O governo do Rio Grande do Sul realiza, entre os dias 20 e 24 de outubro, uma missão técnica oficial ao Nebraska, nos Estados Unidos. O estado norte-americano é referência mundial em sistemas irrigados e gestão de recursos hídricos.
A comitiva é liderada pelo vice-governador Gabriel Souza e inclui representantes de secretarias estratégicas, entidades, parlamentares e imprensa. O objetivo é conhecer experiências bem-sucedidas, identificar tecnologias e modelos que possam ser adaptados ao estado e ampliar a cooperação institucional.
Busca por irrigação sustentável
O vice-governador Gabriel Souza explica que a ampliação da irrigação é prioridade para enfrentar os episódios de estiagem recorrentes no Rio Grande do Sul. “Programas como o Irriga+RS oferecem subsídios para projetos de irrigação e colocam o produtor como protagonista no enfrentamento da seca. A missão ao Nebraska tem o objetivo de trazer soluções de ponta e fortalecer a agricultura sustentável”, afirma.
O secretário da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), Edivilson Brum, reforça que a irrigação é estratégica para garantir segurança hídrica, estabilidade produtiva e resiliência diante das mudanças climáticas. Segundo ele, a missão permitirá ampliar o conhecimento sobre sistemas de irrigação e identificar tecnologias e práticas de gestão que possam ser implementadas no estado.
Agenda técnica e institucional
Durante a visita, a comitiva participará de reuniões técnicas e institucionais com o Water for Food Global Institute, a Universidade do Nebraska e órgãos estaduais de agricultura e recursos hídricos. Estão previstas ainda visitas a propriedades rurais e projetos de irrigação de referência, que servirão como modelo para iniciativas no Rio Grande do Sul.
Além do vice-governador, participam representantes da Seapi, Secretaria de Desenvolvimento Rural, Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura, Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Assembleia Legislativa, Emater/RS-Ascar, Invest RS, Fepam, Irga, Famurs e Aprosoja. O grupo busca integrar diferentes setores do governo e do agro para fortalecer políticas públicas de irrigação e sustentabilidade.
A Bolívia realiza, neste domingo (19), o segundo turno das eleições presidenciais, após nenhum candidato garantir vitória direta no primeiro turno, em 17 de agosto. O novo presidente assume o cargo em 8 de novembro e deve herdar um cenário em que a inflação está no nível mais alto em décadas.
As eleições presidenciais na Bolívia marcam uma possível mudança histórica, com a provável vitória de candidatos de direita após duas décadas de governos de esquerda. Neste sentido, essa transição política pode afetar diretamente as relações comerciais com o Brasil.
De um lado está Quiroga, conservador de 65 anos, que foi presidente por um breve período de 2001 a 2002. De outro, o político de centro Paz, de 58 anos, filho de um ex-presidente boliviano. A maior parte dos resultados preliminares, de 80%, deve ser publicada na noite da eleição. Porém, os resultados oficiais serão divulgados em sete dias.
Relações comerciais entre Brasil e Bolívia
Conforme dados oficiais do governo do Brasil, o país é o principal parceiro comercial da Bolívia. Em 2024, as exportações brasileiras para o país somaram US$ 1,3 bilhão, concentradas na indústria de transformação (97%), com destaque para produtos comestíveis e preparações (7,5%), barras de ferro e aço (4,2%), papel e cartão (4,2%), bebidas alcoólicas (3,2%), óleos combustíveis (3,1%) e equipamentos para distribuição de energia elétrica (3%).
Por outro lado, as importações brasileiras da Bolívia em 2024 foram de US$ 1,45 bilhão. O gás natural responde por 84% do total, seguido de adubos e fertilizantes (5,9%). Com o resultado, o saldo comercial foi negativo para o Brasil em pouco mais de US$ 120 milhões.
Estudo coordenado pela Embrapa Meio Ambiente (SP) em parceria com a Itaipu Binacional, em Foz do Iguaçu (PR), demonstrou que o sistema de bioflocos (BFT) permite uma produção intensiva de tilápias com mínimo uso de água, alto aproveitamento de nutrientes e menor potencial de contaminação ambiental.
A pesquisa se consolida como uma tecnologia estratégica frente aos desafios da produção de proteína animal, a fim de dar continuidade a trabalhos iniciados há três anos que já haviam comprovado vantagens dessa tecnologia.
