sexta-feira, abril 10, 2026

Autor: Redação

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Apesar de gripe aviária, exportações de frango podem bater novo recorde



Caso o atual desempenho intenso das exportações brasileiras de carne de frango se mantenha, 2025 pode encerrar com um novo recorde no volume escoado. Isso é o que apontam as análises do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Esse resultado seria verificado mesmo diante do caso de gripe aviária em maio deste ano em uma granja comercial do Rio Grande do Sul. A quantidade de carne de frango exportada em setembro foi a maior em 11 meses. Nesta parcial de outubro, o ritmo diário de embarques está 9,6% superior ao de setembro/25 e expressivos 16% acima do de outubro/24, conforme dados da Secex.

Pesquisadores do Cepea explicam que esse cenário é favorecido pela recente retomada das compras da proteína brasileira por parte da União Europeia. Este fator contribui para consolidar a recuperação do ritmo exportador nacional a patamares pré-gripe. Ressaltam, ainda, que as vendas à China seguem suspensas, e que um retorno dos embarques ao país asiático poderia impulsionar ainda mais as exportações totais.

Segundo pesquisadores, as perspectivas de vendas externas recordes em 2025, no entanto, dependem da ausência de novos casos de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (H5N1 ou IAAP) em granjas comerciais, assim como de outros tipos de influenza.

Por outro lado, os levantamentos do Cepea mostram que os preços dos ovos encerraram a primeira quinzena de outubro estáveis na maioria das regiões. Pesquisadores explicam que a intensa valorização do início do mês, impulsionada pela maior procura pela proteína, perdeu um pouco de força nos últimos dias.

Ainda assim, segundo colaboradores, o bom ritmo de vendas e a oferta controlada em diversas praças ajudaram a sustentar as cotações.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Trump volta a criticar a China e diz que tarifas de até 157% ‘não são sustentáveis’



O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a comentar as tensões comerciais com a China durante entrevista à emissora Fox Business nesta sexta-feira (17). Ele classificou como “não sustentável” o atual nível das tarifas impostas aos produtos chineses, que podem chegar a 157%, mas afirmou que o país asiático o “forçou” a adotar a medida.

“Acho que vamos nos dar bem com a China, mas precisamos de um acordo justo. A China nos enganou desde o primeiro dia”, disse Trump, em referência à política comercial iniciada após a reabertura do país asiático nas décadas passadas.

O presidente também reconheceu que mantém uma relação pessoal positiva com o líder chinês, Xi Jinping, a quem chamou de “um homem forte e incrível”, mas ressaltou que Pequim “só respeita a força”.

Durante a entrevista, Trump indicou que novos encontros diplomáticos devem ocorrer em breve, mencionando a possibilidade de uma reunião com autoridades chinesas na Coreia do Sul. Segundo ele, apesar da escalada tarifária, a expectativa é de que as negociações avancem.

“Não sei o que vai acontecer, mas acredito que podemos chegar a um bom entendimento com eles”, afirmou.

As declarações ocorrem em meio ao endurecimento das restrições comerciais e de exportação de minerais estratégicos entre os dois países, ponto central da disputa por influência tecnológica e industrial.



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Lucro do confinamento supera média histórica em quase todo o país



A rentabilidade do confinamento de bovinos registrou avanço em setembro, segundo levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), em parceria com a DSM-Tortuga. A expectativa é de resultados acima da média histórica em quase todos os estados acompanhados.

O desempenho positivo é resultado da combinação entre a queda nos custos de alimentação e a alta dos preços futuros do boi gordo, especialmente nos contratos para dezembro de 2025 e janeiro de 2026.

Rio Grande do Sul lidera resultados

O Rio Grande do Sul apresenta o melhor cenário, com potencial de rentabilidade superior a 20%. O Paraná vem em seguida, com estimativa de ganho em torno de 15%.

Em Mato Grosso, que concentra o maior número de animais confinados do país, também deve registrar bom retorno, de quase 13%.

Demais estados mantêm margens positivas

Nos estados de São Paulo, Mato Grosso do Sul, Goiás e Minas Gerais, a projeção de rentabilidade gira em torno de 10%, com destaque para a redução do diferencial de preços em relação ao mercado paulista.

