terça-feira, abril 7, 2026

Autor: Redação

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La Niña garante chuvas acima da média no Centro-Oeste e Sudeste até novembro



O cenário climático para o final de outubro e o mês de novembro se apresenta altamente favorável para o agronegócio brasileiro. A atuação do fenômeno La Niña é o principal motor para o retorno das chuvas volumosas, garantindo precipitação acima da média para as regiões Centro-Oeste e Sudeste do Brasil.

O período de tempo quente e seco chegou ao fim em grande parte do país, o que beneficia diretamente a recuperação das pastagens e o plantio da safra 2025/2026.

Em entrevista ao Giro do Boi, o meteorologista Artur Miller confirmou que a expectativa de maior volume de precipitação no Centro-Oeste e Sudeste se deve ao fato de que o La Niña, que deve durar até o final do ano, favorece a formação da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS). Além disso, a previsão de chuva acima da média se estende também para o Matopiba e o estado do Pará.

Confira:

Alerta de temporais e avanço da janela de semeadura

Apesar da consolidação do período chuvoso, a previsão imediata indica a necessidade de cautela. Uma frente fria avança sobre o centro-sul do país, trazendo temporais com potencial para rajadas de vento que podem superar os 100 km/h em áreas de Mato Grosso do Sul, São Paulo e Paraná. Em cidades como Araçatuba (SP), a queda na temperatura será brusca, refletindo a entrada da frente fria.

O retorno gradual das chuvas segue o seguinte cronograma:

  • Matopiba: a chuva deve retornar para o interior da região a partir da próxima semana, entre 23 e 27 de outubro.
  • Centro-Oeste e Sudeste: na virada do mês, o volume de chuva se intensifica no norte de Mato Grosso, Goiás e Minas Gerais, ajudando a aliviar o calor intenso.
  • Vale do Araguaia (GO): a primeira quinzena de novembro deve registrar chuvas entre 70 e 80 milímetros, com volumes que podem chegar a 250 milímetros em dezembro.

La Niña traz tranquilidade para o Sul e garante volumes no Maranhão

A análise da National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA) confirma a manutenção do La Niña até o final do ano. Na prática, o meteorologista tranquiliza os produtores do Sul do país (Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná): não há risco de seca nem de geada tardia, com o frio se concentrando apenas nas áreas de serra.

Para o Maranhão, a Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) deve atrasar um pouco o início das chuvas. No entanto, a previsão de longo prazo, impulsionada pelo La Niña, é de volumes crescentes, com precipitações que podem atingir a casa dos 300 milímetros entre dezembro e janeiro. O cenário garante, portanto, uma condição climática favorável para as principais regiões produtoras do país nos próximos meses.



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Você viu? Planta proporciona 11 vezes mais rentabilidade que soja, diz estudo



Uma das reportagens mais acessadas no site do Canal Rural na última semana destacou que o cânhamo, variedade da Cannabis sativa com teor de THC inferior a 0,3% (sem efeito psicoativo), pode garantir lucro líquido até 11 vezes superior ao da soja, segundo um estudo realizado pela empresa de inteligência de mercado Kaya Mind.

O levantamento aponta que, no cultivo voltado para flores (CBD), o cânhamo pode gerar R$ 23.306,80 por hectare, enquanto a soja apresenta rendimento médio de R$ 2.053,34 por hectare e o milho, R$ 3.398,34 por hectare, considerando a média nacional.

A Kaya Mind destaca que o cânhamo pode ser integrado aos sistemas agrícolas já existentes, desde que haja adaptação do maquinário e o produtor invista em rotação de culturas e recuperação do solo, garantindo sustentabilidade e eficiência produtiva.

Além da rentabilidade, a empresa ressalta o potencial do cânhamo para geração de empregos no campo. Como exemplo, cita o caso da Colômbia, onde a cultura é responsável por aproximadamente 17,3 empregos por hectare cultivado, reforçando sua importância para o desenvolvimento rural e a diversificação da agricultura.

