito do all black veio de um lugar de comemoração, inspirado em uma festa black tie para celebrar os 30 anos da semana de moda paulistana”, explica Martinez. “Mais do que uma estética, é um gesto de respeito. Um agradecimento a todos que constroem a moda de forma consciente e coletiva”.

Na passarela, 36 looks formam uma narrativa contínua que atravessa territórios, técnicas e linguagens. A cor única revela a essência do algodão, sua textura, peso, toque e movimento, sem distrações, permitindo que cada um dos seis estilistas traduza, à sua maneira, as infinitas possibilidades da fibra natural.

Os criadores e suas trajetórias

Alexandre Herchcovitch

Herchcovitch propõe uma leitura sofisticada e emocional do algodão, deslocando-o de seu imaginário casual. Em sua coleção, o tricoline ganha leveza, o denim aparece cru e a sarja revela sua textura original, sem lavagens ou interferências.

“O que mais me atrai no algodão é a percepção. Meu desejo é que a rastreabilidade seja algo natural, o básico da moda. Que todos saibam de onde vem o que vestem”, diz o estilista, cujo trabalho propõe uma moda honesta e essencial, em que a beleza surge do próprio material.

ALUF

A ALUF apresenta o algodão em sua forma mais inesperada: como matéria-prima de vestidos de festa e silhuetas escultóricas. São peças de volumes inusitados, alças em 3D e acabamentos delicados, que revelam a sofisticação e a versatilidade da fibra natural.

A coleção mostra que o algodão também pode ser luxo, fluidez e emoção, sem perder sua essência sustentável. “Cada look traduz o encontro entre o artesanal e o contemporâneo. A rastreabilidade é parte da beleza; saber de onde vem o tecido é o que dá sentido ao que fazemos”, explica Ana Luisa Fernandes, diretora criativa da marca.

Amapô

A dupla Carô Gold e Pitty Taliani, da Amapô, parte de seu próprio arquivo de 20 anos para revisitar e reconstruir peças icônicas da marca.

Cada look renasce em versão all black, como uma nova leitura sobre o passado; uma coleção que é também um gesto de memória e reinvenção.

“Foi um exercício de desapego e de desconstrução do algodão”, conta Carô. “Recondicionamos o tecido para novos usos, como um vestido de festa feito inteiramente em malha piquet. A rastreabilidade, neste contexto, é tranquilizadora. Ela nos reconecta com o que movimenta o mundo”.

David Lee

Inspirado literalmente pelo tema “Trajetórias”, David Lee transforma o percurso  do algodão em metáfora visual: costuras e texturas se entrelaçam para formar desenhos que lembram estradas, mapas e fluxos. Sua coleção carrega referências utilitárias e campesinas, que equilibram rusticidade e refinamento.

“O algodão é versátil, durável e tem uma modelagem impecável. As pessoas muitas vezes não sabem o caminho que a fibra percorre, e é esse o percurso que eu quis mostrar”, reitera. Em suas peças, cada dobra e cada costura contam uma história, representando o elo invisível entre o trabalhador do campo e o consumidor urbano.

Fernanda Yamamoto

Acostumada a experimentar técnicas artesanais e estruturas complexas, a Fernanda Yamamoto mergulha pela primeira vez em uma coleção composta inteiramente por algodão. Ela leva a fibra para lugares inesperados, com peças de arquitetura têxtil precisa, que combina listras, risca de giz e origamis.

“O algodão é muito mais do que leveza ou casualidade. É uma fibra de construção, de resistência e de sutileza. Ele pode ser tudo, de estruturado a fluido”.

Sua proposta convida à reflexão sobre a potência técnica e expressiva do algodão, e sobre como a moda pode ser simultaneamente artesanal, contemporânea e responsável.

Weider Silveiro

Weider revisita sua trajetória pessoal e propõe uma alfaiataria desconstruída em algodão, que desafia gênero e tradições. O estilista explora contrastes entre o feminino e o masculino, com cortes de precisão, volumes inesperados e tecidos de diferentes pesos.

