domingo, abril 5, 2026

Autor: Redação

AgroNewsPolítica & Agro

Trigo tem pouca liquidez no Sul do País


A colheita de trigo avança de forma desigual no Sul do Brasil, com destaque para o Rio Grande do Sul e o Paraná, enquanto Santa Catarina praticamente não iniciou os trabalhos. Segundo informações da TF Agroeconômica, moinhos e exportadores seguem cautelosos, e o mercado interno mostra pouca liquidez diante da valorização do real e da ausência de negócios relevantes.

No Rio Grande do Sul, cerca de 4% das áreas foram colhidas, mas os maiores volumes devem surgir a partir da próxima semana. Mesmo com interesse de moinhos de fora do estado, não houve fechamento de contratos, já que o produto ainda não está disponível nas regiões de maior procura. Os preços ofertados giram em torno de R$ 1.000,00 por tonelada no interior, enquanto vendedores pedem entre R$ 1.050,00 e R$ 1.100,00. No Porto de Rio Grande, o trigo de 12% de proteína foi cotado a R$ 1.170,00 sobre rodas.

Em Santa Catarina, o cenário é de paralisação total. A colheita ainda não começou, e produtores permanecem à espera para definir preços, o que, segundo a TF Agroeconômica, é um erro recorrente. A consultoria alerta que o momento da colheita costuma ter os piores preços do ano e lembra que o mercado futuro permitiria fixar valores mais lucrativos antecipadamente. No estado, os preços pagos aos produtores variam entre R$ 61,00 e R$ 66,00 por saca, dependendo da região.

Já no Paraná, o trigo argentino recuperou parte das perdas recentes, voltando a cotar US$ 205/t para dezembro. No mercado interno, as compras seguem em torno de R$ 1.250 CIF moinhos nos Campos Gerais e Curitiba, com negócios pontuais. No Sudoeste, as vendas ocorrem a R$ 1.230 FOB, enquanto no Norte os preços, entre R$ 1.100 e R$ 1.120, desanimam produtores. A média estadual recuou 0,95% na semana, para R$ 64,32 por saca, ampliando o prejuízo dos triticultores, já que o custo de produção estimado pelo Deral é de R$ 74,63.

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Portos RS apresenta propostas para o futuro do porto da capital do Estado


Na quarta-feira (22/10), Porto Alegre recebeu o evento Porto em Movimento, promovido pela Portos RS, com o objetivo de apresentar e debater as ações de manutenção da hidrovia e os projetos de desenvolvimento para o porto da capital do Estado. O evento contou com a presença de representantes da Portos RS, como o presidente Cristiano Klinger, o diretor de Relações Institucionais, Sandro Oliveira, o diretor de Operações, Bruno Almeida, e o gerente de Estratégia Operacional, Matheus Evangelho. Também foram ao encontro operadores e portuários que acompanharam a apresentação das propostas.

Klinger realizou a abertura do encontro, destacando o impacto das futuras obras e ações no porto, bem como o compromisso da Portos RS com o desenvolvimento sustentável. Ele também enfatizou a necessidade de adaptação às novas demandas do mercado e aos desafios das questões climáticas.

O presidente ressaltou a importância do projeto em andamento para o fortalecimento da infraestrutura e a promoção de novas movimentações no porto. Segundo Klinger, a meta é não apenas melhorar a movimentação das cargas já existentes, mas também atrair novas cargas, aproveitando ao máximo o potencial da hidrovia. 

Expansão e investimentos planejados para o porto 

“A execução dessas obras é essencial para garantir a continuidade e a expansão do porto. Não estamos falando de uma obra qualquer, mas de uma estratégia voltada para o desenvolvimento do complexo portuário, com foco na construção de uma operação mais eficiente e sustentável. Com isso, buscamos não só a modernização operacional, mas também uma maior integração e competitividade do porto da capital do Rio Grande do Sul no cenário internacional”, afirmou Klinger.

O evento contou com a apresentação de Evangelho sobre os investimentos planejados para o porto, que incluem ações de modernização e aprimoramento da eficiência operacional. Em seguida, foi apresentado o estudo elaborado pela empresa EC Projetos, contratada pela Portos RS para desenvolver análises de viabilidade técnica, econômica e ambiental. O estudo, ainda em andamento, apresenta cenários para a modernização do porto, com foco em tornar a operação mais eficiente, competitiva e adaptada aos desafios ambientais atuais e futuros.

O encontro também foi uma oportunidade para um diálogo aberto e construtivo, no qual os participantes puderam debater os cenários propostos, sugerir ajustes e alinhar expectativas, reforçando o compromisso com um futuro sustentável para o porto.