Em março deste ano, durante uma audiência pública promovida pela Frente Parlamentar da Cannabis Medicinal e do Cânhamo Industrial, a pesquisadora Daniela Bittencourt, da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, afirmou que o cânhamo pode ser utilizado em mais de 25 mil produtos, que vão desde fibras têxteis e bioplásticos até cosméticos e materiais de construção.

Atualmente, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) atua para atender à decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que reconheceu o direito de importar sementes de cânhamo, além de semear, cultivar e comercializar a planta para usos medicinais e farmacêuticos.



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Frente fria avança pelo país e muda o tempo nas regiões; veja previsão



Confira a previsão do tempo para todo o Brasil neste domingo (19) e saiba como ficam as condições para chuva e temperatura em todas as regiões, de acordo com análise dos meteorologistas da Climatempo.

Sul

As condições do tempo melhoram na região, e as chuvas ficam fracas e concentradas no litoral.

Uma massa de ar frio avança sobre a região, provocando temperaturas mínimas mais baixas pela manhã, que se mantêm amenas ao longo do dia.

Sudeste

As instabilidades continuam avançando sobre Minas Gerais, provocando pancadas de chuva de moderada a forte intensidade, que também atingem o Rio de Janeiro e o Espírito Santo.

Em São Paulo, as chuvas se concentram no norte do estado durante o início do dia. No entanto, depois ficam mais restritas ao litoral e ao leste paulista, pelo menos até o fim do dia.

Centro-Oeste

As condições do tempo melhoram em Mato Grosso do Sul, e as pancadas de chuva ficam mais restritas ao sul do estado.

Já em Mato Grosso e Goiás, as áreas de instabilidade continuam ativas, com risco de temporais em algumas localidades, principalmente no sul mato-grossense.

Nordeste

O avanço de uma frente fria pode favorecer pancadas de chuva no sul e oeste da Bahia, com chuva de moderada a forte intensidade e possibilidade de temporais.

Também há chance de chuva no interior do Piauí e do Maranhão.

O calor segue predominando em toda a região.

Norte

As instabilidades persistem no norte do Amazonas e em Roraima, ganhando força no Acre, em Rondônia e no centro-sul do Pará, onde as pancadas podem ser mais intensas em alguns pontos, com risco de temporais localizados.

As temperaturas seguem elevadas em toda a região.

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.



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modelo brasileiro é reconhecido como boa prática pela FAO


O Programa Mais Leite Saudável (PMLS), do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), foi reconhecido oficialmente pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) como uma das boas práticas globais em transformação sustentável da pecuária. O anúncio foi feito nesta quarta-feira (15), durante o World Food Forum (WFF), realizado na sede da FAO, em Roma.

O reconhecimento faz parte das comemorações pelos 80 anos da FAO e destaca iniciativas que promovem a sustentabilidade e a inovação nos sistemas agroalimentares. O Brasil foi citado pelo protagonismo em um modelo que une incentivos fiscais, investimento privado e impacto social direto no campo.

Reconhecimento internacional à sustentabilidade do leite brasileiro

O coordenador-geral de Produção Animal do Mapa, Bruno Leite, destacou que o programa se consolidou como um mecanismo efetivo de financiamento da transformação sustentável da pecuária de leite.

“Muito se discute sobre como financiar a transformação sustentável da pecuária. No Brasil, o Programa Mais Leite Saudável, com seu desenho inovador que alinha recursos públicos e privados, se mostra como um sólido mecanismo para financiar a sustentabilidade da cadeia produtiva do leite”, afirmou Leite.

Ele também sugeriu que o modelo brasileiro possa inspirar outras cadeias produtivas. “Quem sabe não possamos expandir esse formato para outros setores do agro?”, completou.

Foto: Mapa/divulgação

Como funciona o Programa Mais Leite Saudável

Criado em 2015, o Programa Mais Leite Saudável incentiva indústrias e cooperativas do setor lácteo a investirem na melhoria da qualidade do leite e na capacitação dos produtores rurais.

