sexta-feira, abril 10, 2026

Autor: Redação

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Proposta que compara tilápia a javali preocupa o setor; entenda



A Associação Brasileira da Piscicultura (Peixe BR) divulgou nota nesta sexta-feira (17) em que manifesta preocupação frente ao comunicado oficial do Ministério do Meio Ambiente (MMA), feito em reunião na Comissão Nacional da Biodiversidade (Conabio) em 3 de outubro.

O órgão inclui a tilápia e os peixes nativos fora de suas bacias hidrográficas de origem, além de espécies híbridas e de camarões na lista de espécies exóticas invasoras.

De acordo com a entidade representativa do setor, caso a proposta seja aprovada na próxima reunião da Conabio, em 8 de novembro deste ano, tal classificação coloca tais espécies no mesmo patamar de alerta e controle do javali, animal cuja estratégia de controle apresentada pela Secretária de Biodiversidade do MMA é a erradicação.

“A Peixe BR vê com extrema preocupação essa proposta, uma vez que sua fundamentação carece de debate técnico amplo e de estudos atualizados e imparciais. Decisões dessa magnitude não podem desconsiderar o impacto socioeconômico para milhares de famílias que vivem da piscicultura”, destaca.

Na nota, a Associação reforça que a ciência deve andar junto com a realidade social e econômica brasileira, assegurando a sustentabilidade ambiental sem comprometer o desenvolvimento produtivo. “E, neste momento, diversas parcerias estão sendo realizadas para demonstrar que esse caminho não representa o equilíbrio necessário.”

A Peixe BR também argumenta que a minuta apresentada não oferece prazo adequado para defesa do setor, haja vista que o MMA realiza esses estudos desde 2009.

“O Brasil é um país de todos os seus cidadãos e todas as ações devem ser no sentido de atender às demandas da sociedade brasileira, e o combate à fome se dá produzindo alimentos de qualidade e em abundância”, diz o texto da entidade.

Controle de espécies

Procurado pela reportagem, o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) reforçou que a lista de espécies exóticas e invasoras ainda tramita em instância consultiva. “Eventuais medidas e salvaguardas serão definidas em norma futura, a ser publicada pelo MMA. E somente após isso haverá entrada em vigor da nova lista”, diz trecho.

A pasta ainda destaca que a inclusão de uma espécie na lista tem caráter técnico e preventivo e não implica em qualquer ação automática de banimento e de proibição de uso ou cultivo.

“Cabe destacar que a tilápia é reconhecida pela relevância econômica no país e pelo cultivo amplamente consolidado no território nacional, e por isso ressalta-se que não há qualquer proposta ou planejamento para interromper essa atividade”, reforça.

De acordo com o MMA, o objetivo da lista é reconhecer a existência de espécies exóticas que apresentam potencial de impacto sobre a biodiversidade nativa, servindo como referência para políticas públicas e ações de prevenção e controle.

Confira a resposta do MMA na íntegra:

O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) informa que está em andamento o reconhecimento da Lista Nacional de Espécies Exóticas Invasoras, na qual a tilápia (Oreochromis niloticus) está incluída. A lista foi submetida à análise da Comissão Nacional de Biodiversidade (Conabio) após um estudo de longo prazo conduzido pelo MMA, com base em evidências científicas e consultas a especialistas.

A recomendação da lista pela Conabio (instância consultiva) é uma das etapas e visa ampliar o debate e dar mais transparência à sociedade sobre as políticas do poder público direcionadas à prevenção e controle dessas espécies. Eventuais medidas e salvaguardas serão definidas em norma futura, a ser publicada pelo MMA. E somente após isso haverá entrada em vigor da nova lista.

É importante destacar que a inclusão de uma espécie na lista tem caráter técnico e preventivo e não implica em qualquer ação automática de banimento e de proibição de uso ou cultivo. Cabe destacar que a tilápia é reconhecida pela relevância econômica no país e pelo cultivo amplamente consolidado no território nacional, e por isso ressalta-se que não há qualquer proposta ou planejamento para interromper essa atividade.

