quinta-feira, abril 9, 2026

Autor: Redação

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‘Meus pais me ensinaram a amar o que a gente faz’, diz jovem produtor do RS



No coração do território gaúcho, em Vila Flores (RS), o jovem Gleison Agnol, de apenas 24 anos, prova que o futuro da suinocultura e da avicultura está em boas mãos. Desde pequeno, ele cresceu em meio aos animais, acompanhando de perto o trabalho dos pais na propriedade da família. Hoje, Gleison comanda uma parte essencial da produção, mostrando que é possível crescer, inovar e prosperar sem deixar o campo.

“Eu sempre gostei de ajudar, de estar no meio dos animais aqui no interior. É muito bom”, conta. A família tem tradição de mais de 30 anos na avicultura, que começou com um aviário manual de 50 metros e evoluiu para uma estrutura de 100 metros totalmente automatizada. Além das aves e do leite, foi a suinocultura que despertou o desejo do jovem em seguir carreira no agro.

Suinocultura moderna com gestão familiar

O ponto de virada veio em 2016, quando Gleison decidiu investir em duas creches de suínos climatizadas, com capacidade para 1.750 leitões cada. “Na época, a gente ia fazer o sistema convencional, mas a empresa apresentou um novo projeto climatizado. Fomos um dos primeiros da região a investir nessa tecnologia, e não me arrependo”, afirma.

A automatização reduziu a necessidade de mão de obra e facilitou o manejo diário. “O sistema climatizado deixa tudo mais prático. A gente programa o controlador e ele faz os ajustes sozinho”, afirma. Hoje, a granja opera com eficiência e bem-estar animal, garantindo conforto térmico e produtividade.

A rotina é dividida entre os membros da família: o pai cuida dos aviários, a mãe das vacas leiteiras e Gleison responde pela suinocultura. “Quando tem muito serviço, a gente se ajuda. Mas no dia a dia, eu me viro tranquilo. É gratificante trabalhar aqui e ver o resultado do nosso esforço”, destaca.

Jovens que acreditam no futuro do campo

A história de Gleison reflete o perfil da nova geração rural: jovens que valorizam o legado dos pais, mas investem em tecnologia e conhecimento para tornar o trabalho mais eficiente. “Meus pais me ensinaram a amar o que a gente faz. Eu nunca me vi trabalhando numa empresa na cidade. Aqui a gente trabalha muito, mas com orgulho”, afirma.

Nos últimos oito anos, o jovem produtor acumulou conquistas e aprendizados. “A suinocultura dá um bom retorno. Depois que começamos, conseguimos realizar muitos sonhos. O campo oferece oportunidades para quem se dedica e gosta do que faz”, diz.

Para ele, ficar no campo é sinônimo de realização pessoal e profissional. “Os jovens que gostam da vida no interior deveriam apostar nisso. O retorno vem, e a satisfação de ver tudo crescendo é enorme”, conclui.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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o segredo da imunidade e do bom desempenho das aves



A nutrição das aves é um dos pilares da eficiência produtiva na avicultura moderna. Mais do que garantir o ganho de peso, uma dieta bem formulada fortalece o intestino, melhora a imunidade e reduz a ocorrência de doenças no plantel. “A saúde intestinal é a base para uma boa imunidade. É ali que tudo começa”, destaca Wanderlei Quintero, diretor da Facta e especialista em nutrição animal.

Segundo o pesquisador, o intestino das aves desempenha papel central na defesa do organismo, diferente do que ocorre em outros mamíferos. “Grande parte da imunidade da ave está concentrada no intestino. Quando ele está saudável, o sistema imune trabalha com equilíbrio, sem sobrecarga”, afirma.

Esse equilíbrio começa na formulação da ração. Proteínas, carboidratos, vitaminas e minerais precisam estar em proporções adequadas, e a qualidade dos grãos é determinante. “A ração é praticamente feita de milho e farelo de soja, mas o segredo está nos detalhes — como o uso correto do premix vitamínico e mineral, que é essencial para o desenvolvimento e a saúde intestinal”, reforça Quintero.