Tainara Blatt, técnica agrícola da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Agricultura de Foz do Iguaçu, explica que, durante 70 dias de cultivo experimental em tanques circulares de 4,2 m³ cada, produziram quase 5 mil alevinos de tilápia em cada tanque.
A produção foi mantida em alta densidade: cerca de 395 peixes por m³. Ao fim do período de cultivo, foram observados taxa de sobrevivência de 98%, com um peso médio final de 20,4 gramas, o animal tem alta eficiência: precisa consumir apenas 1,05 kg de ração para ganhar 1 kg de peso.
Os dados apresentam não só o bom desempenho zootécnico, como também a eficiência alimentar das tilápias no sistema BFT.
“As quais estão relacionadas com o consumo do floco microbiano com alimento complementar, que além de apresentar alto teor de proteína, possui também bactérias probióticas”, relata Blatt.
Resultados positivos do BFT
Os pesquisadores utilizaram a análise do balanço de massa — baseada na lei da conservação de massa — para estimar as entradas (ração, água e biomassa de peixes inicial) e saídas de nutrientes (biomassa de peixes final, efluentes líquidos e sólidos), além de perdas ao longo do processo.
“Esse tipo de abordagem permite avaliar com precisão a retenção de carbono, nitrogênio e fósforo e estimar o potencial de poluição”, destaca Alex Cardoso, pesquisador colaborador do projeto.
De acordo com a pesquisa, o sistema de bioflocos reteve 45,4% do nitrogênio, 46,3% do fósforo e 29,7% do carbono fornecidos principalmente pela ração. Ao fim do ciclo, a carga residual de nutrientes por tonelada de peixe, foram de 10,24 kg de fósforo, 46,63 kg de nitrogênio e 442,47 kg de carbono.
“Esses valores são muito inferiores aos observados em sistemas tradicionais, como tanques-rede, que podem liberar até 18,25 kg de fósforo, 77.50 kg de nitrogênio e 700 kg de carbono por tonelada de tilápia produzida”, compara o pesquisador da Embrapa Hamilton Hisano.
Essa eficiência se deve à principal característica do BFT: a reciclagem de nutrientes pela ação de microrganismos que formam os bioflocos. O BFT utiliza apenas 135 litros de água por quilo de tilápia.
Biometria de alevinos de tilápia – Foto: Tainara Blatt
Alternativa estratégica para o futuro da aquicultura
A baixa necessidade de renovação hídrica e o reaproveitamento da água de cultivo reduz o risco de contaminação de corpos d’água e amplia a biossegurança, do mesmo modo que potencializa a utilização do BFT em regiões de escassez hídricas e também em regiões urbanas e periurbanas.
O monitoramento da água dos tanques foi contínuo, com controle rigoroso de temperatura, oxigênio dissolvido, sólidos suspensos e nutrientes. A adição de açúcar, como fonte de carbono, manteve o equilíbrio do sistema, estabelecendo a proporção de carbono para nitrogênio no nível ideal de 12 para 1.
Dessa forma, a estratégia favorece o crescimento bacteriano em detrimento de algas, como demonstrado pela queda progressiva nos níveis de clorofila-a ao longo do cultivo.
O estudo também aplicou indicadores de sustentabilidade divididos em categorias como uso e eficiência de recursos, liberação de poluentes e conservação da biodiversidade.
O BFT obteve classificação de impacto moderado (nível 4) quanto ao risco à biodiversidade, inferior à dos sistemas abertos, que oferecem maior risco de escape de espécies e contaminação ambiental.
“Como sistema fechado, o BFT proporciona maior controle sobre a produção e os resíduos gerados”, destaca Tainara Blatt.
Tecnologia apresenta elevado consumo de energia
Segundo André Watanabe e Celso Buglione da Itaipu Binacional, o principal desafio identificado foi o elevado consumo energético, estimado em 114,6 megajoules por quilo de peixe produzido, valor associado à necessidade de aeração contínua e manutenção das condições do sistema.
Sendo assim, para ampliar a adoção do BFT, os pesquisadores apontam a urgência de investir em fontes de energia renováveis e no aprimoramento da eficiência dos equipamentos utilizados.