A Portos RS continua focada na melhoria da infraestrutura portuária, buscando soluções inovadoras e eficientes para garantir que o Porto de Porto Alegre se destaque cada vez mais como um dos principais centros de movimentação de cargas do Brasil.

 





Source link

News

Setor produtivo investe no marketing do ‘prato feito’ para aumentar consumo de arroz e feijão no Brasil



O setor produtivo de arroz e feijão está apostando em novas estratégias de comunicação e marketing para tentar reverter a queda no consumo desses dois alimentos tão tradicionais na mesa dos brasileiros. A preocupação vai além da perda de identidade cultural: a redução da demanda também impacta diretamente a renda no campo e o equilíbrio da cadeia produtiva.

De acordo com o presidente do Instituto Brasileiro do Feijão e Pulses (Ibrafe), Marcelo Lüders, o desafio começa ainda nas lavouras, com a necessidade de reduzir custos e tornar o produto mais competitivo.

“O feijão traz em si muito imposto. Mesmo com o consumo desonerado, a produção ainda carrega uma carga tributária elevada, desde a embalagem até os insumos. É algo que precisa ser discutido pela sociedade e pelo setor produtivo para garantir preços mais acessíveis ao consumidor e rentabilidade ao produtor”, afirmou Lüders.

Para resgatar o consumo, o Ibrafe deve lançar em fevereiro de 2026 a campanha “Viva Feijão”, que pretende valorizar o prato feito e reforçar os benefícios nutricionais e culturais do alimento. A iniciativa busca reconectar o consumidor urbano ao hábito de uma refeição completa e balanceada, que une o feijão com o arroz.

O cereal, por sua vez, também será foco de novas ações de comunicação. No Rio Grande do Sul, um dos principais estados produtores do país, o arroz é considerado essencial para a economia e para a geração de emprego e renda.

“O arroz é uma fonte de energia saudável e muito importante para o setor rural gaúcho. Já temos campanhas em andamento, como a do Instituto Rio Grandense do Arroz, com o slogan ‘O arroz, a energia que move o Brasil’”, destacou Denis Dias Nunes, presidente da Federarroz.

Além das ações de marketing, especialistas reforçam que o incentivo ao consumo deve começar nas escolas. A nutricionista Fabiana Borrego defende que campanhas educativas e políticas públicas sejam implementadas para manter o arroz e o feijão no cardápio das crianças.

“Não se trata de incluir, mas de não excluir o arroz e o feijão das refeições escolares. São alimentos que garantem energia e equilíbrio nutricional, e precisam estar presentes tanto nas escolas públicas quanto nas particulares”, explicou Fabiana.

Mais do que uma questão de tradição, o arroz com feijão é símbolo de saúde, equilíbrio e identidade nacional. Resgatar o consumo do “prato feito” é, segundo o setor, um passo essencial para fortalecer a cadeia produtiva e manter viva uma das combinações mais marcantes da culinária brasileira.



Source link

News

Mercado do boi gordo fecha atento a possíveis decisões de Trump sobre importação de carne bovina



O mercado do boi gordo encerrou esta quinta-feira (23) com leve alta e cenário de estabilidade nas principais praças pecuárias do país. Segundo a analista de mercado da Datagro, Isabela Ingracia, a cotação do boi gordo fechou em R$ 311,40 por arroba na praça São Paulo, com escalas de abate confortáveis, variando entre 10 e 11 dias corridos.

“Apesar da estabilidade, a média Brasil vem apresentando um leve encurtamento nas escalas nas últimas semanas”, observou Ingracia, durante participação no Rural Notícias, do Canal Rural.

Movimentações de Trump

Um dos destaques da semana, segundo a analista, foi a decisão dos Estados Unidos de ampliar a cota de importação de carne bovina da Argentina, medida que faz parte de uma estratégia para reduzir os preços no mercado interno norte-americano.

“Os EUA estão reduzindo tarifas de importação da Argentina, mas é importante lembrar que, entre os principais fornecedores , Austrália, Argentina e Brasil, apenas o Brasil mantém um volume escalonável e competitivo de oferta de animais para abate”, destacou.

“Com isso, o Brasil reforça sua posição como um dos players mais relevantes no comércio global de carne bovina, beneficiado tanto pelos preços competitivos quanto pela capacidade de manter grandes volumes exportáveis’, complementou.

A analista lembrou ainda que o mercado acompanha com atenção a possível conversa entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump, que pode tratar da redução das taxações sobre a carne bovina brasileira importada pelos Estados Unidos.

Cenário doméstico

No cenário doméstico, as exportações brasileiras seguem aquecidas, com dados parciais do Comex Stat (antigo Cecex)indicando volumes expressivos embarcados em outubro. A demanda interna também começa a reagir, impulsionada pela chegada do fim de ano, férias escolares e expectativa de injeção do 13º salário.

