sexta-feira, abril 10, 2026

Autor: Redação

AgroNewsPolítica & Agro

Produtores rurais de Minas terão renegociação de dívidas


O Sistema Faemg Senar, em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e o Banco do Nordeste do Brasil (BNB), inicia, a partir do dia 14 de outubro, uma série de rodadas de reuniões e orientações sobre a renegociação de dívidas de crédito rural em Minas Gerais. Os descontos podem chegar a 95%, dependendo do porte do produtor, da localização do empreendimento e da forma de renegociação.

A iniciativa tem como propósito orientar e facilitar o acesso dos produtores aos benefícios previstos nas Leis nº 14.166/2021 e nº 13.340/2016, além do Decreto nº 12.381/2025 (Desenrola Rural), dispositivos legais que autorizam a liquidação ou o parcelamento de contratos com recursos dos fundos constitucionais. A ação integra um grande mutirão nacional promovido pela CNA, com o objetivo de auxiliar produtores rurais que contrataram operações com recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE).

Em Minas, alguns encontros já têm data marcada, com início em Teófilo Otoni (14/10), em seguida Almenara (21/10), Janaúba (21/10), São João da Ponte (21/10), Jaíba (22/10), Brasília de Minas (24/10), Araçuaí (27/10), Carlos Chagas (27/10), Manga (27/10), Montes Claros (27/10), Francisco Sá (28/10), São Francisco (28/10), Chapada Gaúcha (7/11) e Januária (7/11). Outras cidades mineiras ainda terão suas datas confirmadas nas próximas semanas.

O Sistema Faemg Senar está mobilizando sindicatos rurais e produtores para garantir ampla participação nas rodadas em Minas. “Nosso papel é estar ao lado do produtor, oferecendo informação, orientação técnica e suporte na interlocução com o Banco do Nordeste. Queremos garantir que todos tenham a oportunidade de entender se o seu contrato está enquadrado em alguma das legislações e, desse modo, possibilitando regularizar sua situação com a instituição financeira. A partir disso, seguir produzindo e até contratando novo crédito”, afirma a assessora técnica do Sistema Faemg Senar, Aline Veloso.

O prazo de adesão vai até 31 de dezembro de 2025 para as renegociações previstas na Lei nº 13.340/2016 e no Desenrola Rural, e até 24 de abril de 2028 para os enquadramentos na Lei nº 14.166/2021. Para os outros municípios em que não ocorrem reuniões, os produtores devem procurar a agência do Banco do Nordeste mais próxima.





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Agricultores familiares comercializam 22 toneladas de alimentos com apoio da Conab


Agricultores e agricultoras familiares de Mato Grosso irão destinar cerca de 22 toneladas de alimentos ao Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) da cidade de São José dos Quatro Marcos (MT), beneficiando pessoas em situação de insegurança alimentar e nutricional atendidas pela instituição. Os produtos são adquiridos pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) por meio do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), na modalidade Compra com Doação Simultânea (CDS), que conta com recursos do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS).

As primeiras entregas dos alimentos ao CRAS se iniciam nesta semana, e marca o início da execução do projeto de PAA firmado com produtores da Associação de Produtores Rurais da Comunidade São João da Figueirinha, como forma de apoio à produção. Pela proposta aprovada pela Companhia, 22 agricultores e agricultoras irão fornecer 22 toneladas de alimentos, principalmente frutas, verduras e legumes. Para realizar a aquisição, a estatal irá destinar cerca de R$ 220 mil, recurso repassado pelo MDS.

“Essa ação é mais um exemplo concreto de como o PAA pode gerar impactos positivos tanto para os pequenos produtores quanto para as comunidades em situação de vulnerabilidade. A aquisição dos produtos não só apoia o desenvolvimento rural sustentável como também melhora a oferta de alimentos nutritivos para as instituições beneficiadas, fortalecendo a rede de apoio à segurança alimentar e nutricional em diversas regiões do Brasil”, reforça a superintendente da Conab em Mato Grosso, Francielle Guedes. “Ao estimular a produção agrícola local e assegurar que alimentos de qualidade cheguem à mesa de quem mais precisa, o Programa contribui significativamente para a promoção da dignidade alimentar e para o fortalecimento das cadeias produtivas regionais”, complementa.

