sexta-feira, abril 10, 2026

Autor: Redação

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EUA compraram equivalente a US$ 339 milhões em pesos argentinos entre 9 e 15 de outubro



A consultoria econômica argentina 1816 acredita que, entre 9 e 15 de outubro, o Tesouro dos EUA comprou pesos equivalentes a cerca de US$ 339 milhões.

Para a Associated Press, o titular da consultoria LP Consulting, Leonardo Piazza, afirma que, na Argentina, todos os atores econômicos estão comprando dólares ou ativos atrelados ao dólar, enquanto o número um das finanças internacionais, que fabrica dólares, está comprando pesos.

Hoje, o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, confirmou a compra de pesos “nos mercados à vista” e no “Blue Chip Swap”, que reflete a taxa de câmbio a partir de operações de compra e venda de títulos ou ações.



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AgroNewsPolítica & Agro

Setor rural se prepara para nova era tributária no Brasil



A nova tributação no destino deve alterar o equilíbrio entre estados


“O Brasil é um dos raros países que está tentando fazer uma reforma tributária antes de uma reforma administrativa"
“O Brasil é um dos raros países que está tentando fazer uma reforma tributária antes de uma reforma administrativa” – Foto: Pixabay

O encontro entre o poder político e o financeiro promete movimentar a Avenida Faria Lima nesta terça-feira (15), onde o ex-ministro da Agricultura Antonio Cabrera Mano Filho participa de um debate sobre os impactos da Reforma Tributária no agronegócio. O evento, promovido pelo Grupo Studio em seu espaço VIP voltado a profissionais do direito e da contabilidade, busca traduzir as novas regras em estratégias de adaptação e vantagem competitiva.

“O Brasil é um dos raros países que está tentando fazer uma reforma tributária antes de uma reforma administrativa. Estamos tratando apenas o lado da receita, sem nenhuma ação do lado das despesas. Por isso, não acho que a reforma atual vai melhorar o nosso sistema tributário”, afirma.

Com a substituição de PIS, Cofins e ICMS pelo IBS e pela CBS, o agronegócio entra em um ciclo de mudanças profundas que afetam desde a gestão de caixa até a precificação. Cálculos preliminares indicam que margens podem variar até 15% em algumas cadeias, conforme o nível de verticalização. Enquanto insumos terão alíquotas reduzidas, produtos processados e exportações indiretas podem ser penalizados com restrições de créditos tributários — agora vinculados ao pagamento efetivo e exigindo maior rastreabilidade financeira.

A nova tributação no destino deve alterar o equilíbrio entre estados produtores e consumidores, afetando cadeias integradas, exportadoras e cooperativas. Empresas que hoje se beneficiam de incentivos estaduais precisarão reavaliar modelos de negócio, margens e precificação. O cenário também exige reestruturação contábil, revisão de contratos e adequação aos novos regimes fiscais.

Dentro desse contexto, a Studio Agro, divisão especializada do Grupo Studio, tem orientado empresas a revisar enquadramentos fiscais, recuperar créditos e otimizar a governança tributária. O foco está em transformar a complexidade da reforma em eficiência operacional e sustentabilidade competitiva para o agronegócio brasileiro.

“Nosso papel é traduzir a complexidade tributária em soluções práticas. A reforma está exigindo que o produtor rural se torne também um gestor de eficiência fiscal. Quem entender isso primeiro vai garantir vantagem e sustentabilidade em um ambiente cada vez mais competitivo”, conclui.

 





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Indícios de uma ‘indústria’ de recuperação judicial no agro prejudicará o setor


Não tenho constatações para dizer que grupo suspeito de comprar sentenças montou fraudes em recuperações judiciais (RJ) no agronegócio. Mas indícios de uma “indústria” de RJ no agro prejudicará o setor, sem dúvida.

