sexta-feira, abril 10, 2026

Autor: Redação

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modelo brasileiro é reconhecido como boa prática pela FAO


O Programa Mais Leite Saudável (PMLS), do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), foi reconhecido oficialmente pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) como uma das boas práticas globais em transformação sustentável da pecuária. O anúncio foi feito nesta quarta-feira (15), durante o World Food Forum (WFF), realizado na sede da FAO, em Roma.

O reconhecimento faz parte das comemorações pelos 80 anos da FAO e destaca iniciativas que promovem a sustentabilidade e a inovação nos sistemas agroalimentares. O Brasil foi citado pelo protagonismo em um modelo que une incentivos fiscais, investimento privado e impacto social direto no campo.

Reconhecimento internacional à sustentabilidade do leite brasileiro

O coordenador-geral de Produção Animal do Mapa, Bruno Leite, destacou que o programa se consolidou como um mecanismo efetivo de financiamento da transformação sustentável da pecuária de leite.

“Muito se discute sobre como financiar a transformação sustentável da pecuária. No Brasil, o Programa Mais Leite Saudável, com seu desenho inovador que alinha recursos públicos e privados, se mostra como um sólido mecanismo para financiar a sustentabilidade da cadeia produtiva do leite”, afirmou Leite.

Ele também sugeriu que o modelo brasileiro possa inspirar outras cadeias produtivas. “Quem sabe não possamos expandir esse formato para outros setores do agro?”, completou.

Foto: Mapa/divulgação

Como funciona o Programa Mais Leite Saudável

Criado em 2015, o Programa Mais Leite Saudável incentiva indústrias e cooperativas do setor lácteo a investirem na melhoria da qualidade do leite e na capacitação dos produtores rurais.

Por meio do programa, as empresas podem utilizar créditos presumidos de PIS/Pasep e Cofins em projetos de assistência técnica, inovação e sustentabilidade. Essa estrutura de incentivo combina investimento privado e estímulo público, fortalecendo a base produtiva da pecuária leiteira.

Desde sua criação, o PMLS já beneficiou mais de 185 mil produtores em mais de 3 mil municípios brasileiros, com 2 mil projetos aprovados e cerca de 900 empresas participantes.

Os resultados incluem:

  • aumento da produtividade nas propriedades leiteiras;
  • melhoria da qualidade do leite;
  • fortalecimento da renda e da inclusão produtiva de pequenos e médios produtores;
  • ampliação da adoção de práticas sustentáveis no campo.

Impacto econômico e social no campo

O programa tem contribuído para tornar o leite brasileiro mais competitivo, ao mesmo tempo em que reforça a responsabilidade ambiental e social da cadeia produtiva.

Ao aproximar políticas públicas do investimento privado, o PMLS se tornou referência internacional em políticas de sustentabilidade aplicada ao agronegócio. O reconhecimento da FAO consolida o Brasil como líder na promoção de uma pecuária mais eficiente, sustentável e inclusiva.

FAO e o World Food Forum

O World Food Forum (WFF) é um evento anual organizado pela FAO que reúne governos, instituições de pesquisa e líderes do setor agroalimentar para discutir soluções para os desafios globais da produção de alimentos. Em 2025, o encontro celebrou os 80 anos da criação da FAO, reforçando o papel da ciência e da inovação como pilares para uma alimentação saudável e sustentável.

Mais informações sobre o programa podem ser acessadas no portal do Mapa e sobre o reconhecimento no site da FAO.



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Agro é responsável por quase 30% da energia elétrica nacional



Cada vez mais o agronegócio vem participando da matriz energética brasileira. Atualmente essa quase um terço de toda a energia ofertada no País é proveniente do agro. Segundo estudo do Observatório de Bioeconomia da Fundação Getulio Vargas (FGV), divulgado em maio com base no Balanço Energético Nacional (BEN), recursos provenientes de atividades agropecuárias totalizaram 29,1% da energia usada no Brasil em 2023. Entre as principais fontes estão a biomassa da cana-de-açúcar, o etanol e o biodiesel.

Quando considerada apenas a parcela renovável da matriz, que é a energia gerada a partir de recursos naturais que se regeneram continuamente, o percentual de participação do agro sobe para 60%. Os outros 40% englobam a energia hidrelétrica (24,02%), eólica (5,24%), solar (3,46%%), lenha de vegetação natural (6,98%) e biogás proveniente de resíduos não agrícolas como o lixo doméstico (0,22%).