O projeto foi apresentado e aprovado pela estatal neste ano, e a expectativa é que a execução ocorra pelos próximos nove meses. Os produtos doados irão auxiliar na alimentação de aproximadamente 2,4 mil pessoas em situação de insegurança alimentar e nutricional que são atendidas pelo CRAS de São José dos Quatro Marcos

Segurança alimentar – Criado há mais de 20 anos, no âmbito da estratégia Fome Zero, o Programa de Aquisição de Alimentos une o incentivo à produção das agricultoras e dos agricultores familiares ao fornecimento de alimentos a pessoas em situação de vulnerabilidade e insegurança alimentar. O Programa é coordenado pelo MDS, em parceria com os ministérios do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) e da Fazenda, e executado pela Conab, além de estados e municípios.

Por meio do PAA, a Conab compra os produtos da agricultura familiar, assegurando renda aos produtores, e os alimentos adquiridos são destinados ao abastecimento da rede socioassistencial, aos equipamentos públicos de segurança alimentar e nutricional, como os restaurantes populares e as cozinhas comunitárias e também, a grupos populacionais em situação de vulnerabilidade social, complementando a alimentação de quem está em situação de insegurança alimentar e nutricional.

 





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Grupo Orion lança novo site com foco em usabilidade técnica e conteúdo estratégico


O Grupo Orion, referência no segmento de equipamentos para aplicação de bioinsumos no sulco de plantio, estreou recentemente uma versão reformulada de seu site institucional (orion.ind.br), apostando em um layout mais moderno, navegação fluida e ferramentas que fortalecem sua presença digital. A atualização visa não apenas modernizar a marca, mas também aprimorar a experiência do cliente, seja para produtores, técnicos ou parceiros.

Logo na página inicial, destaca-se uma “hero image” (imagem de grande impacto) com uma frase que resume a atuação da empresa: “Eficiência em aplicação de bioinsumos líquidos no sulco do plantio”. Essa abordagem visual reforça a identidade técnica da Orion e projeta imediatamente o posicionamento no mercado.

O site está disponível em três idiomas (português, espanhol e inglês) para atender a presença global que a marca vive atualmente. 

A hierarquia de menus também foi reorganizada de maneira mais lógica e intuitiva, porém o que mais chama a atenção é o novo formato de apresentação do portfólio de produtos, com menu de escolha para Aplicadores de Bioinsumos, Cobridores de Alta Performance e Eletrificação de Plantadeiras. 

“Cada uma dessas escolhas direcionará o usuário para uma página específica, com a experiência do cliente levada a um novo nível de interação, com destaque para o novo formato de apresentação dos aplicadores de bioinsumos, agora em formato 3D. De forma interativa, o usuário tem a possibilidade de visualizar o equipamento em 360 graus, escolher a marca da plantadeira que utiliza para visualizar a customização do equipamento, bem como visualizar todos os modelos de aplicadores do portfólio Orion”, explica Rodrigo Alandia, diretor de Marketing e Novos Negócios do Grupo Orion.

Segundo Alandia, outro grande diferencial do novo site é incorporar funcionalidades técnicas que vão além da simples apresentação informativa:

Cálculo de Rentabilidade: uma ferramenta potencialmente interativa que permite ao usuário colocar os dados reais da sua operação e entender quão rápido é o retorno de investimento com a tecnologia Orion;

Difusão de Conhecimento: área que oferece orientações técnicas específicas para a correta aplicação dos equipamentos Orion, com opção para download de manual técnico e guia rápido.

“Com o Cálculo de Rentabilidade, oferecemos aos nossos clientes uma ferramenta clara e prática para enxergar, de forma personalizada, em quanto tempo o investimento em nossas tecnologias se transforma em retorno real para sua operação”, afirma Alexandre Santiago, vice-presidente do Grupo Orion.