“Desconstruir a alfaiataria é prazeroso. O algodão é cheio de possibilidades, é confortável, respirável e humano. Saber de onde vem o tecido é um gesto de afeto, é sobre pessoas e não só sobre máquinas”, afirma o criativo, que sintetiza a essência do desfile ao afirmar a moda como expressão humana, consciente e conectada à origem.

O algodão como símbolo de união

Em “Trajetórias”, cada estilista percorre seu próprio caminho criativo, mas todos partem da mesma fibra: o algodão brasileiro certificado e rastreável.

Das fazendas às passarelas, o desfile do Sou de Algodão reafirma que a moda do futuro é feita de colaboração, transparência e propósito.

“A SPFW sempre foi um espaço de expressão e de transformação coletiva. Ver o Sou de Algodão celebrar essa trajetória é testemunhar a força da moda brasileira quando ela se conecta à sua origem, e projeta o futuro com consciência. Este desfile traduz a beleza do ciclo completo, da fibra à criação, e reafirma que inovação e responsabilidade caminham juntas no novo tempo da moda”, completa Paulo Borges, idealizador e diretor criativo da SPFW.

 





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Semeadura do arroz avança lentamente no Rio Grande do Sul


Segundo o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS na última quinta-feira (9), a semeadura do arroz alcançou 12% da área projetada no estado. A irregularidade das chuvas e a elevada umidade do solo dificultaram o preparo das áreas e o avanço dos trabalhos. “Nos períodos de tempo firme, há retomada gradual das atividades, especialmente nas áreas com melhor drenagem e estruturação”, informou o boletim.

A Emater destacou que a atual conjuntura da safra reflete o menor uso de insumos, resultado direto da queda dos preços de comercialização. “A redução de preços tem impactado a capacidade de investimento e a sustentabilidade econômica do setor”, apontou a instituição.

De acordo com o Instituto Rio Grandense do Arroz (IRGA), a safra 2024/2025 de arroz irrigado encerrou com produtividade média de 9.044 kg por hectare nos 970.216 hectares colhidos, resultando em 8.762.370 toneladas. Para a safra 2025/2026, a estimativa é de redução de 5,17% na área plantada, totalizando 920.081 hectares. A produtividade prevista é de 8.752 kg por hectare, o que deve resultar em produção de 8.052.213 toneladas, queda de 8,10%.

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, na Fronteira Oeste, o excesso de umidade atrasou as atividades de campo. “Até o momento, pouco mais de 6 mil hectares foram semeados, número bem inferior aos 85 mil hectares registrados no mesmo período do ano passado”, informou o órgão. Em áreas próximas aos rios Uruguai, Ibicuí e Itu, diversas propriedades continuam alagadas ou com acesso restrito. A estimativa é de uma redução de até 10% na área cultivada, em razão das condições meteorológicas e das dificuldades financeiras dos produtores. Em São Gabriel, a semeadura em sistema pré-germinado alcançou 70% da área prevista. Na Campanha, o plantio segue de forma pontual, repetindo o comportamento de anos anteriores em propriedades com melhor infraestrutura.

Na região de Pelotas, o ritmo de plantio é mais acelerado, com 34% da área total semeada. Os períodos de sol e as temperaturas mais altas favoreceram o preparo do solo e a construção de taipas e marachas. As chuvas registradas nos dias 4 e 5 de outubro, entre 15 mm e 103 mm, contribuíram para recuperar a umidade superficial sem prejudicar as operações.

Na região de Santa Maria, o plantio teve início, mas o excesso de chuvas atrasou o andamento dos trabalhos. Em Cacequi, a semeadura segue lenta e irregular, alcançando 5% da área prevista. “Os danos em estradas e pontes dificultam o transporte de máquinas e insumos, elevando os custos operacionais”, informou o relatório. Mesmo com as dificuldades, os produtores seguem o planejamento técnico, priorizando áreas com melhor drenagem.