Nutrição de precisão: o alimento certo em cada fase da ave

Cada fase de vida da ave exige uma dieta funcional específica, voltada ao desenvolvimento entérico e imunológico. O erro de fornecer a mesma ração para diferentes idades pode comprometer o crescimento e gerar perdas. “Não dá para oferecer o mesmo alimento a um pintinho e a uma galinha de corte. Cada lote tem suas necessidades e deve ser tratado como único”, alerta o especialista.

Além da formulação, o manejo alimentar também é decisivo. O ambiente influencia diretamente o consumo das aves, principalmente em épocas de calor intenso. “Se a ave para de comer, a saúde intestinal é prejudicada. O intestino perde equilíbrio, a cama fica úmida e a imunidade cai”, afirma. Por isso, manejar cortinas, temperatura e horários de arraçoamento é tão importante quanto a nutrição em si.

Outro fator relevante é o controle de estressores ambientais, como variações de temperatura, ruídos ou movimentação excessiva dentro dos galpões. Esses fatores podem afetar o apetite e a digestão, comprometendo o desempenho do lote. “A nutrição e o manejo caminham juntos para garantir aves mais saudáveis”, complementa.

Imunonutrição: alimentação que fortalece as defesas

Um conceito cada vez mais presente no campo é o de imunonutrição — o uso da dieta para modular o sistema imunológico das aves. A prática consiste em incluir nutrientes e aditivos capazes de estimular naturalmente as defesas do organismo, reduzindo a dependência de medicamentos.

“Da mesma forma que nós, seres humanos, fortalecemos a imunidade com alimentos ricos em nutrientes, as aves também podem receber rações com ingredientes funcionais que aumentam a resistência às doenças”, explica o especialista. Aminoácidos, vitaminas e minerais equilibrados, aliados a probióticos e prebióticos, são alguns dos aliados desse processo.

A imunonutrição também contribui para a sustentabilidade da produção, já que permite reduzir o uso de antibióticos promotores de crescimento, uma exigência crescente do mercado internacional. “A ave bem alimentada é mais resistente, cresce melhor e entrega uma carne de qualidade superior, o que reflete diretamente na segurança alimentar do consumidor”, destaca Quintero.

O futuro da alimentação animal é funcional e sustentável

Com o avanço da nutrição de precisão, o setor avícola tem investido cada vez mais em pesquisa e tecnologia para formular rações que atendam às necessidades exatas de cada fase da ave, reduzindo desperdícios e melhorando o desempenho zootécnico.

“A alimentação funcional é o caminho. Através dela, conseguimos aves mais fortes, menos doentes e com melhor conversão alimentar. É eficiência com responsabilidade”, conclui o diretor da Facta.

No campo e na indústria, a lição é clara: nutrir bem é prevenir melhor. E no caso dos frangos, o equilíbrio começa onde tudo acontece — no intestino.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Avicultura transforma história de família em São Paulo



A avicultura transformou a história da família Gerotto, em Mirassol (SP). O que começou como uma aposta ousada de diversificação dos negócios virou um exemplo de planejamento, inovação e sucessão familiar no campo. Tradicional empresário dos setores de construção civil e metalurgia, seu Gerotto enxergou na produção de frangos uma oportunidade de estabilidade e crescimento sustentável.

Com o apoio direto do filho João Vitor, o projeto ganhou corpo. Hoje, já são 13 aviários em funcionamento e nove em construção, com previsão de chegar a 22 unidades até 2028. Uma jornada que começou em 2020 e rapidamente se tornou o principal foco da família. “Quando vi o potencial da avicultura, percebi que ali tinha uma grande oportunidade”, recorda seu Gerotto.

A primeira granja foi erguida em ritmo acelerado e com envolvimento total do empresário. “Eu gosto de trabalhar junto. Não sou de só olhar. Gosto de meter a mão também”, conta. O entusiasmo contagiou toda a família — a esposa e os filhos participaram ativamente nas etapas iniciais, inclusive no descarregamento dos pintinhos.