Todas essas ferramentas transformam o site, antes um catálogo estático, em uma plataforma com utilidades reais para cliente e visitante “decision-maker”.

“Além disso, é possível encontrar o respectivo representante técnico comercial de cada região, o que permite um acesso rápido e fácil dos nossos clientes para com nosso time comercial e técnico, reafirmando porque somos reconhecidos não somente pela venda, mas com muita ênfase no nosso pós-venda”, explica Santiago.

Do ponto de vista de design, nota-se o uso de padrões modernos: layout responsivo (adaptável a diferentes tamanhos de tela), tipografia clara e legível, espaçamentos bem trabalhados e iconografia que dá suporte visual à navegação. O contraste entre texto e fundo parece adequado, favorecendo a leitura.

“Com o novo site, o Grupo Orion reafirma seu compromisso com inovação e atendimento técnico qualificado. A plataforma digital passa a ser uma ferramenta comercial ativa, capaz de nutrir leads via cálculo de rentabilidade, instrução técnica, conteúdos em múltiplos idiomas e reforçar a autoridade da marca no agronegócio de precisão”, avalia Ricardo Rodrigues da Cunha, CEO e diretor de Pesquisa e Desenvolvimento do Grupo Orion.





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Boi gordo mantém preços estáveis nas praças paulistas


O mercado pecuário apresentou estabilidade nas principais regiões produtoras nesta terça-feira (14), conforme análise do informativo “Tem Boi na Linha”, divulgado pela Scot Consultoria. Em São Paulo, parte da ponta compradora permaneceu fora do mercado, aguardando os resultados das vendas de carne do fim de semana para definir preços. As negociações em andamento seguiram dentro das referências. Segundo o boletim, a oferta de boiadas tem atendido à demanda das indústrias, embora haja sinais de redução da disponibilidade.

Com esse cenário, não houve alteração nas cotações de todas as categorias em relação ao dia anterior. As escalas de abate em São Paulo estão, em média, em nove dias.

Em Santa Catarina, a oferta de animais foi considerada suficiente para atender à demanda, mantendo os preços estáveis. As escalas de abate na região estão, em média, em seis dias.

Na região de Marabá, no Pará, o mercado seguiu firme. Na semana anterior, algumas indústrias tentaram reduzir os preços de compra, mas as ofertas não se concretizaram devido à menor disponibilidade de animais. Nesse contexto, o preço do boi gordo subiu R$2,00/@, enquanto o chamado “boi China” teve alta de R$1,00/@. As escalas de abate na região atendem, em média, a nove dias.

No mercado externo, as exportações de carne bovina in natura somaram 111,9 mil toneladas até a segunda semana de outubro, com média diária de 14,0 mil toneladas. O volume embarcado representa aumento de 13,9% frente ao mesmo período de 2024. A cotação média da tonelada exportada foi de US$5,6 mil, o que indica alta de 19,1% na comparação anual.





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Em um dia, arroba do boi gordo aumenta quase R$ 8 em Minas Gerais



O Indicador do Boi Datagro, adotado pela B3 como a referência oficial para a liquidação dos contratos futuros de pecuária no mercado brasileiro, indica que a média da arroba do boi gordo em Minas Gerais fechou esta quarta-feira (15) a R$ 301,90, aumento de R$ 7,77 (+2,6%) frente aos R$ 294,13 cotados na terça-feira.

Outro destaque de alta foi no Pará, onde a média ficou em R$ 293,76 frente aos R$ 288,29 de ontem (+1,9%).

Entre as principais praças de comercialização, elevações no fechamento de mercado durante o dia também foram percebidas no Tocantins (de R$ 294,36 para R$ 296,21) e em Rondônia (de R$ 279,93 para R$ 280,20).

Quanto às quedas, foram mais tímidas, com variação de centavos, exceto na Bahia, onde a redução foi de R$ 1,64 (de R$ 286,66 para R$ 285,02).



