O mercado físico do boi gordo volta a se deparar com negociações acima da referência média no decorrer da semana.
Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, é importante mencionar que os frigoríficos de menor porte ainda se deparam com escalas de abate encurtadas, atuando de maneira mais agressiva na compra de gado.
“Por sua vez, os frigoríficos de maior porte ainda sinalizam para a incidência de animais de parceria, além da utilização dos confinamentos próprios”, assinalou.
De acordo com ele, as exportações em bom nível e a demanda doméstica ainda são variáveis importantes a serem consideradas neste momento, com expectativa de retomada do movimento de alta durante a próxima virada de mês.
São Paulo: R$ 312,17 — ontem: R$ 311,38
Goiás: R$ 299,82 — R$ 299,29
Minas Gerais: R$ 301,76 — R$ 300,29
Mato Grosso do Sul: R$ 323,64 — R$ 322,84
Mato Grosso: R$ 298,26 — R$ 297,64
Mercado atacadista
O mercado atacadista volta a se deparar com elevação de seus preços no decorrer desta quinta-feira.
“O ambiente de negócios ainda sugere pela continuidade deste movimento no curto prazo, considerando a demanda doméstica que se aproxima do seu ápice. A incidência do 13° salário, a criação de postos temporários de emprego, além das confraternizações de final de ano são elementos relevantes a se considerar”, pontuou Iglesias.
Quarto traseiro: ainda é precificado a R$ 25 por quilo;
Ponta de agulha: foi cotada a R$ 17 por quilo, alta de R$ 0,50;
Quarto dianteiro: indicado a R$ 18,20 por quilo, alta de R$ 0,20.
Câmbio
O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,37%, sendo negociado a R$ 5,4418 para venda e a R$ 5,4398 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,4215 e a máxima de R$ 5,4580.
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O segredo está na inativação do gene da enzima polifenol oxidase (PPO) – Foto: Divulgação
A banana geneticamente editada que mantém a cor e a frescura por até 12 horas após ser descascada foi reconhecida pela revista TIME como uma das melhores invenções de 2025. Desenvolvida pela britânica Tropic Biosciences, a inovação utiliza edição genética de precisão para silenciar um gene responsável pelo escurecimento natural da fruta, mantendo sabor, textura e aroma típicos da variedade Cavendish, dominante no comércio internacional.
O segredo está na inativação do gene da enzima polifenol oxidase (PPO), que provoca o escurecimento em frutas expostas ao oxigênio. Ao contrário de organismos geneticamente modificados tradicionais, a técnica de Tropic não incorpora genes externos, mas ajusta funções do próprio DNA da banana, garantindo aceitação regulatória em diversos países. Segundo a empresa, a fruta permanece visualmente intacta por pelo menos 12 horas, representando uma solução para reduzir o desperdício em casas, restaurantes e indústrias de alimentos.
A inovação traz benefícios significativos para consumidores e produtores na América Latina. Em países como Chile, onde a banana Cavendish é a fruta mais consumida e importada — principalmente do Equador — a novidade prolonga a vida útil do alimento, reduz perdas e melhora a qualidade do produto. Para produtores no Brasil, Colômbia, Equador e Guatemala, a banana de oxidação retardada oferece diferenciação comercial, menor perda pós-colheita e potencial acesso a mercados de maior valor agregado.
Além de ampliar a versatilidade da banana em saladas, sobremesas e smoothies, a tecnologia contribui para a sustentabilidade, ao reduzir o desperdício e, consequentemente, o consumo de energia, água e emissões associadas à produção e transporte. Com lançamento previsto para consumidores nos EUA e Canadá em 2026, esta banana reforça como a biotecnologia pode transformar alimentos do dia a dia, unindo inovação, segurança alimentar e competitividade regional.
O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, afirmou, nesta quinta-feira (16), que a reunião com Marco Rubio, secretário de Estado dos Estados Unidos, foi muito produtiva. Vieira destacou que as negociações seguem para definir um encontro entre os presidentes Lula e Trump, ainda sem data ou local.
O encontro teve como objetivo apresentar argumentos econômicos que mostram que as tarifas aplicadas em agosto pelos EUA encarecem produtos no próprio país, prejudicam a competitividade local e afetam o consumidor.