Na região de Santa Rosa, a implantação das lavouras segue suspensa por causa da saturação do solo, que impede o tráfego de maquinário agrícola. A Emater alertou que “há preocupação entre os produtores com a possível sobreposição do plantio do arroz e da soja”, o que pode gerar competição por mão de obra e logística durante a colheita.

Na região de Soledade, os trabalhos de custeio e as semeaduras iniciais avançaram, alcançando 10% da área total prevista. O clima mais estável na última semana permitiu o preparo do solo e o início dos plantios em sistema pré-germinado e em solo seco. “O estabelecimento inicial está dentro da normalidade, com boa emergência e plântulas vigorosas”, apontou a Emater. A janela de semeadura segue aberta até dezembro, conforme o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc).





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BNDES aprova R$ 1,6 bilhão para afetados pelo tarifaço dos EUA



O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou R$ 1,6 bilhão em créditos para que empresas afetadas pelo tarifaço imposto pelo governo dos Estados Unidos busquem novos mercados.

Em média, o tempo entre análise e aprovação de projetos no Plano Brasil Soberano foi de 18 dias, abaixo dos 60 dias habituais na instituição.

O presidente norte-americano, Donald Trump, assinou no dia 30 de julho a ordem executiva que instituiu a tarifa de 50% sobre produtos brasileiros nos Estados Unidos a partir de 6 de agosto.

A medida veio acompanhada de uma lista de isenções de quase 700 itens, com alívio a setores como o de suco de laranja e o de fabricação de aeronaves. Cerca de 3,8 mil itens brasileiros estão sujeitos à sobretaxa de 50%.

O BNDES aprovou 47 operações na linha Giro Diversificação, para busca de novos mercados, com destaque para:

  • Exportação de café: R$ 108,9 milhões;
  • Açúcar: R$ 220 milhões;
  • Equipamentos elétricos: R$ 191,1 milhões;
  • Outros alimentos: R$ 249,7 milhões; e
  • Utensílios: R$ 79,5 milhões

As operações têm como destino exportações para a Suíça, Reino Unido, Canadá, França, Argentina, Bolívia, Equador, Chile, Paraguai, República Dominicana e Uruguai.

“A agilidade na aprovação de projetos para que as empresas busquem novos mercados é resultado do empenho dos empregados do BNDES em atender ao chamado do presidente Lula de não deixar nenhuma empresa para trás. Outras 66 operações, na mesma linha, estão em análise no banco, somando mais R$ 2 bilhões em projetos”, esclareceu o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.



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confira os preços da arroba e do atacado hoje



O mercado físico do boi gordo voltou a se deparar com preços em predominante acomodação no início da semana.

Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, o ambiente de negócios ainda sugere por alguma alta dos preços no curto prazo, considerando o atual posicionamento das escalas de abate dos frigoríficos de menor porte.

“Os frigoríficos de maior porte ainda sinalizam para uma posição mais confortável de suas escalas de abate, ainda contando com boa incidência de animais de parceria. Já as exportações seguem muito contundentes, com crescimento importante do volume e principalmente da receita”, ressalta.

Preços médios da arroba do boi

  • São Paulo: R$ 311,08 — na sexta passada: R$ 311,42
  • Goiás: R$ 298,21 — R$ 296,61
  • Minas Gerais: R$ 298,53 — R$ 297,94
  • Mato Grosso do Sul: R$ 322,16 — R$ 322,02
  • Mato Grosso: R$ 293,28 — R$ 293,68

Mercado atacadista

O mercado atacadista se depara com preços firmes. Segundo Iglesias, o ambiente de negócios ainda sugere pela elevação dos preços no curto prazo, ainda com o efeito da entrada dos salários na economia.

  • Quarto traseiro: segue a R$ 25,00 por quilo
  • Ponta de agulha: ainda é precificada a R$ 16,50 por quilo
  • Quarto dianteiro: se mantém cotado a R$ 18,00 por quilo

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,80%, sendo negociado a R$ 5,4593 para venda e a R$ 5,4573 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,4412 e a máxima de R$ 5,4997.