Por meio do programa, as empresas podem utilizar créditos presumidos de PIS/Pasep e Cofins em projetos de assistência técnica, inovação e sustentabilidade. Essa estrutura de incentivo combina investimento privado e estímulo público, fortalecendo a base produtiva da pecuária leiteira.

Desde sua criação, o PMLS já beneficiou mais de 185 mil produtores em mais de 3 mil municípios brasileiros, com 2 mil projetos aprovados e cerca de 900 empresas participantes.

Os resultados incluem:

  • aumento da produtividade nas propriedades leiteiras;
  • melhoria da qualidade do leite;
  • fortalecimento da renda e da inclusão produtiva de pequenos e médios produtores;
  • ampliação da adoção de práticas sustentáveis no campo.

Impacto econômico e social no campo

O programa tem contribuído para tornar o leite brasileiro mais competitivo, ao mesmo tempo em que reforça a responsabilidade ambiental e social da cadeia produtiva.

Ao aproximar políticas públicas do investimento privado, o PMLS se tornou referência internacional em políticas de sustentabilidade aplicada ao agronegócio. O reconhecimento da FAO consolida o Brasil como líder na promoção de uma pecuária mais eficiente, sustentável e inclusiva.

FAO e o World Food Forum

O World Food Forum (WFF) é um evento anual organizado pela FAO que reúne governos, instituições de pesquisa e líderes do setor agroalimentar para discutir soluções para os desafios globais da produção de alimentos. Em 2025, o encontro celebrou os 80 anos da criação da FAO, reforçando o papel da ciência e da inovação como pilares para uma alimentação saudável e sustentável.

Mais informações sobre o programa podem ser acessadas no portal do Mapa e sobre o reconhecimento no site da FAO.



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Agro é responsável por quase 30% da energia elétrica nacional



Cada vez mais o agronegócio vem participando da matriz energética brasileira. Atualmente essa quase um terço de toda a energia ofertada no País é proveniente do agro. Segundo estudo do Observatório de Bioeconomia da Fundação Getulio Vargas (FGV), divulgado em maio com base no Balanço Energético Nacional (BEN), recursos provenientes de atividades agropecuárias totalizaram 29,1% da energia usada no Brasil em 2023. Entre as principais fontes estão a biomassa da cana-de-açúcar, o etanol e o biodiesel.

Quando considerada apenas a parcela renovável da matriz, que é a energia gerada a partir de recursos naturais que se regeneram continuamente, o percentual de participação do agro sobe para 60%. Os outros 40% englobam a energia hidrelétrica (24,02%), eólica (5,24%), solar (3,46%%), lenha de vegetação natural (6,98%) e biogás proveniente de resíduos não agrícolas como o lixo doméstico (0,22%).

Em Fortaleza, a Embrapa e a Universidade Federal do Ceará (UFC) criaram um sistema para transformar em biogás frutas e verduras destinadas ao descarte. Em Santiago (RS), está sendo construída a primeira usina de etanol de trigo do país. Ela terá capacidade para processar cem toneladas do cereal por dia e produzir até 12 milhões de litros de etanol hidratado por ano. Primeira usina de etanol de trigo do país, pode produzir até 40 mil litros por dia. Dessa forma, as iniciativas que ampliam e diversificam as fontes de geração impulsionam esse protagonismo do agro.

O sistema desenvolvido pela Embrapa e pela Universidade Federal do Ceará, que transforma frutas e verduras impróprias para consumo em biogás já está em operação. O modelo usa reatores anaeróbicos e gera de 40 a 60 litros de biogás por quilo de matéria-prima, segundo o pesquisador Renato Leitão. Os testes ocorreram ao longo de cinco anos em parceria com a Ceasa de Fortaleza, que descarta de 17 a 25 toneladas de alimentos por dia,

O sistema, ainda em fase experimental, pode ser expandido para as 57 Centrais de Abastecimento do País e packing houses. Assim, pode ajudar a combater o desperdício, que chega a 42% da produção brasileira, segundo a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO).

