sábado, abril 11, 2026

Autor: Redação

AgroNewsPolítica & Agro

Média sobe pela 8ª semana consecutiva



Demanda permanece aquecida


Foto: Canva

Mesmo com as chuvas recentes – que foram isoladas e pouco volumosas –, a baixa umidade continua predominando na maioria das regiões produtoras de mandioca, indicam levantamentos do Cepea. Ao mesmo tempo, o interesse de produtores pela comercialização segue limitado, especialmente no caso das raízes mais novas, em razão da menor produtividade e do teor de amido reduzido. Assim, em muitas praças, a oferta permanece abaixo da demanda industrial, impulsionando os preços pela oitava semana consecutiva, conforme o Centro de Pesquisas.

O valor médio nominal a prazo da tonelada de mandioca posta fecularia foi de R$ 563,83 (R$ 0,9806/grama de amido), alta semanal de 2% e de 7,5% em quatro semanas. Já em termos reais – com base no IGP-DI –, a média está 10,7% abaixo da registrada em igual período do ano anterior. Com a oferta de mandioca abaixo das expectativas e o menor rendimento industrial, a produção de fécula segue limitada em todas as regiões acompanhadas pelo Cepea.

A demanda, por outro lado, permanece aquecida, e muitas empresas têm enfrentado dificuldades para recompor estoques, que caíram pela décima semana consecutiva, ao menor patamar desde maio. 





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Presidente do Banco Central dos EUA diz que tarifaço já impacta inflação americana



O presidente do Federal Reserve, o banco central norte-americano, Jerome Powell, afirmou que “as tarifas estão elevando as pressões sobre os preços” nos Estados Unidos, segundo dados recentes. A inflação medida pelo índice de gastos com consumo atingiu 2,9% em agosto, ligeiramente acima do início do ano, impulsionada pelo avanço dos preços de bens.

“Os dados disponíveis mostram que o aumento dos preços de bens reflete principalmente tarifas, e não pressões inflacionárias mais amplas”, afirmou Powell. Ele destacou também que as medidas protecionistas recentes estão contribuindo para o encarecimento de produtos importados.

A observação ocorreu durante discurso no encontro anual da National Association for Business Economics (Nabe), nesta terça-feira (19).

Economia firme, porém com ressalvas

Apesar do atraso na divulgação de parte dos indicadores oficiais em razão da paralisação do governo norte-americano, o chamado shutdown, o presidente do Fed disse que o banco central continua acompanhando informações públicas e privadas, além de relatos regionais que serão resumidos no Livro Bege divulgado na quarta-feira (15).

Ele acrescentou que o crescimento da economia “pode estar em trajetória um pouco mais firma do que o esperado”, mas alertou que não há “um caminho isento de riscos” ao equilibrar as metas de emprego e inflação.

Diante desse cenário, segundo Powell, o Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC, na sigla em inglês) avaliou como apropriado “dar mais um passo em direção a uma postura mais neutra” na reunião de setembro. Ele reiterou ainda que o Fed seguirá calibrando sua política, conforme a evolução das perspectivas econômicas e do balanço de riscos, sem seguir um caminho predeterminado.



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Safra de grãos deve atingir 341,9 milhões de toneladas em 2025, alta de 16,8% sobre 2024, diz IBGE



A safra nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas deve alcançar 341,9 milhões de toneladas em 2025, um aumento de 16,8% em relação ao ano anterior, segundo dados do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) divulgados nesta terça-feira (14) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Na comparação com agosto, a estimativa registrou alta de 0,2%, um acréscimo de 660,9 mil toneladas. A próxima divulgação do LSPA será em 13 de novembro de 2025 e trará o primeiro prognóstico para a safra 2026. 

A área a ser colhida este ano deve ser de 81,4 milhões de hectares, um crescimento de 3,0% (2,4 milhões de hectares a mais) em relação à área colhida em 2024. Frente ao mês anterior, a área a ser colhida apresentou uma expansão de 102,7 mil hectares (0,1%).

“Com auxílio do clima benéfico durante a safra de verão e a segunda safra, chegou-se ao recorde na safra de grãos. Outro motivo é que os produtores ampliaram as áreas de plantio e investiram mais nas lavouras porque os preços de alguns produtos na época do plantio estavam atrativos e com boa rentabilidade”, explica o gerente do LSPA, Carlos Barradas. 