Os ciclos dos preços das commodities ao longo da história são clássicos. Aprendi com Shunji Nishimura, fundador da Jacto, com quem tive meu primeiro emprego no agro, a seguinte lição: “Quando tudo vai bem, se prepara para ir mal; quando tudo vai mal, se você está preparado, irá bem”. E para esse sábio mentor estar preparado significava duas coisas: investimento em inovação e segurança financeira no caixa.

Tivemos abruptos aumentos das commodities no período da covid-19 e, após, o recuo. E ciclos contrastantes – os insumos não diminuíram de preços, os custos e as mercadorias sim, com exceções. Em paralelo a isso, aspectos na gestão fiscal do país, valor dos juros elevados para a atividade agrícola, guerras tarifárias, etc., e também como conversei com o economista chefe da Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul), Antônio da Luz, sempre nos relembra a importância sagrada da gestão na atividade.

Então, sobre o crescimento acentuado de pedidos de RJ no agro, trago aqui a opinião do economista chefe da Farsul, Antônio da Luz:

“Nós entendemos que as recuperações judiciais são um direito do produtor. Aliás esse é um direito que não veio de graça, foi conquistado, inclusive com o envolvimento das entidades, os representantes, etc. Porque não era possível que todo mundo tivesse esse direito e o produtor, não. Quantas vezes os produtores depositaram os seus grãos e depois uma empresa pediu RJ e tiveram prejuízos? A RJ foi conquistada porque se queria ter esse último recurso. Agora, esse recurso não pode ser usado como primeiro. Nós temos observado que muitos produtores, possivelmente por má orientação, estão entrando com pedidos de RJ sem ter clareza do que ela significa e dos impactos que causa. Em primeiro lugar, para si mesmos, porque ela pode levar à falência, mas também para a questão do risco sistêmico, porque, uma vez que o agente financeiro não sabe de onde vem o tiro, vem com isso o aumento de incerteza e uma restrição ainda maior creditícia, o que não é bom para ninguém. Nem para quem pede e também para quem não pede. Todos terminam sendo prejudicados pelo risco sistêmico. Então esse é um remédio que tem de ser utilizado com muita cautela. Acontece que eu estava conversando com um juiz aqui de uma vara do estado do Rio Grande do Sul para onde vai parte das RJs, e ele me disse que um percentual grande das dívidas dos produtores sequer eram passíveis de entrar dentro de uma RJ, o que suscitou uma dúvida. Se o produtor está fazendo isso, ele o faz por quê? Por que não sabe? Se não sabe, será que está recebendo a correta orientação? O fato é que a RJ é um instrumento muito pesado e de último recurso e em alguns casos, em algumas regiões, nos parece que há uma certa indústria da RJ, o que é ruim para todo o sistema, seja o financeiro ou os produtores rurais que precisam do crédito para seguir tocando para frente as suas operações. Então precisa ter prudência, cautela, saber o que está fazendo e boa orientação. Recuperações Judiciais podem, sim, ser o último recurso, mas nunca, jamais, podem ser o primeiro”. Portanto, há sim um indício de uma “indústria” gerando pedidos de recuperação judicial, porém com fortes indícios de indução a este caminho, o que com certeza prejudicará ainda mais as dificuldades de crédito desta safra.

José TejonJosé Tejon

*José Luiz Tejon é jornalista e publicitário, doutor em Educação pela Universidad de La Empresa/Uruguai e mestre em Educação Arte e História da Cultura pela Universidade Mackenzie.


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.



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Fazendeiro da Ilha do Marajó quer criar a ‘universidade do búfalo’


Celular? Videogame? Brinquedos eletrônicos? A principal diversão das crianças no município de Soure, na Ilha de Marajó (PA), é bem diferente das favoritas dos pequenos de outras partes do país: nadar em áreas alagadas ao lado de búfalos.

Elas têm a missão de adestrar os animais, ao mesmo tempo que o trabalho vira um detalhe entre saltos e mergulhos, que ajudam a amenizar o calor intenso da região.