O objetivo da lista é reconhecer a existência de espécies exóticas que apresentam potencial de impacto sobre a biodiversidade nativa, servindo como referência para políticas públicas e ações de prevenção e controle.



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Frente fria derruba temperaturas em 6 estados; saiba quando e onde



Uma nova frente fria avança pelo Brasil neste fim de semana e vai mudar completamente o padrão do tempo em grande parte do país.

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.

De acordo com a Climatempo, o sistema traz chuva, ventos fortes e uma queda significativa das temperaturas, especialmente nas regiões Sul e Sudeste, onde o frio volta a aparecer já a partir de domingo (19).

Segundo a empresa, a virada de tempo marca o retorno da influência de uma massa de ar polar, que chega logo após a passagem da frente fria e garante dias mais frios e úmidos.

Frio no Sul

No Sul do país, o domingo será marcado por temperaturas mais baixas e sensação de frio intenso, com mínimas abaixo de 10°C em diversos municípios do interior do Rio Grande do Sul, de Santa Catarina e do Paraná.

Durante a tarde, o sol até aparece entre algumas nuvens, mas a baixa dos termômetros continua predominando em boa parte da região. No litoral catarinense e paranaense, a entrada de ventos do oceano mantém o céu mais carregado, podendo provocar pancadas isoladas de chuva fraca, sem afastar a sensação de frio.

Baixas temperaturas no Sudeste

No Sudeste, o avanço da frente fria também muda o tempo. Segundo a Climatempo, em São Paulo, o sábado (18) começa abafado, com temperatura em torno dos 25°C, mas a chegada do sistema provoca uma queda gradual nos termômetros ao longo do dia. Assim, à noite, a mínima deve ser de cerca de 17°C, com ventos que podem chegar a 90 km/h.

Com isso, o domingo será de tempo instável e temperaturas ainda mais baixas: a máxima não deve passar dos 16°C, e as mínimas ocorrem no fim do dia, chegando a 12°C. Mesmo sem chuva forte, os ventos continuam atuando e podem superar 60 km/h, mantendo a sensação de frio.

Queda de 14°C

No Rio de Janeiro, a mudança de tempo também será expressiva: o calor de até 36°C registrado no sábado dará lugar a uma máxima de apenas 22°C no domingo, com sensação de frio acentuada devido à nebulosidade e aos ventos.

Conforme a Climatempo, na segunda-feira (20), o frio segue presente sobre São Paulo. O amanhecer terá mínima de 11°C, e o céu continua encoberto, impedindo a elevação das temperaturas, que devem chegar a no máximo 17°C durante a tarde. À noite, os termômetros voltam a cair, e o frio mais intenso retorna.

Já na terça-feira (21), o tempo abre sobre a capital paulista e a região metropolitana, mas a massa de ar polar mantém as manhãs frias, com mínimas em torno de 10°C e máximas que não passam de 20°C.

Em outras áreas do Sudeste, a frente fria ainda provoca instabilidades. No Rio de Janeiro, em Minas Gerais e no Espírito Santo, a chuva persiste e o céu fica carregado, o que também ajuda a reduzir as temperaturas. No entanto, a queda mais acentuada é esperada mesmo para São Paulo, Rio de Janeiro e o sul de Minas Gerais, onde a influência da massa de ar frio é mais direta.

Mudança também no Centro-Oeste

No Centro-Oeste, a frente fria também atua, mas de forma menos intensa. De acordo com a empresa de meteorologia, a chuva e a maior presença de nebulosidade garantem um alívio para o calor, especialmente em Mato Grosso do Sul, onde o ar polar ajuda a conter a elevação das temperaturas. Ainda assim, não há expectativa de frio significativo.