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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AgroNewsPolítica & Agro

Grãos em alta em Chicago impulsionam otimismo


As principais commodities agrícolas iniciaram a quinta-feira (17) em alta na Bolsa de Chicago, impulsionadas por demanda doméstica e externa, e por um dólar mais fraco no mercado internacional. As informações são da TF Agroeconômica, que destacou o avanço conjunto da soja, do milho e do trigo, acompanhando a recuperação das commodities após recentes quedas.

A soja foi o destaque do dia, com o contrato novembro/25 subindo para US$ 1.014,75 por bushel (+4,00) e o maio/26 cotado a US$ 1.061,50 (+3,00). No Brasil, o indicador CEPEA registrou leve queda diária de 0,20% no Paraná, a R$ 132,96 por saca, enquanto em Paranaguá ficou em R$ 138,17. A China realizou sua primeira compra de soja brasileira após o feriado da Semana Dourada, mas a demanda segue fraca, mesmo com a necessidade de até 9 milhões de toneladas nos próximos meses.

O milho também apresentou firmeza, com o contrato dezembro/25 em US$ 424,00 (+2,25) e julho/26 em US$ 451,75 (+2,25). Na B3, os preços avançaram para R$ 67,93 em novembro/25 (+0,42%). As incertezas sobre a produtividade final da safra norte-americana, atrasada pelas chuvas no Cinturão do Milho, e a boa demanda brasileira por exportação e etanol sustentaram as cotações.

Já o trigo se recuperou levemente após registrar mínimas recentes, fechando dezembro/25 a US$ 502,75 (+0,25). No Brasil, os preços seguem pressionados pela colheita, com o CEPEA apontando R$ 1.207,95 no Paraná (-1,96%) e R$ 1.116,48 no Rio Grande do Sul (-0,63%). Segundo a TF Agroeconômica, agricultores norte-americanos têm segurado a oferta diante da rentabilidade reduzida, o que também contribui para o movimento altista em Chicago.

 





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BNDES aprova R$ 1,7 bilhão para exportação de jatos da Embraer aos Estados Unidos



O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou um financiamento de R$ 1,7 bilhão para apoiar a exportação de 13 aeronaves Embraer E-175 destinadas à companhia aérea norte-americana SkyWest Airlines. A operação será conduzida pelo BNDES Exim Pós-Embarque, linha de crédito voltada à promoção das exportações brasileiras de alto valor agregado.

As entregas dos jatos estão previstas entre o quarto trimestre de 2025 e o fim de 2026. A SkyWest, principal cliente da Embraer nos últimos anos, é também a maior operadora mundial do modelo E-175, com 265 aeronaves em operação — número que deve chegar a 279 unidades até o fim de 2026.

Impulso à indústria aeronáutica brasileira

Segundo o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, o apoio à Embraer reforça o papel estratégico do banco no fortalecimento da indústria nacional e na competitividade do Brasil no mercado global.

“O BNDES tem um papel fundamental na promoção da competitividade da indústria brasileira no mercado global. E a Embraer é resultado dessa atuação do Banco, que permitiu que a empresa alcançasse uma presença importante em vários países, sobretudo no mercado norte-americano”, afirmou Mercadante.

Desde 1997, o BNDES já financiou US$ 26,7 bilhões em exportações de mais de 1.350 aeronaves da Embraer, garantindo à fabricante brasileira condições equivalentes às de concorrentes internacionais.

O financiamento à SkyWest será pago em dólares, gerando divisas e contribuindo para o fortalecimento da balança comercial brasileira.

Parceria estratégica com impacto global

Para o presidente e CEO da Embraer, Francisco Gomes Neto, a parceria com o BNDES tem sido decisiva para expandir a presença da empresa em mercados estratégicos, como os Estados Unidos, e sustentar uma cadeia de fornecimento altamente tecnológica no país.