O búfalo é o principal símbolo do Marajó, que tem o maior rebanho do país: estimativas variam entre 650 mil e 800 mil animais. A maior parte está nos municípios de Soure, Chaves e Cachoeira do Arari.

Eles estão representados em estátuas na rua, são usados para transporte, policiamento e na gastronomia, como o famoso filé mignon com queijo.

Fazenda de Búfalos na Ilha de Marajó.
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Projeto inédito sobre búfalos

A importância do animal fez a família proprietária da Fazenda e Empório Mironga planejar a criação de uma “Universidade do Búfalo”: o Centro de Estudos da Bubalinocultura.

Ainda não há previsão de implementação do projeto, mas seria o primeiro no país dedicado à pesquisa e divulgação sobre genética, manejo e aproveitamento integral do mamífero.

“Este centro não seria privilégio do veterinário ou do agrônomo, zootecnista e biólogo. Envolveria outras áreas como um tecnólogo de alimento, de turismo, medicina”, diz o fazendeiro Carlos Augusto Gouvêa, conhecido como Tonga.

Enquanto o projeto não sai do papel, a família organiza a “Vivência Mironga”, turismo pedagógico iniciado em 2017 que permite aos visitantes conhecerem o cotidiano da propriedade, a produção do queijo artesanal de leite de búfala e as práticas agroecológicas.

“Foi quando entrou o turismo e paramos de tentar essa expansão da produção. Hoje, o turismo responde por dois terços da fazenda. Em setembro, tivemos um recorde de 400 visitantes”, diz Gabriela Gouvêa, filha de Tonga e presidente da Associação dos Produtores de Leite e Queijo do Marajó (APLQM).

O queijo do Marajó tem origem secular e é feito a partir de leite cru, com técnicas passadas de geração em geração.

A luta pela legalização dessa produção foi longa e contou com a participação ativa da família, que ajudou a construir legislação sanitária específica para o queijo artesanal.

Em 2013, a queijaria da Mironga foi a primeira a obter inspeção oficial e, anos depois, o produto recebeu a Indicação Geográfica do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi).

O Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) participou do processo de diagnóstico, legalização e organização coletiva.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Culinária afetiva

O Café Dona Bila, em Soure, se tornou um ponto de encontro entre a memória afetiva e a gastronomia regional.

À frente do negócio está Lana Correia, empreendedora cearense que uniu a culinária nordestina — com cuscuz e tapioca — aos ingredientes típicos do Pará, com destaque para o queijo marajoara e a carne de búfalo.

“Comecei com delivery em 2023 e a demanda aumentou. Por isso, abri meu espaço físico. Queria que o café tivesse sabor e clima de casa”, conta Lana.

De acordo com Lana, o ambiente acolhedor e o cardápio cheio de referências familiares conquistaram moradores e turistas. Os pratos mais pedidos são a tapioca molhada (com recheios de queijo e carne), o bolo de milho cremoso e o cuscuz recheado.

A empreendedora criou dois novos pratos devido aproximação da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), que vai ser realizada em Belém, em novembro.

As receitas destacam ingredientes locais: o Cuscuz de Murrá, feito com filé de búfalo, e o Cuscuz Praia do Amor, com camarão regional e queijo do Marajó.

Lana vive em Soure há quatro anos e completou dois à frente do Café Dona Bila. Antes, trabalhou na área de educação superior, em Fortaleza e Belém, e foi no Marajó que descobriu sua paixão pela gastronomia.

“Eu cozinhava só para amigos. Aqui, descobri um talento que nem eu sabia que tinha”, diz Lana.

Ela teve o apoio do Sebrae em capacitações e articulações locais, e tem se firmado como um símbolo da nova geração de empreendedores marajoaras, mais atentos à valorização da cultura local.

Preocupações ambientais

Em contrapartida as relações culturais e econômicas históricas do búfalo no Marajó, a produção e consumo dos derivados do búfalo têm desafios ambientais para enfrentar. A redução da emissão de gases do efeito estufa é o tema principal da COP30.