Segundo o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, os Estados Unidos mantêm superávit comercial em relação ao Brasil e existem oportunidades de investimento no país, especialmente nos setores de energia limpa, minerais críticos e transformação ecológica.
O mercado brasileiro de soja seguiu em ritmo lento nesta quinta-feira (16). De acordo com o analista da consultoria Safras & Mercado, Rafael Silveira, os produtores da oleaginosa seguem focados nos trabalhos de plantio após o retorno das chuvas ao Centro-Oeste.
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Silveira destacou que os preços do físico não mudaram muito, refletindo a bolsa em leve alta, dólar com pequeno recuo e prêmios praticamente estabilizados. Ele observa que a semana permanece travada, com spread elevado entre comprador e vendedor e baixa movimentação na safra nova.
Saiba os preços da soja no Brasil
Passo Fundo (RS): manteve em R$ 133,00
Santa Rosa (RS): manteve em R$ 134,00
Cascavel (PR): manteve em R$ 134,00
Rondonópolis (MT): manteve em R$ 126,00
Dourados (MS): manteve em R$ 126,00
Rio Verde (GO): caiu de R$ 126,00 para R$ 125,00
Paranaguá (PR): subiu de R$ 138,50 para R$ 139,00
Rio Grande (RS): manteve em R$ 139,50
Soja em Chicago
Os contratos futuros da soja fecharam em alta nesta quinta-feira na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). O mercado estendeu o movimento de recuperação esboçado no final da quarta-feira. O esmagamento acima do esperado em setembro e a fraqueza do dólar frente a outras moedas asseguraram a elevação.
A Associação Norte-Americana dos Processadores de Óleos Vegetais (Nopa) informou que o esmagamento de soja atingiu 197,863 milhões de bushels em setembro, ante 189,810 milhões no mês anterior. A expectativa do mercado era de 186,340 milhões. Em setembro de 2024, foram 177,320 milhões de bushels.
A Associação indicou ainda que os estoques de óleo de soja americanos em setembro somaram 1,243 bilhão de libras, ante o esperado de 1,220 bilhão. No mês anterior, foram 1,245 bilhão de libras. Em setembro do passado, atingiram 1,066 bilhão de libras.
Contratos futuros de soja
Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com alta de 4,25 centavos de dólar a US$ 10,10 3/4 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 10,28 1/2 por bushel, com elevação de 4,25 centavos de dólar.
Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com alta de US$ 1,00 ou 0,36%, a US$ 276,90 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 50,87 centavos de dólar, com ganho de 0,07 centavo ou 0,13%
Câmbio
O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,37%, sendo negociado a R$ 5,4418 para venda e a R$ 5,4398 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,4215 e a máxima de R$ 5,4580
Um silo de grãos, aparentemente com soja, partiu ao meio e desabou nessa quarta-feira (15), na cidade de Martinton, no estado de Illinois, nos Estados Unidos.
Vídeo compartilhado nas redes sociais mostra trabalhadores correndo para não serem atingidos pela estrutura. Não houve relatos de feridos e nem de vítimas fatais.
Antes de o silo chegar completamente ao chão, é possível enxergar uma faísca no topo. Os funcionários da agroindústria relataram que tinham acabado de limpar a área quando um membro da equipe avistou uma rachadura no armazém vertical.
Mesmo sem feridos, a polícia da cidade disse que centenas de casas na região ficaram sem energia elétrica e que ainda não há estimativa para quando a luz será restaurada. O acidente ainda está sob investigação.
As exportações brasileiras de soja registraram forte crescimento, impulsionadas pela suspensão das compras do grão pelos Estados Unidos. Só em setembro, o volume enviado à China cresceu mais de 50% em relação ao mesmo mês de 2024.
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Em setembro, a China não importou sequer uma saca de soja dos Estados Unidos, e outubro segue na mesma linha. Essa movimentação internacional favorece significativamente os embarques brasileiros, especialmente para o gigante asiático.