Cereais, leguminosas e oleaginosas

Para a soja, a estimativa de produção foi de 165,9 milhões de toneladas. Quanto ao milho, a estimativa foi de 138,4 milhões de toneladas (26,1 milhões de toneladas de milho na 1ª safra e 112,3 milhões de toneladas de milho na 2ª safra).

A produção do arroz (em casca) foi estimada em 12,4 milhões de toneladas; a do trigo em 7,8 milhões de toneladas; a do algodão herbáceo (em caroço) em 9,8 milhões de toneladas; e a do sorgo em 5,0 milhões de toneladas.

Em relação à safra de 2024, ocorrem acréscimos de 10,6% para o algodão herbáceo (em caroço); de 17,2% para o arroz em casca; de 14,4% para a soja; de 20,7% para o milho (crescimento de 14,0% para o milho 1ª safra e de 22,4% para o milho 2ª safra); de 24,8% para o sorgo; de 3,6% para o trigo; e para o feijão, ocorreu decréscimo de 0,5%.

O arroz, o milho e a soja são os três principais produtos deste grupo, que, somados, representam 92,6% da estimativa da produção e respondem por 88,0% da área a ser colhida.

Em relação ao ano anterior, houve acréscimos de 4,8% na área a ser colhida do algodão herbáceo (em caroço); de 11,3% na do arroz em casca; de 3,6% na da soja; de 3,8% na do milho (declínio de 5,3% no milho 1ª safra e crescimento de 6,4% no milho 2ª safra); e de 11,4% na do sorgo; ocorrendo declínios de 5,5% na do feijão e de 18,5% na do trigo.

Safra de grãos no Centro-Oeste cresce 21,6% em 2025

A produção de grãos cresceu em todas as regiões do país em 2025, com destaque para o Norte (22,5%) e o Centro-Oeste (21,6%). Mato Grosso manteve a liderança nacional, respondendo por 32,4% do total colhido, seguido por Paraná e Goiás.



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Governo não conseguirá vitórias sem demonstrar responsabilidade fiscal à bancada do agro


Após uma demonstração de força e articulação, o governo federal conseguiu aprovar de forma unânime na Câmara dos Deputados, no dia 1º de outubro, o projeto de lei que trata da Reforma do Imposto de Renda.

Considerada uma pauta prioritária para o governo, a matéria encontrou consenso entre “gregos” e “troianos” e seguiu para o Senado Federal. Em contrapartida, o governo Lula viu perder a vigência e eficácia da MP 1303/2025, que trazia em seu texto original a tributação de várias aplicações financeiras, incluindo a criação de uma alíquota de Imposto de Renda sobre as Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs) e, também, sobre fundos como o Fundo de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais (Fiagros).

O texto inicialmente proposto sofreu diversas modificações e, entre pareceres e complementações de voto, foi desidratado e aprovado em Comissão Mista com apenas um voto de diferença (13 a 12), na véspera de sua caducidade.

Com o tempo se esgotando e sem a garantia dos votos necessários para a sua aprovação, o governo adotou a estratégia do “tudo ou nada”, pautando o projeto no Plenário da Câmara dos Deputados. Utilizando o primeiro instrumento de obstrução, a oposição conseguiu retirar o projeto da pauta com 251 votos favoráveis e 193 contrários, encerrando suas chances de aprovação.

O cálculo do governo era de que, se aprovada, a MP 1303/2025 representaria a segunda vitória consecutiva, após a unanimidade na votação da reforma do Imposto de Renda, sem contar o amistoso telefonema de Trump no dia 6 de outubro. Ventos bons sopravam. Com a rejeição do projeto, o governo Lula poderia atribuir ao Congresso Nacional a falta de compromisso com as contas públicas.

O segundo cenário se concretizou e agora Lula já sinaliza que precisará buscar novas formas de arrecadação. O fato é que há um cenário constante de recursos insuficientes para financiar as atividades do agronegócio – o Plano Safra 2025/26 trouxe um montante de R$ 516,2 bilhões, enquanto as entidades representativas do setor pleiteavam R$ 599 bilhões.