O último levantamento do Sistema de Estimativas de Emissões e Remoções de Gases de Efeito Estufa (SEEG), de 2023, indica a pecuária como segunda maior emissora do país, atrás apenas das mudanças de uso da terra.

Os bovinos, categoria dos quais o búfalo faz parte, foram responsáveis por emitir 405 milhões de toneladas de dióxido de carbono equivalente (MTCO2e) nesse período.

Isso ocorre pela liberação do gás metano (CH4) durante o processo de digestão do animal. Sendo assim, talvez seja esses um dos principais quebra-cabeças a serem estudados pelo futuro Centro de Estudos da Bubalinocultura.



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AgroNewsPolítica & Agro

Silo de grãos desaba em Illinois e deixa região sem energia



Não há relatos de feridos



Foto: Reprodução – Internet

Na última quarta-feira (15), a cidade de Martinton, em Illinois (EUA), foi palco de um grave incidente com um silo de grãos que colapsou repentinamente, espalhando toneladas de grãos por uma ampla área. O acidente gerou momentos de tensão entre trabalhadores e moradores próximos.

Imagens compartilhadas nas redes sociais mostram o instante em que a estrutura cede, rachando ao meio e levantando uma grande nuvem de poeira. No topo do silo, faíscas visíveis antecedem o colapso, indicando a quebra de cabos elétricos, o que resultou em cortes de energia para centenas de pessoas.

Segundo autoridades locais, sinais de desgaste já haviam sido notados na construção, o que permitiu a evacuação dos funcionários momentos antes do desabamento. Técnicos que trabalhavam na limpeza do local perceberam uma rachadura lateral pouco antes do acidente, mas não houve tempo suficiente para conter o colapso da estrutura.

Apesar da força do impacto e dos clarões causados pela ruptura elétrica, não há relatos de feridos. 





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Qual é o maior desafio na gestão da sua propriedade rural?


Na interatividade da semana perguntamos: Qual é o maior desafio na gestão da sua propriedade rural? O resultado mostrou que o maior desafio na gestão de propriedades rurais é vender a produção com bom preço. Entre os produtores que votaram, 53% apontaram essa dificuldade como a principal no dia a dia do campo. Já 27% destacaram o controle dos custos de produção e 20% citaram o acesso a crédito e financiamento.

enquete realizada no youtube do Canal Rural

De acordo com o analista técnico do Sebrae e coordenador do projeto Agro Sebrae SC, Denilson Coelho, essa preocupação é compreensível. “A produção agrícola, em muitos casos, tem preços definidos pelo mercado, por se tratar de commodities. O produtor não consegue alterar o valor de produtos primários como soja, milho ou leite, que seguem cotações nacionais e internacionais”, explica.

Para driblar essa limitação, Denilson destaca que a estratégia está em agregar valor. “Produtos orgânicos, com rastreabilidade ou algum tipo de processamento, como transformar o leite em queijo conseguem alcançar preços mais altos e margens melhores”, pontua ele.

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Além de buscar diferenciação, o especialista aponta o papel da inovação e da gestão eficiente como aliados do produtor rural. “O programa ALI Rural pode ajudar nesse processo, pois a inovação gera diferenciação e, consequentemente, aumento de margem”, complementa.

Outro caminho é investir em produtividade. “O Sebraetec é um programa que auxilia na redução dos custos de produção, promovendo melhorias sem necessariamente elevar o preço de venda. Assim, o produtor aumenta sua rentabilidade por meio da eficiência”, explica Denilson.



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AgroNewsPolítica & Agro

TJ-GO amplia conceito de bem essencial a produtor



“A essencialidade não depende do tamanho ou do valor do bem”


“A essencialidade não depende do tamanho ou do valor do bem"
“A essencialidade não depende do tamanho ou do valor do bem” – Foto: Canva

Uma decisão recente do Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO) tem gerado repercussão no agronegócio ao impedir a retomada de pivôs de irrigação usados por uma empresa rural em recuperação judicial. O entendimento amplia o conceito de bem essencial e reforça a proteção jurídica do produtor, ao reconhecer a importância estratégica de determinados equipamentos para a continuidade da atividade agrícola.