Reaproveitamento dos resíduos sólidos removidos do sistema – Foto: Tainara Blatt
Resíduos podem se tornar fertilizantes ou ração
Além disso, outro destaque do trabalho foi a possibilidade de reaproveitamento dos resíduos sólidos removidos do sistema.
Com potencial para se transformarem em fertilizantes ou ingredientes para ração, esses subprodutos podem agregar valor e contribuem para a circularidade da produção, reforçando o caráter sustentável do BFT.
Apesar da escassez de estudos que avaliem o sistema de forma integrada, os pesquisadores ressaltam que ferramentas como a análise do ciclo de vida e o cálculo da pegada de carbono podem ser incorporadas futuramente para mensurar com mais precisão os impactos ambientais dapiscicultura em bioflocos.
Com base nos dados obtidos, os pesquisadores concluem que o sistema BFT oferece uma solução tecnicamente viável e ambientalmente mais segura para a intensificação da aquicultura.
Seu uso racional de recursos naturais, a capacidade de reter nutrientes e o controle sobre os impactos ambientais o posicionam como alternativa estratégica para a produção de proteína aquática frente às pressões crescentes por segurança alimentar e preservação dos ecossistemas.
O estudo reforça a importância de investimentos em pesquisa, monitoramento e inovação para aprimorar ainda mais a sustentabilidade dos sistemas aquícolas.
Em regiões como o semiárido ou áreas periurbanas com uso restrito da água, o BFT pode representar a chave para uma aquicultura eficiente, ambientalmente responsável e alinhada às demandas do futuro.
A semeadura do arroz avançou de forma gradual no estado, acompanhando as variações climáticas regionais, segundo o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (16) pela Emater/RS-Ascar. O período seco das últimas semanas favoreceu a preparação do solo e o plantio nas principais regiões produtoras, especialmente nas áreas previamente niveladas.
Em alguns locais próximos a cursos d’água, o excesso de umidade ainda limita o acesso do maquinário e provoca atrasos no início da semeadura. A implantação das lavouras está entre o início e o meio do período recomendado pelo Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC). A área semeada varia entre 15% e 60%, conforme a região. “A maioria dos cultivos apresenta emergência uniforme, bom vigor inicial e desenvolvimento vegetativo dentro da normalidade”, destaca o informativo.
A expectativa é de redução da área cultivada devido a fatores econômicos e logísticos, principalmente em regiões com concorrência da soja. A estimativa de área é de 920.081 hectares, com produtividade projetada em 8.752 kg/ha.
Na Fronteira Oeste, produtores com maior capacidade operacional intensificaram o plantio. Em Uruguaiana, projeta-se uma redução expressiva da área cultivada, estimada em 71 mil hectares. Em São Borja, o avanço do plantio está limitado a menos de mil hectares devido à umidade do solo. Já em Dom Pedrito, a semeadura está mais adiantada e deve alcançar 36 mil hectares.
Na região de Pelotas, 61% da área estimada já foi semeada, impulsionada pelo clima seco e ensolarado. Em Santa Maria, a semeadura atinge 7% da área prevista e deve avançar com a redução das chuvas. Em Santa Rosa, as dificuldades no preparo do solo provocam atrasos e tendência de redução da área plantada para evitar concorrência com a colheita da soja. Na região de Soledade, 15% da área foi semeada, com parte em sistema pré-germinado e parte em solo seco.
Na comercialização, o preço médio da saca de 60 quilos apresentou recuo de 0,59%, passando de R$ 59,07 para R$ 58,72 na semana, conforme levantamento da Emater/RS-Ascar.
Segundo o relatório Panorama da Indústria Florestal Paulista, o estado tem 1,29 milhão de hectares com um Valor Bruto da Produção de R$ 4,45 bilhões
A silvicultura, impulsionada principalmente pelas culturas de eucalipto e pinus, se firmou como uma das grandes forças do agronegócio paulista e brasileiro. A produção desses gêneros registrou um crescimento de 31,7% entre 2022 e 2023, evidenciando a relevância do segmento para a economia. Os dados fazem parte do relatório produzido pela Indústria Florestal Paulista (Florestar), e divulgado em setembro de 2025, que traz uma análise completa dos valores econômicos, sociais e ambientais do setor. “Esses resultados reforçam a vocação da área no fornecimento de matéria-prima para a indústria de alta escala. Um exemplo é a produção de resina de pinus. São Paulo é hoje o maior produtor de resina do Brasil, respondendo por 59% do Valor Bruto da Produção (VBP) e da quantidade nacional”, destaca Fernanda Abilio, diretora da Florestar.