Nesse contexto, instrumentos como LCA, CRA e Fiagro representam um acréscimo de fomento para uma atividade que responde por quase 25% do PIB brasileiro e por 28,34 milhões de empregos diretos e indiretos, de acordo com dados apresentados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) em 2023.

Tributar tais investimentos diminuiria sua atratividade, gerando, por consequência, menos recursos para a atividade agropecuária. É sabido que a força do agronegócio também está representada no Congresso Nacional, onde a bancada do agro é composta por mais de 300 parlamentares. Mesmo com as concessões realizadas pelo relator da MP 1303/2025, a bancada não estava convencida da pertinência da aprovação da matéria, ao contrário do que ocorreu na votação da reforma do Imposto de Renda.

Assim como na discussão do IOF, que necessitou de uma decisão do Poder Judiciário para voltar a vigorar após o Congresso Nacional aprovar a suspensão dos efeitos do decreto do Poder Executivo que impunha o aumento do tributo, o governo Lula enfrenta outros temas sensíveis que precisarão de forte articulação entre os parlamentares para serem aprovados.

Aumentar tributos é uma alternativa ao corte de gastos, especialmente com a eleição presidencial se aproximando. Contudo, para conquistar o apoio da maior bancada do Congresso, tão necessário para a aprovação de pautas relevantes, o governo tem o desafio de conciliar sua necessidade de arrecadação com a demonstração de responsabilidade em relação a um setor forte e fundamental não apenas para o Brasil, mas para o mundo. Assim, tributar ou não tributar, eis a questão.

Karina Tiezzi - BMJ ConsultoresKarina Tiezzi - BMJ Consultores

*Karina Tiezzi é gerente de Relações Governamentais da BMJ Consultores Associados e consultora em Relações Governamentais. Atuou como assessora legislativa na Câmara dos Deputados, participou da tramitação de proposições de destaque para o setor do Agronegócio, como a chamada MP do Agro (Lei 13.986/2020) e a Lei Geral do Licenciamento Ambiental (PL 3729/2004).


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.



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limitação imposta pela China abre espaço para protagonismo do Brasil



A China anunciou medidas de controle mais rígidas sobre a exportação de terras raras, que devem entrar em vigor a partir de 1º de dezembro. O movimento abre uma janela de oportunidade para o Brasil, que tem a segunda maior reserva deste tipo de material no mundo. Para Robson Costa, engenheiro ambiental e professor da Estácio, transformar o país em potencial geológico é um desafio complexo, mas plenamente viável.

“Esse processo depende de uma coordenação eficiente entre governo, setor produtivo e comunidade científica”, afirma. O especialista destaca que essa integração é essencial para superar desafios tecnológicos, estimular novos investimentos e garantir que o país mantenha internamente o maior valor agregado de seus recursos minerais.

O que são terras raras?

As terras raras são um grupo de 17 elementos químicos presentes na natureza, usados em pequenas quantidades, mas indispensáveis para fabricar alguns produtos modernos. Entre eles, estão smartphones, baterias de carros elétricos, turbinas de energia eólica, telas de TV e equipamentos de defesa.

Na avaliação de Costa, porém, o nome “terras raras” pode gerar confusão. “O termo surgiu porque, no passado, esses elementos eram difíceis de isolar e foram inicialmente identificados em minerais escandinavos. Mas eles não são realmente raros na crosta terrestre”, explica.

Recuo chinês, potencial brasileiro

Dados de 2025 do U.S. Mineral Commodities Summaries mostram que o Brasil tem 23% das áreas conhecidas para a exploração de terras raras, ficando atrás apenas da China, que detém 49% do total. Assumir esse protagonismo, entretanto, requer que o Brasil deixe de atuar somente como exportador de matéria-prima. Hoje, a maior parte da produção brasileira não conta com processamento ou transformação local, perdendo grande parte do potencial de valor agregado.

Segundo Costa, é justamente nas etapas intermediárias e finais da cadeia produtiva em que o retorno é maior. “A etapa de separação dos elementos, por exemplo, pode agregar até 20 vezes mais valor do que a fase de concentração. Além disso, é essencial investir em pesquisa e em centros de inovação”, defende.

Neste sentido, o professor aponta que o Brasil tem uma oportunidade única de levar as riquezas geológicas a um próximo nível, já que a demanda por esses minerais deve crescer. “A busca global por alternativas à China abre espaço para o Brasil transformar sua riqueza mineral em desenvolvimento industrial e soberania tecnológica, além de contribuir com a geração de empregos”, conclui.