Para o advogado André Aidar, sócio e head de Direito do Agronegócio no Lara Martins Advogados, o caso representa uma mudança de paradigma. Segundo ele, a essencialidade não depende do valor econômico, mas da função do bem na produção. “Mesmo representando menos de 1% da área, os pivôs eram vitais para manter a produtividade e a operação da empresa”, explica. A decisão, avalia, fortalece o princípio da preservação da empresa rural e a função social da propriedade.

“A essencialidade não depende do tamanho ou do valor do bem, mas do seu papel estratégico dentro da produção. Mesmo representando menos de 1% da área, os pivôs eram vitais para manter a produtividade e a continuidade da atividade”, explica.

O reflexo desse entendimento já é percebido nas renegociações de dívidas rurais. O advogado Adhemar Michelin Filho, da Michelin Sociedade de Advogados, aponta que o Judiciário tem reconhecido a vulnerabilidade do produtor frente às instituições financeiras, aplicando o Código de Defesa do Consumidor aos contratos de crédito rural. Essa interpretação exige mais transparência e equilíbrio nas operações.

“O Judiciário está mais atento à disparidade de forças entre produtor e instituição financeira. Tribunais têm reconhecido a vulnerabilidade do contratante e aplicado o Código de Defesa do Consumidor aos contratos de crédito rural, o que obriga os bancos a serem mais transparentes e diligentes”, afirma.

 





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Fertilizante à base de substâncias húmicas ganha espaço por potencial biológico e reaproveitamento de resíduos


Um fertilizante líquido formulado a partir de resíduos orgânicos tem despertado interesse por unir atributos agronômicos e ambientais. A composição à base de substâncias húmicas vegetais atua diretamente na microbiota do solo, promovendo equilíbrio radicular e podendo reduzir o uso de insumos químicos.

Substâncias húmicas e nutrição do solo

A formulação do fertilizante surgiu durante tentativas de tratamento biotecnológico de um efluente rico em compostos orgânicos — um percolado gerado a partir da decomposição de bagaço e cascas de uva. O resíduo apresentava odor forte e representava risco de contaminação ambiental, especialmente de lençóis freáticos. “Esse líquido tem um cheiro muito forte, fétido, e é um vetor de contaminação, pois polui o lençol freático. Esse foi o nosso problema inicial”, relata Rodrigo Leygue, diretor da Nubitech.

Durante o tratamento, observou-se que o material adquiria novas características: odor adocicado, pH básico e presença marcante de substâncias húmicas. “O resultado foi um líquido com odor normal, adocicado, mais próximo do café ou do chocolate do que do cheiro original, que era insuportável. E com um pH — isso é importante — básico, ou seja, não ácido”, explica.

Segundo Leygue, essa é uma distinção relevante frente aos ácidos húmicos de origem mineral. “Essa é a diferença entre substâncias húmicas de origem vegetal (básicas) e os ácidos húmicos de origem mineral (ácidos)”, afirma. Ensaios iniciais em canteiros e viveiros indicaram efeitos nutricionais consistentes, levando ao desenvolvimento de uma formulação voltada à agricultura.

Desafios normativos e ajustes na formulação

Durante o processo de desenvolvimento, o principal entrave foi a ausência de regulamentação específica. “Considerávamos esse produto um fertilizante, mas não existiam normas para registrá-lo. Tivemos que esperar cerca de quatro a cinco anos para que começassem a surgir as primeiras regulamentações”, recorda.

Para atender às exigências legais, foi necessário ajustar a composição. “O primeiro desenvolvimento foi a adição de Nitrogênio, Fósforo e Potássio para formalizá-lo como fertilizante organomineral. E assim foi registrado”, explica.