“O BNDES tem sido um parceiro muito importante no fortalecimento de nossa posição global e de toda a cadeia de fornecimento envolvida na produção de nossos jatos. O apoio para expandir nossa atuação em um mercado tão relevante quanto o norte-americano é ainda mais estratégico”, destacou o executivo.

Ele também ressaltou que a operação beneficia o segmento de aviação regional dos Estados Unidos, área na qual a Embraer é líder, fornecendo aeronaves utilizadas em rotas de alta conectividade e curtas distâncias.

Crédito à exportação e competitividade

O crédito à exportação é uma ferramenta essencial para equilibrar as condições de competição no setor aeronáutico global. Países com fabricantes de jatos de ponta, como Estados Unidos, França e Canadá, mantêm bancos de desenvolvimento e agências de crédito à exportação (Export Credit Agencies) que financiam suas empresas de forma contínua.

No Brasil, essa função é desempenhada pelo BNDES, que permite à Embraer disputar espaço em igualdade de condições com fabricantes como Boeing, Airbus e Bombardier.

SkyWest Airlines: maior cliente da Embraer

A SkyWest Airlines, subsidiária integral da SkyWest, Inc. (Nasdaq: SKYW), opera em parceria com grandes companhias como United Airlines, Delta Air Lines, American Airlines e Alaska Airlines. Em 2024, a companhia transportou 42 milhões de passageiros e opera quase 500 aeronaves, conectando mais de 250 destinos na América do Norte.

Embraer: líder global em jatos regionais

Fundada em 1969, a Embraer é uma das maiores fabricantes de aeronaves do mundo e a principal exportadora de bens de alto valor agregado do Brasil. A empresa já entregou mais de 9 mil aviões, utilizados em aviação comercial, executiva, defesa e agrícola.

Em média, a cada 10 segundos um avião da Embraer decola em algum lugar do planeta, transportando mais de 150 milhões de passageiros por ano. Líder na produção de jatos de até 150 assentos, a companhia mantém unidades industriais, centros de serviço e escritórios nas Américas, África, Ásia e Europa.

O novo contrato com a SkyWest reforça a posição da Embraer como símbolo da engenharia brasileira no mercado internacional e consolida o papel do BNDES como motor da competitividade e da inovação industrial do país.


Sugestões de título

  1. BNDES libera R$ 1,7 bilhão para exportação de jatos da Embraer aos EUA
  2. Embraer exportará 13 aeronaves E-175 para a SkyWest com apoio do BNDES
  3. BNDES financia R$ 1,7 bilhão em novos jatos da Embraer para companhia dos EUA
  4. Parceria entre BNDES e Embraer impulsiona exportação de aeronaves brasileiras
  5. Financiamento do BNDES fortalece presença global da Embraer no mercado dos EUA

Sugestões de linha fina

  1. Banco financiará exportação de 13 aeronaves E-175 para a SkyWest Airlines, maior operadora mundial do modelo.
  2. Operação de R$ 1,7 bilhão reforça competitividade da indústria aeronáutica brasileira.
  3. Acordo com a SkyWest amplia exportações e fortalece a balança comercial do Brasil.
  4. Embraer e BNDES consolidam parceria que impulsiona o setor aeroespacial brasileiro.
  5. Financiamento garante presença global da Embraer e amplia divisas para o país.



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Manejo com cercas melhora produção e bem-estar animal na pecuária leiteira



O uso planejado de cercas está transformando a pecuária leiteira brasileira e pode contribuir para o aumento da produtividade e do bem-estar animal. Com estruturas bem planejadas, é possível organizar a alternância de animais, preservar a qualidade da forragem e otimizar o aproveitamento das áreas de alimentação. Esse foi o tema do Raio-x da Pecuária desta semana, quadro do telejornal Mercado & Companhia.

Segundo Vanessa Amorim, analista de mercado da Belgo Arames, o manejo rotacionado é uma das práticas simples que têm garantido ganhos consistentes aos produtores. “Muitas vezes o aumento da produção está ligado a ações básicas, como a divisão correta do pasto e o uso de cercas bem planejadas. Isso intensifica a produção e ajuda a aumentar a renda na atividade”, explica.