Em Fortaleza, a Embrapa e a Universidade Federal do Ceará (UFC) criaram um sistema para transformar em biogás frutas e verduras destinadas ao descarte. Em Santiago (RS), está sendo construída a primeira usina de etanol de trigo do país. Ela terá capacidade para processar cem toneladas do cereal por dia e produzir até 12 milhões de litros de etanol hidratado por ano. Primeira usina de etanol de trigo do país, pode produzir até 40 mil litros por dia. Dessa forma, as iniciativas que ampliam e diversificam as fontes de geração impulsionam esse protagonismo do agro.

O sistema desenvolvido pela Embrapa e pela Universidade Federal do Ceará, que transforma frutas e verduras impróprias para consumo em biogás já está em operação. O modelo usa reatores anaeróbicos e gera de 40 a 60 litros de biogás por quilo de matéria-prima, segundo o pesquisador Renato Leitão. Os testes ocorreram ao longo de cinco anos em parceria com a Ceasa de Fortaleza, que descarta de 17 a 25 toneladas de alimentos por dia,

O sistema, ainda em fase experimental, pode ser expandido para as 57 Centrais de Abastecimento do País e packing houses. Assim, pode ajudar a combater o desperdício, que chega a 42% da produção brasileira, segundo a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO).

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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AgroNewsPolítica & Agro

Grãos em alta em Chicago impulsionam otimismo


As principais commodities agrícolas iniciaram a quinta-feira (17) em alta na Bolsa de Chicago, impulsionadas por demanda doméstica e externa, e por um dólar mais fraco no mercado internacional. As informações são da TF Agroeconômica, que destacou o avanço conjunto da soja, do milho e do trigo, acompanhando a recuperação das commodities após recentes quedas.

A soja foi o destaque do dia, com o contrato novembro/25 subindo para US$ 1.014,75 por bushel (+4,00) e o maio/26 cotado a US$ 1.061,50 (+3,00). No Brasil, o indicador CEPEA registrou leve queda diária de 0,20% no Paraná, a R$ 132,96 por saca, enquanto em Paranaguá ficou em R$ 138,17. A China realizou sua primeira compra de soja brasileira após o feriado da Semana Dourada, mas a demanda segue fraca, mesmo com a necessidade de até 9 milhões de toneladas nos próximos meses.

O milho também apresentou firmeza, com o contrato dezembro/25 em US$ 424,00 (+2,25) e julho/26 em US$ 451,75 (+2,25). Na B3, os preços avançaram para R$ 67,93 em novembro/25 (+0,42%). As incertezas sobre a produtividade final da safra norte-americana, atrasada pelas chuvas no Cinturão do Milho, e a boa demanda brasileira por exportação e etanol sustentaram as cotações.

Já o trigo se recuperou levemente após registrar mínimas recentes, fechando dezembro/25 a US$ 502,75 (+0,25). No Brasil, os preços seguem pressionados pela colheita, com o CEPEA apontando R$ 1.207,95 no Paraná (-1,96%) e R$ 1.116,48 no Rio Grande do Sul (-0,63%). Segundo a TF Agroeconômica, agricultores norte-americanos têm segurado a oferta diante da rentabilidade reduzida, o que também contribui para o movimento altista em Chicago.

 





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BNDES aprova R$ 1,7 bilhão para exportação de jatos da Embraer aos Estados Unidos



O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou um financiamento de R$ 1,7 bilhão para apoiar a exportação de 13 aeronaves Embraer E-175 destinadas à companhia aérea norte-americana SkyWest Airlines. A operação será conduzida pelo BNDES Exim Pós-Embarque, linha de crédito voltada à promoção das exportações brasileiras de alto valor agregado.

As entregas dos jatos estão previstas entre o quarto trimestre de 2025 e o fim de 2026. A SkyWest, principal cliente da Embraer nos últimos anos, é também a maior operadora mundial do modelo E-175, com 265 aeronaves em operação — número que deve chegar a 279 unidades até o fim de 2026.

Impulso à indústria aeronáutica brasileira

Segundo o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, o apoio à Embraer reforça o papel estratégico do banco no fortalecimento da indústria nacional e na competitividade do Brasil no mercado global.

“O BNDES tem um papel fundamental na promoção da competitividade da indústria brasileira no mercado global. E a Embraer é resultado dessa atuação do Banco, que permitiu que a empresa alcançasse uma presença importante em vários países, sobretudo no mercado norte-americano”, afirmou Mercadante.