Atualmente, o produto é composto por substâncias húmicas vegetais associadas a macronutrientes. “O Potosí é um fertilizante orgânico composto líquido, especialmente constituído por substâncias húmicas de origem vegetal. Os macronutrientes que ele contém, NPK, estão ligados com a matéria orgânica da substância húmica. Isso faz com que sua eficiência nutricional seja altamente positiva”, detalha Leygue.

Atuação no solo e nas raízes

Uma das características destacadas é o modo de atuação, que difere dos fertilizantes convencionais por sua interação com o ecossistema microbiológico do solo.

“O diferencial primordial: os fertilizantes químicos não interagem com a microbiota. Não criam condições de equilíbrio entre os micro-organismos, de maneira a que a planta se sinta bem nutrida com moléculas específicas”, explica. Segundo Leygue, o produto atua na rizosfera, favorecendo o desenvolvimento de raízes mais saudáveis. “Cria condições de que os micro-organismos existentes no solo, que são os que provêm a nutrição da raiz, sejam ativados, sejam melhorados”, afirma.

Essa abordagem é considerada mais ampla e sistêmica. “Não é um elemento químico que vai entrar na nutrição, é um equilíbrio microbiano que vai condicionar a nutrição perfeita para a planta”, acrescenta.

Aplicações e versatilidade de uso

O fertilizante é recomendado para diversos tipos de cultivo — desde produção intensiva até horticultura doméstica. “Pode ser utilizado em canteiros, vasos, gramados, pastos, em termos gerais. Isso está ligado à própria condição como os vegetais surgiram no planeta: todos eles precisaram de micro-organismos na sua raiz”, afirma.

No campo, a recomendação de uso envolve três aplicações, com destaque para o momento da semeadura. “Recomendamos três aplicações. E há uma aplicação mais elaborada na hora da semeadura”, orienta.

Aspectos ambientais e potenciais de mitigação

Além do papel na nutrição vegetal, o fertilizante também apresenta benefícios ambientais. “Ele pega um resíduo contaminante — o percolado de vegetais — e transforma esse passivo ambiental em um ativo ambiental. Isso é fundamental”, avalia.

Outro aspecto citado é a possível contribuição para a captura de carbono. “Ao modificar a microbiota da planta, da raiz, ele permite a captura de gases do efeito estufa. É importantíssimo isso”, destaca.

Para Leygue, também há ganhos indiretos na redução do uso de químicos. “Pode diminuir o uso de agrotóxicos, porque a planta com uma raiz forte tem defesas naturais melhores. As grandes pragas, normalmente, afetam raízes enfraquecidas”, complementa.

O desenvolvimento de fertilizantes à base de substâncias húmicas vegetais ilustra a convergência entre biotecnologia, reaproveitamento de resíduos e agricultura de base ecológica. 

Para mais informações, clique aqui.





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Turismo rural brasileiro cresce e impulsiona seguro viagem



“O turismo rural é uma ferramenta poderosa para fortalecer comunidades locais”


"O turismo rural é uma ferramenta poderosa para fortalecer comunidades locais"
“O turismo rural é uma ferramenta poderosa para fortalecer comunidades locais” – Foto: Canva

O setor de turismo no Brasil apresentou desempenho expressivo nos últimos anos, recebendo mais de 6,6 milhões de turistas, registrando crescimento de 12,6%, gerando receitas superiores a US$ 6,6 bilhões e criando cerca de 190 mil empregos formais. O turismo rural se consolida como uma tendência de 2026, promovendo desenvolvimento sustentável em diversas regiões do país.

O segmento permite experiências autênticas e contato direto com a natureza, incluindo trilhas, passeios a cavalo e vivências na rotina do campo. Por isso, o seguro viagem se torna cada vez mais relevante, oferecendo suporte em emergências médicas, acidentes e outros imprevistos.