Manejo rotacionado e qualidade do leite

A especialista destaca que o manejo rotacionado evita tanto o sobrepastejo quanto o subpastejo, permitindo que os animais mantenham uma nutrição adequada. “Quando o gado se alimenta de forma equilibrada, o leite apresenta mais proteína e sólidos totais, o que melhora o rendimento industrial”, afirma.

Além disso, o sistema contribui para a saúde e o bem-estar do rebanho, preservando a sustentabilidade econômica das propriedades.

Cercas elétricas ganham espaço

De acordo com a analista, não existe um único modelo ideal de cerca e o tipo deve ser definido conforme o sistema de produção. “Temos sistemas confinados, intensivos e semi-intensivos. Mas as cercas elétricas estão ganhando destaque pela mobilidade e pelo custo-benefício”, afirma.

O uso de cercas elétricas permite ajustar o tamanho dos piquetes conforme a lotação animal e a disponibilidade de forragem, facilitando o pastejo rotacionado. “Elas podem ser realocadas com facilidade e se adaptam bem tanto em sistemas a pasto quanto nos confinados”, completa.



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AgroNewsPolítica & Agro

“A agricultura não pode ficar à mercê do clima”, diz Gilberto Cunha


O 23º Congresso Brasileiro de Agrometeorologia, realizado em 2025, reuniu especialistas para discutir os desafios impostos pelas mudanças climáticas à agricultura. O encontro se consolida como um dos mais importantes espaços de diálogo entre ciência, tecnologia e campo, abordando de forma direta a necessidade de construir resiliência climática e apoiar a tomada de decisões estratégicas no agronegócio.

Segundo Gilberto Cunha, Presidente da Comissão Científica, o evento chega em um momento importante para o setor. “O Congresso é fundamental porque traz as grandes questões que hoje afetam a agricultura mundial, e em particular a brasileira. O Rio Grande do Sul é um exemplo disso. Nos últimos cinco anos, o estado enfrentou inundações e estiagens severas, que trouxeram muitos prejuízos para a agricultura gaúcha”, destacou.

O tema central desta edição — a construção da resiliência climática via o suporte à tomada de decisões — reflete a urgência de um novo olhar sobre a agricultura diante das emergências climáticas globais. Para Gilberto, o Brasil precisa avançar em soluções práticas que combinem informação meteorológica, manejo agrícola e gestão de riscos.

“Não podemos mais ignorar que as anomalias climáticas extremas estão mais severas e mais frequentes. Esse Congresso trata exatamente disso: como usar a tecnologia a favor da agricultura brasileira”, explicou.

Durante o evento, painéis especiais abordaram as enchentes de 2024, que atingiram fortemente o Rio Grande do Sul. As discussões buscaram apontar caminhos técnicos e políticos para evitar que tragédias climáticas voltem a comprometer a produção rural.

“Não há uma medida única para lidar com riscos climáticos. É uma solução integrada, que passa pela mitigação, transferência e acompanhamento dos riscos. A agrometeorologia tem muitas respostas e faz parte da solução para os desafios climáticos na agricultura”, reforçou Gilberto.

Entre os exemplos citados pelo especialista está o manejo do trigo, cultura de destaque no sul do país. Ele explica que o excesso de chuva na primavera é o principal obstáculo à produção. “O maior problema do trigo no Sul é o excesso de umidade, especialmente entre setembro e novembro, que favorece doenças de espiga, de difícil controle. Diferente do Cerrado, onde o desafio é a falta de água, aqui as chuvas em excesso são o grande inimigo”, observou.

Apesar das dificuldades, Gilberto ressalta que os avanços tecnológicos têm garantido boas produtividades, mesmo em condições adversas. “A tecnologia de produção de trigo, seja em genética ou em manejo de cultura, melhorou muito nos últimos anos. Hoje se consegue boas produtividades, mesmo em situações inóspitas. É claro que não há milagre, mas há uma evolução significativa”, afirmou.