A pesquisa mostra que a cadeia produtiva baseada em eucalipto e pinus alia crescimento econômico, conservação ambiental e qualidade de vida. Atualmente, mais de cinco mil bioprodutos são gerados a partir das florestas plantadas. A celulose, por exemplo, tem aplicações diversas, começando pela fabricação de papel e embalagens; passando pela indústria alimentícia, como estabilizante e substituto de gordura, produção de tripas artificiais para embutidos; e na chamada celulose fluff, base de absorventes femininos e fraldas descartáveis. O pinus, por sua vez, é fonte de madeira para produtos serrados, móveis, construção civil, resinas aplicadas em vernizes, tintas, adesivos, colas e vedantes, entre outros.
Mais de 12% da área nacional
O levantamento da Indústria Florestal Paulista (Florestar) aponta que São Paulo é um dos principais estados brasileiros com florestas plantadas, somando 1,29 milhão de hectares, o equivalente a 12,6% da área nacional. O eucalipto predomina com 1 milhão de hectares, seguido por 154 mil hectares de pinus, 124 mil hectares de seringueira e sete mil de outros gêneros. Nos últimos quatro anos, a área cultivada cresceu mais de 68 mil hectares (6%), principalmente em áreas com algum grau de degradação reestabelecendo a produtividade ao solo, sendo 85% em novos plantios de eucalipto. “Essa base industrial é sustentada por uma extensa rede de serviços especializados, como empresas de silvicultura, colheita, transporte de madeira, fornecimento de insumos e suporte técnico”, explica Fernanda.
As florestas plantadas estão presentes em 76% dos municípios paulistas, com grande concentração em regiões como Avaré, Bauru, Botucatu, Capão Bonito, Itapetininga e Itapeva, que respondem por 46% do total plantado no estado. Além das condições naturais favoráveis, São Paulo se destaca por sua infraestrutura logística, com malhas rodoviária, ferroviária, hidroviária e acesso ao Porto de Santos. “Esse conjunto facilita o escoamento da produção e amplia a competitividade do setor no mercado nacional e internacional”, acrescenta a diretora da Florestar.
Com movimentação de R$ 4,45 bilhões em Valor Bruto da Produção (14,1% do total brasileiro), o setor florestal paulista é o que mais emprega no país, com mais de 877 mil vagas diretas e indiretas. No comércio exterior, São Paulo também mantém protagonismo: em 2024, foram US$ 3,29 bilhões em exportações. 19,5% do total nacional do setor florestal, um crescimento de 15,9% em relação ao ano anterior. Ao todo, 5,62 milhões de toneladas de produtos florestais foram exportados, com destaque para celulose (52,4%), papel (35,8%) e resina (5,1%). Os principais destinos foram China (33,7%), Estados Unidos (9,8%), Países Baixos (5,3%), Itália (4,7%) e Peru (4,6%).
A vaca Fernanda Forbes Olhos D’Água, da raça Girolando CCG 3/4, conquistou o título de Vaca Suprema da 3ª ExpoLeite, realizada em Uberaba (MG). O julgamento ocorreu na tarde deste sábado (18) e teve como jurada Tatiane Drummond Tetzner, da Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ) e da Associação Brasileira dos Criadores de Gir Leiteiro (ABCGil). O animal é de propriedade do criador Rodrigo Nogueira Ferreira, da Estância Nogueira, no município de Inhaúma, também em Minas.
Fernanda superou as Grandes Campeãs das demais categorias — Girolando CCG 1/4, 1/2 sangue, 5/8, Gir Leiteiro, Guzerá Leiteiro e Sinjer (Sindi x Jersey) — e levou o principal título da feira, organizada pela ABCZ com patrocínio de CNA/Faemg/Senar.
Recorde mundial de produção leiteira
A conquista coroa uma semana histórica para o criatório. Durante o torneio leiteiro oficial da ExpoLeite, Fernanda Forbes também se tornou a nova recordista mundial da raça Girolando, ao atingir 335,840 quilos de leite em dez ordenhas — uma média de 111,947 quilos por ordenha. O recorde anterior, que durava desde 2017, era de 111,863 quilos.