No Nordeste, o sistema provoca aumento da chuva apenas no litoral da Bahia, enquanto as demais áreas seguem com sol e calor.

Já no Norte, a frente fria não avança com força suficiente, e as temperaturas permanecem elevadas, com chuva concentrada em Roraima e no norte do Amazonas.



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Soja tem preços mais firmes no fim da semana; confira cotações por região



O mercado brasileiro de soja encerrou a semana com poucos negócios e leve firmeza nas cotações, segundo o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira. “Hoje até surgiram algumas ofertas, mas com poucas variações de preços”, observou.

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Segundo Silveira, o produtor segue concentrado no plantio, que tem avançado bem nas principais regiões. Apesar da alta na Bolsa de Chicago, o recuo do dólar limitou ganhos no mercado físico. “Na safra nova, saíram alguns negócios, mas o ritmo geral continua bem travado”, completou o analista.

Cotações de soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): subiu de 133,00 para 134,00
  • Santa Rosa (RS): subiu de 134,00 para 135,00
  • Cascavel (PR): manteve em 134,00
  • Rondonópolis (MT): manteve em 126,00
  • Dourados (MS): manteve em 126,00
  • Rio Verde (GO): manteve em 125,00
  • Paranaguá (PR): subiu de 139,00 para 140,00
  • Rio Grande (RS): subiu de 139,50 para 140,00

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja na Bolsa de Chicago (CBOT) encerraram a sexta-feira (17) em alta, no terceiro pregão consecutivo de ganhos. O movimento foi sustentado pela demanda doméstica aquecida e pela sinalização de diálogo entre Estados Unidos e China, após semanas de tensão comercial.

O presidente Donald Trump afirmou que uma tarifa de 100% sobre produtos chineses “não é sustentável”, o que ajudou a aliviar os mercados. Ainda assim, as negociações seguem delicadas após a China ampliar o controle sobre exportações de minerais raros.

Contratos futuros

Na semana, a posição novembro/25 da soja acumulou alta de 1,26%, encerrando a US$ 10,19 1/2 por bushel. O contrato de janeiro/26 foi cotado a US$ 10,36 3/4, avanço de 0,80%. Nos subprodutos, o farelo (dez/25) subiu 1,48%, a US$ 281,00 por tonelada, enquanto o óleo (dez/25) fechou a 51,13 centavos de dólar por libra-peso, alta de 0,51%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,65%, negociado a R$ 5,4060 para venda e R$ 5,4040 para compra. Na semana, acumulou desvalorização de 1,78%.



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Safra paulista de trigo deve superar expectativas em 50 mil toneladas


A safra 2025 de trigo em São Paulo tem projeção positiva em volume e em qualidade, indicada entre as melhores dos últimos anos. É o que diz o presidente da Câmara Setorial do Trigo, Nelson Montagna.

Segundo ele, com base nos dados de lavoura obtidos até o momento, espera-se uma colheita próxima de 400 mil toneladas, acima das 350 mil indicadas nas estatísticas preliminares.

Os dados foram anunciados na quinta-feira (16), durante a terceira e última reunião da entidade no ano.

A mudança de cenário ao longo do ano foi atribuída às condições climáticas favoráveis. “Nossa previsão inicial era de uma safra menor. Já havia mencionado, na última reunião da Câmara, que acreditava em uma das melhores safras dos últimos tempos, e isso está se confirmando. O clima foi excelente, o que contribuiu para uma qualidade superior em relação aos últimos anos e impactou positivamente a produtividade”, frisou.

O presidente do Sindustrigo, Max Piermartiri, que também marcou presença no encontro, reforçou a importância da combinação entre tecnologia e clima na performance da safra.

“Tivemos uma coincidência muito positiva: a evolução genética das cultivares coincidiu com condições climáticas extremamente favoráveis para a cultura do trigo. Como resultado, obtivemos produtividade elevada e qualidade muito acima da média nas lavouras paulistas”, considerou.