Os cálculos consideram médias de 105 dias de confinamento, com peso de entrada de 375 quilos e saída de 540 quilos, rendimento de carcaça de 55% e nível básico de tecnologia nutricional.

No caso do Rio Grande do Sul, os parâmetros foram ajustados para machos europeus castrados, com peso final de 500 quilos e rendimento de 53,5%.



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O que a reunião entre Marco Rubio e Mauro Vieira revela nas entrelinhas


Em diplomacia, o silêncio fala alto. A reunião de uma hora entre o chanceler Mauro Vieira e o secretário de Estado americano Marco Rubio, descrita como “respeitosa e promissora”, revelou mais pelo que não disse do que pelo que anunciou. O embaixador brasileiro, questionado, preferiu a prudência: “foi produtiva”.

Esse tipo de contenção costuma marcar momentos de virada nas relações internacionais, quando as partes já chegaram a um entendimento, mas o anúncio é reservado aos chefes de Estado. Na abertura da conversa, o Brasil pediu a suspensão das punições aplicadas a autoridades brasileiras durante o período de maior tensão diplomática. Foram restrições que travaram cooperações, viagens e convênios técnicos.

O pedido foi recebido por Rubio com sinal positivo, servindo como gesto simbólico de reconciliação, a senha para discutir temas mais sensíveis na sequência: comércio, tarifas e minerais estratégicos. Por trás das cortinas, a disputa global entre Washington e Pequim atravessa todas as agendas. A ampliação dos BRICS, o uso de moedas locais e a crescente presença chinesa em infraestrutura e energia na América do Sul acenderam o alerta nos EUA.

Trump, pragmático, busca conter a influência chinesa e vê o Brasil como parceiro natural para reequilibrar a região. Já Lula aposta no equilíbrio entre blocos: manter os ganhos comerciais com a China sem romper pontes com os Estados Unidos. Nesse jogo de poder, o Brasil volta a ocupar posição de pivô estratégico, e é justamente esse papel que Rubio veio negociar.

Principais temas em discussão

Entre os temas discutidos, as terras raras surgem como prioridade silenciosa. Os EUA dependem fortemente da China para obter esses minerais essenciais à indústria de alta tecnologia, de semicondutores a baterias elétricas e armamentos. O Brasil, dono de reservas relevantes em Goiás, Minas Gerais e Amapá, desponta como fonte alternativa e segura.

Fontes diplomáticas relatam que Rubio propôs cooperação em pesquisa, processamento e investimento direto, com potencial para incluir joint ventures e transferência de tecnologia.
Para o Brasil, seria uma oportunidade de entrar na cadeia de valor global com ganhos econômicos e geopolíticos.

Nenhuma aproximação ocorre sozinha. Nas últimas semanas, grandes grupos empresariais de ambos os países intensificaram contatos e pressionaram por uma distensão comercial imediata.

Do lado brasileiro, a CNI, CNA, Fiesp e lideranças do agronegócio alertaram para o impacto das tarifas americanas sobre café, carne, etanol e bens industriais, setores que somam bilhões em exportações. Do lado americano, empresas de tecnologia, energia e alimentos pediram a Rubio e a Trump uma reabertura pragmática com o Brasil, citando custos elevados e a necessidade de diversificar fornecedores diante da instabilidade asiática.

Negociações possíveis

O resultado foi uma convergência de interesses econômicos, que pavimentou o terreno político para a reunião de Washington. Empresários pressionam; diplomatas ajustam o discurso; e presidentes colhem o resultado — um ciclo clássico da diplomacia econômica.

A leitura em Brasília e Washington é que um acordo preliminar já está em gestação, a ser anunciado por Lula e Trump nas próximas semanas, com três eixos principais:

  • Suspensão temporária (90 dias) das tarifas adicionais sobre produtos agrícolas e industriais;
  • Criação de grupos técnicos para negociação de um novo acordo comercial setorial;
  • Parceria estratégica em terras raras e minerais críticos, atraindo investimento americano e garantindo sustentabilidade ambiental;
  • Entendimento diplomático sobre o papel do Brasil nos BRICS, preservando autonomia e neutralidade.