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Arroba do boi gordo volta a ter elevação de preços; veja as cotações



O mercado físico do boi gordo volta a se deparar com preços mais altos, com destaque para o movimento evidenciado em Mato Grosso e em Mato Grosso do Sul.

Já em estados como São Paulo, Minas Gerais e Goiás a acomodação ainda predomina, com um ou outro negócio realizado acima da referência média.

O analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias ressalta que a estratégia de antecipação das compras dos frigoríficos de maior porte (animais de parceria) surtiu efeito, atrasando o movimento de recuperação dos preços da arroba.

“As exportações seguem contundentes, com significativo volume de compras por importadores”, assinalou.

  • São Paulo: R$ 311,38 — ontem: R$ 310,80
  • Goiás: R$ 299,29 — R$ 298,39
  • Minas Gerais: R$ 300,29 — R$ 299,41
  • Mato Grosso do Sul: R$ 322,84 — R$ 322,27
  • Mato Grosso: R$ 297,64 — R$ 296,54

Mercado atacadista

O mercado atacadista apresenta preços acomodados durante a quarta-feira, e o ambiente de negócios sugere para alta das indicações. No entanto, conforme Iglesias, esse movimento deve acontecer de maneira comedida.

“É importante mencionar que a demanda doméstica se aproxima do seu auge, com a incidência do 13° salário, criação dos postos temporários de emprego e confraternizações de final de ano, que oferecem uma perspectiva positiva”, apontou.

  • Quarto traseiro: segue a R$ 25 por quilo
  • Ponta de agulha: ainda é precificada a R$ 16,50 por quilo
  • Quarto dianteiro: se mantém a R$ 18 por quilo.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão com baixa de 0,14%, sendo negociado a R$ 5,3426 para venda e a R$ 5,3406 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,3292 e a máxima de R$ 5,3637.



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Setor da maçã pede que frutas importadas sofram mesmo rigor fitossanitário das nacionais



Popularmente conhecida como traça da maçã, a Cydia pomonella, uma mariposa com menos de 2 cm, foi identificada em pomares de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul pela primeira vez em 1991, mas está erradicada no país desde 2013.

Para assegurar que o país continue livre da praga, um plano nacional de prevenção e vigilância, instituído pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), está em vigor desde setembro.

A iniciativa é fundamental para proteger a fruta, visto que as lagartas atacam diretamente a maçã, perfurando a polpa e retirando qualidade e valor comercial. Outro impacto direto é que os acordos comerciais firmados pelo Brasil com os compradores preveem que a identificação da Cydia pomonella no produto suspende completamente as vendas.

Por conta dos cuidados fitossanitários para manter a fruta longe da praga, a Associação Brasileira de Produtores de Maçã (ABPM), que representa os mais de 3.500 agricultores envolvidos no cultivo da fruta, busca sanar fragilidades do sistema, como a importação de maçãs, visto que países como Argentina, Uruguai e Chile ainda sofrem com o problema.

A entidade considera que uma fiscalização mais rígida para a fruta que vem dos países vizinhos e também de outros destinos é fundamental.

“A gente está prevendo, por exemplo, ações de monitoramento no setor produtivo aonde a praga não está – não que eu não ache isso importante – mas a gente precisa ter uma contraparte no setor produtivo de origem da fruta importada”, diz o diretor-executivo da ABPM, Moisés de Albuquerque.

Como contraponto, ele cita a dificuldade do Brasil em abrir novos mercados para exportar maçã devido ao rigor fitossanitário de alguns países, como o malaio e o peruano. “O rigor exigido para a abertura desses mercados, inclusive com controles impostos aqui no setor produtivo do Brasil, é muito grande. Então, o que nós esperamos é que o Ministério da Agricultura também faça exigências semelhantes para esses países [que exportam ao Brasil]”, destaca.