Desde 1997, o BNDES já financiou US$ 26,7 bilhões em exportações de mais de 1.350 aeronaves da Embraer, garantindo à fabricante brasileira condições equivalentes às de concorrentes internacionais.

O financiamento à SkyWest será pago em dólares, gerando divisas e contribuindo para o fortalecimento da balança comercial brasileira.

Parceria estratégica com impacto global

Para o presidente e CEO da Embraer, Francisco Gomes Neto, a parceria com o BNDES tem sido decisiva para expandir a presença da empresa em mercados estratégicos, como os Estados Unidos, e sustentar uma cadeia de fornecimento altamente tecnológica no país.

“O BNDES tem sido um parceiro muito importante no fortalecimento de nossa posição global e de toda a cadeia de fornecimento envolvida na produção de nossos jatos. O apoio para expandir nossa atuação em um mercado tão relevante quanto o norte-americano é ainda mais estratégico”, destacou o executivo.

Ele também ressaltou que a operação beneficia o segmento de aviação regional dos Estados Unidos, área na qual a Embraer é líder, fornecendo aeronaves utilizadas em rotas de alta conectividade e curtas distâncias.

Crédito à exportação e competitividade

O crédito à exportação é uma ferramenta essencial para equilibrar as condições de competição no setor aeronáutico global. Países com fabricantes de jatos de ponta, como Estados Unidos, França e Canadá, mantêm bancos de desenvolvimento e agências de crédito à exportação (Export Credit Agencies) que financiam suas empresas de forma contínua.

No Brasil, essa função é desempenhada pelo BNDES, que permite à Embraer disputar espaço em igualdade de condições com fabricantes como Boeing, Airbus e Bombardier.

SkyWest Airlines: maior cliente da Embraer

A SkyWest Airlines, subsidiária integral da SkyWest, Inc. (Nasdaq: SKYW), opera em parceria com grandes companhias como United Airlines, Delta Air Lines, American Airlines e Alaska Airlines. Em 2024, a companhia transportou 42 milhões de passageiros e opera quase 500 aeronaves, conectando mais de 250 destinos na América do Norte.

Embraer: líder global em jatos regionais

Fundada em 1969, a Embraer é uma das maiores fabricantes de aeronaves do mundo e a principal exportadora de bens de alto valor agregado do Brasil. A empresa já entregou mais de 9 mil aviões, utilizados em aviação comercial, executiva, defesa e agrícola.

Em média, a cada 10 segundos um avião da Embraer decola em algum lugar do planeta, transportando mais de 150 milhões de passageiros por ano. Líder na produção de jatos de até 150 assentos, a companhia mantém unidades industriais, centros de serviço e escritórios nas Américas, África, Ásia e Europa.

O novo contrato com a SkyWest reforça a posição da Embraer como símbolo da engenharia brasileira no mercado internacional e consolida o papel do BNDES como motor da competitividade e da inovação industrial do país.


Sugestões de título

  1. BNDES libera R$ 1,7 bilhão para exportação de jatos da Embraer aos EUA
  2. Embraer exportará 13 aeronaves E-175 para a SkyWest com apoio do BNDES
  3. BNDES financia R$ 1,7 bilhão em novos jatos da Embraer para companhia dos EUA
  4. Parceria entre BNDES e Embraer impulsiona exportação de aeronaves brasileiras
  5. Financiamento do BNDES fortalece presença global da Embraer no mercado dos EUA

Sugestões de linha fina

  1. Banco financiará exportação de 13 aeronaves E-175 para a SkyWest Airlines, maior operadora mundial do modelo.
  2. Operação de R$ 1,7 bilhão reforça competitividade da indústria aeronáutica brasileira.
  3. Acordo com a SkyWest amplia exportações e fortalece a balança comercial do Brasil.
  4. Embraer e BNDES consolidam parceria que impulsiona o setor aeroespacial brasileiro.
  5. Financiamento garante presença global da Embraer e amplia divisas para o país.



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Manejo com cercas melhora produção e bem-estar animal na pecuária leiteira



O uso planejado de cercas está transformando a pecuária leiteira brasileira e pode contribuir para o aumento da produtividade e do bem-estar animal. Com estruturas bem planejadas, é possível organizar a alternância de animais, preservar a qualidade da forragem e otimizar o aproveitamento das áreas de alimentação. Esse foi o tema do Raio-x da Pecuária desta semana, quadro do telejornal Mercado & Companhia.

