Feira do Empreendedor do Sebrae traz soluções para o desenvolvimento de negócios rurais


Aulas ficarão disponíveis por seis meses após a conclusão da jornada

Foto: Divulgação
Com a proximidade da COP30, que acontecerá em novembro de 2025 em Belém (PA), a discussão sobre sustentabilidade no agronegócio brasileiro ganha força. Dentro desse contexto, a NetZero Collab lançou a “Jornada Agro 5.0”, um programa de capacitação voltado a executivos, produtores rurais e profissionais do setor que desejam se aprofundar em práticas sustentáveis e tecnologias inovadoras.
Dividida em três etapas — Guia de Bolso, evento de abertura e curso imersivo — a Jornada busca oferecer uma trilha educacional completa, aliando ciência, gestão e inovação. Com temas como Agricultura de Precisão, Integração Lavoura-Pecuária-Floresta, carbono, uso da terra e crédito verde, o curso tem o objetivo de preparar o setor para liderar a transição para uma economia de baixo carbono.
As inscrições continuam abertas pelo site www.netzeroco.com.br/jornadaagro , e as aulas ficarão disponíveis por seis meses após a conclusão da jornada.

Na 14ª edição da Feira do Empreendedor (FE25), o pequeno produtor rural ganhou destaque ao mostrar que é possível unir tradição, inovação e sustentabilidade.
Com quase mil itens expostos, sendo 60 voltados ao agronegócio, o evento reforçou a força do campo na economia e a importância do conhecimento para quem vive da terra.
Entre os participantes, a barista Ana Carolina do Valle destacou o papel do Sebrae no crescimento cafeeiro.
“O Sebrae oferece diversos cursos de capacitação. Mesmo sendo um negócio de café, precisamos desenvolver várias áreas para ter uma vida financeira saudável”, explicou. Segundo ela, a troca com outros empreendedores ajuda a fortalecer laços e abrir novos caminhos de mercado.
Outro exemplo de sucesso é o de Amen Khalil, produtor do Sítio do Pinho, especializado em frutas orgânicas e produtos da Mata Atlântica.
“A gente se preparou o ano inteiro para essa feira. Estar aqui é o coroamento do trabalho que fazemos com amor e dedicação”, contou. Suas geleias e antepastos artesanais chamaram a atenção do público pela qualidade e autenticidade.
De acordo com Rodrigo Poli, consultor do Sebrae/SP, a inteligência empreendedora é a chave para o desenvolvimento rural. “Ajudamos o produtor a entender modelos de gestão e comportamento, identificando oportunidades de mercado e reduzindo custos”, explicou. Um dos destaques da feira foi o Sebrae Móvel, escritório sobre rodas que levará capacitação a regiões sem unidades fixas. A Feira do Empreendedor vai até sábado (18), na Expo São Paulo.

O Produto Interno Bruto (PIB) da cadeia da soja e do biodiesel deve crescer 11,29% em 2025, segundo estudo divulgado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq/USP), em parceria com a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove).
Segundo o levantamento, a produção recorde de 170,3 milhões de toneladas de soja na safra 2024/25, aliada ao aumento do processamento industrial, sustenta a expansão do setor. Com esse desempenho, a cadeia deve representar 21,1% do PIB do agronegócio e 6,1% do PIB nacional neste ano.
Segundo o Cepea/Abiove, dentro da porteira, o PIB deve registrar alta de 23,39%, resultado de aumentos de área e produtividade, impulsionados por tecnologia e clima favorável. Na agroindústria, a previsão é de crescimento de 4,02%, refletindo o ritmo intenso de esmagamento de soja, considerado recorde. “A demanda por óleo de soja, sobretudo para a produção de biodiesel, segue em expansão”, afirma o estudo.
O relatório lembra que, desde 1º de agosto, a mistura obrigatória de biodiesel ao diesel passou para B15 (15%), o que deve ampliar ainda mais o processamento no País. Esse efeito, porém, ainda não está contabilizado nas estimativas atuais, baseadas em dados até o segundo trimestre.
O Cepea/Abiove também projetam avanços no PIB dos agrosserviços (quase 9%) e de insumos (2,72%). Os preços da cadeia permaneceram estáveis no segundo trimestre de 2025 em comparação ao mesmo período de 2024, após altas em 2024 e desvalorização de produtos agroindustriais neste ano. Com isso, o PIB gerado por tonelada de soja produzida e processada poderá representar 4,45 vezes o PIB da soja exportada diretamente.
No mercado de trabalho, o número de ocupados na cadeia da soja e do biodiesel cresceu 4,2%, totalizando 2,327 milhões de trabalhadores, o que representa 10% da força de trabalho do agronegócio e 2,27% da ocupação total do País. O aumento da produção e do processamento de soja gera maior demanda por agrosserviços. O segmento de insumos registrou alta de 4,51% no número de empregados, a agroindústria 0,74% e os agrosserviços quase 10%.
As exportações da cadeia somaram 49,68 milhões de toneladas no segundo trimestre, alta de 1,5% na comparação anual. A receita, entretanto, caiu 8,3%, para US$ 19,47 bilhões, devido à queda de 9,56% nos preços da soja em grão e 15,7% nos do farelo, parcialmente compensada pelo aumento de 9,56% no óleo. “A pressão sobre os preços veio da safra mundial recorde 2024/25”, explicou o Cepea/Abiove.
A China segue como principal destino da soja em grão, enquanto União Europeia e Sudeste Asiático lideram as compras de farelo. No óleo de soja, a Índia mantém a liderança, respondendo por mais de 70% das exportações brasileiras do derivado.