Fernanda, que tem composição genética 3/4 Holandês e 1/4 Gir, já era conhecida por seu desempenho em pista. “É um animal que sempre se despontou. Já ganhou várias premiações em julgamento e, pela primeira vez, conquistou o Grande Campeonato em torneio leiteiro”, afirmou o criador Rodrigo Nogueira.
Além do título principal, a Estância Nogueira também venceu com a vaca Curral Queimado Duquesa, campeã da categoria 1/4 Holandês + 3/4 Gir, com média de 64,477 quilos de leite. A Reservada Grande Campeã foi Doce FIV Resolve da JT Minas Gerais, da composição 1/2 sangue, com média de 104,310 quilos, pertencente ao expositor Eduardo Domingues de Castro.
O torneio leiteiro de Girolando começou no último domingo (12) e contou com dez ordenhas oficiais, consolidando a ExpoLeite como uma das principais vitrines da pecuária leiteira nacional.
A semana de 20 a 24 de outubro terá predomínio de tempo firme em várias regiões do Brasil, mas algumas áreas vão registrar pancadas de chuva, segundo a previsão do meteorologista do Canal Rural, Arthur Müller. Neste sentido, as condições influenciam desde a colheita de cultivos de inverno até a semeadura da safra 2025/26.
Confira a previsão por região:
Sul
O tempo fica mais firme na maior parte da região, com chance de pancadas isoladas de chuva no litoral do Paraná e Santa Catarina. As temperaturas seguem mais baixas, principalmente no centro-leste catarinense, Paraná e Serra Gaúcha. A segunda-feira terá frio intenso, com risco de geada apenas nas serras; nas baixadas, mínimas abaixo de 10°C, sem perigo de formação de geada.
Além disso, a temperatura sobe a partir de quarta-feira, ficando entre 25ºC e 28°C. A chuva retorna na sexta-feira com o avanço de uma nova frente fria, trazendo frio e temporais, especialmente no extremo sul do Rio Grande do Sul, com acumulados de até 30 mm, o que pode atrapalhar trabalhos em campo.
Sudeste
As chuvas se concentram ao longo do litoral e em áreas do centro-norte e leste de Minas Gerais, com possibilidade de precipitação no Espírito Santo. As temperaturas permanecem amenas em SP, centro-sul de MG, RJ e ES, com mínimas entre 10°C e 12°C até quarta ou quinta-feira.
Os acumulados de chuva de 15/20 mm nesta segunda ajudam a repor a umidade do solo. O tempo volta a firmar entre terça e quinta-feira, favorecendo o avanço da semeadura da safra 2025/26, enquanto a temperatura máxima no interior paulista pode chegar a 38°C a partir de sexta-feira.
Centro-Oeste
Instabilidades seguem sobre Mato Grosso e centro-norte de Goiás, com chuvas localmente fortes. Até quarta-feira, os acumulados chegam a 30/40 mm, garantindo boa umidade do solo. Já o sul de MT enfrenta cenário mais crítico, com chuvas irregulares e temperaturas elevadas, exigindo cautela nos trabalhos.
Entre sexta e sábado, o calor retorna, com máximas próximas de 40°C, aumentando o risco de estresse térmico para o gado em confinamento e para lavouras recém-semeadas. A expectativa é que, na próxima semana, uma frente fria traga 40/50 mm de chuva para os três estados.
Nordeste
Áreas de instabilidade permanecem ativas no sul e oeste da Bahia, avançando para o sul e interior do Piauí e Maranhão. Até quarta-feira, os acumulados devem atingir 30/40 mm, favorecendo a reposição de umidade.
No litoral da Bahia, entretanto, o volume pode ultrapassar 100 mm, com risco de alagamentos. Em Pernambuco, Paraíba, Sergipe e Alagoas, a chuva é fraca, de 5/10 mm, apenas aumentando a umidade relativa do ar. No Rio Grande do Norte, o tempo segue quente e seco.
Norte
As instabilidades seguem no Amazonas, centro-sul do Pará, Roraima, Rondônia e pontos isolados do Acre e Amapá. A semana terá bom volume de chuvas, entre 30 e 40 mm, especialmente no Tocantins, Rondônia e centro-sul do Pará, beneficiando pastagens e trabalhos agrícolas da safra 25/26.