Grão
No acumulado de janeiro a outubro de 2025, as exportações brasileiras de soja em grão já superam os volumes totais dos mesmos períodos em anos anteriores. Até a primeira semana de outubro, o país havia exportado 96 milhões de toneladas, superando os 94 milhões de toneladas registrados entre janeiro e outubro de 2024.
Considerando que o total exportado no ano passado foi de 98,8 milhões de toneladas, espera-se que até o final de outubro de 2025 o volume alcance 100 milhões de toneladas no período de 10 meses, projetando um recorde conservador de 110 milhões de toneladas para todo o ano.
Farelo de soja
O complexo soja também mostra recuperação em seus derivados. O farelo de soja acumula 18,13 milhões de toneladas de janeiro à primeira semana de outubro de 2025, superando o mesmo período do ano passado. A expectativa é fechar o ano com mais de 24 milhões de toneladas, podendo chegar a 25 milhões.
Óleo de soja
No caso do óleo de soja, as exportações somam 1,54 milhão de toneladas até o início de outubro, acima do total de 2024, que foi de 1,35 milhão de toneladas. Embora não deva bater o recorde histórico, a retomada é considerada significativa, já que o crescimento ocorre em cenário de abertura de mercado, diferente dos anos anteriores, quando crises externas, como a guerra na Ucrânia, afetaram o setor.
Complexo soja: grão, farelo e óleo
Somando grão, farelo e óleo, o volume exportado até a primeira semana de outubro já alcança aproximadamente 115,6 milhões de toneladas, superando o total de 2024. A expectativa é que, no final de outubro, esse número ultrapasse 120 milhões de toneladas, consolidando recordes históricos para o Brasil.
Importância da China
A China tem papel central nesse cenário. No acumulado de janeiro a setembro, a participação do país cresceu 11%, passando de 65 milhões de toneladas em 2024 para 72 milhões de toneladas em 2025. O chamado “tarifaço”, com a suspensão das importações de soja dos EUA pela China, beneficiou diretamente os embarques brasileiros, abrindo caminho para recordes históricos no setor.
O mercado global de soja atravessa um momento de elevada incerteza, marcado por tensões geopolíticas crescentes e mudanças profundas nas rotas de comércio internacional. O embate entre Estados Unidos e China — os dois players mundiais da oleaginosa — tem gerado um impasse relevante, com reflexos diretos sobre os preços, os prêmios e a competitividade entre as origens exportadoras.
China ausente do mercado americano
Desde maio, a China praticamente interrompeu suas compras de soja norte-americana, redirecionando a demanda quase que exclusivamente para o Brasil. Essa mudança estrutural tem provocado forte desvalorização nos preços da soja nos Estados Unidos e pressionado as margens dos produtores locais, que enfrentam custos elevados e uma Bolsa de Chicago (CBOT) com tendência persistentemente baixista.
O cenário é agravado por recentes movimentos do presidente Donald Trump, que tem aventado novas tarifas sobre produtos chineses e discutido restrições no comércio de terras raras. Contudo, no campo da soja em grão, os chineses têm se mantido firmemente abastecidos pela safra brasileira, reduzindo de forma significativa sua dependência do produto americano.
Brasil domina a janela americana
Embora em setembro o impacto ainda fosse limitado, a ausência chinesa no mercado dos EUA passou a ser mais sensível a partir de outubro — meses tradicionalmente considerados o pico das exportações norte-americanas. Entre janeiro e setembro, o Brasil já exportou mais soja para a China do que em todo o ano de 2024, um avanço de aproximadamente 12% sobre o volume embarcado no mesmo período do ano anterior, e ainda restam janelas de embarque até dezembro.
Para os Estados Unidos, a perda de competitividade nesse período crítico tende a se refletir em revisões nos estoques e em uma maior pressão sobre os preços futuros em Chicago. Além disso, o país enfrenta o problema adicional do shutdown governamental, que tem atrasado a divulgação de dados oficiais sobre colheita, oferta e exportações — deixando o mercado sem referências fundamentais justamente no meio da safra.
Brasil como protagonista
Enquanto isso, o Brasil assume de forma cada vez mais consolidada o papel de principal fornecedor global de soja. Os line-ups indicam mais de 102 milhões de toneladas já comprometidas para exportação, com potencial de atingir 107 milhões até o fim do ano. Esse volume recorde tem sustentado os prêmios nos portos brasileiros, especialmente em outubro, mês que promete quebrar a sazonalidade tradicional de desaceleração no final do ano.