“Esperamos surpresas positivas no terceiro trimestre e um fechamento de 2025 com bom desempenho para o setor pecuário”, diz Ingracia.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Trigo, soja e milho operam com leves ajustes nos mercados globais



No mercado de soja, os preços registram ajustes positivos


No mercado de soja, os preços registram ajustes positivos
No mercado de soja, os preços registram ajustes positivos – Foto: USDA

O trigo segue em leve alta nos mercados internacionais, impulsionado pela proteção de investidores frente à crescente competitividade dos grãos americanos, embora a valorização do dólar e a abundante oferta global limitem novas altas. Segundo a TF Agroeconômica, a colheita no Hemisfério Sul já começou, e fontes privadas apontam que a Argélia adquiriu 600 mil toneladas no último leilão, superando expectativas, com fornecimento vindo principalmente da Romênia, Bulgária e Ucrânia.

No mercado de soja, os preços registram ajustes positivos em Chicago, com destaque para o retorno da China às compras da América do Sul. A TF Agroeconômica indica que compradores chineses adquiriram soja brasileira e argentina para os próximos meses, reativando expectativas sobre um possível acordo comercial. Enquanto isso, condições climáticas secas no Brasil central e chuvas abundantes na Argentina impactam o andamento da colheita, e a ABIOVE elevou a estimativa de produção nacional para 178,5 milhões de toneladas.

O milho também opera em leve alta, sustentado pela escassez de vendas dos agricultores e pela forte valorização do petróleo. Conforme a TF Agroeconômica, o clima predominantemente seco no Centro-Oeste e a expectativa de uma colheita recorde limitam ganhos expressivos, apesar da demanda firme por ração. Os preços no Brasil acompanham as oscilações do mercado internacional, com leve variação diária nos valores da B3 e do CEPEA.

Em resumo, a combinação de fatores climáticos, negociações internacionais e comportamento dos produtores mantém os mercados agrícolas em ajustes moderados, enquanto operadores observam indicadores de oferta e demanda em constante evolução.

 





Source link

News

Seafood Show 2025 destaca inovação e sustentabilidade no pescado


A quarta edição da Seafood Show Latin America 2025 consolidou o evento como a principal feira de peixes, frutos do mar e aquicultura da região. Entre 21 e 23 de outubro, no Distrito Anhembi (SP), foram mais de 4 mil participantes, representantes de 24 estados e 18 países e 100+ marcas expositoras, em uma programação intensa de negócios, debates e experiências gastronômicas.

Por que o pecuarista deve prestar atenção

Embora focada no pescado, a Seafood Show oferece aprendizados diretos para quem produz proteína animal no campo:

  • Rastreabilidade e logística fria: boas práticas aplicáveis à carne bovina, do manejo pós-abate ao varejo.
  • Inovação e valor agregado: embalagens, cortes e conveniência que podem inspirar linhas premium de bovinos.
  • Marketing e varejo com IA: uso de dados para melhorar precificação, giro e experiência do consumidor.
  • Sustentabilidade: foco em eficiência de recursos e economia circular, agenda que também move a pecuária.

Presenças internacionais e debates estratégicos

A abertura contou com Marianne Sivertsen Næss, Ministra da Pesca e Política Oceânica da Noruega, e André de Paula, Ministro da Pesca e Aquicultura do Brasil. O seminário “O Futuro do Bacalhau no Brasil” discutiu tendências globais de consumo, com autoridades norueguesas e instituições brasileiras.

Também participaram Fernando Ruas (CEO da Francal), Sebastián Depolo (Embaixador do Chile no Brasil), Gianluca Cicchiello (Adido Agrícola da Itália), Francisco Medeiros (PeixeBR) e Eduardo Lobo (Abipesca e Câmara Setorial da Produção e Indústria de Pescados). Para os organizadores, a feira é “fonte de informação e conteúdo de alto nível” e sinaliza a maturidade internacional do segmento.

Autoridades no Seafood Show 2025
FOTO: Divulgação

Competição, inovação e premiações

A programação começou com o Melhores Peixeir@s do Brasil, valorizando técnicas e atendimento no balcão, e seguiu com a 2ª edição do Campeonato Brasileiro de Sushi, vitrine de habilidade, precisão e criatividade. Houve ainda a abertura de atum Bluefin, aula prática que reforçou padrões de qualidade e manejo.