Por outro lado, o Amapá e o noroeste do Pará ficam com tempo quente e seco, com máximas próximas de 3°C, aumentando o risco de focos de incêndio.
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Os concursos de qualidade dos cafés de Minas Gerais, promovidos pela Emater-MG, têm mudado a realidade de produtores no estado. A valorização dos lotes vencedores gera novas oportunidades de renda e consolida os campeonatos como uma vitrine importante para o mercado de cafés especiais.
Willem de Araújo, coordenador técnico da entidade, explica que o produtor mineiro entendeu a importância da qualidade. “Durante muito tempo o foco foi aumentar a produtividade, mas o produtor percebeu que investir em qualidade é o caminho para valorizar o produto”, afirma.
Segundo ele, os cafés premiados chegam a valer até três vezes mais que os lotes comuns. “Há casos de sacas que alcançam R$ 10 mil, graças à diferenciação e ao cuidado que o produtor dedica ao grão”, completa.
Plataformas digitais ampliam vendas
A comercialização online também tem impulsionado os resultados. Durante a pandemia, a Emater lançou a plataforma É do Campo, que conecta cafeicultores a consumidores em todo o país. “Nos surpreendeu a quantidade de cafés ofertados. É um canal ideal para quem produz pouco, mas investe em qualidade”, diz Araújo.
O coordenador destaca que as vendas virtuais abriram espaço para pequenos produtores oferecerem seus cafés diretamente a cafeterias e compradores internacionais. “Na internet, o café disputa espaço com produtos gourmet, como queijos e chocolates, mas continua sendo o carro-chefe das vendas”, ressalta.
Concursos abrem portas para novos produtores
Para o coordenador, os concursos são essenciais para dar visibilidade aos cafés de qualidade produzidos em pequenas propriedades. “Não adianta ter o melhor café do mundo se ninguém conhece. Os concursos municipais, regionais e estaduais ajudam a revelar esses tesouros e conectar produtores a novos mercados”, afirma.
Ele lembra que, em muitos casos, a participação nesses eventos é o primeiro passo para que pequenos cafeicultores estampem seu nome e sua história nas embalagens. “É motivo de orgulho. Esses concursos transformam a energia do campo em oportunidades reais de crescimento”, completa.
Neste ano, o 22º Concurso de Qualidade dos Cafés de Minas Gerais recebeu mais de 1.840 amostras, das quais 270 avançaram para a segunda etapa. Nesse sentido, segundo Araújo, o número reflete o engajamento crescente dos cafeicultores na busca por reconhecimento e valorização.
A BAT Brasil foi reconhecida como uma das 5 melhores empresas do segmento indústria e manufatura para trabalhar no Brasil pelo Glassdoor e é uma das vencedoras do prêmio Employer Branding Awards 2025. A plataforma é referência global em avaliação de organizações por meio da opinião de colaboradores e ex-colaboradores.
A conquista do terceiro lugar do ranking reforça a estratégia da multinacional de fortalecer sua marca empregadora e evidencia práticas de inclusão, inovação e desenvolvimento de talentos. O resultado consolida a companhia como referência para profissionais que buscam crescimento acelerado e aprimoramento contínuo em um ambiente de trabalho que promove inclusão e bem-estar para os colaboradores.
Os critérios considerados pelo Glassdoor, que agora faz parte do site de empregos Indeed, incluem uma análise minuciosa das avaliações anônimas de colaboradores e ex-colaboradores, sem qualquer indicação externa, garantindo que a qualidade da experiência de trabalho na BAT Brasil seja atestada de forma genuína.
“Nada é mais gratificante do que receber o reconhecimento dos nossos próprios talentos. O que faz a diferença é saber que eles sentem orgulho de trabalhar aqui, que se sentem cuidados, ouvidos e desafiados na medida certa. A cultura da BAT Brasil é viva, diversa e colaborativa. A gente acredita em um ambiente leve, com espaço para trocar, aprender e crescer junto. E esse prêmio mostra que essa energia é verdadeira e é vivida na prática todos os dias”, afirma Júlia Vannucci, gerente de Talento e Cultura da companhia.