O maior desafio veio logo na construção do primeiro núcleo, devido ao terreno irregular da região. “A terraplanagem foi uma das partes mais difíceis, mas a gente superou juntos”, relembra. O esforço deu resultado: hoje, a estrutura moderna e totalmente climatizada abriga 540 mil aves e mantém parceria estável com a Seara, garantindo padrão técnico e mercado assegurado.

“Seu Gerotto é um produtor comprometido, valoriza seus colaboradores e tem baixa rotatividade de equipe”, ressalta o técnico da integradora, destacando o profissionalismo da gestão familiar.

O segredo do sucesso está na parceria entre pai e filho. João Vitor assumiu a administração financeira e estratégica da operação. “Eu vejo o saldo e discuto cada gasto com ele. Não compro nada sem a autorização dele”, diz o pai, orgulhoso. A relação transparente e o controle rígido de custos permitiram crescer com segurança, projetando os 22 aviários até 2028.

Hoje, 90% do tempo e dos recursos da família estão voltados à avicultura. “Esse é o nosso legado. A gente quer continuar expandindo com responsabilidade”, afirma João Vitor. A estrutura também reflete o perfil inovador do grupo, com investimentos em equipamentos para manejo eficiente, como trituradores e sistemas de desidratação de resíduos, que reduzem desperdícios e melhoram a sustentabilidade.

Mesmo com pouco apoio inicial, o empresário não desanimou. “Foi tudo na raça. No começo, ninguém abria números. Fomos aprendendo com o tempo. Mas valeu a pena”, reforçou seu Gerotto, que hoje se orgulha do reconhecimento no setor.

A convivência entre pai e filho se tornou um símbolo de sucessão bem-sucedida. “O que mais admiro no meu pai é a coragem. Quando ele coloca uma coisa na cabeça, ele vai até o fim”, diz João Vitor. O pai retribui com emoção: “Meu herói sempre foi meu pai. Espero ser o herói do meu filho também.”

A família acredita que a vida no campo ensina valores duradouros, como paciência, zelo e perseverança.

“Quem não cuida, não colhe. E o campo ensina isso todos os dias”, reflete seu Gerotto.

Com visão estratégica e amor pela atividade, os planos seguem firmes: ampliar a produção, investir em tecnologia e continuar gerando empregos e alimento para o país. “A demanda por frango só cresce. O frango é consumido no mundo inteiro. Temos muito chão pela frente”, afirma com confiança.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo


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potro tenta acordar égua atropelada em Goiás e emociona população



Uma égua atropelada por uma motocicleta em Goiânia (GO), na última quinta-feira (16), gerou uma cena que comoveu o país. O vídeo divulgado mostra um potro tentando reanimar o animal caído no asfalto após o impacto. A gravação foi publicada pelo G1 e rapidamente viralizou nas redes.

Nas imagens, o potro, que, segundo moradores, seria filho da égua atropelada, se coloca à frente do animal caído, lambendo suas patas e empurrando-o, como se tentasse acordá-lo.

A cena despertou atenção e comoção, mas também acendeu o alerta sobre a presença de equinos soltos em vias urbanas.

Reação da comunidade

A moradora Samara Alves relatou que presenciou o acidente e destacou que casos assim são recorrentes. “É revoltante, porque não é a primeira vez que acontece acidente com animal na nossa região”, afirmou.

Segundo o G1, o motociclista envolvido quebrou o braço com o impacto e foi levado para o Hospital de Urgências de Goiás (Hugol). O Corpo de Bombeiros informou que um policial militar prestou os primeiros socorros no local.

A Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg) recolheu o corpo da égua e desobstruiu a via. Não há informações sobre o destino do potro que aparece nas imagens.

Fonte: canaldocriador.com.br

*Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.





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clima favorece e produtividade na safra do RS será maior, diz Emater



O clima favoreceu o desenvolvimento das principais culturas de inverno do Rio Grande do Sul nesta temporada e deve resultar em aumento de produtividade, disse a Emater nesta semana. No caso do trigo, as lavouras têm melhor qualidade e rendimento. “Foi uma safra que transcorreu bem em todos os estágios, desde a semeadura até o enchimento de grãos”, disse em nota o diretor técnico da Emater/RS, Claudinei Baldissera.