Para ele, o estado de São Paulo possui uma cadeia de trigo sólida, que envolve produção, suprimentos, moagem, transformação da farinha e produção de alimentos, com raro nível de organização e profissionalização.

“Poucos lugares no mundo reúnem, de forma tão próxima, uma região de produção e de consumo como São Paulo. Isso é uma grande vantagem competitiva para o estado”, ressaltou.

Cenário global

No cenário internacional, o mercado de trigo vive um momento de recuperação. A expectativa é de que a produção mundial atinja 816 milhões de toneladas em 2025, com destaque para o desempenho europeu. Apesar disso, o Brasil caminha em sentido oposto, com colheita menor e maior dependência de importações.

O representante da CJ Internacional, Douglas Araújo, contextualizou que a área plantada no país foi reduzida, o que impactou a produção nacional.

“No Brasil, estamos produzindo menos trigo neste ano, principalmente porque a área semeada foi menor. Em termos de produtividade, o destaque fica para o Centro-Oeste, especialmente Minas Gerais.”

Dependência externa

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Foto: Porto de Paranaguá

Embora o Rio Grande do Sul deva manter um volume expressivo de exportações, o país segue dependente do trigo importado para atender à demanda.

“O Brasil é um gigante adormecido na produção de trigo. Pode produzir muito mais do que produz hoje, especialmente nas safras de inverno”, alertou Araújo, ao citar o avanço do país no cultivo no Cerrado.

“Nessa região, podemos utilizar técnicas como o trigo por sobressemeadura em lavouras de milho, com semeadura a lanço (por máquina ou avião) e até sistemas de inundação. Após a colheita do milho, inicia-se rapidamente a safra do trigo, com um ciclo de aproximadamente 75 dias. O trigo pega carona na cultura anterior e pode gerar rendimentos muito elevados”, afirmou.

O estado de São Paulo, apesar de ser referência em consumo e moagem, ainda possui desequilíbrio entre produção e demanda. A necessidade regional gira em torno de 3 milhões de toneladas por ano, enquanto a moagem atinge cerca de 1,8 milhão de toneladas.

Esse cenário reforça a dependência de importações e a importância da logística regional. “São Paulo tem um consumo expressivo e precisa recorrer ao mercado externo. O Porto de São Sebastião pode ser uma rota complementar importante para garantir o abastecimento do trigo no estado”, ressaltou Araújo.



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AgroNewsPolítica & Agro

“Boi China” tem alta de preço no mercado paulista



Mercado do boi gordo segue firme em outubro



Foto: Kadijah Suleiman

O mercado do boi gordo manteve estabilidade na terceira semana de outubro, segundo análise do informativo “Tem Boi na Linha”, divulgada nesta sexta-feira (17) pela Scot Consultoria. As cotações do boi comum e da vaca permaneceram inalteradas, enquanto o valor da novilha teve alta de R$ 3,00 por arroba.

De acordo com a consultoria, o cenário foi influenciado por uma oferta de bovinos menor em relação ao final de setembro e início de outubro, embora ainda suficiente para atender à demanda. O escoamento de carne apresentou melhora, mesmo abaixo do esperado, o que ajudou a sustentar os preços no mercado. “A redução da oferta e o ritmo consistente das vendas contribuíram para a manutenção das cotações”, aponta a análise.

A cotação do “boi China” registrou aumento de R$ 2,00 por arroba em relação ao dia anterior. A alta foi atribuída ao recorde nas exportações de carne bovina in natura em setembro e ao bom desempenho mantido em outubro. A demanda pelo animal mais jovem seguiu aquecida.

A expectativa no curto prazo é de preços firmes, com atenção para a demanda interna. A redução do poder de compra do consumidor na segunda quinzena do mês pode pressionar o mercado. Já para o gado destinado à exportação, a projeção é de estabilidade, com tendência de alta.