O silêncio do Itamaraty e a discrição de Rubio são sinais inequívocos de uma mudança de rota cuidadosamente calculada. Lula e Trump, apesar das diferenças ideológicas, compartilham um traço essencial: o pragmatismo. Ambos entendem que a economia fala mais alto que a retórica, e que um gesto de aproximação entre as duas maiores economias do continente serve aos interesses de ambos.

Se confirmada, a suspensão das tarifas e a cooperação em terras raras representarão um divisor de águas para o comércio, o agro e a indústria tecnológica. E mostrarão que, mais uma vez, os empresários abriram o caminho onde a política hesitava.

O encontro foi discreto, mas o movimento é histórico: O Brasil volta ao centro do tabuleiro mundial.

Miguel DaoudMiguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.



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AgroNewsPolítica & Agro

Goiás mantém alta produtividade no milho safrinha



Goiás é o segundo estado mais produtivo no milho



Foto: Canva

De acordo com a edição de outubro do informativo mensal “Agro em Dados”, elaborado pela Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Goiás (Seapa), a produtividade do milho safrinha vem apresentando avanços desde a safra 2022/23. Nesse período, Goiás consolidou-se como o segundo estado mais produtivo do país, com média de 6,4 toneladas por hectare na safra 2024/25. A segunda safra tem papel estratégico para o estado, com destaque para Rio Verde (Goiás) e Jataí (Goiás), que ocupam a terceira e quinta posição no ranking nacional de produção e área colhida.

Com a colheita concluída no país, os produtores mantêm cautela nas negociações diante da pressão baixista sobre as cotações, influenciada pela ampla oferta global decorrente de safras satisfatórias nos principais países produtores. De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o estoque final da safra 2024/25 alcançou 12,8 milhões de toneladas, frente a 1,9 milhão registrado na safra 2023/24.

Segundo o boletim, “é importante equilibrar as comercializações para garantir condições adequadas de armazenamento da soja que será colhida na primeira safra de 2025/26”. A publicação destaca ainda que, diante desse cenário, estratégias de proteção de preços e avaliação de diferentes possibilidades de venda tornam-se necessárias. A expectativa é de menor produção na próxima safra, mesmo com aumento na área plantada.

No mercado externo, o acumulado de janeiro a agosto de 2025 apresentou retração no faturamento e volume exportados pelo Brasil para o milho e seus derivados. Em sentido oposto, Goiás registrou crescimento de 49,1% em valor e 44,6% em volume exportado. Esse desempenho foi impulsionado pela ampliação das aquisições por Irã (+1.104,2%), Vietnã (+47,9%), Bangladesh (+149,3%), China (+24,3%) e pela entrada do Egito como novo comprador.





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Mercados reagem a temor de fraudes em bancos dos EUA


No morning call desta sexta-feira (17), a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, comenta que notícias de fraudes em bancos regionais nos EUA reavivaram temores de crise, elevando a aversão ao risco e derrubando bolsas de NY.

O dólar manteve queda global, fechando a R$ 5,44, com real pressionado pela baixa do petróleo e incertezas fiscais locais. O Ibovespa caiu 0,28% a 142 mil pontos. Hoje, destaque para o IGP-10, Monitor do PIB e dados do setor imobiliário americano.

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação



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AgroNewsPolítica & Agro

Mato Grosso bate recorde nas exportações de carne



Chile ultrapassa EUA nas compras de carne de MT



Foto: Canva

Segundo a análise semanal do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), divulgada na segunda-feira (13), mesmo com a redução nas exportações dos Estados Unidos, Mato Grosso registrou recorde no volume exportado.

O estado embarcou 98,98 mil toneladas em equivalente carcaça em setembro de 2025, de acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). “Esse foi o maior volume já exportado por Mato Grosso, representando aumento de 10,37% em relação a agosto de 2025”, informou a análise. Em comparação ao mesmo período de 2024, o crescimento foi de 48,07%.

Outro ponto destacado foi a participação do Chile, que ultrapassou os Estados Unidos na participação das exportações totais e respondeu por 4,66% de toda a carne bovina exportada por Mato Grosso em 2025.

O boletim também apontou que, mesmo com a menor demanda norte-americana, a expectativa é de manutenção no ritmo das exportações. Segundo a análise, “o fim do ano apresenta maior demanda internacional, o que reforça a perspectiva de novos recordes no volume exportado em 2025”.