Segundo Vanessa Amorim, analista de mercado da Belgo Arames, o manejo rotacionado é uma das práticas simples que têm garantido ganhos consistentes aos produtores. “Muitas vezes o aumento da produção está ligado a ações básicas, como a divisão correta do pasto e o uso de cercas bem planejadas. Isso intensifica a produção e ajuda a aumentar a renda na atividade”, explica.

Manejo rotacionado e qualidade do leite

A especialista destaca que o manejo rotacionado evita tanto o sobrepastejo quanto o subpastejo, permitindo que os animais mantenham uma nutrição adequada. “Quando o gado se alimenta de forma equilibrada, o leite apresenta mais proteína e sólidos totais, o que melhora o rendimento industrial”, afirma.

Além disso, o sistema contribui para a saúde e o bem-estar do rebanho, preservando a sustentabilidade econômica das propriedades.

Cercas elétricas ganham espaço

De acordo com a analista, não existe um único modelo ideal de cerca e o tipo deve ser definido conforme o sistema de produção. “Temos sistemas confinados, intensivos e semi-intensivos. Mas as cercas elétricas estão ganhando destaque pela mobilidade e pelo custo-benefício”, afirma.

O uso de cercas elétricas permite ajustar o tamanho dos piquetes conforme a lotação animal e a disponibilidade de forragem, facilitando o pastejo rotacionado. “Elas podem ser realocadas com facilidade e se adaptam bem tanto em sistemas a pasto quanto nos confinados”, completa.



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AgroNewsPolítica & Agro

“A agricultura não pode ficar à mercê do clima”, diz Gilberto Cunha


O 23º Congresso Brasileiro de Agrometeorologia, realizado em 2025, reuniu especialistas para discutir os desafios impostos pelas mudanças climáticas à agricultura. O encontro se consolida como um dos mais importantes espaços de diálogo entre ciência, tecnologia e campo, abordando de forma direta a necessidade de construir resiliência climática e apoiar a tomada de decisões estratégicas no agronegócio.

Segundo Gilberto Cunha, Presidente da Comissão Científica, o evento chega em um momento importante para o setor. “O Congresso é fundamental porque traz as grandes questões que hoje afetam a agricultura mundial, e em particular a brasileira. O Rio Grande do Sul é um exemplo disso. Nos últimos cinco anos, o estado enfrentou inundações e estiagens severas, que trouxeram muitos prejuízos para a agricultura gaúcha”, destacou.

O tema central desta edição — a construção da resiliência climática via o suporte à tomada de decisões — reflete a urgência de um novo olhar sobre a agricultura diante das emergências climáticas globais. Para Gilberto, o Brasil precisa avançar em soluções práticas que combinem informação meteorológica, manejo agrícola e gestão de riscos.

“Não podemos mais ignorar que as anomalias climáticas extremas estão mais severas e mais frequentes. Esse Congresso trata exatamente disso: como usar a tecnologia a favor da agricultura brasileira”, explicou.

Durante o evento, painéis especiais abordaram as enchentes de 2024, que atingiram fortemente o Rio Grande do Sul. As discussões buscaram apontar caminhos técnicos e políticos para evitar que tragédias climáticas voltem a comprometer a produção rural.

“Não há uma medida única para lidar com riscos climáticos. É uma solução integrada, que passa pela mitigação, transferência e acompanhamento dos riscos. A agrometeorologia tem muitas respostas e faz parte da solução para os desafios climáticos na agricultura”, reforçou Gilberto.

Entre os exemplos citados pelo especialista está o manejo do trigo, cultura de destaque no sul do país. Ele explica que o excesso de chuva na primavera é o principal obstáculo à produção. “O maior problema do trigo no Sul é o excesso de umidade, especialmente entre setembro e novembro, que favorece doenças de espiga, de difícil controle. Diferente do Cerrado, onde o desafio é a falta de água, aqui as chuvas em excesso são o grande inimigo”, observou.

Apesar das dificuldades, Gilberto ressalta que os avanços tecnológicos têm garantido boas produtividades, mesmo em condições adversas. “A tecnologia de produção de trigo, seja em genética ou em manejo de cultura, melhorou muito nos últimos anos. Hoje se consegue boas produtividades, mesmo em situações inóspitas. É claro que não há milagre, mas há uma evolução significativa”, afirmou.