A produtividade média projetada para o trigo é de 3.261 quilos por hectare, aumento de mais de 17% em comparação à safra anterior (2.781 kg/ha).

O resultado deve compensar a queda na área plantada em 2025, de 14,26%, a 1,14 milhão de hectares, conforme a Emater.

“O resultado é uma produção total muito semelhante à do ano passado, porém com melhor qualidade de grão, um dos principais diferenciais desta safra”, disse Baldissera.



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AgroNewsPolítica & Agro

Brasil amplia importações seletivas


As importações brasileiras avançam de forma seletiva em 2025, mesmo com o comércio global em desaceleração. Segundo a Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), o país importou US$ 135,8 bilhões no primeiro semestre, alta de 8,3% em relação ao mesmo período de 2024. O cenário, porém, ocorre em meio a um contexto internacional de tarifas mais altas e câmbio instável. O Banco Mundial projeta crescimento global de 2,3% para 2025, enquanto a Organização Mundial do Comércio (OMC) estima retração de 0,2% no comércio internacional.

De acordo com Thiago Oliveira, especialista em comércio exterior e câmbio e CEO da Saygo, o movimento brasileiro é de expansão seletiva em setores estratégicos como tecnologia, saúde, insumos industriais e bens de consumo, com maior diversificação de fornecedores na Ásia e na União Europeia. O principal risco para o importador em 2025 é o dólar volátil e o aumento de tarifas, enquanto a oportunidade está em redesenhar origens de compra e otimizar contratos cambiais para capturar preços mais competitivos.

“Para o quarto trimestre, a tendência é de expansão seletiva das compras externas em setores como tecnologia, saúde, insumos industriais e bens de consumo, com diversificação de fornecedores na Ásia e na União Europeia”, avalia .

O especialista recomenda três ajustes imediatos: contratar em múltiplas moedas, dividindo operações entre dólar e euro conforme a origem; revisar Incoterms e seguros, priorizando coberturas mais amplas em rotas asiáticas e europeias; e reforçar o compliance documental, reduzindo riscos de custos adicionais e atrasos na liberação de cargas.

“A recomposição virá menos pelo volume generalizado e mais por compras direcionadas em novas origens, ancoradas em contratos cambiais bem estruturados. Quem transformar a área de importação em área de estratégia (e não só de compras) atravessa 2025 preservando caixa e competitividade”, conclui Oliveira.





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La Niña garante chuvas acima da média no Centro-Oeste e Sudeste até novembro



O cenário climático para o final de outubro e o mês de novembro se apresenta altamente favorável para o agronegócio brasileiro. A atuação do fenômeno La Niña é o principal motor para o retorno das chuvas volumosas, garantindo precipitação acima da média para as regiões Centro-Oeste e Sudeste do Brasil.

O período de tempo quente e seco chegou ao fim em grande parte do país, o que beneficia diretamente a recuperação das pastagens e o plantio da safra 2025/2026.

Em entrevista ao Giro do Boi, o meteorologista Artur Miller confirmou que a expectativa de maior volume de precipitação no Centro-Oeste e Sudeste se deve ao fato de que o La Niña, que deve durar até o final do ano, favorece a formação da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS). Além disso, a previsão de chuva acima da média se estende também para o Matopiba e o estado do Pará.

Confira:

Alerta de temporais e avanço da janela de semeadura

Apesar da consolidação do período chuvoso, a previsão imediata indica a necessidade de cautela. Uma frente fria avança sobre o centro-sul do país, trazendo temporais com potencial para rajadas de vento que podem superar os 100 km/h em áreas de Mato Grosso do Sul, São Paulo e Paraná. Em cidades como Araçatuba (SP), a queda na temperatura será brusca, refletindo a entrada da frente fria.