Controle nacional

Santa Catarina é o maior produtor de maçã do país com mais de 600 mil toneladas por safra. A Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola do estado (Cidasc) realiza o monitoramento do inseto com armadilhas, assim como é feito no Rio Grande do Sul. Feromônios são usados em mais de 100 pontos em áreas produtoras, de fronteira e em packing houses catarinenses.

O gestor do Departamento Estadual de Defesa Vegetal da Cidasc (Dedev/Cidasc), Alexandre Mess, lembra que não há obrigatoriedade normativa para os produtores monitorarem por conta própria a incidência da mariposa.

“Mas nada impede que um produtor de maçã compre armadilhas e feromônios e ajude a aumentar essa rede de monitoramento. Esse é o típico caso de quanto mais, melhor.”

Estima-se que se a praga entrasse no país, apenas o custo de controle geraria custos superiores a R$ 400 milhões por safra.

“Além da questão fitossanitária, muitos países têm restrições quanto a à aplicação de defensivos químicos. Então isso também é uma preocupação do produtor. Quanto menos aplicações ele puder fazer, ou se puder não fazer, mais mercados ele consegue atingir com o seu produto”, ressalta a chefe do Departamento de Defesa Vegetal da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (DDV/Seapi), Deise Feltes Riffel.



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Silos e Armazéns de grãos podem se modernizar com a nova linha de R$ 12 Bi do BNDES.


O governo federal anunciou, em Brasília, uma nova linha de crédito de R$ 12 bilhões voltada à modernização industrial e à difusão de tecnologias 4.0. A iniciativa, articulada pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), pretende impulsionar o uso de máquinas e equipamentos que integrem robótica, inteligência artificial, computação em nuvem, sensoriamento e comunicação máquina a máquina (IoT).

O objetivo central é elevar a produtividade e atualizar o parque fabril brasileiro, ainda fortemente dependente de maquinário antigo — com idade média de 14 anos, segundo estudos do setor. A linha Crédito Indústria 4.0, do BNDES, responde por R$ 10 bilhões do total. Com taxas que combinam TR e juros de mercado, o financiamento permitirá acesso a crédito com custo máximo de 8,5% ao ano, redução média de 6% em relação às linhas tradicionais.

Impacto no agronegócio e nas cooperativas

No setor agroindustrial, a nova linha abre espaço para modernizar estruturas de armazenagem e processamento de grãos, incorporando tecnologias digitais e sistemas de automação que aumentam a eficiência e reduzem perdas.

Empresas como a PCE Engenharia, que desenvolve soluções de automação para silos e armazéns, já oferecem equipamentos que atendem aos requisitos técnicos exigidos pelo programa BNDES Finame Máquinas 4.0. Entre as inovações disponíveis estão sistemas de conectividade em tempo real, sensoriamento e monitoramento automático e integração com plataformas digitais — recursos que permitem retrofit de unidades existentes e transformam estruturas tradicionais em ambientes inteligentes.

Segundo o diretor comercial da PCE Engenharia, Everton Rorato, a nova linha chega em um momento estratégico: “O campo e a indústria precisa de ferramentas tecnológicas para ganhar eficiência. As cooperativas, armazenadores e fabricantes poderão financiar a automação de seus silos e armazéns e, com isso, reduzir custos e elevar a qualidade do grão armazenado”, afirma.

Com o início das aprovações previsto para 15 de setembro, a expectativa é de que a medida estimule uma nova onda de modernização, conectando o setor produtivo às práticas da Indústria 4.0 e ampliando a competitividade da economia brasileira.





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Setor da maçã pede que frutas importadas sofram mesmo rigor fitossanitário das nacionais



Popularmente conhecida como traça da maçã, a Cydia pomonella, uma mariposa com menos de 2 cm, foi identificada em pomares de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul pela primeira vez em 1991, mas está erradicada no país desde 2013.

Para assegurar que o país continue livre da praga, um plano nacional de prevenção e vigilância, instituído pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), está em vigor desde setembro.