Para além da ciência, Cunha defende que é preciso fortalecer as políticas públicas de seguro rural, ferramenta essencial para reduzir o impacto dos riscos climáticos sobre os produtores.

“O Brasil precisa ampliar a indústria do seguro rural. Ainda é uma prática incipiente, mas é um mecanismo de transferência de risco. Já tivemos momentos melhores, mas precisamos evoluir e ampliar a base de produtores segurados. A agricultura é uma atividade de grandes investimentos e não pode ficar à mercê do clima”, avaliou.

Gilberto conclui reforçando que o uso da informação meteorológica associada ao manejo das culturas é indispensável para o futuro da agricultura. “A agricultura não pode prescindir do bom uso da informação meteorológica. Ela é essencial para o planejamento e para reduzir os impactos das variações do clima sobre a produtividade”, finalizou.


O Congresso Brasileiro de Agrometeorologia de 2025 consolida-se, assim, como um fórum de diálogo e inovação, reunindo ciência, políticas públicas e prática de campo em busca de um mesmo objetivo: garantir um futuro mais sustentável e resiliente para a agricultura brasileira.





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Chuvas favorecem plantio do milho 1ª safra, mas frente fria exige atenção



As lavouras de milho da primeira safra mostram bom desenvolvimento neste início de outubro. Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), os produtores já semearam 31,2% das áreas previstas. O ritmo supera o do mesmo período do ano passado e a média dos últimos cinco anos.

O meteorologista do Canal Rural, Arthur Müller, destaca que o clima tem favorecido o avanço da safra, principalmente no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina. Enquanto os gaúchos já plantaram 83% da área com o cereal, Santa Catarina tem 72% das lavouras implantadas.

Na região Sul, que concentra os principais produtores do cereal, apenas o Paraná ainda enfrenta dificuldades. “No norte do estado, as lavouras vinham sofrendo com as altas temperaturas e a falta de chuva, mas as precipitações dos últimos dias devem reverter o quadro”, afirma Müller.

Previsão para os próximos dias

Para as outras regiões, o meteorologista prevê que a chuva também deve chegar ao Sudeste, parte do Centro-Oeste e até o interior do Matopiba. Segundo Müller, o cenário vai ajudar o produtor a avançar com os trabalhos de campo.

Para a segunda metade de outubro, entretanto, a tendência é de que as chuvas se concentrem em certas regiões.

“Em São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Goiás — regiões que estão iniciando a semeadura do milho, as precipitações previstas devem favorecer bastante o plantio. No Matopiba, as chuvas devem chegar entre segunda e terça-feira, com acumulados de 20 a 30 milímetros”, afirma.

Nos dois estados do Sudeste, o plantio deve avançar a partir da metade da próxima semana, quando as mínimas voltam a ficar acima de 15°C. No Centro-Oeste, especialmente em Goiás, o frio não será intenso, e as chuvas devem ocorrer de forma mais regular, permitindo o avanço dos trabalhos em campo sem grandes riscos.

Pontos de atenção no plantio

Müller alerta que o produtor de milho deve redobrar a atenção com as mudanças de temperatura após as chuvas. A massa de ar frio prevista para a próxima semana pode derrubar as mínimas no Sul para abaixo de 10°C e deixar São Paulo e Minas Gerais com temperaturas entre 13°C e 14°C. O risco de geada, porém, está descartado.

Segundo o meteorologista, o solo mais frio dificulta a germinação das sementes e pode atrasar o início do plantio. “O ideal é esperar o aquecimento do solo antes de avançar com a semeadura. Essa recuperação deve ocorrer entre quinta e sexta-feira da próxima semana”, orienta.

No Sul, a recomendação é aguardar a elevação da temperatura, já que o solo está úmido e as chuvas devem voltar na última semana de outubro. O frio ainda predomina até o fim do mês e pode comprometer a germinação do milho.



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EUA, Irã, Santa Lúcia e Uruguai abrem mercados a produtos do Brasil



O Brasil poderá exportar produtos agropecuários para novos mercados, informaram o Ministério da Agricultura e Relações Exteriores, em nota conjunta. As aberturas envolvem alimentos para cães, sementes, carnes e mudas para Estados Unidos, Irã, Santa Lúcia e Uruguai.

“O governo brasileiro concluiu negociações sanitárias e fitossanitárias com quatro países, que resultaram em nove novas aberturas de mercado para o agronegócio brasileiro”, destacaram as pastas.