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TRF6 isenta produtor rural de ART e CREA em Minas Gerais



Sistema Faemg Senar celebra importante vitória judicial em defesa dos produtores



Foto: Pixabay

O Sistema Faemg Senar celebra importante vitória judicial em defesa dos produtores rurais mineiros. A 4ª Turma do Tribunal Regional Federal da 6ª Região (TRF6), por decisão unânime, manteve sentença que anulou auto de infração e multa aplicados pelo Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Minas Gerais (CREA/MG) a um produtor rural. A decisão reforça a segurança jurídica no campo e representa mais um êxito institucional obtido pelo Sistema Faemg Senar na defesa dos interesses do setor agropecuário mineiro.

O CREA/MG pretendia obrigar o produtor, que desenvolve atividades de cafeicultura e bovinocultura, a se registrar no Conselho e contratar profissional habilitado com emissão de Anotação de Responsabilidade Técnica (ART), sob o argumento de que a emissão de Cédula de Crédito Rural exigiria assistência técnica especializada.

• As atividades agropecuárias não configuram exercício de profissão privativa de engenheiro agrônomo, conforme a Lei nº 5.194/1966;• A emissão de Cédula de Crédito Rural não implica, por si só, obrigatoriedade de ART ou de assistência técnica, salvo quando expressamente exigida pela instituição financeira;• Eventual responsabilidade técnica, quando necessária, é da própria instituição financeira, nos termos da Lei nº 4.829/1965, do Decreto-Lei nº 167/1967 e da Resolução CMN nº 4.883/2020.

Com essa decisão, o TRF6 reafirma entendimento já consolidado em outros casos patrocinados pelo Sistema Faemg Senar: o produtor rural, pessoa física, que exerce atividades agropecuárias em sua propriedade, não está obrigado a se registrar no CREA/MG nem a contratar responsável técnico, salvo em situações específicas que demandem projeto técnico especializado. A decisão foi relatada pelo Desembargador Federal André Prado de Vasconcelos.

A Assessoria Jurídica do Sistema Faemg Senar segue acompanhando o caso até o trânsito em julgado da decisão e permanece à disposição para esclarecimentos adicionais.





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Lei de bioinsumos promete avanço sustentável, mas falta de regras trava o setor



A lei dos bioinsumos, sancionada em 2024, abriu caminho para uma agricultura mais sustentável e competitiva no Brasil. No entanto, o avanço efetivo do setor ainda depende da regulamentação, que segue em elaboração por um grupo de trabalho do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

A Associação Nacional de Promoção e Inovação da Indústria de Biológicos (ANPII Bio) defende que o texto traga critérios técnicos objetivos, simplificação no processo de registro e previsibilidade regulatória para estimular o desenvolvimento da indústria nacional.

Segundo a diretora da ANPII Bio, Júlia Emanuela de Souza é fundamental que a inovação e a pesquisa sejam respeitadas dentro do processo regulatório. “É preciso garantir agilidade para atualizar regras e permitir o desenvolvimento de novas tecnologias importantes para o campo”, destacou.

A regulamentação também busca reduzir a burocracia e a insegurança jurídica existentes hoje, unificando normas e reconhecendo a múltipla funcionalidade dos bioinsumos, característica essencial desses produtos para a agricultura moderna.



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Restauro florestal pode render US$ 100 bilhões por ano a países tropicais



Transformar as florestas tropicais em ativos econômicos e climáticos: essa é a proposta do estudo divulgado nesta segunda-feira (13) pelo Climate Policy Initiative, ligado à Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (CPI/PUC-Rio).

O levantamento apresenta o Mecanismo de Reversão de Desmatamento (Reversing Deforestation Mechanism – RDM), que pode gerar até US$ 100 bilhões em receitas anuais para países com florestas tropicais.

O estudo foi desenvolvido a partir de uma solicitação do presidente da COP30, embaixador André Corrêa do Lago.

A ideia é reunir dados sobre as dimensões econômicas da conferência, dentro do “Roteiro de Baku a Belém para 1,3T”, iniciativa que procura reunir US$ 1,3 trilhão para financiar a transição energética.