O retorno gradual das chuvas segue o seguinte cronograma:

  • Matopiba: a chuva deve retornar para o interior da região a partir da próxima semana, entre 23 e 27 de outubro.
  • Centro-Oeste e Sudeste: na virada do mês, o volume de chuva se intensifica no norte de Mato Grosso, Goiás e Minas Gerais, ajudando a aliviar o calor intenso.
  • Vale do Araguaia (GO): a primeira quinzena de novembro deve registrar chuvas entre 70 e 80 milímetros, com volumes que podem chegar a 250 milímetros em dezembro.

La Niña traz tranquilidade para o Sul e garante volumes no Maranhão

A análise da National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA) confirma a manutenção do La Niña até o final do ano. Na prática, o meteorologista tranquiliza os produtores do Sul do país (Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná): não há risco de seca nem de geada tardia, com o frio se concentrando apenas nas áreas de serra.

Para o Maranhão, a Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) deve atrasar um pouco o início das chuvas. No entanto, a previsão de longo prazo, impulsionada pelo La Niña, é de volumes crescentes, com precipitações que podem atingir a casa dos 300 milímetros entre dezembro e janeiro. O cenário garante, portanto, uma condição climática favorável para as principais regiões produtoras do país nos próximos meses.



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Você viu? Planta proporciona 11 vezes mais rentabilidade que soja, diz estudo



Uma das reportagens mais acessadas no site do Canal Rural na última semana destacou que o cânhamo, variedade da Cannabis sativa com teor de THC inferior a 0,3% (sem efeito psicoativo), pode garantir lucro líquido até 11 vezes superior ao da soja, segundo um estudo realizado pela empresa de inteligência de mercado Kaya Mind.

O levantamento aponta que, no cultivo voltado para flores (CBD), o cânhamo pode gerar R$ 23.306,80 por hectare, enquanto a soja apresenta rendimento médio de R$ 2.053,34 por hectare e o milho, R$ 3.398,34 por hectare, considerando a média nacional.

A Kaya Mind destaca que o cânhamo pode ser integrado aos sistemas agrícolas já existentes, desde que haja adaptação do maquinário e o produtor invista em rotação de culturas e recuperação do solo, garantindo sustentabilidade e eficiência produtiva.

Além da rentabilidade, a empresa ressalta o potencial do cânhamo para geração de empregos no campo. Como exemplo, cita o caso da Colômbia, onde a cultura é responsável por aproximadamente 17,3 empregos por hectare cultivado, reforçando sua importância para o desenvolvimento rural e a diversificação da agricultura.

Em março deste ano, durante uma audiência pública promovida pela Frente Parlamentar da Cannabis Medicinal e do Cânhamo Industrial, a pesquisadora Daniela Bittencourt, da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, afirmou que o cânhamo pode ser utilizado em mais de 25 mil produtos, que vão desde fibras têxteis e bioplásticos até cosméticos e materiais de construção.

Atualmente, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) atua para atender à decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que reconheceu o direito de importar sementes de cânhamo, além de semear, cultivar e comercializar a planta para usos medicinais e farmacêuticos.



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Frente fria avança pelo país e muda o tempo nas regiões; veja previsão



Confira a previsão do tempo para todo o Brasil neste domingo (19) e saiba como ficam as condições para chuva e temperatura em todas as regiões, de acordo com análise dos meteorologistas da Climatempo.

Sul

As condições do tempo melhoram na região, e as chuvas ficam fracas e concentradas no litoral.

Uma massa de ar frio avança sobre a região, provocando temperaturas mínimas mais baixas pela manhã, que se mantêm amenas ao longo do dia.

Sudeste

As instabilidades continuam avançando sobre Minas Gerais, provocando pancadas de chuva de moderada a forte intensidade, que também atingem o Rio de Janeiro e o Espírito Santo.

Em São Paulo, as chuvas se concentram no norte do estado durante o início do dia. No entanto, depois ficam mais restritas ao litoral e ao leste paulista, pelo menos até o fim do dia.

Centro-Oeste

As condições do tempo melhoram em Mato Grosso do Sul, e as pancadas de chuva ficam mais restritas ao sul do estado.