Os Estados Unidos autorizaram a entrada de alimentos para cães com origem vegetal do Brasil. O Irã deu aval para importação de sementes de abobrinha e sementes de melancia brasileiros.

Para Santa Lúcia, ilha da Comunidade do Caribe, o país poderá exportar carne de aves e seus produtos, carne suína e seus produtos, bem como carne bovina e seus produtos. No Uruguai, as autoridades locais liberaram as exportações brasileiras de mudas de eucalipto, mudas de oliveira e plantas ora-pro-nóbis.

No ano, o país acumula 153 aberturas de mercado para o agronegócio nacional.



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Embrapa desenvolve ferramenta de IA para combate de verminose em ovinos



Uma nova ferramenta desenvolvida pela Embrapa em parceria com a Universidade Federal do Ceará (UFC) pode auxiliar os produtores de ovinos no controle da verminose. A doença pode chegar a provocar 30% de mortalidade dos animais infectados. O StopVerme já está disponível para celulares de usuários do sistema Android.

A ferramenta auxilia o produtor a identificar quais animais realmente necessitam de vermifugação. Para isso, ela analisa imagens da mucosa ocular do animal, captadas pela câmera do celular, e identifica se existe um grau avançado de anemia, um dos principais sintomas de infecção parasitária.

Como funciona o aplicativo

Segundo o pesquisador Marcel Teixeira, da Embrapa Caprinos e Ovinos (CE), e que integrou a equipe que desenvolveu o aplicativo, o StopVerme opera de forma semelhante à técnica tradicional de exame da coloração da mucosa ocular por meio do cartão Famacha. A diferença está, especialmente, no uso de inteligência artificial para análise das imagens e potencial para resolver dois problemas: a baixa disponibilidade desse cartão no Brasil e possíveis erros de leitura da mucosa causados pela subjetividade do manejador.

“Buscamos minimizar, com o aplicativo, a questão da subjetividade do olho humano. A inteligência artificial tem a vantagem de aprender com novos dados. Com isso, a cada captura de imagem, ela vai se aperfeiçoando. A gente espera que a acurácia e a sensibilidade do método sejam, com o tempo, melhoradas. E ele estará disponível com instruções, tutoriais, informações para facilitar seu uso”, destaca o pesquisador.

Para Teixeira, o aplicativo pode ainda, colaborar, de forma mais efetiva, com a seleção dos animais que realmente necessitam de vermifugação. Isso deve evitar a prática de aplicação indiscriminada desses medicamentos em todo o rebanho, o que pode favorecer a resistência dos parasitas aos vermífugos. “O nosso objetivo no desenvolvimento da ferramenta é massificar um controle seletivo, reduzir o uso das drogas no tratamento e evitar esses problemas com resistência”, conta o cientista.

O pesquisador da Embrapa Selmo Alves, que também integrou a equipe, ressalta que essa primeira versão do aplicativo contou com estratégias para garantir boa acurácia. Uma dessas foi a comparação das leituras de mucosa realizadas com exames de sangue dos mesmos animais. Com isso, foi possível verificar se os graus de anemia eram, de fato compatíveis.

Maior praticidade

Também foi observado o envolvimento de extensionistas e agricultores nos testes preliminares do manuseio do aplicativo. “Na última fase, estivemos em 65 propriedades, incluindo animais de diferentes raças ovinas, como Somalis, Santa Inês e mestiços, incluindo em torno de 35 a 40 técnicos, além de alguns produtores na atividade. Essas pessoas testaram o aplicativo e o consideraram de uma aplicabilidade e facilidade muito grande”, destaca Alves.

Uma dessas usuárias dos testes preliminares foi Helena Oliveira, médica-veterinária da Secretaria de Agricultura, Meio Ambiente e Recursos Hídricos de Uruoca (CE). Helena confirmou a percepção de facilidade de acesso às funcionalidades do StopVerme. “A impressão que tive é de que o aplicativo é extremamente fácil de utilizar, tanto para os técnicos quanto para os produtores. Sua proposta é ser simples e prático, com uma interface que facilita a compreensão, até mesmo para aqueles que não possuem familiaridade com a leitura”, avalia ela.