“As florestas não são apenas vulneráveis às mudanças do clima, elas são ativos indispensáveis para a luta climática”, destaca Juliano Assunção, diretor executivo do CPI/PUC-Rio.

“Ampliar a remoção de carbono da atmosfera é cada vez mais prioridade, e as florestas tropicais oferecem uma das ferramentas mais poderosas disponíveis”.

O mecanismo proposto é baseado em pagamentos por resultados de restauração florestal, criando incentivos financeiros para países tropicais ampliarem a recuperação de áreas degradadas.

A estimativa é que o RDM possa gerar receitas superiores a US$ 5 mil por hectare restaurado, com potencial de remoção de até 2 GtCO₂ por ano (emissões globais de dióxido de carbono em toneladas).

Regeneração da Amazônia

No caso da Amazônia, o estudo mostra que o uso do RDM poderia reverter o cenário atual: em vez de emitir 16 GtCO₂ em 30 anos, a região poderia capturar 18 GtCO₂ através da regeneração natural em larga escala. Isso representaria cerca de US$ 30 bilhões anuais em receitas para a região.

“A Amazônia tem contribuição relevante para as metas climáticas globais”, afirma Assunção. “A restauração florestal, quando associada à captura de carbono a um preço justo do carbono, é um uso da terra mais lucrativo do que a pecuária de baixa produtividade”.

O RDM se diferencia de iniciativas como o REDD+ jurisdicional (JREDD+) e o Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF), pois foca na restauração em escala, e não apenas na prevenção do desmatamento. O mecanismo é estruturado como um acordo bilateral entre um comprador (como um governo ou instituição privada) e uma jurisdição (nacional ou subnacional).

Os pagamentos são baseados na quantidade de carbono capturado e gerenciados por fundos jurisdicionais destinados à restauração florestal, prevenção de queimadas e desenvolvimento socioeconômico das comunidades locais.

Segundo o CPI/PUC-Rio, os países tropicais analisados — 91 ao todo — possuem 1,27 bilhão de hectares de florestas, armazenando o equivalente a um terço das emissões históricas globais de CO₂. Restaurar as áreas degradadas desde 2001 poderia recapturar até 49 GtCO₂.

“A restauração em larga escala pode transformar milhões de hectares degradados em ativos climáticos, mas isso só será possível se mobilizarmos financiamento robusto e de longo prazo. A COP30 é a oportunidade de consolidar uma arquitetura financeira capaz de mobilizar recursos internacionais à altura do potencial das florestas tropicais na agenda climática”, diz Assunção.



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Brasil mapeia oportunidades de exportação de tilápia para EUA e Europa



O Brasil é o quarto maior produtor mundial de tilápia, atrás apenas de China, Indonésia e Egito, com uma produção anual de cerca de 662 mil toneladas. Apesar do volume expressivo, ainda há grande potencial a ser explorado nos mercados internacionais, especialmente na Europa e nos Estados Unidos, apontam pesquisadores da Embrapa.

A pesquisa, realizada em parceria com a Associação Brasileira de Piscicultura (Peixe BR), envolveu visitas a países como França, Espanha e estados norte-americanos como Flórida e Massachusetts. Os pesquisadores entrevistaram importadores, atacadistas e participaram de feiras do setor, identificando oportunidades para expansão das exportações.

Nos Estados Unidos, o Brasil já é o segundo maior exportador de tilápia fresca, mas a maior parte do mercado consome peixe congelado, segmento em que o país ainda tem baixa participação.

Na Europa, o consumo é mais restrito, focado em nichos étnicos, mas há potencial significativo para produtos frescos quando houver reabertura do mercado, atualmente fechado por questões sanitárias desde 2018.

“É preciso desenvolver estratégias de comunicação e comercialização para conquistar esses mercados, ajustando volumes, preços e logística”, destaca o pesquisador da Embrapa Pesca e Aquicultura, Manuel Pedroza.



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