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Frente fria muda o tempo no fim de semana e provoca chuva e queda de temperaturas



A aproximação de uma nova frente fria muda as condições do tempo a partir desta sexta-feira (17) e provoca chuva em várias regiões do país. O sistema deve reforçar áreas de instabilidade no Sul e, ao longo do fim de semana, avançar para o Sudeste e parte do Centro-Oeste, trazendo também queda nas temperaturas e ventos fortes.

Sul

Uma área de baixa pressão sobre o Paraguai e a formação de um cavado meteorológico reforçam as instabilidades sobre a região Sul nesta sexta-feira (17). As pancadas de chuva ganham força no Rio Grande do Sul ainda pela manhã, com intensidade moderada a forte e risco de raios e trovoadas. Durante a tarde, a chuva avança para Santa Catarina e o Paraná. Há alerta para temporais isolados, com chance de granizo e rajadas de vento.

O sábado (18) segue instável, especialmente na metade norte gaúcha, em Santa Catarina e no Paraná, com pancadas fortes e risco de novos temporais. À noite, as chuvas diminuem e ficam mais restritas ao litoral. No domingo (19) , a massa de ar frio associada à frente fria avança sobre a região, provocando queda nas temperaturas e sensação de frio, enquanto a chuva enfraquece e se concentra apenas na faixa litorânea.

Sudeste

O calor e a umidade favorecem pancadas de chuva no interior de São Paulo e Minas Gerais nesta sexta-feira (17). No sul e oeste paulista, além do Triângulo Mineiro, há risco de chuva localmente forte com raios e ventos.

No sábado, com o avanço da frente fria, as pancadas se espalham por São Paulo, Rio de Janeiro, centro-sul e oeste de Minas Gerais, Triângulo Mineiro e sul do Espírito Santo, podendo ocorrer temporais em algumas áreas. No domingo, as instabilidades se deslocam para Minas, Rio e Espírito Santo. Em São Paulo, a chuva se concentra no norte e no litoral, e a temperatura cai com a entrada do ar frio.

Centro-Oeste

O fluxo de umidade que vem do Norte mantém as condições para pancadas de chuva nesta sexta-feira (17) em parte do Centro-Oeste. A instabilidade se intensifica no Mato Grosso do Sul, especialmente na metade sul do estado, onde há risco de temporais. Em Mato Grosso e no sul de Goiás, a chuva ocorre de forma isolada e irregular.

No sábado, o avanço da frente fria estimula novas pancadas de chuva em Mato Grosso do Sul, centro-sul de Mato Grosso e Goiás, com risco de temporais e queda de temperatura. No domingo, o tempo melhora no sul-mato-grossense, mas as instabilidades persistem em Mato Grosso e Goiás.

Nordeste

a entrada de ventos marítimos favorece a formação de nuvens carregadas na faixa leste do Nordeste, com chuva fraca e irregular entre o litoral da Bahia, Alagoas e Pernambuco nesta sexta-feira (17).

No sábado, o tempo segue semelhante, mas no domingo o avanço da frente fria estimula pancadas de chuva mais fortes no sul e oeste da Bahia, com possibilidade de temporais localizados. Também pode chover no interior do Piauí e Maranhão. O calor predomina em toda a região.

Norte

A sexta-feira segue com pancadas de chuva no Amazonas, Acre e Rondônia, de forma irregular, mas com risco de temporais isolados.

No sábado, as chuvas ficam mais concentradas no norte do Amazonas, Roraima, sul de Rondônia, oeste do Pará e norte do Tocantins. No domingo, as instabilidades persistem e ganham força em Rondônia, Acre e no centro-sul do Pará, com chuva mais intensa em alguns pontos. O tempo segue abafado em toda a região.

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Sebrae Minas destaca cafés de qualidade no Vale do Jequitinhonha


O Sebrae Minas, em parceria com o Instituto do Café da Chapada de Minas (ICCM), realizará, no dia 24 de outubro, a 4ª edição do Prêmio de Qualidade da Chapada de Minas. A iniciativa tem o objetivo de reconhecer e valorizar cafés de excelência produzidos em 22 municípios do Vale do Jequitinhonha.