A médica-veterinária acredita que o StopVerme trará contribuição relevante para as rotinas no campo. “Com frequência, observamos animais debilitados em consequência de verminoses, enquanto muitos produtores desconhecem a real causa dessa condição e, principalmente, como seria simples preveni-la e tratá-la. O aplicativo proporcionará ao produtor o conhecimento necessário para identificar quando um animal precisa ser vermifugado, evitando que chegue a um estado debilitado. Dessa forma, contribuirá não apenas para a saúde dos animais, mas também para a melhoria da eficiência e dos resultados na produção”, acredita Oliveira.

Inteligência artificial em favor da sanidade dos rebanhos

O trabalho de desenvolvimento de software do StopVerme foi coordenado pelo professor Iális Cavalcante Júnior, do campus Sobral da UFC, com apoio de estudantes do curso de Engenharia da Computação. De acordo com ele, a ferramenta conta com as possibilidades de aprendizado de inteligência artificial para reconhecimento de imagens compatíveis com a anemia.

“Trata-se de um algoritmo que tende a aprender alguns padrões de imagens para esse aprendizado, associando aos resultados dos exames de sangue dos animais. Hoje o aplicativo entende e reconhece quando a imagem da mucosa ocular se aproxima de um animal doente ou de um animal com saúde”, diz o professor.

Segundo Cavalcante, uma das vantagens desse aprendizado da IA é que a acurácia da ferramenta poderá ser aprimorada a partir do próprio uso do aplicativo, com as imagens e informações inseridas pelos usuários. “As futuras versões poderão vir com este aprimoramento, agregando também as imagens captadas pelos produtores rurais. O modelo também vai aprender os novos padrões de imagens para ser mais eficiente”, conta ele.

O professor avalia que as funcionalidades do StopVerme poderão favorecer desde a coleta de informações úteis em maior escala, até a rotina dos manejos nas propriedades rurais. “Quando o usuário entender as funcionalidades, ele vai poder inserir dados como os vermífugos que ele usa, associar à condição do animal e ter respostas mais rápidas. Agiliza também as análises, porque o criador não precisa ficar muito tempo com os animais contidos”, exemplifica o professor.

Os pesquisadores da Embrapa destacam também o potencial da ferramenta em contribuir com outras estratégias de manejo para controle de verminose e para o fornecimento de informações como insumos de políticas públicas para sanidade dos rebanhos no Brasil.

Teixeira conta que esse trabalho seletivo para vermifugação é uma etapa do controle integrado de verminose. Este envolve uma série de outras medidas de manejo em uma estratégia mais ampla. “O aplicativo é uma ferramenta a mais, mas, quando a gente se baseia na anemia, estamos falando de um único verme que causa o problema, o Haemonchus contortus, e isso não exclui a necessidade de um técnico avaliar a possibilidade de outros vermes estarem atacando este animal. Às vezes o animal está com uma mucosa de boa coloração, mas está com diarreia ou perdendo peso”, pondera o pesquisador da Embrapa. “Em todo caso, achamos que o aplicativo vai ter alto impacto, porque 90% da carga parasitária nos animais, normalmente se trata do Haemonchus, ele é nosso principal problema”, esclarece.

Segundo o pesquisador, algumas das funcionalidades permitirão dados úteis para pesquisas e, possivelmente, para estratégias que podem integrar as políticas sanitárias. “Poderemos mapear o uso do aplicativo e saber em quais locais estamos encontrando maiores níveis de anemia, onde estes animais estão recebendo mais vermífugos, quais vermífugos são utilizados. São dados que podem servir para planejamentos futuros e novas políticas públicas”, acrescenta Teixeira. “O aplicativo poderá ser uma ferramenta dentro de um plano sanitário de controle em que outras doenças infecciosas também podem estar presentes”, endossa Selmo Alves.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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EUA compraram equivalente a US$ 339 milhões em pesos argentinos entre 9 e 15 de outubro



A consultoria econômica argentina 1816 acredita que, entre 9 e 15 de outubro, o Tesouro dos EUA comprou pesos equivalentes a cerca de US$ 339 milhões.

Para a Associated Press, o titular da consultoria LP Consulting, Leonardo Piazza, afirma que, na Argentina, todos os atores econômicos estão comprando dólares ou ativos atrelados ao dólar, enquanto o número um das finanças internacionais, que fabrica dólares, está comprando pesos.

Hoje, o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, confirmou a compra de pesos “nos mercados à vista” e no “Blue Chip Swap”, que reflete a taxa de câmbio a partir de operações de compra e venda de títulos ou ações.



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