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Estudo da Embrapa aponta antecipação de puberdade sexual em novilhas com ajuste energético



Um estudo da Embrapa Cerrados, em parceria com a Universidade de Brasília (UnB), revelou um caminho promissor para o melhoramento genético e a rentabilidade da pecuária nacional. A pesquisa demonstrou que planos alimentares de alta densidade energética em curto prazo são eficazes para antecipar a puberdade sexual em novilhas, especialmente da raça Nelore.

O resultado foi um ganho financeiro de quase três vezes maior em relação à dieta convencional. Em entrevista ao Giro do Boi, o médico veterinário e pesquisador da Embrapa Cerrados, Carlos Frederico Martins, afirmou que a estratégia visa otimizar a reprodução em animais jovens, que ainda são imaturos.

Confira:

Estratégia nutricional e biotecnologia

O foco da pesquisa foi conciliar nutrição e biotecnologia para explorar ao máximo a fecundação in vitro (FIV). A suplementação de alta densidade energética foi aplicada em novilhas Nelore pré-púberes a partir dos seis meses e meio de idade, em um “tiro curto” de cerca de quatro meses.

A dieta calculou um ganho de peso estimado em 1 kg por dia para o grupo experimental, versus 650 gramas por dia para o grupo convencional. Essa estratégia nutricional rica em energia, composta por milho, farelo de soja e núcleo mineral, foi crucial para aumentar a deposição de gordura subcutânea, que tem forte correlação com a estimulação hormonal e a precocidade sexual.

Aumento na produção de embriões

A contribuição para o melhoramento genético é significativa, pois o método diminui o intervalo entre gerações e aumenta a pressão de seleção. A pesquisa comprovou um aumento de 21% na produção de embriões in vitro, resultando em 19 prenhezes a mais do que o grupo convencional. Essa diferença se traduz em um ganho financeiro quase três vezes superior, mostrando que a suplementação deve ser encarada como um investimento.

O estudo, já publicado e acessível no site da Embrapa Cerrados, também indica que a melatonina, um hormônio natural, pode potencializar os resultados, contribuindo para a melhoria da qualidade embrionária.

O próximo foco da pesquisa será a interação da nutrição com a criopreservação de embriões, com o objetivo de melhorar a congelabilidade do embrião, permitindo que o pecuarista possa utilizá-lo em momentos mais oportunos, especialmente durante o período seco, quando há escassez de receptoras adequadas.

Com informações de: girodoboi.canalrural.com.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.



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Anec eleva projeção de exportações de soja brasileira em outubro



As exportações brasileiras de soja em grão devem alcançar 7,305 milhões de toneladas em outubro, segundo levantamento semanal da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec).

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Segundo informações divulgadas pela Safras & Mercado, no mesmo período do ano passado, o volume embarcado foi de 4,435 milhões de toneladas, enquanto em setembro deste ano as exportações somaram 6,973 milhões de toneladas.

Na semana encerrada em 11 de outubro, o Brasil embarcou 1,538 milhão de toneladas, e a previsão para o período de 12 a 18 de outubro é de 2,153 milhões de toneladas.

Farelo de soja

Para o farelo de soja, a expectativa de exportação em outubro é de 2,056 milhões de toneladas, abaixo dos 2,455 milhões de toneladas registrados no mesmo mês de 2024. Em setembro, os embarques somaram 1,962 milhão de toneladas.

Na última semana, as exportações de farelo foram de 266,768 mil toneladas, com previsão de 672,337 mil toneladas para a semana atual.



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Congresso das Mulheres do Agro destaca protagonismo feminino na pecuária e inovação



O protagonismo das mulheres do agronegócio volta ao centro das atenções com a realização da 10ª edição do Congresso Nacional das Mulheres do Agronegócio (CNMA 2025), que será realizado nos dias 22 e 23 de outubro, em São Paulo, no Transamerica Expo Center.

Reconhecido como o maior encontro feminino do setor na América Latina, o evento reunirá mais de 3.300 participantes em dois dias de debates, palestras e experiências sobre o futuro do campo.