O Prêmio Seafood Innovation Show destacou tecnologias, processos e práticas sustentáveis. Vencedores anunciados em 22/10:

  • 1º lugarNoronha Pescados, Empanado Popeye (Polaca do Alasca com espinafre)
  • 2º lugarDamm, Filé de Salmão Defumado Korin
  • 3º lugarBlumar, Tirinhas de Salmão Empanadas tipo Tempurá

No Global Reception que encerrou o segundo dia, foram premiados os destaques do setor. O Melhores Peixeiros do Brasil teve como campeões Alan Gomes e José Edson (Natural da Terra Paraíso/SP), seguidos por Edilson Pereira e Caio de Oliveira (Peixaria Carrefour Butantã/SP).

Pescados no Seafood Show 2025
FOTO: Divulgação

Tendências: IA no varejo, embalagem e experiência do consumidor

Na quarta-feira (22/10), a Arena Talks e o Seafood Service Show trouxeram painéis sobre inovação, marketing digital, uso de IA no varejo, rastreabilidade, logística e sustentabilidade. Finalistas do Innovation Show foram avaliados por embalagem, originalidade, potencial comercial e sustentabilidade.

Debate sobre feiras livres e festivais de pescado reforçou a necessidade de mão de obra qualificada e projetos de capacitação (como os “Chefes do Pescado” na CEAGESP). Nas aulas-show, chefs valorizaram espécies como aruanã, piramutaba, sororoca e ubatumirim.

Encerramento e perspectivas

Em 23 de outubro, a feira encerrou sua 4ª edição com parcerias, lançamentos e agenda de inovação. A Seafood Show Latin America reafirmou que o futuro de pesca e aquicultura depende de colaboração, tecnologia e sustentabilidade, conectando elos da cadeia e criando benchmark útil para outros setores de proteína, inclusive a pecuária de corte.



Source link

News

Mariangela Hungria, da Embrapa Soja, recebe ‘Nobel’ da agricultura



A pesquisadora da Embrapa Soja, Mariangela Hungria, será homenageada com o Prêmio Mundial da Alimentação (World Food Prize – WFP), conhecido como o “Nobel da agricultura”. O reconhecimento celebra sua trajetória de mais de 40 anos dedicada à pesquisa de biológicos e à sustentabilidade na produção agrícola.

Mariangela Hungria recebeu a notícia do prêmio em fevereiro, mas só agora pôde compartilhar a emoção de ser reconhecida internacionalmente.

“Foi um período de muita emoção, entrando em um evento com mais de mil pessoas, fotos, homenagens e, principalmente, a oportunidade de falar sobre a sustentabilidade da agricultura brasileira”, conta.

Ao longo de quatro décadas, Mariangela Hungria se manteve fiel à sua convicção de que os biológicos teriam papel importante em uma agricultura altamente produtiva, mesmo em uma época dominada pelo uso intensivo de químicos. Para ela, o prêmio é individual, mas também representa um reconhecimento coletivo do Brasil e do trabalho de sua equipe na Embrapa.

A pesquisadora destaca ainda a importância do agricultor brasileiro. “Se não fosse o agricultor brasileiro que acredita e usa biológicos, não teríamos liderança mundial neste setor”.

Premiação

A premiação será realizada nesta quinta-feira às 21h (horário de Brasília), no Capitólio de Iowa, em Des Moines (EUA), e poderá ser acompanhado pelo site da Fundação WFP.



Source link

News

Como evitar perdas e manter o desempenho do gado confinado durante período das chuvas?



A chegada das chuvas, embora essencial para a recuperação do pasto, representa um grande desafio no manejo do confinamento, podendo gerar perdas significativas no cocho.

Segundo o zootecnista e consultor Mauricio Scoton, a condição adversa do ambiente provoca uma drástica redução no consumo da dieta pelos animais, impactando o Ganho Médio Diário (GMD) e elevando o custo da arroba produzida.

O principal problema é que a água molha a ração, alterando sua qualidade e tornando o gado mais seletivo. Além disso, a umidade e o barro dificultam o descanso e a ruminação dos animais, diminuindo ainda mais a ingestão. Por isso, o manejo de cocho no início das águas exige atenção especial para ajustar a oferta e minimizar o impacto no consumo.

Confira:

Estratégias para evitar desperdícios

Para que o pecuarista consiga administrar a curva de consumo e evitar o desperdício de trato, a estratégia deve ser baseada na vigilância contínua e no ajuste rápido da oferta. O zootecnista alerta que a falha no manejo de cocho durante a chuva pode roubar o lucro do confinador. Se houver desperdício, o trato deve ser descartado, elevando o custo da diária. Além disso, a queda no consumo resulta em um GMD mais baixo.

O confinamento é uma operação de longo prazo, com cerca de cem dias, e o desempenho deve ser medido pelo consumo médio do período. Por isso, o recado final do especialista é que o produtor mantenha sua equipe treinada para acompanhar o cocho em dias de chuva, minimizando as perdas.

Com informações de: girodoboi.canalrural.com.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.



Source link