Para entrar na lista de empresas brasileiras premiadas, uma organização deve ter recebido pelo menos 30 avaliações em cada um dos nove atributos analisados pelo Glassdoor: avaliação geral da empresa, oportunidades de carreira, remuneração e benefícios, cultura e valores, diversidade e inclusão, alta liderança, equilíbrio entre vida pessoal e profissional, recomendação a um amigo e perspectiva de negócios para seis meses. A lista final foi elaborada com base nas empresas com as melhores avaliações no Brasil até julho de 2025.
Além do pacote de remuneração, benefícios competitivos e oportunidades de carreira, as avaliações de colaboradores e ex-colaboradores da BAT Brasil no Glassdoor destacam o ambiente colaborativo e a riqueza da cultura da empresa. Entre as iniciativas promovidas pela empresa estão a escuta ativa dos funcionários, programas de treinamento e reconhecimento, flexibilidade e oportunidade de desenvolvimento de uma carreira internacional.
Ações de Diversidade e Inclusão também são aspectos de destaque na BAT Brasil devido à ampliação do programa de aceleração feminina, a certificação como a melhor empresa para a comunidade LGBTQIAP+ trabalhar, as ações afirmativas para a contratação e desenvolvimento de pessoas negras e grupos de cultura dedicados à inclusão.
“O Employer Branding Awards serve como um guia para profissionais que buscam empresas que realmente valorizam as pessoas. Com base nas avaliações publicadas no Glassdoor, os candidatos brasileiros podem fazer escolhas de carreira mais conscientes e encontrar ambientes que estejam alinhados aos seus valores e aspirações”, afirma Lucas Rizzardo, diretor de Vendas do Indeed no Brasil.
Esse compromisso com pessoas e talentos é fortalecido pelas iniciativas de marca empregadora, que consolidam a BAT como um lugar que combina desempenho, inovação e cuidado com quem faz a empresa acontecer. O prêmio do Glassdoor é o resultado direto dessas ações, que tornam a experiência de trabalhar na BAT reconhecida e valorizada.
Quer trabalhar na BAT Brasil? Verifique as vagas abertas (inscrições no site):
Especialista de Suprimentos Agrícolas – (Localização: Santa Cruz do Sul, RS)
Estágio em Recursos Humanos – Nível Superior – (Localização: Mafra, SC)
Estágio em Suprimentos – (Localização: São Paulo, SP)
Analista de Logística (Banco de Talentos) – (Localização: Brasil)
Coordenador (a) de Logística (Banco de Talentos)- (Localização: Brasil)
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a lei que amplia o acesso de agricultores familiares ao programa Garantia-Safra. A nova norma, publicada no Diário Oficial da União da última sexta-feira (17), reduz exigências e torna mais rápido o pagamento do benefício destinado a produtores atingidos por estiagens ou enchentes.
Com a mudança, o percentual mínimo de perda de safra necessário para receber o auxílio passa de 50% para 40%. A medida busca atender famílias que antes ficavam de fora do programa por não atingirem o limite anterior e garantir que os recursos cheguem com mais agilidade em situações de emergência climática.
Pagamento mais flexível
A nova lei permite que o governo pague o benefício em até três parcelas mensais ou em parcela única, conforme o caso. Essa flexibilização poderá ser aplicada em situações como calamidade pública, pandemia, epidemia ou emergência nacional.
A proposta, originada no Projeto de Lei 1282/24, foi apresentada pelo deputado Carlos Veras (PT-PE) e relatada pela senadora Augusta Brito (PT-CE). O texto foi aprovado pelo Senado em setembro, com o objetivo de tornar o programa mais acessível às famílias de baixa renda afetadas por perdas de produção.
Ampliação da cobertura
O Garantia-Safra, que tradicionalmente atende agricultores familiares da área da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), também passará a incluir municípios de outras regiões. A adesão dependerá do cumprimento dos critérios definidos pelo órgão gestor.
A gestão do fundo e das normas operacionais fica agora sob responsabilidade do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA). Além de garantir renda emergencial aos produtores, a lei autoriza o uso de parte dos recursos em ações que promovam convivência com o semiárido, aumento da produtividade e adaptação às mudanças climáticas.
A expectativa é que as novas regras reforcem o apoio à agricultura familiar e contribuam para a sustentabilidade econômica e ambiental das pequenas propriedades rurais.