Em Minas Gerais, o mercado apresentou equilíbrio. A oferta de animais, embora menor do que no início de outubro, atendeu à demanda, e o escoamento da carne teve leve avanço. As escalas de abate permaneceram em dez dias em todas as regiões do estado.





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Quatro indicadores que todo pecuarista deve acompanhar para garantir lucro na pecuária de corte



Medir o lucro de uma fazenda de pecuária de corte vai muito além de acompanhar o mercado. Quatro indicadores essenciais permitem o pecuarista transformar produtividade em dinheiro no caixa e garantir a saúde financeira da propriedade.

No quadro Gestão Eficiente, o consultor da Fazenda Nota 10, Rodrigo Gennari explica como pecuaristas podem ter certeza de que sua fazenda de corte está realmente dando lucro. Segundo ele, existem quatro indicadores fundamentais: ganho médio diário (GMD) de peso, lotação, desembolso por cabeça/mês e valor médio de venda.

O GMD mostra a performance produtiva da fazenda, indicando se os animais estão se desenvolvendo conforme esperado. A lotação aponta a quantidade de animais por hectare e, combinada com o GMD, permite calcular a produção de arrobas por área.

O desembolso por cabeça/mês é o principal indicador financeiro, mostrando quanto custa manter cada animal na propriedade. Já ao comparar o custo da arroba produzida com o valor de venda, o pecuarista consegue determinar o lucro real da fazenda.

“Esses quatro indicadores funcionam como uma engrenagem: eles mostram quanto se produz, quanto se gasta e quanto sobra, garantindo a saúde financeira da propriedade”, explica Gennari.

Para o consultor, a análise constante desses dados é essencial para transformar produtividade em dinheiro no caixa e manter a fazenda rentável.



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Fim de semana terá chuvas de até 50 mm no Brasil; saiba onde



O avanço de uma frente fria neste final de semana deve mudar o cenário climático em diferentes regiões produtoras de soja. A expectativa é de acumulados entre 30 e 50 milímetros, beneficiando áreas do norte do Paraná, interior de São Paulo, Goiás, Minas Gerais e também do Matopiba, após semanas de calor intenso e tempo seco.

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Final de semana de chuvas

No Sudeste e no Centro-Oeste, a umidade chega em boa hora para favorecer a semeadura da safra 2025/26. Em Alta Floresta (MT), por exemplo, a previsão indica acumulados de até 50 mm nos próximos dias. Depois, o tempo deve se manter firme entre 24 e 28 de outubro, com as chuvas retornando em bons volumes já na primeira semana de novembro.

Próxima semana

Na próxima semana, as precipitações também se concentram no oeste de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Rondônia. Em Minas Gerais e no interior do Matopiba. Já no Paraná e no interior paulista, a regularidade das chuvas tende a se manter.

Em Rio Verde (GO), as precipitações deste final de semana podem somar entre 20 e 30 mm. A partir do dia 20, abre-se uma janela de tempo firme que deve durar até 28 de outubro, com novas chuvas previstas para o início de novembro.

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Tem programa novo do Soja Brasil no ar; confira



Foi ao ar, nesta sexta-feira (17), o 40º episódio do Soja Brasil. A edição abordou os desafios da safra 2025/26, marcada por custos de produção elevados, margens estreitas e incertezas climáticas. O programa também discutiu temas estratégicos para o setor, como a Moratória da Soja, a crescente demanda por biodiesel e as práticas de regeneração do solo. Confira:

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Custos de produção pressionam rentabilidade

Segundo a consultoria Safras & Mercado, os custos médios subiram entre 7% e 8% nesta temporada, chegando a R$ 6,5 mil por hectare. Com produtividade prevista entre 60 e 62 sacas, o produtor precisa vender soja entre R$ 105 e R$ 110 por saca apenas para cobrir os gastos. As margens podem cair até 10 sacas por hectare, refletindo o impacto do crédito mais restrito, do câmbio e do enfraquecimento do dólar.