Para além da ciência, Cunha defende que é preciso fortalecer as políticas públicas de seguro rural, ferramenta essencial para reduzir o impacto dos riscos climáticos sobre os produtores.

“O Brasil precisa ampliar a indústria do seguro rural. Ainda é uma prática incipiente, mas é um mecanismo de transferência de risco. Já tivemos momentos melhores, mas precisamos evoluir e ampliar a base de produtores segurados. A agricultura é uma atividade de grandes investimentos e não pode ficar à mercê do clima”, avaliou.

Gilberto conclui reforçando que o uso da informação meteorológica associada ao manejo das culturas é indispensável para o futuro da agricultura. “A agricultura não pode prescindir do bom uso da informação meteorológica. Ela é essencial para o planejamento e para reduzir os impactos das variações do clima sobre a produtividade”, finalizou.


O Congresso Brasileiro de Agrometeorologia de 2025 consolida-se, assim, como um fórum de diálogo e inovação, reunindo ciência, políticas públicas e prática de campo em busca de um mesmo objetivo: garantir um futuro mais sustentável e resiliente para a agricultura brasileira.





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Chuvas favorecem plantio do milho 1ª safra, mas frente fria exige atenção



As lavouras de milho da primeira safra mostram bom desenvolvimento neste início de outubro. Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), os produtores já semearam 31,2% das áreas previstas. O ritmo supera o do mesmo período do ano passado e a média dos últimos cinco anos.

O meteorologista do Canal Rural, Arthur Müller, destaca que o clima tem favorecido o avanço da safra, principalmente no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina. Enquanto os gaúchos já plantaram 83% da área com o cereal, Santa Catarina tem 72% das lavouras implantadas.

Na região Sul, que concentra os principais produtores do cereal, apenas o Paraná ainda enfrenta dificuldades. “No norte do estado, as lavouras vinham sofrendo com as altas temperaturas e a falta de chuva, mas as precipitações dos últimos dias devem reverter o quadro”, afirma Müller.

Previsão para os próximos dias

Para as outras regiões, o meteorologista prevê que a chuva também deve chegar ao Sudeste, parte do Centro-Oeste e até o interior do Matopiba. Segundo Müller, o cenário vai ajudar o produtor a avançar com os trabalhos de campo.

Para a segunda metade de outubro, entretanto, a tendência é de que as chuvas se concentrem em certas regiões.

“Em São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Goiás — regiões que estão iniciando a semeadura do milho, as precipitações previstas devem favorecer bastante o plantio. No Matopiba, as chuvas devem chegar entre segunda e terça-feira, com acumulados de 20 a 30 milímetros”, afirma.

Nos dois estados do Sudeste, o plantio deve avançar a partir da metade da próxima semana, quando as mínimas voltam a ficar acima de 15°C. No Centro-Oeste, especialmente em Goiás, o frio não será intenso, e as chuvas devem ocorrer de forma mais regular, permitindo o avanço dos trabalhos em campo sem grandes riscos.

Pontos de atenção no plantio

Müller alerta que o produtor de milho deve redobrar a atenção com as mudanças de temperatura após as chuvas. A massa de ar frio prevista para a próxima semana pode derrubar as mínimas no Sul para abaixo de 10°C e deixar São Paulo e Minas Gerais com temperaturas entre 13°C e 14°C. O risco de geada, porém, está descartado.

Segundo o meteorologista, o solo mais frio dificulta a germinação das sementes e pode atrasar o início do plantio. “O ideal é esperar o aquecimento do solo antes de avançar com a semeadura. Essa recuperação deve ocorrer entre quinta e sexta-feira da próxima semana”, orienta.

No Sul, a recomendação é aguardar a elevação da temperatura, já que o solo está úmido e as chuvas devem voltar na última semana de outubro. O frio ainda predomina até o fim do mês e pode comprometer a germinação do milho.



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