As entregas de fertilizantes ao mercado brasileiro somaram 5,15 milhões de toneladas em julho, alta de 11,7% ante igual mês de 2024, informou a Associação Nacional para a Difusão de Adubos (Anda). No acumulado de janeiro a julho, as entregas totalizaram 25,29 milhões de toneladas, 10,7% acima das 22,84 milhões de toneladas dos sete meses do ano passado.
De acordo com a Anda, Mato Grosso lidera o consumo, com 22,9% do total, ou 5,78 milhões de toneladas no ano. Na sequência aparecem Paraná (3,54 milhões de toneladas), São Paulo (2,67 milhões), Goiás (2,45 milhões), Minas Gerais (2,14 milhões), Rio Grande do Sul (2,07 milhões) e Bahia (1,65 milhão).
A produção doméstica de fertilizantes intermediários encerrou julho em 646 mil toneladas, queda de 4,1% ante 2024. Mas no ano o volume chegou a 4,16 milhões de toneladas, 6,6% acima das 3,90 milhões de toneladas registradas em 2024.
As importações também seguiram em alta. Em julho, somaram 4,50 milhões de toneladas, aumento de 19,7%. De janeiro a julho, o total importado totalizou 22,98 milhões de toneladas, 12,1% mais que as 20,51 milhões de toneladas do mesmo intervalo de 2024.
Conforme a nota, o Porto de Paranaguá é o principal ponto de entrada do insumo, com seis milhões de toneladas no período, crescimento de 13,7% frente a 2024 (5,28 milhões de toneladas). “A movimentação correspondeu a 26,1% do total descarregado por todos os portos brasileiros, de acordo com dados do Siacesp/MDIC”, disse.

Além de Patrocínio (MG), que registrou quatro casos de intoxicação pelo consumo da planta Nicotiana glauca, conhecida como “falsa couve”, um deles resultando na morte de uma mulher de 37 anos, o município de Santa Vitória (MG) confirmou o registro de mais sete casos de intoxicação pela “falsa couve” nos últimos dois meses.
Pelo seu perfil em uma rede social, Sérgio Moreira de Oliveira Júnior, prefeito de Santa Vitória, alertou a população sobre os riscos do consumo da planta e fez um apelo para que quem a cultive em casa “acabe com tudo”.
Segundo o diretor-geral do Pronto Atendimento de Santa Vitória, Arthur Costa Borges, todas as vítimas receberam atendimento rápido e estão fora de risco. De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, quatro dos sete intoxicados pertencem à mesma família.
O caso ocorreu após um homem de 58 anos colher a planta e levá-la para casa acreditando se tratar de couve. Durante o almoço em família, todos ingeriram a “falsa couve” e apresentaram sintomas como visão turva, vômitos e perda de equilíbrio.
Ainda de acordo com Borges, a morte de Claviana Nunes da Silva, de 37 anos, registrada em Patrocínio (MG) na última segunda-feira (13), fez com que as autoridades de Santa Vitória reforçasse o alerta sobre os perigos da planta.
Claviana estava internada havia cinco dias na Santa Casa de Patrocínio após consumir a planta tóxica junto com três familiares, que a confundiram com couve. Ela foi diagnosticada com lesão cerebral grave e não resistiu. Um dos idosos intoxicados saiu do coma, outro segue em coma induzido e o terceiro recebeu alta hospitalar.
A Nicotiana glauca, também conhecida como “fumo-bravo”, é comum em áreas rurais e margens de estradas. Sua toxicidade é causada pela substância anabazina, que pode provocar paralisia muscular e respiratória, levando à morte em casos graves.
Embora parecida com a couve tradicional, a “falsa couve” possui folhas verde-acinzentadas, de textura aveludada e formato mais fino. Já a couve verdadeira apresenta nervuras bem marcadas e folhas mais espessas.