Mesmo com a força atual das exportações, o país deve encerrar o ciclo com estoques de passagem mais confortáveis, próximos de 6 milhões de toneladas, um avanço em relação a 2024. Contudo, a manutenção dessa condição dependerá da continuidade das compras chinesas.
Perspectivas para 2026: pressão de oferta e ajuste de preços
O horizonte para 2026, entretanto, aponta para uma mudança significativa no equilíbrio do mercado. O Brasil pode colher uma safra recorde de até 180,8 milhões de toneladas, o que, somado a estoques mais altos nos Estados Unidos, tende a gerar um cenário de oferta abundante e prêmios sob pressão. Nos portos brasileiros, os prêmios hoje positivos para a safra nova podem rapidamente se tornar negativos à medida que o volume de oferta aumenta entre março e maio.
Essa dinâmica, combinada a uma possível cotação abaixo de US$ 10,00 por bushel na CBOT, deve resultar em recuos importantes nos preços físicos durante o primeiro semestre de 2026.
O mercado de soja entra em um novo ciclo de realinhamento global, no qual o Brasil se consolida como principal origem da oleaginosa, mas também se torna mais vulnerável às flutuações de demanda e às oscilações geopolíticas. O comportamento da China nos próximos meses e o ritmo da colheita americana serão determinantes para definir se o atual equilíbrio se manterá — ou se novas correções de preço virão pela frente.
*Rafael Silveiraé economista com pós-graduação em Finanças, Investimento e Banking pela PUC-RS. É especialista em mercados agrícolas na consultoria Safras & Mercado, com ênfase em estratégias de investimento e gestão de risco em commodities
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A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) fechou, nessa última quarta-feira (15), um alambique de cachaça no município de Capim Branco, em Belo Horizonte, Minas Gerais.
A ação foi coordenada pela Delegacia de Polícia Civil em Matozinhos e resultou na prisão em flagrante de três homens, de 41, 44 e 74 anos, além da apreensão de grande quantidade de bebida irregular e materiais de envase.
A investigação começou após denúncia anônima no Disque Denúncia Unificado (DDU) sobre a produção e envase de bebidas alcoólicas sem autorização sanitária.
As equipes da polícia encontraram uma estrutura improvisada usada para fabricar e armazenar cachaça, em condições precárias de higiene e sem qualquer licença.
Material apreendido
No local, a polícia apreendeu cerca de 500 litros de líquido semelhante à cachaça, 18 vasilhames de armazenamento, centenas de garrafas vazias, dois veículos, rótulos falsificados e diversos documentos. Todo o material foi recolhido pela Vigilância Sanitária Municipal para descarte adequado.
Segunda unidade de produção
Durante a ação, os agentes localizaram uma segunda unidade de produção na mesma rua, onde garrafas eram lavadas de forma irregular para reutilização. Uma mulher foi autuada por desobediência no momento da ação.
A operação contou com o apoio da Vigilância Sanitária Municipal e da perícia técnica da Polícia Civil de Minas Gerais.
O atraso na regularização das chuvas em Mato Grosso tem sido motivo de alerta para a Associação dos Produtores de Soja e Milho (Aprosoja MT). Apesar do fim do vazio sanitário da soja no dia 6 de setembro, até a última atualização do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), menos de 25% da semeadura havia sido concluída.
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A associação avalia que a falta de precipitações contínuas limita o ritmo das operações em campo, aumenta o risco de falhas de estande e de replantio, além de pressionar a janela de plantio da segunda safra de milho.
Segundo o presidente da Aprosoja MT, Lucas Costa Beber, o cenário tem sido desafiador nas diferentes regiões do estado. “O andamento do plantio chegou a 21%, mas muitas previsões de chuva não se confirmaram. Havia expectativa de aceleração após a segunda quinzena de setembro e, agora, na segunda quinzena de outubro, as chuvas ainda não se regularizaram”, explica.