Avanço do plantio e desafios regionais

De acordo com a Conab, 11,1% da área prevista já foi semeada, acima dos 9,1% do ano passado, mas abaixo da média de cinco anos (16,9%). O Paraná lidera o plantio, com 31%, seguido por Mato Grosso (18,9%) e Mato Grosso do Sul (14%). No Sul, produtores enfrentam dificuldades logísticas e de crédito, enquanto no Rio Grande do Sul os problemas climáticos e a escassez de insumos comprometem a semeadura.

Moratória da Soja e mercado internacional

O episódio também destacou a decisão do Cade de suspender a Moratória da Soja a partir de janeiro de 2026, o que abre debates sobre segurança jurídica e livre concorrência. No mercado externo, a guerra comercial entre Estados Unidos e China segue favorecendo o Brasil.

Sustentabilidade e agricultura regenerativa

A expedição visitou propriedades que adotam práticas regenerativas, como rotação de culturas, plantio direto e uso de plantas de cobertura. Essas técnicas têm reduzido emissões de carbono e aumentado a resiliência produtiva, mostrando que é possível conciliar alta produtividade com preservação ambiental.



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Ciclone se forma no fim de semana e traz alerta de temporais; saiba quais estados serão atingidos



Os próximos dias serão marcados por fortes temporais e uma queda acentuada nas temperaturas no Centro-Sul do país. A formação de um ciclone extratropical entre o Sul e o Sudeste do Brasil deve provocar chuva volumosa, ventos intensos e frio a partir do domingo (19), segundo previsão do meteorologista Arthur Müller, do Canal Rural.

De acordo com Müller, o sistema começa a se organizar a partir de um cavado atmosférico que se intensifica ao longo desta sexta-feira (17), avançando em direção à região Sudeste.

“Esse cavado vai dar origem ao ciclone extratropical no fim de semana”, explicou o meteorologista durante o Mercado & Cia desta sexta-feira (17).

Na quinta-feira (16), as rajadas de vento já chegaram a 104 km/h em Nova Tebas (PR), segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), um sinal da força do sistema que se aproxima.

Regiões em alerta

Nesta sexta-feira, o alerta é vermelho para temporais em Santa Catarina, Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul, com risco de ventania, descargas elétricas e eventual queda de granizo.

Já no sábado (18), as chuvas mais intensas devem se concentrar no interior de São Paulo, no norte do Paraná e em Mato Grosso do Sul.

Com a formação do ciclone entre sábado e domingo, o sistema avança e leva chuva para o Sudeste e parte do Centro-Oeste. A frente fria associada ao fenômeno também deve provocar precipitações na Bahia no início da próxima semana, quebrando o período de calor e tempo seco.

Volumes de chuva e temperaturas

Os acumulados podem ultrapassar 100 milímetros no litoral de São Paulo e do Rio de Janeiro, segundo Muller. No interior de São Paulo, em Minas Gerais e Mato Grosso do Sul, a chuva deve ficar entre 30 e 40 milímetros.Na Bahia, especialmente na porção oeste, os volumes podem passar de 50 milímetros no começo da semana.

Em contrapartida, o Sul do país deve voltar a ter tempo firme após as chuvas deste fim de semana, mas com queda acentuada das temperaturas. “Depois da chuva, vem o frio. O sistema de alta pressão predomina e as mínimas caem para a casa dos 10°C ou menos nas áreas de baixada”, explicou Müller.

As mínimas podem chegar a 3°C em São Joaquim (SC) no domingo (19), com risco de geada restrito à Serra Gaúcha e Serra Catarinense.

O frio também alcança o Sul de Mato Grosso do Sul, São Paulo, Sul de Minas e Rio de Janeiro, com temperaturas variando entre 13°C e 14°C nas madrugadas e máximas que não devem ultrapassar 20°C até terça-feira (21).

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.



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