Além de Patrocínio (MG), que registrou quatro casos de intoxicação pelo consumo da planta Nicotiana glauca, conhecida como “falsa couve” — um deles resultando na morte de uma mulher de 37 anos —, o município de Santa Vitória (MG) confirmou o registro de mais sete casos de intoxicação pela “falsa couve” nos últimos dois meses.
Pelo seu perfil em uma rede social redes social, Sérgio Moreira de Oliveira Júnior, prefeito de Santa Vitória, alertou a população sobre os riscos do consumo da planta e fez um apelo para que quem a cultive em casa “acabe com tudo”.
Segundo o diretor-geral do Pronto Atendimento de Santa Vitória, Arthur Costa Borges, todas as vítimas receberam atendimento rápido e estão fora de risco. De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, quatro dos sete intoxicados pertencem à mesma família.
O caso ocorreu após um homem de 58 anos colher a planta e levá-la para casa acreditando se tratar de couve. Durante o almoço em família, todos ingeriram a “falsa couve” e apresentaram sintomas como visão turva, vômitos e perda de equilíbrio.
Ainda de acordo com Borges, a morte de Claviana Nunes da Silva, de 37 anos, registrada em Patrocínio (MG) na última segunda-feira (13), fez com que as autoridades de Santa Vitória reforçasse o alerta sobre os perigos da planta.
Claviana estava internada havia cinco dias na Santa Casa de Patrocínio após consumir a planta tóxica junto com três familiares, que a confundiram com couve. Ela foi diagnosticada com lesão cerebral grave e não resistiu. Um dos idosos intoxicados saiu do coma, outro segue em coma induzido e o terceiro recebeu alta hospitalar.
A Nicotiana glauca, também conhecida como “fumo-bravo”, é comum em áreas rurais e margens de estradas. Sua toxicidade é causada pela substância anabazina, que pode provocar paralisia muscular e respiratória, levando à morte em casos graves.
Embora parecida com a couve tradicional, a “falsa couve” possui folhas verde-acinzentadas, de textura aveludada e formato mais fino. Já a couve verdadeira apresenta nervuras bem marcadas e folhas mais espessas.

O Brasil ganhou espaço para avançar nas negociações comerciais com os Estados Unidos. A reunião entre o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, e o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, gerou otimismo entre representantes da indústria de máquinas e do setor exportador de café.
Para José Velloso, presidente-executivo da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), a reunião cumpriu o esperado. Segundo ele, foi aberto um canal direto de negociação com instâncias próximas ao presidente norte-americano, Donald Trump.
“O pedido do Brasil é que cesse o adicional de 40% nas tarifas e que o valor volte ao patamar de 10% durante as negociações. Vejo grande possibilidade de isso ocorrer”, afirma Velloso. Além disso, ele destaca que temas como Big Techs, minerais críticos e a situação da Venezuela ainda serão debatidos.
O setor cafeeiro também demonstrou entusiasmo com a reunião. Márcio Ferreira, presidente do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), reforçou a importância do mercado norte-americano, que consome principalmente cafés arábica e conilon, além de café solúvel feito sob medida para a indústria dos Estados Unidos.
“EUA e Brasil não podem caminhar separadamente. Essa redução abre espaço para que outros países ocupem o mercado. O consumidor americano não deveria se acostumar com cafés sem o perfil brasileiro”, diz.
Para Velloso, o diálogo recente representa uma oportunidade de trégua durante as negociações, mantendo as tarifas suspensas enquanto se discutem acordos que beneficiem tanto a indústria quanto o agronegócio brasileiro.
“Seria excelente se os Estados Unidos aceitassem abrir as negociações com essa trégua nas tarifas, o que eu não descarto”, afirma.
Nesse sentido, o Cecafé acredita que o encontro entre os presidentes Lula e Trump, prevista para ocorrer durante a viagem do Brasil à Ásia, pode avançar na solução das tarifas. “A intenção é alcançar a isenção das tarifas e recolocar o Brasil em condições de igualdade com outros produtores”, diz Ferreira.
Enquanto isso, a entidade tem uma reunião marcada com o vice-presidente e ministro da Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin, para a próxima quarta-feira (22).