Já em Mato Grosso e Goiás, as áreas de instabilidade continuam ativas, com risco de temporais em algumas localidades, principalmente no sul mato-grossense.

Nordeste

O avanço de uma frente fria pode favorecer pancadas de chuva no sul e oeste da Bahia, com chuva de moderada a forte intensidade e possibilidade de temporais.

Também há chance de chuva no interior do Piauí e do Maranhão.

O calor segue predominando em toda a região.

Norte

As instabilidades persistem no norte do Amazonas e em Roraima, ganhando força no Acre, em Rondônia e no centro-sul do Pará, onde as pancadas podem ser mais intensas em alguns pontos, com risco de temporais localizados.

As temperaturas seguem elevadas em toda a região.

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modelo brasileiro é reconhecido como boa prática pela FAO


O Programa Mais Leite Saudável (PMLS), do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), foi reconhecido oficialmente pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) como uma das boas práticas globais em transformação sustentável da pecuária. O anúncio foi feito nesta quarta-feira (15), durante o World Food Forum (WFF), realizado na sede da FAO, em Roma.

O reconhecimento faz parte das comemorações pelos 80 anos da FAO e destaca iniciativas que promovem a sustentabilidade e a inovação nos sistemas agroalimentares. O Brasil foi citado pelo protagonismo em um modelo que une incentivos fiscais, investimento privado e impacto social direto no campo.

Reconhecimento internacional à sustentabilidade do leite brasileiro

O coordenador-geral de Produção Animal do Mapa, Bruno Leite, destacou que o programa se consolidou como um mecanismo efetivo de financiamento da transformação sustentável da pecuária de leite.

“Muito se discute sobre como financiar a transformação sustentável da pecuária. No Brasil, o Programa Mais Leite Saudável, com seu desenho inovador que alinha recursos públicos e privados, se mostra como um sólido mecanismo para financiar a sustentabilidade da cadeia produtiva do leite”, afirmou Leite.

Ele também sugeriu que o modelo brasileiro possa inspirar outras cadeias produtivas. “Quem sabe não possamos expandir esse formato para outros setores do agro?”, completou.

Foto: Mapa/divulgação

Como funciona o Programa Mais Leite Saudável

Criado em 2015, o Programa Mais Leite Saudável incentiva indústrias e cooperativas do setor lácteo a investirem na melhoria da qualidade do leite e na capacitação dos produtores rurais.

Por meio do programa, as empresas podem utilizar créditos presumidos de PIS/Pasep e Cofins em projetos de assistência técnica, inovação e sustentabilidade. Essa estrutura de incentivo combina investimento privado e estímulo público, fortalecendo a base produtiva da pecuária leiteira.

Desde sua criação, o PMLS já beneficiou mais de 185 mil produtores em mais de 3 mil municípios brasileiros, com 2 mil projetos aprovados e cerca de 900 empresas participantes.

Os resultados incluem:

  • aumento da produtividade nas propriedades leiteiras;
  • melhoria da qualidade do leite;
  • fortalecimento da renda e da inclusão produtiva de pequenos e médios produtores;
  • ampliação da adoção de práticas sustentáveis no campo.

Impacto econômico e social no campo

O programa tem contribuído para tornar o leite brasileiro mais competitivo, ao mesmo tempo em que reforça a responsabilidade ambiental e social da cadeia produtiva.

Ao aproximar políticas públicas do investimento privado, o PMLS se tornou referência internacional em políticas de sustentabilidade aplicada ao agronegócio. O reconhecimento da FAO consolida o Brasil como líder na promoção de uma pecuária mais eficiente, sustentável e inclusiva.

FAO e o World Food Forum

O World Food Forum (WFF) é um evento anual organizado pela FAO que reúne governos, instituições de pesquisa e líderes do setor agroalimentar para discutir soluções para os desafios globais da produção de alimentos. Em 2025, o encontro celebrou os 80 anos da criação da FAO, reforçando o papel da ciência e da inovação como pilares para uma alimentação saudável e sustentável.

Mais informações sobre o programa podem ser acessadas no portal do Mapa e sobre o reconhecimento no site da FAO.



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