Temática do evento

Com o tema “O agro nas vozes do mundo: a força feminina brasileira impulsionando o setor”, o CNMA 2025 destaca o papel da mulher nas cadeias produtivas, especialmente na pecuária, segmento em que a presença feminina cresce a cada ano, assumindo posições de liderança, gestão e sucessão familiar.

A programação inclui uma Arena Master e quatro Arenas do Conhecimento simultâneas, totalizando mais de 20 horas de conteúdo e 24 temas estratégicos voltados à inovação, sustentabilidade, tecnologia e gestão no campo.

Novidades e espaços de interação

Entre as novidades desta edição estão a Vila CNMA, que reunirá iniciativas voltadas ao empreendedorismo e à inovação, e a Casa Mulher do Agro, espaço de integração e fortalecimento das redes femininas que movem o agronegócio brasileiro.

Na pecuária, o congresso se consolida como um palco de inspiração para mulheres que lideram fazendas, cooperativas e empresas de genética e nutrição animal. São profissionais que unem técnica, sensibilidade e visão de futuro para impulsionar uma produção mais eficiente e sustentável.

Celebrando uma década de história, o CNMA reforça que o futuro do agro, e da pecuária, também é feminino. As inscrições estão abertas no site: https://www.mulheresdoagro.com.br/inscricao/

Com informações de: canaldocriador.com.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.



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Produtividade da cana é 6,5% inferior à da safra passada



A produtividade média da cana-de-açúcar na região Centro-Sul registra queda de 6,5% nesta safra em comparação à temporada passada, aponta o Centro de Tecnologia Canavieira (CTC).

No acumulado de abril a setembro deste ano, foram alcançados, em média, 77,7 toneladas por hectare, 5,5 toneladas por hectare a menos que as 83,2 toneladas por hectare do ciclo anterior.

O rendimento médio em setembro foi similar ao registrado no mesmo mês da safra anterior (71,9 t/ha contra 70,4 t/ha).

Já a qualidade da cana-de-açúcar (ATR) apresentou retração de 0,8%, de 154 kg/tonelada (setembro de 2024) para 152,7 kg/tonelada (setembro deste ano).

Quanto ao ATR acumulado, está em 134 kg ATR/t, contra 136,8 kg ATR/t no ciclo anterior, apontam os dados do CTC.



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AgroNewsPolítica & Agro

Brasil exporta mais feijão, mas mercado interno mantém estabilidade


As exportações brasileiras de feijão alcançaram níveis históricos em setembro de 2025, tanto no volume mensal quanto no acumulado de 12 meses. Segundo o Cepea, a liderança do Mato Grosso nesse mercado se consolida, impulsionada por variedades voltadas principalmente ao consumo internacional, o que mantém estável a oferta dos tipos mais consumidos no Brasil, como o feijão carioca e o preto.

De acordo com a Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o Brasil embarcou 85,4 mil toneladas de feijões apenas em setembro — maior volume já registrado para um único mês. No acumulado de janeiro a setembro de 2025, o total exportado soma 361,9 mil toneladas, ultrapassando o montante de todo o ano de 2024, que foi de 343,6 mil toneladas. No recorte de 12 meses, as exportações atingem 488,4 mil toneladas, outro recorde.

Variedades exportadas são diferentes das consumidas internamente

Segundo pesquisadores do Cepea, o avanço das exportações tem como base o aumento da demanda por variedades específicas de feijão, distintas daquelas com maior saída no mercado brasileiro. Isso explica por que o crescimento das exportações não pressiona os preços internos nem reduz a oferta dos tipos mais populares entre os consumidores nacionais.

Mercado interno recua com baixa liquidez e demanda

No mercado doméstico, o feijão carioca apresentou baixa liquidez na semana passada, com enfraquecimento dos preços. O Cepea aponta que a redução na demanda e a qualidade inferior dos lotes ofertados contribuíram para a pressão negativa sobre os valores praticados.

Já o feijão preto tipo 1, após uma forte valorização em setembro, teve leve ajuste negativo nos preços na última semana. A reposição de estoques foi mais lenta, e a demanda, mais estável, refletindo um cenário de moderação nos negócios.

Impacto e perspectivas 

A expectativa para os próximos meses é de manutenção da tendência positiva nas exportações, especialmente com o fortalecimento da presença brasileira em novos mercados, sem comprometer o abastecimento interno.

 





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