Falta de chuvas: desafio para sojicultores
Mesmo com o plantio em andamento, algumas áreas passaram mais de 10 dias sem chuva, o que pode causar deficiência no estande das plantas, má distribuição do plantio ou necessidade de replantio, ainda sem possibilidade de mensuração. Tem sido um plantio desafiador este ano, porque, apesar do ritmo acelerado, as chuvas ainda precisam se regularizar para garantir maior segurança.
Beber alerta que a regularização das precipitações é decisiva para acelerar o plantio e garantir a janela segura da safra de milho, que vem ganhando espaço na produção mato-grossense. “Tivemos casos de lavouras semeadas que só receberam chuva alguns dias depois. Essas plantas tendem a perder porte, ficar mais baixas e, com falhas de estande, podem comprometer a produtividade e, consequentemente, a produção do estado, já que uma área já foi plantada”, diz.
Isso pode impactar o resultado final da safra. Além disso, muitos produtores não conseguiram acelerar o plantio para evitar atrasos na segunda safra, o que preocupa, já que o ideal é que, até 20 de outubro, todas as áreas destinadas ao milho estejam plantadas, garantindo uma janela segura de produção.
Lado financeiro
Além dos riscos agronômicos, a Aprosoja MT alerta para os impactos financeiros. A necessidade de replantio envolve custos elevados, e os produtores enfrentam o dilema entre garantir a janela da segunda safra ou correr o risco de perda de produtividade caso não replantem. Problemas como sementes com vigor insuficiente podem aumentar ainda mais as perdas, afetando diretamente a rentabilidade das propriedades.
O aparecimento de lesões cutâneas e manchas em bezerros é um forte indicativo da presença de enfermidades que podem comprometer severamente a saúde e o desenvolvimento do animal. A vigilância sanitária é essencial, pois essas doenças, quando não controladas, podem se espalhar rapidamente e gerar grandes prejuízos na fase de cria.
Segundo o professor de medicina veterinária Guilherme Vieira, as manchas e lesões em bezerros são frequentemente indicativas de duas doenças principais: a Dermatofilose ou a Papilomatose.
O especialista alerta que, embora o diagnóstico exato exija a avaliação in loco, ambas são altamente contagiosas. Portanto, a primeira e mais urgente medida para qualquer criador é o isolamento imediato do animal doente para evitar a transmissão ao restante do rebanho.
Confira:
Identificação das lesões e o risco de contágio no pasto
A correta identificação visual das lesões ajuda o produtor a se antecipar ao problema, mas o tratamento deve ser sempre prescrito por um veterinário:
Dermatofilose: é uma dermatomicose (doença de origem fúngica) que se manifesta com manchas circulares, crostas e caspas. O animal infectado se coça bastante, e as lesões costumam atingir, predominantemente, o pescoço, os ombros e as paletas.
Papilomatose: é uma doença de origem viral e oportunista, que geralmente ataca animais com o sistema imunológico debilitado (imunodeprimidos). Sua principal característica é a presença de verrugas em vários locais do corpo, como cabeça, paletas e patas.
O contágio dessas doenças de pele é facilitado pelo contato direto entre os bezerros e, principalmente, pelo compartilhamento de infraestrutura. Cochos, bebedouros e cercas funcionam como vetores que facilitam a rápida disseminação dos microrganismos ou vírus no pasto.
Tratamento, mineralização e o foco na imunidade
Para um tratamento eficaz e seguro, a recomendação primordial é acionar um veterinário da região o mais rápido possível. O profissional é quem fará o diagnóstico preciso e prescreverá a medicação correta para a lesão cutânea específica.
Além do tratamento direto da enfermidade, a prevenção e o fortalecimento do sistema imunológico do animal são cruciais para a sanidade de longo prazo. Estudos recentes comprovam que uma boa mineralização e o uso frequente de suplementos vitamínicos, minerais e aminoácidos injetáveis aumentam significativamente a imunidade dos bezerros.
Essa estratégia não apenas restringe o aparecimento dessas doenças de pele, como também aumenta a resistência geral do rebanho, complementando a base de uma alimentação correta e o fornecimento de água de boa qualidade. Investir na imunidade é a chave para proteger a cria e assegurar o desenvolvimento saudável dos animais.