A iniciativa é fundamental para proteger a fruta, visto que as lagartas atacam diretamente a maçã, perfurando a polpa e retirando qualidade e valor comercial. Outro impacto direto é que os acordos comerciais firmados pelo Brasil com os compradores preveem que a identificação da Cydia pomonella no produto suspende completamente as vendas.

Por conta dos cuidados fitossanitários para manter a fruta longe da praga, a Associação Brasileira de Produtores de Maçã (ABPM), que representa os mais de 3.500 agricultores envolvidos no cultivo da fruta, busca sanar fragilidades do sistema, como a importação de maçãs, visto que países como Argentina, Uruguai e Chile ainda sofrem com o problema.

A entidade considera que uma fiscalização mais rígida para a fruta que vem dos países vizinhos e também de outros destinos é fundamental.

“A gente está prevendo, por exemplo, ações de monitoramento no setor produtivo aonde a praga não está – não que eu não ache isso importante – mas a gente precisa ter uma contraparte no setor produtivo de origem da fruta importada”, diz o diretor-executivo da ABPM, Moisés de Albuquerque.

Como contraponto, ele cita a dificuldade do Brasil em abrir novos mercados para exportar maçã devido ao rigor fitossanitário de alguns países, como o malaio e o peruano. “O rigor exigido para a abertura desses mercados, inclusive com controles impostos aqui no setor produtivo do Brasil, é muito grande. Então, o que nós esperamos é que o Ministério da Agricultura também faça exigências semelhantes para esses países [que exportam ao Brasil]”, destaca.

Controle nacional

Santa Catarina é o maior produtor de maçã do país com mais de 600 mil toneladas por safra. A Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola do estado (Cidasc) realiza o monitoramento do inseto com armadilhas, assim como é feito no Rio Grande do Sul. Feromônios são usados em mais de 100 pontos em áreas produtoras, de fronteira e em packing houses catarinenses.

O gestor do Departamento Estadual de Defesa Vegetal da Cidasc (Dedev/Cidasc), Alexandre Mess, lembra que não há obrigatoriedade normativa para os produtores monitorarem por conta própria a incidência da mariposa.

“Mas nada impede que um produtor de maçã compre armadilhas e feromônios e ajude a aumentar essa rede de monitoramento. Esse é o típico caso de quanto mais, melhor.”

Estima-se que se a praga entrasse no país, apenas o custo de controle geraria custos superiores a R$ 400 milhões por safra.

“Além da questão fitossanitária, muitos países têm restrições quanto a à aplicação de defensivos químicos. Então isso também é uma preocupação do produtor. Quanto menos aplicações ele puder fazer, ou se puder não fazer, mais mercados ele consegue atingir com o seu produto”, ressalta a chefe do Departamento de Defesa Vegetal da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (DDV/Seapi), Deise Feltes Riffel.



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Brasil exportou 7,56 milhões de toneladas de milho



Mato Grosso responde por mais da metade dos embarques



Foto: Pixabay

Segundo análise semanal divulgada nesta segunda-feira (13) pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), com base em dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o Brasil exportou 7,56 milhões de toneladas de milho em setembro de 2025. O volume representa alta de 17,80% em relação a agosto. Com esse resultado, o total embarcado no acumulado do ano chegou a 23,31 milhões de toneladas, 4,33% abaixo do mesmo período de 2024.

Em Mato Grosso, principal produtor nacional, as exportações responderam por 52,07% do total nacional embarcado no mês, alcançando 3,94 milhões de toneladas. Na comparação com agosto, houve aumento de 1,06%. No entanto, em relação a setembro de 2024, o volume exportado registrou queda de 10,12%. No acumulado de 2025, o estado embarcou 11,66 milhões de toneladas, volume 32,52% inferior ao do mesmo período do ano anterior.

De acordo com o Imea, o prolongamento do escoamento da soja nos portos tem reduzido a disponibilidade de espaço para os embarques de milho, o que impacta o ritmo das exportações do cereal. Além disso, a maior demanda interna no país tem contribuído para volumes menores enviados ao exterior até o momento.





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