Os custos de produção de soja transgênica da safra 25/26 em Mato Grosso caiu em setembro na comparação com agosto. Segundo o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), no mês passado, o produtor gastava R$ 4.173,76 para semear 1 hectare com soja geneticamente modificada, valor 1,96% menor ante o apurado em agosto, de R$ 4.257,10. A queda foi puxada por despesas menores com fertilizantes e defensivos.
O desembolso com fertilizantes e corretivos caiu de R$ 1.947,43 por hectare em agosto para R$ 1.879,33 em setembro. Já o gasto com defensivos recuou para R$ 1.225,64 em setembro, contra R$ R$ 1.257,01 em agosto.
Em contrapartida, as despesas com sementes subiram. O insumo representou um gasto de R$ 599,48 por hectare em setembro, comparado a R$ 582,04 em agosto.
Já o custo de produção de milho segunda safra 2025/26 em Mato Grosso foi de R$ 3.305,87 por hectare em setembro, alta de 0,32% ante o apurado em agosto pelo Imea. Naquele mês, foi de R$ 3.295,32. A alta está relacionada ao aumento de 0,20% no custo operacional efetivo de setembro, projetado pelo Imea em R$ 4.792,45 por hectare, ante R$ 4.782,75 por hectare em agosto. O custo operacional total (COT) também subiu, 0,17% em setembro, para R$ 5.381,07 por hectare, ante R$ 5.372,17 em agosto.
O custo de produção do algodão de alta tecnologia 2025/26 em Mato Grosso recuou 2,7% em setembro, para R$ 10.769,75 por hectare, ante R$ 11.068,21 no mês anterior, segundo o Imea. A queda foi puxada pela redução de 3,21% nas despesas com fertilizantes e corretivos, que passaram de R$ 3.990,74 para R$ 3.862,75 por hectare. Dentro da categoria, o destaque foram os macronutrientes, cujo custo caiu 2,89%, de R$ 3.142,67 para R$ 3.051,89 por hectare.
Com menor pressão sobre os insumos, o Custo Operacional Efetivo (COE) também recuou, encerrando setembro em R$ 15.171,99 por hectare, 2,19% abaixo do registrado em agosto, quando atingiu R$ 15.511,09, disse o Imea.
O Custo Operacional Total (COT) encerrou o mês em queda, saindo de R$ 16.488,62 por hectare em agosto, para R$ 16.143,44 por hectare em setembro, queda de 2,09%.
A Mosaic já havia destacado, em relatório, na terça-feira (14), queda de 7% no Índice de Poder de Compra de Fertilizantes (IPCF) em setembro. Segundo a Mosaic, o movimento reflete o encerramento da colheita da safrinha e o início do plantio da soja. O impacto da leve retração do dólar, de aproximadamente 1,5%, sobre o índice foi limitado. A principal contribuição para a queda veio da retração nos preços dos fertilizantes.
De acordo com a edição de outubro do informativo mensal “Agro em Dados”, elaborado pela Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Goiás (Seapa), o Brasil exportou 103 milhões de toneladas do complexo soja entre janeiro e agosto de 2025, crescimento de 3,2% em relação ao mesmo período do ano anterior.
No estado, o volume exportado atingiu 12,4 milhões de toneladas, alta de 6,6% na comparação anual. Esse resultado garantiu a segunda posição no ranking nacional de exportações, atrás apenas do Mato Grosso. Segundo a publicação, “o desempenho reflete o aumento da produção, a expansão industrial e a posição estratégica do estado para o escoamento da safra, fatores que fortalecem a logística e consolidam Goiás como um dos principais polos exportadores do país”.
Na safra 2024/25, Goiás alcançou também a segunda colocação nacional na produção de soja, com 20,7 milhões de toneladas, ultrapassando o Paraná. A produtividade média foi superior a 69,7 sacas por hectare, a maior do país, com 9,4 sacas acima da média nacional. De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), esse desempenho está ligado a avanços tecnológicos no manejo e maior adoção de cultivares resistentes.
Em setembro, o mercado físico da soja apresentou retração nos preços após valorização em agosto. O preço médio nacional ficou em R$ 138,77 por saca, queda de 1,2% em relação ao mês anterior e 0,8% abaixo do valor registrado em setembro de 2024, segundo dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).
A análise indica que as margens dos produtores devem ser pressionadas pelo aumento dos custos de produção, especialmente fertilizantes, e pelo custo elevado do capital. “Nesse cenário, estratégias de comercialização escalonada e gestão financeira mais rigorosa tornam-se essenciais para preservar a rentabilidade da safra”, informa o boletim.