O prêmio divide-se em duas modalidades: Tradições, para propriedades acima de 20 hectares, e Origens, para propriedades menores. Na Tradições, os cafés concorrem nas categorias Café Natural e Café Cereja Descascado, conforme os métodos de secagem e descascamento.

  • Participe do Porteira Aberta Empreender: envie perguntas, sugestões e conte sua história de empreendedorismo pelo WhatsApp

Além de troféus, os três melhores lotes de cada categoria ganham oportunidade de comercialização em leilão promovido pelo Sebrae Minas, aumentando a visibilidade e o valor de mercado dos cafés premiados.

Vale do Jequitinhonha | Foto Divulgação: Sebrae Minas

Apoio à produção de cafés de alta qualidade

A Chapada de Minas, região delimitada pelos rios Doce, Mucuri e Jequitinhonha, reúne cerca de 5,8 mil produtores que produzem em média 400 mil sacas de café por ano. O Sebrae Minas, por meio do programa Educampo, oferece consultorias, capacitações e acesso a tecnologias, incentivando maior produtividade, competitividade e rentabilidade nas propriedades.



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AgroNewsPolítica & Agro

Controle biológico de lagartas ganha força no milho


O mercado brasileiro de controle biológico para lagartas do milho vive um momento de consolidação e crescimento acelerado, impulsionado pela adoção de tecnologias mais sustentáveis e eficazes no manejo de pragas. Dados do levantamento FarmTrak milho 2025, da consultoria Kynetec Brasil, mostram que o uso de bioinseticidas no país alcançou uma nova escala, refletindo a transição de produtores para soluções baseadas em microrganismos naturais, em resposta à resistência crescente de pragas às moléculas químicas tradicionais.

Segundo o estudo, a área tratada com produtos voltados ao controle de lagartas na safrinha — o segundo ciclo do milho — aumentou 86% em apenas um ano, passando de 22,5 milhões para 42 milhões de hectares em 2025. Mesmo com a área cultivada praticamente estável, entre 16 e 17 milhões de hectares, o avanço expressivo indica uma clara mudança na estratégia de manejo adotada pelos agricultores. O segmento biológico, que representava apenas 2% do valor total do mercado de inseticidas para lagartas em 2022, já responde por 7% em 2025 — um crescimento quase quatro vezes maior em apenas três safras.

A pressão de pragas lepidópteras, especialmente da Spodoptera frugiperda (lagarta-do-cartucho), continua sendo um dos principais desafios nas lavouras de milho. Com a redução da eficácia de tecnologias transgênicas e de inseticidas químicos, produtores têm recorrido cada vez mais a soluções biológicas à base de vírus e bactérias específicas, que atuam de forma seletiva e segura, preservando inimigos naturais e reduzindo resíduos no ambiente.

O levantamento da Kynetec também revela diferenças regionais importantes. O estado de Mato Grosso concentra 62% das vendas totais de inseticidas — biológicos e químicos — voltados ao controle de lagartas, seguido por Goiás (12%) e Maranhão (7%). O aumento do número de aplicações, que chegou a dobrar em algumas regiões, reforça a necessidade de programas integrados de manejo, combinando diferentes ferramentas de controle.

Um exemplo prático

Entre as empresas que mais se destacam nesse avanço está a AgBiTech, que alcançou 50% de participação no mercado de biocontrole de lagartas do milho em 2025, segundo a Kynetec. O desempenho é impulsionado pelo bioinseticida Cartugen®, à base de baculovírus, que se consolidou como o produto biológico mais utilizado na safrinha e o oitavo entre todos os inseticidas do mercado. 

Segundo Pedro Marcellino, diretor de marketing da AgBiTech Brasil, a liderança da companhia reflete a eficiência de suas soluções e o fortalecimento do Brasil como referência global em tecnologias sustentáveis para o manejo de pragas agrícolas. “Até cerca de 2020, o manejo de lagartas dependia principalmente do uso de inseticidas em pequena escala”, comenta. 

“Mas, à medida que as características biotecnológicas e os produtos químicos convencionais perderam eficácia, as ferramentas biológicas tornaram-se estratégicas para os produtores. Nossa posição reflete a confiança construída ao longo do tempo por meio de resultados tangíveis no campo”, conclui.





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