“O turismo rural é uma ferramenta poderosa para fortalecer comunidades locais, preservar tradições e conectar os viajantes a diferentes culturas e à natureza”, afirma o especialista Hugo Reichenbach, sócio e diretor de operações da Real Seguro Viagem, plataforma de contratação de seguro viagem.

Nesse contexto, é possível afirmar que alguns estados como Minas Gerais, São Paulo e Rio Grande do Sul destacam-se como destinos preferidos, oferecendo desde vivências tradicionais no campo até imersão em comunidades locais. A procura por seguro viagem cresce proporcionalmente ao aumento do turismo rural, garantindo segurança tanto para turistas quanto para produtores.

“Com a alta no número de visitantes e a crescente profissionalização do setor, o seguro viagem se mostra um elemento essencial para o crescimento do turismo rural brasileiro e para viajantes que buscam o melhor do campo com segurança”, conclui Reichenbach.

 





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UENP e IDR-Paraná promovem 4º Dia de Campo Orgânico e anunciam biofábrica pública


A Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP) e o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná) realizam em 7 de novembro o 4º Dia de Campo Orgânico do Norte Pioneiro, no município de Bandeirantes. O encontro reunirá produtores, pesquisadores e técnicos para apresentar soluções sustentáveis de cultivo e marcará o anúncio da primeira biofábrica pública da região, dedicada à produção de bioinsumos para a agricultura familiar.

O evento será realizado no campus Luiz Meneghel da UENP, e integra o Programa Paraná Mais Orgânico, iniciativa do Governo do Estado que orienta agricultores familiares interessados em produzir alimentos orgânicos e apoia a certificação desses produtores no Paraná.

A programação contará com sete estações de cultivo, com demonstrações práticas de hortaliças, café, milho e feijão. Além das atividades de campo, um pavilhão de expositores apresentará insumos e tecnologias permitidas na produção orgânica, aproximando produtores, pesquisadores e empresas ligadas ao setor.

A estrutura da fábrica será instalada no campus avançado Luiz Meneghel da UENP, mesmo local do evento, e deve atender gratuitamente agricultores familiares e cooperativas do Norte Pioneiro. Os produtos desenvolvidos substituem parte dos fertilizantes e defensivos químicos e reduzem custos e impactos ambientais para os produtores.

A biofábrica funcionará como um laboratório de produção de bioinsumos agrícolas, voltado à multiplicação de microrganismos que favorecem o desenvolvimento das plantas. Entre eles estão bactérias e fungos benéficos que fortalecem o solo, estimulam o crescimento das raízes e atuam no controle biológico de pragas e doenças.

A biofábrica contará com dois contêineres adaptados, equipados com laboratório de controle de qualidade, bioreatores e sistemas climatizados para produção e armazenamento de bioinsumos.

Segundo o professor Rogério Macedo, coordenador do NEAT e organizador do evento, a proposta representa um avanço técnico e social para o Norte Pioneiro. “A biofábrica será a primeira experiência pública instalada em uma universidade estadual com o objetivo de atender agricultores familiares. A cada mês será feita a distribuição de bactérias voltadas ao crescimento de raízes e ao controle biológico de pragas e doenças, beneficiando produtores atendidos pelo Programa Paraná Mais Orgânico, assentamentos e cooperativas da região”, afirmou.

O projeto é desenvolvido pela UENP, por meio do Núcleo de Estudos de Agroecologia e Territórios (NEAT) e do Centro de Agrotecnologia, em parceria com o IDR-Paraná. A iniciativa também conta com o apoio da Secretaria de Ciência e Tecnologia do Paraná (SETI), da Secretaria de Inovação e Inteligência Artificial do Estado (SEIA) e da Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP).

Serviço:

4º Dia de Campo Orgânico do Norte Pioneiro

Data: 7 de novembro de 2025, das 8h30 às 17h30

Local: UENP – Campus Luiz Meneghel, Bandeirantes (PR)

Entrada gratuita





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